Tag: suinocultura

  • Três cidades dominam produção de camomila e faturam R$ 15 milhões

    Três cidades dominam produção de camomila e faturam R$ 15 milhões

    O Paraná consolidou sua posição como maior produtor de camomila do Brasil, respondendo por 79,5% de toda a produção nacional, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral). Em 2024, o estado colheu 1,1 mil toneladas da planta medicinal em 2,3 mil hectares, gerando um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 15 milhões.

    A cultura está concentrada em três municípios da Região Metropolitana de Curitiba: Mandirituba, São José dos Pinhais e Contenda, que juntos respondem por mais de 70% da produção estadual. A colheita da safra 2025 já foi concluída. E a comercialização acontece de forma contínua ao longo do ano, seguindo a demanda da indústria e do mercado externo.

    Apesar de ter escala menor em comparação a outras culturas do agronegócio paranaense, a camomila representa uma potência econômica regional, com forte participação da agricultura familiar e alto potencial de agregação de valor na cadeia produtiva de plantas medicinais.

    Grãos avançam com boas condições climáticas

    Enquanto a camomila já encerrou sua safra, outras culturas seguem em ritmo acelerado no campo. O plantio da soja 2025/26 atingiu 52% da área prevista de 5,77 milhões de hectares, impulsionado pelas chuvas das últimas semanas, conforme o Boletim Semanal do Deral.

    O milho de primeira safra está praticamente concluído, com 94% da área de 333 mil hectares já semeada. As lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento.

    A fruticultura paranaense registrou VBP de R$ 3,9 bilhões em 2024, com 1,3 milhão de toneladas colhidas em 53,8 mil hectares. A citricultura lidera o segmento, respondendo por mais da metade da área e da produção, além de 39% do valor total da atividade.

    Laranja, morango, uva, goiaba e banana concentraram mais de 70% do VBP estadual da fruticultura, reforçando a diversidade e a capacidade de geração de renda do setor.

    Erva-mate mantém tradição e relevância econômica

    Símbolo da cultura paranaense, a erva-mate movimentou R$ 1,2 bilhão em 2024, representando 0,67% da agricultura estadual. No Sul do Paraná, a cultura tem importância ainda maior: em Cruz Machado, corresponde a 25% da riqueza agrícola local . Enquanto em São Mateus do Sul e Bituruna representa cerca de 18%.

    O Deral destaca o peso cultural e histórico da erva-mate, fortemente associada à identidade regional e à agricultura familiar.

    Suinocultura e pecuária em alta

    O custo médio de produção na suinocultura paranaense subiu 0,7% em setembro, chegando a R$ 5,77 por quilo vivo, segundo a Embrapa Suínos e Aves. Apesar da alta, o Paraná mantém o segundo menor custo entre os principais estados produtores, garantindo competitividade no setor.

    Na pecuária de corte, o Brasil bateu recorde de exportações de carne bovina em setembro, com 348 mil toneladas embarcadas. Volume 15% superior ao acumulado de 2024. A demanda da China e de Hong Kong impulsionou os embarques.

  • Brasil bate recorde na produção de carnes: 32,3 milhões de toneladas previstas para 2026

    Brasil bate recorde na produção de carnes: 32,3 milhões de toneladas previstas para 2026

    O agronegócio brasileiro se prepara para mais um ano de recordes. A produção das três principais proteínas animais do país – bovina, suína e de frango – deve atingir 32,3 milhões de toneladas em 2026, segundo projeções divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (18), durante o evento “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2025/26”, realizado em Brasília.

    O volume representa um novo marco na série histórica da estatal, superando a estimativa atual de 32,1 milhões de toneladas para 2024. Os números consolidam o Brasil como uma das principais potências mundiais na produção e exportação de proteínas animais.

    Frango e suína: motores do crescimento

    O desempenho excepcional é impulsionado principalmente pelas carnes de frango e suína, que devem alcançar volumes inéditos. A produção de frango está projetada para atingir 15,9 milhões de toneladas, enquanto a suína deve chegar a 5,8 milhões de toneladas – ambos os maiores registros da história.

    O setor avícola brasileiro mantém sua trajetória ascendente, beneficiado por uma demanda internacional aquecida e pelo crescimento consistente do mercado interno. Mesmo após o caso de Influenza Aviária registrado em maio no Rio Grande do Sul – rapidamente controlado –, o país preserva sua posição como principal fornecedor global da proteína.

    Para 2026, as exportações de frango devem alcançar 5,4 milhões de toneladas, enquanto a disponibilidade interna pode chegar a 10,6 milhões de toneladas. Isso resulta numa disponibilidade per capita estimada em 51,1 quilos por habitante, garantindo o abastecimento nacional.

    Carne suína: novos mercados impulsionam crescimento

    A suinocultura brasileira vive momento de expansão histórica. A produção recorde possibilita o aumento da disponibilidade interna para 4,3 milhões de toneladas em 2026, além de impulsionar as exportações.

    O setor se beneficia da competitividade do produto nacional e da diversificação de mercados asiáticos. As Filipinas ultrapassaram a China como maior comprador, seguidas por Japão, Coreia do Sul e Cingapura. Com essa nova dinâmica comercial, as vendas externas devem superar 1,5 milhão de toneladas.

    Carne bovina: transição do ciclo pecuário

    O setor bovino apresenta cenário distinto. Após atingir recorde histórico de 11,1 milhões de toneladas em 2024, a produção entra em fase de recomposição do rebanho.

    Para 2025, a Conab projeta leve retração para 10,9 milhões de toneladas, com tendência de recuo mais acentuado em 2026, quando a produção deve totalizar 10,6 milhões de toneladas. Essa redução resulta da menor disponibilidade de animais para abate, consequência da retenção de fêmeas para recomposição dos rebanhos.

    O presidente da Conab, Edegar Pretto, destacou o papel das políticas públicas no sucesso do setor. “Para nós da Conab é um orgulho ver que as políticas públicas executadas pela Companhia têm ajudado o setor agropecuário brasileiro a alcançar ótimos resultados”, afirmou.

    Os resultados projetados reforçam a importância estratégica do Brasil no cenário mundial de proteínas animais, consolidando o país como fornecedor confiável para mercados globais cada vez mais exigentes e diversificados.

    As projeções foram apresentadas durante o evento “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2025/26”, realizado pela Conab em Brasília, e baseiam-se em análises técnicas do mercado nacional e internacional de proteínas animais.

  • PIB de Santa Catarina cresce 5,4% com liderança na produção de suínos e frangos

    PIB de Santa Catarina cresce 5,4% com liderança na produção de suínos e frangos

    A economia de Santa Catarina registrou crescimento de 5,4% no PIB nos 12 meses encerrados em junho de 2025. A Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) divulgou os dados que mostram expansão de 6,1% no acumulado do primeiro semestre.

    A pecuária lidera esse crescimento econômico. O setor mantém desempenho positivo há sete anos consecutivos, com destaque para a produção de carne de frango e suína.

    O estado mantém a liderança na produção nacional de suínos. Santa Catarina responde por 29,1% dos abates e 29,5% do peso total das carcaças produzidas no país.

    O secretário da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, destaca o protagonismo catarinense no agronegócio. “Esses resultados são fruto das políticas públicas e do esforço conjunto de produtores, cooperativas e agroindústrias”, afirma o secretário.

    Produção bate recordes históricos

    A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) registrou 17,97 milhões de suínos produzidos em 2024. O número representa crescimento de 0,1% em relação ao ano anterior.

    A produção estadual alcançou 1,57 milhão de toneladas de carcaça no ano passado. Mesmo com leve retração de 0,2% frente a 2023, Santa Catarina manteve a liderança nacional.

    As vendas externas impulsionam o setor. Santa Catarina exportou 719,4 mil toneladas de carne suína em 2024, crescimento de 9,3% em volume. As receitas chegaram a US$ 1,70 bilhão, avanço de 7,9% sobre o ano anterior.

    O perfil dos destinos mudou significativamente. As Filipinas assumiram a liderança das compras após seis anos de hegemonia chinesa. O mercado filipino cresceu 48,2% em volume e 39,0% em valor.

    Resultados de 2025 superam expectativas

    Os dados de janeiro a julho de 2025 reforçam a trajetória positiva. Santa Catarina exportou 433,5 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$ 1,07 bilhão. Os números representam altas de 7,3% e 16,2% frente ao mesmo período de 2024.

    Alexandre Giehl, analista da Epagri/Cepa, destaca a importância econômica do setor. “A suinocultura responde por mais de 21% do valor da produção agropecuária do Estado”, ressalta o especialista.

    O setor avícola brasileiro consolidou seu crescimento em 2024. O IBGE registrou produção de 13,6 milhões de toneladas de carne de frango, crescimento de 2,4% frente ao ano anterior.

    Santa Catarina se destaca nesse cenário nacional. A Cidasc contabilizou o abate de 886,7 milhões de frangos no ano passado, crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior.

    Exportações resistem à gripe aviária

    O estado manteve-se como segundo maior exportador do país. Santa Catarina respondeu por 22,6% das receitas nacionais de frango em 2024. As exportações cresceram 5,7% em volume e 0,2% em valor, garantindo recorde histórico em receitas.

    Foto: Divulgação – Agência Brasil

    O Japão liderou os destinos, com 12,4% de participação nas compras catarinenses.

    Em 2025, Santa Catarina manteve o bom desempenho nas exportações. Até julho, o estado embarcou 668,2 mil toneladas, que renderam US$ 1,37 bilhão. Os números representam altas de 0,3% em volume e 7,3% em valor.

    Alexandre Giehl explica que os resultados evidenciam recuperação após as restrições da gripe aviária. “A manutenção de resultados positivos mostra o desempenho sólido das exportações catarinenses”, afirma o analista.

    O setor superou gradualmente as restrições implementadas após a detecção de influenza aviária (H5N1) no Rio Grande do Sul em maio.

  • Empresa investe em ampliação para acelerar inovação em vacinas para suínos

    Empresa investe em ampliação para acelerar inovação em vacinas para suínos

    A Vaxxinova concluiu a ampliação da sua planta dedicada à produção de vacinas autógenas para suínos. A nova fase já está em operação e recebeu aprovação do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A empresa dobrou sua capacidade instalada e otimizou os processos produtivos.

    Esse investimento consolida a Vaxxinova como um dos principais fornecedores do setor. A ampliação fortalece a parceria com cooperativas, produtores e outros agentes importantes da suinocultura nacional. Ana Paula Mori, gerente técnica e comercial nacional da unidade de suínos, destaca: “Com a expansão, aprofundamos o atendimento personalizado, desenvolvendo vacinas alinhadas ao perfil sanitário de cada plantel. Trabalhamos com dados de campo e pesquisa contínua para entregar soluções precisas, com qualidade elevada e prazos cumpridos.”

    A linha Govaxx ganhou destaque com a expansão. Ela controla patógenos como Streptococcus suis, Glaesserella parasuis, Pasteurella multocida, Actinobacillus pleuropneumoniae e Actinobacillus suis. A empresa combina pesquisa, dados sorológicos e experiência de campo para definir o melhor posicionamento vacinal. Mayara Tamanini, coordenadora técnica e de marketing, afirma: “A confiança do mercado vem do cuidado em cada detalhe. Desde a visita técnica até a aplicação em granja, tudo é planejado para garantir resultados. Agora, com a nova estrutura, podemos ampliar nosso modelo técnico e fortalecer o suporte contínuo ao produtor.”

    Rogério Petri, gerente da Unidade, reforça o impacto da expansão: “Esse avanço nos prepara para o futuro. Vamos acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras e específicas, reforçando a saúde animal de forma sustentável e com base científica sólida

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  • Projeto premia produtores por excelência em avicultura e suinocultura

    Projeto premia produtores por excelência em avicultura e suinocultura

    A JBS, por meio da Seara, celebrou a excelência na produção de aves e suínos com a entrega do Prêmio SuperAgro 2025, reconhecendo mais de 30 produtores integrados no estado de São Paulo, incluindo dois da região de Amparo (SP). A iniciativa, que já está na sua oitava edição, premiou 315 parceiros em todo o Brasil e no Distrito Federal, reforçando o compromisso da empresa com a qualidade e a sustentabilidade na cadeia produtiva.

    Neste ano, mais de 10 mil granjas participaram da premiação, que avaliou 18 categorias, como Frango Pesado Macho e Fêmea, Frango Orgânico, Suíno Terminador e Peru Iniciador. O júri técnico, composto por especialistas da JBS, considerou indicadores de desempenho, bem-estar animal e qualidade.

    Um dos premiados foi o veterinário e produtor rural Edison Baba, que conquistou o 1º e 3º lugares na categoria Frango Pesado Macho. Com uma história familiar na avicultura desde as décadas de 1960 e 1970, Baba hoje administra uma estrutura com capacidade para 600 mil aves por ciclo – um crescimento de 160% desde 2022.

    “A parceria desde o início do projeto nos ajudou a alcançar resultados técnicos cada vez mais consistentes, e o envolvimento da família em todas as áreas da granja faz toda a diferença”, afirma Edison, que divide a gestão com os filhos e nora.

    Integração

    Ele ainda destaca os impactos positivos da integração com a Seara: “Ser um produtor integrado impactou diretamente nos resultados de conversão alimentar e condenação. Em 2023, fomos reconhecidos e, agora em 2025, recebemos o prêmio pela segunda vez. O maior benefício está nos resultados técnicos consistentes que alcançamos.”

    Foto: Divulgação/JBS

    Outro exemplo de sucesso é João Paulo Demori, que venceu na categoria Frango de Corte Pesado Verde Macho. Com uma trajetória de mais de 40 anos no município de Amparo (SP), Demori iniciou na atividade inspirado pelo avô e hoje mantém uma granja com 18 mil frangos por ciclo, operada com ajuda da família. “Estamos todos os dias acompanhando de perto as aves, cuidando da ambiência, alimentação e manutenção. É um trabalho feito com amor e atenção aos detalhes”, relata.

    Demori, que é parceiro da JBS desde 2008, já soma cinco prêmios e destaca o apoio da empresa. “Antes era tudo muito rústico, sem retorno financeiro. A JBS nos ajudou com insumos, assistência técnica e suporte contínuo. O técnico Fabiano Flausino tem sido essencial para esse prêmio, que nos enche de orgulho.”

    José Ribas Junior, Diretor Executivo de Agropecuária da Seara, reforçou a importância da premiação. “O SuperAgro valoriza o trabalho dos nossos produtores integrados, que são fundamentais para o sucesso desse modelo. É uma relação em que todos ganham: a Seara, os produtores e, principalmente, o consumidor, que recebe um alimento seguro e de qualidade.”

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  • ABPA nomeia novo gerente-executivo de mercados

    ABPA nomeia novo gerente-executivo de mercados

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirmou a contratação de Estevão Carvalho como seu novo gerente-executivo da área de mercados. O profissional será responsável por liderar as estratégias de comércio nacional e internacional da avicultura e suinocultura brasileiras, setores fundamentais para a economia do país.

    Estevão Carvalho terá a missão de coordenar temas relacionados ao acesso a mercados, negociações bilaterais, inteligência de mercado e relacionamento com stakeholders, fortalecendo a posição do Brasil no cenário global da proteína animal.

    Formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com MBA em Negócios Internacionais pela Fundação Instituto de Administração (FIA), Carvalho acumula cerca de 15 anos de experiência no comércio global. Sua trajetória inclui passagens pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Câmara de Comércio Árabe Brasileira — onde atuou como diretor de novos negócios — e pela BRF, focando em relações institucionais internacionais nos mercados do Oriente Médio e África.

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  • Embrapa lança solução digital que protege rebanhos suínos

    Embrapa lança solução digital que protege rebanhos suínos

    A Embrapa Suínos e Aves, com sede em Santa Catarina, acaba de lançar o BiosSui, um software inédito no Brasil que promete revolucionar a biosseguridade nas granjas de suínos. A ferramenta, que já foi testada com sucesso no Paraná — um dos principais polos da suinocultura nacional —, chega para apoiar produtores, técnicos, agroindústrias e órgãos de defesa sanitária de todo o país.

    Na prática, o BiosSui oferece uma avaliação precisa dos riscos sanitários dentro das propriedades e orienta ações corretivas. Tudo isso por meio de dashboards interativos, mapas detalhados e relatórios personalizados, que tornam a gestão sanitária muito mais eficiente.

    Foto: Movie Two/Embrapa

    Como funciona o BiosSui na prática

    O BiosSui foi desenvolvido com base em critérios técnicos rigorosos, alinhados às normativas de biosseguridade já adotadas em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. No total, o sistema analisa 23 itens essenciais, que incluem desde a proteção contra agentes externos até a estrutura interna da granja.

    Além disso, o software permite que o produtor acompanhe seu desempenho sanitário em tempo real, identificando rapidamente os pontos críticos e simulando melhorias que podem fazer a diferença no controle de doenças.

    Módulos do BiosSui 

    Módulo Descrição Benefícios
    Avaliação Coleta dados das granjas por meio de formulário web e calcula o índice de biosseguridade. Identifica pontos críticos e oferece uma visão clara do status sanitário da granja.
    Simulação de Melhorias Gera recomendações técnicas e permite simular o impacto de melhorias na infraestrutura e no manejo. Apoia na tomada de decisão, mostrando quais ações geram maior impacto na biosseguridade.
    Dashboards Apresenta dados em mapas, gráficos e painéis interativos, permitindo análises individuais ou por grupos, como cooperativas e agroindústrias. Facilita o monitoramento em tempo real e gera relatórios personalizados para gestão estratégica.
    Funcionalidades extras Permite exportar dados, aplicar filtros e gerar análises detalhadas e relatórios completos. Suporte para decisões rápidas, baseadas em dados robustos e atualizados.

    Validação e parcerias estratégicas

    A validação do BiosSui ocorreu no início de 2024, em parceria com a Frimesa, uma das maiores cooperativas de carne suína do Brasil, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e a Associação Paranaense de Suinocultores (APS). Os testes de campo, realizados com apoio do Sistema Ocepar, ajustaram o software à realidade das granjas, aumentando sua confiabilidade e eficácia.

    Por que a biosseguridade virou prioridade no agronegócio

    O Brasil ocupa atualmente uma posição estratégica no mercado mundial de carne suína. Atualmente, o país é o quarto maior produtor e o terceiro maior exportador do mundo. Esse protagonismo, no entanto, só se mantém graças a um rigoroso controle sanitário, que impede a entrada de doenças devastadoras, como a Peste Suína Africana (PSA) e a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS).

    Proteção, produtividade e crescimento sustentável

    Segundo os especialistas da Embrapa, investir em biosseguridade não é mais uma escolha — é uma necessidade urgente. A adoção de tecnologias como o BiosSui protege os rebanhos contra ameaças sanitárias, evita prejuízos, eleva a produtividade e, acima de tudo, garante a sustentabilidade do negócio no longo prazo.

    Brasil reforça liderança global na suinocultura

    Com o apoio de ferramentas tecnológicas como o BiosSui, o Brasil consolida ainda mais sua liderança no comércio global de carne suína. Ou seja, além de proteger os rebanhos, a implementação de protocolos robustos de biosseguridade se reflete diretamente em ganhos econômicos, acesso a mercados internacionais mais exigentes e, naturalmente, na preservação da saúde animal em todo o território nacional.

    Esse movimento, portanto, não apenas fortalece a suinocultura brasileira, mas também coloca o país em uma posição ainda mais competitiva no cenário global, onde qualidade, segurança e sustentabilidade são exigências inegociáveis.

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  • Tecnologia da Embrapa avalia segurança sanitária de granjas

    Tecnologia da Embrapa avalia segurança sanitária de granjas

    A Embrapa Suínos e Aves desenvolveu um software que mede a biosseguridade das granjas de suínos no Brasil. A nova tecnologia, chamada BiosSui, foi testada no Paraná, um dos principais polos suinícolas do País.

    O sistema avalia 23 critérios de biosseguridade externa e interna. Em geral, esses critérios incluem infraestrutura e procedimentos fundamentais para evitar a entrada de patógenos nas granjas. Ao mesmo tempo, com base nesses dados, o BiosSui gera indicadores, organiza recomendações e propõe melhorias na produção. A ferramenta pode orientar decisões de produtores, gestores, agroindústrias e órgãos sanitários.

    Software traz coleta digital e relatórios detalhados

    O BiosSui permite coletar informações por meio de um formulário web. Em seguida, disponibiliza dashboards interativos, mapas, relatórios de desempenho e sugestões técnicas. Ou seja, a ferramenta utiliza metodologia multicritério e classifica o grau de adequação das granjas. Portanto, isso facilita o ranqueamento das propriedades e orienta ações de correção. Além disso, o sistema funciona tanto para gestão individual quanto para grupos de granjas, como cooperativas e unidades agroindustriais.

    Validação contou com apoio de cooperativas e autoridades

    A Embrapa validou a ferramenta com parceiros estratégicos. Em 2024, organizou workshops e reuniões no Paraná com o apoio do Sistema Ocepar. Durante esse processo, firmou acordos com a Frimesa, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e a Associação Paranaense de Suinocultores (APS). Os testes em campo aconteceram em granjas ligadas a cooperativas filiadas à Frimesa, como Lar, Copacol, Copagril, C.Vale e Primato.

    A equipe da Embrapa realizou ajustes com base no uso prático. Também ofereceu orientações para gestores das cooperativas e fiscais da Adapar. “A interação com os parceiros foi essencial para adaptar os critérios à realidade das granjas”, afirma Marcos Morés, analista da Embrapa e especialista em patologia suína.

    Sistema possui três módulos principais

    O BiosSui conta com três módulos: Avaliação, Simulação de Melhorias e Dashboards. No primeiro, os dados coletados no campo permitem calcular os índices de biosseguridade da propriedade.

    No segundo, o sistema gera recomendações técnicas e simula os impactos de eventuais melhorias. Com isso, os produtores conseguem priorizar investimentos e decisões mais eficazes.

    O terceiro módulo apresenta os resultados por meio de dashboards e mapas interativos. Assim, os gestores visualizam dados gerais e detalhados por propriedade.

    Segundo Geordano Dalmédico, analista da Embrapa, “os dashboards ajudam a comparar dados e identificar padrões com facilidade”. O sistema ainda permite exportar dados para análises específicas em programas estatísticos.

    Brasil fortalece posição com foco em biosseguridade

    O Brasil é o quarto maior produtor e o terceiro maior exportador de carne suína do mundo. Ou seja, essa posição estratégica depende do rígido controle sanitário e da adoção de protocolos eficientes.

    O País é livre de doenças como a Peste Suína Africana (PSA) e a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS). Esse status é resultado da vigilância ativa e do investimento contínuo em biosseguridade.

    “A biosseguridade protege os rebanhos em várias camadas”, explica a pesquisadora Jalusa Kich. “O controle na importação de animais e material genético, por exemplo, tem abrangência nacional.” Segundo ela, o Ministério da Agricultura coordena a defesa sanitária, com execução a cargo dos estados. As normas de biosseguridade apoiam programas como o Programa Nacional de Sanidade Suídea (PNSS).

    Prática técnica se torna estratégia de mercado

    Além do cumprimento das normas, a biosseguridade também virou um diferencial competitivo. Portanto, para os pesquisadores, a suinocultura industrial precisa incorporar a prática como parte da gestão do negócio.

    “As agroindústrias e os produtores devem reforçar os protocolos em suas rotinas. A biosseguridade deixou de ser apenas uma exigência técnica”, afirma Franco Muller Martins, líder do projeto BiosSui. “Hoje, é uma estratégia nacional de proteção e competitividade.”

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  • Porco Moura: Paraná preserva raça que revoluciona a carne suína gourmet no Brasil

    Porco Moura: Paraná preserva raça que revoluciona a carne suína gourmet no Brasil

    O Paraná, segundo maior produtor de suínos do Brasil (21,5% do mercado nacional), está escrevendo um novo capítulo na suinocultura: o resgate do Porco Moura, raça crioula com carne comparada a cortes bovinos premium. Com 3.500 animais registrados em 2024 – 74% deles no Estado –, a espécie, quase extinta nos anos 1970, virou símbolo de gastronomia sustentável e alavanca projetos de Indicação Geográfica (IG).

    Originário das missões jesuíticas do século XVI, o Porco Moura foi essencial no Brasil colonial: sua banha abastecia lamparinas e cozinhas até ser substituída por óleos vegetais. Com a industrialização, raças europeias de engorda rápida dominaram o mercado, quase extinguindo a Moura. “Em 2014, restavam 625 animais. O Paraná salvou a raça”, afirma Marson Bruck Warpechowski, coordenador do Projeto Porco Moura da UFPR, retomado em 2014 após décadas de esquecimento.

    Em 2024, a raça foi declarada Patrimônio Histórico, Cultural e Genético do Paraná, e uma portaria inédita da Adapar regulamenta sua criação em sistema extensivo, garantindo biosseguridade e bem-estar animal.

    Carne marmorizada e produção 100% natural: o diferencial

    Enquanto suínos industriais atingem o abate em 150 dias, o Moura leva 300 dias, criado solto e alimentado com frutas, tubérculos e pastagens. O resultado é uma carne com:

    • Marmoreio superior: Gordura intramuscular que garante maciez e suculência.
    • Coloração vermelho intenso: Similar a cortes bovinos como prime rib e T-bone.
    • Espessura de toucinho: 3 cm a 5 cm, contra 0,5 cm a 1,5 cm dos industriais.
    Projeto de IG e charcutaria premium colocam o Paraná no mapa da gastronomia sustentável. Foto: Projeto Porco Moura/UFPR

    “Sua adaptação genética ao clima sulista e dieta diversificada criam um terroir único”, destaca Warpechowski. A carne já é vendida em açougues e restaurantes de Curitiba, com rastreabilidade e preços até 30% mais altos que o convencional.

    Do abate ao selo de origem

    A falta de abatedouros adaptados ainda é um entrave. “Frigoríficos industriais não processam pequenos lotes, encarecendo a logística”, explica Warpechowski. Para viabilizar a cadeia, o Paraná discute a criação de uma marca coletiva e o registro de IG, seguindo o modelo do presunto ibérico espanhol.

    Carne do Moura tem marmoreio superior e valor 30% mais alto que a suína industrial. Foto: Projeto Porco Moura/UFPR

    Outra frente é a charcutaria gourmet: cortes como ancho steak e bochecha têm atraído chefs e consumidores premium. “Produtos diferenciados agregam valor e justificam o custo”, afirma o professor.

    Legislação pioneira e futuro sustentável

    A Adapar finaliza a primeira normativa nacional para criação extensiva, com regras claras sobre biosseguridade, espaço por animal e limites para produção de subsistência. “A portaria protege toda a cadeia, inclusive a industrial”, afirma João Humberto Teotônio de Castro, chefe de sanidade suína da agência.

    A expectativa é que o texto, publicado em abril de 2024, anteceda a Semana Estadual dos Porcos Crioulos em maio – data que celebra a tradição e impulsiona o mercado.

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  • Paraná lidera crescimento na produção de frangos e suínos no Brasil

    Paraná lidera crescimento na produção de frangos e suínos no Brasil

    O Paraná liderou o crescimento nacional da produção de frangos e suínos em 2024, de acordo com as Estatísticas da Produção Pecuária divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado produziu 53,3 milhões de frangos e 281,4 mil cabeças de suínos a mais em 2024 em relação a 2023, além de registrar aumentos na produção bovina, de ovos e de leite.

    Avicultura

    O Paraná se mantém como líder absoluto na avicultura, responsável por 34,2% da produção nacional de frangos. O setor teve um crescimento de 2,47% no abate em relação ao ano anterior, totalizando mais de 2,2 bilhões de aves produzidas em 2024, superando o recorde de 2023. Em todo o Brasil, o abate de frangos alcançou 6,46 bilhões de cabeças, um incremento de 2,7% em relação a 2023.

    Suinocultura

    Na suinocultura, o Paraná manteve a segunda posição, com um aumento de 2,32% no abate, totalizando 12,4 milhões de porcos abatidos em 2024. Santa Catarina lidera o setor, com 16,6 milhões de cabeças abatidas, apesar de uma leve queda de 0,08% em relação ao ano anterior. O Brasil registrou um recorde histórico no abate de suínos, com 57,86 milhões de cabeças abatidas em 2024.

    Produção bovina, ovos e leite

    O Paraná também bateu recorde na produção bovina, com o abate de 1,4 milhão de cabeças de gado em 2024. Um aumento de 143,3 mil em relação ao ano anterior. Além disso, o Estado é o segundo maior produtor nacional de ovos, com 459,1 milhões de dúzias produzidas em 2024. E ocupa a segunda posição na produção de leite, com 3,4 bilhões de litros.

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