Tag: clima

  • Laranja pera in natura atinge novo recorde de preço real

    Laranja pera in natura atinge novo recorde de preço real

    Os preços da laranja pera atingiram patamares históricos neste ano, tanto no mercado in natura quanto no setor industrial. De acordo com o Cepea, essa alta foi impulsionada pela oferta limitada da safra atual e pela crescente demanda da indústria. Em resumo, um levantamento do Cepea revela que a caixa de 40,8 kg da laranja pera, no mercado de mesa, atingiu uma média de R$ 100,00 na árvore, na parcial desta semana (segunda a quinta-feira). Ou seja, esse valor representa um aumento de 1,19% em relação à semana anterior e estabelece um novo recorde real na série histórica do Cepea, iniciada em 1994 para essa variedade. Os preços foram ajustados pela inflação, com base no IGP-DI de julho de 2024.

    Faturamento recorde no setor de suco de laranja

    A safra 2023/2024 também trouxe resultados expressivos para o setor de suco de laranja. Como resultado, as exportações de suco concentrado (FCOJ equivalente a 66 Brix) alcançaram US$ 2,5 bilhões, representando um crescimento de 21,29% em comparação aos US$ 2,07 bilhões da safra anterior. Considerando os subprodutos, o total exportado chegou a US$ 3 bilhões. No entanto, o volume de suco exportado caiu 9,33%, totalizando 961.270 toneladas, em contraste com as 1.060.186 toneladas da safra passada, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela CitrusBR.

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    Desafios climáticos afetam oferta

    Nos últimos cinco anos, os desafios climáticos reduziram a oferta de laranjas e, consequentemente, valorizaram o produto. Segundo Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR, a oferta de suco está abaixo da demanda, o que tem sustentado os preços elevados. Apesar disso, ele alerta para a preocupante queda no consumo em mercados importantes.

     

  • Glocal Amazônia coloca Manaus no centro do debate ambiental

    Glocal Amazônia coloca Manaus no centro do debate ambiental

    O festival Glocal Amazônia começa hoje (22) e segue até 24 de agosto em Manaus. O evento, que terá entrada gratuita, discutirá temas cruciais como a Amazônia e o G20, queimadas, estiagem e bioeconomia. O festival também abordará a inovação sistêmica e negócios de impacto, além de explorar o futuro do estado com o tema “Amazonas 2030”. Entre as atrações, está Isabelle Nogueira, dançarina do Boi Garantido e ex-BBB, uma voz importante da Amazônia no Brasil.

    Glocal Amazônia

    A programação será diversificada, com debates, arte, música e oficinas espalhados por três locais no centro de Manaus. O Palco Glocal, no Contemporâneo Eventos, sediará os principais painéis e debates. Já o Palácio da Justiça será o espaço das oficinas e workshops do Glocal Lab e da TecnoGlocal. Além disso, no Largo de São Sebastião, o Palco Glow receberá shows e intervenções artísticas. Em resumo, o objetivo é colocar a Amazônia no centro das discussões ambientais, trazendo vozes locais e internacionais para dialogar sobre as principais questões da região.

    O evento seguirá os princípios de sustentabilidade e inclusão, sendo gratuito, gerando pouco resíduo e usando materiais sustentáveis. A curadoria priorizará temas da Amazônia, com 70% dos palestrantes locais e 80% da equipe formada por profissionais da região. “A Glocal é uma plataforma de ideias e conexões criada pela Dream Factory, com a meta de acelerar os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Esperamos impactar positivamente as pessoas durante os três dias de evento, trazendo informações relevantes e entretenimento”, afirmou Malu Sevieri, Head de Glocal na Dream Factory.

    Na primeira edição, a Glocal Amazônia mobilizou 22 mil pessoas, contou com 137 palestrantes e 55 horas de oficinas, gerou mais de 160 empregos e foi um evento carbono neutro e lixo zero. Para 2024, a meta é ampliar o impacto e a abrangência do festival. “Queremos conectar diferentes ativistas, regiões e povos da Amazônia para debater os ODS a partir do ponto de vista de quem vive na região, subsidiando políticas públicas bem embasadas”, afirmou Rodrigo Baggio, diretor de conteúdo e relações institucionais da Glocal.

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    Temas dos debates

    Os debates no Palco Glocal abordarão desde educação, saúde e segurança até temas específicos, como “Amazônia e G20”, “Queimadas e estiagem”, “Amazonas 2030” e “Bioeconomia”. Um dos painéis mais urgentes será “Amazônia em Chamas: Combatendo Queimadas e Estiagem”. Além disso, oficinas sobre reaproveitamento, moda, saúde e tecnologia estarão disponíveis, incluindo o workshop “Ecofeminismo Negro”, promovido pelo Movimento Dandara.

    Ao mesmo tempo, a TecnoGlocal, no Palácio da Justiça, oferecerá experiências imersivas em games e filmes de realidade virtual e aumentada. “Trazer o Glocal Amazônia para Manaus pelo segundo ano é essencial para destacar a importância da região no cenário global”, destacou Wilson Lima, governador do Amazonas. Ele reafirmou o papel do evento na preservação ambiental de um dos ecossistemas mais importantes do mundo.

    Entre os destaques do evento, um painel discutirá “A Importância da Comunicação de Massa na Promoção da Sustentabilidade”, com personalidades da Rede Amazônica e da TV Globo. O debate sobre o papel das mídias de massa na preservação da Amazônia contará com a presença de Isabelle Nogueira, que tem se destacado como uma importante voz da região no Brasil.

    Sobre a Glocal

    A Glocal é uma plataforma que conecta ideias, ações e pessoas para promover um mundo mais sustentável. Seu lema, “Pensar global, agir local”, reflete o compromisso de democratizar discussões sobre sustentabilidade e inovação. Ou seja, a Glocal busca transformar globalmente através da conscientização individual e de políticas públicas eficazes, traduzindo os ODS para o dia a dia da população.

     

  • Geada atinge 41 municípios em Mato Grosso do Sul

    Geada atinge 41 municípios em Mato Grosso do Sul

    Uma forte onda de frio provocou geada em 41 municípios em Mato Grosso do Sul na manhã deste sábado (10). A menor temperatura foi registrada em Rio Brilhante, a 161 quilômetros de Campo Grande, onde os termômetros marcaram 0,2ºC. A sensação térmica no local chegou a -0,6ºC, por volta das 6h.

    Em Campo Grande, os termômetros registraram mínima de 4,8ºC, com sensação térmica de -0,5ºC. Em Amambai, a temperatura chegou a 1,7ºC, com sensação térmica de 0ºC. Itaporã registrou 1,6ºC e sensação térmica de -0,4ºC, enquanto Ponta Porã teve 3,9ºC com sensação de -0,1ºC. O frio também foi intenso em Aral Moreira (2,4ºC), Jardim (2,5ºC), Sidrolândia (2,6ºC), Nova Alvorada do Sul (2,7ºC), Caarapó (3,2ºC) e Sete Quedas (3,9ºC). Outras cidades afetadas incluem Juti (3,8ºC), Laguna Carapã (3,1ºC), Porto Murtinho (2,9ºC), Bonito (3,1ºC), Maracaju e Nova Andradina (3,7ºC), Bandeirantes (3,9ºC) e Dourados (4,5ºC).

    Previsão de tempo e clima para os próximos dias

    O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) prevê que o tempo firme e ensolarado voltará a predominar, com variação de nebulosidade. O ar frio deve avançar por todas as regiões, podendo estabelecer novos recordes de temperatura mínima em 2024 em alguns municípios. Além disso, esta pode ser a massa de ar frio mais intensa registrada até agora em 2024.

    No domingo (11), as temperaturas seguirão baixas ao amanhecer, mas as máximas estarão em gradativa elevação, podendo atingir valores entre 23-28°C nas regiões sudoeste, pantaneira, norte e bolsão. As temperaturas mínimas previstas para as regiões sul, leste, sudoeste e sudeste variam entre 3-8°C, com máximas entre 15-24°C. Na região pantaneira, as mínimas devem ficar entre 6-12°C e as máximas entre 19-25°C. No norte e bolsão, esperam-se mínimas entre 8-11°C e máximas entre 21-28°C. Em Campo Grande, as mínimas previstas são de 6-9°C e as máximas de 18-24°C.

    Os ventos, inicialmente do quadrante sul/sudoeste, devem mudar para o quadrante leste ao longo de domingo, com velocidades entre 30-50 km/h e rajadas pontuais acima de 50 km/h.

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    Tendência meteorológica até 18 de agosto

    A tendência meteorológica para os próximos dias indica a possibilidade de chuvas de até 60 mm até 18 de agosto. Em resumo, os maiores volumes são esperados nas regiões sudoeste/oeste, extremo sul, sudeste, leste e central do estado.

     

  • Brasil desenvolve novo café adaptável a mudanças climáticas

    Brasil desenvolve novo café adaptável a mudanças climáticas

    Botânicos e agrônomos da Nestlé, em parceria com a Fundação Procafé, desenvolveram a Star 4, nova variedade de café adaptável, tipo Arábica. Ela apresenta crescimento rápido, alta tolerância à ferrugem e menor emissão de carbono. O objetivo é oferecer aos produtores mais produtividade e controle sobre as doenças.

    O projeto, iniciado há dez anos, recebeu investimento de R$ 5,5 milhões. A equipe desenvolveu o café nas regiões cafeeiras de São Paulo e Minas Gerais, no Brasil. Por sua resiliência, qualidade, produtividade e sabor característico do café brasileiro, selecionaram a Star 4, utilizando métodos tradicionais de melhoramento genético.

    Entretanto, com a demanda global por café aumentando, eventos climáticos recentes sugerem que a área adequada para cultivar café Arábica pode reduzir mais de 50% até 2050, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Ou seja, para isso, a Nestlé, uma das maiores compradoras de grãos de café do mundo, desenvolveu a Star 4 para mitigar o impacto dessas mudanças e garantir o cultivo sustentável.

    Redução no efeito estufa

    A redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), sendo assim, deve-se à produtividade aprimorada das plantas e aos métodos de cultivo. Marcelo Burity, chefe de Desenvolvimento de Café Verde da Nestlé, afirma: “Segundo relatório da MDPI, a maior parte das emissões de GEE na produção do café moído origina-se do seu cultivo. Portanto, otimizar as práticas de cultivo é vital para reduzir os impactos ambientais de cada xícara de café.”

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    “A área de cafés Nestlé no Brasil está muito orgulhosa pelo desenvolvimento da Star 4. Esse é o nosso primeiro projeto de desenvolvimento de uma nova espécie de café Arábica no país, e os resultados têm sido muito satisfatórios. O café é uma das áreas prioritárias para a Nestlé e essa novidade ressalta o potencial do país como maior e mais sustentável produtor de café do mundo e celeiro de tecnologia e inovação”, complementa Rodolfo Climaco, gerente de Agricultura Cafés na Nestlé Brasil.

    Jeroen Dijkman, chefe do Instituto de Ciências Agrícolas da Nestlé, destaca: “Estamos orgulhosos de dar mais um passo importante em direção a cadeias de suprimentos de cafés resilientes, garantindo que os consumidores possam continuar a desfrutar de um ótimo café no futuro. A nova variedade se destaca por ter grãos maiores e resistentes à ferrugem do café. Nossos testes de campo demonstraram que, utilizando insumos semelhantes, os rendimentos da Star 4 são substancialmente maiores do que os de duas variedades brasileiras bastante utilizadas – Catuaí e Bourbon. Além disso, apoia a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).”

    Distribuição de mudas

    O objetivo é engajar os agricultores no cultivo da Star 4, disponibilizando a variedade para produtores de café. “Os interessados, sendo assim, construirão juntos o plano de distribuição de mudas. A Nestlé (portanto) não tem o objetivo de tornar essa variedade exclusiva. A companhia acredita que pesquisa e tecnologia devem ser compartilhadas. Bem como o desenvolvimento de uma cafeicultura mais produtiva e sustentável é uma agenda pré-competitiva”, comenta Taissara Martins, gerente de ESG de Cafés Nestlé.

    Além disso, antes da Star 4, a empresa desenvolveu duas variedades de café Robusta, Roubi 1 e Roubi 2, produzidas no México e que estão sendo lançadas agora.

  • Preço do café arábica alcança maior patamar desde fev. de 2022

    Preço do café arábica alcança maior patamar desde fev. de 2022

    O preço médio do café arábica atingiu, em julho, seu maior patamar real desde fevereiro de 2022, de acordo com levantamento do Cepea. O indicador CEPEA/ESALQ para o café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, registrou uma média de R$ 1.419,90 por saca de 60 kg até o dia 29 de julho. Este valor representa um aumento de 5,2% em relação a junho de 2024. Portanto é um expressivo crescimento de 73% em comparação ao mesmo mês de 2023.

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    Preço do café arábica

    Os pesquisadores do Cepea apontam que os preços do café arábica tiveram alta volatilidade ao longo de julho. Fatores como o monitoramento do volume ofertado pelo Brasil e a possibilidade de quebra de safra do café robusta no Vietnã, devido a adversidades climáticas, influenciaram esse cenário. Além disso, a desvalorização do Real frente ao dólar também impactou as cotações globais, especialmente do arábica.

    Em junho, 62% dos navios destinados à exportação de café enfrentaram atrasos nos principais portos brasileiros. Um levantamento do Cecafé, que representa 77% dos exportadores, revelou que o Brasil deixou de enviar 1,232 milhão de sacas de café ao exterior, resultando na perda de US$ 294,671 milhões em receita.

  • Preços da laranja sobem pela 10º semana seguida

    Preços da laranja sobem pela 10º semana seguida

    Os preços da laranja pera sobem pela 10ª semana consecutiva. Os pesquisadores do Cepea afirmam que a oferta de frutas no mercado in natura é bastante limitada. Além disso, há uma rápida redução do volume de laranjas precocemente.

    Preços da laranja

    Mesmo com a demanda reduzida devido ao clima ameno, os preços continuam subindo. Na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a média da pera na árvore é de R$ 91,16 por caixa de 40,8 kg, um aumento de 0,82% em relação ao período anterior. Além disso, a produção de laranjas no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro é baixa, enquanto a necessidade das fábricas de suco é alta. Ou seja, as fábricas encerraram a temporada 2023/24 com estoques bastante restritos.

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    Os estados de São Paulo e Minas Gerais, maiores produtores de laranja do Brasil, enfrentam uma safra desafiadora devido às condições climáticas adversas. Chuvas irregulares, secas prolongadas e altas temperaturas têm afetado a produção e a qualidade das frutas. Isso tem potencial de impacto significativo no mercado global, já que o Brasil é o maior produtor de laranja do mundo.

  • Menor temperatura do ano no Brasil: -7,2°C em Santa Catarina

    Menor temperatura do ano no Brasil: -7,2°C em Santa Catarina

    Neste domingo (30), Santa Catarina registrou a menor temperatura do ano, com termômetros marcando -7,2°C em Urupema. O amanhecer também trouxe congelamento de pistas e formação de geada em diversas regiões do estado. A Defesa Civil emitiu uma nota sobre o monitoramento das temperaturas.

    Na noite de sábado (29) e na manhã deste domingo (30), as estações meteorológicas oficiais registraram temperaturas mínimas em várias cidades. Além de Urupema, São Joaquim atingiu -6,5°C e Urubici registrou -5,3°C, conforme ilustrado abaixo.

    Durante a madrugada e o amanhecer, as temperaturas variaram de -7°C a 3°C do extremo Oeste aos planaltos, e de 0°C a 11°C no litoral e no Vale do Itajaí. As temperaturas extremamente baixas resultaram na formação de geada e no congelamento de pistas, encanamentos, plantas e até de lagos e caixas d’água na Serra Catarinense.

    Até a manhã desta segunda-feira (01), espera-se que as temperaturas permaneçam negativas ou próximas de 0°C nas áreas mais altas dos planaltos, no Meio-Oeste e na Grande Florianópolis Serrana. No restante do estado, as temperaturas devem variar entre 1°C e 6°C no próximo amanhecer.

    Diante da previsão de baixas temperaturas, é essencial seguir algumas recomendações para garantir a segurança e o bem-estar:

    • Atenção especial à população mais vulnerável, como idosos, crianças, enfermos e pessoas em situação de vulnerabilidade social.
    • Abrigue animais domésticos durante as noites frias.
    • Agasalhe-se bem e beba bastante água.
    • Evite locais fechados ou com aglomeração de pessoas e mantenha a higiene das mãos.

    Essas medidas são fundamentais para enfrentar o rigoroso frio que se instalou em Santa Catarina e garantir a saúde e segurança de todos.

     

     

     

  • Como o clima afeta os preços dos alimentos

    Como o clima afeta os preços dos alimentos

    A chegada de uma frente fria nos próximos dias na região Sudeste do Brasil deve ter impactos significativos na produção de alimentos. Essa mudança climática pode afetar diversos setores da agropecuária, desde a agricultura até a pecuária.

    A queda brusca de temperatura e a possibilidade de geadas podem prejudicar severamente as lavouras de frutas, hortaliças e grãos. Culturas sensíveis ao frio, como tomate, morango e citros, correm risco de ter danos às folhas, flores e frutos, comprometendo a produtividade e a qualidade dos alimentos.

    Além disso, a ocorrência de chuvas intensas associadas à frente fria pode causar alagamentos e erosão do solo, prejudicando o desenvolvimento das plantas e dificultando os trabalhos de colheita e transporte.

    Impactos do clima na Pecuária

    O gado de corte e de leite também sofre com a queda brusca de temperatura. O estresse térmico pode levar a uma redução no consumo de alimento e água, queda na produção de leite e até mesmo a morte de animais mais fracos ou doentes.

    A necessidade de fornecer abrigo e suplementação alimentar aos rebanhos durante esse período de frio intenso também aumenta os custos de produção para os pecuaristas.

    Para minimizar os impactos da frente fria, os produtores rurais devem adotar medidas preventivas, como:

    • Proteger as lavouras com coberturas plásticas ou telas;
    • Irrigar as plantações para evitar danos por geada;
    • Fornecer abrigo e suplementação alimentar adequada aos animais;
    • Monitorar constantemente as condições climáticas e estar preparado para agir rapidamente.

    Essas ações podem ajudar a preservar a produção de alimentos e evitar perdas significativas durante esse período de instabilidade climática. No entanto, é importante ressaltar que os efeitos da frente fria podem ser sentidos ao longo de toda a cadeia produtiva, afetando os preços e a disponibilidade de diversos produtos agrícolas.

    Precipitação no Brasil afeta cultivos de feijão, milho e trigo, revela Conab

    Junho trouxe chuvas intensas para o Norte, Nordeste e Sul, favorecendo algumas culturas e prejudicando outras

    Nas primeiras semanas de junho, o Brasil registrou volumes significativos de precipitação nas regiões Norte, Nordeste e Sul. Essas chuvas beneficiaram o desenvolvimento do feijão e do milho terceira safra na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia). No entanto, dificultaram a implantação e o estabelecimento do trigo no Rio Grande do Sul. Por outro lado, o tempo seco predominou no restante do país, favorecendo a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra. Isso restringe o desenvolvimento do milho em estágio reprodutivo e do trigo em diferentes fases.

    A análise é parte do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) de junho, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apresenta uma análise detalhada das condições agroclimáticas e imagens de satélite dos cultivos de verão da safra 2023/2024.

    Impactos do clima na produção agrícola

    O boletim destaca que a análise espectral mostrou uma predominância de áreas com anomalias negativas do Índice de Vegetação (IV), causadas principalmente pela antecipação da colheita do milho e pelo atraso na semeadura e desenvolvimento do trigo. A falta de chuvas e as altas temperaturas durante o desenvolvimento do milho anteciparam sua maturação em algumas áreas. Isso impacta negativamente as lavouras em estágio reprodutivo. O trigo semeado mais cedo em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Paraná também sofreu restrições hídricas, prejudicando seu desenvolvimento.

    Nas regiões Oeste Catarinense e Noroeste Rio-Grandense, os gráficos de evolução do IV indicaram atrasos na semeadura e desenvolvimento dos cultivos de inverno.

    O Boletim de Monitoramento Agrícola é publicado mensalmente e resulta da colaboração entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), além de agentes colaboradores que contribuem com dados pesquisados em campo. O boletim completo está disponível no site da Conab, oferecendo uma visão abrangente das condições agrícolas no Brasil.

  • Preços do boi gordo: o impacto nas exportações e pastagens

    Preços do boi gordo: o impacto nas exportações e pastagens

    Os preços do boi gordo, coletados pelo Cepea, apresentam uma maior dispersão no início do segundo semestre de 2024. Segundo os pesquisadores, os agentes do mercado estão ajustando os valores às novas condições econômicas.

    Redução de animais

    Os dados do Cepea indicam que a oferta de animais a pasto para abate diminuiu significativamente. Ao mesmo tempo, os lotes de confinamento estão preenchendo as escalas de abate. De acordo com os especialistas, é essencial analisar as estimativas de volumes confinados, as previsões climáticas e a tendência das exportações.

    No começo de junho, os pecuaristas estavam optando por liquidar os lotes de animais a pasto em peso de abate, de acordo com agentes consultados pelo Cepea. No entanto, os frigoríficos já estavam bem abastecidos, o que  prolongou as escalas de entrega. Nesse contexto, o ponto de equilíbrio entre a oferta e a demanda vinha sendo alcançado a preços cada vez mais baixos.

    O que vem pela frente

    A influência do fenômeno La Niña no inverno trará tempo seco e temperaturas acima da média tanto no Sudeste quanto no Centro-Oeste. Com isso, a oferta de pastagens será escassa. As exportações, tradicionalmente mais intensas no segundo semestre, devem continuar em alta. Além dos sucessivos recordes dos últimos meses, a recente valorização do dólar favorece as vendas de carne brasileira no mercado internacional.

     

  • Trigo segue com preço firme e baixo estoque

    Trigo segue com preço firme e baixo estoque

    As cotações do trigo no mercado brasileiro continuam firmes, operando em níveis superiores aos do mesmo período do ano passado. Pesquisadores do Cepea destacam que os baixos estoques domésticos, especialmente de trigo de qualidade superior, sustentam essa alta. Um outro fator é o aumento da paridade de importação.

    Trigo deve ter área menor de plantio

    Adicionalmente, a área plantada para a nova safra, que está em fase de semeadura, é projetada para ser menor do que a da temporada anterior. Isso faz com que a oferta dependa fortemente das condições climáticas e de seu impacto na produtividade.

    No campo, os produtores estão concentrados nos tratos culturais das lavouras já estabelecidas e na semeadura. Agricultores no Rio Grande do Sul iniciaram suas atividades relativamente mais tarde neste ano, conforme revelam pesquisas do Cepea.

    Com isso, a expectativa é que a continuidade das condições climáticas favoráveis seja crucial para a manutenção da produtividade e, consequentemente, dos níveis de oferta no mercado nacional. O Agro em Campo segue atento tanto ao mercado quanto ao desenvolvimento da cultura.

    Os preços internos do trigo têm registrado uma alta acentuada no início de junho. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que os baixos estoques domésticos no período de entressafra impulsionam essa elevação.

    Mesmo as recentes desvalorizações no mercado externo não interromperam essa tendência de alta. Pesquisadores do Cepea destacam que as indústrias estão cautelosas na compra de novos lotes. Isso ocorre devido às mudanças no uso de créditos tributários do PIS/Cofins, introduzidas pela Medida Provisória 1.227 em 4 de junho.

    Entretanto, em relação ao comércio externo, dados da Secex mostram que, em maio, o Brasil importou 657,13 mil toneladas de trigo, um aumento de 44,6% em comparação a abril e de 131,8% em relação a maio de 2023.

    Por outro lado, as exportações foram de 55,2 mil toneladas em maio. Bem abaixo das 362,85 mil toneladas exportadas em abril de 2023 e das 71,04 mil toneladas em maio de 2023.