Tag: clima

  • Mercado aquecido: Preço do etanol sobe em São Paulo

    Mercado aquecido: Preço do etanol sobe em São Paulo

    Os preços dos etanóis continuaram a subir na última semana no mercado spot de São Paulo. Entre os dias 17 e 21 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado registrou um valor de R$ 2,4113 por litro, já descontados ICMS e PIS/Cofins. Ou seja, um aumento de 3,14% em comparação com o período anterior. Para o etanol anidro, o Indicador atingiu R$ 2,7204 por litro, líquido de PIS/Cofins, uma elevação de 3,28% no mesmo período.

    Análise de mercado do etanol

    Pesquisadores do Cepea explicam que a movimentação dos negócios se intensificou devido às boas saídas de etanol hidratado no varejo, além da postura firme dos vendedores. Os produtores continuam vigilantes em relação ao clima seco que predominou nos últimos meses. De acordo com os especialistas do Cepea, embora essa condição climática favoreça as atividades agrícolas e industriais, ela também trará consequências negativas. Isso acontece pelo déficit hídrico, que deverá ser sentido em breve com a redução dos estoques do produto.

    De olho no clima

    Essa situação ressalta a importância de monitorar as condições climáticas e seus impactos no mercado de etanol, já que a oferta pode ficar comprometida se a seca persistir. Por enquanto, os preços seguem em alta, refletindo a atual dinâmica entre oferta e demanda no setor.

  • Inmet alerta: Rio Grande do Sul enfrenta mais chuva

    Inmet alerta: Rio Grande do Sul enfrenta mais chuva

    O Rio Grande do Sul deve ter chuva e queda acentuada de temperatura. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no decorrer desta segunda-feira (24/6), uma massa de ar frio seco desloca a instabilidade para o norte do estado e também para Santa Catarina e Paraná. Ou seja, o fenômeno causa chuva e temporais com rajadas de vento acima dos 60 quilômetros por hora. Há também chance de queda de granizo.

    Temperaturas

    Na terça-feira (25/6), a manhã será fria e com temperaturas abaixo dos 5ºC na serra e áreas do sul do Rio Grande do Sul, inclusive com chance de geada fraca. No fim do dia o tempo volta a instabilizar no estado devido ao recuo do sistema frontal que estava no Paraná.

    Tragédia no Rio Grande do Sul

    As recentes inundações no Rio Grande do Sul resultaram em perdas significativas para a agricultura. As estimativas apontaram prejuízos que podem ultrapassar a marca dos milhões de reais. Ou seja, o estado, um dos principais polos agrícolas do Brasil, enfrenta agora o desafio de recuperar a produtividade.

    A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul informou que as enchentes afetaram mais de 100 mil hectares de plantações, comprometendo culturas como soja, milho e arroz. “A situação é crítica. As enchentes inundaram severamente as áreas mais baixas, resultando na perda total das plantações em muitos casos”, afirmou Covatti Filho, secretário estadual da Agricultura.

     

  • Fonte de vitamina C: preços da laranja nas alturas

    Fonte de vitamina C: preços da laranja nas alturas

    Os preços da laranja continuam em alta, apesar da queda na demanda devido às temperaturas mais baixas. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a baixa disponibilidade da fruta para o mercado in natura mantém as cotações elevadas. Na parcial desta semana, de segunda a quinta-feira, a média da laranja pera na árvore atingiu R$ 86,99 por caixa de 40,8 kg, representando um aumento de 2,75% em comparação com o período anterior.

    Preço da lima ácida tahiti cai 13,32%

    A lima ácida tahiti também enfrenta desafios no mercado, além da laranja pera. O levantamento do Cepea, a qualidade limitada das frutas disponíveis tem afastado compradores, resultando em pressão sobre os valores. Entre segunda e quinta-feira, a variedade foi negociada a R$ 30,64 por caixa de 27 kg, colhida, o que representa uma queda de 13,32% em relação à semana anterior.

    O mercado de frutas cítricas está em geral com os preços em alta. Sendo assim, a disponibilidade e a qualidade influenciam diretamente as cotações. A laranja pera continua valorizada pela baixa oferta. Entretanto, a lima ácida tahiti. A lima sofre com a queda na procura devido à qualidade inferior das frutas disponíveis.

    Perspectivas futuras

    Os produtores e comerciantes devem se preparar para possíveis variações nas cotações, à medida que o mercado de frutas cítricas avança. Nesse sentido, a baixa disponibilidade de laranja pode continuar a sustentar preços elevados, enquanto melhorias na qualidade da lima ácida tahiti serão essenciais para recuperar seu valor no mercado. Além disso, um outro ponto a ser analisado são os grandes desafios do setor da citricultura; o clima. Sendo assim, os produtores enfrentam problemas como cancro cítrico e o greening que é a pior doença dos pomares. O Agro em Campo segue acompanhando com atenção o desenvolvimento dessas culturas, uma vez que o Brasil é o maior produtor global de suco de laranja e consequentemente maior exportador do produto.

  • Cuidado: vem mais aumento no preço dos alimentos

    Cuidado: vem mais aumento no preço dos alimentos

    A produção de grãos no ciclo 2023/2024 está estimada em 297,54 milhões de toneladas. O volume atual é 7% menor do que o da temporada anterior, portanto representa uma redução de 22,27 milhões de toneladas a serem colhidas. As condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras do país causaram essa quebra.

    Desempenho da segunda safra

    Apesar das adversidades, os cultivos de segunda safra estão apresentando melhores resultados. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quinta-feira (13), um aumento de 2,1 milhões de toneladas na estimativa de maio, destacando as produções de milho, algodão em pluma e feijão.

    Milho: principal cultura da segunda safra

    A produção de milho, principal cultura da segunda safra, está estimada em 88,12 milhões de toneladas. Conforme o Progresso de Safra da Conab, cerca de 7,5% da área semeada já foi colhida. Houve uma melhora na produtividade em algumas regiões importantes.

    Em estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte do Paraná, a redução e falta de chuvas afetaram negativamente o potencial produtivo. Em contraste, Mato Grosso, Pará, Tocantins e parte de Goiás apresentaram boas produtividades graças à distribuição favorável das chuvas e ao uso de tecnologia avançada pelos produtores. Com isso, a produção total de milho está estimada em 114,14 milhões de toneladas.

    Algodão: expectativa de crescimento

    As lavouras de algodão estão em estágios avançados de formação de maçãs e maturação. Nesta temporada, a área semeada está estimada em 1,94 milhão de hectares, um aumento de 16,9%. Consequentemente, A produção de algodão em pluma deve crescer 15,2%, podendo atingir 3,66 milhões de toneladas.

    Feijão: importante para o consumo dos brasileiros

    A produção total de feijão deve aumentar 9,7% na temporada 2023/2024, ultrapassando 3,3 milhões de toneladas. A segunda safra da leguminosa deve registrar um incremento de 26,3%, impulsionado pelo cultivo de feijão preto e caupi, com estimativas de 589,4 mil toneladas e 462,8 mil toneladas, respectivamente.

    O crescimento da produção de feijão preto é atribuído a uma melhora de 8,5% na produtividade e a um aumento de 63,5% na área cultivada, alcançando 331 mil hectares. Para o feijão caupi, a área cresceu 4,9%, enquanto a produtividade das lavouras melhorou 20,6%. Na terceira safra, aproximadamente 60% da área é irrigada, com o plantio em andamento.

    Arroz: expectativa e desafios

    A produção de arroz é outro produto crucial para o mercado interno. Nesse caso, ela está projetada em 10,395 milhões de toneladas. Em geral, houve um aumento na área plantada em comparação com a temporada anterior, motivado pela expectativa de bons preços. Contudo, os danos nas lavouras do Rio Grande do Sul podem comprometer o rendimento médio.

    Soja: impacto das condições climáticas

    Os produtores finalizaram a colheita da soja com uma produção estimada em 147,35 milhões de toneladas. Ou seja, houve  uma queda de 4,7% ou 7,26 milhões de toneladas em relação à safra anterior. Além disso, embora a área semeada tenha sido maior, as condições climáticas adversas também afetaram negativamente a produtividade média.

    Culturas de inverno: desafios no plantio de trigo

    O plantio das culturas de inverno já começou, com o trigo como principal produto. 46,8% da área destinada ao trigo foi semeada até o momento. O plantio começou em abril no Paraná, mas o excesso de umidade no Rio Grande do Sul, maior produtor de cereais de inverno, tem dificultado o manejo das áreas a serem semeadas.

    Projeções de mercado

    A Conab manteve quase estáveis as projeções para os principais produtos da safra 2023/2024, no 9º levantamento, comparando com o mês anterior. Os estoques de milho, algodão e feijão foram atualizados e houve ajuste no volume a ser colhido. O Agro em Campo segue acompanhando as tendências de mercado.

     

     

     

  • Preços do café fecham com tendência de alta em maio

    Preços do café fecham com tendência de alta em maio

    O mercado de café registrou fortes oscilações ao longo do mês de maio, mas fechou o período com uma tendência predominante de alta. A análise é dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). O suporte para esse cenário veio da possibilidade de uma menor oferta global do grão, com preocupações crescentes sobre o desenvolvimento da safra de robusta no Vietnã.

    Fique por dentro:

    De acordo com dados do CEPEA, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, encerrou o mês de maio cotado a R$ 1.286,07 por saca de 60 kg, registrando um avanço de 38,23 Reais por saca (ou 3,06%) no acumulado do mês. Esse cenário de alta persistiu mesmo com o progresso razoável da colheita no Brasil, conforme destacam os pesquisadores.

    No segmento do café robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, encerrou o mês de maio cotado a R$ 1.149,20 por saca de 60 kg, representando um aumento de 1,3% no período.

    O que vem pela frente?

    Diante desse cenário, o mercado segue atento às movimentações globais e aos desdobramentos das safras, tanto no Brasil quanto em outros importantes produtores. O ritmo da demanda e as condições climáticas continuam a ser fatores-chave que podem influenciar os preços nos próximos meses.

  • Condições produtivas no Vietnã elevam preços do café no Brasil

    Condições produtivas no Vietnã elevam preços do café no Brasil

    Apesar de a colheita de café ter sido iniciada no Brasil, o mercado doméstico tem apresentado reação nos preços, segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A influência vem do contexto internacional, em especial das condições produtivas do Vietnã.

    O país asiático, que é o maior produtor mundial de robusta, tem atravessado um período de clima seco, o que deve resultar em importantes consequências para a safra local. A possibilidade de a disponibilidade total de café ao fim da safra 2024/25 ficar aquém do necessário tem elevado os preços do café brasileiro. No Brasil, o clima tem ajudado no andamento da colheita, que ainda está ganhando ritmo.

    Levantamento do Cepea mostra que, até o momento, o total colhido equivale a menos de 20% da produção esperada. Tanto para o arábica quanto para o robusta, os relatos de grãos mais miúdos e com problemas de formação têm sido muito frequentes, mas essas condições podem melhorar conforme a colheita avançar.

    Cenário internacional

    Segundo os pesquisadores do Cepea, a influência vem do contexto internacional, em especial das condições produtivas do Vietnã. O país asiático, que é o maior produtor mundial de robusta, tem atravessado um período de clima seco, o que deve resultar em importantes consequências para a safra local.

    A possibilidade de a disponibilidade total de café ao fim da safra 2024/25 ficar aquém do necessário, por sua vez, tem elevado os preços do café brasileiro. Essa perspectiva de menor oferta global tem impactado diretamente o mercado interno brasileiro.

    Cenário nacional

    No Brasil, o clima tem ajudado no andamento da colheita, que ainda está ganhando ritmo. Levantamento do Cepea mostra que, até o momento, o total colhido equivale a menos de 20% da produção esperada.

    Tanto para o arábica quanto para o robusta, os relatos de grãos mais miúdos e com problemas de formação têm sido muito frequentes. Essas condições, no entanto, podem melhorar conforme a colheita avançar.

    Apesar desses desafios, o mercado doméstico tem apresentado reação nos preços, influenciado pelo cenário internacional e pelas condições produtivas do Vietnã. A perspectiva de menor oferta global tem impactado diretamente o mercado interno brasileiro, elevando os preços do café.