Tag: algodão

  • Soja e algodão em sucessão cortam custos com pragas e revitalizam o solo do Cerrado

    Soja e algodão em sucessão cortam custos com pragas e revitalizam o solo do Cerrado

    Com a colheita da soja 2025/26 em andamento, produtores de regiões como o Mato Grosso já direcionam a atenção para a cultura sucessora: o algodão. A rotação entre soja e algodão consolida uma estratégia eficiente para manter o solo produtivo durante quase todo o ano, mas exige planejamento detalhado para superar desafios como plantas daninhas, soqueiras e a pressão de pragas.

    Especialistas afirmam que o sucesso desse sistema depende, em grande parte, da escolha correta da biotecnologia aplicada à semente de soja. A rotação adequada promove uma redução significativa na incidência de doenças, pragas como o bicudo-do-algodoeiro e plantas invasoras, melhorando também a saúde e a estrutura do solo.

    Janela curta e escolha estratégica da semente

    A principal limitação para o produtor que adota a sucessão soja-algodão é a estreita janela de plantio. Para contornar esse obstáculo, a seleção de variedades de soja de ciclo precoce e com a biotecnologia correta torna-se uma decisão fundamental.

    Pedro Borges, gerente de Marketing de Licenciamento para a Região Norte na Corteva Agriscience, explica que a escolha errada da semente pode criar problemas na cultura seguinte. “O produtor deve evitar variedades de soja STS nessa rotação. O controle de plantas voluntárias de soja no algodoeiro fica comprometido, pois os herbicidas mais usados para esse manejo são do grupo ALS, os mesmos da tecnologia STS”, detalha Borges.

    Ele destaca que o Sistema Enlist® oferece uma solução, com um portfólio de variedades de soja não-STS desenvolvidas para esse cenário. A tecnologia auxilia no controle eficaz de plantas daninhas de difícil manejo e das soqueiras do algodão, preparando o terreno para a próxima safra.

    Controle de “ponte verde” e inimigos da produtividade

    Eliminar as soqueiras (restos de caule e raiz) e as plantas voluntárias que nascem após a colheita é uma etapa crucial. Essas plantas funcionam como uma “ponte verde”, hospedando pragas e doenças que atacam a cultura subsequente.

    “O controle da soqueira do algodão é vital para reduzir a pressão do bicudo e da ramulária. Da mesma forma, plantas daninhas como o capim pé-de-galinha e a vassourinha-de-botão, muito comuns no Centro-Oeste, causam grandes perdas produtivas se não forem manejadas na entressafra”, avalia o especialista da Corteva.

    A rotação de culturas com biotecnologias compatíveis, portanto, não só otimiza o uso da terra, mas também quebra o ciclo de pragas e patógenos, reduzindo a dependência de intervenções corretivas e gerando economia para o produtor.

  • IBGE prevê safra recorde em 2025 e queda em 2026

    IBGE prevê safra recorde em 2025 e queda em 2026

    O IBGE estima produção de 346,1 milhões de toneladas de grãos em 2025. O volume representa alta de 18,2% frente a 2024. Em relação a novembro, a projeção avançou 0,1%. Em geral, a área colhida deve alcançar 81,6 milhões de hectares. Ou seja, O número indica crescimento de 3,2% sobre o ano anterior. Na comparação mensal, houve aumento de 0,1%.

    Soja, milho e arroz concentram produção

    Soja, milho e arroz respondem por 92,7% da produção estimada. Essas culturas ocupam 87,9% da área a ser colhida. A soja deve atingir 166,1 milhões de toneladas. O volume estabelece novo recorde histórico.

    O milho também alcança marca recorde, com 141,7 milhões de toneladas. A primeira safra soma 25,7 milhões de toneladas. A segunda safra totaliza 116,0 milhões de toneladas.

    O algodão em caroço chega a 9,9 milhões de toneladas. O resultado também é o maior da série histórica.

    Produção cresce para a maioria das culturas

    O arroz em casca deve alcançar 12,7 milhões de toneladas. Já o trigo soma 7,8 milhões de toneladas. O sorgo atinge 5,4 milhões de toneladas. Frente a 2024, o sorgo cresce 35,5%. O milho avança 23,6% e a soja sobe 14,6%.
    O feijão apresenta queda de 2,7% na produção.

    Centro-Oeste lidera a safra de 2025

    O Centro-Oeste lidera a produção nacional, com 178,7 milhões de toneladas. A região responde por 51,6% do total. O Sul aparece em seguida, com 86,3 milhões de toneladas. O Sudeste produz 31,1 milhões de toneladas.
    O Nordeste soma 27,7 milhões de toneladas. O Norte alcança 22,3 milhões de toneladas. Todas as regiões registram crescimento anual.

    Estados com maior participação

    O Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos. O estado responde por 32,0% do total.
    Na sequência aparecem Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. Juntos, seis estados concentram 79,7% da produção brasileira.

    Safra de 2026 deve recuar após recorde

    Para 2026, o IBGE projeta produção de 339,8 milhões de toneladas. O volume representa queda de 1,8% frente a 2025. Apesar do recuo anual, a estimativa subiu 1,2% em relação ao prognóstico anterior. O levantamento inclui canola e gergelim pela primeira vez.

    Milho puxa redução em 2026

    Foto: Agência Agro em Campo

    A produção de milho deve cair 6,0% em 2026. O recuo equivale a 8,5 milhões de toneladas.
    O sorgo deve recuar 13,0%. O arroz deve cair 8,0%. O algodão em caroço deve reduzir 10,5%.
    A soja segue em alta e cresce 2,5%.

    Área plantada cresce em 2026

    A área colhida deve alcançar 82,7 milhões de hectares. O número representa aumento de 1,4%.
    O milho amplia área em 2,3%. A soja cresce 0,4%. O algodão e o arroz reduzem área plantada.

    Soja deve bater novo recorde em 2026

    A produção de soja pode atingir 170,3 milhões de toneladas. O volume configura novo recorde nacional.
    A recuperação de áreas afetadas por estiagens em 2025 sustenta o avanço. O Rio Grande do Sul lidera essa retomada.

    Café avança com bienalidade positiva

    Foto: divulgação – ApexBrasil

    A produção total de café deve alcançar 61,8 milhões de sacas. O volume cresce 7,3% frente a 2025.
    O café arábica se beneficia da bienalidade positiva. O café canephora recua após safra recorde anterior.

    Resumo do cenário agrícola

    O IBGE confirma safra histórica em 2025. Para 2026, o órgão projeta ajuste após recordes consecutivos.

  • Brasil atinge recorde de exportações de algodão e mantém liderança mundial

    Brasil atinge recorde de exportações de algodão e mantém liderança mundial

    O Brasil encerrou 2025 com um marco histórico nas exportações de algodão, consolidando-se como o maior exportador global da fibra. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país embarcou 452,5 mil toneladas em dezembro. O maior volume mensal já registrado, superando o recorde anterior de 415,6 mil toneladas alcançado em janeiro do mesmo ano.

    De acordo com Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o desempenho extraordinário foi sustentado por uma oferta elevada após uma colheita recorde. “Estimamos uma produção de 4,15 milhões de toneladas em 2025. Essa ampla disponibilidade, aliada a condições logísticas favoráveis, acelerou os embarques no final do ano”, explicou o especialista.

    No acumulado de 2025, o Brasil exportou pouco mais de 3 milhões de toneladas de algodão, mantendo a liderança conquistada em 2024 no comércio internacional do produto. Os principais destinos das vendas foram China, Bangladesh e Paquistão, grandes potências têxteis que seguem ampliando a demanda pela pluma brasileira.

    Para 2026, a projeção é de uma ligeira redução na produção, influenciada pela queda nos preços internacionais. “O cenário de preços baixos tem desestimulado o plantio em algumas regiões. Ainda assim, com produtividade dentro da normalidade, o Brasil deve continuar como principal fornecedor global”, avalia Bulascoschi.

    O desempenho reafirma o protagonismo do agronegócio brasileiro na cadeia global do algodão, impulsionado por tecnologia, eficiência logística e consistência produtiva ao longo dos últimos anos.

  • Brasil deve manter protagonismo no algodão global em 2026

    Brasil deve manter protagonismo no algodão global em 2026

    O Brasil deve manter papel central no mercado global de algodão na temporada 2025/26, mesmo com demanda moderada. A avaliação é de pesquisadores do Cepea, que destacam a força da produção e das exportações brasileiras. A produção nacional pode recuar levemente frente ao recorde anterior. Ainda assim, o volume deve ser o segundo maior da história do país.

    Exportações

    As exportações seguem firmes e continuam como principal canal de escoamento da ampla oferta interna.
    Esse desempenho sustenta o protagonismo brasileiro no comércio internacional do algodão.

    Sustentabilidade e rastreabilidade

    Segundo a Conab, a redução de área no Centro-Sul tende a ser parcialmente compensada pelo avanço no Norte e Nordeste. O resultado depende diretamente do desempenho da produtividade nas lavouras. No mercado externo, o Brasil se destaca pela escala produtiva e pela elevada competitividade. Além disso, o país avança em rastreabilidade e sustentabilidade, fatores cada vez mais exigidos pelos compradores.

    O comportamento do dólar segue decisivo para a remuneração dos negócios. Por isso, produtores e agentes acompanham de perto a paridade de exportação frente aos preços internos.

    De olho no campo

    No campo, a área cultivada com algodão deve crescer apenas 0,7% na safra 2025/26. A área total deve alcançar 2,1 milhões de hectares, conforme estimativas da Conab.

    O Norte e Nordeste devem registrar avanço de 4% na área plantada. Em contrapartida, o Centro-Sul deve apresentar retração de 0,4%. A produtividade média é estimada em 1.885 quilos por hectare. O número representa queda de 3,5% em relação à safra anterior. Com isso, a produção deve somar 3,96 milhões de toneladas de pluma. O volume indica recuo anual de 2,9%.

    No cenário global, o USDA projeta aumento de 0,4% na oferta mundial de algodão. O avanço ocorre em relação à temporada 2024/25. Mesmo assim, o Brasil deve liderar as exportações globais. Os embarques podem alcançar 3,157 milhões de toneladas em 2025/26. O volume representa alta de 11,4% frente à safra anterior. Além disso, supera em 18,9% as exportações previstas dos Estados Unidos.

  • Bayer apresenta resultados da plataforma PRO Carbono

    Bayer apresenta resultados da plataforma PRO Carbono

    A Bayer apresentou, nesta terça-feira, 9, os resultados da plataforma PRO Carbono durante a quarta edição do Carbon Science Talks, realizado na Amcham Brasil, em São Paulo. O evento reuniu empresas, pesquisadores e agricultores para discutir descarbonização das cadeias agrícolas e práticas regenerativas no campo.

    Com apoio de 47 especialistas e 19 instituições, incluindo Embrapa, INTA e INTI, a Bayer desenvolveu metodologias científicas, ferramentas digitais e modelos escaláveis para quantificar emissões e remoções de carbono, orientar práticas de agricultura regenerativa e comprovar impactos ao longo da cadeia.

    PRO Carbono: de programa a plataforma regional

    O PRO Carbono integra atualmente mais de 3 mil agricultores no Brasil, Argentina e Paraguai, cobrindo mais de 3 milhões de hectares de soja, milho e algodão. Nas áreas participantes, práticas como plantio direto, rotação de culturas e cobertura do solo resultaram em:

    • Ganho médio de 11% na produtividade anual
    • Aumento de 9% na estabilidade produtiva
    • Redução de até 50% na pegada de carbono, podendo superar 70% com manejo aprimorado
    • Aumento de 50% no sequestro de carbono, mesmo em condições climáticas adversas

    Até 2025, os projetos já removeram 1,39 milhão de toneladas de CO₂eq, equivalente a 231 mil hectares em reflorestamento. Produtores com maior adoção registraram remoções médias de 2,1 tCO₂eq/ha/ano, acima da média científica de 1,4 tCO₂eq/ha/ano, segundo Marina Menin, diretora do Negócio de Carbono da Bayer para a América Latina.

    Plataforma conecta agricultura, indústria e mercado

    O evento também marcou a evolução do PRO Carbono para uma plataforma regional, reunindo mais de 20 projetos para mensuração de carbono, adoção de práticas regenerativas e comprovação de impactos em escala.

    Um exemplo é a parceria com a Viterra na Argentina, envolvendo 1.200 produtores e 2 milhões de hectares de soja com pegada de carbono calculada. No primeiro ano, as áreas participantes reduziram a pegada em 35%, podendo chegar a 60% com intensificação das práticas. A expansão para o Paraguai está prevista.

    Marcos Quaine, líder de Sustentabilidade da Viterra Conosur, afirma: “A gestão de emissões de carbono deixou de ser tema ambiental para se tornar um atributo estratégico de negócio. O objetivo é escalar soluções com valor para produtores, indústria e consumidores.”

    Ciência, dados e soluções digitais

    A plataforma é habilitada por ferramentas científicas e digitais que reduzem incertezas e garantem rastreabilidade. Entre elas:

    • Footprint PRO Carbono (Embrapa): calcula pegada de carbono e gera relatórios auditáveis
    • PROCarbon-Soil (PROCS): estima potencial de sequestro de carbono no solo
    • Conecta PRO Carbono: sistema MMRV para medir, monitorar, reportar e verificar impactos

    Segundo Marina Menin, “as soluções conectam a cadeia agrícola, apoiam metas de descarbonização do Escopo 3 e garantem rastreabilidade, transparência e credibilidade na ação climática.”

    Finanças sustentáveis para produtores

    Em parceria com o Rabobank, o PRO Carbono oferece incentivos financeiros atrelados a resultados ambientais. Produtores devem cumprir KPIs de ESG, com foco em emissões de gases de efeito estufa e plano de redução. Cada indicador gera desconto adicional na taxa, podendo ultrapassar 0,6%, segundo Taciano Custodio, head de Sustentabilidade da América do Sul no Rabobank.

    “Unimos forças para acelerar a descarbonização da agricultura, oferecendo recursos, conhecimento e ferramentas que geram impacto real e vantagem competitiva para produtores”, afirma Custodio.

    Reconhecimento do mercado

    A Bayer foi uma das vencedoras do Prêmio Eco 2025 da Amcham Brasil, reconhecendo empresas que usam a sustentabilidade como vetor estratégico de competitividade. Em 2025, a plataforma participou de nove premiações do setor, com sete projetos publicados e três premiados, consolidando seu papel na minimização da pegada de carbono e competitividade do agronegócio brasileiro.

  • Algodão oscila no mercado e exportação pode bater recorde

    Algodão oscila no mercado e exportação pode bater recorde

    Os preços do algodão em pluma oscilam no início de dezembro, segundo levantamento do Cepea. Alguns vendedores reduzem valores porque precisam captar recursos ou liquidar lotes, o que pressiona as cotações.

    Por outro lado, vendedores capitalizados mantêm firmeza nos preços e impulsionam altas pontuais, sobretudo quando ofertam lotes de qualidade superior. As indústrias compradoras fazem aquisições pontuais, já que se preparam para o recesso de fim de ano e ajustam o ritmo da demanda.

    Preocupações logísticas entram no radar dos agentes e reforçam a lentidão dos negócios neste período. Além de cumprir contratos a termo, o setor programa novas operações, principalmente para o primeiro semestre de 2026.

    As exportações brasileiras podem alcançar um novo recorde em 2025. O recorde atual pertence a 2024, quando o país embarcou 2,77 milhões de toneladas, segundo a Secex. Em novembro, os envios somaram 402,5 mil toneladas, o maior volume para o mês. O resultado supera em 36,9% os embarques de outubro de 2025 e em 34,4% os de novembro de 2024. No ano, os embarques já acumulam 2,57 milhões de toneladas.

  • Chocolate vai subir? Preço do cacau sobe em bolsa de Nova York

    Chocolate vai subir? Preço do cacau sobe em bolsa de Nova York

    A sequência de quedas do cacau em Nova York terminou nesta sexta-feira (28). Os preços reagiram com força, após revisão nas estimativas globais de oferta. Os contratos para março de 2026 subiram 8,07%. As negociações fecharam a US$ 5.504 por tonelada.

    O mercado reagiu imediatamente aos novos dados oficiais. A Organização Internacional do Cacau reduziu a projeção de superávit mundial. A estimativa para 2024/25 caiu de 142 mil para 49 mil toneladas. Além disso, a entidade revisou para baixo a produção global.

    Nova projeção de safra

    A nova projeção indica safra de 4,69 milhões de toneladas. Antes, o volume estimado era de 4,84 milhões.
    No entanto, analistas mantêm cautela para os próximos meses. O mercado ainda projeta pressão nos preços. Segundo o setor, a expectativa de alta produção em 2025/26 limita novas altas. Por isso, traders apostam em ajuste de preços no médio prazo.

    Açúcar e algodão sobem levemente

    O açúcar encerrou a sessão com valorização moderada. Os contratos para março subiram 0,46%, a 15,21 centavos de dólar por libra-peso.

    O algodão também fechou em alta, porém discreta. A cotação avançou 0,22%, para 64,71 centavos de dólar por libra-peso.

    Suco de laranja mantém sequência de ganhos

    O suco de laranja congelado e concentrado subiu pelo terceiro pregão seguido. Os contratos para janeiro avançaram 3,76%. As negociações fecharam a US$ 1,5605 por libra-peso. O mercado segue atento ao comportamento da demanda internacional.

     

  • Café dispara em Nova York com oferta limitada

    Café dispara em Nova York com oferta limitada

    O café arábica registrou forte valorização na bolsa de Nova York nesta terça-feira (18/11). Assim, os contratos futuros para março avançaram 2,95% e atingiram US$ 3,8770 por libra-peso.

    A commodity liderou os ganhos entre os produtos agrícolas negociados no mercado americano. Dessa forma, o aperto na oferta global continua pressionando as cotações do grão para cima.

    Suco de laranja interrompe sequência de perdas

    O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) encerrou série negativa em Nova York. Consequentemente, os contratos para janeiro subiram 1,70% e alcançaram US$ 1,5820 por libra-peso.

    A valorização representa alívio após seis pregões consecutivos de quedas no mercado americano.

    Cacau acumula sexta queda consecutiva no mercado

    O cacau, por outro lado, mantém trajetória negativa na bolsa nova-iorquina. Além disso, os contratos para março recuaram 0,15% e fecharam a US$ 5.428 por tonelada.

    A queda reflete as expectativas de safra recorde no oeste africano. Portanto, a região que fornece 70% do cacau mundial pressiona os preços internacionais.

    Açúcar demerara recua na bolsa americana

    O açúcar demerara operou em baixa na sessão de terça-feira em Nova York. Enquanto isso, os contratos para março caíram 0,68% e fecharam a 14,70 centavos por libra-peso.

    Algodão registra leve alta nos futuros

    O algodão em pluma apresentou ganhos moderados no mercado de Nova York. Por fim, os contratos para março avançaram 0,52% e encerraram a 64,39 centavos por libra-peso.

     

  • Capim-pé-de-galinha ameaça lavouras de algodão

    Capim-pé-de-galinha ameaça lavouras de algodão

    O Brasil conquistou a posição de maior exportador de algodão do mundo. Na safra 2024/2025, os cotonicultores brasileiros colheram 4,11 milhões de toneladas de pluma e exportaram 2,83 milhões de toneladas. Os produtores investem constantemente em tecnologia e inovação no campo para manter esse desempenho, mas enfrentam desafios diários que incluem condições climáticas adversas, altos custos de produção e, principalmente, a infestação de pragas e plantas daninhas.

    O capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) representa uma das ameaças mais sérias à rentabilidade da cultura. A planta daninha mostra resistência a diversos herbicidas e pode devastar as lavouras.

    “Essa planta reduz até 50% da produção agrícola. O controle tornou-se cada vez mais complexo devido à resistência a diferentes grupos químicos”, alerta Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC, empresa de ciências para agricultura.

    Planta se adapta facilmente e infesta todo o país

    O capim-pé-de-galinha demonstra ampla adaptabilidade. A planta daninha infesta lavouras anuais e perenes, cresce em praticamente todos os tipos de solo e está presente em quase todas as regiões agrícolas brasileiras. Cada planta dispersa até 120 mil sementes e compete intensamente por água, luz e nutrientes com as culturas comerciais.

    “Além disso, essa daninha atua como ponte-verde. Ela hospeda pragas e doenças, o que agrava ainda mais os danos à lavoura. Por isso, a introdução de novos modos de ação tornou-se fundamental”, reforça Lemos.

    Manejo integrado é a solução mais eficaz

    Diante desse cenário, produtores precisam adotar herbicidas com novas moléculas e procedimentos integrados de manejo para manter a produtividade e a competitividade da cotonicultura.

    O especialista ressalta a importância de estratégias integradas de manejo além do uso de herbicidas inovadores. “O capim-pé-de-galinha exige atenção e planejamento constantes. Combinar práticas culturais, como rotação de culturas, ao uso de herbicidas com novos modos de ação é a melhor estratégia para enfrentar a complexidade do controle”, afirma.

    Lemos conclui que essa prática aumenta a eficiência do manejo e contribui para uma agricultura mais sustentável e produtiva. A combinação de diferentes ferramentas representa o caminho mais seguro para os cotonicultores protegerem seus investimentos e manterem o Brasil na liderança global do setor.

  • Exportações de algodão ganham ritmo com beneficiamento

    Exportações de algodão ganham ritmo com beneficiamento

    O beneficiamento do algodão em pluma da safra 2024/25 já ultrapassou a metade, e as exportações avançam em outubro. Cálculos do Cepea indicam que, se o ritmo atual continuar, o volume embarcado pode superar 300 mil toneladas.

    Esse resultado seria o maior desde o início do ano, reforçando o bom desempenho do algodão brasileiro no mercado externo.

    No mercado interno, o cenário é diferente. O baixo escoamento de produtos manufaturados leva as indústrias a adotar cautela nas compras. Ou seja, com menor demanda, as negociações seguem lentas e os preços se mantêm estáveis, acompanhando a paridade de exportação.

    O levantamento do Cepea mostra ainda que as cotações da pluma variam em faixa estreita. A média do mês está em R$ 3,55 por libra-peso, com mínima de R$ 3,50/lp e máxima de R$ 3,61/lp — uma variação de apenas 2,8%.

    O desempenho positivo das exportações, aliado à estabilidade doméstica, indica um mercado de algodão equilibrado e atento às oportunidades externas.