Tag: exportações

  • Japão enviará missão técnica ao Brasil para avaliar inspeção sanitária

    Japão enviará missão técnica ao Brasil para avaliar inspeção sanitária

    O Japão enviará uma missão técnica para avaliar o sistema brasileiro de inspeção sanitária. A medida é essencial para abrir o mercado japonês à carne bovina brasileira e ampliar as exportações de carne suína, hoje limitadas a Santa Catarina.

    O ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Taku Eto, confirmou a decisão durante reunião com o ministro Carlos Fávaro, nesta terça-feira (25/3), em Tóquio. Os governos ainda não divulgaram a data da visita. O tema estava entre as prioridades da missão oficial brasileira ao país asiático nesta semana.

    Atualização no protocolo para carne de frango

    Ao mesmo tempo, o governo japonês também aprovou a regionalização do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para influenza aviária. Ou seja, com a mudança, as autoridades aplicarão possíveis embargos às exportações de carne de frango e ovos apenas nos municípios com registro da doença, e não mais em todo o estado.

    Em 2023, o Japão suspendeu as compras de carne de aves e ovos de Santa Catarina e do Espírito Santo após a detecção da gripe aviária em aves de subsistência. Os acordos sobre o novo protocolo serão assinados nesta quarta-feira (26/3), durante o Fórum Empresarial Brasil-Japão, em Tóquio.

    “Essa medida garante maior segurança e previsibilidade nas exportações de carne de frango brasileira para o Japão, beneficiando produtores e fortalecendo a relação comercial entre os dois países”, afirmou Fávaro em nota.

    O Brasil é líder global nas exportações de carne de frango, com participação de 35% no mercado mundial.

    Parceria para recuperação de pastagens degradadas

    Em resumo, durante o encontro, Brasil e Japão firmaram um compromisso para ampliar a cooperação na recuperação de pastagens degradadas. Ou seja, a iniciativa faz parte do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD).

    Em 2024, o Japão anunciou um aporte de US$ 300 milhões para financiar produtores rurais brasileiros interessados em recuperar áreas degradadas. Agora, o valor deve ser ampliado para US$ 1 bilhão.

    Além disso, o acordo prevê o desenvolvimento de projetos conjuntos para aumentar a produtividade e a sustentabilidade no setor agropecuário. Portanto, o uso de solos e bioestimulantes fornecidos por parcerias público-privadas dos dois países será um dos focos da cooperação, segundo o Ministério da Agricultura.

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  • Brasil lidera exportações globais de commodities do agronegócio

    Brasil lidera exportações globais de commodities do agronegócio

    O Brasil consolidou sua posição como líder mundial nas exportações de commodities do agronegócio, superando os Estados Unidos em 2024. Segundo um estudo da Insper Agro Global, o país alcançou US$ 137,7 bilhões em exportações, US$ 14,4 bilhões a mais do que os norte-americanos no setor. Esse marco reflete o crescimento das safras recordes de grãos e a intensificação das relações comerciais com a China, impulsionada pela guerra comercial entre EUA e o gigante asiático.

    O especialista em comércio exterior e diretor da Tek Trade, Sandro Marin, atribui o avanço brasileiro às condições favoráveis no mercado global. “O Brasil é referência global em exportações do agronegócio e vem aumentando ano a ano a produtividade por hectare, o que permite a expansão desse mercado internacional. Hoje, o país já é o maior exportador global de soja, por exemplo, e está em posição vantajosa no comércio com a China, sendo o seu principal fornecedor de produtos agropecuários”, explica Marin. Ele também destaca que novos mercados no Oriente Médio e Sudeste Asiático representam oportunidades para ampliar ainda mais a presença global do agro brasileiro.

    Novos mercados

    De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil exportou US$ 11 bilhões em produtos agropecuários apenas em janeiro de 2025, registrando o segundo maior valor da série histórica para o período. Além disso, foram abertos 24 novos mercados para produtos brasileiros, com destaque para Paquistão, Bangladesh e Turquia. Produtos como café, celulose, carnes, suco de laranja e cacau tiveram alta nas cotações, enquanto setores como carnes, complexo soja e produtos florestais superaram US$ 1 bilhão em exportações no primeiro mês do ano.

    Apesar das conquistas, Marin alerta para os desafios que podem impactar as exportações brasileiras. “O agronegócio brasileiro tem uma posição consolidada no cenário global, mas manter essa liderança exige visão estratégica e investimentos contínuos. A competitividade do setor depende não apenas de safras robustas e do crescimento da demanda internacional, mas também da nossa capacidade de diversificar mercados, reforçar a infraestrutura logística e agregar valor aos produtos”, afirma Marin. Ele ressalta que as exportações brasileiras ainda ficam atrás das norte-americanas em produtos com maior valor agregado.

    “O Brasil tem potencial para expandir ainda mais sua presença internacional, desde que adote um planejamento de longo prazo alinhado às tendências globais e às exigências dos novos consumidores”, conclui Marin.

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  • Preço do café atinge novo recorde: entenda o cenário atual

    Preço do café atinge novo recorde: entenda o cenário atual

    O preço do café arábica, a variedade mais consumida no Brasil, continua a subir, atingindo novos recordes reais na série histórica do Cepea, iniciada em 1997. Em fevereiro de 2025, o Indicador Cepea/Esalq para o arábica tipo 6 alcançou um valor médio de R$ 2.627,79 por saca de 60 kg. Isso representa um aumento de 12,64% em relação ao mês anterior. No dia 12 de fevereiro, o preço chegou a R$ 2.769,45 por saca, um recorde real que foi renovado várias vezes durante o mês.

    Os baixos estoques de café no Brasil e no mundo são os principais fatores que impulsionam essas altas. Além disso, a expectativa de uma safra modesta em 2025/26 reforça o suporte às cotações. Os cafeicultores brasileiros, que são os maiores produtores mundiais, venderam quase toda a safra de 2024, aproveitando os preços globais que quase dobraram nos últimos 14 meses.

    Os consumidores sentem o impacto dessas altas nos preços finais. A Starbucks, por exemplo, aumentou o preço de uma xícara de café em cerca de 16% no ano passado. Assinantes de cápsulas de café Nespresso também enfrentam aumentos, com preços subindo para até US$ 1,45 por cápsula.

    Exportações e produção

    As exportações brasileiras de café cresceram significativamente em 2024, com um aumento de 30% em relação ao ano anterior. Em 2025, as exportações continuam a subir, impulsionadas pela demanda externa. No entanto, o Vietnã, outro grande produtor, viu suas exportações caírem devido a condições climáticas adversas.

    Os estoques de café estão historicamente baixos, com produtores brasileiros tendo vendido cerca de 90% da safra de 2024. A Cooxupe, a maior cooperativa de café do mundo, relata que quase todo o café armazenado já está comprometido com clientes finais. A safra está esperando apenas ser enviado. Com a nova safra prevista para começar em maio ou junho, os produtores estão cautelosos, especialmente devido ao forte calor e tempo seco que afetam as lavouras.

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  • Frente Parlamentar propõe medidas para conter alta dos alimentos

    Frente Parlamentar propõe medidas para conter alta dos alimentos

    A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) enviou ao governo um documento com sugestões para reduzir o preço dos alimentos. Ou seja, o ofício, assinado pelo deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, foi encaminhado aos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Fernando Haddad (Fazenda). Em geral, o documento apresenta 20 propostas, sendo nove de curto prazo. Além disso, grande parte das sugestões envolve a redução ou suspensão de impostos.

    Entre as medidas imediatas, a FPA propõe:

    • Revisão da tributação sobre fertilizantes e defensivos agrícolas, garantindo a renovação do Convênio ICMS 100/97 até a reforma tributária;
    • Redução temporária de PIS/Cofins sobre insumos essenciais, como trigo e óleo vegetal;
    • Revisão do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM);
    • Redução dos requisitos de garantia real para operações de crédito, permitindo o uso de créditos de ICMS na compra de máquinas e insumos agrícolas;
    • Reavaliação dos impostos sobre embalagens essenciais;
    • Desburocratização alfandegária;
    • Ampliação do uso do Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex) para padronizar processos alfandegários e sanitários;
    • Eliminação de barreiras regulatórias desnecessárias;
    • Inclusão do óleo de soja na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec), zerando temporariamente a TEC para todas as origens.

    “Estimular o mercado interno e reduzir o custo de produção, sem comprometer as exportações, são medidas urgentes para a sustentabilidade da cadeia produtiva”, afirma o documento da FPA.

    O Instituto Pensar Agropecuária, ligado ao setor produtivo, elaborou as propostas. Em resumo, o estudo alerta sobre o risco de taxação das exportações para conter a inflação interna. “Essa estratégia já foi usada na Argentina e teve resultados desastrosos”, destaca o documento.

    Entre as medidas de longo prazo, a FPA sugere:

    • Políticas para reduzir o desperdício de alimentos, revisando normas de validade e incentivando programas de reaproveitamento;
    • Plano Safra sem contingenciamentos;
    • Extinção de barreiras regulatórias no crédito rural;
    • Expansão da subvenção ao seguro rural e do Proagro;
    • Financiamento de longo prazo para investimentos na cadeia de frio;
    • Ampliação da malha ferroviária e hidroviária;
    • Incentivo à produção nacional de fertilizantes e bioinsumos;
    • Recuperação de rodovias estratégicas e estradas vicinais;
    • Expansão da capacidade de armazenagem;
    • Aplicação de medidas antidumping apenas em casos comprovados de concorrência desleal;
    • Aumento da oferta de farelo de milho e soja para reduzir o custo da ração animal, ampliando a mistura de biodiesel e etanol aos combustíveis fósseis.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros para discutir a alta dos alimentos. Além disso, o encontro também tratou do Plano Safra, que incentiva pequenos e grandes produtores.

    Nesta semana, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reuniu-se com representantes do agronegócio, como os setores de açúcar, etanol, biodiesel e carnes. Primeiramente, Fávaro se posicionou contra a restrição das exportações de alimentos.

    Ao mesmo tempo, a equipe econômica do governo também vê com preocupação possíveis medidas para limitar exportações. Em resumo, frutas, café e carnes estão entre os produtos que mais subiram de preço nos últimos meses.

     

  • Brasil bate recorde de exportações para os EUA em 2024

    Brasil bate recorde de exportações para os EUA em 2024

    As exportações brasileiras para os Estados Unidos alcançaram um recorde histórico em 2024. Em geral, o total chegou a US$ 40,3 bilhões, representando um crescimento de 9,2% em comparação ao ano anterior. O Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Amcham Brasil, destacou que esse desempenho superou o aumento médio das importações americanas, que foi de 5,3%. O Brasil consolidou sua posição como um dos principais fornecedores dos EUA, superando países como México, Alemanha, Japão e Índia.

    “O Brasil está conquistando mercado nos EUA e se posicionando com força”, afirmou Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil. Ele destacou que as exportações de bens industriais atingiram US$ 31,6 bilhões, impulsionando renda e emprego no Brasil.

    Comércio bilateral atinge segundo maior valor histórico

    O comércio bilateral Brasil-EUA somou US$ 80,9 bilhões em 2024, sendo o segundo maior valor da série histórica. Ou seja, esse volume reflete a importância da parceria entre os dois países. No entanto, a posse do presidente eleito Donald Trump, prevista para 20 de janeiro, gera incertezas sobre 2025. Analistas preveem possíveis mudanças na política comercial americana, como a introdução de tarifas.

    “O cenário internacional é desafiador, com disputas geopolíticas, guerras e eventuais alterações tarifárias nos EUA. Embora o Brasil não seja um alvo preferencial, como a China, ajustes na política comercial podem impactar setores estratégicos. Isso já ocorreu no passado, como no caso do aço”, alertou Abrão Neto.

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    Projeções otimistas para 2025

    Segundo a Amcham, o fluxo comercial Brasil-EUA deve se manter robusto em 2025, com valores próximos aos picos históricos. A Organização Mundial do Comércio (OMC) projeta crescimento de 3% no comércio global. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima aumento de 2,8% no PIB dos EUA e de 2% no PIB brasileiro. Esses avanços devem impulsionar a demanda por comércio exterior.

    “As relações empresariais entre Brasil e EUA são maduras e pragmáticas. Esperamos que eventuais divergências sejam resolvidas por meio do diálogo, garantindo os avanços econômicos conquistados”, afirmou Abrão Neto.

    Exportações: setores líderes e produtos em destaque

    Os setores de agropecuária, indústria extrativa e de transformação continuarão liderando as exportações brasileiras para os EUA. Ou seja, produtos como petróleo bruto, aeronaves, café e carne bovina, que se destacaram em 2024, devem seguir contribuindo para a pauta exportadora em 2025. A expectativa é que esses itens mantenham o ritmo de crescimento e fortaleçam ainda mais a presença brasileira no mercado americano.

     

     

  • Safra de grãos em 2024/25 deve atingir recorde histórico

    Safra de grãos em 2024/25 deve atingir recorde histórico

    A safra 2024/25 de grãos no Brasil deve chegar a 322,3 milhões de toneladas. Em geral, o volume representa um aumento de 8,2% em relação à safra anterior, com 24,5 milhões de toneladas a mais. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou os dados nesta terça-feira (14), durante o 4º Levantamento da Safra de Grãos.

    Em resumo, a previsão reflete o clima favorável ao desenvolvimento das culturas de primeira safra. A área total plantada também deve crescer 1,8%, alcançando 81,4 milhões de hectares. Portanto, se confirmado, o volume será o maior da série histórica.

    Produção de soja em alta

    A soja, principal cultura do país, deve atingir 166,33 milhões de toneladas, um crescimento de 18,61 milhões em relação à safra anterior. A produtividade média esperada é de 3.509 quilos por hectare, contra 3.201 kg/ha do ciclo passado. O plantio ocorreu de forma concentrada, principalmente após outubro, e a colheita deve começar no fim de janeiro.

    As condições climáticas até o momento são favoráveis, mas a Conab monitora os possíveis impactos climáticos até o fim da colheita.

    Milho também registra avanços

    O milho deve alcançar 119,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,3% em comparação à safra anterior. A primeira safra do cereal deve apresentar uma produtividade média de 6.062 quilos por hectare, um crescimento de 4,8%. As condições climáticas, com chuvas frequentes intercaladas por sol, favoreceram as lavouras. A colheita da primeira safra está estimada em 22,53 milhões de toneladas.

    Recuperação no arroz e feijão

    O arroz deve registrar uma produção de 11,99 milhões de toneladas, um aumento de 13,2% em relação ao ciclo anterior. A área plantada cresceu 8,5%, totalizando 1,75 milhão de hectares. Além disso, a produtividade também subiu, chegando a 6.869 quilos por hectare.

    A produção de feijão deve atingir 3,4 milhões de toneladas, a segunda maior dos últimos 15 anos. A primeira safra da leguminosa apresenta alta de 15,5%, com colheita estimada em pouco mais de 1 milhão de toneladas. Cerca de 19,4% dessa colheita foi concluída na primeira semana de janeiro.

    Avanço no algodão e resultados do trigo

    A área plantada com algodão deve crescer 3,2%, alcançando 2 milhões de hectares. A produção de pluma está projetada em 3,7 milhões de toneladas, um dos maiores volumes já registrados.

    No caso do trigo, a produção caiu 2,6%, totalizando 7,89 milhões de toneladas. Ou seja, a redução da área plantada no Sul e o clima desfavorável impactaram negativamente o resultado.

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    Exportações e estoques

    A Conab projeta um aumento nas exportações de soja, com embarques estimados em 105,47 milhões de toneladas em 2024/25. As exportações de farelo devem permanecer em 22 milhões de toneladas, enquanto as de óleo estão projetadas em 1,4 milhão de toneladas.

    No milho, as vendas externas devem atingir 34 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está previsto em 86,4 milhões de toneladas. Em resumo, os estoques finais do cereal podem chegar a 3,5 milhões de toneladas, garantindo o abastecimento interno.

    Para o arroz, é esperado um aumento das exportações, com 2 milhões de toneladas em 2024/25. Mesmo com a alta nos embarques, os estoques finais devem se recuperar, atingindo 1,28 milhão de toneladas até fevereiro de 2026.

     

  • Exportações de carne suína crescem 10% e batem recorde em 2024

    Exportações de carne suína crescem 10% e batem recorde em 2024

    As exportações brasileiras de carne suína atingiram 1,352 milhão de toneladas em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa um crescimento de 10% em comparação às 1,229 milhão de toneladas exportadas em 2023.

    Receita de US$ 3 bilhões

    A receita anual das exportações ultrapassou, pela primeira vez, a marca de US$ 3 bilhões. No total, foram registrados US$ 3,033 bilhões, um aumento de 7,6% em relação ao ano anterior, que somou US$ 2,818 bilhões.

    Em dezembro de 2024, os embarques totalizaram 109,5 mil toneladas, queda de 1,3% em comparação com as 110,9 mil toneladas do mesmo mês em 2023. No entanto, a receita subiu 11,6%, alcançando US$ 258,3 milhões, contra US$ 231,5 milhões no ano anterior.

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    Principais mercados

    As Filipinas lideraram as importações de carne suína brasileira, com 254,3 mil toneladas embarcadas, um salto de 101,8% em relação a 2023. Em seguida, aparecem China (241 mil toneladas, -38%), Chile (113 mil toneladas, +29,1%), Hong Kong (106,9 mil toneladas, -15,5%), Japão (93,4 mil toneladas, +131,6%), Singapura (79,1 mil toneladas, +23%), Vietnã (52,5 mil toneladas, +9,7%), Uruguai (46,6 mil toneladas, -5,2%) e México (42,8 mil toneladas, +49,9%).

    De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o setor ampliou sua presença global em 2024. “A capilaridade das exportações cresceu significativamente, com aumento expressivo na receita e elevação na média mensal dos embarques. As perspectivas para 2025 seguem positivas, com fluxo mantido para países da Ásia e das Américas”, afirmou.

    Entre os estados exportadores, Santa Catarina liderou com 730,7 mil toneladas embarcadas, alta de 10,1% em relação a 2023. O Rio Grande do Sul aparece em segundo, com 289,9 mil toneladas (+3,2%), seguido por Paraná (185,5 mil toneladas, +9,1%), Mato Grosso (37,9 mil toneladas, +22%) e Mato Grosso do Sul (29,2 mil toneladas, +17,97%).

    Em resumo, o desempenho reforça a posição do Brasil como um dos principais exportadores globais de carne suína e sinaliza crescimento contínuo para os próximos anos.

     

     

  • Brasil tem recorde nas exportações de carne bovina

    Brasil tem recorde nas exportações de carne bovina

    O Brasil alcançou um marco significativo em suas exportações de carne bovina em 2024, totalizando 2,89 milhões de toneladas enviadas ao exterior. Este volume representa um crescimento de mais de 26% em relação ao ano anterior, resultando em uma receita de US$ 12,8 bilhões, um aumento de 22% em comparação a 2023. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

    Com recordes mensais consecutivos, o ano de 2024 se consagra como o maior para as exportações de carne bovina no Brasil. Esse desempenho coloca o setor como um dos principais responsáveis pelo superávit da balança comercial brasileira, que atingiu US$ 74,6 bilhões no mesmo período. A iniciativa Brazilian Beef, desenvolvida pela ApexBrasil e pela Abiec, impulsiona a promoção da carne bovina nacional no mercado internacional.

    Crescimento sustentável

    A China manteve sua posição como o principal destino da carne bovina brasileira, com 1,33 milhão de toneladas importadas, gerando um faturamento de US$ 6 bilhões. Outros mercados importantes incluem os Estados Unidos, que importaram 229 mil toneladas (US$ 1,35 bilhão), os Emirados Árabes Unidos (132 mil toneladas e US$ 604 milhões), a União Europeia (82,3 mil toneladas e US$ 602 milhões), o Chile (110 mil toneladas e US$ 533 milhões) e Hong Kong (116 mil toneladas e US$ 388 milhões).

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    Entre os 15 maiores destinos da carne bovina brasileira, todos apresentaram crescimento em relação a 2023. Os aumentos mais significativos foram observados na Argélia, México, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Estados Unidos, Rússia e Israel. Ao todo, as exportações do setor alcançaram 157 países ao longo do ano. Quando consideradas apenas as exportações de carne in natura—que representam mais de 90% do valor total—o Brasil enviou produtos para 132 mercados, um aumento significativo nos últimos dez anos.

    Expectativas para o Futuro

    Roberto Perosa, presidente da Abiec, comemorou os resultados e destacou que 2024 foi um ano histórico para a indústria da carne bovina no Brasil. Ele acredita que há potencial para novos recordes em exportações e faturamento em 2025. Perosa também mencionou a abertura de novos mercados como Japão, Vietnã, Turquia e Coreia do Sul como oportunidades futuras.

    O recorde nas exportações de carne bovina em 2024 reafirma a posição do Brasil como líder global no setor. Com uma combinação de esforços do setor privado e apoio governamental o país está preparado para continuar expandindo sua presença nos mercados internacionais. E desta forma, continuar fortalecendo sua economia agrícola.

  • Exportações de aves e suínos para o México devem seguir firmes

    Exportações de aves e suínos para o México devem seguir firmes

    A renovação do Pacote contra a Inflação e a Fome (PACIC) pelo governo mexicano deve manter aquecido o fluxo de exportações brasileiras de carne de aves e suínos para o México em 2025. Em resumo, apenas nos primeiros 11 meses de 2024, o Brasil exportou 247 mil toneladas desses produtos para o mercado mexicano.

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a renovação oficial do programa, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil. Criado há dois anos pela Secretaria de Fazenda e Crédito Público do México, o PACIC visa conter a inflação e evitar a escassez de alimentos, incentivando a importação de produtos essenciais, como carne de frango e suína.

    Com a prorrogação do programa, as condições atuais para importação permanecem. Não há cotas limitadoras e a tarifa continua zerada. O PACIC seguirá em vigor durante todo o ano de 2025.

    Desde sua criação, o acordo fortaleceu a parceria comercial entre Brasil e México. Entre janeiro e novembro de 2024, o país importou 205 mil toneladas de carne de frango. Ou seja, um crescimento de 18,8% em relação ao mesmo período de 2023. Já a carne suína alcançou 42 mil toneladas, alta de 49,7% no mesmo comparativo. Em geral, o volume gerou receitas de US$ 620 milhões.

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    Exportações para o México

    Atualmente, o México ocupa a sétima posição entre os principais importadores de carne de frango do Brasil e a décima posição para carne suína.

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou os esforços do Ministério da Agricultura para manter o Brasil como fornecedor estratégico no âmbito do PACIC. “As boas relações entre os países e a parceria sólida entre produtores brasileiros e importadores mexicanos indicam que o fluxo de carne de aves e suínos deve seguir positivo em 2025, beneficiando ambas as nações”, afirmou Santin.

     

  • Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    As exportações do agronegócio mineiro ultrapassaram, pela primeira vez, o setor de mineração no ranking estadual. Em geral, de janeiro a novembro de 2024, as vendas externas do agro somaram US$ 15,7 bilhões, superando em 3% o desempenho da mineração, que fechou o período com US$ 14,5 bilhões.

    O agro representou 40,7% do total exportado por Minas Gerais até novembro. Portanto, em comparação com o mesmo período de 2023, o setor cresceu 19% em receita e 9% no volume exportado, atingindo 16 milhões de toneladas. Já a mineração respondeu por 37,7% das exportações, com 14,5 milhões de toneladas enviadas.

    Ou seja, o valor registrado até novembro já supera o recorde anual de 2022, quando a receita foi de US$ 15,3 bilhões. A média mensal de US$ 1,4 bilhão impulsionou esses resultados históricos. Além disso, a alta do câmbio nominal nos últimos meses favoreceu o desempenho do setor.

    Investimento em inovação impulsiona resultados

    Para Thales Fernandes, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, o resultado reflete investimentos em capacitação, produção sustentável e inovação. “Esses números consolidam Minas como uma potência na produção de alimentos. Em 2025, a valorização dos nossos produtos no exterior deve ampliar ainda mais essa vantagem”, afirmou.

    Novos produtos ganham destaque

    Café, açúcar e carne bovina seguem liderando as exportações. Contudo, novos produtos ganharam espaço, como sementes para semeadura, sêmen bovino, queijos, iogurtes, leite condensado e batatas preparadas.

    Água de coco, tapioca, cogumelos, inhame, azeitonas e grão de bico também ampliaram o portfólio exportador do estado, atendendo demandas internacionais.

    A China lidera as importações do agro mineiro, com US$ 3,9 bilhões, seguida por Estados Unidos (US$ 1,7 bilhão), Alemanha (US$ 1,3 bilhão), Bélgica (US$ 727 milhões) e Itália (US$ 669 milhões). Ao todo, 169 países compram produtos do agro mineiro.

    Café mantém liderança histórica

    O café segue como principal produto exportado, somando US$ 7,1 bilhões em receita, um aumento de 44,6% em relação ao ano anterior. Em volume, foram embarcadas 28,4 milhões de sacas, crescimento de 25%.

    Os principais compradores — Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão — aumentaram significativamente suas aquisições.

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    Carne bovina impulsiona setor de proteínas

    As exportações de carnes totalizaram US$ 1,4 bilhão e 414 mil toneladas. A carne bovina liderou, com US$ 1 bilhão e 240 mil toneladas exportadas, registrando aumentos de 20,4% no valor e 26,5% no volume.

    A carne suína também teve destaque, com o melhor resultado em oito anos: US$ 52,5 milhões e 26,5 mil toneladas exportadas.

    Já a carne de frango apresentou queda de 20% no valor e 18% no volume, totalizando US$ 269 milhões e 142 mil toneladas embarcadas.

    Desempenho do complexo soja e sucroalcooleiro

    As exportações do complexo soja somaram US$ 3,2 bilhões. Apesar de uma queda de 8,4% na receita, os embarques cresceram 9,5%. O farelo de soja teve alta de 9% na receita, atingindo US$ 230 milhões.

    O complexo sucroalcooleiro alcançou US$ 2,3 bilhões, com destaque para o açúcar, que representou US$ 2,2 bilhões. A Indonésia superou a China como principal destino, respondendo por 11% das vendas.

    Em resumo, o desempenho histórico do agro mineiro reflete diversificação, investimento e forte presença no mercado internacional, consolidando Minas Gerais como referência global no setor.