Tag: suinocultura

  • Goiás reforça presença no mercado global com alta de 15,3% na carne suína

    Goiás reforça presença no mercado global com alta de 15,3% na carne suína

    Goiás ampliou sua presença no mercado internacional de carne suína no primeiro semestre de 2026. O estado embarcou 10,8 mil toneladas da proteína entre janeiro e junho e movimentou US$ 20,0 milhões no comércio exterior. As exportações cresceram 15,3% em volume na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do levantamento Agro em Dados, divulgado em agosto pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

    Singapura liderou as compras da carne suína goiana e respondeu por 47,5% do valor total exportado pelo estado, com US$ 9,5 milhões. Hong Kong, Angola, Vietnã e Geórgia também figuram entre os principais destinos do produto.

    A produção interna acompanhou o ritmo das exportações. Goiás registrou 493,5 mil suínos abatidos no primeiro trimestre de 2026, alta de 0,5% ante o mesmo período do ano anterior. Com esse volume, o estado ocupou a oitava posição entre as unidades da federação em número de animais abatidos.

    Expansão do setor

    O crescimento da suinocultura goiana reflete a expansão do setor em todo o país. O Brasil abateu 15,27 milhões de suínos no primeiro trimestre deste ano, 5,5% a mais que no mesmo período de 2025. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classificou o resultado como o melhor já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da pesquisa.

    As vendas externas brasileiras também avançaram. Entre janeiro e junho de 2026, o país exportou 773,1 mil toneladas de carne suína, crescimento de 10,5% na comparação com o mesmo período de 2025. A receita das exportações alcançou US$ 1,8 bilhão, alta de 8,3%.

    O Brasil encerrou 2025 como o terceiro maior exportador mundial de carne suína, segundo dados consolidados pela ABPA. Ao longo do ano passado, a produção brasileira chegou a 5,592 milhões de toneladas, das quais 1,510 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado externo.

  • ABPA diz que Brasil construiu liderança em proteína animal “com décadas de trabalho”, não por herança

    ABPA diz que Brasil construiu liderança em proteína animal “com décadas de trabalho”, não por herança

    O Brasil abriu nesta terça-feira (4) a maior edição da história do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), em São Paulo. O evento reúne mais de 400 empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países até quinta-feira (6/8) e consolidou-se como o principal ponto de encontro das cadeias produtivas de aves, suínos e ovos no país.

    Autoridades durante a abertura oficial do SIAVS 2026. Foto: Alf Ribeiro | ABPA

    Durante o discurso de abertura, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, atribuiu a liderança brasileira no setor a décadas de investimentos contínuos, e não a uma vantagem natural do país. “Isso mostra que a nossa liderança não foi herdada. Mas construída por gerações de produtores, cooperativas, empresas, pesquisadores e profissionais que fizeram da produção de alimentos uma missão para o Brasil e para o mundo”, afirmou.

    Genética, sanidade e inovação sustentam a posição do Brasil

    Santin listou os pilares que, segundo ele, garantiram ao país a posição de destaque global: investimentos em genética, sanidade animal, tecnologia, inovação e integração entre produtores e agroindústrias. Essas atividades já geram milhões de empregos e movimentam mais de US$ 33 bilhões em exportações, de acordo com a entidade.

    O dirigente também relacionou o cenário internacional à relevância crescente do Brasil no fornecimento de alimentos. “Diante de um cenário internacional marcado por conflitos, barreiras comerciais e insegurança alimentar, o Brasil se tornou um dos poucos países capazes de garantir oferta contínua de proteína animal para os mercados interno e externo”, declarou.

    Governo federal aposta na expansão da liderança brasileira

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, também discursou na cerimônia e reforçou o papel estratégico da proteína animal para a economia nacional. Segundo ele, o crescimento do agronegócio impulsiona diretamente a geração de empregos, renda e oportunidades em todo o país.

    De Paula parabenizou a ABPA pela realização da maior edição do evento. E destacou que o SIAVS passou a reunir toda a cadeia produtiva; produtores, indústrias, pesquisadores, investidores, compradores internacionais e representantes do poder público. “O Brasil possui todas as condições para ampliar ainda mais sua liderança global na produção de proteína animal, apoiado em inovação, tecnologia, ciência, genética, sustentabilidade e credibilidade internacional”, afirmou.

    O ministro citou ainda os esforços do governo para enfrentar novas exigências regulatórias dos mercados internacionais. E preservar o reconhecimento do sistema brasileiro de defesa agropecuária. “O Brasil assumiu com responsabilidade a missão de alimentar o mundo. A grandeza de um país se mede pela sua capacidade de gerar oportunidades, produzir conhecimento e contribuir para a segurança alimentar global”, completou.

    Parlamentares defendem ambiente regulatório favorável ao setor

    A senadora Tereza Cristina também participou da abertura e elogiou a condução da ABPA sob a liderança de Ricardo Santin. A parlamentar destacou o esforço diário dos produtores rurais e defendeu que o poder público deve criar condições favoráveis para sustentar o crescimento do setor. “A produção de proteína animal transforma a realidade dos municípios brasileiros, promovendo geração de empregos, renda e melhoria dos indicadores de desenvolvimento”, disse.

    O deputado federal Pedro Lupion Mello, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e representante do Paraná, reforçou o papel das cadeias de avicultura, suinocultura e pescado no desenvolvimento regional. Segundo ele, a FPA trabalha para reduzir entraves burocráticos e garantir um ambiente regulatório que preserve a competitividade dos produtores brasileiros de todos os portes. “Nosso papel é garantir que a legislação não impeça quem produz de continuar gerando empregos, renda e alimentos para o Brasil e para o mundo”, declarou.

    Produtividade baixa ainda limita o crescimento da economia brasileira

    Na conferência magna do evento, o professor do Insper Fernando Schuler apontou a baixa produtividade como o principal entrave estrutural do país. Ele citou a cadeia de proteína animal como um exemplo de eficiência, já que o setor combina investimento contínuo em tecnologia, inovação e gestão com abertura à competição internacional.

    Foto: Alf Ribeiro | ABPA

    Schuler alertou ainda para os riscos da dívida pública, do alto custo do crédito e da perda de credibilidade fiscal sobre os investimentos produtivos. Para o professor, reformas administrativa, previdenciária e fiscal são essenciais para sustentar as contas públicas. Além de criar espaço para a expansão da atividade econômica, com o agronegócio como referência de geração de riqueza.

    Simpósio discute expansão do consumo e exportação de ovos

    O primeiro dia do SIAVS também recebeu o Simpósio Ovos Brasil, que reuniu especialistas, produtores e empresas para debater o crescimento do consumo interno de ovos, a abertura de novos mercados internacionais e as estratégias de agregação de valor aos produtos.

    A coordenadora técnica da ABPA, Tabatha Lacerda, explicou que a programação buscou oferecer um panorama amplo sobre o futuro da avicultura de postura. “O setor precisa estar preparado para compreender as tendências de mercado, identificar oportunidades comerciais, fortalecer suas marcas e estruturar seus negócios para os desafios das próximas décadas”, afirmou.

    O SIAVS 2026 segue em São Paulo até quinta-feira (6/8), com programação voltada às cadeias de aves, suínos, ovos e pescado.

  • Conheça Francisco, o porco de 150kg que virou sensação nas redes

    Conheça Francisco, o porco de 150kg que virou sensação nas redes

    Foi-se o tempo em que apenas cães, gatos e coelhos eram considerados animais de estimação. Hoje, espécies pouco convencionais conquistam cada vez mais espaço nos lares brasileiros, e Francisco é um dos exemplos dessa mudança.

    Com cerca de 150 quilos, o suíno é o xodó da jornalista Sileimã Pinheiro e também um fenômeno nas redes sociais, onde reúne mais de 1 milhão de seguidores (Foto: Reprodução/Instagram)

    Francisco tem seis anos e mora em Jundiaí (SP). Chegou à família ainda filhote, com a promessa de ser um mini pig. No entanto, mesmo com uma alimentação equilibrada, cresceu muito além do esperado.

    “Francisco é um porco anão. Alguns até dizem que é da raça Kunekune, mas isso nunca foi confirmado. Depois de quase sete anos convivendo com ele e conhecendo outros ‘mini’, percebi que existe uma grande mistura genética na tentativa de produzir porcos cada vez menores. Eu sabia que ele iria crescer, que ‘mini’ era só o bebê, só não imaginava que fosse na velocidade da luz”, conta Sileimã.

    Rotina é pensada para o bem-estar do animal

    O crescimento de Francisco nunca diminuiu o carinho da família, pelo contrário. A adaptação à rotina e às necessidades do porco foi tão natural que Sileimã já mudou de casa cinco vezes até encontrar um lugar onde ele pudesse viver com mais liberdade.

    “Ele tem uma rotina que é dormir, acordar para comer, tomar sol, bater na porta cobrando comida e tirar várias sonecas ao longo do dia para recuperar as energias. É uma verdadeira maratona. Hoje, moro afastada da cidade e sem vizinhos por perto para que ele possa fazer todos os seus protestos à vontade sem que eu precise me preocupar com reclamações, denúncias ou multas. Ele pode ser exatamente quem é, um porquinho muito feliz e muito barulhento.”

    Além do conforto no dia a dia, a dona garante ao porco momentos especiais, como visitas periódicas a um spa especializado. Lá, ele passa por cuidados de rotina como vacinação, manejo de cascos e presas, exames e avaliações clínicas.

    “Para a minha sorte, uma das maiores especialistas mora na região. Ela percebeu a dificuldade de muitas pessoas e criou um espaço totalmente voltado para esse tipo de atendimento. O Francisco já foi três ou quatro vezes lá e funciona como um verdadeiro check-up. Eu costumo brincar que é o ‘Sírio-Libanês dos suínos’. Ele entra para uma revisão e só recebe alta depois que a equipe confirma que está tudo em ordem.”

    Um fenômeno nas redes

    A rotina inusitada de Francisco não demorou a ultrapassar os muros de casa. Os registros despretensiosos do dia a dia viralizaram e transformaram o suíno em sucesso nas redes: mais de 1,2 milhão de seguidores no TikTok e outros 140 mil no Instagram acompanham desde os momentos de descanso e as refeições até os protestos por comida.

    https://www.instagram.com/reel/DaVEoy7PwN5/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Além disso, a fama já rendeu convites para campanhas publicitárias. Sileimã, no entanto, recusou propostas de grandes empresas nacionais e multinacionais por entender que não estavam alinhadas aos valores da família.

    Mais do que conquistar a internet, o pet reforçou uma convicção que a tutora carrega desde a infância. Vegetariana, ela conta que a convivência com o porco foi decisiva para adotar também o veganismo.

    “Olhando para trás, entendo que essa decisão começou muito antes, quando, por amor aos animais, escolhi não comê-los, mesmo sem saber o que significava o termo. Com os suínos, porém, sempre existiu um sentimento diferente e ainda mais forte. A maneira como eles são tratados sempre me entristeceu. Por isso, muito antes de o Francisco entrar na minha vida, eu já dizia que teria um porquinho.”

  • Suíno vivo atinge menor preço em quase 20 anos

    Suíno vivo atinge menor preço em quase 20 anos

    Os preços do suíno vivo seguiram em queda durante junho. Assim, o mercado acumulou o sexto mês consecutivo de desvalorização. Na região SP-5, que reúne Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, a cotação alcançou o menor nível real desde julho de 2006. O cálculo considera os preços corrigidos pelo IGP-DI de maio de 2026.

    A média mensal ficou em R$ 5,25 por quilo. O valor recuou 2,9% frente a maio. Além disso, registrou queda de 41,2% na comparação com junho de 2025. Em julho de 2006, o suíno vivo era negociado por R$ 5,14 por quilo na mesma região.

    Oferta elevada pressiona mercado

    Segundo o Cepea, o atual cenário confirma a tendência de baixa observada desde o início de 2026. Agentes consultados pelo Centro de Pesquisas informaram que o plantel de matrizes cresce há aproximadamente quatro anos. No entanto, a demanda doméstica não acompanha esse avanço.

    Exportações não absorvem excedente

    Além disso, as exportações seguem insuficientes para absorver o excedente de oferta. Como resultado, o mercado mantém pressão sobre os preços do suíno vivo. De acordo com o Cepea, esse desequilíbrio continua sustentando a trajetória de queda das cotações.

  • Carne suína pode liderar consumo durante jogos do Brasil na Copa

    Carne suína pode liderar consumo durante jogos do Brasil na Copa

    Com expectativa de aumento na demanda por proteínas durante as partidas da Seleção Brasileira, a indústria de alimentos já se prepara para atender os torcedores. Entre as apostas para o período, a carne suína surge como uma das principais opções para churrascos e encontros entre amigos e familiares.

    Levantamento da Scanntech projeta crescimento superior a 10% no consumo de proteínas nos dias de jogos do Brasil. O estudo também aponta que 86% dos brasileiros associam futebol e churrasco, reforçando uma tradição que movimenta toda a cadeia produtiva de carnes.

    Futebol, churrasco e carne

    A relação entre futebol e churrasco faz parte dos hábitos de milhões de brasileiros. Em grandes eventos esportivos, o consumo de carnes costuma crescer, impulsionando supermercados, açougues, frigoríficos e produtores rurais.

    Nesse cenário, a carne suína ganha destaque por oferecer variedade de cortes e praticidade no preparo.

    Segundo Julce Lucion, diretora-geral da Nutribras Alimentos, a preferência do consumidor tem aumentado especialmente em receitas rápidas, que permitem acompanhar os jogos sem passar muito tempo na cozinha.

    “Quando o brasileiro se reúne para torcer, o churrasco quase sempre está presente. A carne suína vem se consolidando como uma escolha importante nesse momento”, afirma.

    Receitas rápidas ganham espaço

    Entre as sugestões da empresa para os dias de partida está o palitinho de filé mignon suíno com pimentões.

    A receita combina cubos de carne já temperada com pimentões verdes e amarelos, preparados na air fryer em aproximadamente dez minutos.

    Outra alternativa é a linguiça suína fatiada na fritadeira elétrica, que fica pronta em cerca de quinze minutos e pode ser servida com cebolas douradas e limão.

    Leia mais: Confira três aperitivos para saborear durante os jogos

    Carne suína segue entre as favoritas dos brasileiros

    Além das receitas rápidas, produtos tradicionais continuam figurando entre os mais consumidos pelos brasileiros em eventos esportivos.

    Entre eles estão a panceta, o torresmo, filé mignon suíno e costela suína.

    O crescimento da demanda durante períodos de grande audiência esportiva também beneficia a cadeia da suinocultura nacional, setor que desempenha papel importante no agronegócio brasileiro.

  • Porca dá à luz 46 leitões e quebra recorde mundial

    Porca dá à luz 46 leitões e quebra recorde mundial

    A suinocultura brasileira registrou um feito que entrará para a história mundial. Após o impressionante nascimento de 33 leitões em uma granja de Itaporã (MS), no mês de maio, um novo caso chamou ainda mais atenção: uma porca deu à luz 46 leitões vivos na última quinta-feira (11), em Piedade de Ponte Nova (MG).

    O nascimento aconteceu na Granja Cotia, a cerca de 210 quilômetros de Belo Horizonte, e exigiu quase 12 horas de trabalho até a conclusão do parto. Segundo o proprietário da granja, João Antônio Bordoni da Silva, o resultado surpreendeu até mesmo a equipe responsável.

    “Essa porca estava na quarta gestação e, de longe, foi o maior número de leitões nascidos vivos. Nas demais, foram 16, 18 e 21, respectivamente. Apesar da quantidade e do tempo, estão todos bem e saudáveis, inclusive a mãe”, relatou.

    Além do elevado número de filhotes, a situação exigiu uma estratégia de manejo. Como uma porca possui, em média, 16 tetos, os colaboradores da granja precisaram organizar um sistema de revezamento para garantir que todos os leitões recebessem colostro e alimentação adequada logo após o nascimento.

    Número chocante de filhotes exigiu uma operação especial dos funcionários — Foto: Divulgação/Granja Cotia

    Posteriormente, parte dos leitões foi transferida para mães de leite, prática comum em sistemas tecnificados de produção.

    “Quando terminamos os primeiros procedimentos, eles também foram remanejados para as ‘mães de leite’, o que ajuda no desenvolvimento de cada um”, acrescentou o produtor.

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    Marca supera recorde mundial

    O nascimento registrado na propriedade mineira representa um novo marco para a atividade, já que atualmente o Guinness World Records reconhece como recorde mundial a maior leitegada com 37 leitões.

    Por isso, João Antônio Bordoni da Silva pretende reunir toda a documentação necessária para solicitar a homologação oficial da marca. Caso o reconhecimento seja confirmado, a granja, que conta com aproximadamente 1,8 mil matrizes, passará a deter o recorde mundial da categoria.

    Casos semelhantes já ocorreram no Brasil

    Embora o número registrado em Minas Gerais seja excepcional, o país vem acumulando ocorrências expressivas nos últimos anos. Em 2023, uma porca deu à luz 41 leitões em Faxinal dos Guedes (SC).

    Já em 2025, outro nascimento chamou a atenção do setor, quando uma matriz produziu 45 filhotes no município de Luz (MG).

  • Porcos doam órgãos? Entenda o transplante inédito realizado na China

    Porcos doam órgãos? Entenda o transplante inédito realizado na China

    Um avanço científico realizado na China chamou a atenção e reforçou o potencial da suinocultura na área da saúde. Pesquisadores da Universidade Médica de Guangxi, localizada no sul do país, realizaram o primeiro transplante simultâneo de fígado e rins de porco em um ser humano.

    Os órgãos foram retirados de um porco geneticamente modificado e transplantados para um homem de 53 anos que havia sido diagnosticado com morte cerebral.

    Nova etapa dos xenotransplantes

    A cirurgia é considerada um marco para os chamados xenotransplantes, nome dado aos transplantes realizados entre espécies diferentes.

    Segundo informações publicadas pela revista científica Nature, os estudos mais avançados até então haviam demonstrado o funcionamento de apenas um órgão animal por vez em seres humanos. Agora, pela primeira vez, cientistas comprovaram que múltiplos órgãos provenientes do mesmo animal podem operar simultaneamente dentro de um corpo humano.

    Técnica é vista como esperança para reduzir filas de transplante no mundo inteiro — Foto: Wildpixel/Getty Images

    Além disso, os resultados iniciais foram considerados bastante positivos. Menos de 24 horas após o procedimento, o fígado suíno já produzia bile normalmente, enquanto os rins transplantados passaram a filtrar o sangue e reduzir os níveis de creatinina, um dos principais indicadores utilizados para avaliar a função renal.

    Modificações genéticas foram essenciais

    Para tornar o transplante viável, os pesquisadores precisaram realizar uma série de alterações genéticas no animal doador.

    De acordo com o estudo, foram feitas seis modificações no genoma do porco. Três genes associados à rejeição imunológica foram removidos. Em contrapartida, outros três genes humanos foram inseridos para aumentar a compatibilidade entre os tecidos e reduzir os riscos de coagulação após o transplante.

    Por que os porcos são candidatos ideais?

    Os porcos vêm sendo apontados há anos como uma das alternativas mais promissoras para ampliar a oferta de órgãos destinados a transplantes.

    Além da facilidade de criação em larga escala, os animais possuem órgãos com tamanho, anatomia e características fisiológicas semelhantes às encontradas nos seres humanos.

    Suínos se destacam em pesquisas voltadas à medicina regenerativa — Foto: AEN Paraná

    Nos últimos anos, diversos estudos envolvendo órgãos suínos geneticamente modificados ganharam espaço em centros de pesquisa ao redor do mundo. O objetivo é reduzir a dependência de doadores humanos e ajudar a diminuir as longas filas de espera por rins, fígados, corações e outros órgãos vitais.

    Oferta global de órgãos

    Embora a técnica ainda seja considerada experimental, os pesquisadores da Universidade Médica de Guangxi avaliam que o resultado obtido fortalece a viabilidade dos xenotransplantes como solução para a crescente escassez de órgãos no mundo.

    Além disso, os cientistas acreditam que, caso os desafios relacionados à rejeição imunológica sejam superados nos próximos anos, os porcos geneticamente modificados poderão desempenhar papel estratégico no fornecimento de órgãos para transplantes.

  • Preço do suíno vivo atinge menor nível desde 2012

    Preço do suíno vivo atinge menor nível desde 2012

    O preço do suíno vivo registrou nova queda em maio e atingiu o menor patamar desde julho de 2012. O recuo ocorreu em meio à redução da demanda interna e externa pela proteína.

    Dados do Cepea mostram que as cotações do suíno vivo e da carne suína caíram pelo terceiro mês consecutivo. Ou seja, considerando os valores corrigidos pela inflação, a média registrada em maio na praça SP-5 foi a menor em quase 14 anos.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a procura pela carne suína apresentou melhora próxima ao Dia das Mães, comemorado em 10 de maio. Tradicionalmente, a data aumenta o consumo e impulsiona a demanda pelos animais.

    No entanto, o movimento perdeu força nas semanas seguintes. Com isso, os preços voltaram a cair e acumularam novas baixas ao longo do mês.

    Exportação

    O mercado externo também mostrou enfraquecimento. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam queda de 15% na média diária dos embarques nos primeiros 15 dias úteis de maio, na comparação com abril.

    Apesar desse cenário, o setor suinícola brasileiro segue priorizando as exportações. Ou seja, a estratégia busca ampliar o escoamento da produção e estimular uma reação nos preços do mercado interno.

    Atacado

    No atacado, os preços da carne suína também recuaram. Entretanto, a queda ocorreu de forma menos intensa do que a observada no mercado do animal vivo, conforme levantamento do Cepea.

  • Vídeo: Leitoa dá à luz 33 leitões em parto raro e impressiona produtores

    Vídeo: Leitoa dá à luz 33 leitões em parto raro e impressiona produtores

    Um parto registrado na Granja São Sebastião, em Itaporã (MS), município localizado a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande, chamou atenção até de produtores experientes da suinocultura. Uma leitoa, nome dado à porca em sua primeira gestação, deu à luz 33 leitões de uma única vez, número considerado raro no setor.

    Segundo o proprietário da granja, Rafael Vieceli, a gestação durou 116 dias e terminou com o nascimento de 29 leitões vivos e quatro natimortos. A propriedade trabalha atualmente com cerca de 3,7 mil matrizes voltadas à produção de leitões de alta qualidade.

    “Aqui nós seguimos todos os princípios de bem-estar e nos espantamos com o episódio, porque foi a primeira vez que aconteceu. Apesar de diferente, tudo ocorreu bem, e os leitões estão saudáveis”, afirmou Vieceli.

    https://www.instagram.com/reel/DYSKSRQRHs5/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Estratégia garantiu alimentação dos filhotes

    Após o nascimento, a equipe da granja precisou agir rapidamente para garantir a alimentação adequada dos leitões. Isso porque uma porca normalmente possui entre 12 e 18 tetos, número insuficiente para atender todos os filhotes.

    Por causa disso, parte dos leitões foi transferida para outra matriz, estratégia comum na suinocultura para assegurar o desenvolvimento saudável dos animais.

    De acordo com Vieceli, casos como esse são extremamente incomuns. Em média, uma porca costuma dar à luz cerca de 16 leitões vivos por gestação.

    Caso em Minas Gerais chamou ainda mais atenção

    Embora o episódio em Mato Grosso do Sul já seja considerado impressionante, outro caso registrado recentemente em Minas Gerais ganhou repercussão ainda maior.

    Em janeiro de 2025, uma porca da Granja Santa Inês, em Luz (MG), deu à luz 45 leitões. Segundo o gerente executivo da empresa, Airton Martins, o resultado foi fruto de um trabalho contínuo de melhoramento genético, aliado à nutrição adequada e ao manejo do plantel.

    O número poderia representar um recorde mundial. No entanto, a granja mineira não informou se pretende buscar reconhecimento no Guinness World Records.

    Atualmente, o recorde oficial pertence a uma porca do Reino Unido, que deu à luz 37 leitões em 21 de setembro de 1993.

  • Suinocultura bate recorde e atinge maior produtividade desde 2011

    Suinocultura bate recorde e atinge maior produtividade desde 2011

    O Brasil registrou recorde no abate de suínos e na produção de carne em 2025. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) confirmam os resultados históricos.

    Maior nível desde 2011

    O setor abateu mais de 60 milhões de cabeças no ano passado. Além disso, a produção alcançou 5,6 milhões de toneladas de carne suína. Com esses números, a produtividade do suíno brasileiro atingiu o maior nível desde 2011.

    Segundo o Cepea, o desempenho reflete esforços contínuos e avanços tecnológicos no setor produtivo. Mesmo com juros elevados, os produtores mantiveram investimentos e ampliaram a eficiência. Assim, o setor conseguiu expandir a produção apesar das dificuldades no crédito.

    O Cepea também avalia que o crescimento atende à demanda interna e externa em alta. Além disso, os recordes fortalecem o protagonismo do Brasil no mercado global de carne suína.

    No cenário atual, porém, os preços do animal vivo e dos cortes voltaram a cair nesta semana. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o início da segunda quinzena reduziu a demanda doméstica. Tradicionalmente, o consumo interno enfraquece nesse período, o que pressiona as cotações.