Tag: exportação

  • Brasil atinge recorde de importação de laranja in natura

    Brasil atinge recorde de importação de laranja in natura

    As exportações brasileiras de suco de laranja começaram a temporada 2024/25 em ritmo lento, seguindo a tendência do ano-safra anterior. Em julho, o Brasil enviou 53,4 mil toneladas de suco de laranja concentrado ao exterior, uma queda expressiva de 38% em comparação com o mesmo mês de 2023.

    De acordo com dados do Comex Stat analisados pelo Cepea, essa desaceleração já era esperada. A oferta da commodity no Brasil está limitada devido à produção reduzida no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro.

    Importação recorde de laranja

    Por outro lado, as importações brasileiras de laranja in natura atingiram volumes recordes em 2024. A baixa oferta doméstica e os altos preços das frutas nacionais impulsionaram essas compras. Entre janeiro e julho, o Brasil adquiriu 34,8 mil toneladas de laranjas, um aumento de 87% em relação ao mesmo período do ano passado.

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    Suco

    O setor de suco de laranja fechou a safra 2023/2024 com um faturamento recorde. Em resumo, as exportações de suco de laranja (FCOJ equivalente a 66 Brix) somaram US$ 2,5 bilhões, um aumento de 21,29% em comparação aos US$ 2,070 bilhões da safra anterior. Incluindo os subprodutos, as exportações atingiram US$ 3 bilhões. No entanto, o volume de suco exportado caiu 9,33%, totalizando 961.270 toneladas, em comparação com 1.060.186 toneladas na safra anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela CitrusBR.

  • Brasil retoma exportações de carne de frango para China

    Brasil retoma exportações de carne de frango para China

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a retomada das exportações de carne de frango do Brasil para a China. O Ministério da Agricultura e Pecuária oficializou o anúncio nesta terça-feira. No entanto, as exportações provenientes do estado do Rio Grande do Sul continuam suspensas.

    A suspensão durou 26 dias e ocorreu após a detecção de um caso isolado de Doença de Newcastle em uma granja em Anta Gorda (RS). A ABPA destacou a rapidez e transparência com que o Ministério da Agricultura e Pecuária lidou com a situação. A entidade também elogiou a liderança do Ministro Carlos Fávaro e o apoio das equipes dos secretários Carlos Goulart e Roberto Perosa. Nesse sentido, a embaixada brasileira e a adidância agrícola também tiveram papel crucial no esclarecimento junto às autoridades chinesas.

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    Apesar da retomada das exportações, a ABPA continua apoiando o Governo Brasileiro nas negociações para encerrar as suspensões impostas ao Rio Grande do Sul.

    De acordo com a ABPA, a China é o principal destino das exportações de carne de frango do Brasil. Entre janeiro e julho deste ano, o país importou 337,2 mil toneladas da proteína, gerando US$ 745,6 milhões em receita. Portanto, só em julho, os embarques somaram 61 mil toneladas, com receita de US$ 144,6 milhões.

    Mesmo com a suspensão temporária, os impactos no fluxo de exportações foram baixos. A ABPA informou que houve redirecionamento das cargas para outros mercados que demandam os mesmos produtos enviados à China.

     

     

  • Rússia supera expectativas com safra de grãos e exportações

    Rússia supera expectativas com safra de grãos e exportações

    A consultoria agrícola russa IKAR revisou para cima sua previsão de exportação de grãos para 2024. A nova estimativa aponta para um aumento de 2,2%, totalizando 56,2 milhões de toneladas métricas. A projeção anterior era menor.

    Além disso, a IKAR também ajustou para cima a estimativa de safra de grãos, que passou de 128 milhões para 129,5 milhões de toneladas métricas. Enquanto isso, a previsão oficial do governo russo para a safra de 2024 permanece em torno de 132 milhões de toneladas.

    Eventos climáticos

    Condições climáticas extremas, como geadas na primavera, enchentes e calor intenso no verão, impactaram as perspectivas de colheita em algumas das principais regiões produtoras. Mesmo assim, a colheita foi acelerada em muitas áreas, com 40% dos campos já colhidos. Até a semana passada, cerca de 64 milhões de toneladas já haviam sido coletadas.

    A Rússia, maior exportador de trigo do mundo, continua a superar expectativas, apesar dos desafios climáticos.

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    Rússia e Brasil

    O Brasil aumentou suas importações de diesel e fertilizantes da Rússia, alcançando a quinta posição entre os maiores mercados externos russos. Em 2022, o Brasil ocupava a 20ª posição, já uma melhora significativa em relação ao 28º lugar de 2019. Com esse avanço, o Brasil superou Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, que estavam entre os principais destinos das exportações russas em 2021, antes do início da invasão da Ucrânia por Vladimir Putin, em fevereiro de 2022.

    Em 2023, os Estados Unidos caíram para a nona posição, com as exportações russas para o país reduzidas em 67,5% em relação ao ano anterior e em 84% em comparação a 2021. Além disso, a Alemanha, que agora ocupa a 17ª posição, registrou uma queda de 86,3% nas importações da Rússia desde 2021. O Reino Unido sofreu a maior queda, despencando para o 31º lugar, com uma redução de 98,6% nas compras de produtos russos entre 2021 e 2023.

    Contrariamente, as exportações da Rússia para o Brasil aumentaram 27,4% em 2023 em relação ao ano anterior e 75,6% em comparação a 2021. Desde 2019, ano pré-pandemia, o crescimento foi de 171,8%.

    Os dados são do Centro de Comércio Internacional (ITC), agência conjunta da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização das Nações Unidas (ONU). Nas estatísticas brasileiras de balança comercial, a Rússia subiu de 11º maior fornecedor externo em 2019 para 6º em 2022, mantendo a 5ª posição no primeiro semestre de 2024, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic).

  • China e México retomam compras de carne de frango do Brasil

    China e México retomam compras de carne de frango do Brasil

    Durante o Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs) em São Paulo, o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, confirmou que a China voltou a comprar carne de frango do Brasil. Porém, o estado do Rio Grande do Sul ainda permanece excluído dessa retomada. Na terça-feira (6), o México também anunciou a retomada das importações, mas manteve o embargo ao estado gaúcho.

    China e México

    Santos espera que ambos os países liberem as compras do Rio Grande do Sul em breve. Ou seja, ele acredita que a China possa retomar as importações do estado dentro de 15 dias.

    Empecilhos para as exportações do Rio Grande do Sul

    O embargo às exportações avícolas do Rio Grande do Sul foi tema de discussões durante o Siavs. Lideranças do setor, autoridades e representantes do serviço oficial debateram a situação. Isso porque o estado sofreu recentemente com um caso isolado da doença de Newcastle, que já foi erradicada com sucesso graças ao trabalho conjunto dos serviços técnicos do Ministério da Agricultura e da Secretaria Estadual de Agricultura.

    “Comunicamos à Organização Mundial de Saúde Animal o fim do foco e suspendemos o autoembargo. No entanto, alguns países mantêm as restrições. Pedimos que o governo estadual e o Mapa reforcem que o Brasil cumpriu seu papel e não há mais motivos para o embargo. Nosso controle sanitário foi exemplar”, afirmou Eduardo Santos, presidente executivo da Asgav.

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    Governador defende fim dos embargos

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também se posicionou contra os embargos. Ele destacou que o Ministério da Agricultura já decretou o fim da doença e que a produção no estado é totalmente segura. “Estamos ao lado dos produtores nessa luta”, afirmou o governador, durante visita ao estande da Asgav no Siavs. Leite ressaltou a importância da integração do segmento e da manutenção de uma estrutura técnica capacitada e alinhada.

    Presença gaúcha no Siavs

    A Asgav lidera uma comitiva de cerca de 60 pessoas no Siavs, que inclui empresários, produtores e profissionais do serviço oficial. A delegação representa a cadeia de produção de aves e suínos do estado. O Siavs termina hoje (8) em São Paulo.

     

  • Exportação brasileira de carne suína bate recorde

    Exportação brasileira de carne suína bate recorde

    O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) termina amanhã (8), em São Paulo e conta com mais de 100 marcas brasileiras. Além disso, o evento tem também a participação de empresas e cooperativas que produzem e exportam aves, suínos, bovinos, ovos e peixes. Além disso, delegações de cerca de 50 países também marcam presença, além de uma programação extensa de simpósios e painéis. O SIAVS é um dos maiores encontros do setor no mundo.

    Exportação brasileira de carne suína

    Na cerimônia de abertura, autoridades como ministros, governadores, parlamentares e representantes da cadeia produtiva nacional estiveram presentes. Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), organizadora do evento, anunciou um recorde histórico. Somente em julho, o Brasil exportou mais de 120 mil toneladas de carne suína.

    Santin destacou a importância da suinocultura e da avicultura para a economia brasileira. Ou seja, esses segmentos geram um valor bruto anual de produção superior a R$ 350 bilhões e mais de 10 milhões de empregos diretos e indiretos. Nos últimos 30 anos, a cadeia produtiva também trouxe R$ 1,5 trilhão em receita fiscal de exportação.

    “Provemos riqueza, emprego e renda, impulsionando o desenvolvimento de regiões que hoje são referência pela força dessa cadeia de produção”, afirmou Santin. Ele também mencionou os desafios e as oportunidades para o Brasil ampliar sua presença no cenário global da agroindústria.

    Fim de emergência zoossanitária

    Antes da abertura do SIAVS, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) declarou o fim do estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul. A doença de Newcastle foi identificada em Anta Gorda em 17 de julho, mas foi rapidamente controlada. O ministro Carlos Fávaro, presente no evento, elogiou a organização do setor e a parceria do estado com entidades como a ABPA.

    Segundo o presidente da ABPA, o compromisso com a biosseguridade é fundamental, mas é preciso avançar em outras áreas. Ao final do evento, a ABPA entregou um documento ao ministro e às autoridades presentes com propostas para aumentar a competitividade internacional e a eficiência da produção no campo.

    Nesta edição de 2024, o SIAVS integra todos os elos da cadeia de proteína animal, incluindo representantes da carne bovina, peixes e leite. Isso é resultado da parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

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    Autoridades e análise econômica

    Além do ministro Carlos Fávaro, participaram da abertura o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e os governadores Eduardo Leite (RS), Jorginho Mello (SC) e Ratinho Jr. (PR). A senadora Tereza Cristina e o deputado Pedro Lupion também estiveram presentes, assim como outras autoridades.

    O economista Eduardo Gianetti fez a palestra de abertura. Em resumo, ele analisou o cenário atual e dos desafios globais, destacando oportunidades para o agronegócio e o setor de proteína animal brasileiro.

    O SIAVS acontece no Distrito Anhembi, em São Paulo, até o dia 8 de agosto. O credenciamento para o congresso está disponível no site oficial, e a entrada para a feira é gratuita. Você confere a programação completa no site siavs.com.br.

     

  • Exportações de frutas aumentam em valor apesar da queda em volume

    Exportações de frutas aumentam em valor apesar da queda em volume

    A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) comemora o crescimento das exportações de frutas brasileiras no primeiro semestre de 2024. O setor registrou um aumento de 5,09% no valor exportado em comparação ao mesmo período do ano anterior. Isso impulsionado pela elevação dos preços das principais frutas e pela variação cambial favorável.

    Esse crescimento é resultado, em grande parte, da alta nos preços das frutas exportadas, causada pela quebra de safra e pela redução dos volumes enviados à União Europeia por concorrentes do Brasil. Com mais de 70% das frutas exportadas destinadas ao mercado europeu, o Brasil conseguiu se beneficiar dessa situação.

    Além disso, a variação cambial positiva no início de 2024 contribuiu significativamente para o aumento do valor das exportações. Entre as frutas que se destacaram, a manga teve um aumento de 13,04%, enquanto o avocado registrou um crescimento de 10,14%. No entanto, o volume total exportado caiu 8,72% devido a problemas climáticos no final de 2023 e no começo de 2024.

    Abrafrutas comemora

    Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, comentou os resultados: “Estamos satisfeitos com o desempenho das exportações de frutas brasileiras no primeiro semestre de 2024. Apesar dos desafios climáticos, conseguimos crescer em valor nas exportações, graças ao aumento dos preços e à variação cambial positiva. Estamos otimistas para o segundo semestre, que tradicionalmente é o período mais forte para as exportações de frutas do Brasil. Esperamos resultados ainda mais expressivos ao continuarmos a expandir nossa presença nos mercados internacionais.”

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    A Abrafrutas continua colaborando com o crescimento do setor e a promoção global das frutas brasileiras. Neste segundo semestre, produtores e exportadores participarão de feiras internacionais, como a Fruit Logística Ásia em Hong Kong e a Fruit Attraction em Madrid, eventos cruciais para fortalecer as exportações.

    banana prata

    “Essas feiras proporcionam uma plataforma valiosa para estabelecer novos contatos comerciais e explorar oportunidades de mercado, contribuindo significativamente para o crescimento contínuo das exportações de frutas brasileiras”, completou Guilherme Coelho.

  • Frango, suínos e ovos – produção tem estimativa de crescimento em 2024 e 2025

    Frango, suínos e ovos – produção tem estimativa de crescimento em 2024 e 2025

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou suas projeções para a produção e exportação de carne de frango, suínos e ovos para 2024, além das expectativas iniciais para 2025. A entidade prevê um ano positivo para a produção de carne de frango, com um crescimento estimado de 1,8%, alcançando 15,1 milhões de toneladas. Para 2025, a ABPA projeta um aumento adicional de 2,3%, totalizando até 15,35 milhões de toneladas.

    O consumo anual de carne de frango por habitante deve se manter em torno de 45 kg em 2024, com a possibilidade de um leve aumento para 46 kg em 2025, representando um crescimento de 2% em relação ao ano anterior. As exportações de carne de frango também devem crescer, com uma previsão de 5,25 milhões de toneladas para 2024, o que representa um aumento de até 2,2%. Para 2025, a expectativa é de que as exportações alcancem 5,35 milhões de toneladas, um crescimento de 1,9%.

    A ABPA projeta que o ano de 2024 será positivo para a produção de carne de frango no país

    Ricardo Santin, presidente da ABPA, comentou sobre as projeções: “Estamos estimando uma leve redução em relação às projeções divulgadas no final do ano passado. No entanto, os volumes projetados de produção e exportação de carne de frango devem novamente renovar recordes em 2024, tornando-se um ano mais positivo para a avicultura em comparação aos últimos dois anos, mesmo com os desafios de um caso isolado de Newcastle que já está sendo superado pelo Brasil.”

    Produção e exportação de carne suína

    A produção de carne suína no Brasil deve crescer 1% em 2024, totalizando 5,2 milhões de toneladas. O consumo interno deve se estabilizar em 18 kg por habitante por ano. Para 2025, as previsões indicam um aumento de até 1%, alcançando 5,25 milhões de toneladas, mantendo o consumo per capita em 18 kg.

    As exportações de carne suína devem atingir um volume recorde de até 1,325 milhão de toneladas em 2024, representando um crescimento de até 7,7% em relação ao ano anterior. Para 2025, a projeção inicial indica exportações de até 1,375 milhão de toneladas, com um aumento estimado de até 3,8%.

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    Luis Rua, diretor de mercados da ABPA, destacou que, em um cenário internacional onde a União Europeia, principal exportador, tem reduzido suas exportações, o Brasil tem ganhado espaço no mercado internacional. “As projeções indicam volumes recordes em 2024, com diversificação dos mercados compradores de nossa carne suína”, afirmou.

    Produção de ovos

    A produção de ovos no Brasil deve alcançar 56,9 bilhões de unidades em 2024, com um crescimento de até 8,5% em relação ao ano anterior. O consumo per capita também deve crescer 8,5%, totalizando 263 unidades por habitante por ano. Para 2025, a estimativa de produção é de até 57,5 bilhões de unidades, com um crescimento de 1% em relação a 2024.

    Entretanto, as exportações de ovos devem apresentar um recuo de até 20%, com uma previsão de 20 mil toneladas. Contudo, em 2025, espera-se uma recuperação, com 22 mil toneladas exportadas e um aumento de 10%.

    O presidente da ABPA concluiu: “Tivemos um primeiro semestre com demanda aquecida no mercado interno, o que diminuiu o ímpeto de exportações do setor. Estimamos um consumo per capita recorde em nosso país neste ano de 2024.”

  • Laboratório apoia exportação de limão tahiti para União Europeia

    Laboratório apoia exportação de limão tahiti para União Europeia

    Um laboratório da Embrapa na Bahia acaba de ser reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como apto a emitir laudos para verrugose dos citros. A doença fúngica, que afeta o limão tahiti, é uma barreira fitossanitária para exportações à União Europeia (UE). O Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Mandioca e Fruticultura, localizado em Cruz das Almas (BA), ajuda os produtores a superar essa barreira, mesmo que a Bahia não registre casos da doença.

    Desde abril, o laboratório analisou cerca de 200 amostras de produtores da Bahia, Sergipe e Minas Gerais. O processo de emissão dos laudos varia de um a dez dias, dependendo da demanda e dos sintomas encontrados nos frutos. Com isso, a Bahia, que é o quarto maior estado produtor de limão no Brasil, exportou frutos que somaram US$ 34 milhões em 2023.

    A verrugose, causada pelo fungo Elsinoë, afeta folhas, frutos e brotações em áreas produtoras de citros ao redor do mundo. A doença tem grande impacto econômico, pois as lesões na casca dos frutos comprometem a comercialização, especialmente para exportação. O pesquisador Francisco Laranjeira, chefe da Embrapa Mandioca e Fruticultura, explica que a verrugose é muitas vezes confundida com o cancro cítrico, outra doença grave. No entanto, ele ressalta que, embora a verrugose passe esporos, ela só infecta tecidos imaturos, diferentemente do cancro, que pode se espalhar facilmente.

    Monitoramento intensificado

    O Brasil gerou US$ 139,3 milhões com a exportação de lima ácida em 2023, de acordo com o Observatório da Agricultura Brasileira. O país enfrenta desafios para manter essas exportações devido à vigilância rigorosa da UE sobre pragas quarentenárias como a verrugose, por exemplo. O auditor fiscal agropecuário Caio César Simão, do Mapa, revela que a UE tem interceptado cargas brasileiras desde 2021, exigindo um monitoramento mais rígido dos campos produtores.

    Entre janeiro e maio deste ano, 60 contêineres de limão tahiti foram devolvidos pela alfândega europeia, o que prejudica o mercado brasileiro. Simão alerta que a situação é preocupante, já que outros países, como Argentina e África do Sul, já enfrentaram problemas similares com suas exportações de cítricos.

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    Medidas de fiscalização e controle

    Na Bahia, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab) mantém uma vigilância constante contra pragas como o cancro cítrico e a verrugose. Desde 2005, uma portaria estadual estabelece normas rigorosas para a produção e comercialização de mudas e frutos cítricos. Como resultado, a Bahia é considerada área livre de cancro cítrico, o que garante uma vantagem competitiva em relação a outros estados.

    Suely Xavier de Brito Silva, coordenadora do Projeto Fitossanitário de Citros da Adab, ressalta que a portaria impede a entrada de frutos contaminados, protegendo o estado. Ela também menciona que, embora a verrugose não cause danos econômicos significativos, as análises realizadas pelo laboratório da Embrapa são essenciais para manter a conformidade com as exigências da UE.

    Análises e tecnologias

    Foto: Divulgação Embrapa – Léa Cunha

    A Embrapa realiza análises que envolvem a coleta de amostras de frutos. Depois, os técnicos examinam o material para detectar sinais de verrugose. Os pesquisadores confirmam os sintomas por meio de microscopia, se encontrados. E por fim, o laudo emitido é válido por 30 dias e é necessário para a certificação de exportação.

    Gabriel Pedreira da Paixão, engenheiro-agrônomo e consultor em citros, destaca que a proximidade do laboratório da Embrapa reduziu custos e facilitou o atendimento às exigências do Mapa. Além disso, ele observa que o custo do procedimento é cerca de quatro vezes menor do que em outros laboratórios, devido ao método mais eficiente utilizado pela Embrapa.

    Francisco Laranjeira enfatiza a importância de práticas preventivas, como pulverização adequada e monitoramento dos campos, para evitar a contaminação por verrugose. Ele também menciona que a Embrapa está comprometida em fornecer suporte técnico aos produtores para melhorar o manejo da doença no campo e nos testes laboratoriais.

    Impacto da verrugose

    A verrugose ataca principalmente limas ácidas e laranjas durante os três primeiros meses de vida dos frutos. As lesões causadas pelo fungo depreciam o valor comercial dos frutos, além de criar condições favoráveis para outras pragas, como o ácaro-da-leprose. Portanto, o controle da verrugose deve ser iniciado preventivamente, já que os frutos são suscetíveis até 12 semanas após a floração.

    O laboratório da Embrapa na Bahia desempenha um papel crucial na manutenção das exportações brasileiras de limão tahiti para a União Europeia. Ou seja, com essas medidas ajuda a superar as barreiras fitossanitárias e garantindo a conformidade dos envios.

  • Abacates – Costa Rica abre mercado para o Brasil

    Abacates – Costa Rica abre mercado para o Brasil

    O governo brasileiro recebeu com entusiasmo o anúncio da Costa Rica, que autorizou a exportação de abacates do Brasil para o país centro-americano. Essa é a terceira abertura de mercado em 2024 para a Costa Rica e deve contribuir para o aumento do comércio entre as duas nações, refletindo a confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro.

    A Costa Rica é um destino importante para os produtos do agronegócio brasileiro. No primeiro semestre deste ano, as exportações agrícolas do Brasil para o país totalizaram US$ 153 milhões. Em fevereiro, o Brasil já havia conseguido a abertura do mercado costarriquenho para exportar produtos à base de células-tronco mesenquimais de cães, gatos e equinos com finalidade terapêutica. Em julho, foi aberto o mercado para a exportação de equinos vivos.

    Novos mercados

    Com o anúncio da exportação de abacates, o agronegócio brasileiro alcança a 89ª abertura de mercado em 2024, totalizando 167 aberturas em 55 destinos desde o início do ano. Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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    O mercado de abacate no Brasil tem mostrado um crescimento significativo nos últimos anos. Em 2023, o Brasil produziu aproximadamente 400 mil toneladas de abacate, com uma área plantada de cerca de 40 mil hectares, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). É amplamente cultivado em estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia, que juntos representam a maior parte da produção nacional.

    Vantagens dos abacates para a saúde

    O abacate é conhecido por seus diversos benefícios à saúde, sendo uma excelente fonte de gorduras saudáveis. Especialmente ácidos graxos monoinsaturados, que ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL). Além disso, o abacate é rico em fibras, vitaminas (como a vitamina E e K) e minerais (como potássio e magnésio). Esses minerais são essenciais para o funcionamento adequado do organismo.

    Estudos indicam que o consumo regular de abacate pode contribuir para a saúde cardiovascular, melhorar a digestão e até auxiliar na perda de peso, devido à sua capacidade de promover a saciedade. Além disso, o abacate contém antioxidantes que podem ajudar a combater o estresse oxidativo e a inflamação no corpo.

    Com a crescente demanda por produtos saudáveis e naturais, o mercado de abacate no Brasil tem potencial para continuar se expandindo. A abertura de novos mercados, como a Costa Rica, pode impulsionar ainda mais as exportações e fortalecer a posição do Brasil como um dos principais produtores de abacate da América Latina.

    Em resumo, o abacate não só é uma adição nutritiva à dieta. Mas também representa uma oportunidade significativa para o agronegócio brasileiro. E com potencial de crescimento tanto no mercado interno quanto no externo.

    Abacate: uma fruta originária da América Central

    O abacate é uma fruta originária da América Central, mais provavelmente do México. O nome “abacate” vem do espanhol “aguacate”, que por sua vez deriva do náhuatl, idioma asteca, e literalmente significa “testículo”. Os incas do Peru o chamavam de “palta” ou “palto”, denominação ainda comum no Peru e no Chile.

    O mercado brasileiro tem diversas variedades

    Os primeiros relatos de abacateiros no Brasil datam de 1787, quando o naturalista Alexandre Rodrigues os encontrou às margens do rio Negro, na região amazônica. Basicamente, o abacate teve origem em três tipos, que após diversos cruzamentos naturais ou introduzidos pelo homem deram nascimento a cerca de 500 variedades diferentes.

    Variedades brasileiras

    O mercado brasileiro consome especialmente as variedades de abacates Breda, Fortuna, Geada, Margarida, Ouro Verde, Quintal e o Avocado (Hass), que se diferenciam pelo seu tamanho, calibre e teor de gordura. O abacateiro Fortuna, destaque desta semana, é uma árvore muito vigorosa e pertence ao grupo floral A, sendo um híbrido das raças Antilhana e Guatemalense.

    Na década de 1960, o viveirista Armindo Benati introduziu o abacate Fortuna em Campinas (SP)..  Tem como características frutos muito grandes, com peso entre 600 e 1000 g, formato piriforme, de casca lisa e verde escuro, polpa amarela e caroço solto.

    Com sua origem na América Central e ampla variedade de tipos, o abacate se consolidou como uma fruta popular no Brasil, com diversas cultivares adaptadas às diferentes regiões do país.

  • Preços do suíno vivo e carne suína sobem há três meses

    Preços do suíno vivo e carne suína sobem há três meses

    Os preços médios do suíno vivo e da carne suína estão em alta há três meses consecutivos. Levantamentos do Cepea indicam que, até 30 de julho, a média do preço do suíno vivo é a maior desde abril de 2021. Ou seja, em termos reais, deflacionada pelo IGP-DI de junho de 2024. Portanto, o aumento se deve à maior procura por novos lotes de suínos para abate, tanto para atender à demanda interna quanto à exportação.

    As exportações de carne suína in natura também apresentam forte desempenho. A média diária de embarques nos primeiros 20 dias úteis de julho foi de 5,2 mil toneladas. Isso representa um crescimento de 10,5% em relação ao mês anterior e 15,7% em comparação ao mesmo período de 2023, segundo dados da Secex. Em resumo, se esse ritmo for mantido, julho poderá registrar um novo recorde, com 119,3 mil toneladas exportadas, o maior volume da série histórica da Secex, iniciada em 1997.

    Exportações no primeiro semestre

    As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram o melhor primeiro semestre da história, com total de 613,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, o dado supera em 4,1% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 589,8 mil toneladas.

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