Tag: exportação

  • Vai faltar chocolate? Setor de cacau tem redução histórica

    Vai faltar chocolate? Setor de cacau tem redução histórica

    O setor de cacau no Brasil enfrentou uma forte retração em 2024, marcada pela queda no recebimento e processamento de amêndoas. A indústria processadora recebeu 179.431 toneladas de amêndoas, uma diminuição de 18,5% em relação a 2023, quando o volume alcançou 220.303 toneladas. No último trimestre, a redução foi de 5%, totalizando 54.435 toneladas.

    Fatores climáticos e pragas comprometem a produção de cacau

    As condições climáticas extremas e a incidência de pragas, como a vassoura-de-bruxa e a podridão-parda, impactaram a produção. “Infelizmente, a produção sofreu com extremos climáticos e problemas com pragas em diversas regiões. O Brasil ainda depende de importações para atender à demanda da indústria”, afirmou Anna Paula Losi, presidente-executiva da AIPC.

    Produção por estado: impactos generalizados

    Os principais estados produtores registraram quedas significativas. Na Bahia, a participação caiu de 136.165 toneladas em 2023 para 106.481 toneladas em 2024, uma queda de 21,8%. Além disso, o Pará registrou 65.654 toneladas, 11,9% a menos. No Espírito Santo, o recuo foi de 21%, enquanto Rondônia teve a maior queda percentual, 30,7%. Outros estados contribuíram com apenas 12 toneladas.

    Demanda em queda: redução na moagem

    A moagem de amêndoas totalizou 229.334 toneladas, uma retração de 9,5% em comparação a 2023. No último trimestre, houve uma queda de 5,5%, embora tenha ocorrido um leve aumento de 7,62% em relação ao trimestre anterior.

    “A queda na demanda por derivados reflete o aumento nos custos de produção e os altos preços da matéria-prima”, explicou Losi.

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    Comércio exterior: importações caem, exportações crescem

    As importações de amêndoas recuaram 40,8%, totalizando 25.501 toneladas em 2024. A produção interna limitada em 2024 deverá impactar as importações em 2025, destacou Losi.

    Por outro lado, as exportações de derivados cresceram 6,2%, alcançando 50.257 toneladas. A Argentina liderou as importações, seguida pelos Estados Unidos e Países Baixos. Mercados sul-americanos também se mostraram relevantes.

    Mercado internacional: alta histórica nos preços

    Os preços globais do cacau atingiram níveis recordes em 2024, impulsionados pelo terceiro déficit consecutivo na oferta mundial. Em geral, a produção na África, principal região produtora, sofreu com extremos climáticos e envelhecimento das áreas produtivas.

    Segundo Anna Paula Losi, a cadeia global busca alternativas para diversificar a produção e mitigar o impacto da crise na África. O segundo contrato contínuo da ICE-US registrou uma alta de 165%, saltando de 4.238 USD/ton para 11.040 USD/ton ao longo do ano.

    Incertezas para 2025

    A volatilidade deve persistir, com preocupações quanto à oferta na África Ocidental e à moagem global. Portanto, o número reduzido de agentes no mercado futuro e os custos elevados também influenciam o cenário. Em resumo, analistas recomendam monitorar os dados de produção e a demanda global para entender os desdobramentos do mercado de cacau.

     

  • Brasil bate recorde anual de exportação de café

    Brasil bate recorde anual de exportação de café

    O Brasil alcançou um marco histórico nas exportações de café em 2024. O país enviou 3,808 milhões de sacas ao exterior em dezembro, gerando US$ 1,145 bilhão. Apesar da queda de 8,1% no volume, a receita cambial cresceu 42,2% em relação a dezembro de 2023.

    No acumulado do ano, as exportações totalizaram 50,443 milhões de sacas, atingindo 116 países. Ou seja, esse desempenho representou um aumento de 28,5% em comparação com 2023 e superou em 12,8% o recorde anterior, registrado em 2020.

    Variedades arábica e canéfora impulsionam resultados

    Os embarques de arábica cresceram 20% em relação a 2023, totalizando 36,946 milhões de sacas. Portanto, esse é o maior volume da história para essa variedade, que representou 73,2% do total exportado.

    O café canéfora (robusta + conilon) também teve destaque. Em resumo, o país exportou 9,356 milhões de sacas, um aumento expressivo de 98% em relação ao ano anterior. Essa variedade representou 18,5% das exportações totais.

    Café solúvel e diferenciados mostram força

    O café solúvel atingiu seu segundo melhor desempenho, com 4,093 milhões de sacas exportadas, alta de 13%. Já os cafés diferenciados, reconhecidos pela qualidade superior e certificações sustentáveis, totalizaram 9,141 milhões de sacas, um aumento de 31,2% em relação a 2023.

    Em geral, esses cafés geraram US$ 2,535 bilhões, representando 20,3% da receita total e registrando alta de 59,9% no comparativo anual.

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    Receita cambial atinge recorde histórico

    As exportações de café renderam ao Brasil US$ 12,515 bilhões em 2024, alta de 55,4% em relação a 2023. Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a elevação reflete a oferta restrita no mercado global e o aumento nos preços.

    “Com safras menores no Vietnã e Indonésia, o Brasil supriu a lacuna deixada pelos concorrentes. O consumo global aquecido também favoreceu os embarques”, afirmou Ferreira.

    Principais mercados e desempenho regional

    Os Estados Unidos foram os maiores importadores de café brasileiro, adquirindo 8,131 milhões de sacas, 16,1% do total exportado. A Alemanha ocupou o segundo lugar, com 7,590 milhões de sacas.

    A Europa foi o principal destino, com 52,6% das exportações. A América do Norte respondeu por 21,2%, enquanto a Ásia representou 19,4%.

    Logística e desafios nos portos

    Apesar dos recordes, o setor enfrentou gargalos logísticos, como atrasos em portos e rolagens de cargas. Entre janeiro e novembro, 1,615 milhão de sacas ficaram acumuladas, gerando prejuízos de R$ 42,332 milhões.

    O Porto de Santos liderou os embarques, com 34,277 milhões de sacas, seguido pelo complexo portuário do Rio de Janeiro, com 14,075 milhões.

    Perspectivas para 2025

    Como resultado, o Brasil consolidou sua posição como líder global em exportações de café. Além disso, com a demanda mundial em alta, o país projeta manter os embarques em patamares elevados, fortalecendo sua presença nos principais mercados.

     

  • Preço da carne sobe 20,8% em 2024, maior alta em cinco anos

    Preço da carne sobe 20,8% em 2024, maior alta em cinco anos

    O preço da carne bovina subiu 20,8% em 2024, a maior alta desde 2019, quando o aumento foi de 32,4%. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados nesta sexta-feira (10). Ou seja, o reajuste colocou a carne como principal item na inflação de alimentos do ano, que chegou a 7,69%.

    Cortes populares, como acém (25,2%), patinho (24%) e contrafilé (20%), lideraram as altas entre as carnes bovinas. Segundo André Almeida, gerente da pesquisa de inflação do IBGE, as carnes adicionaram 0,52 ponto percentual ao índice inflacionário.

    Apesar do aumento expressivo, os preços só começaram a subir a partir de setembro, após quedas mensais entre janeiro e agosto.

    Ciclo pecuário influencia a oferta

    O ciclo da pecuária é um dos principais fatores que explicam a alta. Em resumo, durante as fases de alta, pecuaristas mantêm vacas nas fazendas para reprodução, reduzindo a oferta de bovinos prontos para o abate. Já nas fases de baixa, a queda no preço do bezerro leva ao aumento de abates, ampliando a oferta de carne e pressionando os preços para baixo.

    Em 2023 e no início de 2024, o Brasil viveu um período de grandes abates, alcançando um recorde de 10 milhões de cabeças no terceiro trimestre, conforme dados históricos do IBGE. No entanto, o cenário começou a mudar no final do ano passado, com a inversão do ciclo pecuário.

    Seca, queimadas e custos do confinamento

    A seca severa e as queimadas também contribuíram para a alta dos preços. Além disso, pecuaristas optaram por confinar o gado e usar ração para engorda, aumentando os custos de produção. Essas condições climáticas limitaram ainda mais a oferta de bovinos no mercado.

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    Exportações aquecidas e impacto do dólar

    A forte demanda externa impulsionou as exportações brasileiras de carne bovina, reduzindo a oferta no mercado interno. Em 2024, o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas, um aumento de 25% em relação a 2023, segundo o Ministério da Agricultura. O dólar valorizado também favoreceu as vendas externas.

    Demanda interna também influenciou

    O pagamento do 13º salário e bonificações no final do ano aumentaram o poder de compra das famílias. As festas de fim de ano também aqueceram a demanda por carne, contribuindo para manter os preços elevados.

    Perspectivas para 2025

    Especialistas avaliam que os preços podem se estabilizar ao longo de 2025, dependendo da oferta interna e do ritmo das exportações. Ou seja, o comportamento do clima e a continuidade do ciclo pecuário serão determinantes para o cenário do próximo ano.

     

  • Brasil consolida liderança no comércio internacional de açúcar

    Brasil consolida liderança no comércio internacional de açúcar

    O Brasil está prestes a reafirmar sua posição como líder no comércio internacional de açúcar em 2025. Isso com expectativas de preços sustentados em níveis elevados tanto no mercado interno quanto no externo. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que os valores no mercado doméstico devem permanecer favoráveis, impulsionados pela arbitragem entre os mercados interno e internacional.

    Uma parte significativa das exportações brasileiras já foi fixada em patamares elevados nos últimos meses, o que reforça a competitividade do setor. Apesar de um crescimento moderado da economia brasileira, a absorção da oferta voltada para o consumo interno deve ser suficiente. Mesmo em um contexto de instabilidade macroeconômica.

    No cenário internacional, a demanda crescente de países emergentes, como Paquistão e Indonésia, aliada à baixa reposição dos estoques globais nos últimos dois anos, deve sustentar os preços do açúcar acima de 18 centavos de dólar por libra-peso na ICE Futures, em Nova York. A relação entre estoque e consumo, historicamente um fator determinante para a alta dos preços, deve continuar pressionada, beneficiando as exportações brasileiras.

    Oportunidades no cenário geopolítico

    Além disso, as tensões comerciais entre potências globais, como Estados Unidos e China, podem abrir novas oportunidades para o Brasil. Isso tanto no mercado de açúcar quanto no setor de etanol. Entretanto, essa situação pode consolidar ainda mais o papel do Brasil como protagonista na transição energética e na diversificação de produtos.

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    Apesar dos desafios impostos pelas condições climáticas e pela dinâmica dos mercados, as perspectivas para o Centro-Sul do Brasil em 2025 são promissoras. A combinação de uma demanda global robusta e a necessidade contínua de adaptação às condições climáticas reforçam o status do Brasil como líder incontestável na produção e exportação de açúcar.

    Em resumo, com um cenário favorável tanto no mercado interno quanto externo, o Brasil se prepara para consolidar sua liderança no comércio internacional de açúcar em 2025.

  • Avicultura no Brasil pode crescer em 2025, mas enfrentará desafios

    Avicultura no Brasil pode crescer em 2025, mas enfrentará desafios

    O setor de avicultura brasileiro projeta um crescimento para 2025, embora os aumentos na oferta de frangos para abate e na demanda por carne sejam esperados para serem inferiores aos registrados em 2024. As projeções econômicas indicam que o poder de compra do consumidor estará mais restrito, impactando diretamente o mercado interno.

    Desafios econômicos e de produção

    A expectativa é que a taxa de crescimento das exportações também diminua, mesmo com a possível abertura de novos mercados. A influência do câmbio sobre os custos de produção pode ser ainda mais significativa, especialmente após a alta do dólar no final de 2024. Com um orçamento mais apertado, muitos consumidores podem optar por carnes mais baratas, afetando a demanda por carne de frango.

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    No cenário internacional, o Brasil continuará a ser um fornecedor importante para a China, que é um dos principais importadores da carne brasileira. Outros mercados relevantes incluem os Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Chile. As compras dos Estados Unidos devem permanecer elevadas, uma vez que o país ainda está em processo de recuperação do seu rebanho.

    Projeções de produção

    Em 2025, a produção de carne de frango no Brasil deve atingir cerca de 15 milhões a 15,35 milhões de toneladas. Este aumento representa um crescimento modesto em relação ao volume produzido em 2024, que foi estimado em aproximadamente 15 milhões de toneladas. O foco nas exportações continua forte, refletindo a demanda internacional crescente por proteína animal.

    Para atender à crescente demanda global, será crucial não apenas aumentar a produção, mas também melhorar a saúde animal e a produtividade. Especialistas destacam que é necessário garantir que a carne esteja livre de resíduos de antibióticos e patógenos, além de assegurar o bem-estar dos animais desde o nascimento até o abate.

    O setor de avicultura brasileiro se prepara para um ano desafiador em 2025, com expectativas de crescimento moderado. A combinação entre desafios econômicos internos e as oportunidades no mercado externo exigirá estratégias eficazes para garantir que o Brasil continue sendo um líder na produção e exportação de carne de frango. A atenção à saúde animal e à qualidade da produção será fundamental para sustentar esse crescimento no futuro.

  • Exportações – PACIC é renovado pelo governo mexicano

    Exportações – PACIC é renovado pelo governo mexicano

    O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) comemorou a recente publicação do decreto que renova o “Paquete Contra la Inflación y la Carestía” (PACIC) pelo governo mexicano. A medida, anunciada pela presidenta Claudia Sheinbaum, foi estendida até 31 de dezembro de 2025 e visa zerar as tarifas sobre produtos da cesta básica, facilitando o acesso das famílias mexicanas a alimentos essenciais e ampliando a presença de produtos brasileiros no mercado do país.

    A renovação do PACIC é crucial para a continuidade das exportações brasileiras de alimentos ao México, especialmente em relação a produtos como carnes, leite, arroz e feijão, nos quais o Brasil possui uma forte participação. De janeiro a novembro de 2024, as exportações brasileiras para o México já totalizavam mais de US$ 2,7 bilhões. Com a isenção temporária de impostos de importação sobre itens essenciais, espera-se que esse número continue a crescer.

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    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou a importância dessa parceria. “É uma grande oportunidade para continuarmos reforçando e intensificando a parceria comercial com o México. Oferecendo produtos brasileiros competitivos que contribuem para a segurança alimentar e nutricional.”

    Papel estratégico do México

    O México se consolidou como um dos principais parceiros comerciais do Brasil. E o país tornou-se o maior destino das exportações agropecuárias brasileiras na América Latina desde a implementação do PACIC em maio de 2022. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, destacou que a renovação do PACIC reafirma o compromisso entre os dois países em promover uma relação comercial mutuamente benéfica.

    “A continuidade do PACIC reforça o papel do Brasil como parceiro estratégico no abastecimento alimentar do México e fortalece as exportações agropecuárias”, afirmou Rua.

    A renovação do PACIC representa um passo significativo para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e México. Com medidas que visam facilitar o acesso a produtos essenciais e promover a segurança alimentar, essa parceria promete abrir novas oportunidades para os exportadores brasileiros. E assim, contribuir para o desenvolvimento econômico de ambos os países.

  • Peru e Turquia – Brasil anuncia novas aberturas de mercados agrícolas 

    Peru e Turquia – Brasil anuncia novas aberturas de mercados agrícolas 

    O governo brasileiro recebeu com entusiasmo as recentes aprovações sanitárias que permitem a abertura de novos mercados agrícolas no Peru e na Turquia. Essas autorizações são vistas como um passo significativo para fortalecer as relações comerciais e diversificar as exportações do país.

    Com essas novas aberturas de mercado, o Brasil alcança um total de 224 novas oportunidades comerciais em 2024, somando 302 aberturas desde o início de 2023. Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que têm se empenhado em expandir os horizontes do agronegócio brasileiro.

    Exportações para o Peru

    As autoridades sanitárias do Peru autorizaram o Brasil a exportar proteína hidrolisada de aves, um insumo de alto valor nutricional amplamente utilizado na produção de ração animal. Em 2024, o Brasil já havia aberto dez novos mercados agrícolas no Peru, incluindo erva-mate, farelo de mandioca, feno, fibra de coco e maçãs.

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    Entre janeiro e novembro de 2024, o Brasil exportou US$ 683 milhões em produtos agrícolas para o mercado peruano, consolidando a importância desse parceiro comercial.

    Abertura de mercado na Turquia

    Na Turquia, as autoridades locais também aprovaram a importação de mucopolissacarídeo, um composto de origem animal com diversas aplicações na indústria farmacêutica. Em 2023, as exportações brasileiras para a Turquia totalizaram US$ 2,4 bilhões, com destaque para produtos como soja, café e têxteis. Até novembro de 2024, as exportações agrícolas brasileiras para a Turquia já ultrapassaram US$ 2,9 bilhões.

    As recentes aprovações para a exportação de produtos agrícolas para o Peru e a Turquia destacam o potencial do Brasil no mercado global. Com uma estratégia focada na diversificação e fortalecimento das relações comerciais, o país se posiciona cada vez mais como um líder na produção agrícola mundial. As expectativas são altas para que essas iniciativas contribuam significativamente para o crescimento econômico do setor agrícola brasileiro nos próximos anos.

  • Saiba as últimas notícias sobre investigação da China

    Saiba as últimas notícias sobre investigação da China

    A China anunciou a abertura de uma investigação sobre as importações de carne bovina, abrangendo o período de 1º de janeiro de 2019 até o primeiro semestre de 2024. A apuração, solicitada por produtores locais que alegam que o aumento das importações prejudicou a indústria doméstica, deve durar cerca de oito meses. O governo brasileiro, ciente da situação, está mobilizando uma força-tarefa para apresentar uma manifestação formal ao Ministério do Comércio da China.

    A investigação foi formalmente anunciada no dia 27 de dezembro e inclui todos os países exportadores de carne bovina para a China, com destaque para o Brasil, que é o principal fornecedor. Em 2024, as exportações brasileiras para o país asiático superaram 1 milhão de toneladas, representando um aumento de 12,7% em relação ao ano anterior. Atualmente, a China responde por aproximadamente 40% das exportações brasileiras de carne bovina.

    O Ministério da Agricultura do Brasil afirmou que não há medidas preliminares sendo adotadas neste momento e que a tarifa vigente de 12% sobre as importações permanece inalterada. O governo brasileiro se comprometeu a demonstrar que a carne bovina brasileira não causa prejuízos à indústria chinesa e é um importante complemento à produção local.

    Implicações potenciais

    Caso a investigação resulte em restrições às importações brasileiras, as consequências podem ser severas para o setor agropecuário do Brasil. A imposição de tarifas mais altas ou cotas limitando as quantidades exportadas poderia impactar diretamente a receita dos produtores brasileiros. Em 2023, as exportações totais de carne bovina do Brasil atingiram patamares recordes, com receitas superando US$ 12 bilhões.

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    O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Roberto Perosa, expressou preocupação com a possibilidade de medidas protecionistas por parte da China. “Qualquer restrição pode afetar não apenas os frigoríficos brasileiros, mas também a economia local e os empregos gerados pelo setor”, alertou.

    Reação do setor

    Os produtores brasileiros estão atentos ao desenrolar da investigação e buscam formas de mitigar os impactos potenciais. A ABIEC e outros órgãos do governo estão trabalhando em conjunto para apresentar dados que comprovem a segurança e a qualidade da carne brasileira, além de sua importância no abastecimento do mercado chinês.

    Historicamente, investigações similares em outros setores resultaram em tarifas antidumping e restrições comerciais. Em 2020, por exemplo, a China impôs tarifas sobre a cevada australiana após investigações semelhantes.

    A investigação da China sobre as importações de carne bovina representa um desafio significativo para o Brasil. Com o país asiático sendo o maior comprador da carne brasileira, qualquer medida restritiva pode ter repercussões profundas na economia do agronegócio nacional. O governo brasileiro e os setores envolvidos estão se mobilizando para garantir que as relações comerciais permaneçam sólidas e benéficas para ambas as partes enquanto aguardam os resultados dessa investigação crucial.

  • Investigação da China sobre carne pode impactar seu bolso

    Investigação da China sobre carne pode impactar seu bolso

    A suspensão temporária de importações e a investigação da China sobre irregularidades em lotes de carne bovina podem desencadear reflexos significativos no mercado brasileiro, com potencial de afetar tanto o bolso do consumidor quanto a rentabilidade dos produtores rurais.

    A China, maior importadora de carne bovina do Brasil, iniciou uma investigação sobre supostas irregularidades em lotes exportados. A medida ocorre após relatos de falhas na documentação e discrepâncias nas inspeções sanitárias. Esse cenário, aliado à suspensão temporária de novos embarques, pode gerar um excedente de oferta no mercado interno, pressionando para baixo os preços da carne no Brasil, mas também acentuando desafios para o setor produtivo.

    Queda no preço interno e alívio temporário para o consumidor

    Com o bloqueio parcial das exportações para o principal destino da carne brasileira – responsável por 60% das vendas externas do produto –, o excedente de carne que antes seria enviado à China tende a ser redirecionado ao mercado interno. Isso pode reduzir os preços nos supermercados, beneficiando o consumidor brasileiro a curto prazo.

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    “Quando há uma queda na demanda externa, o mercado interno absorve o excedente, o que costuma provocar uma redução nos preços. No entanto, é uma queda que, em geral, não se sustenta no longo prazo, pois depende de como o setor se ajustará às novas condições”. Isso é o que explica o economista agrícola João Ribeiro.

    Prejuízos para produtores e impacto na cadeia produtiva

    Por outro lado, o bloqueio pode gerar prejuízos significativos para os pecuaristas, que enfrentam aumento nos custos de produção, como insumos e transporte, enquanto lidam com margens de lucro reduzidas. Muitos produtores podem ser forçados a renegociar contratos ou buscar novos mercados internacionais para minimizar perdas.

    Além disso, a falta de previsibilidade nas negociações com a China eleva a incerteza no setor. “A dependência do mercado chinês torna o Brasil vulnerável a ações como essa. Os produtores ficam expostos à volatilidade, o que afeta investimentos e o planejamento de médio e longo prazo”, alerta Ribeiro.

    A suspensão das exportações também pode pressionar o governo brasileiro a intensificar as negociações diplomáticas com a China. A relação entre os dois países é crucial, dado que a carne bovina representa uma fatia significativa da balança comercial brasileira.

    O Ministério da Agricultura já anunciou que está em contato com autoridades chinesas para esclarecer os pontos da investigação e retomar os embarques o mais rápido possível. No entanto, o processo pode levar semanas ou até meses, gerando impactos acumulados no setor.

    Possíveis desdobramentos no preço da carne

    A longo prazo, a retração das exportações pode levar a uma reorganização no mercado interno, impactando o preço da carne de forma menos previsível. Caso a suspensão persista, a queda no preço interno pode ser acompanhada por uma redução na produção. Isso resultaria em novos reajustes de preços para os consumidores.

    Além disso, a menor entrada de divisas do mercado internacional pode refletir em um enfraquecimento de investimentos no setor agropecuário, comprometendo o ritmo de crescimento da cadeia produtiva.

    Especialistas destacam a importância de diversificar os destinos das exportações brasileiras, reduzindo a dependência do mercado chinês. Países como Estados Unidos, Egito e mercados europeus podem ser alternativas viáveis, mas exigem adaptações sanitárias e logísticas que demandam tempo e investimentos.

    “Essa situação ressalta a necessidade de o Brasil fortalecer sua posição em outros mercados e aprimorar os controles internos para evitar falhas que comprometam a credibilidade do produto nacional”, avalia a analista de comércio exterior Paula Machado.

  • Exportações de soja e milho registram desempenho distinto em 2024

    Exportações de soja e milho registram desempenho distinto em 2024

    As exportações brasileiras de soja e milho apresentaram resultados diferentes em novembro de 2024, segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A soja registrou 2,55 milhões de toneladas embarcadas, queda de 45,8% em relação ao mês anterior. Ou seja, esse recuo reflete a quebra na safra 2023/24. No entanto, para a próxima temporada, a expectativa é de recuperação, com exportações estimadas em 105,48 milhões de toneladas.

    Soja

    O Brasil, maior exportador mundial de soja, viu uma redução no volume exportado em 2024 frente aos recordes de 2023. Em geral, de janeiro a novembro, o país exportou 96,8 milhões de toneladas, contra 101,8 milhões no mesmo período do ano anterior. A quebra de safra e a queda nos preços internacionais explicam o desempenho inferior. Com isso, o petróleo ultrapassou a soja como principal produto de exportação brasileira, algo que não acontecia desde 2021.

    Os portos do Arco Norte responderam por 35% das exportações de soja em novembro de 2024, acima dos 33,8% registrados no mesmo mês de 2023. O Porto de Santos movimentou 28,9%, uma leve queda frente aos 30% do ano anterior. Já Paranaguá registrou 13,9%, contra 14,1% em 2023.

    Milho

    No milho, os portos do Arco Norte também ganharam destaque, com 47,2% das exportações entre janeiro e novembro de 2024, acima dos 41,6% do mesmo período de 2023. Santos ficou com 41,6%, seguido por Paranaguá (3,3%) e São Francisco do Sul (5,4%). Mato Grosso, Goiás, Paraná e Maranhão lideraram as exportações do grão.

    Fertilizantes

    Em relação aos fertilizantes, as importações caíram 15% em novembro de 2024 em comparação com outubro, totalizando 4,2 milhões de toneladas. Porém, houve um aumento de 8,8% em relação a novembro de 2023. De janeiro a novembro, os portos brasileiros receberam 36,73 milhões de toneladas, queda de 0,8% em comparação ao ano anterior. Paranaguá liderou com 8,9 milhões de toneladas, seguido por Santos (7,19 milhões) e Arco Norte (6,39 milhões).

    O Boletim destaca que a intensificação do uso dos portos do Arco Norte reflete uma mudança estratégica nas rotas de exportação, projetando crescimento no escoamento de produtos agrícolas.

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    Frete apresenta variação entre as regiões brasileiras

    Em novembro, os preços do frete variaram entre as principais regiões produtoras. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí e São Paulo registraram queda nos valores, impulsionada pela baixa demanda e menor movimentação de grãos. No Distrito Federal, os preços também caíram, com retrações de até 9%.

    Por outro lado, no Maranhão, os preços ficaram estáveis devido à baixa oferta de fretes para soja e milho. Em Minas Gerais, o mercado permaneceu aquecido, com estabilidade nos valores e ajustes pontuais. Ao mesmo tempo, a Bahia registrou equilíbrio, apesar da redução no fluxo logístico. No Paraná, os preços se mantiveram estáveis.

    Em resumo, o Boletim Logístico da Conab, publicado mensalmente, traz análises sobre logística agropecuária, desempenho das exportações e principais rotas utilizadas no escoamento da produção. A edição completa está disponível no portal da Companhia.