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  • Piscicultura brasileira: recorde nas exportações em 2024

    Piscicultura brasileira: recorde nas exportações em 2024

    As exportações da piscicultura brasileira atingiram um crescimento recorde em 2024. Foi registrado um aumento de 138% em valor em comparação a 2023, totalizando US$ 59 milhões. Em volume, o crescimento foi de 102%, saltando de 6.815 toneladas para 13.792 toneladas. Este é o maior incremento em volume exportado desde 2021, conforme destacado no mais recente Informativo Comércio Exterior da Piscicultura, produzido pela Embrapa Pesca e Aquicultura em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR).

    O crescimento dos embarques de filés frescos, que geraram US$ 36 milhões, impulsionou significativamente as exportações. Os peixes inteiros congelados também contribuíram, com exportações totalizando US$ 17 milhões. Segundo Manoel Pedroza, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, a redução no preço da tilápia no mercado interno foi um fator crucial para esse aumento. “O preço da tilápia pago ao produtor caiu de uma média de R$ 9,73 por quilo no final de 2023 para R$ 7,85 ao término de 2024”, explica Pedroza.

    Além disso, a valorização do dólar em relação ao real e o aumento na produção de tilápia também foram determinantes. “Com o mercado interno não absorvendo toda a oferta, as empresas buscaram novos mercados internacionais”, complementa.

    Liderança da tilápia nas exportações

    A tilápia representa impressionantes 94% das exportações na piscicultura nacional, totalizando US$ 55,6 milhões, com um crescimento de 138% em relação ao ano anterior. Em volume, as exportações de tilápia aumentaram 92%, alcançando 12.463 toneladas. Os curimatás também se destacaram, ocupando a segunda posição com US$ 1,2 milhão, um crescimento expressivo de 437%.

    A tilápia mantém liderança como espécie mais exportada. Jefferson Christofoletti/Embrapa

    Os Estados Unidos se destacaram como o principal importador do peixe brasileiro, respondendo por 89% das exportações nacionais da piscicultura em 2024, totalizando US$ 52,3 milhões. A tilápia foi a principal espécie vendida aos norte-americanos. O Peru também se destacou como um importante mercado, importando US$ 1,1 milhão de curimatá e quantias significativas de pacu e tambaqui.

    Desafios na balança comercial

    Apesar do crescimento nas exportações, a balança comercial dos produtos da piscicultura fechou com um déficit de US$ 992 milhões, devido ao aumento das importações que atingiram US$ 1 bilhão. O salmão foi a principal espécie importada pelo Brasil, seguido pelo pangasius. “A importação do salmão aumentou em 9% em valor e 5% em volume, totalizando US$ 909 milhões, o que corresponde a 87% do volume total importado pelo país”, afirma Pedroza.

    O crescimento recorde nas exportações da piscicultura brasileira em 2024 reflete não apenas a competitividade do setor no mercado internacional. Mas também os desafios que ainda precisam ser enfrentados para equilibrar a balança comercial. Com uma demanda crescente por produtos aquáticos e uma produção robusta, o Brasil se posiciona como um player importante no cenário global da piscicultura.

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  • Nigéria recebe missão brasileira para cooperação e comércio

    Nigéria recebe missão brasileira para cooperação e comércio

    A Nigéria, maior economia e país mais populoso da África, foi o primeiro destino da Missão África Ocidental, iniciativa organizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A missão, que levou mais de 40 empresas brasileiras ao continente, busca fortalecer os laços comerciais e de cooperação entre o Brasil e a África Ocidental, com foco em setores estratégicos como segurança alimentar, energia e tecnologia.

    Seminário Nigéria-Brasil abre caminho para parcerias estratégicas

    No último dia 27 de janeiro, Abuja, capital da Nigéria, sediou o Seminário Nigéria-Brasil, evento que marcou o início da Missão África Ocidental. O encontro reuniu autoridades governamentais e empresários dos dois países, destacando o potencial para parcerias bilaterais e ganhos mútuos.

    O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, enfatizou que a missão vai além da promoção comercial tradicional. “A reaproximação com a África é uma determinação do presidente Lula, que entende ser fundamental retomar a presença do Brasil em todos os países. Esta não é apenas uma missão comercial, mas de cooperação. O continente africano, com seus 1,4 bilhão de habitantes e projeção de chegar a 4 bilhões até o final do século, oferece oportunidades significativas para o Brasil. Temos muito a cooperar, especialmente em áreas como segurança alimentar e energia”, afirmou Viana.

    Oportunidades comerciais

    A corrente de comércio entre Brasil e Nigéria, que em 2014, foi de US$ 10 bilhões, está atualmente no patamar dos US$ 2,1 bilhões. Segundo o estudo Perfil de Comércio e Investimentos Nigéria, da ApexBrasil, há 183 oportunidades para exportações brasileiras no país, com destaque para os setores de combustíveis minerais, máquinas e equipamentos, e produtos alimentícios.

    No entanto, as exportações brasileiras para a Nigéria ainda são concentradas em açúcar e melaços, que representaram 73,5% do total em 2023. A diversificação dessas exportações é um dos principais desafios para ampliar a presença do Brasil no mercado nigeriano.

    Cooperação em segurança alimentar e energia

    A Nigéria, que recentemente ingressou no grupo dos BRICS, é vista como um parceiro estratégico para o Brasil em desafios globais, como segurança alimentar e transição energética. O embaixador brasileiro na Nigéria, Carlos Garcete, destacou a importância da parceria bilateral. “A presença de representantes do setor privado dos dois países demonstra o enorme potencial da nossa relação. A Nigéria é um parceiro fundamental para o Brasil, especialmente no contexto dos BRICS”, afirmou.

    Idi Mukhtar Maiha, Ministro do Desenvolvimento da Pecuária da Nigéria, reforçou os laços históricos e culturais entre os dois países. “Brasil e Nigéria compartilham história, cultura e objetivos econômicos comuns. Temos solos, climas e topografias semelhantes, o que facilita a cooperação em áreas como agricultura e pecuária”, disse Maiha.

    Empresas brasileiras em ação

    A Missão África Ocidental promoveu mesas setoriais entre empresários brasileiros e nigerianos, gerando oportunidades concretas de negócios. A Deltronix, empresa brasileira de equipamentos técnicos, apresentou um projeto de prevenção ao câncer de útero que despertou grande interesse local. “Aqui na Nigéria, mais de 8 mil mulheres morrem anualmente de câncer de colo de útero. Nosso projeto inclui a instalação de clínicas ginecológicas e treinamento de médicos locais, gerando capacitação e demanda por nossos equipamentos”, explicou Luciano Grilo, diretor internacional da empresa.

    Já a Baldan Implementos Agrícolas, que já exportou para mais de 80 países, incluindo várias nações africanas, destacou a importância da cooperação técnica. “Não basta vender máquinas; é essencial oferecer peças de reposição e treinamento para manutenção local. Essa missão é crucial para recuperarmos nosso espaço no mercado nigeriano”, afirmou Fábio Fávaro, representante da empresa.

    A Missão África Ocidental representa um passo importante na reaproximação do Brasil com a África, continente que oferece oportunidades significativas em setores como agricultura, energia e tecnologia. Com laços históricos, culturais e econômicos, Brasil e Nigéria têm tudo para se tornarem parceiros estratégicos em um mundo cada vez mais interconectado.

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  • Brasil bate recorde de exportação e consumo de café solúvel

    Brasil bate recorde de exportação e consumo de café solúvel

    O Brasil alcançou um marco histórico em 2024 com a exportação e o consumo de café solúvel. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), o país exportou 4,093 milhões de sacas. Ou seja, um aumento de 13% em relação ao ano anterior, que teve 3,622 milhões de sacas.

    O presidente da Abics, Fabio Sato, destacou que esse recorde reafirma a posição do Brasil como o maior produtor e exportador mundial do produto. Além disso, ele ressaltou que as exportações se destinam a cerca de 100 países, com os Estados Unidos sendo o principal comprador, responsável por cerca de 20% das vendas.

    Curiosamente, países como Indonésia, México, Vietnã e Colômbia também estão entre os importadores do café solúvel brasileiro.Em termos financeiros, as exportações geraram uma receita cambial de US$ 950,056 milhões entre janeiro e dezembro de 2024. Esse valor representa um crescimento de 35,3% em comparação com o mesmo período de 2023.

    Os Estados Unidos lideraram as importações brasileiras com 777.401 sacas, um aumento de 10,9% em relação a 2023. A Rússia e a Indonésia completaram o top três dos principais compradores, com aquisições de 253.240 e 243.455 sacas, respectivamente.

    O que vem pela frente?

    Para 2025, Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics, acredita que o cenário continuará positivo. Ele mencionou a expectativa de que o acordo entre Mercosul e União Europeia seja concretizado. Isso poderia aumentar significativamente as exportações para a Europa, que é o segundo maior destino dos cafés solúveis brasileiros.

    Mercado Interno

    Em geral, no mercado interno, o consumo também atingiu recordes históricos. O Brasil consumiu 1,069 milhão de sacas em 2024, um crescimento de 0,6% em relação ao ano anterior. Eliana Relvas, consultora da Abics, atribui esse aumento à inovação das indústrias em produtos e embalagens. Lima acrescentou que o setor espera um crescimento moderado no consumo interno entre 1% e 2% em comparação com os anos anteriores.

    Além disso, as indústrias comemoram a inclusão do café solúvel na cesta básica da reforma tributária. Essa mudança deve aumentar a competitividade do setor.Contudo, Lima alertou sobre a necessidade de resolver questões relacionadas ao crédito presumido de PIS/Cofins para manter a competitividade no mercado global.

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  • Dingos: conheça o maior predador da Austrália

    Dingos: conheça o maior predador da Austrália

    Os dingos (Canis lupus dingo), considerados os maiores predadores terrestres da Austrália, são uma espécie que desperta tanto admiração quanto controvérsia. Esses canídeos selvagens, que chegaram ao continente há milhares de anos, desempenham um papel vital no ecossistema australiano, mas sua presença também gera debates acalorados entre conservacionistas e agricultores.

    Acredita-se que os dingos não sejam nativos da Austrália, tendo sido introduzidos há cerca de 4.000 a 8.000 anos, possivelmente por navegadores asiáticos. Adaptando-se rapidamente ao ambiente hostil do continente, eles se tornaram os principais predadores na cadeia alimentar. Com pelagem que varia do dourado ao avermelhado e uma estrutura física ágil, os dingos são caçadores habilidosos, capazes de sobreviver em alguns dos habitats mais inóspitos da Austrália.

    Papel ecológico e conflitos

    Como predadores de topo, os dingos têm um impacto significativo no controle das populações de herbívoros, como cangurus. Sua presença ajuda a manter o equilíbrio ecológico, prevenindo a superpopulação de espécies que poderiam devastar a vegetação nativa. Estudos indicam que em áreas onde os dingos estão presentes, a biodiversidade é maior, pois eles também controlam populações de espécies invasoras, como raposas e gatos selvagens.

    A relação entre dingos e humanos é complexa. Muitos agricultores acusam os dingos de atacarem rebanhos de ovelhas e gado, resultando em prejuízos significativos. Em resposta, muitos recorrem ao controle populacional dos dingos, utilizando cercas como a famosa Dingo Fence, que se estende por mais de 5.600 km, ou até mesmo a caça. Essas práticas geram intensos debates sobre o equilíbrio entre a proteção dos rebanhos e a preservação do ecossistema.

    Atualmente, os dingos são considerados uma espécie vulnerável em algumas regiões da Austrália devido à hibridização com cães domésticos e à perseguição humana. Organizações ambientalistas trabalham para promover a coexistência pacífica entre humanos e dingos. Sempre sugerindo medidas como o uso de cães de guarda para proteger rebanhos e a criação de zonas de conservação.

    Fascínio científico

    Os dingos continuam a fascinar cientistas e entusiastas da natureza. Sua inteligência e adaptabilidade fazem deles uma peça fundamental na história natural da Austrália. Assim, o desafio reside em encontrar um equilíbrio que permita a sobrevivência desses icônicos predadores sem comprometer os meios de subsistência das comunidades rurais.

    Os dingos são mais do que apenas predadores; eles são um componente essencial do ecossistema australiano. Compreender seu papel ecológico e as complexidades de sua interação com humanos é crucial para garantir um futuro sustentável tanto para as comunidades locais quanto para essa espécie emblemática. Portanto, a proteção dos dingos não só preserva a biodiversidade australiana, mas também contribui para um manejo responsável das terras agrícolas.

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  • China proíbe importação de carne e animais de vários países

    China proíbe importação de carne e animais de vários países

    A China, maior importadora mundial de carne, anunciou a proibição da importação de ovinos, caprinos, aves e ungulados de dedos pares provenientes de diversos países. Isso ocorre em resposta a surtos de doenças como varíola ovina, varíola caprina e febre aftosa. O governo implementou a medida após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar dados sobre os surtos que atingem várias regiões.

    De acordo com informações de agências internacionais, a restrição abrange tanto produtos processados quanto não processados. Os comunicados da Administração Geral de Alfândegas da China, datados de 21 de janeiro, listam os países afetados pela medida. Entre eles estão Gana, Somália, Catar, Congo, Nigéria, Tanzânia, Egito, Bulgária, Timor-Leste e Eritreia. Além disso, a importação de ovinos e caprinos da Palestina, Paquistão, Afeganistão, Nepal e Bangladesh também foi suspensa devido a surtos específicos.

    A Alemanha também enfrenta a proibição devido à detecção de febre aftosa em animais no país. Essa ação reflete as rigorosas medidas sanitárias adotadas pela China para proteger sua indústria pecuária e garantir a segurança alimentar.

    Impacto no setor pecuário

    Os países afetados podem enfrentar consequências significativas por causa dessa proibição. Especialmente aqueles que dependem das exportações de carne e produtos pecuários para o mercado chinês. A China é um dos principais destinos para as exportações brasileiras de carne bovina e suína, e qualquer restrição pode impactar os preços internos e a dinâmica do comércio internacional.

    A proibição imposta pela China às importações de carne e animais provenientes de vários países destaca a importância das medidas sanitárias na proteção da saúde pública e da indústria pecuária. À medida que os surtos de doenças continuam a afetar o comércio global, os países exportadores devem se adaptar às novas exigências para garantir o acesso aos mercados internacionais. Autoridades e produtores em todo o mundo acompanharão a situação de perto.

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  • Exportação de suco de laranja registra queda histórica

    Exportação de suco de laranja registra queda histórica

    A exportação brasileira de suco de laranja enfrentou uma queda expressiva no volume embarcado na safra 2024/25, enquanto a receita atingiu um patamar recorde. Dados da Comex Stat, analisados pelo Cepea, mostram que o país exportou 448,5 mil toneladas de suco de laranja (convertidos em equivalente concentrado – FCOJ 66 Brix) entre julho e dezembro de 2024. O volume representa uma redução de 23% em comparação com o mesmo período da safra anterior e o menor registrado desde o início da série histórica, em 1997.

    Apesar disso, a receita com as vendas externas aumentou 37%, alcançando um recorde de US$ 1,96 bilhão. Segundo a CitrusBR, a alta nos preços internacionais, impulsionada por safras menores e estoques limitados, foi determinante para o resultado. “O setor vive cinco ciclos de safras pequenas e médias, além de preços sem precedentes, o que impacta a demanda global”, afirmou o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.

    Europa lidera como principal destino

    A Europa manteve a posição de maior mercado para o suco de laranja brasileiro, absorvendo 42,72% das exportações. O continente importou 228,7 mil toneladas no período, uma queda de 22,21% em relação às 294 mil toneladas da safra anterior. Entretanto, o faturamento aumentou 41%, atingindo US$ 1,03 bilhão.

    Estados Unidos e Japão registram contrastes no volume e receita

    Os Estados Unidos, segundo maior mercado, importaram 161,6 mil toneladas, uma redução de 7,17%. Contudo, a receita subiu 56,37%, alcançando US$ 675,8 milhões. No Japão, as exportações caíram 14%, totalizando 11,4 mil toneladas, mas o faturamento subiu 79,75%, chegando a US$ 63 milhões.

    Queda acentuada na exportação para a China

    A China foi o mercado com a maior retração em volume e receita. O país importou 19,2 mil toneladas, uma redução de 46%, enquanto a receita caiu 17%, somando US$ 52,2 milhões.

    Mercados complementares equilibram números totais

    Outros mercados contribuíram com 114,6 mil toneladas e US$ 48,7 milhões em receita, somando-se ao desempenho total da safra.

    O setor enfrenta desafios impostos pela baixa oferta de frutas e os custos elevados, mas o recorde de faturamento demonstra a resiliência do mercado brasileiro de suco de laranja em meio às adversidades globais.

     

  • AgroInsight: uma nova ferramenta para impulsionar exportações

    AgroInsight: uma nova ferramenta para impulsionar exportações

    Esta semana, a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou o AgroInsight, uma nova ferramenta destinada a fortalecer as exportações de produtos agropecuários brasileiros. A iniciativa visa identificar oportunidades de negócios e consolidar a posição do Brasil como um protagonista no mercado internacional.

    Apresentada pelo secretário Luís Rua, a ferramenta está alinhada com as diretrizes do ministro Carlos Fávaro. Que tem intensificado os esforços para ampliar a promoção comercial e explorar os mais de 300 mercados abertos nos últimos dois anos. Esses avanços têm gerado impactos significativos na balança comercial, promovendo a diversificação de produtos e mercados, além de estimular o crescimento econômico e a geração de empregos, especialmente em regiões do interior do país.

    Funcionalidades da ferramenta

    O AgroInsight disponibilizará 912 relatórios estratégicos ao longo de 2025, com uma média de 76 documentos por mês, elaborados pelos adidos agrícolas em diferentes países. Os relatórios serão divididos igualmente entre produtos de origem animal e vegetal, cada um contendo pelo menos duas oportunidades de negócios específicas para cada mercado-alvo. Essa abordagem inovadora serve como um elo entre produtores e exportadores brasileiros e as demandas internacionais, facilitando o acesso a informações relevantes sobre consumo, regulamentações e tendências globais.

    De acordo com o ministro Carlos Fávaro, o AgroInsight reforça a colaboração entre o setor público e privado, garantindo maior eficiência e competitividade para o agronegócio nacional. “O AgroInsight não é apenas uma ferramenta; é um compilado de oportunidades que integra o Brasil ao mercado global. Essa iniciativa demonstra nosso compromisso em impulsionar o setor agropecuário exportador, promovendo inovação e sustentabilidade”, destacou Fávaro.

    Potencial de consolidação do Brasil no mercado internacional

    O AgroInsight tem potencial para consolidar ainda mais o Brasil como um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo. A iniciativa também reforça o papel estratégico do Mapa na condução de políticas voltadas ao desenvolvimento do setor.

    Os relatórios estarão inicialmente disponíveis para todas as associações setoriais do agronegócio. Assim, permitindo que os profissionais do setor acessem informações valiosas para a tomada de decisões.

    Com o lançamento do AgroInsight, o Mapa demonstra seu compromisso em apoiar os exportadores brasileiros na busca por novas oportunidades no mercado internacional. A ferramenta promete ser um recurso essencial para fortalecer a presença do Brasil no cenário global do agronegócio.

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  • Terminal de Contêineres de Paranaguá  registra crescimento de 24%

    Terminal de Contêineres de Paranaguá  registra crescimento de 24%

    A TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá) encerrou 2024 com um marco inédito, alcançando 1.558.453 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés) movimentados. O resultado, que representa um aumento de 24% em relação ao ano anterior, também coloca o terminal como o segundo no Brasil a ultrapassar 1,5 milhão de TEUs. Além disso, mais de 10,8 milhões de toneladas de mercadorias conteinerizadas foram transportadas, consolidando o Porto de Paranaguá como uma peça-chave no comércio exterior brasileiro.

    Em 2024, 992 navios atracaram no terminal, um crescimento de 19% em relação ao ano anterior. A gerente comercial de armadores da TCP, Carolina Merkle Brown, atribui o recorde ao incremento de oito novos serviços marítimos, sendo seis de longo curso e dois de cabotagem. “Hoje, com 25 linhas semanais. Somos o maior concentrador de serviços marítimos no Brasil, reforçando nossa posição como um dos principais hubs da costa atlântica sul-americana”, destacou.

    A operação de megaembarcações, com até 366 metros de comprimento, foi outro fator determinante para o desempenho do terminal. Em novembro de 2024, a TCP aumentou seu calado operacional de 12,1 para 12,6 metros, permitindo que os navios transportem cerca de 400 TEUs adicionais por viagem.

    Exportações lideradas por carnes e madeira

    As exportações de carnes e congelados atingiram 3,4 milhões de toneladas, impulsionadas pela ampliação do pátio refrigerado (reefer), que agora conta com 5.268 tomadas. Esse volume posiciona a TCP como líder nacional na exportação de carnes. As exportações de madeira também cresceram significativamente, com 1,4 milhão de toneladas movimentadas, um aumento de 47%. Já o setor de papel e celulose registrou alta de 54%, atingindo 974 mil toneladas transportadas.

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    A conexão direta entre o terminal e a malha ferroviária do Paraná trouxe benefícios logísticos e ambientais. No total, 101.527 TEUs foram movimentados pela ferrovia, um aumento de 9%. O KBT (Projeto Logístico Intermodal), em operação desde 2021, também registrou um crescimento expressivo, transportando 86.440 TEUs em 2024, alta de 33%.

    Importações em destaque: químicos e automotivos lideram

    O segmento químico e petroquímico liderou as importações, com 648 mil toneladas movimentadas, refletindo uma alta de 14% impulsionada pela chegada de fertilizantes e defensivos agrícolas. Em seguida, o setor automotivo registrou 562 mil toneladas, representando um aumento de 12%, garantindo o abastecimento das indústrias da região.

    Com os avanços em infraestrutura e o impacto positivo do aumento do calado, a TCP espera consolidar ainda mais sua posição de liderança no mercado portuário. Segundo Carolina Merkle Brown, o foco para 2025 será ampliar a produtividade e fortalecer o papel estratégico do terminal no comércio exterior.

  • Efeito Trump: China amplia compras de soja brasileira

    Efeito Trump: China amplia compras de soja brasileira

    A China, maior importador mundial de soja, está intensificando as compras do grão brasileiro. A estratégia reflete o temor de tarifas sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos após a posse de Donald Trump, hoje, 20 de janeiro.

    Processadores chineses estão adquirindo quase todas as cargas brasileiras para o primeiro trimestre. O movimento ocorre devido aos preços competitivos da soja brasileira e à possibilidade de tensões comerciais entre Washington e Pequim, segundo fontes do mercado.

    No início de 2024, o Brasil forneceu 54% da soja importada pela China no primeiro trimestre, enquanto os EUA responderam por 38%. Atualmente, o Brasil já domina 74% das compras chinesas, deixando os EUA com apenas 18%, conforme dados da alfândega chinesa.

    “Empresas estatais e privadas da China estão priorizando grãos brasileiros para fevereiro e março”, afirmou um trader de Cingapura. “Essa mudança favorece totalmente o Brasil.”

    Preços competitivos e safra recorde atraem importadores da China

    Os preços da soja brasileira, impulsionados por um clima favorável e pela desvalorização do real, atraem compradores. Em fevereiro, o grão brasileiro é cotado a US$ 420 por tonelada, incluindo frete, enquanto o produto norte-americano custa cerca de US$ 451 por tonelada.

    As expectativas de uma safra recorde no Brasil e os custos reduzidos de produção consolidam o país como principal fornecedor da China. A ampla oferta doméstica chinesa, no entanto, pode limitar as importações no primeiro trimestre para cerca de 17,3 milhões de toneladas, abaixo das 18,58 milhões do mesmo período de 2024.

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    Impacto nos estoques e exportações dos EUA

    Os estoques dos EUA podem alcançar 10,34 milhões de toneladas até agosto de 2025, o maior volume em cinco anos. Isso ocorre porque a China reduziu sua dependência do grão norte-americano, impactando os exportadores em plena alta temporada.

    Mesmo assim, a estatal chinesa Sinograin continua comprando soja dos EUA. O grão norte-americano é valorizado pelo maior teor de óleo, ideal para estocagem estratégica.

    Com a intensificação das tensões comerciais, o Brasil consolida sua posição de liderança no mercado global de soja, enquanto os EUA enfrentam desafios crescentes para competir no maior mercado mundial.

     

  • Volta de Trump intensifica desafios e oportunidades no agronegócio brasileiro

    Volta de Trump intensifica desafios e oportunidades no agronegócio brasileiro

    A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos hoje deve intensificar a competição entre Brasil e EUA no agronegócio. Ou seja, especialistas apontam que as políticas comerciais protecionistas de Trump podem beneficiar exportações brasileiras para mercados como a China, mas também dificultar negociações para ampliações de mercado.

    Trump anunciou que pretende implementar medidas protecionistas, o que pode gerar impactos no comércio global. Representantes do setor privado e do governo brasileiro avaliam que essas políticas podem criar oportunidades para o Brasil em mercados alternativos, mas complicar o comércio direto com os Estados Unidos.

    Impacto da guerra comercial com a China

    Uma possível retomada da guerra comercial entre EUA e China é uma das principais preocupações. Ou seja, Trump planeja impor tarifas mais altas a produtos importados, o que pode reacender tensões entre as duas maiores economias do mundo. Nesse cenário, o Brasil pode se beneficiar do redirecionamento da demanda chinesa por produtos como soja e milho, ainda que em menor intensidade do que durante o primeiro mandato de Trump.

    Na primeira fase do conflito comercial sino-americano, o Brasil ampliou significativamente suas exportações de soja para a China. Apesar disso, analistas alertam que o impacto dessa vez pode ser mais limitado.

    Comércio Brasil-EUA em números

    Os Estados Unidos foram o segundo maior destino das exportações agropecuárias brasileiras em 2024, somando US$ 12,092 bilhões e representando 7,4% do total exportado pelo setor. Os principais produtos embarcados incluíram café verde, celulose, carne bovina in natura, suco de laranja e couro. Por outro lado, o Brasil importou US$ 1,028 bilhão em produtos agropecuários dos Estados Unidos no mesmo período.

    Estratégia brasileira para manter relações comerciais

    Segundo Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, o Brasil pretende manter relações comerciais estáveis com os Estados Unidos. Além disso, ele destacou a importância da cooperação bilateral, especialmente em áreas de inovação agropecuária.

    “Os Estados Unidos são um parceiro estratégico para o Brasil, tanto em investimentos quanto em colaborações tecnológicas. Nossa ideia é exportar produtos complementares e fortalecer os laços comerciais”, afirmou Rua.

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    Novas oportunidades para exportações brasileiras

    O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) celebrou a decisão dos Estados Unidos de autorizar a importação de produtos como feno (alfafa e Timothy hay), erva-mate e flor seca de cravo-da-índia sem necessidade de certificação fitossanitária. Segundo o Mapa, essa medida reforça a credibilidade internacional do sistema de controle sanitário brasileiro.

    A abertura desse mercado pode impulsionar exportações e gerar novas oportunidades para o agronegócio brasileiro. Em 2025, o Brasil já alcançou sete novas aberturas de mercado, totalizando 307 oportunidades em 63 países desde 2023.

    Desafios da gestão Trump

    A expectativa é que a gestão de Trump traga desafios e oportunidades ao agronegócio brasileiro. O setor precisa se preparar para um cenário de maior competição e buscar novas estratégias para fortalecer sua presença internacional.