Tag: algodão

  • Algodão atinge maior preço em nove meses no Brasil

    Algodão atinge maior preço em nove meses no Brasil

    Os preços do algodão em pluma seguem em alta no Brasil e sustentam o mercado interno. O Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, alcança o maior patamar nominal desde julho de 2025.

    Esse avanço ocorre devido às cotações internacionais mais firmes e à postura cautelosa dos vendedores. Além disso, o período de entressafra reduz a oferta e reforça a valorização da pluma no país.

    Os preços elevados do petróleo também influenciam o mercado e sustentam os custos de produção. As condições climáticas no Brasil e nos Estados Unidos contribuem para o cenário de alta.

    No mercado spot, agentes realizam negociações pontuais para atender demandas imediatas. As compras focam na reposição de estoques e evitam volumes elevados neste momento.

    O volume mais amplo de negócios segue limitado pelo desencontro entre expectativas de preços. Os compradores e os vendedores mantêm posições divergentes, o que reduz a liquidez do mercado.

    Do lado da demanda, indústrias enfrentam dificuldades para repassar os custos ao consumidor final. Os reajustes na matéria-prima e em outros insumos pressionam a cadeia produtiva. As vendas no varejo continuam enfraquecidas e impactam o consumo de produtos têxteis.

    Esse cenário mantém as compras cautelosas ao longo de toda a cadeia. Os juros elevados reduzem o consumo e dificultam o acesso ao crédito. O alto endividamento das famílias também limita a demanda por produtos. A inflação persistente contribui para restringir ainda mais o consumo no mercado interno.

  • Recorde: agro brasileiro registra melhor primeiro trimestre da história

    Recorde: agro brasileiro registra melhor primeiro trimestre da história

    O agronegócio brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um desempenho inédito na série histórica. Entre janeiro e março as exportações do setor somaram 38,1 bilhões de dólares o que representa uma alta de 0,9 por cento em comparação ao mesmo período do ano passado. O resultado gerou um superávit comercial de 33 bilhões de dólares consolidando a força do setor na economia nacional.

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    Apenas no mês de março o agronegócio exportou 15,41 bilhões de dólares. Esse montante correspondeu a 48,8 por cento de tudo o que o Brasil vendeu para o exterior no mês.

    Estratégia de expansão e novos mercados

    O crescimento reflete diretamente a estratégia de abertura de novos destinos comerciais. Somente nos três primeiros meses de 2026 o governo brasileiro abriu 30 novos mercados para os produtos agropecuários. No total o país já soma mais de 500 novas frentes comerciais abertas nos últimos três anos.

    Embora o volume exportado tenha subido 3,8 por cento o preço médio dos produtos caiu 2,8 por cento. Essa queda ocorreu devido à redução nas cotações internacionais de commodities importantes como milho, algodão, açúcar de cana e farelo de soja.

    Soja e proteínas animais lideram as vendas

    O complexo soja continua como o principal motor das exportações faturando 12,13 bilhões de dólares no trimestre ou 31,8 por cento do total. O setor de proteínas animais aparece logo em seguida com 8,12 bilhões de dólares e um crescimento expressivo de 21,8 por cento em relação a 2025.

    A carne bovina e a carne suína bateram recordes históricos de valor e quantidade no período. As vendas de carne bovina in natura renderam 3,98 bilhões de dólares um salto de 37,3 por cento. Já a carne suína atingiu 846 milhões de dólares em exportações crescendo 16,4 por cento. Outros produtos como feno erva-mate arroz e até bovinos vivos também registraram aumentos significativos reforçando a diversificação da pauta brasileira.

    Principais destinos internacionais

    A China permanece como o maior parceiro comercial do agronegócio brasileiro absorvendo 29,8 por cento das exportações com 11,33 bilhões de dólares. A União Europeia ocupa a segunda posição com 5,67 bilhões de dólares seguida pelos Estados Unidos com 2,24 bilhões de dólares. Outros países como Índia Filipinas e México também apresentaram forte crescimento nas compras de produtos brasileiros.

    O ministro da Agricultura e Pecuária André de Paula atribuiu o sucesso à ciência e à sanidade da produção nacional. Segundo ele o agro brasileiro ocupa posição de destaque por sua capacidade de responder rapidamente às demandas globais. O secretário de Comércio e Relações Internacionais Luís Rua reforçou que o trabalho de abertura de mercados traz previsibilidade e consolida o Brasil como um fornecedor competitivo mundialmente.

  • Safra de grãos pode bater recorde em 2025/26

    Safra de grãos pode bater recorde em 2025/26

    A produção de grãos no Brasil pode alcançar 356,3 milhões de toneladas na safra 2025/26. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou os dados no 7º Levantamento de Grãos.

    O volume estimado indica aumento de 4,1 milhões de toneladas frente à safra 2024/25. Além disso, o resultado supera em 2,9 milhões de toneladas o levantamento anterior. Caso se confirme, a produção marcará um novo recorde histórico no país.

    Área e produtividade

    A área plantada deve crescer 2% e atingir 83,3 milhões de hectares. Por outro lado, a produtividade média deve cair 0,8%, chegando a 4.276 quilos por hectare. Mesmo com a leve queda, o índice representa o segundo melhor desempenho da série histórica.

    O presidente interino da Conab, Sílvio Porto, destaca investimentos federais no setor. Segundo ele, os planos safras fortalecem a agricultura empresarial e familiar.

    Além disso, Porto ressalta o bom desempenho da primeira safra de milho. A colheita supera 3 milhões de toneladas e avança para a fase final. Ele também projeta expectativa positiva para a segunda safra do cereal.

    Soja

    A produção de soja pode atingir recorde de 179,2 milhões de toneladas. A redução das chuvas em março favoreceu o avanço da colheita.

    Atualmente, os produtores já colheram 85,7% da área plantada. A produtividade média nacional da oleaginosa alcança 3.696 quilos por hectare. Mesmo com desempenho menor em alguns estados, o índice é o maior já registrado.

    Milho

    Para o milho, a Conab projeta produção total de 139,6 milhões de toneladas. O volume representa queda de 1,1% em relação ao ciclo anterior.

    A primeira safra cresce em área e pode alcançar 28 milhões de toneladas. Já a segunda safra deve somar 109,1 milhões de toneladas, com recuo de 3,6%.

    A semeadura do segundo ciclo está quase concluída em todo o país. As lavouras apresentam estágios que variam da germinação à floração. Porto afirma que a estimativa atual adota postura conservadora. Segundo ele, condições climáticas favoráveis podem elevar a produção final.

    Arroz

    A produção de arroz deve cair para 11,1 milhões de toneladas na safra atual. O volume representa redução de 12,9% frente ao ciclo passado. A queda ocorre devido à redução de 13,1% na área plantada. Além disso, condições climáticas desfavoráveis afetaram algumas lavouras.

    A colheita avança nos principais estados produtores. No Rio Grande do Sul, o índice chega a 72%. Em Santa Catarina, a colheita atinge 93%. No Tocantins, o avanço alcança 52%.

    Feijão

    A produção de feijão deve totalizar 2,9 milhões de toneladas. O volume indica queda de 5,2% em comparação à safra anterior. Mesmo assim, a produção prevista garante o abastecimento interno.

    Algodão

    Para o algodão, a estimativa aponta 3,8 milhões de toneladas de pluma. O volume representa recuo de 5,8% frente ao ciclo anterior.

    A área plantada deve cair 2,1% e atingir 2 milhões de hectares. Apesar disso, as condições climáticas favorecem o desenvolvimento das lavouras.

    Mercado

    No mercado, a Conab ajusta os estoques de passagem de milho. A previsão indica volume de 12,8 milhões de toneladas até janeiro de 2027.

    As exportações seguem estimadas em 46,5 milhões de toneladas. Já o consumo interno deve alcançar 96,5 milhões de toneladas.

  • Exportações de algodão batem recorde e sustentam mercado

    Exportações de algodão batem recorde e sustentam mercado

    As exportações brasileiras de algodão seguem aquecidas, enquanto o mercado interno registra negociações pontuais. Além disso, os embarques atingem recordes e avançam no acumulado de 12 meses.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a retomada das compras pela China impulsiona esse desempenho externo.
    Ao mesmo tempo, o mercado interno enfrenta oscilações de preços e diferenças entre paridade de exportação e cotações.

    Em março, o Brasil exportou 347,8 mil toneladas de algodão. Esse volume supera fevereiro em 28,6% e cresce 45,4% frente a março de 2025. Com isso, o resultado marca o maior embarque já registrado para meses de março. Além disso, representa o maior volume desde dezembro de 2025.

    No acumulado de 12 meses, o país soma 3,032 milhões de toneladas exportadas. Esse total supera todo o volume embarcado em 2025, que foi de 3,026 milhões.

    De acordo com dados da Secex, o desempenho reforça a força do Brasil no mercado global. Enquanto isso, o mercado interno mantém liquidez limitada e negociações pontuais.

    No mercado spot nacional, os preços oscilam, mas permanecem firmes, segundo o Cepea. Em alguns momentos, a demanda enfraquecida pressiona as cotações. Além disso, compradores tentam adquirir lotes a preços menores diante de dificuldades nas vendas de manufaturados. Por outro lado, vendedores resistem, principalmente para algodão de melhor qualidade.

    Ao mesmo tempo, algumas indústrias buscam recompor estoques e sustentam os preços.
    Assim, o mercado interno mantém equilíbrio, mesmo com oscilações recentes.

  • Tecnologia inédita contra nematoides é destaque na Tecnoshow

    Tecnologia inédita contra nematoides é destaque na Tecnoshow

    A Corteva Agriscience apresentou, nesta terça-feira (7), durante a 23ª Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), o Reklemel, nova tecnologia voltada ao manejo de nematoides no solo. O produto surge como resposta a um problema bilionário no campo. Segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia, as perdas podem chegar a R$ 35 bilhões por ano no Brasil. Os nematoides atacam as raízes e comprometem o desenvolvimento das plantas.

    Além disso, a proposta da empresa é oferecer controle seletivo dos fitonematoides. Dessa forma, a tecnologia preserva a biota do solo e contribui para o aumento da produtividade. O lançamento foi apresentado como uma nova ferramenta dentro do manejo integrado.

    Durante coletiva, o Líder de Portfólio de Inseticidas e Nematicidas da Corteva para Brasil e Paraguai, Thomas Scott, destacou que o Reklemel representa um avanço importante. Isso ocorre porque o produto atua com um novo modo de ação e um grupo químico inédito no mercado. “Hoje, muitos produtores ainda não diferenciam nematoides benéficos dos prejudiciais. O diferencial da tecnologia é eliminar o fitonematoide e manter os organismos que contribuem para a saúde do solo”, afirmou.

    Os nematoides são vermes microscópicos, de corpo cilíndrico, presentes no solo. No entanto, nem todos causam danos. Cerca de 70% são de vida livre e exercem papel importante na decomposição da matéria orgânica. Além disso, ajudam na ciclagem de nutrientes. Por outro lado, os fitonematoides parasitam plantas. Eles formam galhas nas raízes e reduzem a absorção de água e nutrientes.

    Manejo integrado ganha reforço com nova tecnologia

    A cientista de campo da Corteva, Marina Gomes, que participou do desenvolvimento da solução, explicou que o Reklemel atua como uma ferramenta complementar. Segundo ela, o produto protege o sistema radicular da planta. Ao mesmo tempo, mantém a microbiota do solo ativa. “Isso permite que fungos e outros agentes biológicos continuem contribuindo para o controle natural das pragas”, disse.

    Além disso, o uso combinado com soluções biológicas já adotadas pelo produtor potencializa os resultados. A aplicação do produto é feita diretamente no sulco de plantio. Dessa forma, a tecnologia permanece próxima à raiz. Isso aumenta a eficiência e reduz a quantidade utilizada por hectare.

    “Como a aplicação é concentrada no local de desenvolvimento da planta, o manejo se torna mais eficiente. Além disso, há redução de custos e maior sustentabilidade no sistema produtivo”, acrescentou Scott.

    O lançamento contempla diferentes culturas agrícolas. A molécula chega ao mercado sob três marcas. Lormelo é voltado para soja, milho, algodão e sorgo. Já o Salibro atende hortifrúti e café. Por fim, o Yeldana foi desenvolvido para a cultura da cana-de-açúcar.

    Problema generalizado exige estratégia contínua

    Atualmente, todas as culturas agrícolas são suscetíveis aos nematoides. No entanto, o nível de impacto varia conforme a espécie e a região. Por isso, o manejo adequado depende da identificação correta do tipo de nematoide presente na área.

    Além disso, o avanço da praga tem exigido maior adoção de tecnologias no campo. Regiões do Cerrado, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso, já apresentam uso mais intensivo das soluções. Dessa forma, o controle se torna mais eficiente ao longo do tempo.

    Marina e Thomas durante apresentação do Reklemel na 26ª Tecnoshow Comigo – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    A recomendação técnica é manter o manejo de forma contínua. Ou seja, ao longo dos ciclos produtivos e nos diferentes talhões da propriedade. “Quanto mais longo o manejo, melhores são os resultados. Não é uma solução pontual, mas um trabalho contínuo de construção da saúde do solo”, explicou Marina.

    Por fim, o uso de práticas integradas segue como estratégia essencial. Entre elas, estão a rotação de culturas, o uso de produtos biológicos e o monitoramento constante. Assim, o produtor consegue reduzir os impactos dos nematoides e manter a produtividade.

    Com o Reklemel, a Corteva aposta em uma abordagem mais equilibrada. A tecnologia alia eficiência no controle dos fitonematoides à preservação dos organismos benéficos. A expectativa é ampliar as possibilidades de manejo e fortalecer sistemas produtivos mais sustentáveis no longo prazo.

  • Algodão tem maior alta mensal em três anos

    Algodão tem maior alta mensal em três anos

    Os preços do algodão em pluma subiram em março após meses de estabilidade no mercado brasileiro. O movimento ocorreu porque vendedores resistiram às negociações e, ao mesmo tempo, a demanda ganhou força.

    Além disso, o mercado externo ofereceu suporte e reforçou a tendência de valorização interna. Com esse cenário, o Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso. Esse avanço representa a maior alta mensal desde agosto de 2022.

    Segundo pesquisadores do Cepea, vendedores mantiveram firmeza ao longo de março e acompanharam a valorização internacional. Por outro lado, compradores da indústria doméstica e tradings exportadoras ampliaram a atuação no mercado. Dessa forma, a maior presença compradora contribuiu para sustentar a elevação dos preços internos.

    Além disso, fatores externos também influenciaram o mercado e reforçaram a tendência de alta. Entre eles, destacam-se a valorização do petróleo e o aumento dos custos de frete. Ao mesmo tempo, o elevado comprometimento da safra 2024/25 limitou a oferta disponível. Assim, esses elementos consolidaram o avanço das cotações, conforme análise do Cepea.

  • Clima no Mato Grosso inspira cautela, mas Bahia favorece safra de algodão

    Clima no Mato Grosso inspira cautela, mas Bahia favorece safra de algodão

    A StoneX, empresa global de serviços financeiros, manteve em março a estimativa para a produção brasileira de algodão na safra 2025/26 em 3,74 milhões de toneladas. A consultoria, no entanto, recomenda cautela. As condições climáticas e o estágio inicial das lavouras em regiões importantes ainda podem afetar o resultado final.

    No Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório, porém ainda incipiente. A regularidade das chuvas em abril será decisiva para os rendimentos, especialmente nas áreas de plantio tardio.

    “O clima nas próximas semanas será decisivo para consolidar o potencial produtivo da safra”, afirma Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. “As áreas plantadas mais tardiamente exigem atenção redobrada.”

    Na Bahia, o cenário se mostra mais favorável. As chuvas acima da média histórica aceleraram o desenvolvimento das lavouras. Com isso, a consultoria sustenta a projeção de produtividade em 1,97 tonelada por hectare no estado.

    “O clima colaborou de forma bastante positiva na Bahia. As lavouras estão mais adiantadas”, destaca Bulascoschi.

    Exportação sobe 3,3% com safra anterior aquecida

    A consultoria elevou a estimativa para as exportações brasileiras de algodão em 2026 para 3,1 milhões de toneladas. O número representa alta de 3,3% ante a projeção de fevereiro. O volume colhido no ciclo anterior ampliou a oferta para o mercado externo.

    Assim, a demanda mais aquecida em grandes compradores, como China e Paquistão, especialmente no primeiro semestre, também deve favorecer os embarques brasileiros.

    “A combinação entre oferta robusta e demanda internacional mais firme tende a sustentar um bom desempenho das exportações no primeiro semestre”, explica Bulascoschi. “Mas o mercado seguirá atento ao potencial produtivo da safra atual e a como isso influenciará os embarques na segunda metade do ano.”

    Segundo a StoneX, o comportamento da produção ao longo do ciclo determinará não apenas o balanço entre oferta e demanda, mas também a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional em 2026.

  • Dia Mundial da Agricultura: Brasil bate recordes no agronegócio

    Dia Mundial da Agricultura: Brasil bate recordes no agronegócio

    O Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agrícolas do mundo. Em 2025, o agronegócio brasileiro registrou US$ 169,2 bilhões em exportações, respondendo por 48,5% de tudo que o país vendeu ao exterior, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI). Os números foram divulgados nesta sexta-feira (20), data em que o mundo celebra o Dia Mundial da Agricultura.

    A Secretaria de Política Agrícola (SPA) estima que a produção brasileira de grãos na safra 2025/26 chegará a 353,4 milhões de toneladas, o maior volume da história do país. Com isso, o Brasil abastece hoje cerca de 10% da população mundial, distribuída pelos cinco continentes.

    Entre os produtos de maior impacto no mercado global estão soja, milho, açúcar, algodão e suco de laranja. No café, a liderança é absoluta: o Brasil é o maior produtor e exportador mundial, com exportações anuais de aproximadamente 40 milhões de sacas. Algo próximo a 35% de todo o consumo global.

    Política e investimento

    O Plano Safra 2025/2026 destinou R$ 516 bilhões ao setor agropecuário, o maior volume já registrado. Entre os principais instrumentos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estão a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o crédito rural, o incentivo à abertura de novos mercados e o fomento a práticas de baixa emissão de carbono.

    “O Brasil reúne capacidade produtiva, inovação e sustentabilidade para seguir como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo”, afirmou o ministro Carlos Fávaro.

    Ciência, defesa e rastreabilidade

    Pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foram decisivas para o desenvolvimento de uma agricultura tropical de alta produtividade e competitividade. Já o sistema de defesa agropecuária, coordenado pelo Mapa, assegura a qualidade e a inocuidade dos produtos por meio de rastreabilidade, monitoramento de resíduos e fiscalização contínua ao longo de toda a cadeia produtiva, garantia tanto para o consumidor interno quanto para os mercados internacionais.

  • Preço do algodão cai no Brasil com dólar fraco

    Preço do algodão cai no Brasil com dólar fraco

    Os preços do algodão em pluma estão em queda no Brasil. O levantamento do Cepea confirma a tendência no mercado doméstico. Segundo os pesquisadores, a desvalorização do dólar frente ao Real pressiona as cotações internas.

    Além disso, o câmbio mais baixo reduz a atratividade das exportações brasileiras. Isso ocorre porque a queda do dólar diminui a paridade de exportação. Consequentemente, a venda externa perde competitividade. Ao mesmo tempo, as cotações internacionais do algodão avançam.

    Esse movimento ocorre, sobretudo, pela valorização do petróleo no mercado global. No entanto, a alta externa não sustenta os preços domésticos. Assim, o mercado brasileiro segue pressionado pelo cenário cambial.

    Campo

    No campo, agentes brasileiros finalizam a semeadura da safra 2025/26. Enquanto isso, produtores do Hemisfério Norte iniciam o planejamento da temporada 2026/27. Segundo o Cepea, a próxima safra no Hemisfério Norte deve ser menor que a atual. Ainda assim, o mercado brasileiro permanece atento ao câmbio e às exportações.

  • Brasil projeta safra recorde de 353,4 milhões de toneladas de grãos em 2025/26

    Brasil projeta safra recorde de 353,4 milhões de toneladas de grãos em 2025/26

    O Brasil inicia a colheita das culturas de primeira safra projetando uma produção de 353,4 milhões de toneladas de grãos na temporada 2025/26. O volume representa um crescimento de 0,3% sobre o ciclo 2024/25 e mantém o país na rota de um novo recorde histórico, segundo o 5º Levantamento da Safra divulgado nesta quinta-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Os agricultores brasileiros expandiram a área plantada para 83,3 milhões de hectares, um avanço de 1,9% que corresponde a 1,5 milhão de hectares adicionais. A produtividade média nacional, no entanto, registra queda de 1,5%, passando de 4.310 quilos por hectare em 2024/25 para 4.244 quilos por hectare no ciclo atual.

    Soja lidera crescimento e estabelece novo marco produtivo

    A cultura da soja consolida sua posição como protagonista da safra brasileira. A Conab projeta uma colheita de 178 milhões de toneladas da oleaginosa, um incremento de 6,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo passado e um novo recorde para a cultura.

    As condições climáticas favoráveis impulsionam o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras. A colheita da soja já avança em 17,4% da área plantada, superando o mesmo período do ano anterior. Em Mato Grosso, maior estado produtor do grão, os agricultores já colheram 46,8% da área, e as produtividades alcançam os níveis estimados inicialmente.

    Milho prevê recuo na produção total, mas primeira safra cresce

    A produção total de milho deve atingir 138,4 milhões de toneladas, representando uma redução de 1,9% em relação ao ciclo anterior. Apesar da queda geral, a primeira safra do cereal apresenta desempenho positivo, com crescimento de 7,2% na área plantada, que chega a 4 milhões de hectares, e produção estimada em 26,7 milhões de toneladas — aumento de 7,1% sobre a safra anterior.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    Para a segunda safra, os produtores destinam 17,9 milhões de hectares. O plantio já atinge 21,6% da área estimada na primeira semana de fevereiro, com projeção de colheita de 109,3 milhões de toneladas.

    Arroz reduz área plantada, mas garante abastecimento interno

    Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada ao arroz atinge 1,6 milhão de hectares, 11,6% inferior ao ciclo anterior. No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, as lavouras atravessam pleno desenvolvimento vegetativo. As chuvas recentes recuperaram os níveis dos mananciais, que enfrentavam redução hídrica nas regiões produtoras do estado.

    arroz
    Foto: Giovani Wrasse/Irga

    A Conab estima uma produção de 10,9 milhões de toneladas. Mesmo com a expectativa de queda, o volume garante o abastecimento do mercado interno.

    Feijão mantém estabilidade e Minas Gerais lidera primeira safra

    A produção de feijão deve se manter próxima a 3 milhões de toneladas, somando os três ciclos da leguminosa. A primeira safra registra redução de 11,4% na área plantada, totalizando 804,7 mil hectares, com expectativa de produção de 967,2 mil toneladas, 9% inferior à safra passada.

    Foto: Divulgacão/GovBA

    A região Sul, especialmente o Paraná, influencia a queda nos números. Em contrapartida, Minas Gerais prevê aumento de 9,5% na produção, chegando a 224,6 mil toneladas e assumindo a liderança como principal produtor de feijão no primeiro ciclo.

    Algodão reduz área plantada em 3,2%

    Os produtores de algodão destinam cerca de 2 milhões de hectares para o cultivo da fibra, redução de 3,2% em relação à safra anterior. A área cultivada deve resultar em uma produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma. A Conab informa que os agricultores já semearam 88,1% da área total.

    Foto: divulgação – Embrapa/Fabiano José Perina

    Mercado de milho bate recordes em exportação e consumo interno

    A Conab consolida os dados da comercialização do milho da safra 2024/25. A produção recorde do ciclo passado impulsionou as exportações para 41,5 milhões de toneladas, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    A ampla oferta interna e a maior demanda internacional pelo grão elevaram as vendas ao mercado externo. O consumo interno também atingiu novo recorde histórico, saltando de 84 milhões de toneladas na temporada 2023/24 para 90,5 milhões de toneladas na safra passada. O aumento da utilização do milho na produção de etanol explica o crescimento, consolidando a relevância do cereal no setor energético.

    Para a temporada 2025/26, a expectativa aponta novo incremento tanto nas exportações quanto no consumo interno, com estimativas de 46,5 milhões de toneladas e 94,5 milhões de toneladas, respectivamente. Mesmo com a elevação, os estoques de passagem do grão devem se manter em torno de 12 milhões de toneladas em janeiro de 2027.