Tag: CEPEA

  • Preço do trigo atinge maior valor real no RS desde dez/22

    Preço do trigo atinge maior valor real no RS desde dez/22

    O preço do trigo registrou um aumento expressivo em julho, com destaque para o Rio Grande do Sul. O estado alcançou a maior média mensal desde dezembro de 2022, em termos reais (ajustado pelo IGP-DI de junho de 2024).

    Análise do preço do trigo

    Pesquisadores do Cepea atribuem esse cenário ao baixo excedente de trigo de boa qualidade e à menor umidade do solo ao longo do mês. No entanto, as chuvas nas áreas produtoras do RS interromperam o movimento de alta na última semana. Em julho, o preço médio do trigo no RS foi de R$ 1.468,41 por tonelada, superando em 3,3% o valor de junho e em 8,3% o de julho de 2023, também em termos reais.

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  • Preços dos ovos têm queda acentuada em julho

    Preços dos ovos têm queda acentuada em julho

    Os preços dos ovos comerciais registraram queda acentuada em julho. De acordo com os pesquisadores do Cepea, isso aconteceu devido a oferta maior do que a demanda no mercado interno. Com isso, o poder de compra dos avicultores de postura de São Paulo diminuiu. A queda nos valores dos insumos, como milho e farelo de soja, foi menos intensa, o que afetou ainda mais a rentabilidade dos produtores.

    Preços dos ovos

    Na região de Bastos (SP), o produtor conseguiu adquirir, em média, 139,9 quilos de milho ou 62,72 quilos de farelo de soja com a venda de uma caixa com 30 dúzias de ovos brancos tipo extra. Esses volumes são 7,1% e 5,3% menores que os registrados em junho. Para os ovos vermelhos, a compra média foi de 166,23 quilos de milho ou 74,52 quilos de farelo de soja por caixa vendida, representando quedas de 8% e 6,2% em comparação ao mês anterior.

    A diferença no ritmo de queda dos preços dos ovos e dos insumos pressionou o poder de compra dos avicultores. Em resumo, destacou o impacto das variações do mercado sobre a rentabilidade da atividade.

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  • Preços da laranja in natura e da tahiti registram nova alta

    Preços da laranja in natura e da tahiti registram nova alta

    Os preços da laranja in natura registraram nova alta no mercado. Pesquisadores do Cepea atribuem esse movimento à baixa oferta e à forte concorrência com o setor industrial. Entre segunda e quinta-feira desta semana, a laranja pera na árvore alcançou R$ 94,04 por caixa de 40,8 kg, um aumento de 1,75% em relação à semana anterior.

    A lima ácida tahiti também apresentou valorização no início do mês. Segundo o Cepea, a demanda pela fruta cresceu, impulsionando as cotações. Durante o mesmo período, a tahiti foi negociada a R$ 24,26 por caixa de 27 kg, colhida, um aumento de 7,17%. No entanto, há relatos de baixa oferta de frutas de qualidade, com muitas apresentando casca lisa e clara, de acordo com agentes consultados.

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    Suco

    Os problemas climáticos nas últimas cinco safras reduziram a oferta e valorizaram o produto. “A oferta de suco está abaixo da demanda”, explica Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR. Ele ressalta, contudo, a preocupante queda no consumo em mercados importantes.

    A Europa continua a ser o principal mercado para o suco brasileiro, com 504.299 toneladas embarcadas. Isso representa uma queda de 11,78% em relação às 571.621 toneladas do período anterior. Apesar disso, o faturamento no continente europeu aumentou 22,51%, atingindo US$ 1,38 bilhão. Contudo, o consumo da bebida na Europa recuou 0,23% na safra 2023/2024, de acordo com um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

  • Preços do suíno vivo e carne suína sobem há três meses

    Preços do suíno vivo e carne suína sobem há três meses

    Os preços médios do suíno vivo e da carne suína estão em alta há três meses consecutivos. Levantamentos do Cepea indicam que, até 30 de julho, a média do preço do suíno vivo é a maior desde abril de 2021. Ou seja, em termos reais, deflacionada pelo IGP-DI de junho de 2024. Portanto, o aumento se deve à maior procura por novos lotes de suínos para abate, tanto para atender à demanda interna quanto à exportação.

    As exportações de carne suína in natura também apresentam forte desempenho. A média diária de embarques nos primeiros 20 dias úteis de julho foi de 5,2 mil toneladas. Isso representa um crescimento de 10,5% em relação ao mês anterior e 15,7% em comparação ao mesmo período de 2023, segundo dados da Secex. Em resumo, se esse ritmo for mantido, julho poderá registrar um novo recorde, com 119,3 mil toneladas exportadas, o maior volume da série histórica da Secex, iniciada em 1997.

    Exportações no primeiro semestre

    As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram o melhor primeiro semestre da história, com total de 613,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, o dado supera em 4,1% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 589,8 mil toneladas.

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  • Safra global de trigo 2024/25 pode ser recorde

    Safra global de trigo 2024/25 pode ser recorde

    Os preços internacionais do trigo caíram nos últimos dias pela expectativa da safra global. A queda foi influenciada pela possível oferta mundial recorde na safra 2024/25.

    Influência da Rússia

    Pesquisadores do Cepea explicam que os preços vinham subindo devido à estimativa de menor produção na Rússia. Isso porque o país é o principal exportador mundial de trigo. A queda na área de cultivo e as condições climáticas desfavoráveis afetaram as lavouras russas.

    No entanto, novas projeções da consultoria SovEcon mudaram esse cenário. A safra russa deve aumentar de 84,2 para 84,7 milhões de toneladas. Portanto, esse aumento eleva o otimismo para uma oferta global histórica em 2024/25.

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    Argentina

    Números da Argentina também reforçam essa expectativa. Segundo a Bolsa de Cereales, a produção argentina deve alcançar 18,1 milhões de toneladas. Ou seja, esse valor é 19,8% superior ao da safra 2023/24.

    Brasil

    A produção brasileira de grãos deve atingir 299,27 milhões de toneladas na safra 2023/2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume representa uma queda de 6,4%, ou 20,54 milhões de toneladas a menos em relação ao ciclo anterior. Mesmo assim, a safra ainda será a segunda maior já colhida no país.

    Safra global de trigo

    Esses dados, analisados pelo Cepea, indicam que a oferta mundial de trigo será elevada na próxima temporada.

     

  • Oportunidade no agro: Cepea amplia coleta de informações

    Oportunidade no agro: Cepea amplia coleta de informações

    O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, está incorporando recursos tecnológicos para a captação de negócios e diversificando suas modalidades de “relacionamento” para identificar compras e vendas de bovinos realizadas no dia.

    Profissionais liberais, empresas e entidades que frequentemente tomam conhecimento de negócios realizados por terceiros podem informar tais negociações ao Cepea. O Cepea realizará a checagem e cadastramento da fonte primária. Após confirmar os detalhes e registrar o informante, a equipe do Cepea considerará o negócio para a amostra inicial do Indicador CEPEA/B3, seguindo os critérios metodológicos estabelecidos.

    Esses “agregadores de negócios” colaboram espontaneamente e recebem o mesmo tratamento dedicado aos demais colaboradores do Cepea.

    A primeira empresa a participar dessa modalidade é a agtech Agrobrazil, uma plataforma onde pecuaristas informam seus negócios e visualizam os detalhes das vendas e compras realizadas por outros participantes.

    Na plataforma Agrobrazil, a empresa checa as informações registradas com base no histórico, por WhatsApp ou telefone, diretamente com o pecuarista, e só então libera o acesso para todos os participantes. Usuários com perfil já validado pelo sistema têm suas informações compartilhadas logo após o registro. Além disso, a plataforma oferece aos participantes um parâmetro de como está o mercado praticamente em tempo real.

    Ao informarem seus negócios na plataforma, os usuários da Agrobrazil podem escolher se querem compartilhar suas informações também com o Cepea. Com o consentimento, a equipe do Indicador do Boi CEPEA/B3 recebe os dados por e-mail.

    Colaborador Cepea

    A equipe do Cepea verifica se o pecuarista já é “Colaborador Cepea”. Entretanto, caso não seja, ele será convidado a se tornar colaborador. Feito o cadastro, as informações do negócio são checadas. E se estiverem de acordo com a metodologia do Indicador CEPEA/B3 ou dos regionais, são incluídas na amostra inicial do Cepea. Esse conjunto de dados é submetido a análises estatísticas para obter o Indicador e as médias regionais.

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    O fundador da Agrobrazil, Caio Junqueira, enfatiza que a colaboração com o Cepea visa contribuir para a transparência do mercado, diminuindo a assimetria de informações na pecuária brasileira.

    Essa sistemática está aberta a outros profissionais e empresas interessados em participar da modalidade “agregador de negócios”. Basta manifestar interesse pelo e-mail [email protected], e o Cepea entrará em contato.

  • Preços da carne bovina caem no atacado

    Preços da carne bovina caem no atacado

    Os preços da carne bovina no atacado da Grande São Paulo registraram pequenas quedas nos últimos dias. Pesquisadores do Cepea apontam que os valores costumam enfraquecer na segunda quinzena do mês. Até o momento, não se observa impacto significativo da confirmação de foco da doença de Newcastle numa granja de frangos no Vale do Alto Taquari (RS) no mercado bovino.

    Preços da carne bovina

    Ao longo de julho, houve uma recuperação lenta das sucessivas baixas do primeiro semestre. Frigoríficos seguem preenchendo boa parte das escalas com animais já contratados. Em negociações spot, pecuaristas continuam firmes nos pedidos de preços maiores. Fora do estado de São Paulo, têm ocorrido alguns reajustes de preços.

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    Essas informações refletem a dinâmica atual do mercado bovino e os desafios enfrentados pelos frigoríficos e pecuaristas. As movimentações indicam que, apesar das quedas no atacado, o preço da arroba permanece estável.

     

  • Demanda internacional sustenta preços do arroz no Brasil

    Demanda internacional sustenta preços do arroz no Brasil

    A demanda internacional tem impactado o preço do arroz no Brasil. Compradores estão mais ativos no mercado de arroz em casca do Rio Grande do Sul para atender à demanda externa aquecida. Essa movimentação tem sustentado os preços na maioria das regiões monitoradas pelo Cepea.

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    Demanda internacional

    Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada indicam que os importadores demonstram grande interesse pelo arroz brasileiro, priorizando a aquisição do produto beneficiado.

    No entanto, há um longo período até a chegada da nova safra. Por isso, vendedores seguem retraídos, o que fortalece ainda mais os preços no mercado interno.

    Preços do arroz

    O governo federal formalizou um acordo histórico com produtores e indústria do arroz. O objetivo é monitorar de perto o abastecimento e os preços do grão em todo o Brasil.

    O acordo estabelece que a Câmara Setorial do Arroz, em conjunto com a Conab, irá criar um grupo de trabalho dedicado a monitorar de perto o comportamento do mercado de arroz. Ou seja, semanalmente, a Conab realizará levantamentos de preços. Caso detecte aumentos significativos, a Câmara Setorial será comunicada e consequentemente deve mobilizar o setor produtivo e industrial. Ou seja, o foco será estabilizar os preços e garantir o abastecimento nas áreas afetadas.

  • Exportações crescem 9% e faturamento avança 3% no quadrimestre

    Exportações crescem 9% e faturamento avança 3% no quadrimestre

    O agronegócio brasileiro mantém seu vigor ao atender às demandas internas e externas por fibras, alimentos e energia. De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP, baseadas em dados do MDIC e Siscomex, o faturamento com exportações agropecuárias alcançou US$ 52 bilhões entre janeiro e abril deste ano. Isso representa um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2023.

    Exportações crescem 9%

    Pesquisadores do Cepea destacam que o aumento no faturamento está ligado ao crescimento de 9% no volume exportado pelo Brasil no primeiro quadrimestre. Esse crescimento ocorreu apesar de uma queda de 6% nos preços em dólar. As exportações do setor foram impulsionadas pelo algodão, cujo volume exportado cresceu 230% em comparação com o mesmo período de 2023. Outros produtos com aumento significativo nas vendas externas incluem açúcar (+80%), café (+50%), carne bovina in natura (+41%), farelo de soja (+21%), soja em grãos (+10%), papel (+24%) e carne suína (+3%).

    A China permanece como o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, embora sua participação no valor total das exportações tenha diminuído. Em contrapartida, os Estados Unidos e países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, aumentaram suas participações. Outros países que intensificaram as relações comerciais com o Brasil incluem Índia, Egito, México e Turquia.

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    Expectativas para 2024

    Os pesquisadores do Cepea preveem que a demanda por alimentos, fibras e energia continuará forte em 2024. Mesmo com perspectivas de taxas de crescimento mais baixas para as principais economias mundiais, o aumento da população mundial e da renda dos países importadores deve sustentar a demanda.

    No lado da oferta, a atenção nos próximos meses se voltará para a evolução da colheita no Hemisfério Norte. Enquanto isso, países do Hemisfério Sul, como Brasil e Argentina, concluirão a colheita de grãos e se prepararão para o novo ciclo produtivo de 2024/25. Qualquer variação na oferta mundial em relação às expectativas do mercado poderá impactar os preços internacionais dos produtos agropecuários.

     

  • Exportações do agronegócio continuam crescendo

    Exportações do agronegócio continuam crescendo

    O agronegócio brasileiro continua a se destacar no cenário global de exportações, atendendo às demandas internas e externas por fibras, alimentos e energia. De acordo com pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, e dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o faturamento com as vendas externas de produtos agropecuários alcançou US$ 52 bilhões de janeiro a abril de 2024, representando um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Os pesquisadores do Cepea apontam que o crescimento no faturamento está relacionado a um aumento de 9% no volume exportado, apesar de uma queda de 6% nos preços em dólar. Os principais produtos que impulsionaram as exportações incluem o algodão, com um impressionante crescimento de 230% no volume exportado, seguido pelo açúcar (+80%), café (+50%), carne bovina in natura (+41%), farelo de soja (+21%), soja em grãos (+10%), papel (+24%) e carne suína (+3%).

    Fonte: CEPEA

    Destinos das Exportações

    A China continua sendo o maior parceiro comercial do agronegócio brasileiro, embora tenha visto uma diminuição na sua participação no valor total dos embarques. Em contrapartida, os Estados Unidos e países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, aumentaram sua participação nas importações. Outros países que têm ampliado suas relações comerciais com o Brasil incluem Índia, Egito, México e Turquia.

    Expectativas para 2024

    Pesquisadores do Cepea acreditam que a demanda por alimentos, fibras e energia deverá permanecer forte em 2024. Apesar das projeções de crescimento mais modesto para as principais economias globais, o aumento da população mundial e o crescimento da renda nos países importadores devem sustentar essa demanda.

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    No que diz respeito à oferta, a atenção nos próximos meses se voltará para a colheita no Hemisfério Norte, enquanto o Brasil e a Argentina se preparam para finalizar a colheita de grãos e iniciar um novo ciclo produtivo em 2024/25. Mudanças na oferta global em comparação com as expectativas do mercado podem impactar os preços internacionais dos produtos agropecuários.

    Com esses dados, fica evidente que o agronegócio brasileiro não apenas desempenha um papel crucial na economia nacional, mas também se posiciona como um protagonista no comércio internacional, contribuindo significativamente para a balança comercial do país.