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  • CNA vai ao Supremo contra importação de arroz

    CNA vai ao Supremo contra importação de arroz

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, nesta segunda-feira (03/06), uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do governo federal de autorizar a importação de arroz.

    A Ação Direta de Inconstitucionalidade pede, entre outras medidas, a suspensão do primeiro leilão público da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na próxima quinta-feira (06/06), para a compra do cereal importado e pede explicações ao governo sobre a medida.

    A importação, de acordo com a entidade, vai afetar uma cadeia produtiva criando instabilidade de preços, prejudicando produtores locais de arroz, desconsiderando os grãos já colhidos e armazenados, e, ainda, comprometendo as economias de produtores rurais que hoje já sofrem com a tragédia e com os impactos das enchentes.

    A entidade questiona a constitucionalidade das normas referentes ao tema (duas medidas provisórias, duas portarias interministeriais e uma resolução do Comitê Gestor da Câmara de Comércio Exterior). Estes normativos preveem a importação de até um milhão de toneladas do produto.

    As medidas foram anunciadas pelo governo com a justificativa de garantir o abastecimento interno, diante dos impactos das enchentes no Rio Grande do Sul, principal produtor do cereal.

    Na ação, a CNA ressalta na ação que 84% da área plantada do Estado foi efetivamente colhida antes do início das chuvas e destaca que não existe o risco de desabastecimento.

    Dados realistas do setor indicam que a safra gaúcha de 2023/2024 foi de aproximadamente 7,1 milhões de toneladas de arroz, patamar aproximado ao volume colhido pelo Estado na safra 2022/2023 que foi de 7,239 milhões de toneladas, segundo informações do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), reforça a CNA.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reforçou que a iniciativa visa evitar alta nos preços e que o arroz importado não irá concorrer com os agricultores brasileiros. “Já conversei com os produtores para deixar claro que não é para concorrer com o nosso arroz. Não queremos qualquer peso no bolso do brasileiro. Queremos estabilidade e comida na mesa”, disse.

    Segundo a Conab, o arroz que será comprado chegará ao consumidor brasileiro por no máximo R$ 4 o quilo. “O arroz que vamos comprar terá uma embalagem especial do Governo Federal e vai constar o preço que deve ser vendido ao consumidor”, reforça o presidente da Conab, Edegar Pretto.

  • Conab realiza leilão para compra de 300 mil toneladas de arroz importado

    Conab realiza leilão para compra de 300 mil toneladas de arroz importado

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará, na próxima quinta-feira (6), um leilão público para a compra de até 300 mil toneladas de arroz importado, referente à safra 2023/2024. O produto deverá ser entregue até o dia 8 de setembro, conforme edital publicado nesta quarta-feira (29) pela Companhia.

    Especificações do arroz

    O edital define que o arroz deverá ter aspecto, cor, odor e sabor característicos de arroz beneficiado polido longo fino tipo 1. A aquisição de arroz aromático é proibida. O produto deverá estar acondicionado em embalagens transparentes e incolores de 5kg, que permitam a perfeita visualização do arroz e contenham a logomarca.

    Destinação e preço de venda

    O arroz adquirido será destinado às regiões metropolitanas definidas pela Conab, com base em indicadores de insegurança alimentar. Os compradores deverão vender o produto exclusivamente para o consumidor final, com preço máximo de R$ 4 por quilo.

    Modalidade do leilão

    O leilão será eletrônico, na modalidade “viva-voz”, utilizando o Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (SISCOE) e com interligação das Bolsas de Cereais, de Mercadorias e/ou de Futuros.

    Respaldo legal

    A medida visa mitigar o impacto social e econômico decorrente do desastre climático no Rio Grande do Sul. A iniciativa está respaldada pelas medidas provisórias 1217/2024, 1218/2024, 1224/2024 e 1225/2024, além da portaria interministerial 04/2024, dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Fazenda (MF).

    Divulgação – IRGA/Rogério Bortolotto Cantarelli

    Entenda os motivos alegados pelo governo

    O governo brasileiro decidiu importar arroz como medida para evitar a especulação de preços e garantir o abastecimento interno.

    Essa iniciativa visa estabilizar os preços e evitar desabastecimento, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, sem impactar a relação dos produtores brasileiros com os atacadistas.

    A importação será realizada de países vizinhos do Mercosul, como Argentina, Uruguai, Paraguai e possivelmente da Bolívia. A medida provisória autorizando essa compra visa garantir a disponibilidade do arroz no mercado nacional e evitar a escalada de preços, assegurando a estabilidade do produto para os consumidores brasileiros.

  • Safra de Café Brasileira em Destaque

    Safra de Café Brasileira em Destaque

    A colheita de café no Brasil já começou, e os produtores estão bastante otimistas. A previsão é de que sejam colhidas 58,81 milhões de sacas beneficiadas nesta temporada, segundo o 2º Levantamento da Safra 2024 de Café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (23).

    Crescimento Sustentado na Produção de Café

    Este ano é o terceiro consecutivo de crescimento na produção total, com um aumento de 6,8% em relação ao ano passado. Comparado a 2022, um ano de bienalidade positiva mas com baixas produtividades devido a condições climáticas adversas, o crescimento é ainda mais impressionante, chegando a 15,5%.

    Café Arábica em Destaque

    Para o café arábica, a principal variedade cultivada no Brasil, a expectativa é de uma safra de 42,11 milhões de sacas. Esse aumento é impulsionado tanto pela expansão da área em produção quanto pelo aumento da produtividade. A área cultivada cresceu 2,2% nesta temporada, com uma produtividade estimada em 27,7 sacas por hectare, um aumento de 5,9% em relação à safra anterior. Em Minas Gerais, o maior estado produtor de arábica, espera-se uma colheita de 29,84 milhões de sacas.

    Conilon em Ascensão

    A Conab também prevê um crescimento na colheita do conilon de 3,3%, apesar de uma leve redução na área plantada. Melhores condições climáticas, especialmente no Espírito Santo, principal estado produtor, e investimentos em tecnologia nas lavouras contribuíram para esse crescimento. A expectativa é colher 16,71 milhões de sacas beneficiadas de conilon, a segunda maior safra registrada pela Conab, com o Espírito Santo respondendo por cerca de 10,81 milhões de sacas.

    Expansão da Área de Cultivo

    A área total destinada à cafeicultura no Brasil em 2024 é de 2,25 milhões de hectares, um aumento de 0,5% em relação à safra anterior. As lavouras em produção cresceram 1,5%, totalizando 1,9 milhão de hectares, enquanto as áreas em formação diminuíram 4,7%.

    Mercado Internacional em Alta

    Após três anos de queda, as exportações de café do Brasil mostram sinais de recuperação em 2024. Nos primeiros quatro meses do ano, as exportações aumentaram 46,5% em volume, atingindo 16,4 milhões de sacas de 60 quilos. A valorização do café no mercado internacional, a recuperação do dólar frente ao real e a expectativa de um aumento na oferta brasileira em 2024 impulsionaram esse crescimento. As vendas internacionais somaram US$ 3,4 bilhões de janeiro a abril, o maior valor já registrado. Com essas perspectivas positivas para a safra de café e um mercado internacional aquecido, os produtores brasileiros estão confiantes no desempenho do setor e nas oportunidades de crescimento que estão por vir.