Tag: exportação

  • Produção recorde de carne bovina aumenta exportações e oferta interna

    Produção recorde de carne bovina aumenta exportações e oferta interna

    A produção de carne bovina deve alcançar 10,19 milhões de toneladas este ano, um aumento de 7,1% em relação a 2023. Ou seja, esse volume será um novo recorde na série histórica, superando a produção de 2006. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados nesta quinta-feira (25). O crescimento é atribuído ao auge do ciclo pecuário, com o pico do descarte de fêmeas esperado para 2024.

    Com a maior oferta, as exportações de carne bovina devem crescer 13,4%, chegando a 3,44 milhões de toneladas. Nos primeiros seis meses do ano, os embarques já somam 1,7 milhão de toneladas, um aumento de 25,77% em comparação ao mesmo período de 2023. Apesar do aumento nas vendas internacionais, o mercado interno também se beneficiará. Isso porque a Conab prevê um aumento de 4,2% na disponibilidade interna, totalizando 6,82 milhões de toneladas.

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    Produção de carne suína

    A produção de carne suína deve atingir aproximadamente 5,4 milhões de toneladas, um crescimento de 1,9%. Esse aumento permitirá a elevação tanto nas exportações quanto no mercado interno, projetadas em 1,3 milhão de toneladas e 4,18 milhões de toneladas, respectivamente. Se as estimativas se confirmarem, as vendas externas e a disponibilidade interna de carne suína alcançarão novos recordes.

    Avicultura

    Para a avicultura de corte, a produção deve se manter estável em cerca de 15 milhões de toneladas. As exportações devem permanecer em torno de 5 milhões de toneladas, enquanto a disponibilidade interna deve ficar na faixa de 10 milhões de toneladas.

    Com isso, a produção das três principais carnes do país deve totalizar 30,77 milhões de toneladas este ano. Esse volume representa um crescimento de 3,5% em relação a 2023, estabelecendo um novo recorde na série histórica. Esse incremento resultará em uma elevação da disponibilidade interna, estimada em 21,12 milhões de toneladas, garantindo o abastecimento do mercado brasileiro. Porém, as exportações também devem crescer cerca de 5,2%, atingindo 9,73 milhões de toneladas.

    Edegar Pretto, presidente da Conab, destacou que o aumento da produção de carnes no país pode reduzir os preços ao consumidor. “Com a produção recorde, teremos mais carne no mercado, o que deve baixar os preços para os consumidores e aumentar as exportações, beneficiando a economia brasileira”, afirmou.

    Produção de ovos

    A Conab estima que a produção de ovos em 2024 atinja um novo recorde, chegando a 42 bilhões de unidades. Ou seja, um aumento de 2% em relação ao ano passado. Portanto, esse maior volume resultará em uma maior oferta de ovos no mercado interno.

     

     

  • Foco de Newcastle preocupa o setor avícola

    Foco de Newcastle preocupa o setor avícola

    A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de frangos no município de Anta Gorda (RS) preocupa o setor avícola. A granja está localizada na região do Vale do Taquari e a confirmação ocorreu no final da semana passada. Pesquisadores do Cepea afirmam que uma suspensão prolongada das compras de carne de frango brasileira pode impactar o mercado interno.

    Exportação x foco de newcastle

    O embargo inicial já imposto pelo Brasil dura 21 dias. Se esse prazo for ampliado, a disponibilidade interna de carne de frango aumentará acentuadamente. Esse cenário pode resultar em quedas significativas nos preços da proteína, afetando a competitividade com as carnes bovina e suína.

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    No curto prazo, pesquisadores do Cepea preveem ajustes no alojamento de aves. O Brasil, atualmente o maior exportador de carne de frango do mundo, registrou crescimento nas exportações no segundo trimestre. Os embarques aumentaram 12,1% em comparação com os três primeiros meses do ano e 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Secex analisados pelo Cepea.

     

  • Doença de Newcastle: novos casos testam negativo no RS

    Doença de Newcastle: novos casos testam negativo no RS

    Duas análises de casos suspeitos na zona de proteção contra a doença de Newcastle (DNC) deram negativo. Até agora, as autoridades confirmaram apenas um caso em uma avicultura comercial de corte em Anta Gorda, no Vale do Taquari, em 17 de julho.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que os resultados negativos indicam que o caso confirmado é um evento isolado. “Não há sinais de propagação no entorno da granja comercial onde o vírus foi identificado”, afirmou Fávaro.

    O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), realiza as análises dos casos suspeitos. Isso porque a  Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhece internacionalmente o LFDA-SP para o diagnóstico da DNC.

    Equipes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da defesa agropecuária estadual continuam no local afetado, aplicando o Plano de Contingência. Isso inclui uma investigação epidemiológica em um raio de 10 km ao redor da área do foco confirmado. Na granja comercial, os animais foram sacrificados, enterrados e o processo de limpeza e desinfecção foi iniciado, conforme o protocolo oficial do Mapa.

    Redução da área de emergência zoossanitária

    A redução da abrangência da área de emergência zoossanitária no estado do Rio Grande do Sul agora inclui apenas os municípios de Anta Gorda, Doutor Ricardo, Putinga, Ilópolis e Relvado.

    O Mapa informou que, até o momento, não foram identificadas novas suspeitas de DNC nas 443 propriedades visitadas, incluindo todas as aviculturas comerciais na área de perifoco. “A agilidade da nossa equipe é crucial para normalizar as exportações de frango”, reforçou Fávaro.

    Portanto, a população pode continuar consumindo carne de frango e ovos, inclusive da região afetada. Ou seja, o Mapa garante que os produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) são seguros.

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    Impacto nas exportações

    Após a redução da área de emergência zoossanitária, o Mapa atualizou as áreas de suspensão temporária de exportações de carnes de aves. China, Argentina e México mantêm restrições para todo o Brasil, enquanto Bolívia, Chile, Cuba, Peru e Uruguai têm restrições específicas para o Rio Grande do Sul.

    Outros países, incluindo África do Sul, Arábia Saudita e Japão, aplicam protocolos sanitários baseados em zonas de restrição. O Mapa revisa diariamente as regras de suspensão conforme negocia com os parceiros comerciais e implementa ações para erradicar o foco da doença.

    Doença de Newcastle

    A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. Ela causa sintomas respiratórios, manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça, por exemplo. A OMSA exige a notificação da DNC, causada por um paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), virulento em aves de produção comercial.

    Os últimos casos confirmados no Brasil ocorreram em 2006 em aves de subsistência nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

     

  • Dia do suinocultor: projeções para julho superam 100 mil toneladas

    Dia do suinocultor: projeções para julho superam 100 mil toneladas

    Hoje, 24 de julho, é o Dia do Suinocultor, e o setor tem motivos para comemorar. Isso porque a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta que as exportações brasileiras de carne suína superarão 100 mil toneladas em julho. Até o dia 21 de julho, já foram embarcadas 89 mil toneladas.

    A ABPA aponta que o mês de julho deve fortalecer o crescimento dos embarques em 2024. Nos primeiros seis meses do ano, houve um aumento de 4,1% no volume exportado em comparação com o mesmo período de 2023.

    “O mercado internacional está com alta demanda por carne suína. A redução das exportações europeias abriu oportunidades para o Brasil”, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA.

    As expectativas também estão voltadas para o segundo semestre, com eventos internacionais impulsionando novos negócios. O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) ocorrerá entre 6 e 8 de agosto, em São Paulo.

    Empresas produtoras e exportadoras de carne suína marcarão presença no SIAVS. Centenas de traders e clientes internacionais devem fechar novos contratos durante o evento, abrangendo mais de 100 destinos da carne suína brasileira.

    Além disso, o SIAVS, com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), espera negociações com empresas de varejo e atacado . Afinal, o evento destacará mais de 100 marcas de proteínas animais.

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    Dia do Suinocultor

    No Dia do Suinocultor, os produtores terão uma série de atrações exclusivas. Ou seja, empresas fornecedoras de equipamentos e tecnologias para granjas estarão presentes, juntamente com uma programação de palestras especiais. Mais de 2,5 mil produtores, entre suinocultores e avicultores, já confirmaram participação.

    “O suinocultor é a base da produção suinícola do país. O bom desempenho deste mês resulta do empenho desses produtores na preservação da biosseguridade e qualidade. Além disso, O SIAVS proporcionará novas oportunidades de negócios e investimentos”, conclui Santin.

  • Demanda internacional sustenta preços do arroz no Brasil

    Demanda internacional sustenta preços do arroz no Brasil

    A demanda internacional tem impactado o preço do arroz no Brasil. Compradores estão mais ativos no mercado de arroz em casca do Rio Grande do Sul para atender à demanda externa aquecida. Essa movimentação tem sustentado os preços na maioria das regiões monitoradas pelo Cepea.

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    Demanda internacional

    Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada indicam que os importadores demonstram grande interesse pelo arroz brasileiro, priorizando a aquisição do produto beneficiado.

    No entanto, há um longo período até a chegada da nova safra. Por isso, vendedores seguem retraídos, o que fortalece ainda mais os preços no mercado interno.

    Preços do arroz

    O governo federal formalizou um acordo histórico com produtores e indústria do arroz. O objetivo é monitorar de perto o abastecimento e os preços do grão em todo o Brasil.

    O acordo estabelece que a Câmara Setorial do Arroz, em conjunto com a Conab, irá criar um grupo de trabalho dedicado a monitorar de perto o comportamento do mercado de arroz. Ou seja, semanalmente, a Conab realizará levantamentos de preços. Caso detecte aumentos significativos, a Câmara Setorial será comunicada e consequentemente deve mobilizar o setor produtivo e industrial. Ou seja, o foco será estabilizar os preços e garantir o abastecimento nas áreas afetadas.

  • Setor de suco de laranja tem recorde de faturamento

    Setor de suco de laranja tem recorde de faturamento

    O setor de suco de laranja fechou a safra 2023/2024 com um faturamento recorde. As exportações de suco de laranja (FCOJ equivalente a 66 Brix) somaram US$ 2,5 bilhões, um aumento de 21,29% em comparação aos US$ 2,070 bilhões da safra anterior. Incluindo os subprodutos, as exportações atingiram US$ 3 bilhões. No entanto, o volume de suco exportado caiu 9,33%, totalizando 961.270 toneladas, em comparação com 1.060.186 toneladas na safra anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela CitrusBR.

    Desafios climáticos

    Os problemas climáticos nas últimas cinco safras reduziram a oferta e valorizaram o produto. “A oferta de suco está abaixo da demanda”, explica Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR. Ele ressalta, contudo, a preocupante queda no consumo em mercados importantes.

    Principais mercados

    A Europa continua a ser o principal mercado para o suco brasileiro, com 504.299 toneladas embarcadas. Isso representa uma queda de 11,78% em relação às 571.621 toneladas do período anterior. Apesar disso, o faturamento no continente europeu aumentou 22,51%, atingindo US$ 1,38 bilhão. Contudo, o consumo da bebida na Europa recuou 0,23% na safra 2023/2024, de acordo com um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Estados Unidos

    Nos Estados Unidos, os embarques caíram 6,07%, totalizando 315.743 toneladas em comparação com 375.764 toneladas na safra anterior. O faturamento, no entanto, aumentou 15,49%, passando de US$ 691,5 milhões para US$ 798,2 milhões. Segundo a consultoria Nielsen, o consumo no mercado americano caiu 22,6% em comparação com o período pré-pandemia de 2019. Em relação a abril de 2020, a queda foi de 44,5%, quando as vendas atingiram seu pico nos últimos cinco anos. “Os números dos Estados Unidos são preocupantes, sendo o menor patamar em uma série histórica de 24 anos”, alerta Netto.

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    O Japão registrou uma queda de 15,98% nas exportações, passando de 32.928 toneladas na safra anterior para 27.668 toneladas na safra 2023/2024. Em receita, os embarques totalizaram US$ 86,2 milhões, ou seja, um aumento de 26,53% em comparação com os US$ 68,1 milhões da safra anterior.

    Na China, as exportações permaneceram estáveis, com 81.808 toneladas em comparação com 81.288 toneladas na safra anterior, representando um crescimento de 0,64%. O faturamento, no entanto, aumentou 41,03%, alcançando US$ 142 milhões em comparação com US$ 100 milhões no período anterior.

    “O setor vive um bom momento, com demanda superior à oferta. Porém, a rápida queda no consumo nos principais mercados pode reduzir a demanda a um nível inferior ao esperado, trazendo novos desafios para o futuro”, conclui Netto.

     

  • Atrasos em navios afetam exportação de café em junho

    Atrasos em navios afetam exportação de café em junho

    Em junho, 62% dos navios destinados à exportação de café enfrentaram atrasos nos principais portos brasileiros. Um levantamento do Cecafé, que representa 77% dos exportadores, revelou que o Brasil deixou de enviar 1,232 milhão de sacas de café ao exterior, resultando na perda de US$ 294,671 milhões em receita.

    Porto de Santos registra maior prazo de atraso

    O Boletim Detention Zero (DTZ), da ElloX Digital e Cecafé, informou que 254 dos 413 navios previstos para exportação de café sofreram atrasos ou mudanças de escala, por exemplo. O Porto de Santos registrou o maior prazo de atraso, com até 42 dias entre a abertura do primeiro e do último deadline.

    Perdas financeiras

    Além da perda de US$ 294,671 milhões, conforme explicado acima, os 30 exportadores também tiveram um prejuízo de R$ 4,7 milhões devido a custos extras, como armazenagem adicional e pré-stacking.

    Custos adicionais

    Do levantamento do Cecafé, 93% dos exportadores relataram pagamentos extras com pré-stacking, 87% com detentions, 70% com armazenagem adicional e 20% com gate antecipado. Além disso, as principais dificuldades incluíram alterações de atracações, rolagens de carga e falta de contêineres.

    Desempenho dos portos

    O Porto de Santos, responsável por 69,1% das exportações de café no primeiro semestre, teve o maior índice de atrasos, com 82% dos navios afetados. O complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 27,9% das exportações de café, teve um índice de atraso de 51% em junho.

    Situação crítica no Porto de Vitória

    O Porto de Vitória também enfrenta problemas logísticos. De acordo com o CCCV, há filas de navios, escassez de contêineres e dificuldades nos sistemas de atendimento. Em junho, 33% das empresas relataram que a situação piorou muito.

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    Impacto no comércio exterior

    Segundo Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, as limitações de infraestrutura e falta de espaço nos portos estão prejudicando as exportações de café. Ele alerta para a necessidade urgente de melhorias na capacidade física e na infraestrutura dos portos brasileiros.

    Heron sugere que as autoridades públicas devem ser mais sensíveis aos prejuízos causados aos exportadores. Ele propõe a retomada do projeto original do STS10 no Porto de Santos para evitar um colapso ainda maior no sistema portuário.

    Ou seja, a situação atual está prejudicando a eficiência dos produtores e exportadores brasileiros, comprometendo a capacidade do país de manter níveis significativos de exportação e receita cambial. Portanto, é necessário investir em melhorias para reduzir os gargalos logísticos e evitar perdas financeiras futuras.

     

  • Doença de Newcastle: casos suspeitos são descartados

    Doença de Newcastle: casos suspeitos são descartados

    O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo descartou três casos suspeitos de doença de Newcastle (DNC) neste sábado (20). As análises das amostras coletadas na sexta-feira (19) deram resultado negativo para o vírus.

    Os agentes coletaram as amostras coletadas em três propriedades suspeitas na zona de proteção para DNC. Essa zona foi estabelecida pela equipe de vigilância e defesa sanitária animal do Rio Grande do Sul, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Análise em tempo recorde

    O transporte das amostras para o laboratório contou com apoio da Casa Civil, Ministério da Defesa e Força Aérea Brasileira (FAB). “As análises de RT-PCR foram processadas em tempo recorde, descartando novas ocorrências de foco no momento”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Os resultados negativos indicam contenção do evento sanitário e portanto, reforça a robustez do sistema de defesa agropecuária do Brasil. “Por pedido do presidente Lula, tratamos o caso com transparência para tranquilizar a população e os países importadores sobre a segurança do nosso sistema”, disse Fávaro. Ele também ressaltou a agilidade das equipes para normalizar as exportações em breve.

    No Vale do Taquari, autoridades montaram barreiras sanitárias para controlar a movimentação de aves. Além disso, as investigações epidemiológicas continuam na zona de vigilância e em todo o Rio Grande do Sul.

    A população pode consumir carne de frango e ovos, inclusive da região afetada. Ou seja, o Mapa reforça que produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) são seguros.

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    Doença de Newcastle

    A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. Ela causa sinais respiratórios, manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça, por exemplo. Portanto, a notificação à OMSA é obrigatória, e o vírus do grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1) causa a doença. Os últimos casos confirmados no Brasil ocorreram em 2006, em aves de subsistência no Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

     

     

  • Prejuízo: suspensão de exportação de frango pode ser bilionário

    Prejuízo: suspensão de exportação de frango pode ser bilionário

    A exportação de carne de frango representa uma significativa contribuição para a economia brasileira. Em 2023, o Brasil exportou um recorde de toneladas de carne de frango, gerando uma receita de aproximadamente US$ 9 bilhões. Este volume representa um crescimento em relação ao ano anterior. Também consolidou o país como o maior exportador mundial de carne de frango, com a produção direcionada a mais de 150 países, com destaque para mercados na Ásia, Oriente Médio e América Latina.

    Em termos de volume, as exportações de carne de frango em 2023 superaram as de 2022, refletindo a confiança global na qualidade e segurança do produto brasileiro.

    Dados de 2024

    No início de 2024, os dados indicam a continuidade do forte desempenho das exportações de carne de frango. Nos primeiros meses do ano, os números mostram que o setor mantém uma trajetória de crescimento, seguindo as tendências observadas no ano anterior. Esse aumento é impulsionado pela demanda crescente em mercados internacionais e pela competitividade dos preços brasileiros no cenário global.

    Brasil exporta frango para mais de 150 países.

    A exportação de carne de frango é crucial para a economia brasileira, contribuindo significativamente para a balança comercial do país. A importância desse setor para a economia brasileira é evidente não apenas pelo volume exportado, mas também pelo impacto econômico significativo em termos de receita gerada e empregos mantidos no setor agrícola.

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    Os dados mostram que o setor avícola não apenas gera empregos, mas também estimula a produção agrícola, uma vez que a criação de aves depende de insumos como milho e soja, que são amplamente cultivados no Brasil.

    Além disso, a carne de frango é uma fonte importante de proteína para muitos países. A capacidade do Brasil de atender a essa demanda reforça sua posição como um líder no agronegócio global.

    Suspensão preventiva

    Com a decisão Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de suspender preventivamente as exportações de carne de aves e seus derivados após a confirmação de um foco da doença de Newcastle (DNC) em um estabelecimento avícola comercial em Anta Gorda, Rio Grande do Sul, esses números podem ser afetados. A medida atende aos requisitos acordados nos Certificados Sanitários Internacionais (CSI) com 44 países, e é uma questão preventiva, mas vai afetar os números da exportação de carne de frango do Brasil

    O Rio Grande do Sul é o terceiro maior exportador de carne de frango do Brasil, atrás do Paraná e de Santa Catarina. Nos primeiros seis meses do ano, o estado exportou 354 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 630 milhões. Essas exportações representaram 13,82% dos US$ 4,55 bilhões gerados pelo país e 14,1% das 2,52 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil no mesmo período.

    No primeiro semestre, os principais destinos da carne de frango gaúcha foram os Emirados Árabes Unidos (48 mil toneladas – US$ 94 milhões). Em segundo lugar, Arábia Saudita (39 mil toneladas – US$ 77 milhões). Em terceiro lugar China (32 mil toneladas – US$ 52 milhões). Depois vem o Japão (20 mil toneladas – US$ 43 milhões).

  • Brasil suspende exportações de carne de aves após surto de doença

    Brasil suspende exportações de carne de aves após surto de doença

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspendeu preventivamente as exportações de carne de aves e seus derivados após a confirmação de um foco da doença de Newcastle (DNC) em um estabelecimento avícola comercial em Anta Gorda, Rio Grande do Sul. A medida atende aos requisitos acordados nos Certificados Sanitários Internacionais (CSI) com 44 países.

    A certificação para exportação é um acordo bilateral entre países parceiros. Por isso, o Mapa revisou preventivamente os CSI para atender às garantias e requisitos estabelecidos. A suspensão temporária da certificação segue as regras internacionais de comércio de aves e seus produtos. Ou seja, ela garante a transparência do serviço oficial brasileiro frente aos países importadores.

    Tipos de suspensões

    As suspensões variam conforme a área ou região afetada. A suspensão pode ser nacional, por pelo menos 21 dias, ou restrita a um raio de 50 km do foco identificado. Países como China, Argentina e México enfrentam suspensão total para importações de carne de aves, carne fresca de aves e seus derivados, ovos, carne para alimentação animal, matéria-prima de aves para fins opterápicos, preparados de carne e produtos não tratados derivados de sangue.

    Para o Rio Grande do Sul, as exportações estão restritas para África do Sul, Albânia, Arábia Saudita, Bolívia, Cazaquistão, Chile, Cuba, Egito, Filipinas, Geórgia, Hong Kong, Índia, Jordânia, Kosovo, Macedônia, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Polinésia Francesa, Peru, Reino Unido, República Dominicana, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan, Ucrânia, União Europeia, União Econômica Euroasiática, Uruguai, Vanuatu e Vietnã. Entre os produtos estão carne fresca, resfriada ou congelada de aves; ovos e ovoprodutos; carnes, produtos cárneos e miúdos de aves; farinha de aves, suínos e de ruminantes; cabeças e pés; gorduras de aves; embutidos cozidos, curados e salgados; produtos cárneos processados e termoprocessados; e matéria-prima e produtos para alimentação animal.

    Raio de 50 Km

    Em um raio de 50 km do foco, não podem ser exportados carnes de aves; farinha de aves, penas e peixes para uso na alimentação animal; e produtos cárneos cozidos, termicamente processados, não comestíveis derivados de aves, para países como Canadá, Coreia do Sul, Israel, Japão, Marrocos, Maurício, Namíbia, Paquistão, Tadjiquistão e Timor Leste. Por outro lado, os CSI para esses destinos com data de produção até 8 de julho não entram nas restrições e poderão ser emitidos.

    Além disso, produtos submetidos a tratamento térmico, como termoprocessados, cozidos e processados destinados a Argentina, África do Sul, Chile, União Europeia e Uruguai, não possuem qualquer limitação. Portanto, eles poderão ser normalmente certificados. O Mapa revisa diariamente as regras de suspensão, considerando as negociações em curso com os países parceiros, que incluem todas as ações para erradicar o foco da doença.

    Exportações de carne de aves

    O Rio Grande do Sul é o terceiro maior exportador de carne de frango do Brasil, atrás do Paraná e de Santa Catarina. Nos primeiros seis meses do ano, o estado exportou 354 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 630 milhões. Essas exportações representaram 13,82% dos US$ 4,55 bilhões gerados pelo país e 14,1% das 2,52 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil no mesmo período.

    No primeiro semestre, os principais destinos da carne de frango gaúcha foram os Emirados Árabes Unidos (48 mil toneladas – US$ 94 milhões). Em segundo lugar, Arábia Saudita (39 mil toneladas – US$ 77 milhões). Em terceiro lugar China (32 mil toneladas – US$ 52 milhões). Depois vem o Japão (20 mil toneladas – US$ 43 milhões).