Tag: exportações

  • Produção de soja no Brasil deve crescer 9,4% em 2025, diz Abiove

    Produção de soja no Brasil deve crescer 9,4% em 2025, diz Abiove

    A produção brasileira de soja deve alcançar 167 milhões de toneladas em 2025, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Ou seja, a projeção indica um aumento de 9,4% em relação à safra atual.

    As exportações de soja também devem crescer 5,9%, chegando a 104,1 milhões de toneladas. Além disso, o processamento interno, por sua vez, deve atingir 57 milhões de toneladas, representando um aumento de 4,6%.

    Complexo soja

    O complexo da soja promete bom desempenho no próximo ano, com destaque para o farelo. Em resumo, a produção desse subproduto deve atingir 44 milhões de toneladas, uma alta de 5,5%. As exportações de farelo podem crescer 3,6%, alcançando 22,9 milhões de toneladas. Já o consumo interno deve avançar 3,7%, totalizando 19,5 milhões de toneladas.

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    No caso do óleo de soja, a produção deve somar 11,4 milhões de toneladas, com alta de 3,6%. A demanda interna deve aumentar 6,1%, atingindo 10,5 milhões de toneladas. Em contrapartida, as exportações de óleo de soja podem registrar queda de 23,1%, fechando 2025 em 1 milhão de toneladas.

    Esses números reforçam a relevância do Brasil como um dos principais players no mercado global de soja.

     

  • Novo recorde de exportações do agronegócio brasileiro

    Novo recorde de exportações do agronegócio brasileiro

    As exportações do agronegócio brasileiro atingiram um recorde histórico em setembro, totalizando US$ 14,19 bilhões, o que representa um crescimento de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esse resultado positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento no volume de produtos exportados.

    De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), os principais setores responsáveis por esse desempenho foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais, cereais e café. Juntos, esses seis setores representaram 84,6% da pauta exportadora do agronegócio.

    Durante uma coletiva na sede do Mapa, o secretário Luis Rua destacou que o valor recorde de setembro é resultado da abertura de novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. “Quando abrimos mercados para uma cadeia produtiva que eventualmente não exporta muito, criamos novas oportunidades e impulsionamos outros mercados,” afirmou.

    Produtos em destaque

    O setor de carnes teve um desempenho notável, com a carne bovina registrando o maior valor exportado pelo Brasil. Em setembro de 2024, as vendas externas de carne bovina alcançaram US$ 1,25 bilhão, um aumento de 29,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume embarcado também foi recorde, com 251,76 mil toneladas (+29,1%), sendo a China o principal comprador.

    O complexo sucroalcooleiro exportou US$ 1,92 bilhão em setembro (+6,4%), com o açúcar representando quase 95% das vendas desse setor. Os embarques de açúcar de cana em bruto atingiram um volume recorde de 3,47 milhões de toneladas (+25,9%).

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    Os produtos florestais também apresentaram forte desempenho. A celulose foi o único produto do setor a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em vendas. O setor totalizou US$ 1,04 bilhão e estabelecendo um novo recorde para setembro. Os mercados mais industrializados foram os principais importadores.

    Outro destaque foi o café verde, cujas vendas externas subiram de US$ 573,84 milhões em setembro de 2023 para US$ 1,07 bilhão em setembro de 2024 (+86,6%), também um recorde para o mês. O volume embarcado atingiu 243,1 mil toneladas.

    Nos últimos doze meses, entre outubro de 2023 e setembro de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 166,19 bilhões. Isso representa uma elevação de 1,8% em comparação aos US$ 163,19 bilhões exportados nos doze meses anteriores.

  • Exportações do agronegócio brasileiro superam us$ 14 bilhões em agosto

    Exportações do agronegócio brasileiro superam us$ 14 bilhões em agosto

    O agronegócio brasileiro alcançou exportações de US$ 14,14 bilhões em agosto de 2024, com destaque para cinco setores que contribuíram significativamente para esse resultado. O complexo soja liderou as vendas externas, com uma participação de 31,6%, seguido pelas carnes (15,3%), complexo sucroalcooleiro (13,5%), cereais, farinhas e preparações (9,1%) e produtos florestais (9,0%).

    Esses cinco setores juntos representaram 78,6% do total exportado pelo agronegócio brasileiro, equivalente a US$ 11,11 bilhões. Em comparação com agosto de 2023, esses setores foram responsáveis por US$ 13,08 bilhões em vendas externas, correspondendo a 83,8% do total.

    Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atribuiu o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro ao forte incentivo do Governo Federal. “O Brasil tem se destacado no cenário internacional graças ao retorno das boas relações comerciais do governo brasileiro com o mundo. Produtos de qualidade e o rigoroso controle sanitário têm sido nosso diferencial, sem dúvida”, ressaltou.

    Destaques dos produtos do agronegócio brasileiro

    O complexo soja continua sendo o principal setor exportador do agronegócio. Em agosto de 2024, as exportações desse segmento totalizaram US$ 4,47 bilhões. A China permanece como a principal importadora da soja brasileira, respondendo por 73,7% do volume importado neste mês, totalizando 5,9 milhões de toneladas.

    Além disso, a China também é a maior importadora de carnes brasileiras. As vendas externas desse setor aumentaram de US$ 2,05 bilhões em agosto de 2023 para US$ 2,17 bilhões em agosto de 2024, representando um crescimento de 5,6%. As exportações de carne bovina atingiram um recorde em volume, com 245,36 mil toneladas (+15,7%).

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    As exportações de carne suína também mostraram crescimento significativo de 9,2%, alcançando US$ 273,95 milhões. O aumento foi impulsionado por um incremento de 4,5% na quantidade exportada e um aumento de 4,6% no preço médio. O volume comercializado cresceu para países como Filipinas (+11,55 mil toneladas), Japão (+5,11 mil toneladas), Chile (+3,97 mil toneladas) e Singapura (+2,97 mil toneladas).

    Como o maior produtor e exportador de açúcar do mundo, o Brasil deve alcançar uma produção recorde de quase 46 milhões de toneladas na safra 2024/2025. Em agosto de 2024, o país exportou um volume recorde de 3,92 milhões de toneladas de açúcar, totalizando US$ 1,79 bilhão (-0,9%).

    Resultados dos últimos doze meses

    Entre setembro de 2023 e agosto de 2024, o Brasil exportou US$ 165,76 bilhões em produtos do agronegócio. Esse valor representa um crescimento de 1,6% em relação aos US$ 163,19 bilhões comercializados nos doze meses anteriores.

  • Exportações de frango alcançam maior preço em dois anos

    Exportações de frango alcançam maior preço em dois anos

    As exportações brasileiras de carne de frango voltaram a registrar preços elevados. Em agosto, o valor médio da tonelada exportada atingiu US$ 2.089, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ou seja, o preço representa um aumento de 8,9% em relação a agosto do ano passado, quando o valor era de US$ 1.918 por tonelada. Este é o maior preço desde agosto de 2022, quando o valor atingiu US$ 2.106.

    Volume exportado

    Apesar da valorização, o volume exportado em agosto foi de 379,8 mil toneladas, uma queda de 12,3% em comparação ao mesmo mês de 2023. No entanto, a receita em dólares caiu apenas 4,5%, somando US$ 793,6 milhões. Em Reais, a receita teve um crescimento de 8,1%, alcançando R$ 4,406 bilhões, contra R$ 4,074 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

    No acumulado de janeiro a agosto de 2024, o volume total exportado chegou a 3,432 milhões de toneladas, uma redução de 1,8% em relação ao mesmo período de 2023. A receita, no entanto, caiu 7,8%, somando US$ 6,319 bilhões. Em Reais, o acumulado do ano alcançou R$ 33,004 bilhões, uma queda de 4,1%.

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destaca que o fluxo de embarques segue uma média mensal semelhante à de 2023, com aproximadamente 430 mil toneladas. Ele também aponta que o aumento no preço médio está relacionado ao crescimento das exportações para mercados de maior valor agregado, como o Japão.

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    Exportações de frango

    Entre os principais destinos das exportações brasileiras em agosto, os Emirados Árabes lideraram, com 39,2 mil toneladas, apesar de uma queda de 17% em relação ao ano passado. O Japão teve um crescimento de 32%, com 39 mil toneladas embarcadas. A África do Sul importou 28,1 mil toneladas, um aumento de 11%. Por outro lado, as exportações para a Arábia Saudita caíram 28%, com 26,9 mil toneladas, enquanto a China importou 16,3 mil toneladas, uma queda significativa de 69%.

    No ranking por estado, o Paraná manteve a liderança, com 161,2 mil toneladas exportadas em agosto, uma redução de 2,7%. Santa Catarina registrou 84,2 mil toneladas, uma queda de 14,1%. O Rio Grande do Sul exportou 37,8 mil toneladas, com uma redução de 42,5%. São Paulo e Goiás fecharam o ranking com 23,8 mil toneladas (-3,1%) e 17,8 mil toneladas (+4,3%), respectivamente.

    Ricardo Santin destacou ainda que a perda de janelas de embarque em alguns portos, especialmente Paranaguá, prejudicou os resultados. A Doença de Newcastle também impactou as exportações, especialmente para a China e o México.

     

  • Exportações – novo recorde para o agronegócio brasileiro

    Exportações – novo recorde para o agronegócio brasileiro

    As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram um novo recorde em julho de 2024, totalizando US$ 15,44 bilhões. Esse resultado representa um crescimento de 8,8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando as exportações somaram US$ 14,20 bilhões. O desempenho robusto do setor reafirma sua importância para a economia nacional.

    Os setores que mais impulsionaram esse resultado foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e café, que juntos representaram 82,5% das exportações do agronegócio em julho. Destaca-se o aumento nas exportações de soja em grãos para a China, que continua sendo o maior mercado para o produto brasileiro. Além disso, as exportações de carnes cresceram 19,2%, com ênfase na carne bovina e suína.

    Em particular, as exportações de carne bovina atingiram US$ 1,14 bilhão, um aumento de 34% em relação a julho de 2023. O volume exportado também foi recorde, com 265,7 mil toneladas, refletindo um crescimento de 43,9% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A China foi o principal destino da carne bovina brasileira, representando mais da metade do volume exportado, seguida pelos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Filipinas.

    Importância do desempenho do agronegócio

    Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, destacou a importância do desempenho do agronegócio: “O resultado excepcional da balança comercial do agronegócio em julho é um reflexo claro da dedicação de toda a equipe do Mapa, sob a liderança do Ministro Carlos Fávaro. A estratégia de abrir novos mercados e fortalecer relações diplomáticas tem permitido que produtos como soja, açúcar e carnes atinjam números históricos.”

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    No acumulado de janeiro a julho de 2024, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 97,80 bilhões, um recorde histórico para o período e um aumento de 1% em relação aos US$ 96,87 bilhões exportados nos primeiros sete meses de 2023. Produtos como açúcar de cana em bruto e soja em grãos tiveram aumento expressivo nas quantidades embarcadas, contribuindo para o resultado positivo.

    Análise dos últimos 12 meses

    Considerando os últimos 12 meses, de agosto de 2023 a julho de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 167,41 bilhões. Um crescimento de 3,2% em comparação aos US$ 162,24 bilhões registrados nos 12 meses anteriores. O agronegócio continua a desempenhar um papel essencial na balança comercial do Brasil, representando 49,3% do valor total das exportações entre janeiro e julho de 2024.

    As importações de produtos agropecuários também registraram um crescimento significativo em julho de 2024.  Subindo 25,4% e alcançando US$ 1,74 bilhão, em comparação aos US$ 1,39 bilhão importados no mesmo mês do ano anterior. As importações de insumos para o agronegócio, como fertilizantes e nutrição animal, também aumentaram. Um crescimento de 22,5% e 12,4%, respectivamente, ambos considerados essenciais para a produção agropecuária.

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    O agronegócio brasileiro demonstra resiliência e potencial de crescimento, com exportações atingindo recordes históricos. O aumento nas vendas de soja, carnes e café destaca a importância do setor para a economia do país, enquanto a demanda global por produtos brasileiros continua a crescer.

  • Guatemala busca apoio agrícola no Brasil

    Guatemala busca apoio agrícola no Brasil

    O governo da Guatemala está em busca de experiências brasileiras para aprimorar seu sistema de armazenamento agrícola, com o objetivo de garantir a segurança alimentar do país. Essa iniciativa faz parte da Reunião do Grupo de Trabalho de Cooperação Técnica Brasil-Guatemala, organizada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e pela Secretaria de Planejamento e Programação da Presidência da República da Guatemala (Segeplan). O evento ocorreu entre os dias 12 e 14 de agosto e contou com a participação de Marisson Marinho, coordenador de Relações Internacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Durante as reuniões, ficou estabelecido que a Conab auxiliará a Guatemala no aprimoramento de tecnologias de armazenagem e controle de qualidade dos produtos agrícolas. Marinho destacou a importância do sistema de armazenamento para a segurança alimentar e o fortalecimento dos produtores. “A armazenagem é fundamental para garantir um fluxo de abastecimento constante e oferece condições adequadas para manter a qualidade dos produtos, permitindo maior autonomia na comercialização”, afirmou.

    Seminário internacional

    Além das missões de compartilhamento de experiências, a expectativa é realizar um seminário internacional sobre armazenagem e controle de qualidade. Os participantes revisaram e aprovaram projetos de cooperação técnica que integrarão a pauta de colaboração entre os países para o biênio 2024/2026.

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    A Guatemala possui um setor agrícola diversificado, com destaque para a produção de café, açúcar, vegetais e frutas. O país enfrenta desafios, como a vulnerabilidade a desastres naturais e a necessidade de modernização das práticas agrícolas. O Brasil, como um dos principais parceiros comerciais da Guatemala, pode contribuir com tecnologias e práticas de armazenagem que ajudem a melhorar a eficiência e a segurança alimentar no país.

    As exportações entre Brasil e Guatemala têm crescido nos últimos anos, com o Brasil exportando principalmente produtos agrícolas, como grãos e carnes. A cooperação técnica entre os dois países pode fortalecer ainda mais esses laços comerciais, beneficiando tanto os produtores guatemaltecos quanto os brasileiros. Com a troca de experiências e tecnologias, ambos os países podem aumentar sua competitividade no mercado internacional.

    Potencial de exportações entre Brasil e Guatemala

    Além do Brasil, a Guatemala também busca aprimorar seu sistema de armazenamento agrícola, com a intenção de garantir a segurança alimentar. O país possui um setor agrícola diversificado, com destaque para a produção de café, açúcar e vegetais. O Brasil, como um dos principais parceiros comerciais da Guatemala, pode contribuir com tecnologias e práticas de armazenagem. Assim, aumentando as oportunidades de exportação entre os dois países. A cooperação técnica e o compartilhamento de experiências podem fortalecer ainda mais os laços comerciais, beneficiando tanto os produtores guatemaltecos quanto os brasileiros.

    Com a troca de conhecimentos e investimentos, Brasil e Guatemala têm a oportunidade de explorar o potencial de suas produções agrícolas. E também expandir suas exportações, promovendo um desenvolvimento sustentável e colaborativo na região.

  • Preços do café sobem e frio intenso preocupa produtores

    Preços do café sobem e frio intenso preocupa produtores

    Os preços do café registraram uma forte alta no mercado brasileiro nesta semana. Os pesquisadores do Cepea afirmam que essa elevação é resultado do clima mais frio que atingiu grande parte do Centro-Sul do Brasil desde o último fim de semana, afetando principalmente regiões produtoras de arábica.

    Preços do café x impactos

    De acordo com agentes consultados pelo Cepea, foram relatadas geadas pontuais em áreas de baixada, como na Mogiana Paulista e no Cerrado Mineiro. Embora os impactos ainda não possam ser estimados com precisão, a expectativa é de que os cafezais não tenham sofrido danos significativos. No entanto, a massa de ar frio deve persistir nas regiões até o meio da semana, o que mantém os produtores em estado de alerta.

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    Em relação às exportações, o Brasil embarcou 3,8 milhões de sacas de café em julho. Isso significa um aumento de 26% em comparação com o mesmo período de 2023. Segundo dados do Cecafé, esse volume representa um recorde histórico para o mês de julho.

     

  • Agro brasileiro registra aumento de 8,3% nas exportações em Julho

    Agro brasileiro registra aumento de 8,3% nas exportações em Julho

    O setor agropecuário do Brasil teve um desempenho significativo em julho, com um aumento de 8,3% nas exportações, totalizando US$ 30,9 bilhões no mês e US$ 198,2 bilhões no acumulado do ano. Os dados foram divulgados na última terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e mostram um superávit de US$ 7,6 bilhões em julho e de US$ 49,6 bilhões no acumulado de 2024.

    As exportações gerais do país cresceram 9,3% em julho em comparação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento foi de 2,4% em relação aos sete primeiros meses de 2023. As importações, por sua vez, atingiram US$ 23,3 bilhões. Um aumento de 15,7% em relação a julho de 2023, resultando em uma corrente de comércio de US$ 54,2 bilhões e um superávit de US$ 7,6 bilhões.

    Desempenho do setor agropecuário

    No que diz respeito ao setor agropecuário, as exportações aumentaram em US$ 0,55 bilhões, representando um crescimento de 8,3% em julho deste ano em comparação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, no entanto, houve uma queda de US$ 3,03 bilhões (6,1%) nas exportações em relação ao mesmo período de 2023.

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    Em relação às importações, o setor agropecuário registrou um crescimento de US$ 0,13 bilhões (35,9%) quando comparado a julho de 2023. No acumulado do ano, as importações também aumentaram, com um crescimento de US$ 0,73 bilhões (27,6%).

    Soja, café e açúcar

    O relatório da Secex revelou que as exportações de soja totalizaram 75,4 mil toneladas nos primeiros sete meses de 202. Uma variação de 4,1% em relação ao mesmo período de 2023. A China se destacou como o maior comprador da soja brasileira, importando 73% do total, impulsionada pela queda da safra norte-americana em 2023 e questões geopolíticas.

    Além disso, o Brasil importou 752 mil toneladas de soja de janeiro a julho de 2024. O maior volume desde 2003, com uma variação de 707,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    As exportações de café (verde e solúvel) em julho totalizaram 3,513 milhões de sacas de 60 kg. Isso representa um crescimento de 41,95% em comparação a julho de 2023, quando foram exportadas 2,475 milhões de sacas. A receita também aumentou 57,20%, passando de US$ 581,284 milhões para US$ 913,754 milhões.

    O Brasil também exportou 3,782 milhões de toneladas de açúcares e melaços em julho. Um aumento de 28,50% em relação ao mesmo mês de 2023, com a receita subindo 16%, de US$ 1,491 bilhão para US$ 1,729 bilhão.

    O setor agropecuário brasileiro continua a mostrar resiliência e potencial de crescimento, com aumentos significativos nas exportações de produtos-chave como soja, café e açúcar. Esses resultados são promissores e indicam um futuro positivo para o agronegócio no Brasil.

  • Exportações de frutas aumentam em valor apesar da queda em volume

    Exportações de frutas aumentam em valor apesar da queda em volume

    A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) comemora o crescimento das exportações de frutas brasileiras no primeiro semestre de 2024. O setor registrou um aumento de 5,09% no valor exportado em comparação ao mesmo período do ano anterior. Isso impulsionado pela elevação dos preços das principais frutas e pela variação cambial favorável.

    Esse crescimento é resultado, em grande parte, da alta nos preços das frutas exportadas, causada pela quebra de safra e pela redução dos volumes enviados à União Europeia por concorrentes do Brasil. Com mais de 70% das frutas exportadas destinadas ao mercado europeu, o Brasil conseguiu se beneficiar dessa situação.

    Além disso, a variação cambial positiva no início de 2024 contribuiu significativamente para o aumento do valor das exportações. Entre as frutas que se destacaram, a manga teve um aumento de 13,04%, enquanto o avocado registrou um crescimento de 10,14%. No entanto, o volume total exportado caiu 8,72% devido a problemas climáticos no final de 2023 e no começo de 2024.

    Abrafrutas comemora

    Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, comentou os resultados: “Estamos satisfeitos com o desempenho das exportações de frutas brasileiras no primeiro semestre de 2024. Apesar dos desafios climáticos, conseguimos crescer em valor nas exportações, graças ao aumento dos preços e à variação cambial positiva. Estamos otimistas para o segundo semestre, que tradicionalmente é o período mais forte para as exportações de frutas do Brasil. Esperamos resultados ainda mais expressivos ao continuarmos a expandir nossa presença nos mercados internacionais.”

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    A Abrafrutas continua colaborando com o crescimento do setor e a promoção global das frutas brasileiras. Neste segundo semestre, produtores e exportadores participarão de feiras internacionais, como a Fruit Logística Ásia em Hong Kong e a Fruit Attraction em Madrid, eventos cruciais para fortalecer as exportações.

    banana prata

    “Essas feiras proporcionam uma plataforma valiosa para estabelecer novos contatos comerciais e explorar oportunidades de mercado, contribuindo significativamente para o crescimento contínuo das exportações de frutas brasileiras”, completou Guilherme Coelho.

  • Exportações crescem 9% e faturamento avança 3% no quadrimestre

    Exportações crescem 9% e faturamento avança 3% no quadrimestre

    O agronegócio brasileiro mantém seu vigor ao atender às demandas internas e externas por fibras, alimentos e energia. De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP, baseadas em dados do MDIC e Siscomex, o faturamento com exportações agropecuárias alcançou US$ 52 bilhões entre janeiro e abril deste ano. Isso representa um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2023.

    Exportações crescem 9%

    Pesquisadores do Cepea destacam que o aumento no faturamento está ligado ao crescimento de 9% no volume exportado pelo Brasil no primeiro quadrimestre. Esse crescimento ocorreu apesar de uma queda de 6% nos preços em dólar. As exportações do setor foram impulsionadas pelo algodão, cujo volume exportado cresceu 230% em comparação com o mesmo período de 2023. Outros produtos com aumento significativo nas vendas externas incluem açúcar (+80%), café (+50%), carne bovina in natura (+41%), farelo de soja (+21%), soja em grãos (+10%), papel (+24%) e carne suína (+3%).

    A China permanece como o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, embora sua participação no valor total das exportações tenha diminuído. Em contrapartida, os Estados Unidos e países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, aumentaram suas participações. Outros países que intensificaram as relações comerciais com o Brasil incluem Índia, Egito, México e Turquia.

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    Expectativas para 2024

    Os pesquisadores do Cepea preveem que a demanda por alimentos, fibras e energia continuará forte em 2024. Mesmo com perspectivas de taxas de crescimento mais baixas para as principais economias mundiais, o aumento da população mundial e da renda dos países importadores deve sustentar a demanda.

    No lado da oferta, a atenção nos próximos meses se voltará para a evolução da colheita no Hemisfério Norte. Enquanto isso, países do Hemisfério Sul, como Brasil e Argentina, concluirão a colheita de grãos e se prepararão para o novo ciclo produtivo de 2024/25. Qualquer variação na oferta mundial em relação às expectativas do mercado poderá impactar os preços internacionais dos produtos agropecuários.