Tag: exportação

  • Exportações elevam preço da carne suína

    Exportações elevam preço da carne suína

    Os preços dos produtos suinícolas acompanhados pelo Cepea encerraram junho em alta, registrando o segundo mês consecutivo de avanço. Essa sustentação veio do excelente desempenho das exportações brasileiras de carne suína em junho e da forte demanda no mercado doméstico.

    No mercado interno, a alta demanda, especialmente na primeira metade de junho, combinada à oferta reduzida de suínos em peso ideal para abate, mantiveram os valores de comercialização do suíno vivo e da carne em patamares elevados.

    Em São Paulo, o preço médio do suíno posto no mercado independente subiu 3% em relação a maio, chegando a R$ 6,97/kg.  Já em Patos de Minas (MG), o avanço mensal foi de 1,7%, com o animal negociado a R$ 7,10/kg.  No Paraná, o valor do suíno vivo em Arapoti apresentou a valorização mais expressiva, de 5,2%, atingindo R$ 7,04/kg.

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    Valorização

    No mercado da carne, a carcaça especial suína se valorizou 4,5% de maio para junho, sendo comercializada a R$ 10,31/kg no atacado da Grande São Paulo. Do mesmo modo, o pernil com osso registrou a elevação mais acentuada, de 7,1%, chegando a R$ 11,09/kg.

    Exportação

    As exportações brasileiras de carne suína (in natura e processados) voltaram a subir em junho, após recuo em maio. O Brasil embarcou 105,9 mil toneladas, volume 2,5% maior que o de maio, porém 1% abaixo do escoado em junho de 2023.  Por outro lado, apesar da forte retração dos envios à China, outros países intensificaram as aquisições, como as Filipinas, Japão e República Dominicana.

    Relação com milho

    O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho aumentou em junho, impulsionado pela alta no preço do vivo e queda no do cereal.  Além disso, em relação ao farelo de soja, outro insumo importante, o poder de compra do produtor caiu, uma vez que o farelo se valorizou em maior intensidade que o animal.

  • Negociações de arroz travadas no mercado interno

    Negociações de arroz travadas no mercado interno

    As negociações de arroz estão travadas. Na última semana, as negociações de arroz em casca no mercado spot nacional enfrentaram dificuldades. A disputa entre vendedores e compradores limitou os negócios.

    Segundo pesquisadores do Cepea, os orizicultores preferem vender a matéria-prima no porto de Rio Grande. As ofertas para exportação se mantêm mais vantajosas, mesmo com a queda recente do dólar.

    Negociações de arroz travadas

    No mercado interno, as transações foram pontuais. Os vendedores realizaram negócios conforme suas necessidades financeiras, na expectativa de uma valorização do arroz em casca. Do lado das unidades de beneficiamento, os preços de compra foram mantidos. Apenas aqueles com maior necessidade de reposição de estoques aceitaram pagar um pouco mais.

    A dificuldade na venda do arroz beneficiado, pressionada por varejistas e atacadistas, levou os agentes a adiar novas aquisições.

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  • Acerola: pequena no tamanho mas gigante em benefícios

    Acerola: pequena no tamanho mas gigante em benefícios

    A acerola é uma fruta famosa por ser excepcionalmente rica em vitaminas C. Apesar de seu pequeno tamanho possui um índice dessa vitamina 100 vezes maior do que, por exemplo, a laranja. Ainda pouco cultivada comercialmente no mundo, o Brasil vem se destacando como maior produtor, exportador e consumidor global.

    Adaptada a diferentes condições climáticas, a acerola é cultivada em quase todas as regiões do Brasil, com o Nordeste respondendo por 64% da produção nacional. Segundo dados do IBGE de 2017, a área colhida de acerola foi de 5.753 hectares com a produção de 61 mil toneladas. Pernambuco lidera a produção nacional com 19.246 toneladas, seguido pelo Piauí com 8.685 ; Ceará com 8.316 toneladas e Sergipe com 4.188 (IBGE, 2017).

    Variedades e produtividade

    A produtividade da aceroleira por hectare aumenta com o tempo, podendo alcançar 40 toneladas ou mais do quinto ao décimo ano de cultivo. Classificam-se as variedades de acerola em doces e ácidas. As ácidas, ricas em vitamina C, são indicadas para a industrialização, enquanto as doces são mais adequadas para consumo in natura.

    Entre as variedades doces temos:

    • Manoa Sweet:  Recomenda-se esta variedade para plantios caseiros.
    • Hawaiian Queen: É uma das seleções recomendadas para a produção de frutas frescas.

    Entre as variedades do grupo acido temos:

    • Red Jumbo :  sua frutificação é alta e os frutos são grandes e vistosos.
    • Maunawili :  Crescimento rápido e fácil manejo.

    Colheita e comercialização

    Durante a colheita, é importante evitar danos aos frutos, que devem ser colhidos a cada dois ou três dias. Mantenha os frutos em ambiente refrigerado para comercialização rápida. As acerolas começam a frutificar a partir de oito meses, com três ou mais safras anuais concentradas na primavera e verão. Plantas adultas podem produzir de 40 a 50 quilos de acerolas por ano, resultando em produtividade média de 20 a 25 toneladas por hectare.

    Fruta oferece muitos benefícios

    O preço de atacado da acerola fresca é de aproximadamente R$ 20,00/kg (CEAGESP, Julho 2024), garantindo um faturamento anual de R$ 500mil/hectare para produtores com produtividade média. No entanto, para vendas à indústria, o preço é menor, exigindo maior volume de produção.

    Expansão do Mercado Internacional

    A demanda global por alimentos saudáveis e funcionais tem impulsionado o interesse pela acerola. Países da Europa, América do Norte e Ásia têm se tornado grandes consumidores dessa fruta, reconhecendo seus benefícios para a saúde. A indústria de alimentos e suplementos valoriza especialmente a vitamina C natural da acerola, procurando alternativas naturais aos aditivos sintéticos.

    Além da fruta in natura, a exportação de acerola inclui produtos derivados, como polpas, sucos concentrados e pós. O processamento industrial da acerola permite a conservação de suas propriedades nutricionais, facilitando o transporte e aumentando a vida útil do produto.

    Benefícios para saúde

    Fortalece o sistema imunológico: A vitamina C, presente em grandes quantidades na acerola, possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que fortalecem o sistema imunológico.

    Previne o envelhecimento precoce: A vitamina C aumenta a produção de colágeno, uma proteína que promove a maciez e sustentação da pele, evitando a flacidez e a aparência das rugas e linhas de expressão.

    Auxilia no emagrecimento: Por conter fibras, a acerola ajuda a prolongar o tempo de digestão diminuindo a fome. Além disso, a acerola tem baixo teor de carboidratos e calorias, sendo uma ótima opção de fruta para incluir em dietas de emagrecimento.

    Melhora o humor: A vitamina C participa da produção de dopamina, um neurotransmissor que promove a sensação de prazer e bem estar.

    Melhora a função cerebral: A vitamina C auxilia nas sinapses  cerebrais – transmissão de impulsos nervosos de um neurônio a outro ou de um neurônio para uma célula muscular.

    Contribui para a absorção do ferro: A vitamina C aumenta a absorção do ferro, favorecendo a formação da hemoglobina, que é o componente das hemácias responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.

     

  • Exportações de carne suína do Brasil batem recorde

    Exportações de carne suína do Brasil batem recorde

    As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram o melhor primeiro semestre da história, com total de 613,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, o dado supera em 4,1% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 589,8 mil toneladas.

    Resumindo, em receita as exportações de carne suína totalizaram US$ 1,300 bilhão no mesmo período comparativo (janeiro a junho), número 8% menor em relação à 2023, com US$ 1,413 bilhão.

    Considerando apenas o mês de junho, as vendas internacionais de carne suína totalizaram 107,1 mil toneladas. Ou seja, número 1,4% menor do que o total exportado no sexto mês de 2023, com 108,6 mil toneladas. A receita gerada no período chegou a US$ 235,3 milhões, número 11% menor que o total exportado no ano anterior, com US$ 264,3 milhões.

    “Neste primeiro semestre vimos um redesenho das exportações de carne suína do Brasil. Antes responsável por mais de 50% de nossas exportações, os embarques para a China têm retraído e sido substituídos pelas vendas para outros mercados relevantes. Como é o caso das Filipinas, do Japão, que assumiram respectivamente o segundo e terceiro lugares como maiores importadores em junho. Desta forma, o fluxo se manteve positivo e a tendência é de fechamento com alta em volumes exportados neste ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    Exportação de carne suína por estado

    No levantamento por estado, Santa Catarina segue como principal exportador de carne suína do Brasil, com 337 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho. Ou seja, o número é 5,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar vem o Rio Grande do Sul, com 131 mil toneladas (-2,5%). Na sequencia vem o Paraná, com 80,2 mil toneladas (-1,6%). Depois estão Mato Grosso, com 17,5 mil toneladas (+40,3%) e Mato Grosso do Sul, com 12,6 mil toneladas (-2,8%).

    Países compradores

    No levantamento por país, a China foi destino de 127,9 mil toneladas no primeiro semestre deste ano (-40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior). Sendo seguida por Filipinas, com 84,2 mil toneladas (+65,3%), Hong Kong, com 51,9 mil toneladas (-15,1%). Na sequência estão Chile, com 50,3 mil toneladas (+21,7%), Singapura, com 41,4 mil toneladas (+19,5%) e Japão, com 37,5 mil toneladas (+107,3%).

    “Vale destacar, também, o contínuo crescimento das exportações para todos os países da América do Norte e na América do Sul. Com incrementos importantes nas vendas para o Chile e Peru. São indicadores da nova estratégia brasileira, que tem investido cada vez mais na ampliação da capilaridade das exportações de carne suína”, destaca Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

  • Mercosul e Emirados Árabes começam negociações de livre comércio

    Mercosul e Emirados Árabes começam negociações de livre comércio

    Representantes do Mercosul e dos Emirados Árabes Unidos começaram as negociações para um acordo de livre comércio entre as regiões. As partes se reuniram no início do mês antes da abertura da Cúpula do Mercosul, em Assunção, Paraguai.

    Durante a reunião, os países acordaram termos de referência para a negociação e realizaram a primeira rodada de discussões. O objetivo é estabelecer um novo acordo de livre comércio. Esses termos de referência definem as bases para as discussões, abrangendo temas como bens, serviços, regras de origem, barreiras técnicas, medidas fitossanitárias e sanitárias, além de propriedade intelectual.

    Negociações de livre comércio

    As negociações buscam eliminar ou reduzir tarifas alfandegárias e outras barreiras comerciais. Além disso, visam facilitar o fluxo de investimentos e serviços entre as partes.

    Em 2023, os Emirados Árabes Unidos foram o 28º maior destino de produtos brasileiros. No primeiro semestre de 2024, avançaram para a 13ª posição. De janeiro a junho, as exportações brasileiras para o país árabe subiram 74% em comparação com o mesmo período de 2023.

    As negociações entre o Mercosul e os Emirados Árabes Unidos reforçam a política do governo de expandir a rede de acordos comerciais do bloco sul-americano. Isso cria mais oportunidades para empresas exportadoras brasileiras. Uma consulta pública realizada pela Secex em 2023 mapeou interesses e preocupações das empresas brasileiras em relação aos Emirados Árabes, servindo de referência para a atuação do MDIC nessa negociação.

    Lula e Luis Arce discutem cooperação bilateral

    Foto: Divulgação – Agência Gov / Via Planalto

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Bolívia, Luis Arce, se reuniram nesta terça-feira (9/7) em Santa Cruz de la Sierra. Eles tiveram uma reunião bilateral seguida de um encontro ampliado com autoridades dos dois países. Foram discutidos avanços em temas estratégicos como agricultura, energia e infraestrutura, além de ações conjuntas para proteção do meio ambiente e transição energética.

    Lítio e fertilizantes

    Lula destacou a cooperação entre Brasil e Bolívia na política industrial para exploração e manufatura do lítio. Ele ressaltou a importância do desenvolvimento conjunto dos dois países, com ênfase na produção de fertilizantes.

    O presidente expressou satisfação pela adesão plena da Bolívia ao Mercosul. Ele afirmou que é importante que o povo boliviano entenda a importância estratégica da entrada do país no bloco.

    Lula frisou a colaboração entre Brasil e Bolívia nas iniciativas voltadas à transição energética. Ele também destacou o potencial para a produção de gás natural, energia eólica e etanol. Lula enfatizou ainda a necessidade de os países atuarem em estreita colaboração nas fronteiras, elogiando a participação da Polícia Federal brasileira no combate ao crime organizado.

  • Brasil quebra recordes no comércio agro: 72 novos mercados em 2024

    Brasil quebra recordes no comércio agro: 72 novos mercados em 2024

    O primeiro semestre de 2024 registrou o melhor desempenho histórico para o comércio exterior do agronegócio brasileiro. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) abriu 72 novos mercados para produtos agrícolas brasileiros, beneficiando 30 países. Este número supera os recordes anteriores, incluindo os totais de 35 aberturas em 2019 e 53 em 2022.

    Em junho, a expansão foi particularmente significativa, com 26 novos mercados abertos em 13 países, representando 32% de todas as aberturas realizadas no ano. Consequentemente, este desempenho foi crucial para o recorde semestral.

    “O Brasil é destaque para produtos de qualidade. Batemos todos os recordes de abertura de mercados – 18 meses, um ano e meio de governo Lula -, com 150 mercados abertos para produtos da agropecuária brasileira”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    72 novos mercados em 2024

    As novas aberturas em 2024 contemplam todos os continentes. Na África, os países beneficiados foram África do Sul, Botsuana, Lesoto, Nigéria, Zâmbia e Egito. Já na Ásia, os novos mercados incluem Arábia Saudita, Armênia, Butão, Cazaquistão, China e Hong Kong, Coreia do Sul, Filipinas, Índia, Omã, Paquistão, Quirguistão, Singapura e Turquia. Na Europa, os países foram Belarus, Rússia e Grã-Bretanha. Além disso, na Oceania, o novo mercado foi a Austrália. Nas Américas, os países beneficiados foram Canadá, México, Estados Unidos, El Salvador, Costa Rica, Colômbia e Peru.

    Entre os principais produtos que tiveram acordos nos requisitos sanitários e fitossanitários estão pescados de cultivo e derivados, sementes de hortaliças, suínos vivos e seus derivados, carne suína, pescados, gelatina e colágeno de várias origens, proteínas processadas de aves, produtos à base de camarões, embriões bovinos, sêmen bovino, alevinos de tilápia, peixes ornamentais, carne e produtos cárneos de ovinos, extrato de carne bovina, café verde, ovos e milho não transgênico.

    Exportação

    A expansão dos mercados internacionais também impulsionou as exportações brasileiras. O agronegócio representou 49,6% do total das exportações nos primeiros cinco meses do ano, gerando US$ 67,17 bilhões em receita.

    “Atendendo ao pedido do presidente Lula e do ministro Fávaro, temos trabalhado incansavelmente e dialogado com diversos países para oferecer ainda mais oportunidades aos produtores rurais, facilitando a exportação e aumentando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado global”, destacou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa.

    Desde o início de 2023, quando começou o terceiro mandato do presidente Lula e a gestão do ministro Carlos Fávaro no Mapa, o Brasil alcançou um total de 150 mercados em 52 países. Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    Evolução dos mercados e países atendidos (2019-2024)

    • 2019: 35 mercados | 18 países
    • 2020: 74 mercados | 24 países
    • 2021: 77 mercados | 33 países
    • 2022: 53 mercados | 26 países
    • 2023: 78 mercados | 39 países
    • 2024: 72 mercados | 30 países (até o momento)

    Este avanço no comércio exterior do agronegócio brasileiro destaca a crescente demanda global por produtos agrícolas de qualidade do Brasil.

     

  • Brasil abre novo mercado: penas de aves agora em Hong Kong

    Brasil abre novo mercado: penas de aves agora em Hong Kong

    O Brasil conquistou uma nova abertura de mercado com a aprovação sanitária da Região Administrativa Especial (RAE) de Hong Kong para a exportação de penas de aves. Este produto possui diversos usos industriais, sendo empregado na fabricação de almofadas, travesseiros, roupas de cama e estofados, além de servir como matéria-prima para produtos de isolamento térmico e acústico.

    Penas de aves

    O governo brasileiro comemorou o anúncio, que fortalece a confiança no sistema de controle sanitário do país.

    A nova abertura não só expande o mercado para produtos avícolas brasileiros, mas também reforça a relação comercial com Hong Kong. No ano passado, a RAE importou mais de US$ 1,15 bilhão em produtos do agronegócio brasileiro.

    Com esta aprovação, o agronegócio brasileiro registra sua 72ª abertura de mercado neste ano, acumulando 150 aberturas desde o início de 2023. Este resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    O agronegócio continua sendo o setor mais forte do Brasil para as exportações. Portanto, cada acordo abre novas oportunidades de negócio para os produtores de todos os tamanhos.

    A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por exemplo, tem vários programas de auxilio. Eles são voltados para o pequeno e médio produtores conseguirem abrir mercados no exterior.

  • Preços do boi gordo: o impacto nas exportações e pastagens

    Preços do boi gordo: o impacto nas exportações e pastagens

    Os preços do boi gordo, coletados pelo Cepea, apresentam uma maior dispersão no início do segundo semestre de 2024. Segundo os pesquisadores, os agentes do mercado estão ajustando os valores às novas condições econômicas.

    Redução de animais

    Os dados do Cepea indicam que a oferta de animais a pasto para abate diminuiu significativamente. Ao mesmo tempo, os lotes de confinamento estão preenchendo as escalas de abate. De acordo com os especialistas, é essencial analisar as estimativas de volumes confinados, as previsões climáticas e a tendência das exportações.

    No começo de junho, os pecuaristas estavam optando por liquidar os lotes de animais a pasto em peso de abate, de acordo com agentes consultados pelo Cepea. No entanto, os frigoríficos já estavam bem abastecidos, o que  prolongou as escalas de entrega. Nesse contexto, o ponto de equilíbrio entre a oferta e a demanda vinha sendo alcançado a preços cada vez mais baixos.

    O que vem pela frente

    A influência do fenômeno La Niña no inverno trará tempo seco e temperaturas acima da média tanto no Sudeste quanto no Centro-Oeste. Com isso, a oferta de pastagens será escassa. As exportações, tradicionalmente mais intensas no segundo semestre, devem continuar em alta. Além dos sucessivos recordes dos últimos meses, a recente valorização do dólar favorece as vendas de carne brasileira no mercado internacional.

     

  • Brasil ultrapassa 1,2 mil cachaçarias registradas e impulsiona exportações

    Brasil ultrapassa 1,2 mil cachaçarias registradas e impulsiona exportações

    O Brasil alcançou a marca de 1.217 cachaçarias registradas em 2023, segundo o Anuário da Cachaça 2024, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a ANPAQ e a GS1 Brasil. Este levantamento é crucial para a disseminação de dados do setor e para fomentar discussões relevantes.

    Em 2023, o setor registrou um crescimento de 7,8% no número de cachaçarias, comparado ao ano anterior. Minas Gerais lidera com 504 estabelecimentos, representando 41,4% do total nacional, e registrou um aumento de 7,7%, com 36 novas cachaçarias. É a primeira vez que um estado brasileiro ultrapassa a marca de 500 cachaçarias registradas.

    São Paulo e Paraná também se destacaram, com 11 e 10 novas cachaçarias, respectivamente, registrando crescimentos de 7,0% e 37,0%. No geral, a região Sudeste concentra a maior parte das cachaçarias do Brasil, com 819 estabelecimentos, correspondendo a 67,3% do total.

    O registro das cachaçarias, coordenado pelo Mapa, é essencial para a legalização dos estabelecimentos, considerando sua capacidade técnica e condições higiênico-sanitárias. O processo é gratuito e realizado através do Portal Único gov.br, utilizando o Sipeagro.

    Crescimento na produção e nas exportações

    Após obter o registro de estabelecimento, as cachaçarias precisam registrar seus produtos. Em 2023, o número de produtos registrados cresceu 18,5%, totalizando 5.998. Minas Gerais novamente se destaca com 2.144 produtos, o equivalente a 35,7% do total nacional. Sergipe possui a média mais alta, com 16 produtos por estabelecimento, enquanto a média nacional é de 4,9.

    As exportações de cachaça também cresceram em 2023, atingindo US$ 20.242.453, um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior. O preço médio da cachaça exportada subiu 9,3%, de 2,15 US$/L em 2022 para 2,35 US$/L em 2023. Os Estados Unidos permanecem como o maior mercado de exportação, representando quase 23% das vendas externas, com um total de US$ 4.653.002. A Europa, com sete países entre os 10 principais compradores, é responsável por 50,1% das exportações, totalizando US$ 10.142.990. Atualmente, a cachaça brasileira é exportada para todos os continentes.

    Impacto na geração de empregos

    O setor de cachaça tem sido fundamental para a economia brasileira, especialmente na geração de empregos diretos e indiretos. Em 2023, a fabricação de bebidas gerou 134.678 empregos diretos, um aumento de 3,35% em relação a 2022, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. A fabricação de aguardente de cana-de-açúcar representa 4,7% desse total, correspondendo a 6.371 empregos.

    A região Sudeste lidera com 3.062 empregos na fabricação de aguardente, representando 48% do total. O Nordeste, a segunda região em estoque de empregos, apresentou o maior aumento absoluto, com 87 novas posições, totalizando 2.444 empregos e um crescimento de 3,69%.

     

     

  • Preço do arroz sobe: como a alta do dólar impacta

    Preço do arroz sobe: como a alta do dólar impacta

    O preço do arroz em casca no Rio Grande do Sul tem mostrado pequenas oscilações nas últimas semanas, de acordo com dados do Cepea. Desde o dia 13 deste mês, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros e pagamento à vista) permanece em torno de R$ 112,00 por saca de 50 kg.

    Alta do dólar

    Pesquisadores do Cepea apontam que a resistência dos vendedores e uma ligeira melhora na demanda, principalmente do mercado externo, são os principais fatores que sustentam os preços. Orizicultores esperam uma possível valorização do arroz em casca devido ao aumento da procura por parte das tradings e à recente alta do dólar. A valorização da moeda americana favorece as exportações e torna a importação mais difícil, beneficiando os produtores locais. O dólar fechou em alta nesta terça-feira (25), voltando ao patamar de R$ 5,45. Investidores reagiram aos sinais sobre a condução da taxa básica de juros brasileira, a Selic. Eles estavam presentes na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

    Cautela em relação ao mercado

    Por outro lado, as unidades de beneficiamento de arroz estão agindo com cautela. Ou seja, elas estão ofertando apenas quando há necessidade imediata de reposição de estoques. Esse comportamento reflete a incerteza do mercado e a espera por melhores condições de compra.

    Essa dinâmica entre oferta e demanda no mercado de arroz em casca é monitorada de perto pelos especialistas do Cepea, que continuam avaliando os impactos das variações cambiais e das estratégias dos vendedores e compradores.

    Abastecimento interno

    Os dados de oferta e demanda de arroz no Brasil, divulgados pela Conab e analisados pelo Cepea, indicam que os estoques para dezembro de 2024 serão melhores do que os previstos nas estimativas de abril de 2024. Com essa nova previsão, o ambiente de incertezas quanto ao abastecimento parece ter se afastado definitivamente.