Tag: trigo

  • Arroz: preços caem pela 11ª semana seguida no RS

    Arroz: preços caem pela 11ª semana seguida no RS

    O preço do arroz em casca caiu pela 11ª semana consecutiva no Rio Grande do Sul. A informação é do Cepea. Em resumo, entre 11 e 17 de abril, o Indicador CEPEA/IRGA-RS recuou 0,26%, fechando a R$ 76,04 por saca de 50 kg.
    Apesar da nova queda, a intensidade do recuo foi menor em comparação com as semanas anteriores. Desde o início de fevereiro, as cotações não pararam de cair. Em geral, a média parcial de abril já é a mais baixa desde outubro de 2022.

    Segundo pesquisadores do Cepea, o feriado da Semana Santa reduziu a liquidez no mercado do arroz em casca. Ou seja, durante o período, produtores priorizaram os trabalhos no campo, que estão próximos do fim. Mesmo com as chuvas atrasando a colheita, a atenção ao cultivo se manteve firme. Ao mesmo tempo, atacadistas e varejistas demonstraram pouco interesse de compra. A demanda dos engenhos não foi suficiente para aquecer o mercado.

    Trigo: feriados reduzem negócios, mas preços se mantêm firmes

    Os feriados recentes diminuíram o ritmo das negociações com trigo e derivados no país. Mesmo assim, os preços seguiram firmes, segundo levantamento do Cepea. Enquanto compradores indicam estoques abastecidos, vendedores buscam liquidez com a safra de verão. Muitos agentes não têm urgência para liberar os estoques.
    Por isso, os produtores que ainda têm lotes aguardam novas altas nos preços.

    A oferta segue restrita em plena entressafra. Ou seja, esse cenário continua sustentando as cotações em todas as regiões monitoradas. Na parcial de abril, o preço médio do trigo no Paraná subiu 2,5% em relação a março.
    No Rio Grande do Sul, a alta foi de 4,9%; em São Paulo, de 2,8%; e, em Santa Catarina, de 3,3%.

    Algodão: exportações firmes e retração vendedora sustentam mercado

    Os preços do algodão em pluma seguem em leve alta diária no Brasil. Ainda segundo o Cepea, o avanço ocorre com apoio das exportações e da menor oferta interna. A valorização no mercado externo também fortalece as cotações domésticas. Muitos vendedores evitam o mercado spot ou resistem a baixar os preços pedidos.

    Outros produtores focam no cumprimento dos contratos a termo. Enquanto isso, as indústrias compram algodão já estocado ou previamente contratado. De acordo com o Cepea, os preços internos seguem estáveis dentro de uma faixa estreita. Desde maio de 2023, as médias mensais variam entre R$ 3,81/lp e R$ 4,24/lp. Em abril, a média alcançou R$ 4,2414/lp, a maior desde abril de 2023, em termos nominais. Atualizada pelo IGP-DI de março, essa média é a mais alta desde julho de 2024, em valores reais.

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  • Trigo brasileiro tem menor pegada de carbono que a média mundial

    Trigo brasileiro tem menor pegada de carbono que a média mundial

    Um estudo inédito da Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil possui uma das menores pegadas de carbono do mundo, com potencial para reduzir ainda mais suas emissões de gases de efeito estufa em até 38%. A pesquisa, realizada com base em lavouras do Sudeste do Paraná e no processo industrial de moagem, foi publicada no periódico Journal of Cleaner Production e traz dados pioneiros para a América do Sul e para ambientes subtropicais.

    A análise apontou que a produção brasileira emite, em média, 0,50 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) por quilo de trigo. Portando, um índice abaixo da média global estimada em 0,59 kg. Ao todo, foram avaliadas 61 propriedades rurais durante a safra 2023/2024, além de uma moageira paranaense. O estudo considerou todas as etapas do ciclo de vida do produto, desde o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas até o transporte, secagem, moagem e transformação do trigo em farinha.

    Fertilizantes nitrogenados lideram emissões de CO₂

    A maior fonte de emissão de gases de efeito estufa na triticultura brasileira está associada ao uso de fertilizantes nitrogenados, especialmente a ureia. Este insumo responde por até 40% das emissões, devido à liberação de óxido nitroso (N₂O) durante sua aplicação. Os pesquisadores sugerem a substituição da ureia por fertilizantes menos poluentes, como o nitrato de amônio com calcário (CAN). Ele pode reduzir em 4% as emissões de carbono e contribuir para diminuir a acidificação do solo.

    “A ureia, por não ser completamente absorvida pelas plantas, acaba contribuindo para o aumento da acidez do solo”, explica Marília Folegatti, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP). Segundo ela, tecnologias como biofertilizantes, biopesticidas, fertilizantes de liberação lenta e nanofertilizantes também devem ser consideradas para reduzir os impactos ambientais da produção.

    Maria Cléa Brito de Figueiredo, da Embrapa Agroindústria Tropical (CE), destaca que a utilização de fertilizantes sintéticos afeta não apenas o solo. Mas também a qualidade dos alimentos e a saúde humana, devido à presença de metais pesados.

    Cultivares mais produtivas e eficiência no campo

    Outra estratégia apontada pelo estudo para mitigar a pegada de carbono é a adoção de cultivares de trigo mais produtivas, capazes de oferecer maior rendimento com o uso de menos recursos naturais, como terra e água. A produção em sistema de sequeiro, comum no Brasil, também contribui para a sustentabilidade. Pois reduz significativamente o consumo de água em comparação a outras regiões do mundo.

    Além disso, o estudo destaca a necessidade de considerar outros indicadores ambientais, como biodiversidade e qualidade do solo, para uma avaliação mais abrangente da sustentabilidade na triticultura.

    Comparativo internacional e projeções para o Brasil

    O Brasil apresenta desempenho superior ao de países como Índia (0,62 kg CO₂eq), Itália (0,58 kg) e China (0,55 kg). Mas ainda está atrás de referências como Alemanha e Austrália, que registram índices próximos a 0,35 kg. Para Álvaro Dossa, analista da Embrapa Trigo (RS), o país tem potencial para alcançar esses padrões com a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.

    O estudo brasileiro também preenche uma lacuna nos dados internacionais, ao ser o primeiro a mensurar a pegada de carbono do trigo na América do Sul. Em outros continentes, a média varia de 0,24 kg CO₂eq na África a 0,68 kg na Ásia, com a Europa e a América do Norte apresentando 0,33 kg e 0,42 kg, respectivamente.

    Produção de farinha de trigo também é mais sustentável

    A parceria com a Moageira Irati permitiu uma análise detalhada da pegada de carbono na produção industrial da farinha de trigo brasileira. O estudo identificou emissões de 0,67 kg a 0,80 kg de CO₂eq por quilo de farinha, a depender do porte da propriedade rural de origem dos grãos — valores inferiores aos registrados na Espanha (0,89 kg) e Itália (0,95 kg).

    Marcelo Vosnika, diretor da Moageira Irati, acredita que esse diferencial pode se tornar uma vantagem competitiva para o Brasil no mercado internacional. “Estamos mostrando que nosso modelo de produção de trigo é resiliente, sustentável e de baixo carbono”, afirma.

    A maior incidência de luz solar no Brasil também foi apontada como um trunfo para a utilização de energia fotovoltaica na indústria moageira. Assim, reduzindo ainda mais a pegada de carbono da farinha produzida no país.

    Metodologia e impacto futuro

    A pesquisa utilizou a metodologia da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), conforme as normas ISO 14040 e ISO 14044. Essa abordagem permite mensurar todos os impactos ambientais associados a cada fase da produção do trigo. Os resultados também consideram indicadores de pegada hídrica, acidificação do solo, eutrofização e toxicidade ambiental.

    A expectativa da Embrapa é que o estudo sirva de base para análises semelhantes em outras cadeias produtivas que utilizam o trigo como insumo, como as indústrias de panificação, carnes e energia. “Queremos oferecer subsídios técnicos para transformar o trigo brasileiro em um modelo de produção sustentável”, afirma Vanderlise Giongo, da Embrapa Trigo.

    Com esses dados, o Brasil reforça sua posição estratégica no mercado global de trigo. E além disso, avança no compromisso com uma agricultura de baixo carbono, alinhada às exigências dos consumidores e às metas internacionais de sustentabilidade.

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  • Soja sobe 2% em Chicago após Trump recuar em tarifaço

    Soja sobe 2% em Chicago após Trump recuar em tarifaço

    O mercado internacional de grãos reagiu com força às mudanças de Trump no plano tarifário dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (9/4), o presidente Donald Trump recuou de forma parcial nas sanções comerciais. A soja respondeu de imediato: subiu 2,01% e encerrou o pregão a US$ 10,1275 o bushel, no contrato para maio.

    Durante a sessão, a oleaginosa se manteve estável. No entanto, a notícia da suspensão de tarifas nos minutos finais virou o cenário. Trump decidiu adiar por 90 dias as tarifas recíprocas a diversos parceiros comerciais — com exceção da China.

    Mais cedo, a China havia anunciado novas retaliações. Ou seja, o país asiático impôs tarifas de 84% sobre produtos dos EUA. Apesar da tensão, os preços dos grãos mostraram pouca oscilação até o anúncio da Casa Branca.

    Milho também avança com recuo dos EUA

    O milho acompanhou o movimento de alta puxado pela soja. Em resumo, os contratos do cereal para maio fecharam com valorização de 1,07%, cotados a US$ 4,74 o bushel. Portanto, a reversão na postura de Trump abriu espaço para retomada das negociações com a União Europeia. O bloco representa um dos maiores compradores globais de milho.

    Trigo reage e fecha com leve alta

    O trigo também oscilou ao longo do dia e fechou em alta. Ou seja, os investidores acompanharam com cautela os impactos da disputa comercial nos preços dos grãos. Os contratos do trigo com entrega para maio subiram 0,42%, encerrando o pregão a US$ 5,4225 o bushel, na Bolsa de Chicago.

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  • Preços de milho e trigo sobem com novas projeções do USDA

    Preços de milho e trigo sobem com novas projeções do USDA

    Os preços do milho e do trigo encerraram em alta na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (31), impulsionados por projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em resumo, o trigo avançou devido à redução da área plantada, enquanto o milho subiu mesmo com o aumento da estimativa de plantio. Em contrapartida, a soja caiu com a elevação dos estoques.

    Os contratos de trigo para maio fecharam em US$ 5,37 por bushel, alta de 1,66%. Em geral, a valorização reflete a projeção de menor área plantada nos EUA, que deve alcançar 18,37 milhões de hectares na safra 2025/26. Portanto, se confirmada, essa será a segunda menor área desde 1919.

    O milho para maio registrou alta de 0,88%, cotado a US$ 4,5725 por bushel. O avanço ocorreu apesar do aumento de 5,2% na estimativa da área plantada nos EUA, que pode atingir 38,57 milhões de hectares.

    Já a soja recuou 0,87%, fechando a US$ 10,2825 por bushel. A queda ocorreu mesmo com a redução de 4,1% na área plantada, estimada em 33,79 milhões de hectares. O aumento dos estoques pressionou as cotações. Segundo o USDA, os estoques da oleaginosa cresceram 3,5% até 1º de março, alcançando 51,98 milhões de toneladas.

    Mercado brasileiro

    No Brasil, as negociações de milho ocorrem de forma pontual e regionalizada, segundo o Cepea. Produtores focam na colheita da safra de verão e na finalização do plantio da segunda safra. Do lado da demanda, compradores se mantêm afastados do mercado spot ou adquirem lotes pontuais. Esse cenário pressiona os preços em algumas regiões, como Campinas (SP), mas as cotações seguem acima dos valores registrados há um ano.

    A demanda externa pela soja brasileira aumentou o volume de negócios na última semana. Pesquisadores do Cepea apontam que a valorização do dólar frente ao real tornou o produto mais atrativo no mercado internacional. Além disso, produtores intensificaram as vendas para obter recursos e financiar a próxima safra.

    Dados preliminares da Secex indicam que, até 21 de março, o Brasil embarcou 10,25 milhões de toneladas de soja, volume 59,5% superior ao total exportado em fevereiro. A colheita segue em ritmo acelerado, com clima favorável impulsionando a produtividade. Segundo a Conab, até 23 de março, 76,4% da área total havia sido colhida, superando os 66,3% registrados no mesmo período de 2024 e a média dos últimos cinco anos.

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  • TBIO Blanc: nova cultivar de trigo impulsiona produção nacional

    TBIO Blanc: nova cultivar de trigo impulsiona produção nacional

    A produção brasileira de trigo deve chegar a 9 milhões de toneladas em 2025, segundo projeções do setor. Apesar do crescimento de 15% em relação a 2024, o país ainda precisará importar o cereal para suprir o consumo interno, que ultrapassa 12,5 milhões de toneladas anuais. Nesse cenário, a OpenSolo, empresa de intermediação do agronegócio, e a GDM-Biotrigo, líder em tecnologia de sementes, destacam a TBIO Blanc como uma solução estratégica para aumentar a produtividade e agregar valor ao trigo nacional.

    Desenvolvida para revolucionar o cultivo do trigo no Brasil, a TBIO Blanc combina alta performance agronômica e qualidade industrial. A cultivar apresenta:

    • Resistência elevada a doenças, reduzindo perdas nas lavouras.
    • Potencial de rendimento superior, com ciclo médio de 140 dias.
    • Coloração clara acima de 94 de luminosidade, padrão exigido pelo mercado.
    • Força de glúten aprimorada, garantindo qualidade para moinhos e indústrias.

    “Ela une segurança e produtividade, atendendo às demandas de produtores, indústria e consumidores”, explica Rafael Mihailovici, especialista em grãos da OpenSolo.

    Mercado reconhece qualidade com prêmio de 15% no preço

    A TBIO Blanc já conquistou a aprovação de mais de 80 moinhos brasileiros. E garantiu um prêmio de R$ 150,00 por tonelada em relação ao trigo comum nas últimas duas safras. Para 2025, as vendas da cultivar triplicaram em comparação a 2022, impulsionadas pela demanda de produtores de São Paulo, onde o plantio ocorre após a colheita da soja, entre março e abril.

    “O prêmio reflete a valorização de um trigo que oferece rentabilidade ao produtor e qualidade ao consumidor final, presente em pães, massas e biscoitos”, destaca Mihailovici.

    Com colheita prevista para o final de agosto, a TBIO Blanc surge como alternativa para otimizar a rotação de culturas e a cobertura de solo. Para Mihailovici, a tecnologia é essencial para reduzir a dependência de importações. “Ela mostra como a inovação transforma o trigo em um cereal competitivo, alinhado às exigências globais de sustentabilidade e eficiência”.

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  • Etanol: preços continuam em queda no mercado paulista

    Etanol: preços continuam em queda no mercado paulista

    A combinação de baixa demanda e maior oferta mantém a pressão sobre os preços do etanol no mercado spot de São Paulo. Segundo levantamento do Cepea, o mercado seguiu travado na última semana, com algumas usinas reduzindo os valores de oferta. Entre 10 e 14 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado registrou queda de 0,57%, fechando em R$ 2,8245 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O etanol anidro também apresentou recuo, com variação negativa de 0,13% no mesmo período. O Indicador encerrou a semana cotado a R$ 3,2449 por litro, valor líquido de impostos.

    Açúcar: mesmo com oferta restrita, preço do cristal recua

    Os preços do açúcar cristal branco caíram no mercado spot de São Paulo na última semana. De acordo com o Cepea, o Indicador CEPEA/ESALQ registrou média de R$ 140,58 por saca de 50 kg entre 10 e 14 de março, queda de 0,6% frente ao período anterior. A desvalorização ocorre apesar do fim da entressafra, quando a oferta das usinas costuma ser mais limitada. Pesquisadores do Cepea destacam que a demanda segue enfraquecida, com compradores negociando apenas quando os preços se tornam mais atrativos. Esse cenário tem levado algumas usinas a reduzirem os valores, principalmente para lotes de açúcar com cor Icumsa de até 180, o mais comercializado no mercado.

    Trigo: cotações seguem em alta no Brasil

    Os preços do trigo continuam em alta no mercado brasileiro. Segundo o Cepea, a valorização ocorre devido à baixa disponibilidade do cereal no mercado interno durante a entressafra. Muitos vendedores seguem afastados das negociações, enquanto compradores intensificam a busca por novos lotes. Diante desse cenário, parte dos demandantes tem optado por importações, que apresentam valores mais competitivos. Para a safra de 2025, a Conab projeta um aumento de 15,6% na produção em relação a 2024, totalizando 9,117 milhões de toneladas. A produtividade deve subir 18%, alcançando 3,04 toneladas por hectare, enquanto a área cultivada pode registrar queda de 2,1%, ficando próxima de 3 milhões de hectares. A redução na área plantada reflete as incertezas sobre o clima e o mercado.

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  • USDA reduz estoques de milho e eleva previsão para produção de trigo

    USDA reduz estoques de milho e eleva previsão para produção de trigo

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aumentou a estimativa para a produção mundial de trigo na safra 2024/25. Ou seja, segundo o relatório mensal de oferta e demanda divulgado nesta terça-feira (11), a projeção subiu para 797,23 milhões de toneladas. Em fevereiro, a expectativa era de 793,79 milhões de toneladas. Enquanto isso, os estoques globais de milho tiveram redução. Já para a soja, o relatório trouxe poucas alterações.

    A projeção para o trigo indica maior volume armazenado, maior consumo e redução no comércio global. Em geral, os estoques finais devem crescer 5,4 milhões de toneladas, alcançando 1.066,7 milhões de toneladas. Esse aumento reflete a revisão dos estoques iniciais na Turquia e a produção maior na Austrália, Argentina e Ucrânia.

    Argentina

    A Argentina teve a estimativa de produção elevada de 17,7 milhões para 18,5 milhões de toneladas. Os estoques finais devem alcançar 4,5 milhões de toneladas, sem mudanças nas exportações. Na Ucrânia, a produção foi ajustada de 22,9 milhões para 23,4 milhões de toneladas. A Rússia também registrou leve aumento e deve produzir 81,6 milhões de toneladas, elevando os estoques finais para 10,34 milhões de toneladas.

    Austrália

    A Austrália teve sua produção revisada de 32 milhões para 34,11 milhões de toneladas e deve exportar 26 milhões de toneladas. No Brasil, o volume de importação subiu de 6,4 milhões para 6,5 milhões de toneladas, ampliando os estoques finais de 1,38 milhão para 1,48 milhão de toneladas.

    Estados Unidos

    Nos Estados Unidos, a projeção para o trigo indica maiores estoques, uso doméstico estável e queda nas exportações. Os estoques finais aumentam devido ao crescimento das importações, que passaram de 130 milhões para 140 milhões de bushels.

    Estoques de milho caem

    O USDA reduziu as previsões para os estoques mundiais de milho ao final da safra 2024/25. Em resumo, a estimativa caiu de 290,31 milhões para 288,94 milhões de toneladas, representando uma redução de 0,47% em relação à projeção de fevereiro.

    Além disso, o relatório também ajustou a produção global de milho, que subiu 1,7 milhão de toneladas e deve atingir 1,214 bilhão de toneladas. Em contrapartida, os estoques iniciais da temporada tiveram redução de 1,86 milhão de toneladas, contribuindo para a queda nos estoques finais.

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  • Trigo: preços sobem mais uma semana; importações crescem

    Trigo: preços sobem mais uma semana; importações crescem

    Os preços do trigo subiram novamente no mercado brasileiro. Segundo o Cepea, a retração vendedora limita a oferta e mantém os valores em alta. Compradores com dificuldades para adquirir trigo de qualidade superior optam por importar. Em resumo, em fevereiro, o Brasil comprou 582,2 mil toneladas do cereal, volume 18,8% menor que em janeiro, mas 10% maior que o de fevereiro de 2024. Em geral, nos últimos 12 meses, as importações somaram 6,8 milhões de toneladas, o maior volume desde junho de 2019, segundo a Secex.

    Açúcar: preço do cristal oscila no mercado paulista

    Os preços do açúcar cristal oscilaram na última semana. Segundo o Cepea, a baixa oferta do Icumsa 150 elevou as cotações, com usinas cobrando mais e compradores aceitando pagar valores superiores. Já o Icumsa 180, mais abundante, registrou preços menores. Portanto, essa diferença de oferta influenciou diretamente as variações diárias. Na sexta-feira (7), o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa 130 a 180, fechou a R$ 143,09 por saca de 50 kg, alta de 3,04% frente ao dia 28 de fevereiro. Na comparação semanal, o avanço foi de 0,58%, com o Indicador atingindo R$ 141,42 entre 5 e 7 de março.

    Etanol: indicadores registram leve queda em São Paulo

    Os preços dos etanóis caíram levemente na última semana, segundo o Cepea. Entre 5 e 7 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado recuou 0,41%, fechando a R$ 2,8406 por litro (líquido de impostos). O anidro registrou queda de 0,2% no mesmo período, com o Indicador a R$ 3,2491 por litro. Em resumo, segundo analistas, o baixo interesse das distribuidoras refletiu fatores como o período pós-carnaval, o início da safra 2025/26 para algumas usinas e a oferta contínua de etanol de milho.

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  • Preço do arroz cai 10,6% e atinge menor nível em 19 meses

    Preço do arroz cai 10,6% e atinge menor nível em 19 meses

    O preço do arroz em casca caiu 10,6% em fevereiro, segundo o Indicador CEPEA/IRGA-RS. Em resumo, a média do mês ficou em R$ 95,70 por saca de 50 kg, 4% abaixo da registrada em janeiro e 15,2% menor que a de fevereiro de 2024. Os pesquisadores do Cepea apontam que os valores atingiram os menores patamares nominais desde agosto de 2023.

    A retração reflete a dificuldade dos compradores em repassar os custos ao varejo e a expectativa de preços ainda menores com a entrada da nova safra. Vendedores, mesmo com oferta limitada, reduziram preços para garantir liquidez e evitar desvalorizações futuras. Além disso, a necessidade de capital para custeio e a liquidação de estoques também pressionaram as negociações.

    Trigo sobe e retorna ao nível de setembro de 2024

    O preço do trigo em grão subiu em fevereiro, impulsionado pela baixa oferta interna de produto de qualidade, segundo o Cepea. Nas principais regiões acompanhadas, as médias voltaram aos níveis de setembro de 2024.

    Apenas alguns vendedores optaram por liberar estoques ao longo do mês. A maioria preferiu aguardar novas valorizações. No mercado comprador, houve forte demanda por lotes de maior qualidade, enquanto outras empresas seguiram focadas nas importações.

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  • Guerra comercial entre EUA e China derruba soja, milho e trigo em Chicago

    Guerra comercial entre EUA e China derruba soja, milho e trigo em Chicago

    Os contratos futuros de grãos recuaram nesta terça-feira na Bolsa de Chicago, pressionados pelo aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Ou seja, a decisão do governo chinês de impor novas tarifas sobre produtos agrícolas americanos gerou preocupações no mercado.

    Resultados na Bolsa de Chicago

    O contrato da soja para maio de 2025 caiu 1,24%, negociado a US$ 9,990 por bushel, menor valor desde 9 de janeiro. Em resumo, o movimento ocorreu após Pequim anunciar taxas sobre commodities dos EUA, em resposta à elevação de tarifas americanas sobre importações chinesas de 10% para 20%.

    Os Estados Unidos também aplicaram sobretaxas sobre matérias-primas do México e do Canadá. Essas políticas afetaram diretamente os mercados desses países, ampliando a incerteza global.  Os derivados da soja, como farelo e óleo, também fecharam em baixa.

    Milho

    Os contratos de milho para maio recuaram 1,04%, cotados a US$ 4,5150 por bushel. A desvalorização refletiu a expectativa de aumento da área plantada nos EUA, impulsionada pelos preços atrativos do grão.

    Trigo

    Os futuros do trigo, com vencimento em maio de 2025, caíram 2,01%, encerrando a sessão a US$ 5,3675 por bushel. Nos últimos dias, as preocupações com as lavouras nos EUA e na região do Mar Negro sustentaram os preços. No entanto, o pregão desta terça refletiu temores de retaliações aos produtos agrícolas americanos no comércio internacional.

    Em geral, o anúncio das novas tarifas reacendeu receios de uma guerra comercial global, resultando em liquidações no mercado financeiro. Investidores permaneceram atentos às possíveis repercussões econômicas das decisões do governo americano.

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