Tag: exportações

  • Brasil libera R$ 13,3 bi ao agronegócio após tarifaço americano

    Brasil libera R$ 13,3 bi ao agronegócio após tarifaço americano

    O governo federal autorizou a liberação de quase R$ 13,3 bilhões em crédito para financiar programas de desenvolvimento rural, refinanciamento de dívidas e apoio a produtores de cana-de-açúcar. A medida busca amenizar os efeitos das novas tarifas anunciadas pelos EUA sobre produtos brasileiros.

    O crédito foi oficializado em edição extraordinária do Diário Oficial da União e já está em vigor.

    Pacote prioriza investimentos no setor rural

    A maior parte dos recursos vai para projetos que ampliam a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro. Segundo o decreto, a distribuição será:

    • R$ 9 bilhões para desenvolvimento tecnológico no setor rural
    • R$ 3 bilhões para reequilíbrio financeiro e refinanciamento de dívidas de produtores e tomadores de crédito
    • R$ 270 milhões em subsídios a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste
    • R$ 1 bilhão para beneficiários de programas de financiamento estudantil
    • R$ 15 milhões para a contribuição voluntária do Brasil à Corte Interamericana de Direitos Humanos

    Produtores de cana recebem apoio específico

    Além disso, o governo reservou recursos exclusivos para produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste, que também enfrentam perdas causadas por eventos climáticos extremos nos últimos meses.

    A expectativa é reduzir os efeitos econômicos sobre um dos elos mais importantes da cadeia sucroenergética brasileira.

    Tarifaço

    Na última quarta-feira, o governo do presidente Donald Trump anunciou tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros.

    Segundo a Casa Branca, a medida responde a práticas comerciais consideradas desfavoráveis aos interesses americanos. A decisão atinge setores estratégicos da economia brasileira e amplia as preocupações com as exportações do agronegócio.

    O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo brasileiro pode anunciar até o início de agosto um novo conjunto de ações para os setores mais afetados pelas recentes medidas comerciais. Entre as alternativas em estudo estão novos mecanismos de crédito, apoio financeiro e iniciativas para preservar a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

  • Veja os peixes e crustáceos isentos e taxados pelos EUA

    Veja os peixes e crustáceos isentos e taxados pelos EUA

    A nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22) e já provoca mudanças importantes para o setor pesqueiro nacional. Embora parte dos pescados tenha sido preservada da cobrança, outros produtos estratégicos continuarão sujeitos à nova taxa aplicada pelo governo americano.

    O Ministério da Pesca e Aquicultura divulgou a relação oficial dos peixes e crustáceos que ficaram de fora da medida. A lista traz alívio para produtores e exportadores de diversas espécies, especialmente da tilápia, considerada um dos principais produtos da aquicultura brasileira.

    Tilápia, espadarte e lagosta congelada estão entre os isentos

    A lista de exceções contempla importantes produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano. No caso da tilápia, permaneceram livres da tarifa a versão fresca ou refrigerada, a tilápia inteira congelada e o filé fresco ou refrigerado.

    Além disso, o espadarte, tanto fresco quanto refrigerado, também foi incluído entre os produtos isentos. A mesma condição vale para a lagosta congelada, que continuará entrando no mercado dos Estados Unidos sem a cobrança adicional.

    Outras espécies igualmente escaparam da nova tributação. Entre elas estão a albacora-laje, a albacora-bandolim, cavalinhas frescas ou refrigeradas e diversos peixes congelados classificados na posição NCM 0303.89, grupo que reúne espécies como corvina, pescadas, pargo, peixe-sapo, garoupas, tainhas e cherne-poveiro.

    Filé de tilápia congelado e lagosta fresca continuam na lista de taxados

    Apesar da ampliação das isenções, alguns produtos permaneceram sujeitos à tarifa adicional de 25%. O principal destaque é o filé de tilápia congelado, um dos itens de maior valor agregado da piscicultura brasileira.

    Também continuam tributadas as lagostas vivas, frescas ou refrigeradas, além de outros filés congelados de peixes e diferentes tipos de carnes de pescado comercializadas frescas, refrigeradas ou congeladas.

    A lista inclui ainda farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para alimentação humana, outras espécies enquadradas na NCM 0302.59.00 e algas destinadas ao consumo humano, tanto na forma própria para alimentação quanto frescas, refrigeradas, congeladas ou secas.

    Confira os pescados que ficaram isentos da tarifa

    • Albacora-laje (Thunnus albacares) fresca ou refrigerada;
    • Albacora-bandolim (Thunnus obesus) fresca ou refrigerada;
    • Cavalinhas frescas ou refrigeradas;
    • Espadarte fresco ou refrigerado;
    • Tilápia fresca ou refrigerada;
    • Tilápia inteira congelada;
    • Filé de tilápia fresco ou refrigerado;
    • Lagosta congelada;
    • Outros peixes congelados classificados na posição NCM 0303.89, como corvina, pescadas, pargo, peixe-sapo, garoupas, tainhas e cherne-poveiro.

    Produtos que continuam sujeitos à tarifa de 25%

    • Farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para alimentação humana (NCM 2301.20.10);
    • Outros peixes das famílias Bregmacerotidae, Gadidae e semelhantes (NCM 0302.59.00);
    • Filé de tilápia congelado (NCM 0304.61.00);
    • Outros filés congelados de peixes (NCM 0304.89.90);
    • Outras carnes de peixes frescas, refrigeradas ou congeladas (NCM 0304.99.00);
    • Lagostas vivas, frescas ou refrigeradas (NCM 0306.31.00);
    • Algas próprias para alimentação humana (NCM 1212.21.00);
    • Outras algas frescas, refrigeradas, congeladas ou secas (NCM 1212.29.00).

    Com a entrada em vigor da nova política tarifária, o setor pesqueiro brasileiro acompanha os próximos desdobramentos das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto parte das exportações permanece competitiva graças às isenções, empresas afetadas pela cobrança buscam alternativas para reduzir impactos e ampliar sua presença em outros mercados internacionais.

  • Brasil busca acordo para evitar veto da UE à carne brasileira

    Brasil busca acordo para evitar veto da UE à carne brasileira

    Representantes da indústria da carne, pecuaristas e integrantes do Ministério da Agricultura se reúnem nesta quarta-feira (8), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, para definir uma estratégia que evite um bloqueio da União Europeia às exportações brasileiras de proteínas animais. Se não houver acordo, o impacto comercial poderá chegar a US$ 1,8 bilhão por ano.

    A União Europeia passou a exigir que carnes e derivados importados sejam produzidos sem determinados antimicrobianos. Por isso, o bloco poderá barrar produtos brasileiros a partir de setembro caso o país não comprove o cumprimento das novas regras.

    Governo tenta unificar posição da cadeia pecuária

    O tema divide a cadeia pecuária há vários meses. De um lado, os frigoríficos defendem o banimento dos antimicrobianos exigidos pela União Europeia para preservar o acesso ao mercado europeu. Do outro, os pecuaristas rejeitam a proposta por temerem prejuízos à produtividade.

    Enquanto isso, o Ministério da Agricultura passou a exigir, desde a semana passada, o controle de todo o ciclo produtivo dos animais destinados à Europa. Além disso, determinou a segregação desses rebanhos.

    A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina articulou a reunião para aproximar governo, indústria e produtores. Assim, ela busca construir uma estratégia única para enfrentar o impasse.

    Ministério cobra participação do setor produtivo

    Na terça-feira (7), o ministro da Agricultura, André de Paula, respondeu ao requerimento apresentado pelo deputado Evair de Melo sobre o risco de o Brasil perder a autorização para exportar carnes e derivados à União Europeia.

    Segundo o ministério, a solução depende também do setor produtivo. A pasta explicou que alguns antimicrobianos proibidos pelos europeus continuam registrados para uso na bovinocultura, avicultura e suinocultura brasileiras.

    Dessa forma, os próprios produtores precisam criar sistemas capazes de separar os animais destinados ao mercado europeu e comprovar que cumprem todas as exigências sanitárias.

    Governo afirma que alertou o setor desde 2023

    O Ministério da Agricultura informou que mantém reuniões e trocas de informações com entidades da cadeia pecuária desde 2023.

    Ao todo, o governo realizou pelo menos 32 encontros para discutir o tema. Além disso, a pasta afirmou que alertou o setor sobre a necessidade de desenvolver mecanismos próprios de controle.

    Segundo o ministério, não existia perspectiva de proibir esses medicamentos no Brasil. Por isso, o setor privado precisaria organizar sistemas de rastreabilidade e segregação para atender às exigências europeias.

    Pecuaristas rejeitam banimento da monensina

    A principal discussão envolve a monensina, substância utilizada para melhorar o desempenho e a eficiência alimentar do rebanho.

    A CNA mantém posição contrária ao banimento do produto. Segundo representantes dos pecuaristas, a retirada da monensina pode comprometer a produção de animais destinados ao chamado boi China.

    Esse mercado exige bovinos abatidos com até 30 meses de idade. Como a substância acelera o ganho de peso, muitos produtores acreditam que a proibição dificultará o atendimento desse requisito.

    Países vizinhos já adotaram outro modelo

    Argentina e Uruguai proibiram o uso dos antimicrobianos exigidos pela União Europeia. Entretanto, laboratórios desses países passaram a oferecer produtos alternativos aos pecuaristas.

    No Brasil, por outro lado, representantes do setor afirmam que ainda não existem substitutos economicamente viáveis.

    Além disso, a pecuária brasileira utiliza principalmente zebuínos. Essas raças levam mais tempo para atingir o peso ideal de abate do que as raças europeias criadas na Argentina e no Uruguai. Por esse motivo, muitos produtores consideram a monensina uma ferramenta importante para manter a competitividade das exportações brasileiras.

  • Sobretaxa dos EUA pode atingir US$ 4,2 bilhões das exportações do agronegócio brasileiro

    Sobretaxa dos EUA pode atingir US$ 4,2 bilhões das exportações do agronegócio brasileiro

    Um estudo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) aponta que a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre parte das importações brasileiras pode afetar diretamente cerca de US$ 4,2 bilhões em exportações do agronegócio para os Estados Unidos.

    Segundo a entidade, embora alguns produtos importantes tenham ficado fora da lista inicial de tarifas, uma parcela significativa das vendas do setor ao mercado americano continua exposta às novas medidas.

    De acordo com o levantamento, aproximadamente 36,8% das exportações do agronegócio brasileiro destinadas aos Estados Unidos poderão sofrer impacto caso a sobretaxa seja mantida.

    Produtos mais expostos às tarifas

    Entre os segmentos mais vulneráveis estão os produtos florestais, que representam cerca de US$ 1,64 bilhão em exportações para o mercado americano.

    Também aparecem entre os itens mais afetados:

    • Sebo bovino: US$ 416 milhões;
    • Complexo sucroalcooleiro: US$ 401 milhões;
    • Café solúvel: aproximadamente US$ 1 bilhão em exportações projetadas para 2025.

    Esses setores possuem forte presença nas vendas brasileiras aos Estados Unidos e podem enfrentar perda de competitividade caso as tarifas sejam implementadas.

    Produtos que ficaram fora da lista

    Além disso, o estudo também destaca que alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil ficaram de fora da relação inicial de itens sujeitos à sobretaxa.

    Entre eles estão a carne bovina, o café verde, o suco de laranja e as aeronaves, que, até o momento, seguem preservados das novas tarifas e mantêm as atuais condições de acesso ao mercado americano.

    Farsul vê aumento da insegurança para exportadores

    Na avaliação da Farsul, a proposta amplia a insegurança para empresas exportadoras e pode reduzir a competitividade de diversos segmentos do agronegócio brasileiro.

    A entidade ressalta que os Estados Unidos permanecem entre os principais destinos das exportações do setor, tornando qualquer alteração nas regras comerciais um fator relevante para produtores, indústrias e empresas ligadas ao comércio exterior.

    Caso a medida avance, os impactos poderão ser sentidos principalmente pelas cadeias produtivas com maior dependência do mercado americano, especialmente nos segmentos florestal, sucroalcooleiro e de café solúvel.

  • Cecafé critica restrições da Antaq ao leilão do Tecon Santos 10

    Cecafé critica restrições da Antaq ao leilão do Tecon Santos 10

    O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) criticou a manifestação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sobre o modelo de leilão do Tecon Santos 10, futuro terminal de contêineres do Porto de Santos. Segundo a entidade, as restrições propostas podem atrasar investimentos, aumentar a insegurança jurídica e reduzir a competitividade do agronegócio brasileiro.

    A Antaq encaminhou sua manifestação à Casa Civil em 2 de julho. No entanto, o posicionamento diverge da orientação apresentada pelo governo federal. A Casa Civil defendeu um modelo com ampla participação no certame, desde que o vencedor assumisse compromisso de desinvestimento caso já possuísse ativos portuários na região. Além disso, o governo sugeriu elevar o valor mínimo de outorga para R$ 1,044 bilhão.

    Cecafé questiona falta de embasamento técnico

    Na avaliação do Cecafé, a Antaq manteve a proposta de realizar o leilão em duas fases e restringiu, na etapa inicial, a participação de armadores que já operam terminais de contêineres no Porto de Santos. Para a entidade, a agência não apresentou estudos técnicos, indicadores ou análises econômicas que comprovem a necessidade dessa medida.

    O diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, afirma que a decisão não traz evidências suficientes para justificar as restrições. Segundo ele, estudos produzidos pela própria Antaq e pela unidade técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam conclusões diferentes das adotadas pela agência reguladora. Dessa forma, o Cecafé considera que a medida carece de fundamentação técnica consistente.

    Entidade alerta para impactos no agronegócio

    O Cecafé afirma que as restrições podem agravar problemas já enfrentados pelas cargas conteinerizadas no Porto de Santos. Atualmente, exportadores e importadores convivem com limitações de capacidade, congestionamentos operacionais e altos custos logísticos. Como consequência, a competitividade das exportações brasileiras pode diminuir.

    Além disso, a entidade acredita que o modelo escolhido pela Antaq aumenta o risco de judicialização. Caso isso aconteça, novos processos judiciais podem atrasar um projeto considerado estratégico para ampliar a infraestrutura portuária do país.

    Segundo Eduardo Heron, esses atrasos afetam diretamente os usuários do porto e toda a cadeia produtiva. Por isso, ele afirma que o aumento dos custos logísticos tende a refletir tanto na competitividade das exportações quanto no preço final dos produtos consumidos pela população.

    Agência deve atuar com critérios técnicos, diz Cecafé

    Na avaliação do diretor técnico do Cecafé, a Antaq deve exercer seu papel regulador com base em critérios objetivos, evidências concretas e análises técnicas. Além disso, a agência precisa garantir segurança regulatória, previsibilidade e eficiência para o setor portuário.

    Heron defende que a Antaq não deve restringir previamente a participação de empresas sem apresentar justificativas robustas. Segundo ele, esse tipo de decisão amplia a insegurança jurídica e reduz a confiança dos investidores.

    O diretor também lembra que a missão institucional da Antaq consiste em regular, supervisionar e fiscalizar os serviços e a infraestrutura aquaviária. Portanto, ao adotar restrições sem demonstrar claramente seus fundamentos técnicos, a agência acaba entrando em um debate concorrencial que já conta com órgãos específicos para esse tipo de análise.

    Casa Civil adotou entendimento diferente

    O Cecafé destaca que a própria Casa Civil recomendou retirar as restrições à participação na primeira fase do leilão. Ao mesmo tempo, o governo sugeriu manter mecanismos de desinvestimento para tratar eventuais questões concorrenciais.

    Apesar dessa orientação, a Antaq decidiu preservar seu entendimento original após meses de análise. Assim, manteve o modelo de licitação dividido em duas etapas.

    Comparação com o terminal de Itajaí

    O Cecafé também compara o caso do Tecon Santos 10 com o processo de arrendamento definitivo do terminal ITJ01, em Itajaí (SC). Na avaliação da entidade, o modelo adotado naquele certame permitiu ampla participação dos interessados e limitou apenas determinadas composições societárias.

    Segundo Eduardo Heron, decisões diferentes para situações semelhantes aumentam a insegurança jurídica quando não apresentam justificativas técnicas claras. Além disso, esse cenário fortalece a percepção de tratamento desigual entre os agentes econômicos.

    Porto de Santos precisa ampliar sua capacidade

    Para o Cecafé, o Porto de Santos precisa avançar rapidamente em uma agenda de expansão logística. A entidade afirma que o Tecon Santos 10 representa apenas uma das iniciativas necessárias. Também considera fundamentais o aprofundamento do canal de navegação, a construção de novos acessos rodoviários e a ampliação das melhorias ferroviárias.

    Na avaliação do conselho, esses investimentos aumentarão a capacidade operacional do principal porto brasileiro. Consequentemente, o país poderá reduzir gargalos logísticos e fortalecer a competitividade do comércio exterior.

    Projeto acumula mais de 13 anos de espera

    O Cecafé lembra que o leilão do Tecon Santos 10 aguarda realização há mais de 13 anos e sofreu diversos adiamentos ao longo desse período.

    Para a entidade, insistir em um modelo que restringe participantes sem comprovação técnica favorece novas disputas judiciais. Como resultado, o cronograma de investimentos pode sofrer novos atrasos. Dessa maneira, exportadores, importadores e toda a cadeia produtiva continuarão enfrentando limitações provocadas pela atual infraestrutura portuária. Enquanto isso, o agronegócio brasileiro seguirá convivendo com custos elevados e perda de competitividade no mercado internacional.

  • El Niño ameaça produção global de açúcar e pode ampliar protagonismo do Brasil

    El Niño ameaça produção global de açúcar e pode ampliar protagonismo do Brasil

    Após um período de pressão provocado pelo aumento da oferta mundial, os preços do açúcar podem voltar a ganhar sustentação no mercado internacional. O motivo está nas crescentes preocupações com o avanço do El Niño e seus possíveis efeitos sobre a produção da commodity nos principais países produtores.

    De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, embora o Brasil, maior produtor e exportador global de açúcar, deva atravessar o fenômeno climático com impactos relativamente moderados, importantes países do Hemisfério Norte podem enfrentar um cenário mais seco nos próximos meses. Dessa forma, aumentam os riscos para a produtividade agrícola e para a disponibilidade de açúcar na próxima safra.

    No caso brasileiro, a consultoria destaca que a cana-de-açúcar já ultrapassou sua principal fase de desenvolvimento para a safra 2026/27. Além disso, os efeitos mais significativos do El Niño tendem a se concentrar na região Sul do país, área que possui participação limitada na produção nacional da cultura.

    Por outro lado, a Hedgepoint observa que um clima mais chuvoso, caso avance além do Centro-Sul, pode desacelerar o ritmo de moagem. Ainda assim, a avaliação para o setor segue positiva. A expectativa é que a produção brasileira de cana supere 600 milhões de toneladas pelo quarto ciclo consecutivo. Para a safra 2026/27, a estimativa alcança cerca de 635 milhões de toneladas.

    Mercado acompanha impactos nas próximas safras

    Enquanto o foco permanece na safra atualmente em desenvolvimento, agentes do mercado também observam os possíveis reflexos do fenômeno climático nos próximos ciclos produtivos.

    Caso o El Niño ganhe força durante o segundo semestre de 2026 e permaneça ativo ao longo de parte de 2027, os impactos poderão ultrapassar a temporada atual. Assim, o fenômeno poderá influenciar expectativas de oferta e decisões estratégicas do mercado global.

    “Um maior volume de chuvas na região Sul do Centro-Sul pode ser positivo para o desenvolvimento de 2027/28, apesar de ainda ser muito cedo para afirmar qualquer tendência”.

    Índia e Tailândia na mira

    Enquanto o Brasil tende a enfrentar efeitos mais limitados, a atenção dos participantes do mercado se concentra em importantes produtores do Hemisfério Norte.

    Índia e Tailândia figuram entre os países historicamente mais vulneráveis às condições climáticas associadas ao El Niño. Nesses locais, a redução das chuvas e o aumento das temperaturas podem elevar o risco de estresse hídrico nos canaviais.

    Como consequência, tanto a produtividade quanto a disponibilidade de matéria-prima para a fabricação de açúcar podem ser afetadas na safra 2026/27, cujo ciclo tem início em outubro de 2026.

    Dependência global do Brasil pode crescer

    Apesar do atual cenário de oferta global mais confortável, o mercado já começa a precificar os possíveis efeitos do fenômeno climático sobre as próximas temporadas.

    Historicamente, episódios de El Niño alteram os padrões de precipitação em diversas regiões produtoras de cana-de-açúcar, influenciando diretamente os índices de produtividade agrícola. Por isso, a intensidade e a duração do evento permanecem entre os principais fatores observados pelos agentes do setor.

    Se o fenômeno se intensificar ao longo da segunda metade de 2026 e avançar por 2027, o papel do Brasil poderá ganhar ainda mais relevância para o equilíbrio da oferta mundial.

  • Brasil busca acordo com a UE para manter exportações de carne bovina

    Brasil busca acordo com a UE para manter exportações de carne bovina

    A indústria frigorífica acredita que as negociações entre Brasil e União Europeia permitirão a retomada das exportações de carne ao bloco antes da entrada em vigor das novas restrições sobre antimicrobianos, prevista para setembro.

    A expectativa do setor se apoia no avanço das negociações sobre um protocolo para segregação de animais livres dos antimicrobianos vetados e na possível concessão de um período de transição pela UE.

    Outro fator considerado relevante é a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas negociações diplomáticas, movimento que pode contribuir para acelerar as tratativas.

    Na quinta-feira (18), o CEO da Friboi e presidente do conselho da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Renato Costa, reconheceu que houve certa demora na reação da cadeia produtiva e do próprio governo diante das exigências europeias, já que a regulamentação não é recente.

    Segundo ele, o cenário também exige maior participação da indústria farmacêutica veterinária para ampliar a oferta de alternativas aos antimicrobianos proibidos no mercado europeu.

    “Estamos confiantes. Teve que ter uma escalada política para ver se acelerava isso [negociações]. O presidente Lula agora, no G7, apresentou não só o nosso pleito. E [tem] também o trabalho que o Ministério da Agricultura está fazendo para convencer a comunidade europeia a aceitar o protocolo”, afirmou.

    Avanços sanitários

    De acordo com o executivo, o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, além de outros avanços sanitários conquistados recentemente, pode reforçar os argumentos brasileiros nas negociações.

    A proposta de transição permitiria a implementação gradual do protocolo de rastreabilidade exigido pela UE, incluindo a comprovação da ausência dos antimicrobianos durante todo o ciclo produtivo do animal. Atualmente, o setor estima que esse monitoramento precisaria abranger cerca de 30 meses, período que vai do nascimento ao abate dos bovinos.

    No entanto, o Brasil ainda não dispõe dessas informações de forma ampla e estruturada para atender às exigências até setembro.

    Setor cobra medidas mais rápidas

    Na semana passada, a Abiec e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) solicitaram ao governo federal a ampliação das restrições ao uso de determinados antimicrobianos. Até o momento, segundo a indústria, não houve resposta oficial.

    Costa afirmou que a proposta teve como objetivo chamar atenção para a necessidade de ações mais efetivas diante do risco de perda de um mercado considerado estratégico para a rentabilidade das exportações brasileiras.

    No entanto, a iniciativa recebeu críticas de pecuaristas e empresas do setor de saúde animal. Um dos principais questionamentos envolve a disponibilidade limitada de produtos substitutos no mercado brasileiro.

    1,2 mil fazendas estão habilitadas para exportação

    Renato Costa destacou que cerca de 1,2 mil fazendas brasileiras estão habilitadas a exportar carne bovina à União Europeia por meio da Lista Traces, cumprindo exigências de rastreabilidade, mas ainda sem atender às novas regras sobre medicamentos veterinários. Segundo Damian Lluna, representante da UE no Brasil, essas exigências já são conhecidas pelo setor há anos.

    “A União Europeia tem, desde o início dos anos 2000, regras de proibição desses produtos. Já é obrigação a todos os produtores europeus desde 2022, e agora tem para países terceiros que queiram exportar para lá”, afirmou.

    Mercado europeu tem alto valor agregado

    Embora a União Europeia tenha absorvido apenas 3,5% das exportações brasileiras de carne bovina em 2025, o mercado possui grande relevância econômica devido à compra de cortes de maior valor agregado.

    Neste ano, as vendas ao bloco somaram US$ 1 bilhão e 128 mil toneladas de carne bovina.

    Por isso, um eventual bloqueio poderia reduzir a rentabilidade das operações exportadoras. Ainda assim, Costa avalia que os volumes embarcados poderiam ser redirecionados para outros mercados compradores, minimizando os impactos sobre o setor.

  • Rússia reconhece status sanitário do Brasil e impulsiona exportações do agro

    Rússia reconhece status sanitário do Brasil e impulsiona exportações do agro

    O agronegócio brasileiro ganhou essa semana mais um aliado estratégico no Leste. A Rússia reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. O avanço sanitário consolida a confiança internacional no sistema de defesa agropecuária do país e abre espaço para novas categorias de produtos e maior volume de exportações ao mercado russo.

    O movimento não é isolado. A China fez anúncio semelhante no início deste mês, e ambas as decisões seguem a certificação concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2025. O contraste com o Ocidente é evidente: enquanto Rússia e China ampliam o acesso ao mercado brasileiro, os Estados Unidos mantêm tarifas elevadas sobre produtos agrícolas do Brasil, e a União Europeia impõe barreiras regulatórias e restrições que dificultam as exportações nacionais, com destaque para as regras sobre desmatamento, que ameaçam travar negócios bilionários.

    Missão oficial percorre três cidades russas

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou uma delegação à Rússia nos últimos dias, com agenda em São Petersburgo, Kirovsk e Moscou. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, liderou o grupo. Que contou ainda com o adido agrícola do Brasil em Moscou, Marco Túlio Santiago, e o coordenador de Articulação, Rafael Requião.

    A missão começou durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, um dos principais eventos de diálogo econômico da Rússia. Lá, o secretário Luís Rua participou de painéis sobre as relações econômicas entre Brasil, Rússia e os países do Brics. A agenda incluiu reuniões bilaterais com ministros e vice-ministros da Agricultura e da Economia de países como Uruguai, Uzbequistão, Belarus e Vietnã, além de encontros com o setor privado.

    Fertilizantes na pauta: Brasil é mercado prioritário para empresas russas

    A missão também tratou de fertilizantes, insumo estratégico para o agronegócio brasileiro. A delegação visitou a operação de fertilizantes fosfatados da PhosAgro em Kirovsk, localizada nas Montanhas Khibiny, uma das principais regiões produtoras de rocha fosfática da Rússia. No local, conheceu a estrutura de mineração e processamento responsável pela produção de concentrado de apatita, matéria-prima dos fertilizantes fosfatados.

    Além da visita à PhosAgro, a delegação se reuniu com quatro das principais empresas russas do setor. As conversas deixaram clara a percepção de que o Brasil ocupa posição prioritária entre os mercados atendidos pelas companhias russas.

    Moscou avança em cooperação sanitária e habilitação de estabelecimentos

    A etapa final da missão, em Moscou, reuniu a delegação com o Ministério da Agricultura da Federação Russa e o Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária (Rosselkhoznadzor). As reuniões abordaram cooperação sanitária, habilitação de estabelecimentos brasileiros, ampliação das exportações agropecuárias e novas oportunidades comerciais.

    A relação bilateral já acumula avanços recentes. Três estabelecimentos brasileiros de pescado receberam habilitação para exportar ao mercado russo. E a Rússia abriu as portas para as exportações brasileiras de castanhas.

    US$ 10 bilhões e complementaridade econômica

    Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Rússia superou, pelo segundo ano consecutivo, a marca de US$ 10 bilhões. A relação se baseia na complementaridade: o Brasil exporta carnes, café e amendoim, enquanto importa fertilizantes e trigo.Esses insumos são essenciais para a produção agrícola nacional.

    Em Moscou, a delegação participou ainda do Brazilian Beef Dinner, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e pela ApexBrasil, voltado à promoção da carne bovina brasileira junto a importadores russos. O secretário Luís Rua participou também de evento organizado pela Embaixada do Brasil para discutir governança global e o papel dos Brics.

    A atuação coordenada entre o Mapa, o Ministério das Relações Exteriores, a Embaixada do Brasil em Moscou e a ApexBrasil revela uma estratégia deliberada. Diante das barreiras crescentes do Ocidente, o agronegócio brasileiro aposta no Sul Global para sustentar e ampliar suas exportações.

  • Europa coloca o café no foco do debate sobre sustentabilidade

    Europa coloca o café no foco do debate sobre sustentabilidade

    A xícara de café que chega às mesas dos europeus está no centro de uma nova discussão global. A União Europeia quer que as maiores empresas do setor adotem medidas concretas para garantir que os cafeicultores recebam uma remuneração considerada digna até 2029.

    Um relatório divulgado nesta semana mostra, porém, que nenhuma das principais companhias mundiais de café está preparada para atender plenamente às novas exigências.

    A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do bloco europeu para tornar as cadeias de abastecimento mais sustentáveis e socialmente responsáveis. O objetivo é reduzir desigualdades históricas e assegurar que produtores rurais tenham condições de vida adequadas, especialmente em países em desenvolvimento.

    Produção de café convive com desafios econômicos

    Embora o café seja uma das commodities agrícolas mais valiosas do planeta, milhões de pequenos produtores ainda enfrentam dificuldades para manter a atividade economicamente viável.

    A produção está concentrada em países tropicais, como Brasil, Vietnã, Colômbia e Etiópia, onde fatores como oscilações de preços, eventos climáticos extremos, aumento dos custos de produção e baixa capacidade de negociação frequentemente comprimem a renda das famílias produtoras.

    A situação cria um paradoxo. O consumo mundial de café segue em expansão, cafeterias se multiplicam e a bebida movimenta bilhões de dólares todos os anos. Na outra ponta da cadeia, muitos cafeicultores continuam operando com margens apertadas.

    Mudança pode alterar a relação entre indústrias e produtores

    As novas regras europeias podem acelerar transformações na maneira como empresas compram café e se relacionam com seus fornecedores.

    Especialistas avaliam que as companhias poderão ser pressionadas a ampliar programas de rastreabilidade, investir em assistência técnica, revisar contratos de fornecimento e desenvolver mecanismos que assegurem maior previsibilidade de renda aos produtores.

    Na prática, o mercado global do café passa a incorporar critérios sociais cada vez mais rigorosos e deixa de tratar a bebida apenas como uma commodity agrícola.

    A tendência também reforça um movimento já observado em outros mercados. Consumidores, principalmente nos países desenvolvidos, estão mais atentos à origem dos alimentos e às condições em que eles são produzidos.

    O que a nova regra pode significar para o Brasil

    Maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil acompanha as discussões com atenção.

    Foto: Wenderson Araújo/Trilux/Sisterma CNA/Senar

    O mercado europeu é um dos principais destinos do café brasileiro e qualquer mudança regulatória tende a repercutir diretamente na cadeia nacional. Embora o País tenha avançado em práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e certificações, especialistas apontam que novas exigências poderão demandar adaptações adicionais de produtores, cooperativas e exportadores.

    Ao mesmo tempo, o cenário também abre oportunidades.

    A crescente valorização de critérios socioambientais pode favorecer regiões e produtores que já investem em boas práticas, agregam valor ao produto e conseguem demonstrar compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social.

    No fim das contas, a discussão que começou na Europa ultrapassa as fronteiras do continente. Ela levanta uma pergunta que deve ganhar cada vez mais espaço no agronegócio global: quem produz o café que o mundo consome está recebendo uma remuneração suficiente para continuar produzindo no futuro?

  • Exportações do agro superam 50% das vendas externas totais do Brasil em 2026

    Exportações do agro superam 50% das vendas externas totais do Brasil em 2026

    O agronegócio brasileiro consolidou sua posição como motor da economia nacional ao registrar um desempenho sem precedentes em maio de 2026. As exportações do setor somaram 16 bilhões de dólares no mês, o que representa um crescimento de 8,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Com este resultado, o setor agropecuário respondeu por 50,2% de todas as vendas externas do Brasil no período.

    O balanço dos primeiros cinco meses de 2026 também aponta números históricos. Entre janeiro e maio, as vendas para o exterior totalizaram 70,5 bilhões de dólares, um avanço de 4,6% e um recorde absoluto para este intervalo de tempo. Esse crescimento reflete tanto a expansão no volume embarcado, que subiu 3,6%, quanto a valorização do preço médio dos produtos, que teve alta de 4,4%.

    Superávit e liderança da China

    A balança comercial do setor apresentou um saldo positivo expressivo. Enquanto as exportações avançaram, as importações de produtos agropecuários recuaram 3,6%, totalizando 1,6 bilhão de dólares. Esse cenário resultou em um superávit de 14,4 bilhões de dólares apenas em maio, valor 9,7% superior ao registrado em maio de 2025.

    A China reforçou seu papel como o principal destino dos produtos do campo brasileiro. O país asiático adquiriu 6,3 bilhões de dólares em produtos em maio, com uma participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor. O valor representa um crescimento de 12,8% em relação a maio de 2025. A União Europeia ocupou a segunda posição, com 2,4 bilhões de dólares em importações e alta de 5,4% na comparação anual. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com 837 milhões de dólares exportados, apesar de uma retração de 28% em relação ao ano passado.

    Soja e proteínas animais batem recordes

    A soja em grãos continua como o principal produto da pauta exportadora brasileira. As vendas do grão renderam 6,3 bilhões de dólares em maio, um aumento de 14,6% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume exportado atingiu 14,8 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 5,1% na comparação anual. No total, o complexo soja movimentou 7,5 bilhões de dólares, registrando uma alta de 16,3%.

    As três principais proteínas animais exportadas pelo Brasil, bovina, de frango e suína, também alcançaram recordes de valor e volume para o mês de maio. As exportações de carne bovina in natura somaram 1,7 bilhão de dólares, um avanço de 50,2%. A China adquiriu 61,4% desse total, o equivalente a 1 bilhão de dólares. A carne de frango gerou 883 milhões de dólares em receitas, com um crescimento de 40% e embarques para mais de 135 destinos. Já a carne suína faturou 278 milhões de dólares, estabelecendo também um recorde para o período.

    Diversificação da pauta e o potencial do DDG

    O Brasil demonstra capacidade de diversificar suas exportações ao abrir espaço para produtos menos tradicionais. Sementes de gergelim, amendoim, rações para animais domésticos, arroz e erva-mate registraram resultados recordes no mês.

    Um dos destaques é o DDG (grãos secos de destilaria), um subproduto da indústria de biocombustíveis à base de milho usado na alimentação animal. Entre janeiro e maio de 2026, as exportações desse produto somaram 130 milhões de dólares, um salto de 37,7%. O volume embarcado alcançou 555 mil toneladas, alta de 30,5%. A estratégia de abertura de mercados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) viabilizou 21 novos mercados para o DDG desde 2023.

    Estratégia governamental e confiança global

    Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, os números comprovam a relevância do setor para a geração de renda e o fortalecimento da presença do Brasil no mundo. Ele destaca que o resultado nasce do trabalho dos produtores, da agroindústria e de uma atuação permanente do governo para ampliar mercados.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, ressalta que o Brasil se posiciona como um fornecedor previsível e competitivo em um cenário global de incertezas. Rua enfatiza que, desde 2023, o governo já registrou 639 aberturas de mercado e mais de 250 ampliações, uma agenda estratégica que reduz dependências e fortalece as cadeias produtivas nacionais.