Tag: CEPEA

  • Preços de carne de frango caem em maio devido à demanda enfraquecida

    Preços de carne de frango caem em maio devido à demanda enfraquecida

    Os preços médios de quase todos os produtos de origem avícola acompanhados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) devem encerrar maio abaixo dos verificados em abril.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da demanda enfraquecida por carne de frango na maior parte do mês; houve pequena reação apenas na semana que antecedeu o Dia das Mães.

    Quanto aos cortes e miúdos, dentre os pesquisados pelo Cepea, a tulipa congelada foi a que mais se desvalorizou de abril para maio (até o dia 28), em significativos 7,9%, no atacado da Grande São Paulo.

    Já no mercado de pintinho de corte, a baixa oferta de animais e a demanda externa aquecida têm impulsionado as cotações.

     

     

  • Alerta de tendência: preço do boi gordo continua em queda

    Alerta de tendência: preço do boi gordo continua em queda

    No cenário atual do mercado pecuário brasileiro, os preços do boi gordo continuam em declínio, conforme apontado por especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    Esta tendência de desvalorização é atribuída principalmente à maior oferta de animais no campo, impulsionada pelas condições favoráveis das pastagens, pelo término da safra e pelo comportamento de produtores que, temendo quedas mais acentuadas, têm optado por antecipar a entrega de seus animais.

    A dinâmica do mercado de carne na região atacadista da Grande São Paulo também reflete essa queda nos preços.

    Analistas do Cepea ressaltam que os valores da carne estão diretamente ligados ao equilíbrio entre a capacidade de consumo dos brasileiros e a disponibilidade de volume no mercado.

    As exportações em crescimento têm exercido um papel crucial ao evitar quedas mais expressivas nos preços da carne no mercado interno.

    Números confirmam tendência da primeira quinzena de maio

    Os números recentes confirmam a tendência observada ao longo da primeira quinzena de maio.

    Com escalas de abate prolongadas em diversos frigoríficos e a proximidade do clima mais frio, a expectativa é de um aumento na oferta de lotes remanescentes de animais a pasto.

    No período acumulado até o dia 14, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 registrou uma queda de 1,02%, encerrando em R$ 227.

    Já no mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina apresentou uma desvalorização de 0,8%, atingindo o valor de R$ 16,23/kg no mesmo dia.

    Esses dados evidenciam a atual dinâmica do mercado pecuário nacional, influenciada por fatores sazonais, comportamentais e econômicos, que impactam diretamente os preços do boi gordo e da carne.

  • Leite ao produtor segue em alta em 2024

    Leite ao produtor segue em alta em 2024

    O preço do leite captado em março registrou a quinta alta consecutiva, alcançando R$ 2,3290 por litro na “Média Brasil” do Cepea. Essa valorização se deve à redução da oferta no campo, que deve continuar a sustentar os preços.

    De acordo com pesquisas em andamento do Cepea, os valores do leite podem subir em torno de 5%, considerando-se a “Média Brasil”.

    Essa alta consecutiva no preço do leite ao produtor é um reflexo da oferta limitada no campo, que se deve à combinação de fatores como seca e calor, além da retração das margens dos pecuaristas.

    Isso tem acirrado a disputa entre laticínios e cooperativas por fornecedores, tornando a oferta ainda mais escassa.

    No entanto, a valorização do leite cru não foi repassada de forma igual para os preços dos derivados lácteos. As cotações do leite UHT e do queijo muçarela no atacado do estado de São Paulo subiram apenas 3,9% e 0,3% em março, respectivamente.

    Divulgação – Embrapa/Marcos La Falce

    Isso ocorre porque os canais de distribuição pressionam os laticínios por preços mais baixos, dificultando o repasse das altas da matéria-prima.Além disso, as importações de lácteos continuam a influenciar o mercado.

    Após três meses seguidos de queda, as importações voltaram a crescer em abril, enquanto as exportações caíram 60%. Isso resultou em um déficit de US$ 84,7 milhões.

    A margem bruta dos produtores também beneficiou-se da valorização do leite. Em abril, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira recuou 1,88% na “Média Brasil”, enquanto o preço do leite pago ao produtor aumentou.

    Essa combinação resultou em uma alta de 31% na margem bruta, equivalente a 12 centavos por litro de leite.

    Embora a expectativa seja que o ritmo de valorização do leite ao produtor perca força em abril, a oferta limitada e a disputa entre laticínios devem manter os preços elevados.

  • Alta no exterior sustenta valores do algodão no Brasil

    Alta no exterior sustenta valores do algodão no Brasil

    O mercado de algodão no Brasil tem sido influenciado recentemente pela alta demanda externa, que tem mantido os preços estáveis.

    De acordo com o Cepea, os bons registros de exportações de algodão norte-americanas em maio demonstram que o mercado internacional está procurando por mais pluma.

    Essa demanda externa tem levado a um aumento nos preços físicos no Extremo Oriente, o que, por sua vez, alavancou os valores do algodão na Bolsa de Nova York (ICE Futures).

    No Brasil, o levantamento do Cepea indica que as cotações do algodão tiveram apoio da maior paridade de exportação, mas a avançada colheita da temporada 2023/24, que promete uma boa produção, limitou as altas domésticas.

    Os pesquisadores do Cepea destacam que a recuperação nos preços internacionais também estimulou a realização de novos contratos a termo, tanto a valores fixos como a fixar posteriormente.

    Essa situação é um reflexo da dinâmica do mercado global, que tem sido influenciada pela demanda crescente de produtos de algodão.

    No entanto, a produção brasileira também tem sido um fator importante, pois a boa colheita da temporada atual deve contribuir para uma oferta mais abundante no mercado interno. Embora a alta demanda externa tenha mantido os preços estáveis, a oferta interna pode ajudar a controlar as altas domésticas, garantindo que o mercado brasileiro continue a funcionar de forma estável.

  • Condições produtivas no Vietnã elevam preços do café no Brasil

    Condições produtivas no Vietnã elevam preços do café no Brasil

    Apesar de a colheita de café ter sido iniciada no Brasil, o mercado doméstico tem apresentado reação nos preços, segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A influência vem do contexto internacional, em especial das condições produtivas do Vietnã.

    O país asiático, que é o maior produtor mundial de robusta, tem atravessado um período de clima seco, o que deve resultar em importantes consequências para a safra local. A possibilidade de a disponibilidade total de café ao fim da safra 2024/25 ficar aquém do necessário tem elevado os preços do café brasileiro. No Brasil, o clima tem ajudado no andamento da colheita, que ainda está ganhando ritmo.

    Levantamento do Cepea mostra que, até o momento, o total colhido equivale a menos de 20% da produção esperada. Tanto para o arábica quanto para o robusta, os relatos de grãos mais miúdos e com problemas de formação têm sido muito frequentes, mas essas condições podem melhorar conforme a colheita avançar.

    Cenário internacional

    Segundo os pesquisadores do Cepea, a influência vem do contexto internacional, em especial das condições produtivas do Vietnã. O país asiático, que é o maior produtor mundial de robusta, tem atravessado um período de clima seco, o que deve resultar em importantes consequências para a safra local.

    A possibilidade de a disponibilidade total de café ao fim da safra 2024/25 ficar aquém do necessário, por sua vez, tem elevado os preços do café brasileiro. Essa perspectiva de menor oferta global tem impactado diretamente o mercado interno brasileiro.

    Cenário nacional

    No Brasil, o clima tem ajudado no andamento da colheita, que ainda está ganhando ritmo. Levantamento do Cepea mostra que, até o momento, o total colhido equivale a menos de 20% da produção esperada.

    Tanto para o arábica quanto para o robusta, os relatos de grãos mais miúdos e com problemas de formação têm sido muito frequentes. Essas condições, no entanto, podem melhorar conforme a colheita avançar.

    Apesar desses desafios, o mercado doméstico tem apresentado reação nos preços, influenciado pelo cenário internacional e pelas condições produtivas do Vietnã. A perspectiva de menor oferta global tem impactado diretamente o mercado interno brasileiro, elevando os preços do café.