Tag: exportação

  • Brasil é referência em exportação de madeira sustentável

    Brasil é referência em exportação de madeira sustentável

    O aumento da demanda global por produtos florestais impulsionou a expansão do setor no Brasil, colocando o país como o sétimo maior produtor mundial.

    A geração de empregos no setor é significativa. Segundo o Perfil Setorial da Indústria (CNI), a indústria de madeira sustentável emprega atualmente 160 mil pessoas em mais de 11 mil indústrias, com 36% desses empregos concentrados em pequenas empresas.

    Referencia em manejo florestal

    Segundo o Fórum Nacional da Base Florestal (FNBF), o estado do Mato Grosso atualmente administra mais de 5 milhões de hectares de florestas manejadas. Assim, essa prática inclui rigoroso monitoramento por satélite, adoção de técnicas avançadas de rastreabilidade e limitação do número de árvores abatidas por hectare. Isso evidencia o compromisso com a sustentabilidade ambiental.

    Por exemplo, Cuiabá, a capital do estado, ganha destaque ao ser escolhida como uma das sedes da próxima reunião do G20 em setembro de 2024. Este evento proporcionará uma plataforma global para compartilhar as práticas inovadoras e o papel de Mato Grosso na mitigação das mudanças climáticas. Desta forma, segundo estudos da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), o manejo florestal sustentável na região já contribuiu para uma redução estimada de 16% nas emissões de gases de efeito estufa.

    Portanto, com metas ambiciosas, espera-se que até 2030 o estado alcance a marca de 6 milhões de hectares de florestas sob manejo sustentável. Esta iniciativa não apenas preserva recursos naturais preciosos, mas também posiciona Mato Grosso como líder nacional em práticas de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

    Impacto econômico

    Entre os dias 17 e 20 de julho, 12 compradores internacionais estarão em Alta Floresta, MT, para participação na rodadas de negócios com empresas especializadas em madeira processada sustentável. O evento, promovido pelo programa Exporta Mais Brasil, da ApexBrasil  busca impulsionar as exportações e destacar as técnicas de manejo florestal sustentável do país.

    Durante o evento, os compradores realizarão visitas técnicas às indústrias locais, conhecendo de perto os métodos de produção e práticas sustentáveis adotadas pelas empresas brasileiras.

    A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, enfatiza a importância das visitas técnicas. “Quando os compradores conhecem o processo produtivo e as práticas sustentáveis, a relação com o negócio se fortalece. Isso melhora a percepção dos produtos e favorece a compra internacional”, afirma Repezza.

    Os compradores vêm de países como África do Sul, Alemanha, Bélgica, França, México, Polônia e Uruguai. Eles estão em busca de fornecedores brasileiros de madeira beneficiada para seus mercados. Essa interação direta permite que compreendam a sustentabilidade da cadeia produtiva e o potencial do mercado local.

    Participante dessa rodada de negócios, como o empresário Siderlei Luiz, veem com otimismo a iniciativa. “Esperamos atender os compradores de forma sustentável, apresentando a nossos potenciais clientes nossos melhores produtos e práticas de produção”, comenta Siderlei, cuja empresa é pioneira no manejo florestal sustentável e certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council).

    Promovendo o Brasil Internacionalmente

    A ApexBrasil tem trabalhado para posicionar o país como referência mundial em práticas de manejo florestal sustentável. O presidente da agência, Jorge Viana, destaca a importância de aproximar o empresariado amazônico dos mercados internacionais e promover produtos de alto valor agregado compatíveis com a floresta.

    Essas iniciativa refletem o compromisso do Brasil em compartilhar suas práticas sustentáveis com o mundo, reforçando a importância da sustentabilidade na produção de madeira processada e abrindo novas oportunidades no comércio exterior.

    Programa Exporta Mais Brasil

    O Exporta Mais Brasil foi lançado pela ApexBrasil com o objetivo de impulsionar as exportações nacionais através de uma abordagem dinâmica com diversos setores econômicos de todas as regiões do Brasil.

    Em 2023, com um investimento de R$5 milhões, o programa realizou diversas rodadas de negócios alcançando um total impressionante de R$275 milhões em negócios e facilitando milhares de reuniões entre nossos empresários e centenas de compradores internacionais.

    Entretanto para 2024, o programa expandirá sua cobertura. Essa iniciativa fortalece as relações comerciais internacionais e promove o crescimento econômico regional e nacional, proporcionando novas oportunidades para o comércio exterior brasileiro.

    Manejo florestal sustentável

    O manejo sustentável, permite a colheita de no máximo 8 árvores por hectare, assegurando que elas estejam maduras e tenham completado sua fase reprodutiva antes do corte. Além disso, essa técnica protege plantas jovens, “porta sementes” e espécies importantes como a castanheira e a seringueira.

    O manejo florestal sustentável é uma estratégia crucial para reduzir queimadas e combater o desmatamento ilegal. Ao garantir que móveis e outros objetos de madeira sejam produzidos legalmente e de forma sustentável, o manejo florestal contribui para a conservação ambiental e promove práticas responsáveis na cadeia produtiva da madeira.

    Perspectivas

    Assim sendo, a realização das rodadas de negócios é uma oportunidade valiosa para mostrar ao mundo que é possível combinar lucratividade com preservação ambiental. Com iniciativas como essa, o Brasil se destaca no cenário internacional, demonstrando o potencial e a importância do manejo florestal sustentável.

  • Trigo segue com preço firme e baixo estoque

    Trigo segue com preço firme e baixo estoque

    As cotações do trigo no mercado brasileiro continuam firmes, operando em níveis superiores aos do mesmo período do ano passado. Pesquisadores do Cepea destacam que os baixos estoques domésticos, especialmente de trigo de qualidade superior, sustentam essa alta. Um outro fator é o aumento da paridade de importação.

    Trigo deve ter área menor de plantio

    Adicionalmente, a área plantada para a nova safra, que está em fase de semeadura, é projetada para ser menor do que a da temporada anterior. Isso faz com que a oferta dependa fortemente das condições climáticas e de seu impacto na produtividade.

    No campo, os produtores estão concentrados nos tratos culturais das lavouras já estabelecidas e na semeadura. Agricultores no Rio Grande do Sul iniciaram suas atividades relativamente mais tarde neste ano, conforme revelam pesquisas do Cepea.

    Com isso, a expectativa é que a continuidade das condições climáticas favoráveis seja crucial para a manutenção da produtividade e, consequentemente, dos níveis de oferta no mercado nacional. O Agro em Campo segue atento tanto ao mercado quanto ao desenvolvimento da cultura.

    Os preços internos do trigo têm registrado uma alta acentuada no início de junho. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que os baixos estoques domésticos no período de entressafra impulsionam essa elevação.

    Mesmo as recentes desvalorizações no mercado externo não interromperam essa tendência de alta. Pesquisadores do Cepea destacam que as indústrias estão cautelosas na compra de novos lotes. Isso ocorre devido às mudanças no uso de créditos tributários do PIS/Cofins, introduzidas pela Medida Provisória 1.227 em 4 de junho.

    Entretanto, em relação ao comércio externo, dados da Secex mostram que, em maio, o Brasil importou 657,13 mil toneladas de trigo, um aumento de 44,6% em comparação a abril e de 131,8% em relação a maio de 2023.

    Por outro lado, as exportações foram de 55,2 mil toneladas em maio. Bem abaixo das 362,85 mil toneladas exportadas em abril de 2023 e das 71,04 mil toneladas em maio de 2023.

     

  • Alívio no bolso: frutas e hortaliças mais baratas

    Alívio no bolso: frutas e hortaliças mais baratas

    Os preços das frutas e hortaliças nos principais mercados atacadistas do Brasil registraram queda acentuada em maio, conforme apontado no 6º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A redução foi superior a 10% para banana, laranja e mamão.

    Banana

    A banana teve uma queda significativa, com uma redução média ponderada de 24,27%. O maior recuo foi observado na Central de Abastecimento (Ceasa) de Rio Branco, onde o preço caiu 42,35% de abril para maio. Este declínio nos preços é atribuído ao aumento da oferta, especialmente da variedade nanica do Vale do Ribeira (SP), norte de Minas Gerais e Santa Catarina. A banana prata também registrou queda devido à concorrência com a nanica e a preferência dos consumidores pela mexerica poncã. Em junho, espera-se que a variedade prata continue pressionando os preços para baixo, com uma produção crescente.

    Mamão

     

    No caso do mamão, a oferta aumentou nas zonas produtoras do Espírito Santo e Bahia, levando a uma redução média ponderada de 15,81% nos preços, principalmente nos primeiros vinte dias de maio. Mesmo com uma possível queda na oferta em junho, os preços não devem subir devido ao grande volume de frutas no mercado e às baixas temperaturas, que desestimulam o consumo.

    Laranja

    Para a laranja, a Conab registrou uma queda de 13,33% nos preços médios ponderados. No entanto, essa tendência não deve continuar em junho, já que os preços começaram a subir no final de maio devido à baixa nos estoques de suco e ao controle da safra para abastecer tanto o mercado interno quanto externo.

    Entre as hortaliças, a alface, cebola e tomate também registraram redução nos preços. A alface teve uma queda devido à menor demanda e condições favoráveis à produção com temperaturas mais amenas. A cebola, após um longo período de alta, viu seus preços caírem 9,11% em maio, mas ainda mantém cotações elevadas. Já o tomate, com uma oferta menor em maio, teve preços reduzidos e deve continuar em queda com o avanço da safra de inverno.

    Preço mais salgado

     

    Por outro lado, batata, cenoura, melancia e maçã apresentaram aumento nos preços. A batata teve a maior alta, com uma elevação de 39,94%, influenciada pela transição entre as safras e chuvas intensas no Rio Grande do Sul, que afetaram a produção e o transporte. A cenoura também viu uma nova alta devido à menor oferta de Minas Gerais, mas a tendência é de reversão com o aumento da oferta no início de junho. A maçã e a melancia tiveram aumentos de preços devido ao controle da oferta e finalização das safras paulista e baiana, respectivamente.

    Exportações

    Nos cinco primeiros meses de 2024, o volume total exportado foi de 393 mil toneladas. Ou seja, uma queda de 6,52% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em termos de valor, o faturamento alcançou US$ 481 milhões. O que significa um aumento de 4,17% em relação aos cinco primeiros meses de 2023 e de 22,9% em relação ao mesmo período de 2022.

    Oferta x procura

    Essas oscilações nos preços refletem a dinâmica de oferta e demanda no mercado hortigranjeiro brasileiro, influenciadas por fatores sazonais e climáticos. O acompanhamento regular desses dados é essencial para produtores, comerciantes e consumidores, permitindo uma melhor tomada de decisões e planejamento. O Agro em Campo segue atento ao mercado.

  • Alimentec – Missão comercial leva empresários a Bogotá

    Alimentec – Missão comercial leva empresários a Bogotá

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), organizaram uma missão comercial à capital colombiana com a participação de empresários rurais brasileiros inscritos no projeto Agro.BR a Alimentec 2024.

    A Alimentec 2024 acontece de 18 a 21 de junho. Reconhecida como a principal feira de alimentos da Colômbia, é também como uma das maiores da América Latina. Realizada em Bogotá, a Alimentec se destaca como a principal plataforma para a indústria de alimentos e bebidas, além de atender à indústria hoteleira da Colômbia e da Região Andina.

    Este evento é extremamente importante para contatos comerciais atraindo compradores de toda a América Latina e Caribe. Dessa forma, além de apresentar aos nossos empresários rurais as particularidades da região, as tendências do mercado e as regulamentações sanitárias e fitossanitárias exigidas.

    Durante os quatro dias de evento, os empresários apresentarão seus produtos no estande do Agro.BR e se encontrarão com potenciais compradores da região. Ao todo, estão previstas mais de 150 rodadas de negócios.

    A importância da participação

    Rodrigo da Matta, Coordenador de Promoção Comercial da CNA, afirmou que “por intermédio da CNA, os empresários passam a ter contato direto com a embaixada no Brasil no país. Dessa forma, eles podem solicitar demandas e resolver eventuais problemas, o que facilita o diálogo ”.

    Segundo Rodrigo, a presença na missão comercial é essencial para a representatividade de diversos setores de alimentos do Brasil. “Essas empresas são pioneiras, abrindo novos caminhos e oportunidades para outros empresários brasileiros. Portanto, eles desempenham um papel crucial na inserção do país em novos mercados”, destacou.

    Fernando Argondizo, representante da Argo Foods, empresa de produtos derivados da mandioca e integrante da comitiva da CNA, ressaltou o valor da participação na feira. “Embora já conheçamos o mercado colombiano, esta é a primeira vez que expomos nossos produtos em uma feira.  Como resultado, temos percebido um grande interesse pelos produtos brasileiros, e a Argo Foods tem se posicionado bem no mercado internacional’.

  • Brasil vai vender óleo de cozinha usado para os Estados Unidos

    Brasil vai vender óleo de cozinha usado para os Estados Unidos

    O agronegócio brasileiro comemora mais uma conquista com a recente abertura do mercado dos Estados Unidos para a exportação de óleo de cozinha usado (UCO).

    A decisão dos EUA de aceitar o Certificado Sanitário Internacional Vegetal (CSIV) do Brasil foi recebida com entusiasmo pelo governo brasileiro. Esse certificado permite a exportação de UCO, um resíduo de óleos e gorduras vegetais usados em cozinhas e na indústria alimentícia, por exemplo.

    Certificações

    Para atender às exigências norte-americanas, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitirá certificações que garantem a rastreabilidade, identidade e origem do produto. Além disso, auditorias rigorosas dos procedimentos de autocontrole dos estabelecimentos armazenadores e exportadores servirão de base para essas certificações.

    Matéria-prima para biocombustíveis

    Os biocombustíveis, como biodiesel e combustível de aviação sustentável, valorizam o UCO como matéria-prima.

    A exportação de UCO do Brasil para os Estados Unidos representa uma oportunidade de mercado significativa, impulsionada pela crescente demanda por biocombustíveis nos EUA. Em 2023, os Estados Unidos importaram aproximadamente 1,4 milhão de toneladas métricas de UCO, suficientes para produzir 2,27 bilhões de litros de biocombustíveis. Esse volume de importação totalizou cerca de US$ 1,66 bilhão, com os principais fornecedores sendo China, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Chile.

    Este avanço é a segunda abertura de mercado dos EUA para produtos agrícolas brasileiros em 2024, depois da autorização para exportação de gelatina e colágeno de origem animal concedida em janeiro. No ano passado, as vendas de produtos do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos superaram US$ 9,82 bilhões, confirmando os EUA como o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

    Novos mercados

    Com a nova abertura, o agronegócio brasileiro demonstra também seu vigor ao alcançar 146 novas expansões comerciais desde o ano passado. Em geral, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) abriram 68 novos mercados em 29 países em 2024, evidenciando seu trabalho conjunto.

  • Crise? Porto de Santos bate recorde de movimentação

    Crise? Porto de Santos bate recorde de movimentação

    O Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina, alcançou um recorde histórico na movimentação de cargas em maio de 2024, superando os números do mesmo mês no ano passado. De acordo com dados divulgados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o volume total de cargas movimentadas atingiu 15 milhões de toneladas. Isso representa um aumento de 5% em relação a maio de 2023.

    Análise do Crescimento

    Este crescimento significativo reflete a recuperação econômica e o aumento das exportações de produtos agrícolas e minerais. Os embarques de soja, milho e açúcar registraram aumentos expressivos, impulsionados pela alta demanda internacional. Além disso, o aumento na importação de fertilizantes e insumos industriais também contribuiu para o recorde alcançado.

    A movimentação de contêineres registrou um crescimento notável, com um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, este incremento é atribuído à eficiência operacional e às melhorias na infraestrutura do porto. Isso inclui a modernização de terminais e a ampliação da dragagem, permitindo o acesso de navios de maior porte.

    O recorde de movimentação de cargas no Porto de Santos tem um impacto direto na economia regional e nacional. O aumento das operações portuárias gera mais empregos diretos e indiretos, fomenta o comércio exterior e reforça a posição do Brasil como um importante player no mercado global de commodities.

    Perspectivas Futuras

    As expectativas para os próximos meses permanecem otimistas, com previsões de novos recordes devido à safra abundante de grãos e à contínua demanda por produtos brasileiros no exterior. Enquanto isso, as autoridades portuárias continuam a investir em infraestrutura e tecnologia. Isso para manter a eficiência e a competitividade do Porto de Santos no cenário internacional.

  • Brasil tem arroz garantido com base na previsão dos estoques

    Brasil tem arroz garantido com base na previsão dos estoques

    Os novos dados de oferta e demanda de arroz no Brasil, divulgados pela Conab e analisados pelo Cepea, indicam que os estoques para dezembro de 2024 serão melhores do que os previstos nas estimativas de abril de 2024. Com essa nova previsão, o ambiente de incertezas quanto ao abastecimento parece ter se afastado definitivamente.

    Agora, os números mostram uma disponibilidade interna de arroz maior do que a de 2023, gerando excedentes amplos. Esse aumento se deve, em parte, à possibilidade de exportações menores. Isso fará com que os estoques de dezembro de 2024 cresçam em relação ao que foi registrado em dezembro de 2023.

    No mercado spot de arroz em casca do Rio Grande do Sul, o levantamento do Cepea continua apontando divergências entre os agentes. Após suspeitas de fraudes no leilão de importação organizado pelo Governo Federal, que levaram ao cancelamento do evento no último dia 12, os produtores decidiram recuar das negociações.

    Por outro lado, os pesquisadores do Cepea explicam que a redução nas vendas do arroz beneficiado fez com que muitas indústrias diminuíssem ou mantivessem as ofertas do início da semana passada. As indústrias aguardam uma melhor definição do cenário para tomar decisões mais assertivas.

    Impacto das enchentes no Rio Grande do Sul

    As enchentes no Rio Grande do Sul, ocorridas cerca de um mês após as estimativas de abril de 2024, impactaram as previsões iniciais. Vale lembrar que o estado é responsável por 70% da produção nacional de arroz. Antes das enchentes, o índice de colheita chegou aos 84%, mesmo assim, a tragédia climática trouxe um cenário de incertezas.  Contudo, com os novos dados, é possível vislumbrar um cenário mais positivo. A recuperação dos estoques e a possível redução nas exportações são fatores-chave para essa mudança.

     

  • 25% dos agrotóxicos utilizados no Brasil podem ser falsos

    25% dos agrotóxicos utilizados no Brasil podem ser falsos

    Uma recente estimativa alarmante divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Agrícolas (INPA) revela que aproximadamente 25% dos agrotóxicos utilizados no Brasil são falsos. Esta constatação levanta sérias preocupações sobre a segurança alimentar, a saúde pública e os impactos ambientais decorrentes do uso de produtos químicos de origem duvidosa na agricultura.

    O Problema dos Agrotóxicos Falsificados

    A falsificação de agrotóxicos é um problema grave e crescente no Brasil. Esses produtos ilegais geralmente não passam por controle de qualidade, não possuem certificações e podem conter substâncias proibidas, em concentrações inadequadas ou com datas de validade adulteradas. Isso compromete a eficácia no combate a pragas e aumentando os riscos para agricultores, consumidores e o meio ambiente.

    Segundo o relatório do INPA, a falsificação desses produtos incluem a adulteração de produtos legítimos e fabricação clandestina utilizando fórmulas não autorizadas. Vendem frequentemente produtos falsificados a preços mais baixos, atraindo produtores rurais que buscam reduzir custos de produção.

    Impactos na Saúde e no Meio Ambiente

    O uso de agrotóxicos falsificados pode ter sérias consequências. Para a saúde pública, há riscos de intoxicação  uma vez que resíduos de substâncias não regulamentadas podem permanecer nos alimentos consumidos. Entretanto, os agricultores que manuseiam esses produtos também estão sujeitos a intoxicações agudas e crônicas.

    No âmbito ambiental, os agrotóxicos falsificados podem causar danos irreversíveis ao solo, à água e à biodiversidade. A ausência de controle sobre os ingredientes ativos e suas dosagens pode levar à contaminação de lençóis freáticos e à morte de espécies não-alvo, incluindo polinizadores essenciais como abelhas.

    Além disso, outra preocupação importante é o prejuízo a economia.  É estimado que 20 bilhões de impostos não são recolhidos. A produção agrícola pode sofrer embargos internacionais por contaminação de produtos por resíduos e substancias desconhecidas ou proibidas.

    Medidas de Combate e Prevenção

    Diante desse cenário preocupante, o governo e as entidades do setor agrícola estão intensificando os esforços para combater a falsificação de agrotóxicos. Entre as medidas adotadas estão:

    • o fortalecimento da fiscalização,
    • a implementação de tecnologias de rastreamento de produtos
    • conscientização dos agricultores sobre os riscos associados ao uso de produtos ilegais.

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) está investindo em parcerias com órgãos de segurança pública para desmantelar redes de produção e distribuição de agrotóxicos falsificados. Além disso, campanhas educativas estão sendo realizadas para informar os produtores rurais sobre a importância de adquirir produtos de fornecedores certificados e de confiança.

    A estimativa de que 25% dos agrotóxicos utilizados no Brasil são falsificados é um alerta grave que exige ações coordenadas e eficazes para proteger a saúde pública, a segurança alimentar e o meio ambiente. A colaboração entre governo, setor privado e sociedade civil é essencial para erradicar essa prática ilegal e garantir a sustentabilidade da agricultura brasileira.

  • Empresas brasileiras movimentam mais de US$ 2 milhões na Africa’s Big 7

    Empresas brasileiras movimentam mais de US$ 2 milhões na Africa’s Big 7

    Empresas brasileiras movimentam mais de US$ 2 milhões na Africa’s Big 7

    A participação de 19 empresas brasileiras na feira Africa’s Big 7 gerou um volume de negócios superior a US$ 2,3 milhões, marcando a retomada da presença do Brasil em eventos de negócios no continente africano. Lideradas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), as empresas apresentaram produtos da agroindústria entre os dias 11 e 13 de junho, em Joanesburgo, África do Sul.

    Expansão no mercado africano

    A feira Africa’s Big 7 é o principal evento de alimentos e bebidas na África. Durante a feira, as empresas brasileiras reportaram US$ 2,336,000 em negócios, combinando vendas imediatas e projeções para os próximos 12 meses. Esta participação integra a missão Brasil-Africa Solutions da ApexBrasil, que visa fomentar o comércio entre o Brasil e os países do sul da África. As empresas brasileiras realizaram 160 contatos com potenciais compradores durante o evento.

    Destaques na feira

    A Africa’s Big 7, em sua 21ª edição, contou com aproximadamente 200 expositores globais, atraindo compradores e líderes da indústria alimentícia e de bebidas. A feira foca em alimentos secos, congelados, bebidas, e equipamentos de processamento e embalagens, oferecendo uma plataforma para explorar novos produtos, identificar tendências e estabelecer conexões no mercado africano, que movimenta cerca de US$ 313 bilhões.

    A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, destacou a importância do retorno à Africa’s Big 7 após um planejamento estratégico das prioridades brasileiras na região. Por outro lado, a embaixadora Ligia Maria Scherer ressaltou o novo momento da diplomacia brasileira no continente africano. Enquanto isso, o adido agrícola Carlos Muller mencionou o grande potencial do mercado africano para produtos brasileiros, especialmente após a recente abertura do mercado de pescados na África do Sul.

    Iniciativas e oportunidades

    A empresa capixaba Café Meridiano, por exemplo, serviu seu café aos visitantes, buscando parceiros no mercado africano. Tatiana Reis, CEO da Samerica Trade, destacou também a importância de estreitar laços com o continente daqui em diante, e Bonifácio Sena, da Ecofoods, enfatizou o potencial do açaí no mercado sul-africano. Ao mesmo tempo, Rafael Soares, da Embaré, comentou ainda sobre a relevância da presença brasileira para entender as demandas locais.

    Crescimento das exportações

    Em 2023, as exportações brasileiras para a África atingiram um recorde histórico de US$ 13,2 bilhões. Os países africanos já são o quarto principal destino das exportações brasileiras. Os mais procurados são os produtos do complexo de alimentos e bebidas, minério de ferro e óleos combustíveis de petróleo. Argélia, Egito, África do Sul, Marrocos e Nigéria foram os principais compradores.

    O estudo da ApexBrasil identifica mais de 6 mil oportunidades no continente. Os destaques são combustíveis minerais, produtos alimentícios e máquinas e equipamentos de transporte como áreas de crescimento. A participação na Africa’s Big 7 reforça também o compromisso do Brasil em expandir e diversificar suas exportações para a África.

     

  • Óleo de soja atinge maior preço do ano

    Óleo de soja atinge maior preço do ano

    As negociações do complexo soja no mercado brasileiro estão mais aquecidas do que nunca e impactaram no óleo de soja. Segundo pesquisadores do Cepea, este aumento na atividade se deve à forte demanda tanto doméstica quanto externa, além da valorização do dólar frente ao Real.

    Óleo de soja

    Consequentemente, os preços subiram no mercado nacional, com o óleo de soja atingindo, na parcial de junho, a maior média do ano em termos reais.

    Compradores

    A disputa entre consumidores das indústrias alimentícias e de biocombustíveis se intensificou, refletindo na maior demanda internacional.

    Este cenário também elevou os prêmios de exportação de óleo de soja no Brasil, que voltaram aos níveis observados em junho de 2022.

    Produção e exportações

    Por outro lado, a oferta enfrenta desafios. A Conab estima que a produção nacional de soja será de 147,35 milhões de toneladas, representando uma queda de 4,7% em relação à temporada passada. As exportações também devem diminuir, com estimativas apontando para 92,43 milhões de toneladas, 9,3% abaixo da temporada anterior.

    Esses fatores combinados indicam um mercado de soja dinâmico e competitivo, impulsionado por demandas robustas e uma oferta mais restrita. O cenário atual destaca a importância estratégica do complexo soja no contexto econômico brasileiro e internacional.