Tag: Cacau

  • Produção de cacau cresce no Estado de São Paulo

    Produção de cacau cresce no Estado de São Paulo

    Os clones de cacau CCN51, PS1319 e BN34, adaptados ao clima paulista, apresentam grande potencial produtivo. Essas cultivares fazem parte do Programa Cacau SP, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), em parceria com o Instituto de Tecnologia dos Alimentos (ITAL) e a Apta Regional. As plantas se desenvolveram bem, atraindo o interesse dos produtores rurais, especialmente na região de São José do Rio Preto.

    Para o produtor Diego Francisco Ferreira da Silva, o cultivo de cacau representa uma oportunidade para diversificar a renda e agregar valor a uma cultura promissora. Durante a pandemia, em 2020, Diego intensificou sua participação nas atividades agrícolas da família, na propriedade localizada em Mendonça. Em 2021, a família trabalhava com silagem, pecuária leiteira e plantio de grãos. Por sugestão dos técnicos da CATI, Diego decidiu conhecer melhor o cultivo de cacau.

    Em 2024, a família destinou um hectare para plantar as primeiras mil mudas de cacau, em sistema consorciado com bananeiras. “O sistema se mostrava vantajoso, pois teríamos renda já nos primeiros anos e agregava valor numa cultura promissora, que ainda estava por vir”, afirma Diego. Agora, eles expandem a área cultivada para mais um hectare e esperam colher a primeira safra no início de 2026. A propriedade, chamada Rancho do Cacau, já desenvolve um projeto voltado à produção de chocolates.

    “Trabalhamos por meio da agricultura familiar e o cacau se tornou algo atrativo comercialmente. Além disso, também abrimos as portas para o turismo rural. Queremos divulgar um pouco mais sobre a cultura da amêndoa, desenvolver experimentos e dados científicos”, reforça Diego.

    Crescente interesse pelo cacau paulista

    O Programa Cacau SP também atrai produtores de outras regiões do Brasil, como Joilson dos Santos de Jesus, técnico agrícola e produtor de cacau que saiu de Igrapiúna, Bahia, em busca de mais conhecimento e oportunidades em São Paulo. Ele se surpreendeu positivamente com a região de Rio Preto.

    A empresária Renata Martucci, de Jaboticabal, também se interessou pelo programa. Antes, sua matéria-prima vinha da região baiana de Ilhéus, o que gerava problemas de fornecimento pela longa distância. Após conhecer o Cacau SP, Renata mudou de fornecedor. “Essa proximidade com os produtores encurta distâncias e sana alguns gargalos que tínhamos quanto à matéria-prima”, explica. Adepta do movimento Bean to Bar e da produção sustentável, ela produz chocolates artesanais sem adição de ingredientes artificiais.

    Programa Cacau SP

    Atualmente, o cacau já cresce em 60 propriedades distribuídas em 38 municípios paulistas, todas apoiadas pelo Programa Cacau SP, conforme explica Fernando Miqueletti, diretor da CATI Rio Preto. As regionais da CATI com propriedades cultivando cacau incluem Andradina, Araçatuba, Araraquara, Avaré, Barretos, Campinas, Catanduva, Dracena, Jales, Limeira, Marília, Mogi Mirim, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, Rio Preto e Votuporanga. “Este fato mostra a crescente evolução do programa, que tem ampliado sua capilaridade por boa parte do estado”, destaca Fernando.

    Fioravante Stucchi Neto, assistente agropecuário da CATI, informa que o cacau começa a produzir aos três anos, aumentando a produção até os cinco anos. “Em áreas experimentais, já colhemos de dois a três mil quilos da fruta por hectare, superando a média nacional de 350 quilos por hectare”, aponta. Ele lembra que a região de Rio Preto cultiva cacau desde 2012, integrado à seringueira.

    Em parceria com o ITAL, a CATI capacita produtores no pós-colheita e no processamento das amêndoas, permitindo a produção de chocolate, farinhas, chás e achocolatados. Além da venda direta para fábricas ou consumidores finais, Fioravante destaca que os produtores podem firmar parcerias com governos municipais para inserir os produtos na merenda escolar. “Um bom exemplo ocorre em Mendonça, onde os produtores de cacau já atendem 50% das escolas da cidade”, ressalta.

    Unidade de manejo e processamento das amêndoas

    Para facilitar o processamento, a CATI criou uma unidade de manejo e processamento das amêndoas em Mendonça, equipada com descascador, torrador e moedor, disponíveis para uso dos produtores. O órgão oferece cursos gratuitos, orientação técnica e assessoria completa para o cultivo de cacau. Tudo isso com foco na sustentabilidade e na ampliação da rentabilidade no campo. O cacau pode crescer isoladamente ou integrado a outras culturas, como seringueira, banana ou sistemas agroflorestais.

    Além disso, a CATI Sementes e Mudas resolveu um gargalo importante na cadeia produtiva do cacau: a qualidade das mudas. O viveiro em Pederneiras produz até 100 mil mudas por ano, incluindo estacas, enxertia e mudas micropropagadas. A equipe também orienta e forma viveiristas para ampliar a produção de mudas de cacau em São Paulo, fortalecendo a extensão rural.

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  • Cacau sobe 6,89% em abril com efeito sazonal da Páscoa

    Cacau sobe 6,89% em abril com efeito sazonal da Páscoa

    O preço internacional do cacau apresentou alta de 6,89% em abril, segundo relatório mensal de commodities da GEP Costdrivers. O movimento já era esperado devido à sazonalidade da Páscoa, que historicamente impulsiona a demanda por chocolates e seus derivados. Apesar da recuperação no mês, a commodity ainda acumula queda de 17,53% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os preços estavam em nível recorde.

    No mercado interno, o efeito sazonal também influenciou o desempenho: os preços domésticos subiram 47,39% em abril, com avanço acumulado de 31,46% nos últimos 12 meses. Já as importações brasileiras de cacau, em valores, aumentaram 155,61% na comparação anual, indicando maior dependência externa da amêndoa para abastecimento da indústria.

    “A alta de abril reflete um momento pontual de demanda aquecida, mas os contratos futuros continuam projetando queda, com base na expectativa de uma safra global mais robusta ao longo do ano”, explica Isadora Araújo, economista da GEP Costdrivers. “Além disso, a previsão de queda na moagem mundial indica um ritmo mais lento no consumo, o que reforça o viés de baixa para os preços no médio prazo.”

    Outros destaques do mês:

    • Café: registrou queda de -3,80% no preço internacional, relacionada aos impactos da Guerra Tarifária sobre o mercado de commodities. Apesar disso, a tendência de alta anual se mantém, com previsão de demanda externa crescente e recuo dos estoques globais.
    • Milho: os preços seguem em retração mensal, em linha com a chegada da colheita da segunda safra no Brasil. No entanto, na comparação anual, permanecem elevados, com crescimento das exportações brasileiras e balanço global desequilibrado.
    • Algodão: os contratos internacionais registraram leve alta, mas seguem mostrando queda na comparação anual, sustentada pelas projeções do USDA de balanço global positivo. Vale lembrar que o produto também pode gerar mais receita de exportação para o Brasil, impulsionado pela Guerra Comercial entre EUA e China.
    • Soja: no mercado internacional foi observada alta mensal de +2,06%, com queda de -11,61% em relação ao mesmo período de 2024. Já o preço doméstico apresentou alta mensal de +1,58%, o que se refletiu em uma elevação anual de +5,96%. Assim como ocorreu com o café e o milho, a demanda externa mais aquecida elevou o preço da soja. Isso está diretamente relacionado à guerra comercial entre EUA e China.

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  • Bahia consolida liderança nas exportações agrícolas do Nordeste

    Bahia consolida liderança nas exportações agrícolas do Nordeste

    A Bahia mantém sua posição de destaque no agronegócio do Nordeste ao alcançar US$ 1,5 bilhão em exportações agrícolas entre janeiro e março de 2025, superando o total combinado dos demais estados da região, que somaram US$ 1,44 bilhão. Os dados do Sistema Agrostat do Ministério da Agricultura e Pecuária confirmam a força e competitividade do setor agropecuário baiano.

    O agronegócio baiano exporta para mais de cem países e cresceu 9,15% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de US$ 1,37 bilhão para US$ 1,5 bilhão. O destaque fica com o cacau e seus derivados, que registraram aumento expressivo de 174,43% nas exportações.

    O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, atribui o crescimento à abertura de novos mercados internacionais, especialmente na Ásia, que impulsionam as vendas de produtos como algodão, soja, café e cacau. Segundo ele, a diversidade da produção, aliada a altos padrões de qualidade e sustentabilidade, resulta do esforço conjunto entre governo, setor produtivo e investimentos em tecnologia e infraestrutura.

    O café também apresentou crescimento significativo, com alta de 144%, seguido por fibras e produtos têxteis (13,7%) e papel e celulose (7,5%). As exportações de café e especiarias cresceram 165,44%, representando 7,14% do total exportado pelo estado no trimestre.

    Profissionalização

    Odacil Ranzi, produtor rural e empresário com mais de 40 anos no agronegócio da Bahia, destaca que o avanço do setor decorre da profissionalização no campo, uso intensivo de tecnologia, confiança na ciência e parcerias com os governos estadual e federal. Ele ressalta que o agricultor baiano hoje trabalha com base em dados, faz gestão com indicadores e adota práticas sustentáveis que respeitam o meio ambiente.

    No cenário nacional, o agronegócio brasileiro registrou exportações de US$ 37,8 bilhões no primeiro trimestre de 2025. Esse é o maior valor já registrado para o período, com crescimento de 2,1% em relação a 2024. O superávit do setor atingiu US$ 32,6 bilhões.

    Quanto aos destinos, o cacau e seus derivados da Bahia são exportados para Argentina, Estados Unidos e União Europeia. A soja vai principalmente para a China, França, Europa e Taiwan. O algodão baiano, reconhecido pela qualidade, abastece mercados como China, Bangladesh, Egito, Estados Unidos e Paquistão. As frutas, como manga e uva, têm como destino Espanha, Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos. Produtos florestais, como celulose e madeira serrada, são exportados para China, Bélgica, Estados Unidos, Itália e Holanda.

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  • Cacauicultores do Futuro: programa amplia capacitação de jovens agricultores de MG

    Cacauicultores do Futuro: programa amplia capacitação de jovens agricultores de MG

    A Nestlé Brasil expandiu o Programa Cacauicultores do Futuro para Minas Gerais, promovendo, entre os dias 6 e 8 de maio, uma imersão em Janaúba (MG) voltada à capacitação de 40 jovens produtores rurais e estudantes interessados em iniciar ou fortalecer sua atuação na cadeia do cacau. A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Ampliê, faz parte do Nestlé Cocoa Plan – maior programa de sustentabilidade da cacauicultura no país – e tem como foco incentivar a sucessão familiar, a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o uso de tecnologias inovadoras no campo.

    A 6ª edição do Cacauicultores do Futuro reuniu jovens de 18 a 29 anos, filhos de produtores, profissionais do setor e estudantes de graduação e pós-graduação. A programação incluiu conteúdos teóricos e práticos sobre produção sustentável, agricultura regenerativa e inovação no campo. Além de visitas a propriedades modelo, onde foram apresentadas soluções eficientes e sustentáveis para o cultivo do cacau.

    Segundo Igor Mota, gerente de agricultura para cacau na Nestlé Brasil, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com a formação de novas lideranças rurais e o desenvolvimento econômico das comunidades. “Apoiar os jovens é essencial para garantir a continuidade e a evolução da cadeia do cacau com responsabilidade social e ambiental”, destaca Mota.

    Minas Gerais como nova fronteira do cacau

    A região Norte de Minas Gerais vem se consolidando como uma nova fronteira agrícola para o cacau, impulsionada por iniciativas como o Cacauicultores do Futuro. Os participantes tiveram acesso a debates com especialistas, análises de mercado e troca de experiências. E com isso, fortalecendo o protagonismo dos jovens na construção de um setor mais inovador e sustentável.

    Com a edição em Minas Gerais, o programa já impactou cerca de 240 jovens em todo o Brasil. As edições anteriores foram realizadas nos estados do Espírito Santo, Bahia, Pará e Rondônia. O Nestlé Cocoa Plan, lançado globalmente em 2009 e presente no Brasil desde 2010, já certificou mais de 6.500 fazendas no país. Sempre promovendo padrões sustentáveis, assistência técnica e premiação financeira para produtores que adotam boas práticas ambientais e sociais.

    Sobre o Nestlé Cocoa Plan

    O Nestlé Cocoa Plan tem como objetivo alcançar 100% de cacau sustentável até 2025, promovendo agricultura regenerativa, recuperação de solos e recursos hídricos. Além de garantir o cumprimento de normas trabalhistas e de direitos humanos. Marcas como KitKat, Alpino, Talento e Prestígio já utilizam cacau certificado pelo programa, que oferece suporte técnico contínuo, treinamentos e análise de solo para os produtores parceiros.

    O Instituto Ampliê é parceiro da Nestlé na execução do programa. E atua há mais de 10 anos impulsionando o agronegócio brasileiro por meio de eventos, projetos e ações alinhadas à realidade do campo. Sempre promovendo inovação, qualidade de vida e crescimento sustentável para as comunidades rurais.

    Com a chegada do Cacauicultores do Futuro a Minas Gerais, a Nestlé reforça seu papel no desenvolvimento de uma cacauicultura mais sustentável, inovadora e conectada com as novas gerações de produtores.

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  • Cacau amazônico ganha destaque em cadeia produtiva regenerativa no Pará

    Cacau amazônico ganha destaque em cadeia produtiva regenerativa no Pará

    A produção de cacau na Amazônia está alcançando novos patamares com sistemas que unem regeneração ambiental e geração de renda para comunidades tradicionais. No Pará, 189 famílias agroextrativistas fornecem a matéria-prima para uma iniciativa que está recuperando 8.116 hectares de áreas degradadas por meio do cultivo em sistemas agroflorestais (SAFs).

    O modelo combina cacaueiros com espécies nativas como castanha-do-pará, taperebá e ipê, mantendo a floresta em pé enquanto garante produção sustentável. A técnica não só melhora a fertilidade do solo, como também oferece uma alternativa econômica viável ao desmatamento – especialmente relevante em um ano em que o Brasil sediará a COP30, com foco na bioeconomia amazônica.

    A cadeia produtiva envolve cooperativas como a CEPOTX, de Altamira (PA), que recebem assistência técnica e acesso a crédito para aprimorar práticas agrícolas e obter certificações. O processamento das amêndoas é feito no Ecoparque da Natura em Benevides (PA), onde se transformam em manteiga e essência – mas o grande diferencial está na origem: um cacau cultivado sem avanço sobre novas áreas de floresta.

    Além do impacto socioambiental, o cacau amazônico chama atenção por seu potencial cosmético. Estudos in vitro indicam que seus bioativos podem estimular a produção de colágeno em até 2x. Um atributo que vem sendo explorado em produtos de cuidados pessoais.

    A iniciativa reforça um movimento crescente na região: aliar conhecimento tradicional com técnicas regenerativas para produzir cacau de qualidade, gerar renda e, ao mesmo tempo, conservar a Amazônia. Com a demanda global por cacau sustentável em alta – e a crise produtiva na África Ocidental –, modelos como esse podem indicar um caminho para o futuro da cacauicultura brasileira.

    Empresa de cosméticos amplia impacto regenerativo com nova linha à base de cacau amazônico

    A Natura acaba de lançar a linha Ekos Cacau, que utiliza bioativos da Amazônia como principal ingrediente. Assim, reforçando seu compromisso com a regeneração ambiental e social. O cacau, cultivado por 189 famílias de comunidades agroextrativistas no Pará, é usado pela primeira vez na marca. E representa um avanço na valorização da sociobiodiversidade amazônica.

    Linha Ekos Cacau beneficia 189 famílias no Pará e fortalece bioeconomia na Amazônia, alinhando-se aos debates da COP30 no Brasil.

    O lançamento ocorre em um ano estratégico para o Brasil, que sediará a COP30 em Belém (PA), e destaca a bioeconomia como alternativa ao desmatamento.

    Cultivo regenerativo: cacau em sistemas agroflorestais

    O cacau usado pela Natura é produzido em Sistemas Agroflorestais (SAFs), uma técnica que combina:

    • Cacaueiros
    • Espécies nativas (castanha-do-pará, taperebá, ipê)
    • Recuperação de áreas degradadas

    Essa prática já contribui para a conservação de 8.116 hectares de floresta, além de melhorar a fertilidade do solo e evitar novos desmatamentos. “Sustentar a vida e o planeta já não basta – é preciso regenerar”, afirma Angela Pinhati, Diretora de Sustentabilidade da Natura.

    Impacto social: parcerias que transformam

    A Natura mantém há 25 anos relações com comunidades da Amazônia, impactando mais de 10 mil famílias e ajudando a preservar 2,2 milhões de hectares de floresta (equivalente a 14 cidades de São Paulo).

    A principal fornecedora de cacau para a Ekos é a Cooperativa CEPOTX, de Altamira (PA). A parceria vai além da compra da matéria-prima:

    • Assistência técnica para certificação regenerativa
    • Programas de incentivo financeiro
    • Acesso a crédito via Mecanismo Financeiro Amazônia Viva (parceria com Funbio e VERT Securitizadora)

    “Queremos um modelo justo, que valorize o trabalho das comunidades”, diz Mauro Costa, Gerente Sênior de Suprimentos da Natura.

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  • Maior fazenda de cacau no mundo será no Brasil

    Maior fazenda de cacau no mundo será no Brasil

    No oeste da Bahia, o agricultor Moises Schmidt está desenvolvendo a maior plantação de cacau do planeta, com irrigação e fertilização em larga escala. O projeto pode reposicionar o Brasil no mercado global, dominado atualmente pela África Ocidental.

    Em meio ao cerrado do oeste baiano, o agricultor Moises Schmidt está construindo o que promete ser a maior fazenda de cacau do mundo – um empreendimento de US$ 300 milhões que pode transformar a produção do principal ingrediente do chocolate.

    Seu plano é cultivar cacaueiros de alto rendimento, totalmente irrigados e adubados, em uma área maior que a ilha de Manhattan. Se o plano der certo, o Brasil – berço original do cacau – pode retomar seu protagonismo no mercado global, hoje dominado por Costa do Marfim e Gana.

    “Acredito que o Brasil se tornará o celeiro mundial do cacau”, disse Schmidt em entrevista recente, enquanto caminhava entre fileiras de cacaueiros jovens em sua propriedade na região Centro-Norte do país.

    Um mercado em crise – e uma oportunidade para o Brasil

    Enquanto a África Ocidental enfrenta quedas consecutivas na produção (devido a mudanças climáticas, doenças e plantações envelhecidas), os preços do cacau quase triplicaram em 2024, atingindo um recorde de US$ 12.931 por tonelada em dezembro.

    Moises Schmidt também é presidente da AIBA e diretor da FAEB.

    Para Schmidt e outros agricultores brasileiros, essa crise é uma janela de oportunidade. Sua empresa familiar, Schmidt Agricola, começou a se preparar para o cultivo de cacau em 2019, prevendo um déficit futuro de oferta. “Só não imaginávamos que aconteceria tão rápido”, afirmou.

    Fazendas gigantes vs. agricultura tradicional

    A fazenda planejada por Schmidt terá 10 mil hectares – um contraste gritante com as pequenas plantações da África Ocidental (que raramente ultrapassam algumas dezenas de hectares).

    A estratégia é aplicar técnicas de agricultura em larga escala, semelhantes às usadas em soja e milho:

    •  Irrigação mecanizada
    •  Adensamento de plantas (1.600 pés por hectare, contra 300 no cultivo tradicional)
    •  Fertilização e controle de pragas otimizados

    “A única etapa não mecanizada ainda é a colheita dos frutos”, explica Schmidt.

    Produtividade recorde e desafios

    As primeiras áreas plantadas (400 hectares) já apresentam produtividade 10 vezes maior que a média brasileira: 3.000 kg/hectare, com meta de ultrapassar 4.000 kg/ha. Em comparação, a Costa do Marfim, maior produtora global, tem média de apenas 500 kg/ha.

    No entanto, especialistas alertam para riscos:

    • Monocultura de clones pode aumentar vulnerabilidade a doenças (como a “vassoura-de-bruxa”, que devastou plantações nos anos 1980).
    • Dúvidas sobre a qualidade do cacau cultivado a pleno sol (já que frutos sombreados são considerados superiores em sabor).

    Empresas como Cargill e Barry Callebaut já fecharam parcerias com projetos no oeste baiano. A Mars (fabricante de M&Ms e Snickers) também mantém campos experimentais na região.

    “A Bahia tem topografia plana, solos férteis e água abundante – condições ideais”, diz Luciel Fernandes, da Mars.

    Se os preços se mantiverem altos, especialistas acreditam que o Brasil pode expandir sua área cultivada para 500 mil hectares em uma década, produzindo 1,6 milhão de toneladas/ano – um salto em relação às atuais 200 mil toneladas. “O mercado precisa de fontes alternativas de produção, e o Brasil é uma opção natural”, afirma Marcelo Dorea, analista do setor.

    Será esse o renascimento do cacau brasileiro? O tempo – e os investimentos – dirão.

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  • Demanda firme eleva preço do cacau em Nova York

    Demanda firme eleva preço do cacau em Nova York

    A demanda por cacau segue forte na Europa e pressiona os preços na Bolsa de Nova York. Nesta quinta-feira (17), os contratos para julho subiram 3,61%, alcançando US$ 8.295 por tonelada.

    Produção do cacau em queda

    Apesar de uma leve queda no processamento, o consumo europeu continua aquecido. Segundo a Associação Europeia do Cacau (ECA), a moagem no primeiro trimestre totalizou 353,52 mil toneladas. O volume representa um recuo de apenas 0,96% frente ao mesmo período de 2023. Em geral, esse desempenho abaixo do esperado aumenta as incertezas no mercado global. Ao mesmo tempo, a recuperação da oferta para esta safra ainda parece distante. A safra intermediária na Costa do Marfim deve ser menor que a do ano anterior. Portanto, mesmo com recuo em relação ao pico de US$ 12,5 mil por tonelada, os preços seguem altos.

    Café recua após cinco sessões de alta

    Depois de cinco altas seguidas, o café arábica registrou queda nesta quinta-feira. Em geral, os contratos para julho recuaram 1,81%, cotados a US$ 3,7380 por libra-peso.

    Apesar da correção, o mercado mantém viés altista. Ou seja, a projeção de uma safra menor no Brasil, principal exportador mundial, sustenta os preços.

    Suco de laranja interrompe sequência positiva

    O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) também apresentou queda. Os contratos para maio caíram 4,54%, cotados a US$ 3,04 por libra-peso. Portanto, o recuo encerra uma série de sete altas consecutivas registradas na bolsa de Nova York.

    Açúcar sobe com preocupação sobre oferta global

    As cotações do açúcar subiram 0,51% nesta quinta-feira, com contratos para julho fechando a 17,81 centavos de dólar por libra-peso.

    O movimento foi impulsionado por estimativas menores para a produção brasileira. A Conab prevê colheita de 44,1 milhões de toneladas em 2024/25, queda de 3,4% em relação à safra anterior.

    Algodão registra leve alta em Nova York

    Os contratos futuros de algodão com vencimento em julho subiram 1,15% nesta sessão. O preço atingiu 67,13 centavos de dólar por libra-peso.

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  • Café retoma trajetória de alta com cenário de oferta restrita

    Café retoma trajetória de alta com cenário de oferta restrita

    As cotações do café arábica voltaram a subir na Bolsa de Nova York. Nesta semana, os preços registraram a quinta alta consecutiva, após o impacto da guerra tarifária. Em resumo, os contratos com vencimento em julho encerraram o pregão com avanço de 1,81%, cotados a US$ 3,7380 por libra-peso.

    A trajetória de valorização reflete as preocupações com o clima nas principais regiões produtoras do Brasil. O mercado já reage ao cenário de oferta limitada, o que pressiona os preços para cima.

    Suco de laranja mantém tendência de alta em Nova York

    O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) segue valorizado na Bolsa de Nova York. Os lotes para maio subiram 3,86%, marcando a sétima alta consecutiva. Ou seja, o preço fechou em US$ 3,1845 por libra-peso, impulsionado por fatores climáticos e possíveis ajustes na oferta global.

    Açúcar sobe com suporte técnico

    O açúcar também registrou avanço no mercado internacional. Na Bolsa de Nova York, os contratos para julho fecharam em alta de 1,78%, a 17,72 centavos de dólar por libra-peso. Em geral, o movimento foi influenciado por um ajuste técnico, sem grandes novidades no cenário fundamentalista da commodity.

    Cacau tem leve alta, mas mercado segue instável

    O cacau voltou a subir em Nova York, apesar da instabilidade nos preços. Os contratos com vencimento em julho registraram alta de 1,01%, cotados a US$ 8.006 por tonelada. Segundo analistas, as cotações oscilam com força. As previsões negativas para a safra intermediária na África, iniciada neste mês, sustentam as elevações. Por outro lado, os sinais de queda na demanda global ainda pressionam os contratos futuros da amêndoa.

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  • Café sobe em Nova York com estiagem em regiões do Brasil

    Café sobe em Nova York com estiagem em regiões do Brasil

    O preço do café arábica subiu nesta segunda-feira (14/4) na Bolsa de Nova York. Em geral, a valorização ocorre devido à falta de chuva em áreas produtoras do Brasil. Portanto, os contratos com vencimento em julho, os mais negociados, avançaram 1,39%, fechando a US$ 3,5850 por libra-peso.

    Além do clima, fatores técnicos também sustentaram a alta do arábica durante o pregão. Segundo analistas, a tendência de valorização deve se manter no médio prazo, mesmo com os impactos negativos da guerra tarifária.

    Cacau recua após forte alta na sessão anterior

    O preço do cacau caiu nesta segunda-feira, após ter subido mais de 4% na última sessão. Em resumo, os contratos com vencimento em julho recuaram 3,33%, encerrando o dia a US$ 8.159 por tonelada.

    Açúcar fecha em baixa em Nova York

    Ao mesmo tempo, no mercado de açúcar bruto, os contratos para julho também registraram queda. O recuo foi de 0,79%, com a libra-peso cotada a 17,69 centavos de dólar.

    Algodão tem forte baixa no mercado internacional

    Os preços do algodão caíram de forma expressiva nesta segunda-feira. Os contratos com entrega em maio recuaram 2,48%, para 65,35 centavos de dólar por libra-peso.

    Suco de laranja avança e registra quinta alta seguida

    O suco de laranja concentrado e congelado voltou a subir na Bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio avançaram 8,95%, para US$ 3,0425 a libra-peso. Ou seja, foi a quinta alta consecutiva do produto.

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  • Cartilha ensina como produzir cacau de forma sustentável em Mato Grosso

    Cartilha ensina como produzir cacau de forma sustentável em Mato Grosso

    Pequenos produtores de Mato Grosso agora contam com uma nova ferramenta para diversificar a produção de forma sustentável. Uma cartilha recém-lançada ensina como utilizar sistemas agroflorestais (SAF) no cultivo do cacau, integrando floresta em pé com outras culturas agrícolas.

    Como acessar a cartilha

    O material está disponível para consulta e download. Em geral, a publicação orienta sobre práticas que preservam o meio ambiente e, ao mesmo tempo, geram renda extra para as famílias rurais.

    A cartilha, intitulada “Sistemas Agroflorestais Manejados com Cacau”, faz parte do projeto “Sistemas Agroflorestais manejados participativamente com tecnologias agroecológicas”. A iniciativa é coordenada pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), com apoio da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), da Prefeitura de Aripuanã e do programa REM MT (REDD Early Movers).

    Segundo o coordenador do projeto e da área de Pesquisa da Empaer, Fabrício Tomaz Ramos, o conteúdo da cartilha foi construído com base nas experiências vividas a campo. Em resumo, o projeto começou em 2021 e já beneficiou cerca de 80 produtores da região de Aripuanã.

    “Prometi registrar tudo que realizamos no projeto, incluindo os depoimentos das famílias. Assim nasceu a cartilha, que orienta, de forma didática, como usar o sistema agroflorestal validado”, afirma Fabrício.

    Cacau e outras culturas

    O sistema agroflorestal permite o cultivo de duas ou mais culturas juntas. Ou seja, uma delas, obrigatoriamente, é uma espécie arbórea mantida em pé. No caso do projeto, o cacau foi a espécie principal escolhida.

    Portanto, enquanto o cacau cresce, os produtores cultivam outras culturas de ciclo mais curto, como banana, melancia e mandioca. A banana, além de gerar renda, oferece sombra para as mudas de cacau.

    “Antes mesmo de o cacau frutificar, os agricultores já conseguem renda escalonada com culturas de apoio. Os SAFs geram inclusão familiar e ganhos sustentáveis durante o ano todo”, destaca o engenheiro agrônomo.

    Além das orientações técnicas, a cartilha compartilha histórias dos participantes e experiências práticas. O material também disponibiliza os contatos do coordenador, para quem quiser conhecer de perto as ações em Aripuanã ou saber mais sobre os SAFs.

    📥 Clique aqui para acessar a cartilha.

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