Tag: CEPEA

  • Preços da laranja sobem pela 10º semana seguida

    Preços da laranja sobem pela 10º semana seguida

    Os preços da laranja pera sobem pela 10ª semana consecutiva. Os pesquisadores do Cepea afirmam que a oferta de frutas no mercado in natura é bastante limitada. Além disso, há uma rápida redução do volume de laranjas precocemente.

    Preços da laranja

    Mesmo com a demanda reduzida devido ao clima ameno, os preços continuam subindo. Na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a média da pera na árvore é de R$ 91,16 por caixa de 40,8 kg, um aumento de 0,82% em relação ao período anterior. Além disso, a produção de laranjas no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro é baixa, enquanto a necessidade das fábricas de suco é alta. Ou seja, as fábricas encerraram a temporada 2023/24 com estoques bastante restritos.

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    Os estados de São Paulo e Minas Gerais, maiores produtores de laranja do Brasil, enfrentam uma safra desafiadora devido às condições climáticas adversas. Chuvas irregulares, secas prolongadas e altas temperaturas têm afetado a produção e a qualidade das frutas. Isso tem potencial de impacto significativo no mercado global, já que o Brasil é o maior produtor de laranja do mundo.

  • Arroba do boi gordo dispara: preço chega a R$ 230

    Arroba do boi gordo dispara: preço chega a R$ 230

    O preço da arroba do boi gordo, medido pelo Indicador CEPEA/B3, recuperou-se em julho, voltando a ser negociado a R$ 230. Pesquisadores do Cepea apontam que a baixa oferta de animais a pasto é a principal causa desse reajuste.

    Arroba do boi gordo

    Além disso, os preços da carne também registram aumento. Os especialistas do Cepea explicam que, além da redução no número de animais prontos para o abate, houve um leve crescimento no consumo doméstico.

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    Recorde de carne bovina no mercado

    No entanto, no acumulado do primeiro semestre, os preços do boi e de outras categorias de animais apresentaram queda. Esse movimento reflete a disponibilidade recorde de carne bovina no mercado. Segundo cálculos do Cepea, baseados em dados do IBGE e da Secex, o volume de carne disponível de janeiro a junho foi 14,43% maior do que no mesmo período do ano passado, totalizando cerca de 3,58 milhões de toneladas.

  • Negociações de arroz travadas no mercado interno

    Negociações de arroz travadas no mercado interno

    As negociações de arroz estão travadas. Na última semana, as negociações de arroz em casca no mercado spot nacional enfrentaram dificuldades. A disputa entre vendedores e compradores limitou os negócios.

    Segundo pesquisadores do Cepea, os orizicultores preferem vender a matéria-prima no porto de Rio Grande. As ofertas para exportação se mantêm mais vantajosas, mesmo com a queda recente do dólar.

    Negociações de arroz travadas

    No mercado interno, as transações foram pontuais. Os vendedores realizaram negócios conforme suas necessidades financeiras, na expectativa de uma valorização do arroz em casca. Do lado das unidades de beneficiamento, os preços de compra foram mantidos. Apenas aqueles com maior necessidade de reposição de estoques aceitaram pagar um pouco mais.

    A dificuldade na venda do arroz beneficiado, pressionada por varejistas e atacadistas, levou os agentes a adiar novas aquisições.

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  • Chuvas amenizam preocupação dos citricultores paulistas

    Chuvas amenizam preocupação dos citricultores paulistas

    As chuvas recentes em várias regiões citrícolas de São Paulo trouxeram alívio para os produtores de laranja. Apesar de ainda insuficientes, essas precipitações aliviaram a preocupação com os efeitos da seca nos pomares. Segundo o Cepea, nas áreas do sudoeste do estado, onde o volume de chuva foi maior, as floradas dos pomares de sequeiro devem começar a se abrir. No entanto, em regiões com chuvas restritas ou ausentes, ainda há necessidade de mais umidade para a indução das flores.

    As exportações brasileiras de suco de laranja também registraram queda. Na safra 2023/24, que vai de julho de 2023 a junho de 2024, o Brasil exportou um milhão de toneladas de suco de laranja em equivalente concentrado. Ou seja, uma redução de 8,1% em comparação com a temporada anterior, conforme dados do Comex Stat.

    Estas chuvas, apesar de moderadas, são um sinal positivo para os citricultores paulistas. Eles aguardam mais precipitações para garantir a produção e a qualidade das próximas safras.

    Brasil é o maior produtor mundial

    Os estados de São Paulo e Minas Gerais, maiores produtores de laranja do Brasil, enfrentam uma safra desafiadora devido às condições climáticas adversas. Chuvas irregulares, secas prolongadas e altas temperaturas têm afetado a produção e a qualidade das frutas. Isso tem potencial de impacto significativo no mercado global, já que o Brasil é o maior produtor de laranja do mundo.

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    Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG

    Preços das laranjas

    Os preços das laranjas continuam elevados no mercado de mesa, mesmo com a menor demanda causada pela queda nas temperaturas. Esse cenário se deve às altas na indústria e à baixa oferta restante.

  • Preços do algodão sobem no início de julho

    Preços do algodão sobem no início de julho

    Os preços do algodão em pluma no mercado doméstico registraram uma alta acentuada no início de julho. Pesquisadores do Cepea atribuem esse aumento à oferta restrita no mercado nacional e à maior demanda dos compradores, que passaram a oferecer valores mais altos para atrair os vendedores.

    Previsão de produção e preços do algodão

    Apesar da previsão de uma produção recorde de algodão na temporada 2023/24, os vendedores mantêm-se firmes em suas ofertas. Com a disponibilidade limitada, muitos preferem cumprir contratos a termo neste primeiro momento. No campo, de acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), até 4 de julho, apenas 7,2% da área estimada no Brasil havia sido colhida.

    Esta situação tem pressionado os preços para cima, com os compradores buscando garantir o produto diante da oferta restrita. Essa dinâmica deve continuar influenciando o mercado nas próximas semanas.

    Vale lembrar que o Brasil se tornou oficialmente o maior exportador mundial de algodão, superando os Estados Unidos pela primeira vez. O país comercializou 2,6 milhões de toneladas da pluma para o mercado internacional na safra 2023/2024. Embora celebrada, a liderança não é definitiva. Brasil e EUA devem seguir emparelhados ou se alternando no topo do ranking futuramente.

  • Agronegócio bate novo recorde de geração de emprego

    Agronegócio bate novo recorde de geração de emprego

    No primeiro trimestre de 2024, o agronegócio brasileiro empregou 28,6 milhões de pessoas, estabelecendo um novo recorde histórico na geração de empregos, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Este número representa 26,85% do total de ocupações no Brasil, um aumento em relação aos 26,67% do mesmo período de 2023.

    O crescimento no emprego no setor agro foi de 3,0%, somando cerca de 827 mil novos postos de trabalho. Enquanto isso, o aumento geral de empregos no Brasil foi de 2,3% ou 2,38 milhões de pessoas. O setor de agrosserviços registrou um crescimento de 9,9% no número de trabalhadores, contribuindo significativamente para o aumento geral do emprego no agronegócio.

    Este segmento inclui diversas atividades que suportam os setores de insumos, agropecuária e agroindústria, como transporte, armazenamento, comércio e serviços jurídicos e administrativos. O número de trabalhadores nas agroindústrias também cresceu 3,4%, adicionando 149.179 novas posições.

    Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que o aumento no emprego no agronegócio foi impulsionado por empregados com carteira assinada, refletindo uma maior formalização do trabalho, por trabalhadores com maior nível de instrução e pela crescente participação feminina no setor.

    Em relação às expectativas de safra e produção para 2024, especialistas esperam um ano produtivo, impulsionado por condições climáticas favoráveis e avanços tecnológicos. Esses fatores devem contribuir para um aumento na produção agrícola e, consequentemente, na geração de empregos no setor.

    Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro deve continuar a desempenhar um papel crucial na economia nacional, promovendo crescimento sustentável e inclusão social. E aumentando ainda mais as oportunidades de empregos no agronegócio.

    Acompanhe no Agro em Campo as principais notícias do agronegócio diariamente.

  • Preços do etanol seguem em alta há quatro semanas

    Preços do etanol seguem em alta há quatro semanas

    Os preços do etanol no mercado paulista registram alta contínua há quatro semanas. Pesquisadores do Cepea apontam que a demanda aquecida pelo biocombustível, que se mantém competitivo em relação à gasolina C, impulsiona essa valorização. Além disso, produtores de usinas permanecem firmes nos valores estabelecidos para novos contratos.

    Outro fator que sustenta os preços é o valor elevado do açúcar no mercado internacional, aliado ao dólar forte. Esse cenário leva as usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção de açúcar, reduzindo a oferta de etanol. Entre os dias 1º e 5 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou em R$ 2,5337 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), um aumento de 2,72% em relação ao período anterior. Já o etanol anidro teve alta de 6,32%, com o Indicador a R$ 2,9077 por litro (líquido de PIS/Cofins).

    Preços do etanol

    Mesmo com essas altas, os preços atuais ainda estão abaixo dos registrados em anos anteriores. Os Indicadores CEPEA/ESALQ mensais de junho de 2024 para o etanol hidratado e anidro (considerando spot e contratos) foram os menores das últimas três safras, em termos reais, ajustados pelo IGP-M de junho.

  • Junho registra recorde de preços e exportação de soja

    Junho registra recorde de preços e exportação de soja

    Os preços da soja no mercado interno brasileiro dispararam em junho, alcançando as maiores médias do ano em termos reais, segundo o IGP-DI de maio. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá chegou a R$ 138,92 por saca, enquanto o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná atingiu R$ 133,98 por saca de 60 kg. Esses valores representam aumentos de 2,1% e 2,4%, respectivamente, em relação a maio de 2024.

    Os pesquisadores do Cepea atribuem essa alta à forte demanda internacional pela soja brasileira e à valorização do produto no mercado externo. Além disso, muitos sojicultores têm resistido a vender grandes volumes. Eles apostam que a alta taxa cambial continuará a favorecer as exportações e, consequentemente, os preços internos do grão.

    No primeiro semestre de 2024, as exportações de soja somaram 64,13 milhões de toneladas, um recorde para o período e 2,2% acima do volume exportado no mesmo intervalo de 2023, de acordo com dados da Secex.

    Vale lembrar que um outro diferencial do Brasil é a sustentabilidade. A Embrapa estabeleceu diretrizes técnicas para a certificação da soja de baixo carbono, prometendo uma redução de 30% na pegada ambiental das produções que seguirem as orientações. Este avanço, além de promover a sustentabilidade, visa diversificar as exportações brasileiras, atualmente direcionadas majoritariamente para a China.

    A primeira versão do documento “Diretrizes Técnicas para Certificação Soja Baixo Carbono” foi publicada, delineando as premissas para a mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em sistemas agrícolas. Essas premissas estão sendo testadas em mais de 60 áreas agrícolas, distribuídas por cinco macrorregiões produtoras de soja, durante as safras de 2023/24 e 2024/25.

  • Boi valorizado – oportunidade para confinamento

    Boi valorizado – oportunidade para confinamento

    Com menos animais prontos para o abate, aliados a baixa disponibilidade de pastagem e ao dólar valorizado, as cotações da arroba seguem em bom patamar, neste começo de segundo semestre. De acordo com pesquisadores do Cepea, a arroba valorizada, aliada a baixa no preço do boi magro e milho, podem animar confinadores.

    A intenção em aumentar ou não o número de animais para engorda tem bastante influência também dos preços futuros do boi gordo (receita) na B3. Os ajustes indicam valores 6,5% maiores que os atuais para Outubro/24 e cerca de 10% acima para Novembro/24 e Dezembro/24.

    Quanto ao boi magro, levantamento do Cepea aponta tendência de queda desde fevereiro/21, perdendo, desde então, 41,1% do seu valor em termos reais. Para o milho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) esteve em R$ 57,02/sc de 60 kg em junho. Em termos reais, houve recuo de 13,5% sobre o de janeiro.

    No mesmo comparativo, o boi (Indicador CEPEA/B3) se desvalorizou 12,4%, com a média indo para R$ 220,70

    Confinamento deve crescer 2,5% em 2024

    O setor pecuário brasileiro está se preparando para um ano de expansão no confinamento de gado em 2024. De acordo com dados preliminares do Censo de Confinamento da DSM-Firmenich, os pecuaristas devem elevar em 2,5% o volume de gado com terminação em confinamento, chegando a 7,379 milhões de bovinos

    Um levantamento realizado pela Scot Consultoria em 180 confinamentos de 12 estados brasileiros apontou que 42,8% dos pecuaristas consultados esperam que o volume de animais confinados cresça em 2024. Por outro lado,  38,3% acreditam que deve ficar praticamente estável.

    O Mato Grosso lidera a atividade de confinamento no Brasil em 2023. O estado responde por 1,47 milhão de cabeças, um avanço de 3% em relação ao ano passado. Logo atrás aparecem São Paulo, com 1,19 milhão de cabeças confinadas, e Goiás, com 1,16 milhão.

    Com perspectivas positivas para o mercado da carne e a melhora na rentabilidade do confinamento, o setor pecuário brasileiro se prepara para um ano de expansão em 2024. O objetivo é consolidar a tendência de crescimento da produção intensiva de bovinos.

  • Uva branca sem semente bate recorde de preço

    Uva branca sem semente bate recorde de preço

    A uva branca sem semente do Vale do São Francisco (PE/BA) atingiu novo recorde de preço em junho, com média semanal de R$ 18,30/kg para a embalada. Apesar da demanda contida no final de junho, os preços das uvas seguiram em alta. Segundo pesquisadores da equipe Hortifrúti/Cepea, o impulso veio da baixa oferta.

    Assim, a média semanal (24 a 28/06) superou em 1,3% o valor do período anterior. Com os recentes e seguidos aumentos, a variedade fechou o mês de junho com o maior valor nominal da série histórica, iniciada em 2017.

    Por outro lado, a BRS vitória teve nova queda no preço, diante da oferta maior que a demanda, com média de R$ 5,33/kg no contentor (-5,9%). Mas atenção, há problemas relacionados à qualidade, como incidência de glomerella na negra sem semente, mesmo com a diminuição da umidade já há alguns meses.

    Variedade no Vale do São Francisco

    Em 2020, a Embrapa Semiárido (Petrolina, PE) apresentou a variedade BRS Tainá, uma uva desenvolvida especificamente para o Vale do São Francisco. A espécie exibe coloração branca, sabor neutro e agradável, além de ser uma variedade sem semente, uma das mais importantes características exigidas pelo mercado.

    O resultado é proveniente do cruzamento realizado em 2004 entre as cultivares internacionais Sugraone e Marroo Seedless, que fazem parte do Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Semiárido. Sendo assim, a BRS Tainá é fruto de um intenso esforço para disponibilizar aos produtores de uva do Vale uma cultivar branca sem os altos custos de licenciamento de plantio.

    Características uva BRS Tainá

    A nova variedade é vigorosa, com produtividade média estimada em 25 toneladas por hectare por ciclo. O período desde a poda até a colheita está em torno de 110 dias, com pequenas variações ao longo do ano, em função das condições climáticas.

    Os cachos apresentam tamanho médio, com peso de 270 gramas e medindo cerca de 15 x 10 centímetros. Portanto, a BRS Tainá se destaca ainda por apresentar características desejáveis em uvas para o consumo in natura, como crocância, bagas firmes, com boa aderência ao pedicelo e traços minúsculos e imperceptíveis de sementes.

    Foto: Divugação – Embrapa/Patrícia Ritschel

    O sabor é neutro e agradável, com uma relação equilibrada entre açúcares e acidez. Ou seja, é uma opção promissora e com grande potencial para se destacar no mercado de uvas de mesa brancas sem sementes.