Tag: suinocultura

  • XIX Encontro Regional ABRAVES-PR 2025 discute inovação na suinocultura

    XIX Encontro Regional ABRAVES-PR 2025 discute inovação na suinocultura

    Termina hoje, no Green Hall, em Toledo, Paraná, o XIX Encontro Regional ABRAVES-PR 2025, que teve início ontem. Com o tema “Inovação e Competitividade: Desafios da Suinocultura 2025”, o evento reuniu profissionais do setor para discutir soluções inovadoras e os principais desafios enfrentados pela suinocultura. O encontro também destacou a importância da atividade para o estado do Paraná, vice-líder na produção de carne suína no Brasil.

    O evento promoveu a troca de conhecimento e a integração entre os profissionais do setor, fortalecendo a suinocultura paranaense. A Vaxxinova, empresa do setor, marcou presença no evento. Rogério Petri, gerente da Unidade de Negócios Suínos da Vaxxinova, ressaltou a importância de cuidar dos animais para garantir a qualidade do produto final e agregar valor. “O cuidado e o manejo adequado dos animais de produção são essenciais para preservar a qualidade e agregar valor ao produto final. Essa é a mensagem que queremos transmitir. Além disso, a parceria com a ABRAVES fortalece o setor ao estimular a troca de conhecimento e a integração entre os profissionais”, diz Petri.

    Prevenção e cuidado

    Mayara Tamanini, coordenadora de marketing da unidade, destacou o compromisso da empresa com a prevenção e o cuidado com os animais, além de seus investimentos em diagnóstico e produção de vacinas autógenas. “Estamos sempre buscando fortalecer nossa atuação e colaborar com o desenvolvimento do setor. Patrocinar este evento é uma oportunidade de estar perto dos profissionais e contribuir para a troca de conhecimento e inovação”.

    Rogério Petri e Mayara Tamanini da Vaxxinova

    O Encontro Regional ABRAVES-PR se consolida como um espaço para a divulgação de técnicas e inovações que impulsionam o avanço da suinocultura. O evento visa otimizar a produção, reduzir custos e elevar a qualidade dos produtos, em um mercado cada vez mais competitivo.

    Leia mais
    + Agro em Campo: USDA reduz estoques de milho e eleva previsão para produção de trigo
    + Agro em Campo: Governo Federal lança programa “Piscicultura Mais Vida”

  • Bahia mantém vigilância contra a peste suína

    Bahia mantém vigilância contra a peste suína

    A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) iniciou o quarto ciclo do Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos, que visa garantir que o estado permaneça livre da Peste Suína Clássica (PSC). Essa ação é fundamental para manter a certificação internacional da Bahia como área livre da doença, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

    O plano consiste na coleta e análise sorológica e clínica de amostras de soro sanguíneo em propriedades suínas ao longo do estado. A expectativa é colher cerca de 1.500 amostras em 121 propriedades e realizar a vigilância clínica em mais de 60 mil animais em 122 propriedades. Essas ações visam detectar sinais precoces da presença do agente patogênico, permitindo uma reação rápida do serviço veterinário estadual.

    Importância da colaboração

    A colaboração dos criadores e de toda a cadeia produtiva é essencial para o sucesso do plano. Mais de 70 servidores, incluindo médicos veterinários e técnicos, estarão envolvidos na operação. As amostras sorológicas serão enviadas ao laboratório da Adab (LADESA) para triagem e encaminhadas para testes em laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com apoio do Fundo de Pecuária do Estado da Bahia (Fundap).

    A Bahia possui um rebanho suíno superior a 1 milhão de cabeças, distribuídas em mais de 60 mil propriedades. O estado faz parte de uma zona livre de PSC sem vacinação, integrando um bloco sanitário que atende aos requisitos estabelecidos pela OMSA. A manutenção desse status é crucial para a sustentabilidade do agronegócio baiano.

    A Adab desempenha um papel fundamental na prevenção da Peste Suína, garantindo a sanidade animal e a competitividade do setor suinícola na Bahia. Com a continuidade dessas ações de vigilância, o estado reforça sua posição como área livre da doença. O que é essencial para a economia local e a segurança alimentar.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Crise do café: solução pode vir da África
    + Agro em Campo: Guerra comercial entre EUA e China derruba soja, milho e trigo em Chicagoil

  • MSD Saúde Animal apresenta nova gerente para suinocultura

    MSD Saúde Animal apresenta nova gerente para suinocultura

    A MSD Saúde Animal anunciou a chegada da médica-veterinária Maria Beatriz Tassinari Ortolani como nova gerente de marketing sênior da unidade de Suinocultura. Com vasta experiência no setor agropecuário, Beatriz assume o cargo com o objetivo de impulsionar o sucesso da empresa através de estratégias inovadoras de marketing.

    Beatriz está na MSD desde 2021, tendo atuado anteriormente como gerente de produtos de pecuária e gerente regional de soluções tecnológicas para a América Latina. Ela é graduada e mestre em medicina veterinária, além de possuir três MBAs em gestão empresarial, economia comportamental e liderança e desenvolvimento do potencial humano. Sua carreira inclui passagens por empresas como Nestlé, Portal Agripoint e CEVA.

    Na sua nova função, Maria Beatriz Tassinari Ortolani será responsável por desenvolver e executar estratégias de marketing para promover produtos, serviços e soluções da unidade de Suinocultura. Além disso, ela realizará análises de tendências de mercado para consolidar a liderança da MSD no setor. “Assumir essa oportunidade é uma grande honra. Estou comprometida em impulsionar ainda mais o sucesso da empresa, trazendo soluções inovadoras e contribuindo com a equipe e os clientes”, afirma a nova gerente.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: JBS apresenta estratégia de crescimento global
    + Agro em Campo: Empresa doa kits escolares para comunidades indígenas

  • O papel da microbiologia na suinocultura

    O papel da microbiologia na suinocultura

    A microbiologia desempenha um papel crucial na criação de suínos, sendo fundamental para a identificação, prevenção e controle de doenças que podem comprometer a saúde dos animais e causar prejuízos econômicos significativos. Com o aumento das preocupações sobre a saúde animal, a aplicação de conhecimentos microbiológicos se torna cada vez mais relevante no setor.

    De acordo com Karla Alvarenga Nascimento, professora de Medicina Veterinária e Agronomia no Instituto Universitário Una Catalão, a microbiologia estuda microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas, que são os principais agentes causadores de doenças em suínos. Essa área da ciência permite o diagnóstico preciso dos patógenos responsáveis por surtos, facilitando a implementação de estratégias preventivas e tratamentos eficazes.

    Entre as doenças que podem ser controladas com o auxílio da microbiologia estão a leptospirose, salmonelose, infecções por Escherichia coli e pleuropneumonia. A identificação exata desses agentes possibilita a aplicação de medidas específicas, como vacinas e manejo adequado, que previnem a propagação das enfermidades.

    Os exames laboratoriais são essenciais nesse processo. Técnicas como cultura bacteriana, reação em cadeia da polimerase (PCR) e exames sorológicos detectam microrganismos em amostras clínicas de forma ampla e eficaz.. Essas análises também ajudam a determinar a resistência antimicrobiana, garantindo tratamentos mais eficazes.

    Biossegurança nas granjas

    A microbiologia é vital para a biossegurança nas granjas, monitorando a presença de microrganismos no ambiente, na água, nos alimentos e nos próprios animais. “Com esses dados, é possível estabelecer protocolos rigorosos de higiene e manejo, reduzindo os riscos de surtos e promovendo um ambiente mais seguro”, explica Nascimento.

    Além disso, os resultados microbiológicos orientam ajustes no manejo, como o controle da qualidade da água e da alimentação, melhorias na ventilação e na higienização das instalações. Essas práticas não apenas reduzem o estresse nos animais, mas também limitam a propagação de doenças.

    Impacto econômico das doenças infecciosas

    As doenças infecciosas em suínos podem resultar em impactos financeiros significativos, incluindo altos gastos com medicamentos, perda de produtividade e restrições comerciais durante surtos. A microbiologia minimiza essas perdas ao proporcionar diagnósticos rápidos e precisos, permitindo ações preventivas mais eficazes.

    Outro aspecto importante é a prevenção de zoonoses — doenças que podem ser transmitidas dos suínos para os seres humanos. Doenças como influenza, leptospirose e brucelose são preocupações constantes. “A microbiologia permite identificar esses agentes e desenvolver vacinas e medidas de controle que protegem tanto os animais quanto os trabalhadores envolvidos na criação”, destaca Nascimento.

    Avanços na pesquisa microbiológica

    A pesquisa microbiológica está na vanguarda do desenvolvimento de vacinas e tratamentos inovadores para o setor suinícola. O estudo aprofundado dos patógenos possibilita a criação de soluções mais eficazes e alternativas terapêuticas, como novos antimicrobianos para combater infecções resistentes.

    A microbiologia se revela uma aliada indispensável na saúde do rebanho suíno, contribuindo para a prevenção de doenças e minimizando perdas econômicas no setor. À medida que os desafios aumentam, o investimento em pesquisas microbiológicas se torna essencial para garantir a sustentabilidade e a eficiência da produção suína no Brasil.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Piscicultura brasileira: recorde nas exportações em 2024
    + Agro em Campo: Cupuaçu tem genes ligados à resistência à vassoura-de-bruxa

  • Produção de carne suína e frango deve bater recorde em 2025

    Produção de carne suína e frango deve bater recorde em 2025

    A produção de carne suína e de frango no Brasil deve atingir novos recordes em 2025. Com uma demanda internacional em alta e um mercado interno aquecido, aliado aos custos controlados pela queda nos preços dos grãos, a produção de carne suína é estimada em 5, 45 milhões de toneladas, enquanto a carne de frango deve atingir 15,51 milhões de toneladas.

    Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), durante o evento “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2024/2025”. Segundo o estatal, o bom desempenho manterá a produção total das principais proteínas animais — frango, suíno e bovino — em cerca de 30,75 milhões de toneladas, volume estável quando comparado com o estimado para este ano.

    A Conab projeta ainda que as exportações de carne de frango aumentem 1,9%, alcançando 5,2 milhões de toneladas em 2025. O Brasil se beneficia de ser livre da Influenza Aviária em granjas comerciais, uma vantagem competitiva relevante, conforme destaques Gabriel Rabello , gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab.

    Além disso, a competitividade do produto brasileiro e o cenário cambial favorável impulsionam as vendas externas. No mercado interno, a oferta de carne de frango também deve aumentar, com uma alta projetada de 2,3%, totalizando 10,32 milhões de toneladas.

    Suinocultura acompanha crescimento no mercado externo

    Para a carne suína, o cenário é semelhante. Um recorde de produção permitirá um aumento tanto no mercado interno quanto nas exportações. A oferta doméstica deve crescer 1,1%, com 4,2 milhões de toneladas, enquanto as exportações podem chegar a 1,27 milhão de toneladas, um aumento de 3%. A diversificação de mercados contribui para esse resultado. Em resumo, a China vem perdendo participação nas vendas externas de carne suína. O país caiu de mais de 50% em 2020 para menos de 20% até agosto de 2024.

    Esse movimento também é observado na carne bovina, com os pecuaristas brasileiros ganhando novos mercados. Isso prejudica a participação da China de 50% para 44% nas exportações entre janeiro e agosto de 2023. Mercados como Emirados Árabes Unidos, Rússia, Filipinas e Estados Unidos se destacam como grandes compradores.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Governo Federal lança política para incentivo à cocoicultura de qualidade
    + Agro em Campo: Estoques de suco de laranja aumentam, mas oferta continua limitada

    Carne bovina deve ter queda na produção

    Embora a demanda externa continue em alta, com um aumento de 2,5% nas exportações, chegando a 3,66 milhões de toneladas, a produção de carne bovina deve cair em 2025. Estima-se que a produção atinja 9,78 milhões de toneladas, devido ao ciclo pecuário, que deve iniciar um movimento de retenção de fêmeas, diminuindo a oferta de animais para diminuir no médio prazo. A disponibilidade internacional de carne bovina deverá ser de 6,2 milhões de toneladas.