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  • Conab realiza dois leilões de frete para transportar de milho do ProVB

    Conab realiza dois leilões de frete para transportar de milho do ProVB

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promoverá dois leilões de frete para viabilizar o transporte de 23,7 mil toneladas de milho destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB). As operações serão realizadas por meio do Sistema de Comercialização Eletrônico da estatal, nos dias 24 e 30 de março, e visam abastecer unidades armazenadoras que atendem pequenos criadores de animais beneficiários do programa.

    O primeiro pregão, marcado para esta terça-feira (24), prevê a contratação do transporte de 6,48 mil toneladas do cereal. O milho será removido de estoques públicos localizados em Campo Grande (MS), Brasília (DF) e Uberlândia (MG) com destino a unidades armazenadoras e satélites de vendas em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. O leilão terá início às 9h30 (horário de Brasília), conforme o Aviso de Frete nº 08/2026.

    Já no dia 30, a Conab pretende contratar o transporte de 17,26 mil toneladas de milho. O produto sairá de unidades em Brasília (DF), Uberlândia (MG), Imperatriz (MA), Rondonópolis (MT) e Brasnorte (MT), com entrega para unidades de venda nos estados do Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Pará, Ceará e Alagoas. O pregão também está marcado para as 9h30, conforme o Aviso de Frete nº 09/2026.

    Critérios para participação

    Empresas interessadas nos leilões precisam atender a uma série de exigências. Entre elas, estar vinculadas a uma Bolsa de Mercadorias, ter cadastro ativo no Sistema da Conab (Sican) e manter regularidade nos cadastros de fornecedores, no Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab (Sircoi) e em cadastros de créditos do setor público. Também é necessário comprovar que a atividade principal da empresa é compatível com o serviço de transporte de carga.

    A Conab informou que cancelou os contratos firmados nos leilões dos avisos nº 99/2025 e nº 3/2026. A decisão foi motivada por variações nos preços do diesel nas regiões de atuação da estatal. Os cancelamentos ocorreram em comum acordo com as empresas contratadas, sem gerar custos aos cofres públicos. O volume de milho que não foi removido nessas operações está incluído nos novos pregões.

    Impacto do ProVB

    De acordo com balanço da Companhia, o Programa de Venda em Balcão registrou crescimento de 163% no volume de vendas entre 2022 e 2025. Voltado a pequenos criadores da agricultura familiar, o ProVB garante acesso direto a estoques públicos a preços alinhados ao mercado atacadista local. No caso do milho, a iniciativa contribui para a redução dos custos com ração animal, ampliando a renda dos produtores e fortalecendo a cadeia de carnes, leite e ovos.

    Os editais completos com todas as exigências para participação estão disponíveis no Portal de Comercialização da Conab.

    Serviço

    • Leilão de frete – Milho (Aviso nº 8/2026)
    • Volume: 6,48 mil toneladas
    • Data: 24 de março (terça-feira)
    • Horário: 9h30

     

    • Leilão de frete – Milho (Aviso nº 9/2026)
    • Volume: 17,26 mil toneladas
    • Data: 30 de março (segunda-feira)
    • Horário: 9h30
  • São Paulo tem a cesta básica mais cara do Brasil

    São Paulo tem a cesta básica mais cara do Brasil

    Comer em São Paulo nunca foi barato, mas os números de fevereiro de 2026 reforçam o peso dessa realidade. Uma cesta básica na capital paulista custou R$ 852,87, o equivalente a 56,88% do rendimento mensal de quem recebe o salário mínimo. O dado integra a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

    São Paulo lidera o ranking das cestas mais caras do país, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). Na outra ponta, as menores médias ficam com Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69) e Maceió (R$ 603,92), capitais do Norte e Nordeste onde a composição da cesta é diferente.

    Quase metade do mês trabalhando para comer

    O impacto não aparece só no bolso, ele também se mede em tempo. Em fevereiro, um trabalhador com salário mínimo em São Paulo precisou dedicar 115 horas e 45 minutos de trabalho por mês apenas para comprar a cesta básica, o maior tempo entre todas as capitais pesquisadas. Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14) aparecem logo atrás. Em Aracaju, esse tempo cai para 76 horas e 23 minutos, a menor marca do ranking.

    Na média nacional, o trabalhador brasileiro comprometeu 46,13% do rendimento líquido com alimentação básica em fevereiro. O dado considera o desconto de 7,5% da Previdência Social sobre o salário mínimo de R$ 1.621.

    Queda pequena demais para aliviar

    O custo da cesta em São Paulo recuou 0,18% em relação a janeiro, com oito dos 13 produtos pesquisados registrando queda. Tomate (-6,08%), açúcar refinado (-3,52%) e café em pó (-2,98%) lideraram as reduções. Porém o alívio não chegou a todos os itens: feijão carioca, carne bovina, pão francês, manteiga e leite integral ficaram mais caros no período.

    No acumulado de 12 meses, café e feijão registraram altas expressivas e continuam pressionando o orçamento. Arroz, batata e leite apresentaram queda no período, mas o recuo não foi suficiente para aliviar de forma significativa o custo total da cesta.

    O salário ideal x o salário real

    Os dados escancararam a distância entre o que o trabalhador recebe e o que precisaria ganhar. Com base no custo da cesta de São Paulo e na determinação constitucional de que o salário mínimo deve cobrir alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, lazer e previdência de uma família, o Dieese estima que o piso nacional deveria ser de R$ 7.164,94 em fevereiro de 2026. Ou 4,42 vezes o salário atual de R$ 1.621.

    Em fevereiro de 2025, o comprometimento da renda com a cesta básica em São Paulo chegava a 61,28%. A queda para 56,88% em fevereiro de 2026 indica que o trabalhador paulista passou a comprar mais com uma fatia menor do salário. Avanço real, mas ainda insuficiente para garantir segurança alimentar a quem vive no limite do mínimo.

  • Óleo, açúcar, café, arroz e leite ficam mais baratos em fevereiro nas capitais brasileiras

    Óleo, açúcar, café, arroz e leite ficam mais baratos em fevereiro nas capitais brasileiras

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgaram nesta segunda-feira (9) a Análise Mensal da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos referente a fevereiro de 2026. O estudo aponta que, apesar da queda nos preços de cinco itens essenciais (óleo de soja, açúcar, café em pó, arroz e leite integral), o custo total da cesta básica aumentou em 14 das 27 capitais brasileiras em relação a janeiro.

    Entre as capitais que registraram aumento no custo da cesta básica, Natal liderou com alta de 3,52%, seguida por João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%). No sentido oposto, Manaus registrou a maior queda (-2,94%), à frente de Cuiabá (-2,10%), Brasília (-1,92%), Florianópolis (-1,09%) e Porto Alegre (-1,07%).

    São Paulo concentra a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53), Cuiabá (R$ 793,77) e Porto Alegre (R$ 786,84). Nas regiões Norte e Nordeste, onde a cesta tem 12 itens, e não 13 como nas demais regiões , os menores valores aparecem em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69) e Maceió (R$ 603,92).

    Óleo de soja cai em 26 cidades

    O óleo de soja registrou queda de preço em 26 das 27 capitais analisadas. As variações foram de -7,05% em Boa Vista a -0,27% em Brasília. Apenas São Luís manteve o preço estável. O excesso de oferta do grão e a valorização do real frente ao dólar reduziram a competitividade da soja brasileira no mercado externo e puxaram os preços para baixo também no varejo.

    O quilo do açúcar ficou mais barato em 20 capitais e mais caro em quatro. As quedas variaram de -5,33% em Cuiabá a -0,26% em Fortaleza. Boa Vista, Porto Velho e São Luís mantiveram estabilidade. Salvador registrou a maior alta, de 1,60%. Mesmo no período de entressafra, a demanda mais fraca contribuiu para pressionar os preços para baixo.

    Café em pó recua em 21 cidades

    O preço do café em pó caiu em 21 capitais entre janeiro e fevereiro de 2026. Florianópolis (-4,30%) e Cuiabá (-3,86%) lideraram as reduções. Brasília manteve o valor médio estável. Em cinco cidades houve alta, com destaque para Macapá, onde o preço subiu 3,59%. A expectativa de safra recorde e a retração das exportações impulsionaram a queda no varejo.

    O quilo do arroz agulhinha ficou mais barato em 16 capitais. Curitiba (-7,40%), Salvador (-7,09%) e Vitória (-5,11%) registraram as maiores quedas. Em nove capitais o preço subiu, com Florianópolis liderando a alta (3,53%). Rio Branco e São Luís mantiveram estabilidade. Estoques mais ajustados e cautela dos vendedores explicam o comportamento dos preços.

    Leite integral cai em 15 cidades

    O preço do leite integral recuou em 15 capitais. Rio Branco (-4,78%), Cuiabá (-3,60%) e Campo Grande (-3,40%) concentraram as maiores reduções. Manaus e São Luís ficaram estáveis, enquanto 10 capitais registraram alta, a maior em Curitiba (2,28%). Mesmo com o início da entressafra leiteira, a importação de derivados lácteos contribuiu para segurar os preços no varejo.

    A coleta de dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos passou de 17 para 27 capitais brasileiras graças à parceria entre Conab e Dieese. A iniciativa fortalece a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados com cobertura nacional começaram em agosto de 2025.

  • Chuvas favorecem lavouras no Centro-Norte, mas restrição hídrica persiste no Sul

    Chuvas favorecem lavouras no Centro-Norte, mas restrição hídrica persiste no Sul

    As chuvas concentradas no Centro-Norte do Brasil entre 1º e 24 de fevereiro garantiram boas condições para o desenvolvimento das principais lavouras, segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento mostra volumes expressivos na região Norte e na faixa que vai do Amazonas ao Centro-Oeste e Sudeste, beneficiando o armazenamento de água no solo e impulsionando os cultivos da primeira e segunda safra.

    No Matopiba e em partes do Semiárido nordestino, embora os volumes tenham sido menores, a umidade favoreceu a semeadura e o crescimento das lavouras. Já o Sul do país registrou precipitações bem abaixo da média, limitando o desenvolvimento da soja no Rio Grande do Sul, estado em que grande parte das áreas está em floração e enchimento de grãos.

    Os indicadores espectrais analisados pela Conab confirmam boas condições de vegetação em quase todas as regiões monitoradas. Com índices superiores à média histórica nas fases críticas da soja. Em áreas do sudoeste de Mato Grosso do Sul, oeste de Santa Catarina e noroeste gaúcho, ainda há reflexos das restrições hídricas das últimas safras. No entanto, o índice atual do Rio Grande do Sul se aproxima das temporadas anteriores, que tiveram menor potencial produtivo.

    Distribuição

    A distribuição das chuvas também influenciou o ritmo do plantio do milho segunda safra.

    • Em Mato Grosso, o plantio avançou rapidamente com o andamento da colheita de soja.
    • No Paraná, a baixa umidade atrasou o início da semeadura em várias regiões.
    • No Mato Grosso do Sul, o retorno das chuvas beneficiou o avanço dos trabalhos e garantiu bom desenvolvimento das áreas já plantadas.
    • Em Goiás e Minas Gerais, o excesso de chuva reduziu a janela ideal de cultivo.
    • No Tocantins, o plantio acelerou e as lavouras emergidas apresentam boas condições agronômicas.

    A colheita da soja segue em ritmo consistente em estados como Mato Grosso, apesar das chuvas intensas em parte do Centro-Oeste e Sudeste, que atrasaram a operação em algumas regiões. No Rio Grande do Sul, a irregularidade e o baixo volume das precipitações já reduziram as estimativas de produtividade. E consolidaram estado como o principal ponto de atenção nas análises do boletim.

  • Conab lança plataforma para certificar café brasileiro como livre de desmatamento

    Conab lança plataforma para certificar café brasileiro como livre de desmatamento

    Na manhã da última terça-feira (24/02), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançou, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Plataforma Parque Cafeeiro para certificar o café brasileiro como livre de desmatamento. A Conab apresentou a ferramenta em cerimônia na sede da estatal, em Brasília (DF), com autoridades do Governo Federal e lideranças do setor cafeeiro.

    ​A plataforma apoia o cumprimento do Regulamento (UE) 2023/1115, conhecido como EUDR, que exige comprovação de que produtos como o café não venham de áreas com desmatamento após 31 de dezembro de 2020. Com isso, o sistema busca ampliar a rastreabilidade do café nacional e dar mais segurança para produtores, cooperativas, exportadores e importadores.

    Com chancela do Governo Federal, a ferramenta permite que produtores emitam uma declaração de conformidade ao não-desmatamento quando atendem às diretrizes europeias. Outros elos da cadeia também podem acessar relatórios para comprovar aos compradores europeus a origem regular dos lotes.

    ​Diferencial

    A Conab destacou como diferencial a arquitetura tecnológica baseada em integração com bases governamentais oficiais por meio de APIs. Isso viabiliza atualização quase em tempo real, acompanhamento contínuo e consistência dos dados. A plataforma também verifica informações ambientais e territoriais para apoiar o alinhamento às regras nacionais e internacionais.

    No monitoramento, o sistema utiliza dados do PRODES e checa se áreas de café cadastradas no CAR registraram desmatamento superior a meio hectare após 2020, além de identificar sobreposições com Terras Indígenas, Territórios Quilombolas e Unidades de Conservação, segundo a Conab.

    ​O mapeamento das lavouras ocorreu entre 2021 e 2025 com uso de inteligência artificial aplicada a imagens de satélites de alta resolução, de acordo com a estatal. A Conab informou que estruturou o sistema com articulação interministerial e apoio de órgãos vinculados para fortalecer a credibilidade da solução.

    ​A Plataforma Parque Cafeeiro já está em funcionamento e pode ser acessada em https://sistemas.conab.gov.br/conab_parque_cafe.

  • Brasil projeta safra recorde de 353,4 milhões de toneladas de grãos em 2025/26

    Brasil projeta safra recorde de 353,4 milhões de toneladas de grãos em 2025/26

    O Brasil inicia a colheita das culturas de primeira safra projetando uma produção de 353,4 milhões de toneladas de grãos na temporada 2025/26. O volume representa um crescimento de 0,3% sobre o ciclo 2024/25 e mantém o país na rota de um novo recorde histórico, segundo o 5º Levantamento da Safra divulgado nesta quinta-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Os agricultores brasileiros expandiram a área plantada para 83,3 milhões de hectares, um avanço de 1,9% que corresponde a 1,5 milhão de hectares adicionais. A produtividade média nacional, no entanto, registra queda de 1,5%, passando de 4.310 quilos por hectare em 2024/25 para 4.244 quilos por hectare no ciclo atual.

    Soja lidera crescimento e estabelece novo marco produtivo

    A cultura da soja consolida sua posição como protagonista da safra brasileira. A Conab projeta uma colheita de 178 milhões de toneladas da oleaginosa, um incremento de 6,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo passado e um novo recorde para a cultura.

    As condições climáticas favoráveis impulsionam o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras. A colheita da soja já avança em 17,4% da área plantada, superando o mesmo período do ano anterior. Em Mato Grosso, maior estado produtor do grão, os agricultores já colheram 46,8% da área, e as produtividades alcançam os níveis estimados inicialmente.

    Milho prevê recuo na produção total, mas primeira safra cresce

    A produção total de milho deve atingir 138,4 milhões de toneladas, representando uma redução de 1,9% em relação ao ciclo anterior. Apesar da queda geral, a primeira safra do cereal apresenta desempenho positivo, com crescimento de 7,2% na área plantada, que chega a 4 milhões de hectares, e produção estimada em 26,7 milhões de toneladas — aumento de 7,1% sobre a safra anterior.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    Para a segunda safra, os produtores destinam 17,9 milhões de hectares. O plantio já atinge 21,6% da área estimada na primeira semana de fevereiro, com projeção de colheita de 109,3 milhões de toneladas.

    Arroz reduz área plantada, mas garante abastecimento interno

    Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada ao arroz atinge 1,6 milhão de hectares, 11,6% inferior ao ciclo anterior. No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, as lavouras atravessam pleno desenvolvimento vegetativo. As chuvas recentes recuperaram os níveis dos mananciais, que enfrentavam redução hídrica nas regiões produtoras do estado.

    arroz
    Foto: Giovani Wrasse/Irga

    A Conab estima uma produção de 10,9 milhões de toneladas. Mesmo com a expectativa de queda, o volume garante o abastecimento do mercado interno.

    Feijão mantém estabilidade e Minas Gerais lidera primeira safra

    A produção de feijão deve se manter próxima a 3 milhões de toneladas, somando os três ciclos da leguminosa. A primeira safra registra redução de 11,4% na área plantada, totalizando 804,7 mil hectares, com expectativa de produção de 967,2 mil toneladas, 9% inferior à safra passada.

    Foto: Divulgacão/GovBA

    A região Sul, especialmente o Paraná, influencia a queda nos números. Em contrapartida, Minas Gerais prevê aumento de 9,5% na produção, chegando a 224,6 mil toneladas e assumindo a liderança como principal produtor de feijão no primeiro ciclo.

    Algodão reduz área plantada em 3,2%

    Os produtores de algodão destinam cerca de 2 milhões de hectares para o cultivo da fibra, redução de 3,2% em relação à safra anterior. A área cultivada deve resultar em uma produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma. A Conab informa que os agricultores já semearam 88,1% da área total.

    Foto: divulgação – Embrapa/Fabiano José Perina

    Mercado de milho bate recordes em exportação e consumo interno

    A Conab consolida os dados da comercialização do milho da safra 2024/25. A produção recorde do ciclo passado impulsionou as exportações para 41,5 milhões de toneladas, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    A ampla oferta interna e a maior demanda internacional pelo grão elevaram as vendas ao mercado externo. O consumo interno também atingiu novo recorde histórico, saltando de 84 milhões de toneladas na temporada 2023/24 para 90,5 milhões de toneladas na safra passada. O aumento da utilização do milho na produção de etanol explica o crescimento, consolidando a relevância do cereal no setor energético.

    Para a temporada 2025/26, a expectativa aponta novo incremento tanto nas exportações quanto no consumo interno, com estimativas de 46,5 milhões de toneladas e 94,5 milhões de toneladas, respectivamente. Mesmo com a elevação, os estoques de passagem do grão devem se manter em torno de 12 milhões de toneladas em janeiro de 2027.

  • Cesta básica sobe em 24 capitais; tomate e pão puxam alta

    Cesta básica sobe em 24 capitais; tomate e pão puxam alta

    O custo da cesta básica subiu em 24 das 27 capitais brasileiras entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Os dados integram a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta segunda-feira (9) pela Conab em parceria com o Dieese.

    Manaus (AM), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ) registraram as maiores altas no conjunto de alimentos básicos, com variações de +4,44%, +3,37% e +3,22%, respectivamente. Em contrapartida, São Luís (MA), Teresina (PI) e Natal (RN) apresentaram pequenas reduções, de -0,57%, -0,51% e -0,22%.

    Tomate e pão francês pressionam cesta

    O tomate e o pão francês foram os principais itens responsáveis pela alta. O preço do tomate aumentou em 26 das 27 capitais, após meses de queda, em razão da menor oferta de frutos de qualidade. Cuiabá (MT) registrou o maior aumento, de +63,54%, enquanto São Luís (MA) foi a única capital com redução, de -6,76%.

    Já o pão francês encareceu em 22 capitais, com destaque para Manaus (AM), onde a alta chegou a +3,06%. O crescimento foi impulsionado pelo aumento nos custos da energia elétrica e da farinha de trigo, principal insumo e importada em grande parte.

    Itens com queda de preço

    Apesar da alta geral, alguns alimentos ficaram mais baratos em janeiro. O leite integral caiu em todas as capitais, reflexo dos altos estoques de derivados lácteos. Campo Grande (MS) teve a maior redução, de -8,0%.

    Outros produtos com queda incluíram o óleo de soja, o arroz agulhinha, o café em pó e o açúcar.

    O óleo de soja recuou em 25 cidades, com destaque para Campo Grande (-7,97%), devido à maior oferta da oleaginosa, valorização do real e baixa demanda interna.

    O arroz ficou mais barato em 23 capitais, com a maior baixa em Macapá (AP) (-11,19%), influenciada pelos estoques elevados.

    O café caiu em 22 cidades, com o recuo mais acentuado em Manaus (AM) (-5,29%).

    O açúcar diminuiu em 21 capitais, favorecido pela ampla oferta e venda de produto de menor qualidade. Rio de Janeiro (RJ) teve a maior queda, de -4,82%.

    Salário mínimo e tempo de trabalho

    Segundo a pesquisa, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas em janeiro de 2026 deveria ser de R$ 7.177,57, equivalente a 4,43 vezes o mínimo vigente (R$ 1.621,00).

    Em dezembro de 2025, o valor necessário era de R$ 7.106,83, ou 4,68 vezes o piso de R$ 1.518,00.

    O tempo médio de trabalho necessário para adquirir a cesta básica nas 27 capitais foi de 93 horas e 47 minutos, menor do que em dezembro (98h41min) e também inferior ao de janeiro de 2025 (103h40min).

    O trabalhador que recebe o salário mínimo comprometeu, em média, 46,08% da renda líquida com a compra da cesta básica em janeiro. Em dezembro, a proporção era de 48,49%, e em janeiro de 2025, 50,94%.

    Expansão da pesquisa nacional

    A parceria entre Conab e Dieese ampliou a coleta de preços da cesta básica de 17 para 27 capitais, fortalecendo as políticas nacionais de Segurança Alimentar e Abastecimento. A série completa passou a ser divulgada a partir de agosto de 2025.

    Mais detalhes sobre os preços dos produtos estão disponíveis na Análise Mensal de janeiro de 2026, publicada nos sites da Conab e do Dieese.

  • Café brasileiro deve atingir novo recorde histórico em 2026

    Café brasileiro deve atingir novo recorde histórico em 2026

    A safra brasileira de café deve atingir um novo recorde histórico em 2026. O primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (5), estima uma produção de 66,2 milhões de sacas de café beneficiado. O número representa um crescimento expressivo de 17,1% frente à safra de 2025.

    Se confirmado, o resultado superará o recorde anterior de 63,1 milhões de sacas, registrado em 2020. A Conab atribui o salto ao ciclo de bienalidade positiva, ao aumento de 4,1% na área em produção e às condições climáticas mais favoráveis. A adoção de tecnologia no campo também impulsiona a produtividade, que deve crescer 12,4%, para 34,2 sacas por hectare.

    Arábica e conilon em alta

    A safra de café arábica, espécie mais sensível à bienalidade, deve apresentar a alta mais vigorosa. A estimativa é de uma colheita de 44,1 milhões de sacas, um aumento de 23,3% em relação a 2025.

    Para o café conilon, a Conab também projeta um novo recorde da série histórica. A expectativa é de uma produção de 22,1 milhões de sacas, com alta de 6,4% sobre o ano anterior.

    Destaques estaduais da produção:

    • Minas Gerais: mantém a liderança nacional, com previsão de colher 32,4 milhões de sacas, principalmente de arábica, beneficiadas pela boa distribuição das chuvas.
    • Espírito Santo: principal produtor de conilon, deve colher 19 milhões de sacas (alta de 9%), sendo 14,9 milhões da variedade conilon.
    • São Paulo: espera uma safra de 5,5 milhões de sacas de arábica, com recuperação de áreas.
    • Bahia: a produção total deve chegar a 4,6 milhões de sacas (crescimento de 4%), com destaque para o conilon.
    • Rondônia: focado no conilon, projeta salto de 18,3%, para 2,7 milhões de sacas, impulsionado pela renovação dos cafezais.

    Mercado global segue apetite e sustenta preços

    O cenário internacional mantém a sustentação para os preços do café. Embora as exportações brasileiras em volume tenham caído 17,1% em 2025, o valor embolsado atingiu o recorde de US$ 16,1 bilhões, graças à alta de 57,2% no valor médio da saca.

    Para 2026, mesmo com a perspectiva de safra cheia no Brasil e no Vietnã, os analistas esperam preços elevados. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta um consumo global recorde de 173,9 milhões de sacas, puxado pela forte demanda asiática.

    Este cenário de consumo aquecido ocorre enquanto os estoques mundiais estão nos níveis mais baixos em 25 anos. A previsão é de que os estoques de passagem encolham ainda mais, caindo para 20,1 milhões de sacas, o que deve manter a pressão sobre as cotações do grão no mercado internacional.

  • Fundo Amazônia investe R$ 80 milhões para viabilizar economia da floresta em pé

    Fundo Amazônia investe R$ 80 milhões para viabilizar economia da floresta em pé

    A produção sustentável de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares da Amazônia Legal ganha um reforço de R$ 80 milhões do Fundo Amazônia. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) lançaram, nesta terça-feira (3), um edital público para selecionar os projetos que receberão os investimentos.

    A iniciativa integra o projeto “Florestas e Comunidades: Amazônia Viva” e tem como objetivo principal superar os principais obstáculos que historicamente limitam a geração de renda na região. Os recursos financiarão soluções para gargalos em logística, beneficiamento, armazenamento, adequação sanitária e, principalmente, no acesso a mercados para produtos da sociobiodiversidade.

    Como funciona o edital e quem pode participar

    Cooperativas, associações e organizações da sociedade civil da Amazônia Legal já podem apresentar suas propostas. O edital priorizará projetos com maior número de beneficiários, protagonismo feminino, participação de jovens e atuação em cadeias produtivas como açaí, castanha-do-Brasil, babaçu, mel e pesca artesanal.

    Os valores dos apoios variam entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões por projeto, com previsão de selecionar pelo menos 32 propostas. Os recursos podem custear desde assistência técnica e obras civis até a aquisição de máquinas, equipamentos e a realização de consultorias especializadas.

    Foco na infraestrutura e geração de renda

    Líderes das instituições envolvidas destacam que o investimento vai direto para a ponta da cadeia produtiva. “Esse apoio do Fundo Amazônia chega à ponta, fortalecendo quem produz de forma sustentável. Ao ampliar o acesso a infraestrutura e mercados, criamos condições reais para geração de renda, redução das desigualdades e manutenção da floresta em pé”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

    A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou a conexão entre economia e conservação. “Fortalecer as atividades produtivas dessas populações significa valorizar os saberes locais e proteger a floresta”.

    Conexão com políticas públicas

    Além do mercado privado, os projetos deverão fortalecer a participação das comunidades em programas públicos de abastecimento, como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).

    O lançamento do edital ocorreu em um webinar transmitido pelas instituições. A íntegra do documento e todas as regras para participação já estão disponíveis para consulta pública.

  • Brasil bate recorde de importação de fertilizantes em 2025

    Brasil bate recorde de importação de fertilizantes em 2025

    O agronegócio brasileiro fechou 2025 com números robustos que reforçam sua capacidade de crescimento. A importação de fertilizantes atingiu um novo recorde histórico, enquanto as exportações de milho, soja e farelo de soja também cresceram, impulsionadas por uma logística portuária em reconfiguração. Os dados constam do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta segunda-feira (26).

    As importações totais de fertilizantes somaram 45,5 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 2,68% (1,22 milhão de toneladas) sobre os 44,28 milhões de toneladas de 2024. O volume recorde sinaliza a confiança do produtor rural no aumento da área plantada e na busca por maior produtividade. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo nacional.

    Os terminais do Arco Norte consolidaram sua importância, movimentando 8,27 milhões de toneladas – alta significativa frente às 7,5 milhões de 2024. O Porto de Paranaguá (PR) manteve a liderança como principal porta de entrada, com 10,89 milhões de toneladas. Já o complexo de Santos (SP) registrou 8,42 milhões de toneladas, uma leve retração em relação ao ano anterior.

    Exportações em expansão

    A venda externa de milho, soja em grão e farelo de soja totalizou 172,3 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 6,21% (10,7 milhões de toneladas) ante 2024. A logística de exportação apresentou mudanças relevantes:

    • Milho: as exportações atingiram 40,9 milhões de toneladas. Paranaguá ampliou expressivamente sua participação, saltando de 3,1% para 12,3% do total embarcado.
    • Soja em grão: o país exportou 108,1 milhões de toneladas. Os portos do Arco Norte e de Santos aumentaram sua fatia no escoamento.
    • Farelo de soja: as vendas chegaram a 23,3 milhões de toneladas, com Santos, Paranaguá e Rio Grande como os principais pontos de saída.

    Os estados de Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul foram as principais origens da carga para o mercado externo.

    Cenário dos fretes rodoviários

    Em dezembro, o mercado de fretes manteve predominância de estabilidade, com ajustes pontuais conforme a demanda regional. A menor movimentação de fim de ano e a oferta adequada de caminhões contiveram pressões generalizadas por alta.

    Destaques regionais incluíram leve alta no Distrito Federal, influenciada pelo custo do diesel, e forte retração no Piauí. Em Mato Grosso, os preços permaneceram elevados, sustentados por estoques altos e expectativa de colheita recorde de soja.

    Para o início de 2026, a Conab projeta equilíbrio no curto prazo, com tendência de gradual aquecimento e possível alta nas cotações a partir de fevereiro, acompanhando o pico da colheita da soja e a intensificação do escoamento.