Tag: exportações

  • Comércio Brasil-EUA cai 14,3% em 2026 e amplia déficit comercial

    Comércio Brasil-EUA cai 14,3% em 2026 e amplia déficit comercial

    A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 29,5 bilhões entre janeiro e maio de 2026, queda de 14,3% na comparação anual, segundo o Monitor do Comércio Brasil-EUA, divulgado pela Amcham Brasil nesta quarta-feira (10). A retração reflete a queda simultânea das exportações brasileiras e das importações de produtos norte-americanos.

    As exportações do Brasil para os EUA alcançaram US$ 14,0 bilhões no período, recuo de 16% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e o menor nível desde 2022. Já as importações totalizaram US$ 15,5 bilhões, com queda de 12,6%. Com isso, o déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos cresceu 43,3% e atingiu US$ 1,5 bilhão.

    A queda nas exportações brasileiras se concentra em produtos estratégicos como petróleo bruto, café não torrado, semiacabados de ferro ou aço e celulose. Nas importações, o Brasil reduziu as compras de motores e máquinas, aeronaves e partes, além de óleos brutos de petróleo.

    Em maio, o Brasil exportou US$ 3,1 bilhões para os Estados Unidos, valor 14% menor que o registrado no mesmo mês de 2025. O resultado marca o décimo mês consecutivo de queda nas exportações. As importações também recuaram 11% no mês, acumulando seis meses seguidos de retração.

    Desempenho abaixo

    O desempenho do comércio bilateral ficou abaixo do ritmo das exportações totais brasileiras, que cresceram 8,7% no acumulado do ano. No mesmo período, as vendas para os Estados Unidos caíram 16%. Produtos sujeitos a sobretaxas registraram queda ainda maior, de 22,6%.

    Para Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, o cenário exige avanço nas negociações bilaterais. “O comércio entre Brasil e Estados Unidos opera abaixo do potencial. É fundamental avançar nas negociações para evitar novas tarifas e criar condições para a retomada do fluxo comercial”, afirma.

    O ambiente comercial também sofre influência das investigações conduzidas pelo governo dos Estados Unidos com base na Seção 301. Caso as medidas em análise sejam implementadas, produtos brasileiros podem enfrentar tarifas adicionais de até 37,5%, o que tende a reduzir a competitividade frente a concorrentes internacionais.

  • Exclusão do Brasil é mantida pela UE após revisão das regras para exportação de carnes

    Exclusão do Brasil é mantida pela UE após revisão das regras para exportação de carnes

    A União Europeia (UE) publicou nesta sexta-feira (5) um novo regulamento de execução que consolida as exigências relacionadas ao uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal destinada à exportação. Com a medida, o Brasil permanece fora da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para consumo humano aos europeus a partir de setembro.

    Além disso, o regulamento reúne normas publicadas anteriormente e atualiza a relação de países que comprovaram o cumprimento das exigências sanitárias impostas pelo bloco.

    As regras europeias proíbem a importação de carnes e derivados de animais tratados com antibióticos para promoção de crescimento ou aumento de rendimento produtivo, bem como de produtos que contenham substâncias reservadas ao tratamento de determinadas infecções em humanos.

    As exigências abrangem as cadeias de bovinos, ovinos, caprinos, suínos, equinos, aves, aquicultura, leite, ovos, coelhos, carne de caça, mel e tripas.

    Brasil não apresentou garantias exigidas

    De acordo com o regulamento, o Brasil não forneceu à Comissão Europeia informações suficientes para comprovar que implementou, até 3 de setembro de 2026, as medidas necessárias para garantir o cumprimento das exigências relativas ao não uso de antimicrobianos em cadeias de bovinos, equinos, aves, aquicultura, mel e tripas.

    Embora as normas europeias tenham sido publicadas em 2023, o regulamento que exigia a comprovação dos controles entrou em vigor em outubro de 2024.

    Nas últimas semanas, autoridades brasileiras intensificaram as negociações para tentar reverter a restrição antes do início da vigência das novas regras. No entanto, segundo fontes ligadas às tratativas, os avanços foram limitados.

    O principal impacto potencial recai sobre as exportações de carne bovina — Foto: Embrapa

    Países habilitados ampliam presença no mercado europeu

    Segundo o regulamento, diversos países e territórios conseguiram apresentar as garantias exigidas pela Comissão Europeia.

    Entre os países aprovados estão Amênia, Benim, Belize, Irã, Quênia, Sri Lanka, Nigéria, Indonésia, Índia e Guernsey.

    Brasil é o único país citado por falta de informações

    O regulamento destaca que o Brasil foi o único país mencionado especificamente por não apresentar as informações e garantias necessárias dentro do prazo.

    Atualmente, segundo o novo regulamento de execução, 92 países ou regiões estão habilitados a exportar ao menos um produto de origem animal para a União Europeia, desde que cumpram as exigências relacionadas ao controle e à não utilização de antimicrobianos proibidos pelo bloco.

     

  • China reconhece Brasil como livre de febre aftosa após 20 anos de negociações

    China reconhece Brasil como livre de febre aftosa após 20 anos de negociações

    O governo da China reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa, após mais de 20 anos de negociações bilaterais. O anúncio ocorreu nesta terça-feira (2), durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim.

    A decisão fortalece a posição do Brasil no comércio internacional de proteínas animais e abre novas oportunidades para exportações de carne bovina e suína ao mercado chinês. Com o novo status sanitário, o país poderá ampliar o envio de produtos antes restritos, como carne com osso e miúdos, itens com maior valor agregado.

    A China lidera como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, as vendas do setor para o país asiático superaram US$ 50 bilhões, consolidando a dependência estratégica dessa relação comercial.

    O avanço resulta do fortalecimento do diálogo sanitário entre os dois países. Em maio de 2025, durante missão presidencial à China, Brasil e governo chinês firmaram um Memorando de Entendimento na área de medidas sanitárias e fitossanitárias. O acordo acelerou negociações técnicas e destravou pautas consideradas prioritárias para o setor agropecuário brasileiro.

    Vigilância sanitária

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) coordenaram as tratativas que culminaram no reconhecimento. A conquista também reflete décadas de investimentos do Brasil em programas de vigilância sanitária, erradicação da febre aftosa e rastreabilidade do rebanho.

    Para o Brasil, o novo status sanitário deve gerar impactos diretos na competitividade internacional da carne, ampliar o acesso a mercados premium e reforçar a imagem do país como fornecedor confiável de alimentos. Além disso, a medida tende a estimular investimentos na cadeia pecuária, com efeitos positivos sobre renda, emprego e desenvolvimento regional, especialmente em estados com forte vocação pecuária.

  • SC tem o 5º maior agronegócio do Brasil e lidera país em agroindustrialização

    SC tem o 5º maior agronegócio do Brasil e lidera país em agroindustrialização

    O agronegócio de Santa Catarina voltou a ganhar destaque nacional após a divulgação do Mapa do Agro Catarinense 2026, estudo lançado pela FACISC nesta quinta-feira (28), em Florianópolis. O levantamento revela que o estado ocupa atualmente a 5ª posição entre os maiores agronegócios do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

    Com uma produção estimada em R$ 144 bilhões, Santa Catarina já representa 6% de todo o agronegócio brasileiro. Além disso, o estado apresentou crescimento acima da média nacional nos últimos anos, reforçando sua relevância econômica no setor.

    Segundo os dados divulgados, o agronegócio responde por 35% da economia catarinense, movimenta aproximadamente 470 mil empresas, gera emprego para 1,6 milhão de pessoas e ainda contribui com cerca de R$ 12 bilhões em arrecadação estadual.

    O presidente da FACISC, Elson Otto, afirmou que o estudo comprova a força produtiva catarinense mesmo diante da concorrência com estados territorialmente maiores.

    Agroindústria fortalece modelo catarinense

    O levantamento aponta que um dos maiores diferenciais de Santa Catarina está justamente na forte presença da agroindústria. Diferentemente de estados como Mato Grosso e Goiás, onde a produção primária concentra a maior parte da atividade econômica, o modelo catarinense aposta na agregação de valor.

    Atualmente, cerca de 40% do agronegócio catarinense está diretamente ligado à indústria, o maior índice entre os principais estados produtores do país.

    O diretor de Agronegócio e Ferrovias da FACISC, Lenoir Broch, ressaltou que essa característica tornou o estado mais competitivo e resiliente.

    “Santa Catarina construiu um modelo baseado em agregação de valor. O estado não apenas produz, mas industrializa, exporta, desenvolve tecnologia e gera empregos em toda a cadeia produtiva. Isso torna o agro catarinense mais diversificado e resiliente”, afirmou.

    Além disso, o estudo mostra que Santa Catarina possui a 6ª maior quantidade de trabalhadores do agronegócio brasileiro, com 1,6 milhão de pessoas ocupadas no setor. Nos últimos dez anos, o número de empregos no agro cresceu 19%, o terceiro maior avanço nacional.

    Quando o índice é proporcionalmente comparado à população, o estado lidera o ranking brasileiro, com 195 trabalhadores do agronegócio para cada mil habitantes.

    Estado lidera produção em diversos segmentos

    O Mapa do Agro Catarinense também revela que Santa Catarina ocupa posição de liderança em pelo menos 12 segmentos produtivos. O estado responde atualmente por:

    • 50% da produção brasileira de maçã;
    • 23% da produção nacional de carne suína;
    • 86% da produção de ostras, vieiras e mexilhões;
    • 44% das conservas de peixe;
    • 64% do alvejamento e tingimento de fios e tecidos.

    Além disso, Santa Catarina ampliou investimentos em áreas consideradas menos tradicionais no agronegócio nacional. O estado se destaca em setores como maracujá, pêssego, ovos de codorna, alevinos, máquinas para alimentos, papel, confecção e indústria têxtil.

    Segundo o estudo, esses segmentos apresentam maior risco produtivo, porém oferecem elevado valor agregado e fortalecem a diversificação econômica catarinense.

    Exportações batem recorde histórico

    No cenário internacional, Santa Catarina alcançou resultados históricos. O estado aparece como o 8º maior exportador do agronegócio brasileiro e figura entre os cinco maiores exportadores quando considerada apenas a agroindústria.

    Em 2025, o agronegócio catarinense registrou um recorde de US$ 8,4 bilhões em exportações. O desempenho ocorreu mesmo diante do chamado tarifaço imposto pelos Estados Unidos e dos embargos chineses sobre proteínas animais.

    Ainda assim, o estado ampliou vendas para mercados da América do Sul e do Oriente Médio. Além disso, recuperou níveis importantes de exportação para continentes como Europa, África e Oceania.

    Santa Catarina também ocupa a segunda posição nacional em importações do setor, com cerca de US$ 7,3 bilhões em compras internacionais. O estado concentra grande parte da entrada de fertilizantes e insumos industriais utilizados não apenas localmente, mas também em outras regiões do país.

    A economista da FACISC, Mariana Guedes, destacou que a diversidade produtiva catarinense fortalece a competitividade internacional.

    “O diferencial de Santa Catarina está na diversidade produtiva e na capacidade de industrialização. Todas as regiões do estado se destacam na produção nacional em vários setores, o que amplia a competitividade internacional e faz o estado se beneficiar de diferentes ciclos econômicos, com a capacidade de atender vários mercados ao mesmo tempo, com altas exigências sanitárias e qualidade ímpar”, explicou.

    Tecnologia impulsiona competitividade no campo

    O estudo também apontou o avanço tecnológico do agronegócio catarinense. Atualmente, Santa Catarina possui 85 startups agtechs e ocupa a 7ª posição nacional nesse segmento.

    Quando o foco recai sobre empresas que desenvolvem softwares voltados ao agro, o estado sobe para a 4ª colocação nacional, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

    Segundo o levantamento, o ecossistema catarinense se destaca por criar soluções tecnológicas voltadas a problemas reais do produtor rural, com potencial de expansão em larga escala.

    As startups estão distribuídas em diferentes regiões do estado, com destaque para Florianópolis, Chapecó, Concórdia, Lages e Joinville.

    Estudo alerta para desafios do setor

    Apesar dos resultados positivos, o Mapa do Agro Catarinense também chama atenção para alguns desafios enfrentados pelo setor. Eventos climáticos extremos, gargalos logísticos e altos custos de produção fizeram Santa Catarina perder posições nacionais em culturas como cebola, alho, tomate, milho, uva e pêssego.

    O estudo destaca ainda a necessidade de ampliar políticas de prevenção climática e facilitar o acesso a insumos biotecnológicos, produzidos com matérias-primas menos dependentes dos grãos tradicionais e menos vulneráveis às oscilações do mercado internacional.

    Mesmo diante desses obstáculos, Santa Catarina registrou recordes de produção, emprego e comércio exterior entre 2024 e 2025, reforçando a capacidade de adaptação do setor.

  • Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde histórico em abril

    Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde histórico em abril

    O agronegócio brasileiro alcançou US$ 16,65 bilhões em exportações em abril de 2026 e estabeleceu um novo recorde para o mês, segundo dados oficiais. O resultado representa crescimento de 11,7% na comparação com abril de 2025 e reforça o protagonismo do setor no comércio exterior do país.

    O agro respondeu por 48,8% de todas as exportações brasileiras no período. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram US$ 54,6 bilhões, também o maior valor já registrado para o quadrimestre.

    O volume exportado cresceu 9,5% em relação a abril do ano passado, enquanto o preço médio avançou 2,1%. As importações do setor totalizaram US$ 1,62 bilhão, queda de 3,6%, o que garantiu um superávit de US$ 15 bilhões no mês.

    O cenário internacional favorece o Brasil, impulsionado pela demanda por fornecedores confiáveis, capacidade logística e segurança sanitária. Além disso, o país ampliou sua presença global ao abrir mais de 600 novos mercados para produtos agropecuários desde o início da atual gestão, o que fortaleceu a diversificação da pauta exportadora.

    Principal destino

    A China liderou como principal destino das exportações do agro brasileiro em abril, com compras de US$ 6,6 bilhões, cerca de 40% do total. O valor representa alta de 21,8% em relação ao mesmo mês de 2025. A União Europeia aparece na sequência, com US$ 2,36 bilhões e crescimento de 8,7%, enquanto os Estados Unidos importaram US$ 1 bilhão, com queda de 16,8%.

    A soja em grãos manteve a liderança entre os produtos exportados, com US$ 6,9 bilhões em vendas externas, alta de 18,8%. O volume embarcado atingiu 16,7 milhões de toneladas, avanço de 9,7% e recorde para abril. A combinação de safra recorde em 2025/2026 e valorização de 8,4% nos preços impulsionou o desempenho.

    A carne bovina in natura também registrou resultado histórico, com US$ 1,6 bilhão exportado, crescimento de 29,4%. Os embarques somaram 252 mil toneladas, alta de 4,3%. A China concentrou 55,8% das compras, com US$ 877,4 milhões.

    Entre os segmentos com melhor desempenho, o complexo soja liderou com US$ 8,1 bilhões e alta de 20,4%. As proteínas animais somaram US$ 3 bilhões, crescimento de 18%. Os produtos florestais alcançaram US$ 1,4 bilhão (+8,6%) e o café registrou US$ 1,2 bilhão, apesar da queda de 12,1%. Fibras, produtos têxteis e algodão também avançaram, com recordes em valor e volume.

    A celulose atingiu US$ 854,7 milhões em exportações, com alta de 16%, enquanto o farelo de soja chegou a 2,4 milhões de toneladas embarcadas, crescimento de 12,7%.

    Variedade

    Produtos menos tradicionais ganharam espaço na pauta exportadora. Pimenta piper seca, ração para pets, óleo essencial de laranja, sebo bovino, abacate e manga registraram recordes em valor ou volume.

    A fruticultura brasileira também ampliou sua presença internacional. Desde 2023, o país abriu 34 novos mercados para frutas. Entre janeiro e abril de 2026, produtos como melão, limão, lima, melancia e mamão alcançaram recordes de exportação.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, afirmou que o resultado reforça a imagem do Brasil como parceiro confiável. Segundo ele, a combinação entre produção, abertura de mercados e presença internacional transforma potencial em acesso real.

    O ministro da Agricultura, André de Paula, destacou o impacto econômico do desempenho. Para ele, o recorde reflete geração de renda no campo, emprego na indústria e maior inserção do Brasil no comércio global.

  • Além do vinho, salmão também lidera exportações em 2026

    Além do vinho, salmão também lidera exportações em 2026

    As exportações do Chile para o Brasil movimentaram US$ 897 milhões entre janeiro e abril de 2026, segundo dados do ProChile, órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores chileno. O valor representa 4,72% de todos os embarques do país no período e mantém o Brasil como o quinto principal destino das exportações chilenas no mundo, atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão e Índia.

    Entre os produtos mais exportados ao mercado brasileiro, o salmão e a truta seguem na liderança. Juntos, eles somaram US$ 359 milhões nos quatro primeiros meses do ano, o equivalente a 40% de tudo o que o Chile vendeu ao Brasil no período. Além disso, o setor registrou crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

    O vinho aparece na segunda posição entre os destaques da pauta exportadora chilena. As vendas da bebida alcançaram US$ 64 milhões entre janeiro e abril, avanço de 17,6% em relação ao ano anterior.

    Dentro da categoria, os vinhos tintos engarrafados lideraram os embarques, com US$ 31 milhões e alta de 28,3%. Na sequência aparecem os vinhos brancos engarrafados, como Riesling, Pinot Blanc e blends, que somaram US$ 8 milhões, crescimento de 38,7%. Já os vinhos tintos Cabernet Sauvignon engarrafados movimentaram US$ 6 milhões, com avanço de 7,6%.

    Segundo Hugo Corales, diretor do ProChile no Brasil, a relação comercial entre os dois países segue fortalecida. Atualmente, as exportações chilenas ao mercado brasileiro giram em torno de US$ 4,6 bilhões por ano, enquanto as vendas brasileiras ao Chile variam entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões.

    “Essa forte relação faz do Brasil o principal mercado do Chile na América Latina. Quase 100% do salmão, mais de 44% do vinho importado e a liderança mundial em cerejas e frutas secas vêm de um único vizinho, a menos de quatro horas de voo”, destacou Corales.

    Brasil registra recorde no consumo de vinho

    Enquanto o consumo mundial de vinho caiu 2,7%, o Brasil seguiu na contramão e bateu recorde em 2025. De acordo com dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o consumo interno cresceu 41,9%, alcançando 4,4 milhões de hectolitros, a maior marca já registrada no país.

    O aquecimento do mercado também impulsionou a produção nacional. A área de vinhedos brasileiros cresceu pelo quinto ano consecutivo e atingiu 91 mil hectares.

    Além disso, o setor vitivinícola encerrou 2025 com faturamento estimado em R$ 21,1 bilhões, resultado 10% superior ao registrado no ano anterior.

  • Exportações de frango batem recorde histórico

    Exportações de frango batem recorde histórico

    As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram recorde histórico no primeiro quadrimestre de 2026. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior, a Secex, cuja série começou em 1997. Entre janeiro e abril, o Brasil embarcou 1,94 milhão de toneladas ao mercado internacional.

    O volume superou o antigo recorde de 1,93 milhão de toneladas, registrado no último quadrimestre de 2025. Além disso, abril apresentou o maior volume já exportado para o mês.  O setor enviou 486,5 mil toneladas de carne de frango ao exterior em abril. O resultado ficou 3,5% abaixo de março. Porém, avançou 2,2% frente ao mesmo período de 2025.

    Segundo os pesquisadores do Cepea, a demanda aquecida sustentou os preços da proteína no mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, a oferta controlada em algumas regiões também contribuiu para a valorização do produto.

    Para a segunda metade de maio, agentes do setor esperam menor força nas altas. O motivo é a redução do poder de compra da população no fim do mês. Mesmo assim, parte do mercado ainda prevê leves reajustes positivos nas cotações regionais. As expectativas consideram principalmente as condições locais de oferta e demanda.

    Exportações de ovos voltam a crescer

    Foto: divulgação – Portal Gov.br

    As exportações brasileiras de ovos cresceram novamente em abril, após dois meses de desaceleração. O Chile liderou a demanda depois de registrar gripe aviária em uma granja comercial. Com isso, o país importou volume recorde de ovos brasileiros, segundo a Secex. O mercado chileno respondeu por 84% dos embarques nacionais de ovos in natura.

    Os dados analisados pelo Cepea mostram que o Brasil exportou 2,31 mil toneladas de ovos em abril. O volume inclui ovos in natura e processados. O resultado representa alta de 24% sobre março de 2026.

    Por outro lado, o volume ficou 47% abaixo do registrado em abril do ano passado. Os embarques de ovos in natura somaram 1,64 mil toneladas em abril. O avanço chegou a 53% na comparação mensal.

    Já as exportações de ovos processados atingiram cerca de 668 toneladas. Nesse caso, houve queda de 16% frente a março.

    Os pesquisadores do Cepea afirmam que o Brasil fortaleceu sua posição internacional no fornecimento de ovos. O país atende mercados afetados por surtos de gripe aviária. O mesmo movimento ocorreu em 2025 com os embarques aos Estados Unidos. Como o Brasil mantém o status de livre da doença, o setor preserva forte potencial exportador.

  • MBRF lucra R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026

    MBRF lucra R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026

    A MBRF (MBRF3), gigante do setor de alimentos e detentora de marcas consagradas como Sadia, Perdigão e Qualy, iniciou o ano de 2026 com resultados financeiros robustos. A companhia registrou um lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre, o que representa um avanço de 26% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

    O balanço do 1T26 revela uma receita líquida de R$ 39,5 bilhões e EBITDA de R$ 3,1 bilhões. Segundo o Chairman da MBRF, Marcos Molina, esses números comprovam a consistência da estratégia de longo prazo e a eficiência na execução do modelo de negócios da empresa.

    Recorde nas exportações e avanço na Ásia e Europa

    A estratégia de diversificação global impulsionou o desempenho operacional. Em março, a MBRF atingiu um recorde histórico nas exportações diretas de aves e suínos. Os embarques para a Europa saltaram 43% em relação ao trimestre anterior, beneficiados pelo retorno das vendas de aves via pre-listing para a União Europeia. Na Ásia, o crescimento foi de 18%, com destaque para os carregamentos de frango originados no Rio Grande do Sul com destino à China.

    O CEO da MBRF, Miguel Gularte, destaca que a agilidade em direcionar produtos para mercados de maior rentabilidade permitiu que a empresa aproveitasse a crescente demanda global por proteínas.

    Liderança no mercado Halal e resiliência no Oriente Médio

    Mesmo diante de um cenário geopolítico complexo, a MBRF fortaleceu sua presença no Oriente Médio. A companhia registrou o maior volume de vendas de sua história durante o Ramadã, ampliando em 12 pontos percentuais sua participação nas exportações para os países do Golfo entre fevereiro e março.

    A unidade Sadia Halal alcançou rentabilidade recorde, encerrando o trimestre com uma margem EBITDA ajustada de 15,6%. A empresa atribui o sucesso à flexibilidade operacional e à robustez de seu sistema logístico e de distribuição própria na região.

    Desempenho nos mercados das Américas

    No Brasil, a MBRF expandiu sua presença nos pontos de venda em 1,3 ponto percentual, mesmo em um período de consumo sazonalmente mais baixo. A integração do portfólio de carne bovina também ampliou a base de clientes atendidos no mercado interno.

    Já na América do Norte, a receita subiu 6,9%, atingindo US$ 3,5 bilhões, impulsionada pela alta demanda, apesar da oferta restrita de gado na região. Na América do Sul, a operação apresentou um crescimento ainda mais expressivo. A receita saltou 23,1% e o EBITDA cresceu 34,9%, resultado do foco em produtos de valor agregado e ganhos de produtividade nos complexos industriais.

    O Vice-presidente de Finanças e RI, José Ignacio Scoseria, reforça que a prioridade da companhia permanece na geração de valor e na manutenção de uma estrutura de capital saudável. A MBRF projeta manter o ritmo de crescimento sustentável, consolidando sua plataforma global multiproteína nos próximos trimestres.

  • Brasil e África do Sul fecham acordo no agro com foco em febre aftosa, proteínas animais e biosseguridade

    Brasil e África do Sul fecham acordo no agro com foco em febre aftosa, proteínas animais e biosseguridade

    Dois dos maiores produtores agrícolas do hemisfério sul decidiram sentar à mesa para construir algo maior do que uma simples troca comercial. Brasil e África do Sul assinaram, nesta quinta-feira (30), um Memorando de Entendimento voltado ao fortalecimento da cooperação agropecuária bilateral. O destaque fica para a defesa sanitária animal e para a ampliação de oportunidades em setores estratégicos do agro.

    Do lado brasileiro, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, assinou o documento. Do lado sul-africano, o ministro da Agricultura, John Steenhuisen. No centro das negociações, um tema que o Brasil conhece bem e que ainda preocupa o sul do continente africano: a febre aftosa.

    Brasil como referência global em sanidade animal

    Não é por acaso que a África do Sul buscou o Brasil como parceiro técnico nessa área. Afinal, o país conquistou, junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o status de território livre de febre aftosa sem vacinação. Trata-se de um dos patamares mais elevados de reconhecimento sanitário no mundo. Chegar a esse ponto levou décadas de investimento em vigilância, rastreabilidade e políticas públicas de defesa agropecuária.

    Agora, essa experiência pode ser transferida. O governo sul-africano demonstrou interesse direto em aprender com o modelo brasileiro para estruturar um plano regional de combate à doença. Vale lembrar que a febre aftosa ainda provoca impactos econômicos relevantes em boa parte do sul da África. “Estamos aqui para aprender com a experiência brasileira e buscar apoio no enfrentamento da febre aftosa”, afirmou o ministro John Steenhuisen.

    André de Paula, por sua vez, reforçou o papel estratégico da parceria: “A garantia da segurança alimentar no mundo é uma prioridade do governo brasileiro e representa um ponto de convergência importante com a África do Sul”. Além da febre aftosa, o acordo também abre espaço para cooperação no monitoramento da influenza aviária. Essa é outra preocupação crescente para produtores de proteína animal em escala global.

    O que está na mesa além da sanidade

    Saúde animal é o núcleo do acordo, mas está longe de ser o único tema. Os dois países mapearam oportunidades concretas em pelo menos cinco segmentos: proteínas animais, frutas cítricas, fertilizantes, máquinas agrícolas e genética animal e vegetal.

    Para que esse comércio funcione com mais agilidade, o acordo prevê ainda o aprimoramento dos mecanismos de diálogo em medidas sanitárias e fitossanitárias, o chamado sistema SPS. Na prática, isso significa reduzir o tempo de resolução de barreiras técnicas que costumam travar exportações. Quando essas barreiras persistem, o prejuízo ao setor pode ser considerável.

    Uma das propostas mais concretas do encontro foi a criação de um Corredor de Biosseguridade Brasil–África do Sul. A ideia é montar uma estrutura capaz de reduzir o risco de interrupções no fluxo comercial em casos de surtos sanitários. Esse tipo de evento, quando ocorre, pode fechar mercados da noite para o dia.

    Por que esse acordo importa para o produtor brasileiro

    Em um cenário em que o agronegócio brasileiro segue expandindo sua presença internacional, acordos como este têm peso direto na competitividade do setor. A África do Sul representa uma porta de entrada relevante para o continente africano, um mercado em crescimento que ainda importa volumes consideráveis de proteína animal, insumos e tecnologia agrícola.

    No entanto, o valor estratégico do acordo vai além dos números imediatos. Ao se posicionar como referência técnica em sanidade animal, o Brasil fortalece sua credibilidade internacional. Assim, amplia também sua capacidade de negociar acesso a mercados com mais solidez. Ser reconhecido como o país que ensina a combater a febre aftosa tem um peso diplomático e comercial que nenhuma campanha publicitária compra.

    Por fim, a cooperação entre Brasil e África do Sul reforça uma tendência crescente: o hemisfério sul construindo alianças próprias em torno de agendas produtivas. Para o agro brasileiro, essa aproximação chega em um momento estratégico.

  • Recorde: agro brasileiro registra melhor primeiro trimestre da história

    Recorde: agro brasileiro registra melhor primeiro trimestre da história

    O agronegócio brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um desempenho inédito na série histórica. Entre janeiro e março as exportações do setor somaram 38,1 bilhões de dólares o que representa uma alta de 0,9 por cento em comparação ao mesmo período do ano passado. O resultado gerou um superávit comercial de 33 bilhões de dólares consolidando a força do setor na economia nacional.

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    Apenas no mês de março o agronegócio exportou 15,41 bilhões de dólares. Esse montante correspondeu a 48,8 por cento de tudo o que o Brasil vendeu para o exterior no mês.

    Estratégia de expansão e novos mercados

    O crescimento reflete diretamente a estratégia de abertura de novos destinos comerciais. Somente nos três primeiros meses de 2026 o governo brasileiro abriu 30 novos mercados para os produtos agropecuários. No total o país já soma mais de 500 novas frentes comerciais abertas nos últimos três anos.

    Embora o volume exportado tenha subido 3,8 por cento o preço médio dos produtos caiu 2,8 por cento. Essa queda ocorreu devido à redução nas cotações internacionais de commodities importantes como milho, algodão, açúcar de cana e farelo de soja.

    Soja e proteínas animais lideram as vendas

    O complexo soja continua como o principal motor das exportações faturando 12,13 bilhões de dólares no trimestre ou 31,8 por cento do total. O setor de proteínas animais aparece logo em seguida com 8,12 bilhões de dólares e um crescimento expressivo de 21,8 por cento em relação a 2025.

    A carne bovina e a carne suína bateram recordes históricos de valor e quantidade no período. As vendas de carne bovina in natura renderam 3,98 bilhões de dólares um salto de 37,3 por cento. Já a carne suína atingiu 846 milhões de dólares em exportações crescendo 16,4 por cento. Outros produtos como feno erva-mate arroz e até bovinos vivos também registraram aumentos significativos reforçando a diversificação da pauta brasileira.

    Principais destinos internacionais

    A China permanece como o maior parceiro comercial do agronegócio brasileiro absorvendo 29,8 por cento das exportações com 11,33 bilhões de dólares. A União Europeia ocupa a segunda posição com 5,67 bilhões de dólares seguida pelos Estados Unidos com 2,24 bilhões de dólares. Outros países como Índia Filipinas e México também apresentaram forte crescimento nas compras de produtos brasileiros.

    O ministro da Agricultura e Pecuária André de Paula atribuiu o sucesso à ciência e à sanidade da produção nacional. Segundo ele o agro brasileiro ocupa posição de destaque por sua capacidade de responder rapidamente às demandas globais. O secretário de Comércio e Relações Internacionais Luís Rua reforçou que o trabalho de abertura de mercados traz previsibilidade e consolida o Brasil como um fornecedor competitivo mundialmente.