Tag: clima

  • Frio intenso no Sul e chuvas volumosas no Centro-Oeste

    Frio intenso no Sul e chuvas volumosas no Centro-Oeste

    A semana será marcada por temperaturas abaixo de 5°C na região Sul e acumulados superiores a 150 mm no Centro-Oeste. 

    Centro-Oeste terá chuvas fortes e risco de temporais

    A região Centro-Oeste terá pancadas de chuva, especialmente em Goiás e Mato Grosso, com risco de temporais e rajadas de vento de até 60 km/h. Os acumulados podem variar entre 100 e 150 mm, o que pode prejudicar as atividades no campo.

    Mato Grosso do Sul terá tempo firme, com chuvas isoladas no norte do estado, favorecendo a safra 2024/2025.

    Sul terá frio intenso e chuvas irregulares

    Hoje (11), o Sul terá poucas chuvas, concentradas no centro e noroeste do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina. Nas demais áreas, incluindo Paraná e capitais, o tempo seguirá firme. Em resumo, nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva pode variar entre 40 e 50 mm no leste do Paraná, leste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul, mantendo boa umidade do solo.

    No oeste do Paraná e oeste de Santa Catarina, o tempo será predominantemente seco. Ao mesmo tempo, no oeste do Rio Grande do Sul, o acumulado deve ficar em 20 mm, sem comprometer atividades agrícolas. Além disso, há alerta para temporais nos três estados, com rajadas de vento e queda de granizo até amanhã.

    Uma frente fria trará ar polar na terça-feira à noite, derrubando temperaturas até o final da semana. Portanto, a serra gaúcha e catarinense terão mínimas abaixo de 5°C, com risco de geada entre quarta e sexta-feira.

    Sudeste terá clima ameno e chuvas pontuais

    No Sudeste, a chuva forte dará lugar a pancadas no norte, noroeste e Triângulo Mineiro. Em resumo, o tempo ficará firme no centro-sul de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, com sol e temperaturas amenas.

    Nos próximos dias, o acumulado pode chegar a 150 mm no centro-sul de Minas e Rio de Janeiro. No Espírito Santo e norte mineiro, o volume será de 50 mm, mantendo boa umidade do solo. Em São Paulo, a semana terá tempo firme, favorecendo o campo, com mínimas entre 12°C e 14°C, sem risco de geada.

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    Nordeste terá tempo instável na Bahia

    A frente fria continuará atuando no Nordeste, com pancadas fortes na Bahia, sul do Maranhão e Piauí. Salvador, Ilhéus e Porto Seguro devem registrar chuvas intensas.

    Nos próximos cinco dias, o acumulado no oeste da Bahia, Maranhão e Piauí poderá atingir 100 mm, beneficiando o solo. Portanto, nas demais áreas, a semana será quente e seca, com máximas de até 35°C, elevando o risco de incêndios.

    Norte terá chuvas em todas as áreas

    No Norte, temporais são esperados no Amazonas, Acre, sul do Pará, Tocantins e Rondônia. Ou seja, os acumulados podem variar entre 80 e 100 mm, ajudando a recuperar pastagens e melhorando lentamente a situação dos rios. No centro-norte do Pará, Amapá e Roraima, o acumulado será de cerca de 50 mm, iniciando a reversão do déficit hídrico.

  • ONU e IFPA contra Mudanças Climáticas

    ONU e IFPA contra Mudanças Climáticas

    A International Fresh Produce Association (IFPA) alcançou um marco importante ao obter o status de observadora na Convenção das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima (UNFCCC). A conquista foi anunciada pela CEO da IFPA, Cathy Burns, durante a sessão de abertura da reunião Global Produce & Floral Show. Com o novo status, a associação poderá representar a comunidade global de produtos frescos e flores em negociações climáticas de relevância internacional.

    Tamara Muruetagoiena, vice-presidente de sustentabilidade da IFPA, assumirá a responsabilidade de representar a associação em negociações e eventos globais, como a próxima Conferência das Partes (COP29), que acontecerá no Azerbaijão. Burns destacou que “a mudança climática é uma das maiores preocupações dos membros da IFPA” e que o reconhecimento do trabalho da associação em sustentabilidade reflete o compromisso da entidade com práticas agrícolas inteligentes para o clima.

    Atuação na UNFCCC e parcerias estratégicas

    A IFPA assume seu novo papel na UNFCCC, que abrange importantes acordos internacionais, como o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris. Ambos os tratados buscam estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera. Desta forma, garantindo um equilíbrio que permita o desenvolvimento sustentável e a adaptação natural dos ecossistemas. A presença da IFPA como observadora reforça sua posição na formulação de políticas e normas globais voltadas para a sustentabilidade na produção de alimentos frescos e flores.

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    Muruetagoiena liderou diversos projetos de sustentabilidade na IFPA, como o desenvolvimento de padrões ambientais dentro da Iniciativa da Cadeia de Suprimentos Sustentável (SSCI) do Fórum de Bens de Consumo. A IFPA lançou recentemente esses padrões para o setor de produtos frescos, demonstrando seu compromisso com práticas inovadoras e alinhadas às demandas climáticas.

    Projetos futuros e desafios

    A IFPA considera seu envolvimento na próxima COP29 estratégico para garantir a representatividade do setor nas discussões globais sobre o clima. Na COP anterior, a ONU reconheceu a agricultura como parte fundamental dos planos climáticos. A associação destaca que, sem ações climáticas urgentes, um aumento global de temperatura entre 1,5°C e 4,5°C poderia levar a agricultura além dos limites administráveis. Portanto, trazendo impactos significativos para a produção de alimentos frescos.

    Com foco em soluções práticas, a IFPA planeja iniciar, em dezembro, testes de campo na Califórnia como parte do programa “Um Futuro Vibrante”. O projeto é financiado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O objetivo é incentivar práticas agrícolas inteligentes para o clima, criando um mercado que priorize a sustentabilidade em frutas e vegetais.

    Ao alcançar o status de observadora da ONU, a IFPA reforça sua liderança em sustentabilidade e seu compromisso com práticas agrícolas climáticas. Esse novo papel permitirá à associação influenciar políticas globais, proteger suas indústrias de produtos frescos e flores e fomentar um futuro mais resiliente ao clima.

  • Produtores de trigo monitoram impacto do clima na colheita

    Produtores de trigo monitoram impacto do clima na colheita

    Produtores de trigo do Sul do Brasil estão atentos às condições climáticas, que podem impactar a qualidade das lavouras. Segundo pesquisadores do Cepea, após um período de baixa pluviosidade que preocupava os triticultores, o excesso de chuvas agora é o principal desafio, especialmente no Paraná. As lavouras paranaenses estão na fase final do ciclo, e o clima pode prejudicar a colheita.

    Em 2023, o Paraná foi o maior produtor de trigo do Brasil, mas neste ano deve ocupar a segunda posição. De acordo com a Seab/Deral, 79% da área plantada já foi colhida. Pesquisadores do Cepea apontam que o restante da safra pode apresentar trigo de qualidade superior, com rendimento maior que o já colhido, porém as chuvas recentes causam preocupação.

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    Nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a situação também exige atenção. As atividades de colheita nesses estados estão no início, com apenas 1% da área total colhida até o momento. O clima segue sendo um fator decisivo para o desempenho final da safra.

    Novas cultivares

    O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), apresentou em agosto duas novas cultivares: o triticale IPR Goitacá e o trigo BRS Coleiro.

    A cultivar de triticale IPR Goitacá, com potencial produtivo elevado, alcançou cerca de 6,5 toneladas por hectare em ensaios experimentais. Ela apresenta boa sanidade, resistência ao oídio e à bacteriose. Também tem resistência moderada à ferrugem da folha e às manchas foliares, embora seja suscetível ao vírus do nanismo amarelo da cevada (VNAC).

    Já a cultivar de trigo BRS Coleiro, desenvolvida pela Embrapa, se destaca, por exemplo, pelo ciclo médio de 64 dias para espigamento e precoce para maturação fisiológica, completando o processo em 111 dias. “Essa característica atrai os produtores, pois permite melhor planejamento da safra de soja”, comenta um especialista da Embrapa. Sendo assim, A BRS Coleiro também oferece resistência ao acamamento, crestamento e oídio, com moderada resistência à giberela e manchas foliares. Seus grãos possuem alta força de glúten e são indicados para a produção de massas, pão industrial e pão francês.

     

  • Chuvas intensas atingem Centro-Oeste e Sudeste neste fim de semana

    Chuvas intensas atingem Centro-Oeste e Sudeste neste fim de semana

    O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) alerta que o fim de semana será marcado por chuvas intensas em diversos estados do Brasil. Além disso, o destaque fica para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul.

    Chuvas intensas

    Em resumo, a previsão indica acumulados de até 100 mm em 24 horas em áreas do sul de Minas Gerais, Serra da Mantiqueira, Vale do Paraíba, litoral norte de São Paulo, Costa Verde e região serrana do Rio de Janeiro.

    As instabilidades começam a se intensificar na madrugada de sexta-feira (18), trazendo condições climáticas severas para o oeste de Santa Catarina, oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Ou seja, ao longo do dia, as áreas mais afetadas incluem o restante de Mato Grosso do Sul, norte do Paraná, sul de Mato Grosso e Goiás, Triângulo Mineiro e interior de São Paulo. Nessas regiões, pode haver a formação de uma linha de instabilidade, com tempestades se deslocando como um sistema único.

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    Além da chuva forte, o INMET alerta para rajadas de vento acima de 60 km/h. Os meteorologistas também alertam para trovoadas e possibilidade de queda de granizo, especialmente nas áreas do Centro-Oeste e Sudeste. Em resumo, uma área de baixa pressão causa essas condições. Elas também estão associadas ao ar frio nos níveis médios da atmosfera, que intensifica a formação de nuvens carregadas.

    O órgão ressalta que o sistema meteorológico atual ajuda a canalizar umidade, gerando instabilidades e promovendo chuvas significativas. A área afetada se estende do norte da região Sul ao sul da Bacia Amazônica, além do oeste do Nordeste.

    O INMET, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), representa o Brasil na Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1950.

     

  • Confira como o clima impactou o agronegócio em setembro

    Confira como o clima impactou o agronegócio em setembro

    O sistema TEMPOCAMPO da Esalq divulgou o boletim climático de setembro, revelando que a maior parte do Brasil registrou chuvas abaixo de 30 mm. Em resumo, as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, assim como Tocantins, Pará e Amapá, foram as mais afetadas. Já no Sul, os volumes de chuva variaram entre 60 e 150 mm, sendo o Paraná o estado com os menores registros, entre 60 e 120 mm. Roraima e Rondônia acumularam entre 60 e 90 mm, enquanto no Amazonas as chuvas atingiram até 120 mm.

    Armazenamento de água

    Além disso, o armazenamento de água ficou abaixo de 15% em grande parte do país. As regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste foram as mais impactadas, com exceção da Região Sul, onde o Paraná e Santa Catarina registraram entre 30 e 45% de água armazenada. O Rio Grande do Sul se destacou, com armazenamento entre 45 e 60%.

    Temperaturas

    As temperaturas máximas em setembro também variaram bastante. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as máximas ficaram abaixo de 25°C, enquanto no Paraná atingiram até 31°C. No Sudeste, São Paulo registrou picos de até 35°C, com demais estados entre 29 e 33°C. Já no Nordeste, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco marcaram entre 27 e 31°C. No Norte, Pará e Amazonas chegaram a registrar mais de 35°C.

    As mínimas seguiram o padrão típico do Sul, ficando abaixo de 15°C em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e entre 15 e 19°C no Paraná. No Sudeste, as mínimas variaram de 17 a 19°C, e no Centro-Oeste e Norte, as temperaturas mínimas oscilaram entre 21 e 25°C.

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    Desafios da safra de milho 2023/24

    A segunda safra de milho 2023/24 foi encerrada, com resultados distintos devido às variações climáticas. A Conab reportou produtividade média de 91,52 sacas/ha e uma produção de 90,25 milhões de toneladas. Ou seja, estados como Goiás e Mato Grosso registraram boas produtividades, com chuvas bem distribuídas. No entanto, Paraná, São Paulo e Minas Gerais enfrentaram condições climáticas adversas, como falta de chuva e temperaturas elevadas, impactando a produção.

    A safra de milho em Mato Grosso teve uma produtividade de 115,14 sacas/ha, levemente inferior à anterior. Já no Mato Grosso do Sul, a falta de chuvas comprometeu seriamente a produção, resultando em um dos piores desempenhos da última década, com 67,05 sacas/ha.

    Para a safra 2024/25, o Sistema CNA/Senar/Cepea alerta para o planejamento cuidadoso, já que a descapitalização dos produtores pode comprometer a produtividade. No entanto, a Conab projeta uma safra promissora, com uma produtividade estimada em 95,1 sacas/ha.

    Avanço do plantio de milho 2024/25

    O plantio da primeira safra de milho 2024/25 já avança pelo país, com 16,2% da área semeada. No Paraná, por exemplo, 60% da área já foi plantada, com boas condições climáticas favorecendo o desenvolvimento inicial. Santa Catarina também apresentou avanço no plantio, com 22% da área semeada, beneficiada por chuvas adequadas.

    Algodão e soja: fechamento de safra e início de plantio

    A Conab apontou que a safra de algodão 2023/24 teve produtividade nacional de 1.879 kg/ha. No Mato Grosso, o tempo seco favoreceu a colheita, com produção recorde de 6,39 milhões de toneladas de algodão em caroço. Na Bahia, os resultados foram positivos, mesmo com a irregularidade das chuvas, registrando uma produtividade de 325,45 @/ha.

    O plantio da safra de soja 2024/25 começou em Mato Grosso e Paraná. No Mato Grosso, a área plantada deve aumentar 1,47%, com previsão de alta na produtividade. Contudo, a seca e os focos de incêndio preocupam os produtores locais. No Paraná, 10% da área já foi plantada, com boas condições de umidade no solo favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

    Avanço da colheita de trigo

    A colheita do trigo 2023/24 já avançou em 25,1% do território. No Paraná, 48% da área foi colhida, mas a estiagem e as geadas tardias prejudicaram parte das lavouras. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda não começou, mas as lavouras estão em fase de floração e enchimento de grãos.

    Semeadura de arroz e feijão

    A safra de arroz 2024/25 teve início com 3,5% da área plantada até o final de setembro, com maiores avanços em Santa Catarina. Em resumo, no Rio Grande do Sul, a expectativa é de um aumento de 11,69% na produtividade. Já o plantio do feijão está em andamento, com 8,5% da área semeada. No Paraná, os produtores já plantaram 32% da área de feijão, beneficiados pelas chuvas da segunda quinzena de setembro.

     

     

  • Perigo – tempestade geomagnética pode afetar agronegócio

    Perigo – tempestade geomagnética pode afetar agronegócio

    Uma tempestade geomagnética pode atingir a Terra hoje, trazendo potenciais impactos tanto para sistemas tecnológicos quanto para o cotidiano das pessoas, especialmente para quem trabalha com agricultura. Essas tempestades ocorrem quando há ejeções de massa coronal do Sol — grandes explosões de plasma que interagem com o campo magnético da Terra. Dependendo da intensidade, os efeitos podem variar de leves a severos.

    Possíveis impactos para o agro

    Quem atua no agronegócio pode ser afetado de várias maneiras, especialmente em atividades que dependem de tecnologia e conectividade. As tempestades geomagnéticas podem interferir em satélites, comunicações por GPS e sistemas de monitoramento de drones, fundamentais para a agricultura moderna. Sem o GPS, produtores enfrentam dificuldades no mapeamento preciso de áreas para plantio, irrigação e colheita, o que também impacta a logística de transporte de insumos e produtos.

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    Sistemas de controle meteorológico e de previsão climática também podem apresentar instabilidade, dificultando a tomada de decisões. Para atividades de plantio e colheita que dependem de previsões precisas, essa interferência pode atrasar o trabalho e comprometer a produtividade.

    Impacto em sistemas de comunicação e energia

    Além do agronegócio, redes de energia e comunicações também podem ser prejudicadas pela tempestade geomagnética. Linhas de transmissão de energia estão vulneráveis a sobrecargas provocadas por essas tempestades, o que pode causar interrupções no fornecimento elétrico, afetando, indiretamente, qualquer setor que dependa de energia constante.

    Segundo especialistas, os maiores riscos incluem falhas temporárias em satélites, interrupções em sistemas de telecomunicação e falhas em redes de energia, como já ocorreu em eventos geomagnéticos passados, inclusive um apagão no Canadá em 1989. Outro incidente relacionado a tempestade solar ocorreu em 1859 e ficou conhecido como Evento Carrington, batizado com o nome do astrônomo que o registrou, Richard Carrington.

    Na ocasião, houve tamanha atividade magnética, ao ponto de transformadores na Terra serem energizados, causando choques em operadores de telégrafo.

    Medidas preventivas

    O setor agropecuário pode adotar algumas precauções para mitigar esses impactos, como manter backup de dados fora da nuvem. Essa ação é para evitar a perda de informações em caso de falha nos sistemas. Também verificar a manutenção de equipamentos eletrônicos e geradores de energia. E se preparar para a possibilidade de quedas de comunicação com sistemas de monitoramento remoto.

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    Autoridades do setor recomendam que os produtores rurais fiquem atentos a boletins meteorológicos especializados e que, se possível, ajustem atividades críticas, como plantio e colheita, para dias em que a atividade solar não esteja intensa.

    Principais culturas que utilizam GPS na produção

    • Soja: A soja é uma das culturas mais beneficiadas pelo uso de GPS. A tecnologia permite um plantio mais preciso, o que é crucial para evitar sobreposições e amassamento no solo, resultando em economias significativas nos custos de insumos e aumento da produtividade.
    • Milho: Assim como a soja, o milho se beneficia enormemente da precisão do GPS. O mapeamento detalhado das áreas cultivadas ajuda na aplicação exata de fertilizantes e defensivos, otimizando os recursos e melhorando a saúde da planta ao longo do ciclo de crescimento.
    • Trigo: O trigo também é uma cultura que utiliza tecnologia de GPS para garantir a precisão no plantio e na colheita. A capacidade de monitorar as máquinas em tempo real permite ajustes rápidos e eficientes nas operações agrícolas, contribuindo para uma colheita mais uniforme.
    • Cana-de-açúcar: O GPS é utilizado para mapear as áreas de plantio e otimizar o uso de insumos. Isso é particularmente importante em grandes lavouras onde a uniformidade e a eficiência são essenciais para maximizar a produção.
    • Arroz: O arroz é outra cultura que se beneficia do uso do GPS. Com a tecnologia, os agricultores podem gerenciar melhor a irrigação e aplicar insumos de maneira mais eficiente. Isso é vital em regiões onde a água é um recurso escasso.

    Produtividade e sustentabilidade

    Essas culturas não apenas dependem do GPS para melhorar suas operações diárias, mas também para coletar dados valiosos sobre as condições do solo e o clima. Permitindo, assim, decisões informadas que impactam diretamente na produtividade e sustentabilidade das lavouras. A implementação da agricultura de precisão, apoiada por tecnologias como o GPS, representa um avanço significativo na forma como os agricultores gerenciam suas propriedades. E também contribui para um futuro mais eficiente e sustentável na agricultura.

    Ainda que a tempestade geomagnética não represente risco direto à saúde humana, seus impactos tecnológicos podem ser significativos, especialmente para o setor agropecuário, que depende cada vez mais da automação e da precisão de dados para operar eficientemente. Assim, é crucial que os profissionais do campo estejam preparados para minimizar esses efeitos.

  • Estoques de suco de laranja aumentam, mas oferta continua limitada

    Estoques de suco de laranja aumentam, mas oferta continua limitada

    Os estoques de suco de laranja do Brasil atingiram 116.710 toneladas em 30 de junho de 2024. Ou seja, representa uma recuperação de 37,7% em comparação ao mesmo período de 2023, quando eram de 84.745 toneladas. Apesar dessa melhoria, o volume ainda é o terceiro mais baixo da série histórica. O levantamento foi feito por auditorias independentes e consolidado de forma sigilosa por uma auditoria externa contratada pela CitrusBR.

    Produção e processamento de suco em queda

    A safra 2023/24 produziu 898,6 mil toneladas de suco de laranja, uma queda de 5% em relação às 945,5 mil toneladas da safra anterior. Em resumo, o volume de laranjas processadas foi de 267,9 milhões de caixas de 40,8 quilos, um aumento modesto em relação aos 265,3 milhões de caixas da safra anterior. Ou seja, uma diferença inferior a 1%.

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    Rendimento industrial relacionado à produção

    A redução na produção de suco está ligada ao menor rendimento industrial, que mede a quantidade de caixas necessárias para produzir uma tonelada de suco concentrado (FCOJ equivalente a 66° Brix). Na safra 2023/24, foram possíveis 298,1 caixas para produzir uma tonelada, um aumento de 6,26% em relação às 280,6 caixas da safra anterior. Segundo Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR, essa diferença no rendimento industrial foi responsável por reduzir cerca de 56,3 mil toneladas de suco de laranja, agravando a restrição.

    Safra de laranjas será menor em 30 anos

    O cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais enfrentou o quinto ano consecutivo de safras menores, afetadas por seca e calor extremo. Além disso, a previsão de produção para 2024/25 é de 216 milhões de caixas, a menor safra em 30 anos. Netto alerta que a queda de 29,6% em relação à safra anterior indica desafios na oferta de suco ao longo deste ciclo.

     

  • Demanda crescente e safra menor: preços da laranja em alta

    Demanda crescente e safra menor: preços da laranja em alta

    Os preços da laranja pera continuam em alta, com uma média de R$ 113,89 por caixa de 40,8 kg na parcial desta semana (segunda a quinta-feira), um aumento de 4,3% em relação ao período anterior.

    Preços da laranja: clima x demanda

    De acordo com pesquisadores do Cepea, o retorno das altas temperaturas em São Paulo impulsionou a demanda pela fruta, enquanto a nova estimativa do Fundecitrus apontou para uma safra ainda menor que a previsão inicial.

    Colaboradores do Cepea informam que a oferta está limitada. A falta de chuvas tem causado o murchamento das frutas, o que afeta a qualidade dos lotes.

    Volume 30% menor

    O cinturão citrícola, que inclui o estado de São Paulo e o Triângulo Mineiro, deve colher 215,78 milhões de caixas de 40,8 kg na safra 2024/25, segundo o Fundecitrus. Esse volume é 30% menor que o da safra anterior, considerada de produção média, e inferior à estimativa inicial de 232,38 milhões de caixas.

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    Faturamento recorde no setor de suco de laranja

    A safra 2023/2024 também trouxe resultados expressivos para o setor de suco de laranja. Como resultado, as exportações de suco concentrado (FCOJ equivalente a 66 Brix) alcançaram US$ 2,5 bilhões. Ou seja,  um crescimento de 21,29% em comparação aos US$ 2,07 bilhões da safra anterior. Considerando os subprodutos, o total exportado chegou a US$ 3 bilhões. No entanto, o volume de suco exportado caiu 9,33%, totalizando 961.270 toneladas, em contraste com as 1.060.186 toneladas da safra passada, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela CitrusBR.

  • Preço do etanol cai em agosto, aponta Cepea

    Preço do etanol cai em agosto, aponta Cepea

    Os preços do etanol hidratado e anidro caíram em agosto no estado de São Paulo. Segundo o Cepea, a produção aumentou ligeiramente, o que elevou a oferta no mercado spot paulista. Mesmo com a demanda firme ao longo do mês, a oferta mais alta pressionou os preços para baixo.

    Preço do etanol cai

    Em agosto, período de pico da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado registrou uma média de R$ 2,5827/litro, queda de 0,78% em relação a julho. Para o etanol anidro, na modalidade spot, a média de agosto foi de R$ 2,9526/litro, uma redução de 1,2% no mesmo período.

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    Pesquisadores do Cepea alertam para os efeitos do clima seco, que afetam o volume e a qualidade da safra de cana-de-açúcar 2025/26. Ou seja, queimadas em áreas de cana em pé e em fase de rebrota também preocupam o setor. Algumas usinas ainda estão contabilizando os prejuízos no campo, segundo o levantamento do Cepea.

    Produção de cana

    A produção de cana já começa a sentir os efeitos das mudanças climáticas. A Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) estima uma redução de 3,8% na safra de 2024/25, causada pela baixa pluviosidade e altas temperaturas na região Centro-Sul. Além disso, a redução da quantidade e frequência de chuvas é o principal fator que afeta a produção de cana, superando até a elevação das temperaturas.

  • Nuvem de poeira e fumaça toma conta do céu no interior de São Paulo

    Nuvem de poeira e fumaça toma conta do céu no interior de São Paulo

    Uma densa nuvem de poeira e fumaça tem envolvido o céu do interior de São Paulo, criando uma atmosfera opressiva e preocupante para os moradores. As intensas queimadas que assolam a região, principalmente em áreas rurais, estão diretamente causando essa situação. As queimadas, comuns nesta época do ano devido à seca prolongada e ao uso do fogo como prática agrícola, têm se intensificado. Além disso, a fumaça gerada é carregada pelo vento, formando uma cortina que cobre vastas áreas.

    Nesta tarde sábado, uma densa nuvem de poeira e fumaça tem dominado o céu do interior de São Paulo, especialmente nas regiões de Ribeirão Preto e arredores. O fenômeno é resultado de queimadas que se intensificaram devido às condições climáticas adversas, como a seca prolongada e as altas temperaturas que afetam a agricultura local.

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    A nuvem de fumaça tem causado um aumento nos atendimentos médicos relacionados a doenças respiratórias, como bronquite e asma. As autoridades de saúde pública estão alertando a população para os riscos associados à inalação de fumaça, especialmente em grupos vulneráveis, como crianças e idosos.

    Prejuízo em todos os setores

    A combinação de fumaça e poeira suspensa no ar reduziu significativamente a visibilidade, afetando não apenas o tráfego nas estradas, mas também a qualidade do ar. Em várias cidades, os moradores relatam dificuldades respiratórias e irritações nos olhos, agravadas pela baixa umidade e altas temperaturas. As autoridades de saúde têm alertado a população para os riscos, especialmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios crônicos, como asma e bronquite.

    O agronegócio, principal motor econômico da região, também sofre os impactos.  A fuligem que se deposita sobre as lavouras pode prejudicar a qualidade dos produtos. Enquanto a falta de chuvas dificulta o controle das queimadas e a recuperação das áreas afetadas., Além disso, plantações e pastagens atingidas pelas chamas, geram prejuízos consideráveis aos produtores.

    Além do impacto direto na produtividade agrícola, a poluição atmosférica também pode interferir nas atividades de polinização e prejudicar a saúde dos animais. Em algumas áreas, as queimadas têm atingido tamanha intensidade que matam gado e outros animais de criação.

    Governo se mobiliza

    As autoridades locais têm se mobilizado para combater os focos de incêndio, mas a situação continua crítica, com novos focos surgindo a cada dia. A expectativa é de que, com a chegada de chuvas previstas para as próximas semanas, a situação comece a melhorar. Até lá, a população do interior de São Paulo enfrenta um cenário difícil, em que o céu encoberto por fumaça e poeira se tornou uma lembrança constante da destruição causada pelas queimadas.

    O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) realizou um sobrevoo na manhã deste sábado (24) sobre regiões do interior de São Paulo atingidas por incêndios ocorridos na sexta-feira (23).

    A nuvem de poeira e fumaça que toma conta do céu no interior de São Paulo é um alerta sobre os desafios enfrentados pela agricultura e pela saúde pública na região. Com a combinação de fatores climáticos e práticas inadequadas, é crucial que medidas eficazes sejam implementadas para proteger as lavouras e garantir a saúde da população. Além disso, a conscientização e a adoção de práticas sustentáveis são fundamentais para enfrentar esse problema e preservar o meio ambiente.

    PAM – Programa de Aúxulio Mútuo

    O PAM é um programa que coordena ações para combater incêndios e minimizar riscos. Almir Torcato, gestor executivo da Canaoeste, explicou que a associação oferece aos membros um sistema de monitoramento via satélite. “Combatemos os incêncios com um plano integrado entre os produtores, utilizando informações de satélite. Monitoramos as propriedades dos associados e áreas públicas”, destacou Torcato.

    Queimadas mudam o cenário no interior de São Paulo

    Ele enfatizou que os produtores não têm interesse em incendiar suas plantações, uma prática abandonada desde 2017, quando o setor passou a adotar a colheita mecanizada. “O setor não mede esforços para combater os focos de incêndio, que prejudicam o meio ambiente e causam enormes prejuízos financeiros”, acrescentou.

    Torcato alertou para as condições climáticas que favorecem a proliferação de incêndios nesta época do ano. Além disso, ele destacou a necessidade de conscientização da população, especialmente sobre evitar o descarte de cigarros e a realização de churrascos em áreas próximas às plantações.

    Queimadas

    A Canaoeste emitiu uma nota de repúdio aos incêndios criminosos que vêm afetando propriedades rurais na região. No documento, a associação reforça que os produtores e usinas não são responsáveis pelos incêndios. Desde o protocolo “Etanol Mais Verde”, firmado em 2017, o setor se comprometeu com a preservação ambiental e a eliminação das queimadas como método de colheita.

    A associação também explicou os impactos dos incêndios nas lavouras de cana. “Um canavial atingido pelo fogo pode se deteriorar em poucos dias. Resultando em perda da qualidade dos açúcares, aumento de impurezas e decomposição dos tecidos vegetais, tornando a cana inadequada para o processamento industrial”, afirmou.

    Além disso, os incêndios ainda geram prejuízos econômicos diretos aos produtores, além de implicações legais. Em resumo, as multas podem variar de R$ 1.000,00 a R$ 7.000,00 por hectare queimado. Sem contar a obrigação de reparação dos danos ambientais e a responsabilização criminal.