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  • Alta do cacau encarece chocolate e impacta vendas de Páscoa

    Alta do cacau encarece chocolate e impacta vendas de Páscoa

    O preço do cacau disparou cerca de 180% nos últimos dois anos, impactando os custos da indústria do chocolate. Portanto, o aumento afeta tanto os produtos da Páscoa quanto a produção permanente do setor. Em geral, a alta se intensificou no segundo semestre de 2023, após uma quebra de safra nos principais países produtores da África.

    Seca e calor afetam a produção de cacau

    A tendência é de instabilidade. A Costa do Marfim, maior produtor mundial, ainda sofre com os efeitos da seca e do calor extremo. “Esses fatores influenciam o desenvolvimento das plantas, a brotação e a formação dos frutos, reduzindo a oferta”, explica Letícia Barony, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    Em Gana, segundo maior produtor, há sinais de recuperação. O governo prevê uma colheita atrativa, o que pode reequilibrar a oferta global. No Brasil, a perspectiva é de aumento da safra, após anos de quedas sucessivas. O país ocupa a sexta posição no ranking mundial, com produção concentrada no Pará e na Bahia, que juntos somam 90% da colheita nacional.

    Volatilidade

    A volatilidade do mercado preocupa toda a cadeia produtiva, desde os produtores até as indústrias de processamento. “Há incerteza na oferta, na demanda e, principalmente, nos preços”, afirma Barony. A CNA espera crescimento da produção nos próximos anos, impulsionado por investimentos em novas regiões produtoras, como o Cerrado baiano, o norte de Minas e o interior de São Paulo.

    Queda na produção de ovos de Páscoa

    A alta do cacau também afeta a indústria do chocolate. Em geral, a produção de ovos de Páscoa deve cair 20% em relação a 2024, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). Ainda assim, o setor planeja contratar 9,6 mil trabalhadores temporários, um aumento de 26% sobre o ano passado. A expectativa é que 20% dessas vagas sejam efetivadas.

    Nos supermercados, os preços dos ovos de chocolate subiram 14% e os das colombas, 5%, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Ao mesmo tempo, para driblar o impacto dos custos, as empresas apostam na diversificação do portfólio, com opções menores e mais acessíveis. Ou seja, como o chocolate não é um item essencial, seu consumo pode ser reduzido quando os preços sobem, forçando a indústria a limitar os reajustes.

    Pequenos produtores se adaptam

    A alta do cacau já reflete nos preços do atacado e do varejo. Em lojas populares, ovos de Páscoa custam mais de R$ 70. Pequenos produtores buscam fornecedores com melhores condições e ampliam a variedade de produtos para manter as vendas.

    A chef Dayane Cristin, de Osasco (SP), investe em pesquisa de preços para otimizar os custos. Semanalmente, ela visita três grandes lojas para comparar valores de chocolate e insumos. Com barras de 2,5 kg, produz cerca de 1.250 trufas por semana, vendidas no transporte público. “O preço do chocolate sobe constantemente e alguns produtos estão em falta. Preciso comprar em grandes quantidades para conseguir descontos”, conta.

    Mesmo com essa estratégia, ela teve que reajustar o preço das trufas de R$ 3 para R$ 4. Outros insumos, como leite condensado, creme de leite e frutas, também ficaram mais caros. A incerteza nos custos levou Dayane a segurar sua tabela de preços para a Páscoa, divulgada apenas nesta semana. “Minha meta é faturar entre R$ 15 mil e R$ 20 mil com ovos de colher”, diz a chef, que segue otimista com as vendas.

    Tecnologia impulsiona a produção

    O setor cacaueiro avança com o uso de tecnologias que aumentam a produtividade e a qualidade do produto. “Novas técnicas melhoram processos como quebra, fermentação e armazenagem, garantindo maior eficiência e valor de mercado”, explica Letícia Barony, da CNA.

    Em geral essas inovações também ganham destaque na política externa. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participou de uma missão na África, visitando Costa do Marfim, Gana e Nigéria. Durante a viagem, representantes do governo e do setor privado firmaram acordos de cooperação tecnológica para fortalecer a produção cacaueira.

    Apesar de possuírem 60% das lavouras, os países africanos recebem apenas 6% da renda do setor. Portanto, para a Apex, a organização dos principais produtores pode aumentar os ganhos de quem está na base da cadeia produtiva.

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  • Dia do Cacau: fiscalização rigorosa protege produção nacional e consumidores

    Dia do Cacau: fiscalização rigorosa protege produção nacional e consumidores

    26 de março marca o Dia Nacional do Cacau, data que destaca o papel estratégico do fruto na economia brasileira e na cultura nacional. Além de ser matéria-prima essencial para chocolates, o cacau movimenta cadeias produtivas e gera empregos, especialmente em estados como Bahia e Pará, principais produtores do país. Com a aproximação da Páscoa, período de alta demanda por derivados do fruto, a fiscalização sanitária ganha destaque para garantir segurança e qualidade na produção.

    Auditores Fiscais Federais Agropecuários atuam em plantações e portos para evitar a entrada de pragas como Podridão Parda, Vassoura de Bruxa e Monilíase, responsáveis por perdas globais de até 30% na produção de amêndoas. Em 2021, a detecção da Monilíase no Acre intensificou os esforços de vigilância, com inspeções em regiões produtoras e controle de cargas importadas de países africanos, como Gana e Costa do Marfim, que desembarcam no porto de Ilhéus (BA).

    Levantamentos fitossanitários

    Antonio Zózimo de Matos Costa, chefe da Unidade Técnica Regional de Agricultura em Itabuna (BA), reforça: “Este poderia ser o principal fator limitante da produção do cacau, a exemplo do que ocorreu na Costa Rica, em 1978, e no Peru em 1988. Daí, a importância de uma atuação rigorosa dos auditores fiscais federais agropecuários nos levantamentos fitossanitários de detecção da Monilíase do Cacaueiro nas regiões produtoras de cacau”.

    Além do chocolate, o cacau é usado na produção de cacau em pó, manteiga de cacau (empregada em farmacêuticos e cosméticos), geleias, licores e alimentos para gado. Seus benefícios à saúde incluem poder antioxidante, anti-inflamatório e cardioprotetor. Mas especialistas recomendam priorizar produtos menos processados, como o chocolate com 70% cacau, para aproveitar essas propriedades.

    Janus Pablo Macedo, presidente do Anffa Sindical, destaca: “A atuação dos auditores agropecuários é essencial para proteger a produção nacional. E garantir que o cacau e seus derivados cheguem com qualidade e segurança ao consumidor. O controle sanitário previne impactos econômicos e fortalece a competitividade do Brasil no mercado global”.

    Do porto à lavoura: como o cacau chega ao consumidor

    • Importações controladas: amêndoas de cacau de países como Gana e Costa do Marfim desembarcam no porto de Ilhéus (BA). Aqui, são inspecionadas para evitar a entrada de pragas inexistentes no Brasil.
    • Doenças globais: a Podridão Parda (Phytophthora spp.), aliada à Vassoura de Bruxa e à Monilíase, é responsável por 30% das perdas mundiais da produção.

    Além do chocolate: usos diversificados

    O fruto não se resume ao chocolate. Suas partes são aproveitadas em:

    • Indústria farmacêutica e cosmética: Manteiga de cacau.
    • Alimentação animal: Cascas transformadas em ração.
    • Bebidas e geleias: Polpa usada em sucos, vinhos e licores.

    O cacau possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e cardioprotetoras, mas seu potencial varia conforme o processamento. Chocolate 70% cacau é a opção mais saudável, com menos açúcar e gordura. E um alerta aos consumidores: evitar produtos ultraprocessados para maximizar os benefícios.

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  • Agro da Bahia registra crescimento histórico

    Agro da Bahia registra crescimento histórico

    A Bahia consolida-se como um dos principais polos agrícolas do país, com R$ 55,4 bilhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária em 2024 e crescimento acumulado de 25,6% entre 2015 e 2024. O destaque é a soja, que lidera o setor com 59% de expansão no período e 8% de aumento em 2024, segundo dados da Secretaria de Agricultura (Seagri).

    Safra 2024/25: novos patamares

    Para a atual safra, 3,9 milhões de hectares serão cultivados com grãos, alta de 4,5% em relação ao ciclo anterior. A produção estimada é de 13,7 milhões de toneladas, com destaque para:

    • Soja: 60,8% do total (8,58 milhões de toneladas, segundo a Aiba)
    • Milho: 18,1%
    • Algodão: 13,4%
    • Café: previsão de 11,3% de aumento em 2025, atingindo 3,4 milhões de sacas.

    As vendas externas do estado saltaram de US$ 4,05 bilhões em 2020 para US$ 6,71 bilhões em 2024, crescimento de 65,4%. A soja responde por 73,5% desse avanço, reforçando sua posição como principal produto exportador.

    Cacau e frutas: novas fronteiras

    A Bahia recuperou a liderança nacional na produção de cacau em 2024, com 139.011 toneladas em 2023 (IBGE). O Oeste baiano emerge como nova fronteira para o produto, com potencial para quase duplicar a safra nacional até 2030. Já o Vale do São Francisco mantém hegemonia na fruticultura, sendo o maior produtor de manga do país. E o  único local do mundo com cinco safras de uva em dois anos.

    Pecuária e aquicultura

    Com 13,3 milhões de cabeças (37,6% do Nordeste), a Bahia ocupa o 7º lugar nacional em bovinocultura e é certificada como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A costa de 1,2 mil km e reservas de 60 bilhões de m³ de água doce também impulsionam projetos de pesca e aquicultura, com apoio da Bahia Pesca em capacitação e infraestrutura.

    O relatório da Seagri destaca sustentabilidade ambiental, logística e mudanças climáticas como obstáculos. Por outro lado, aponta potencial em alimentos orgânicos, agroindústria e turismo rural para modernização do setor.

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  • Cacau: Fundo busca R$ 1 bi para investir em produtores no Brasil

    Cacau: Fundo busca R$ 1 bi para investir em produtores no Brasil

    Um ambicioso projeto de financiamento para produtores de cacau no Brasil está em andamento. O Instituto Arapyaú, a Violet, a ONG Tabôa e a MOV Investimentos criaram o fundo Kawá, que visa fomentar a agricultura familiar e regenerativa no Brasil. Inicialmente, o fundo beneficiará 1.200 agricultores na Bahia e no Pará com R$ 30 milhões. Assim, supera em quase três vezes o financiamento público do Pronaf em 2023. Além disso, o Kawá combina tecnologia inovadora para pequenos produtores de cacau.

    André Vilela , diretor-executivo da Tabôa – Foto: Divulgação

     “Nossas experiências de concessão de crédito aliado à assistência técnica rural se mostraram bem sucedidas. Tais condições contribuíram para o aumento da produtividade, além da baixa inadimplência”, afirmou, em nota, Roberto Vilela, diretor-executivo da Tabôa, destacando a eficácia desse modelo. A Tabôa é uma das entidades envolvidas no projeto e tem experiência em financiar pequenos agricultores.

    A importância dos pequenos produtores de cacau no Brasil é notável. “Ao mesmo tempo, cerca de 80% da produção de cacau no Brasil depende dos agricultores de pequenas propriedades”, ressalta o comunicado do fundo. Isso evidencia a necessidade de apoiar esses agricultores, que frequentemente enfrentam dificuldades em acessar crédito e tecnologia para melhorar suas plantações.

    O fundo Kawá oferece condições atraentes para os agricultores. Os prazos de pagamento são de até três anos, com juros anuais de 12% e um período de carência médio de seis meses. Essas condições são mais favoráveis do que as oferecidas por muitas instituições financeiras tradicionais, que geralmente exigem prazos mais curtos e taxas mais altas.

    Produção de cacau

    A iniciativa surge em um momento crucial para o setor. A produção de cacau no Brasil enfrentou uma queda significativa no ano passado, e 2025 promete ser igualmente desafiador. Com o apoio do fundo Kawá, os pequenos produtores podem não apenas recuperar suas perdas, mas também expandir suas operações e melhorar a qualidade do cacau produzido. Além disso, o projeto visa contribuir para a sustentabilidade ambiental e social das comunidades rurais, promovendo práticas agrícolas responsáveis e justas.

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  • Crise do cacau chega à Páscoa

    Crise do cacau chega à Páscoa

    A Páscoa de 2025 promete ser mais amarga para os amantes de chocolate. Com o preço do cacau atingindo alta histórica de 190% em dois anos, o setor enfrenta o terceiro déficit consecutivo na produção global, pressionando o preço de ovos e chocolates. Dados da Organização Internacional do Cacau (ICCO) revelam que, desde 2021, o mundo deixou de produzir 758 mil toneladas da amêndoa – e o Brasil, que importa 80% do que consome, sente o impacto no bolso do consumidor.

    Por que o cacau está tão caro?

    O problema começa na África, responsável por 70% da produção mundial. Países como Costa do Marfim (45% do mercado) sofrem com secas e pragas, reduzindo a safra. Em dezembro de 2023, a tonelada do cacau atingiu US$ 11.040 na bolsa de Nova York, um salto de 163% em um ano. Como o preço é definido globalmente (commodity), o Brasil – que produz apenas 4% do total mundial – não escapa da crise.

    Páscoa com menos ovos e chocolates menores

    A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates (Abicab) projeta a produção de 45 milhões de ovos em 2025, queda de 22,4% ante 2024. Para evitar repasses maiores aos preços, as fábricas reduziram o tamanho das embalagens e apostaram em mixes de produtos. “O brasileiro ainda prefere chocolate ao leite, mas lançamos opções com frutas, amendoim e diferentes concentrações de cacau”, informou a Abicab em nota.

    Brasil: demanda alta, produção em queda

    Em 2023, o país demandou 229 mil toneladas de cacau, mas colheu apenas 179,4 mil – déficit de 18,5%. A moagem (processamento do fruto) também recuou, de 253 mil toneladas em 2022 para 230 mil no ano passado. Anna Paula Losi, presidente da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), explica: “A queda na moagem reflete o preço elevado do chocolate, que desestimula o consumo”.

    Segundo o IPCA/IBGE, chocolates em barra e bombons acumulam alta de 16,53% em 12 meses até janeiro. Para especialistas, a solução a longo prazo está no aumento da produção nacional, mas um cacaueiro leva 6 anos para dar frutos em escala comercial.

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  • Rondônia sedia VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau

    Rondônia sedia VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau

    Rondônia se prepara para um marco histórico em sua trajetória como produtor de cacau: a cidade de Cacoal foi escolhida para sediar o VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau. Esse é um evento de abrangência nacional que visa impulsionar a produção de cacau especial e promover a sustentabilidade no setor. O lançamento oficial ocorreu em Porto Velho. E contou com a presença de autoridades, produtores e representantes da indústria cacaueira, marcando o início de uma nova fase para a cacauicultura rondoniense. O evento ocorrerá em dezembro.

    Criado em 2005 na Bahia, o Concurso Nacional de Qualidade do Cacau surgiu com o objetivo de revitalizar o setor cacaueiro; Além de valorizar a produção nacional. Ao longo dos anos, o evento se consolidou como um importante instrumento de fomento à qualidade, à sustentabilidade e à inovação no cultivo do cacau, atraindo participantes de todo o país. A competição se divide em categorias que reconhecem desde a qualidade sensorial das amêndoas até as práticas sustentáveis e as tecnologias aplicadas no processo produtivo.

    Rondônia em destaque: reconhecimento e incentivo à produção local

    A escolha de Rondônia para sediar a sétima edição do concurso é um reconhecimento da crescente importância do estado no cenário nacional da cacauicultura. Atualmente, Rondônia ocupa a 4ª posição entre os maiores produtores de cacau do Brasil. E se destaca como o 2º maior produtor da Região Norte, com uma área de 6.951 hectares dedicada à cultura e mais de 3 mil produtores envolvidos. A produção estadual alcança 8.677 toneladas de cacau, com uma produtividade média de 1.251 quilos por hectare.

    Foto: Daiane Mendonca/Divulgação Seagri

    Para o governador Marcos Rocha, o concurso consolida o estado como um dos maiores produtores de cacau do país. E valoriza a qualidade e sustentabilidade da produção local e abrindo portas para os produtores se destacarem no cenário nacional e internacional.

    Ações governamentais impulsionam o desenvolvimento da cacauicultura

    O governo de Rondônia tem investido em diversas ações para impulsionar o desenvolvimento da cacauicultura no estado. Como a criação de programas de apoio à recomposição da Reserva Legal por meio do plantio de cacau em sistemas agroflorestais e a instalação da Câmara Setorial do Cacau. Além disso, estão em andamento projetos de pesquisa para a seleção de clones de cacaueiros para produção de sementes híbridas e mudas clonais, visando aumentar a produtividade e a qualidade do cacau rondoniense.

    O secretário da Seagri, Luiz Paulo, destaca que sediar um evento dessa importância é um reconhecimento do trabalho dos produtores rondonienses. E também uma oportunidade de valorizar a produção de cacau do estado no mercado nacional e internacional.

    Parceria estratégica para garantir a credibilidade do concurso

    A cerimônia de premiação do VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau será realizada em Cacoal. O Centro de Inovação do Cacau da Bahia (CIC-BA) será o responsável pela análise sensorial das amêndoas, garantindo a credibilidade do processo de avaliação.

    O lançamento do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Cacau (Concacau) contou com a parceria de diversas entidades. Portanto, demonstrando o engajamento de diferentes setores da sociedade em prol do desenvolvimento da cacauicultura rondoniense. Entre os parceiros, destacam-se Seagri, Emater, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), Sebrae e vários outros.

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  • Bahia dobra valor das exportações de cacau em 2024

    Bahia dobra valor das exportações de cacau em 2024

    A Bahia, reconhecida como o maior produtor e processador de cacau no Brasil, alcançou um marco significativo em suas exportações em 2024. O estado registrou um impressionante aumento de 119% no valor das exportações de cacau, totalizando 434 milhões de dólares, comparado aos 198 milhões de dólares do ano anterior. Esse crescimento não se limitou apenas ao valor; o volume exportado também apresentou um leve aumento, passando de 45,4 mil toneladas em 2023 para 46 mil toneladas em 2024, representando um crescimento de 1,3%.

    O aumento expressivo no valor das exportações é amplamente atribuído à alta nos preços do cacau no mercado internacional. Em 2024, a cotação da amêndoa atingiu níveis recordes, com um aumento de até 150% em relação a 2023. Esse fenômeno foi impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo a crescente demanda global e a redução na oferta devido a problemas climáticos e fitossanitários em regiões produtoras chave, como a Costa do Marfim.

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    Líder nacional

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) tem implementado diversas iniciativas para fortalecer a cadeia produtiva do cacau. Projetos como o “Parceiros da Mata” e “Inova Cacau” visam não apenas aumentar a produtividade, mas também promover práticas sustentáveis entre os produtores. O secretário da Agricultura, Wallison Tum, destacou, portanto, que esses esforços são cruciais para manter a competitividade do cacau baiano no mercado internacional

    A produção de cacau na Bahia não apenas gera receitas significativas para o estado, mas também desempenha um papel vital na economia regional. Combinando qualidade na produção e uma crescente valorização no mercado externo, a Bahia reafirma sua liderança no setor cacaueiro brasileiro. Ou seja, o desempenho das exportações destaca o papel estratégico do estado na cadeia global do cacau.

     

  • Sustentabilidade: Chocolate icônico dos anos 80 está de volta

    Sustentabilidade: Chocolate icônico dos anos 80 está de volta

    A Nestlé anunciou o relançamento do icônico Chocolate Surpresa, que fez sucesso nas décadas de 1980 e 1990. O produto foi atualizado com inovações que aliam nostalgia, interatividade e sustentabilidade.

    A marca retornará aos supermercados de todo o Brasil em janeiro de 2025, atendendo à demanda dos consumidores que pediram seu relançamento ao longo dos anos.

    A Nestlé produz a nova versão do chocolate com cacau sustentável, obtido por meio do programa Nestlé Cocoa Plan (NCP), que incentiva práticas agrícolas responsáveis no Brasil.

    Novidades do Chocolate Surpresa

    O relançamento traz uma série de inovações, incluindo cards colecionáveis em versão virtual. As embalagens do chocolate apresentam QR Codes que permitem aos consumidores acessar uma experiência em realidade aumentada, onde podem visualizar animais emblemáticos da fauna brasileira, como a onça-pintada, o tucano e o lobo-guará.

    Jogo “Mundo Surpresa” no Roblox

    Uma das principais novidades é o jogo “Mundo Surpresa”, desenvolvido em parceria com a Rogue Unit na plataforma Roblox. O jogo simula a gestão de uma fazenda de cacau sustentável e aborda conceitos de agricultura regenerativa. Os jogadores podem plantar, cultivar e aprender sobre práticas sustentáveis enquanto enfrentam desafios e acumulam pontos para conquistar novos cards colecionáveis.

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    Objetivos Sustentáveis

    Além disso, o relançamento do Chocolate Surpresa também reflete o compromisso da Nestlé com a sustentabilidade. O NCP já conta com a parceria de 6 mil produtores e recebeu investimentos significativos para promover práticas agrícolas sustentáveis. A empresa tem como meta portanto atingir 50% de suas principais matérias-primas provenientes de práticas regenerativas até 2030.

    A diretora de marketing de chocolates da Nestlé, Tatianna Perri, destacou a importância de resgatar a memória afetiva dos consumidores enquanto traz inovação e interatividade para as novas gerações. “Sabíamos da responsabilidade que tínhamos ao trazê-lo de volta. Por isso, trabalhamos para resgatar a memória afetiva do seu público fiel, mas também para trazer inovação e interatividade para as novas gerações”.

    Com o relançamento do Chocolate Surpresa, a Nestlé não apenas revive um produto querido por muitos, mas também reforça sua estratégia de marketing voltada para a sustentabilidade e inovação, engajando tanto Millennials quanto a Geração Z em uma experiência divertida e educativa sobre a preservação ambiental.

  • Vai faltar chocolate? Setor de cacau tem redução histórica

    Vai faltar chocolate? Setor de cacau tem redução histórica

    O setor de cacau no Brasil enfrentou uma forte retração em 2024, marcada pela queda no recebimento e processamento de amêndoas. A indústria processadora recebeu 179.431 toneladas de amêndoas, uma diminuição de 18,5% em relação a 2023, quando o volume alcançou 220.303 toneladas. No último trimestre, a redução foi de 5%, totalizando 54.435 toneladas.

    Fatores climáticos e pragas comprometem a produção de cacau

    As condições climáticas extremas e a incidência de pragas, como a vassoura-de-bruxa e a podridão-parda, impactaram a produção. “Infelizmente, a produção sofreu com extremos climáticos e problemas com pragas em diversas regiões. O Brasil ainda depende de importações para atender à demanda da indústria”, afirmou Anna Paula Losi, presidente-executiva da AIPC.

    Produção por estado: impactos generalizados

    Os principais estados produtores registraram quedas significativas. Na Bahia, a participação caiu de 136.165 toneladas em 2023 para 106.481 toneladas em 2024, uma queda de 21,8%. Além disso, o Pará registrou 65.654 toneladas, 11,9% a menos. No Espírito Santo, o recuo foi de 21%, enquanto Rondônia teve a maior queda percentual, 30,7%. Outros estados contribuíram com apenas 12 toneladas.

    Demanda em queda: redução na moagem

    A moagem de amêndoas totalizou 229.334 toneladas, uma retração de 9,5% em comparação a 2023. No último trimestre, houve uma queda de 5,5%, embora tenha ocorrido um leve aumento de 7,62% em relação ao trimestre anterior.

    “A queda na demanda por derivados reflete o aumento nos custos de produção e os altos preços da matéria-prima”, explicou Losi.

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    Comércio exterior: importações caem, exportações crescem

    As importações de amêndoas recuaram 40,8%, totalizando 25.501 toneladas em 2024. A produção interna limitada em 2024 deverá impactar as importações em 2025, destacou Losi.

    Por outro lado, as exportações de derivados cresceram 6,2%, alcançando 50.257 toneladas. A Argentina liderou as importações, seguida pelos Estados Unidos e Países Baixos. Mercados sul-americanos também se mostraram relevantes.

    Mercado internacional: alta histórica nos preços

    Os preços globais do cacau atingiram níveis recordes em 2024, impulsionados pelo terceiro déficit consecutivo na oferta mundial. Em geral, a produção na África, principal região produtora, sofreu com extremos climáticos e envelhecimento das áreas produtivas.

    Segundo Anna Paula Losi, a cadeia global busca alternativas para diversificar a produção e mitigar o impacto da crise na África. O segundo contrato contínuo da ICE-US registrou uma alta de 165%, saltando de 4.238 USD/ton para 11.040 USD/ton ao longo do ano.

    Incertezas para 2025

    A volatilidade deve persistir, com preocupações quanto à oferta na África Ocidental e à moagem global. Portanto, o número reduzido de agentes no mercado futuro e os custos elevados também influenciam o cenário. Em resumo, analistas recomendam monitorar os dados de produção e a demanda global para entender os desdobramentos do mercado de cacau.

     

  • IBGE prevê safra menor em 2024 e recuperação para 2025

    IBGE prevê safra menor em 2024 e recuperação para 2025

    A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas para 2024 foi estimada em 294,3 milhões de toneladas, um declínio de 6,7% em relação a 2023, com redução de 21,1 milhões de toneladas, conforme dados de novembro do IBGE. No entanto, o instituto projeta recuperação para 2025, com um aumento de 7,0%, totalizando 314,8 milhões de toneladas.

    Estimativas para 2024

    A área a ser colhida em 2024 é de 79,1 milhões de hectares, um crescimento de 1,6% comparado a 2023. Apesar da expansão da área, a produção de milho (-11,9%) e soja (-4,7%) deve impactar negativamente os resultados. Já o algodão herbáceo (14,8%), arroz (3,1%), feijão (5,7%) e trigo (5,0%) apresentaram aumentos.

    Os três principais produtos — soja, milho e arroz — representam 92,1% da produção total e 87,2% da área colhida. A redução da safra de milho, com queda de 17,8% na primeira safra e de 10,3% na segunda, foi um dos principais fatores para o declínio geral.

    Projeções para 2025

    A estimativa para 2025 aponta crescimento, com destaque para a soja, cuja produção deve alcançar 144,9 milhões de toneladas, um aumento de 12,9%. O milho também apresenta recuperação, somando 115,5 milhões de toneladas, sendo 22,8 milhões da primeira safra e 92,7 milhões da segunda. Outras culturas com crescimento significativo incluem o arroz (6,5%) e o feijão (29,0% na primeira safra).

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    Desempenho regional

    A Região Norte deve registrar o maior aumento anual (10,1%) em 2024, enquanto as demais regiões enfrentam declínios: Centro-Oeste (-10,0%), Sudeste (-15,7%), Sul (-1,0%) e Nordeste (-4,0%). Mato Grosso permanece como o maior produtor nacional, com 31,2% da safra total, seguido por Paraná (12,7%) e Rio Grande do Sul (12,0%).

    Destaques de outras culturas

    • Cacau: Produção estimada em 284,1 mil toneladas, redução de 2,2% em relação a 2023, mas com aumento de 2,8% no Pará, principal produtor.
    • Cereais de inverno: O trigo deve alcançar 8,1 milhões de toneladas, crescimento de 5,0% sobre 2023, enquanto a aveia cresce 31,3% e a cevada 12,6%.
    • Feijão: A produção total das três safras deve somar 3,1 milhões de toneladas em 2024, com o Paraná liderando (26,6% do total).

    Impactos no mercado

    A previsão de recuperação para 2025 reforça a expectativa de retomada do crescimento no agronegócio brasileiro, especialmente com o aumento expressivo nas culturas de soja e milho, essenciais para a exportação e consumo interno.