Tag: produtor rural

  • Bayer mira eficiência e segurança contra plantas daninhas

    Bayer mira eficiência e segurança contra plantas daninhas

    Durante a 38ª Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), a Bayer apresentou ao produtor rural brasileiro novas soluções em proteção de cultivos, sementes, biotecnologia e agricultura digital. As novidades foram detalhadas em uma roda de conversa com a imprensa, reforçando como a inovação tem papel decisivo no enfrentamento dos desafios do campo, especialmente no controle de plantas daninhas e doenças que afetam a produtividade da soja e do milho.

    Com o tema “A inovação que transforma o campo e traz resultados”, o encontro reuniu Rodrigo Nuernberg, líder da Unidade de Negócios Centro-Sul para Proteção de Cultivos da Bayer Brasil; Celso Batistella, diretor de Experiência do Cliente; e o produtor rural Rodolfo Camargo Pinto Filho, da Fazenda Gralha Azul, na região de Cascavel.

    Logo no início do debate, uma constatação foi unânime: quando o assunto é dificuldade na lavoura, as plantas daninhas seguem como a principal preocupação do produtor. “Se você perguntar para dez agricultores quais são os maiores problemas hoje, os dez vão responder que as plantas daninhas são prioridade no manejo da cultura”, afirmou Nuernberg.

    Plantas daninhas e doenças exigem manejo preciso

    Na rotina do campo, o desafio vai além do controle pontual. Segundo o produtor Rodolfo Camargo Pinto Filho, o sucesso da lavoura depende de planejamento e de um manejo bem estruturado, feito no tempo certo. “Manejo é muito importante. É preciso se programar muito bem para não perder o ‘time’. Doenças como o mofo-branco, por exemplo, preocupam bastante”, relatou.

    De acordo com ele, algumas doenças deixam uma espécie de “herança” no solo, comprometendo não apenas uma safra, mas também as seguintes. “Se não houver um manejo robusto, o problema se estende por vários anos, o que impacta diretamente a rentabilidade da propriedade”, alertou o produtor.

    Entre as principais plantas daninhas citadas estão a buva e o caruru, que afetam tanto a soja quanto o milho. No caso do milho, o uso de herbicidas pré-emergentes e pós-emergentes contribui não apenas para aquela cultura, mas também para o equilíbrio do sistema produtivo nas safras seguintes.

    A evolução da soja muda o jogo no campo

    Outro ponto destacado durante a conversa foi a própria evolução da soja ao longo dos anos. Para Rodolfo, a busca por altas produtividades trouxe novos desafios. “Hoje, a soja é como um bebê. Para ser produtiva, ela acabou ficando um pouco mais frágil. Por isso, o manejo de plantas daninhas e de doenças precisa ser muito mais robusto”, explicou.

    Segundo o produtor, uma lavoura pressionada por mato ou doenças não responde bem aos estímulos produtivos. “Ela não vai entregar resultado se estiver morrendo ou doente. O desafio é produzir mais com menos, e isso só acontece com manejo bem feito”, completou.

    Inovação como aliada do produtor

    Para apoiar o agricultor nesse cenário cada vez mais complexo, a Bayer mantém investimentos globais de cerca de 2,6 bilhões de euros por ano em Pesquisa e Desenvolvimento. No Brasil, a companhia prevê o lançamento de mais de 20 novas formulações até 2030.

    “O Brasil é um país continental, com regiões muito diferentes entre si e, em muitos casos, até três safras por ano. Isso exige soluções específicas e proximidade com o produtor para entender a realidade de cada área”, destacou Nuernberg.

    Entre as novidades apresentadas no evento está o Xtendimax 2, uma evolução da tecnologia à base de dicamba, indicada para aplicação em pós-emergência nas culturas de soja e algodão. A nova geração reduz significativamente os riscos de volatilidade e deriva, aumentando a segurança no manejo de plantas daninhas de folhas largas, como buva e caruru. O produto estará disponível para a safra 2026/2027.

    Outro destaque é o Convintro Duo, herbicida pré-emergente que combina um ativo inédito no Brasil, o diflufenicam, com o metribuzim, ampliando o espectro de controle logo no início do ciclo das plantas daninhas.

    Tecnologia, dados e sustentabilidade

    Além da proteção de cultivos, a Bayer reforçou sua estratégia em agricultura digital, com ferramentas que auxiliam o produtor na tomada de decisão, escolha de sementes e manejo por talhão. Programas como o Bayer Valora Milho e a plataforma Climate FieldView têm ajudado agricultores a ganhar produtividade com uso mais eficiente de insumos.

    No campo da sustentabilidade, o PRO Carbono se consolida como a maior plataforma de agricultura regenerativa da América Latina, reunindo mais de 3 milhões de hectares e 3 mil produtores. Nas áreas participantes, a adoção de práticas regenerativas resultou em aumento médio de 11% na produtividade anual e redução significativa da pegada de carbono.

    Ao combinar inovação, planejamento e manejo integrado, a Bayer reforça sua proposta de estar ao lado do produtor rural brasileiro. Em um cenário de margens apertadas e desafios crescentes, acertar o manejo no tempo certo segue sendo decisivo para garantir produtividade hoje e sustentabilidade nas próximas safras.

  • Stara destaca inovação e tecnologia no Show Rural Coopavel

    Stara destaca inovação e tecnologia no Show Rural Coopavel

    A Stara apresentou suas principais inovações em máquinas agrícolas durante o Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel, no Oeste do Paraná. Com foco em tecnologia, conectividade e agricultura de precisão, a empresa brasileira destacou novos produtos e soluções voltadas à realidade do produtor rural, reforçando seu posicionamento como referência em inovação no agronegócio.

    Durante coletiva de imprensa, a gerente de Marketing da Stara, Cíntia Dal Vesco, resgatou a trajetória da empresa, fundada por uma família de imigrantes holandeses que chegou ao Brasil após a Segunda Guerra Mundial. Segundo ela, o País ofereceu as condições necessárias para o crescimento e a consolidação da marca no setor de máquinas agrícolas.

    “Somos uma indústria brasileira de origem familiar, que completou 65 anos em 2025. Desde o início, nossa marca carrega a evolução e a renovação constante, principalmente ao levar tecnologia ao agro, aumentando a produtividade do produtor e contribuindo para a produção de mais alimentos para o mundo”, afirmou.

    Pioneirismo e agricultura de precisão

    Nesse contexto, a executiva destacou o papel pioneiro da Stara no desenvolvimento da agricultura de precisão no Brasil. Em 2000, a empresa foi a primeira indústria nacional a unir estruturas robustas de aço à tecnologia necessária para uso direto no campo. A iniciativa marcou uma virada no setor e ampliou a eficiência das operações agrícolas.

    Entretanto, um dos principais desafios ao longo desse processo foi a conectividade nas áreas rurais. “A internet chegava às cidades, mas não à lavoura. Isso limitava o uso pleno das tecnologias disponíveis”, explicou Cíntia.

    Dessa forma, a Stara passou a investir em soluções que garantissem conectividade estável no campo. A parceria com a Starlink, por meio da internet via satélite, surge como resposta a essa demanda. Com isso, a empresa busca potencializar o uso de sistemas embarcados e ampliar a precisão das operações agrícolas.

    Ainda durante a feira, a Stara apresentou cinco novidades, entre lançamentos e tecnologias consideradas estratégicas para o avanço da produtividade no campo.

    Novos produtos e pacote tecnológico

    O diretor-presidente da Stara, Átila Stapelbroek Trennepohl, ressaltou o significado de dar continuidade a um projeto iniciado há quatro gerações. “É um orgulho fazer parte dessa história e seguir algo que começou com meu bisavô”, disse.

    Segundo ele, a empresa levou ao Show Rural Coopavel novos produtos da linha de plantio, como a Cinderela e a Princesa, além de soluções já consolidadas, como o Spartacus, que atua como pulverizador e distribuidor, e o Hércules 9.0, voltado exclusivamente à distribuição.

    Além disso, a grande novidade apresentada foi o pacote tecnológico Land Space. A solução integra conexão via satélite, sinal de GPS de alta precisão e internet embarcada de fábrica nas máquinas. “Essas tecnologias, combinadas aos softwares desenvolvidos internamente pela Stara, permitem automatizar processos e simplificar operações que antes limitavam o trabalho no campo”, explicou Trennepohl.

    Com isso, os equipamentos passam a operar com mais precisão, eficiência e segurança, atendendo diferentes perfis de produtores rurais.

    Spartakus amplia versatilidade no campo

    Outro destaque da coletiva foi o Spartakus, apresentado como um conceito inédito no mercado. A máquina reúne, em um único autopropelido, funções de distribuição de fertilizantes, pulverização e semeadura por barras, reforçando a vocação inovadora da Stara.

    Spartakus, considerado pela empresa o primeiro distribuidor por barra e pulverizador do mundo – Foto: Pedro H. Lopes

    De acordo com Trennepohl, o equipamento foi desenvolvido a partir de sistemas já consagrados da empresa, com foco na redução e otimização de custos. “É uma máquina pensada para o produtor que busca eficiência operacional e alta precisão em suas atividades”, afirmou.

    A principal inovação está na possibilidade de realizar a distribuição de fertilizantes diretamente nas barras, por meio de um sistema pneumático com faixa de aplicação de 30 metros.

    Além de permitir ao operador controlar a taxa de aplicação e desligar as seções individualmente, o que garante mais praticidade, assertividade e economia de fertilizantes.

    Outro ponto destacado, o equipamento facilita a calibração e dispensa ajustes complexos, independentemente do produto utilizado. O Spartakus também permite a semeadura em áreas de cultivo de cobertura e incorpora soluções avançadas na pulverização, como os sistemas Bico a Bico e Recirculante Contínuo.

    Para completar, a máquina conta com recursos como Giro Inteligente nas quatro rodas, sistema Sobe e Desce e barras centrais, que ampliam a estabilidade operacional. A cabine ampla, confortável e silenciosa também foi apontada como diferencial importante para o operador.

  • Show Rural Coopavel abre calendário nacional do agronegócio

    Show Rural Coopavel abre calendário nacional do agronegócio

    A 38ª edição do Show Rural Coopavel começou nesta segunda-feira (9), em Cascavel, no Oeste do Paraná, e segue até sexta-feira (13), consolidando-se mais uma vez como uma das principais vitrines de inovação do agronegócio brasileiro. A expectativa da organização é movimentar R$ 6 bilhões em negócios, volume 14% inferior ao recorde de R$ 7 bilhões registrado na edição anterior, reflexo de um cenário mais cauteloso no campo, especialmente com a queda nos preços da soja e de outros grãos.

    Promovido pela Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel), o evento abre o calendário nacional das grandes feiras agropecuárias e deve receber entre 350 mil e 400 mil visitantes ao longo dos cinco dias, reunindo produtores rurais, cooperativas, empresas, pesquisadores, estudantes e representantes do poder público.

    Cenário conservador, mas com otimismo no setor

    Segundo o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, a projeção mais conservadora leva em conta a capacidade atual de investimento do produtor rural. “Há um otimismo na cadeia produtiva, tendo em vista que crescemos mais do que os outros setores econômicos do país. Mas temos esse norte conservador porque o dinheiro do produtor para investimentos vem dessa produção”, afirmou.

    Ratinho Jr, governador do Paraná e Dilvo Grolli, presidente da Coopavel – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Ainda assim, Grolli não descarta a possibilidade de o volume de negócios superar as estimativas iniciais. Para ele, o próprio perfil da feira cria um ambiente favorável. “As empresas do setor apostam no crescimento do agronegócio e entendem que a tomada de decisão do produtor rural é baseada em resultado. A produtividade vem aumentando em torno de 3% ao ano nas lavouras, muito em função da aquisição de tecnologia e inovação. Não dá para ficar com o freio de mão puxado”, analisou.

    Estrutura robusta e lançamentos tecnológicos

    Com mais de 600 expositores nacionais e internacionais, o Show Rural 2026 chama a atenção pelo porte dos estandes e pelo volume de lançamentos. Há novas variedades de grãos, soluções digitais, máquinas agrícolas e equipamentos voltados a diferentes perfis de propriedades rurais.

    “Chama a atenção o investimento robusto das empresas, tanto nos produtos e serviços quanto na estrutura para receber os produtores, com estandes que ultrapassam 4 mil metros quadrados”, destacou Grolli. Aproximadamente 5,7 mil profissionais atuam direta ou indiretamente nas etapas de planejamento e execução do evento.

    Fé, tradição e abertura oficial

    Antes mesmo da abertura oficial para negócios, o Show Rural teve início simbólico no domingo (8), com uma missa celebrada às 11h, que reuniu centenas de pessoas. A celebração foi conduzida pelo arcebispo de Cascavel, Dom José Mário Angonese, com a participação do padre Marcelo Dalmagro, do diácono Pedro Guerra e do arcebispo emérito Dom Adelar Baruffi, em um momento de fé, reflexão e gratidão.

    Na manhã desta segunda-feira, o ato inaugural contou com a presença do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), acompanhado do vice-governador Darci Piana e de secretários de Estado. Eles foram recepcionados pelo presidente da Coopavel.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Em entrevista coletiva, Ratinho Junior destacou investimentos históricos do Estado no meio rural. “Realizamos a maior compra de maquinários para os municípios do Paraná, com mais de 2 mil máquinas para atender as estradas rurais. São 389 estradas rurais com convênios assinados, mais de 3 mil quilômetros e um investimento que passa de R$ 3 bilhões. É o maior programa de pavimentação de estradas rurais do mundo”, afirmou.

    O governador também ressaltou o papel do agronegócio na economia estadual. “Nosso PIB está na marca de R$ 800 bilhões, ou seja, vamos entregar o mandato com o PIB dobrado. O Paraná se transformou no supermercado do mundo, exportando para mais de 180 países. Somos o segundo maior produtor de grãos do Brasil e líderes em proteína animal, o que gera emprego, renda e fortalece a economia”, completou.

    Tradição, crescimento e futuro do agro

    Criado em 1989, quando reuniu apenas 15 empresas e recebeu 110 visitantes, o Show Rural Coopavel se transformou em referência nacional na difusão de tecnologias e no fortalecimento do setor agropecuário. Em 2025, a feira atraiu mais de 407 mil visitantes e movimentou R$ 7 bilhões.

    Nesta edição, o evento traz como tema “A força que vem de dentro”, destacando a resiliência do produtor rural diante dos desafios do campo. Entre os destaques está o Show Rural Digital, realizado desde 2019 como polo de inovação, com cerca de 60 apresentações e dezenas de expositores voltados à transformação tecnológica do agro.

  • CNPJ passa a ser obrigatório para produtores rurais em todo Brasil

    CNPJ passa a ser obrigatório para produtores rurais em todo Brasil

    A partir de 1º de janeiro de 2026, o produtor rural brasileiro deve dar o primeiro passo para uma transformação completa na sua gestão fiscal. A entrada em vigor da primeira fase da Reforma Tributária exige atenção imediata com a obrigatoriedade de emitir notas fiscais eletrônicas em um novo modelo e com a solicitação de um CNPJ alfanumérico, um identificador único que substituirá a Inscrição Estadual para todos os produtores, sejam pessoas físicas ou jurídicas.

    A nova lei não é uma mera formalidade. Esse cadastro se torna o núcleo da “vida fiscal” do produtor, afetando desde a comercialização diária até o planejamento sucessório. A exigência passa a ser nacional, obrigando produtores que antes operavam apenas com CPF a se adaptar. A regra vale para todos, mas o impacto maior será sentido por aqueles com faturamento anual igual ou superior a R$ 3,6 milhões, que se tornam contribuintes obrigatórios dos novos impostos IBS (federal) e CBS (estadual e municipal).

    Advogada Viviane Morales. Foto: Divulgação

    A advogada Viviane Morales, diretora administrativa da Lastro, explica que a obrigatoriedade do CNPJ para o produtor rural será nacional. “Quem ainda utilizava apenas o CPF precisará se adaptar, e essa adaptação deve ser feita com planejamento, porque o CNPJ será a base de toda a vida fiscal do produtor nos próximos anos”, alerta.

    O que muda agora, em janeiro de 2026?

    As mudanças são imediatas e exigem ação. A principal delas é o fim definitivo da nota fiscal em papel a partir de 5 de janeiro de 2026. Todas as emissões agora são digitais.

    Além disso, desde o dia 1º de janeiro, os sistemas de emissão de nota fiscal precisam seguir um novo layout, que inclui campos para os tributos IBS e CBS. Durante todo o ano de 2026, uma alíquota-teste de 1% será aplicada sobre as vendas, sem gerar pagamento efetivo. Este é um período de transição para que produtores e Fisco ajustem os sistemas.

    Para uma adaptação tranquila, especialistas recomendam:

    • Organizar a documentação e verificar o faturamento dos últimos anos para saber seu enquadramento.
    • Atualizar sistemas de gestão (ERP) e emissão de notas fiscais com o fornecedor de software.
    • Avaliar a estrutura em casos de propriedades em mais de um estado, para definir se serão necessários cadastros como filiais.
    • Buscar orientação especializada de um contador ou consultoria com experiência no agronegócio para planejar a migração.

    Para produtores de menor porte, os estados estão disponibilizando ferramentas gratuitas como o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), que pode ser usado pelo celular para emissão das novas notas. Cooperativas e sindicatos também podem atuar como Provedores de Assinatura (PAA), assinando digitalmente as notas de seus associados e reduzindo custos individuais.

    Impactos a médio e longo prazo: custos e sucessão familiar

    A reforma vai além da burocracia imediata. A expectativa é de um aumento real na carga tributária para o setor. Especialistas do setor estimam que a tributação total sobre o agro pode passar dos atuais 4.5% para mais de 11%.

    A mudança mais sensível pode ser no Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), que regula a herança e doação de propriedades. A reforma institui alíquotas progressivas obrigatórias, que podem variar de 8% a 16% sobre o valor do imóvel. Em uma fazenda avaliada em R$ 6 milhões, por exemplo, o imposto na doação pode chegar a R$ 480 mil, o que exige um planejamento sucessório cuidadoso para evitar a fragmentação do patrimônio familiar.

    O cronograma até 2033

    A reforma é gradual. Após o ano-teste de 2026, em 2027 começam a valer as alíquotas efetivas da CBS. A partir de 2029, inicia-se a implementação progressiva do IBS, com a extinção total do ICMS e ISS prevista para 2032. O sistema estará completamente implantado em 2033.

    Para quem vive do campo, a mensagem é clara: informação e planejamento são as melhores ferramentas para a nova safra fiscal. A adaptação precisa começar agora para garantir que a produção circule sem entraves e que o negócio rural permaneça competitivo e seguro para as futuras gerações.

  • Comissão aprova uso do FGTS para financiar máquinas agrícolas

    Comissão aprova uso do FGTS para financiar máquinas agrícolas

    A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode abrir uma nova linha de crédito para produtores rurais. A proposta autoriza os trabalhadores a utilizarem recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra de máquinas e implementos agrícolas, como tratores e colheitadeiras.

    Atualmente, a lei só permite o saque do FGTS em situações específicas, como demissão sem justa causa, aposentadoria, aquisição da casa própria ou tratamento de doenças graves. O PL 4515/24 busca incluir o investimento em equipamentos para a agricultura nesta lista.

    O relator da proposta, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), defendeu a medida. Ele argumenta que os recursos do FGTS podem servir como uma alternativa complementar de financiamento para o setor. “Essa mudança amplia as possibilidades de investimento do trabalhador rural”, afirmou Nogueira em seu parecer.

    O autor do projeto, deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR), reforçou o impacto econômico da medida. “A mudança na lei contribuirá para a subsistência do trabalhador rural e movimenta um setor que responde por quase 27% dos empregos no país”, disse.

    Próximas etapas da proposta

    O projeto ainda não tem data para entrar em votação no plenário. Ele tramita em caráter conclusivo e, por isso, precisa passar pela análise de outras três comissões antes de seguir para o Senado:

    • Comissão de Trabalho;
    • Comissão de Finanças e Tributação;
    • Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Apenas após a aprovação final pela Câmara e pelo Senado, a proposta poderá se transformar em lei e entrar em vigor.

  • Paraná bloqueia uso de leite em pó importado reconstituído

    Paraná bloqueia uso de leite em pó importado reconstituído

    O Governo do Paraná publicou nesta quarta-feira (10) o decreto que regulamenta a proibição de reconstituir leite em pó e outros derivados lácteos importados para consumo no estado. A medida fortalece a legislação estadual e estabelece regras rigorosas de fiscalização para as indústrias do setor.

    O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, afirmou que a ação protege a produção local e aumenta a renda dos produtores. “Esse decreto prova que o Governo do Estado está do lado de quem produz. Nosso compromisso principal é colocar dinheiro no bolso do produtor rural”, declarou Nunes.

    O que a nova regra proíbe?

    A regulamentação veta operações industriais que adicionem água ou outros líquidos a leite em pó, compostos lácteos ou soro de leite de origem importada, quando o produto final for para consumo no Paraná. A proibição não se aplica a produtos importados já embalados para o varejo e com rótulo aprovado pela Anvisa.

    Órgãos de licenciamento e vigilância sanitária farão a fiscalização. As ações incluem inspeções surpresa, auditorias documentais e coleta de amostras para análise.

    As empresas devem manter um rígido controle de documentos por, no mínimo, dois anos. A lista inclui notas fiscais que comprovem a origem da matéria-prima, certificados sanitários internacionais e registros detalhados de produção que garantam a rastreabilidade total desde a compra até o uso industrial.

    Penalidades para o descumprimento

    Em casos de irregularidades, os fiscais podem apreender produtos, interditar setores ou estabelecimentos inteiros. Após a confirmação da infração, as empresas enfrentarão penalidades da legislação estadual, além de responder a processos cíveis e criminais.

    A norma representa um esforço do estado para proteger a cadeia produtiva do leite paranaense frente à concorrência de importados, priorizando o mercado interno e os produtores locais.

  • Inteligência Artificial no WhatsApp revoluciona controle de custos agrícolas

    Inteligência Artificial no WhatsApp revoluciona controle de custos agrícolas

    A Syngenta Digital lança uma inovação que promete transformar a gestão agrícola brasileira. A empresa integrou Inteligência Artificial ao seu software Cropwise Balance. Agora produtores rurais podem registrar o consumo de insumos através de áudios pelo WhatsApp.

    A nova funcionalidade busca resolver um problema grave do setor. A falta de controle financeiro compromete até 30% da rentabilidade das propriedades agrícolas, segundo dados da própria Syngenta.

    Bruno Muller, Head de Serviços de Agricultura Digital da Syngenta, explica a dificuldade dos produtores. “O que prometem em clique, cobram em tempo. E tempo é exatamente o que falta”, afirma o executivo.

    A realidade do campo confirma essa análise. Escassez de mão de obra e sistemas complexos fazem muitos produtores desistirem do controle detalhado. O resultado é uma gestão “no escuro” com alto risco de prejuízos.

    Muller destaca os principais problemas dessa gestão deficiente:

    • Perda de produtos por vencimento
    • Compra emergencial a preços altos
    • Ajustes de estoque na casa dos milhões

    O executivo compartilha um exemplo real. “Um cliente precisou ajustar R$ 13 milhões em estoque. Isso equivale a 62% do custo da safra de soja. Um alto valor em produtos com destino desconhecido.”

    IA simplifica gestão complexa

    A tecnologia do Cropwise Balance funciona de forma intuitiva. A IA interpreta o áudio do operador rural. O sistema atualiza automaticamente o estoque. Depois calcula os custos por talhão. Por fim, gera informações precisas em tempo real.

    Diego Ramires, Gerente de Produto da Syngenta, ressalta a importância da praticidade. “Com um simples áudio, o operador deixa de ser executor. Ele se torna um aliado estratégico, gerando dados no ritmo da fazenda”, explica.

    A solução vai além do registro simples de dados. O Cropwise Balance cria um “mapa do lucro” completo. O sistema cruza custos, produtividade e rentabilidade de cada talhão.

    Essa visão detalhada oferece vantagens estratégicas. O agricultor identifica exatamente onde perde dinheiro. Também descobre onde vale intensificar investimentos. O resultado é um manejo otimizado e margem de lucro mais sólida.

    Produtor comprova eficácia da ferramenta

    Thiago Damião, produtor rural do Maranhão, já testa a tecnologia. Ele destaca os principais benefícios da ferramenta.

    “A maior diferença foi o controle total”, conta Damião. “Visualizamos o estoque em tempo real. Mais importante: tomamos decisões imediatas.”

    O produtor explica como a ferramenta mudou sua rotina. “Não esperamos mais o fim da safra para entender custos. A clareza financeira impacta diretamente nossa agilidade e resultados.”

  • Noiva surpreende e chega dirigindo trator em casamento

    Noiva surpreende e chega dirigindo trator em casamento

    Um momento inusitado e cheio de significado marcou o casamento de Eduarda Sebastiani Van Lieshout em Goiânia. A noiva chegou dirigindo um trator, símbolo da tradição e orgulho da família de produtores rurais, e o vídeo da cena rapidamente viralizou nas redes sociais, conquistando milhares de curtidas e comentários engraçados, como “faltou só o arado”.

    Eduarda compartilhou a emoção de celebrar uma história de trabalho e dedicação à terra, uma herança iniciada pelo avô, que há 60 anos comprou o primeiro trator da família. Além da entrada inusitada, o porta-alianças também seguiu a temática agrícola, feito com um mini trator de controle remoto, encantando os convidados.

    O registro mostra a chegada ao rancho onde aconteceu a cerimônia, com uma conversa descontraída entre as amigas e o clima alegre do evento. O momento captado é um exemplo de como as tradições rurais podem ser celebradas de forma original, reforçando a conexão da família com a agricultura.

    Nas redes, o vídeo de 2024 voltou a circular. E tem chamado atenção de internautas pelo jeito único e autêntico de Eduarda expressar sua paixão pelo campo. E com isso, proporcionando um conteúdo leve e verdadeiro sobre a vida no agronegócio e suas celebrações familiares.

  • Selo Verde-ES: nova plataforma garante transparência ambiental no campo

    Selo Verde-ES: nova plataforma garante transparência ambiental no campo

    O Espírito Santo acaba de lançar uma ferramenta inovadora para produtores rurais: a Plataforma Selo Verde-ES. Desenvolvida pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) em parceria com a Secretaria de Agricultura (Seag), o sistema oferece certificação digital gratuita que comprova a regularidade socioambiental de propriedades rurais.

    A plataforma cruza dados oficiais do CAR, Ibama e Idaf para verificar se há desmatamento ilegal em imóveis rurais. Se a propriedade estiver regular, emite uma Certidão de Regularidade Ambiental com QR Code para consulta pública.

    Como funciona na prática

    Qualquer produtor com CAR pode acessar a plataforma. Basta inserir o número de inscrição no sistema. Em segundos, o Selo Verde-ES informa se a propriedade está conforme a lei. Se houver irregularidades, o sistema aponta o problema para agilizar a regularização.

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    • Preço do café atinge maior nível em três meses

    Vantagens para produtores e mercado:
    • Facilita exportação para a União Europeia, que exige comprovação de origem sem desmatamento;
    • Permite participação em programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA);
    • Reduz risco de penalidades e embargos por falhas ambientais.
    • Compradores e investidores ganham segurança ao adquirir produtos de origem verificada. O ES consolida sua imagem como produtor sustentável e competitivo.

    Enio Bergoli, secretário estadual de Agricultura, destaca: “O Selo Verde-ES prova nosso compromisso com produção sustentável. São mais de 121 mil imóveis rurais prontos para mercados exigentes.”

    Já Leonardo Monteiro, diretor-geral do Idaf, enfatiza: “A ferramenta incentiva o compromisso socioambiental e atende à regulamentação europeia contra desmatamento.”

    O programa recebeu financiamento da União Europeia via Al Invest Verde. Estados como Minas Gerais e Pará já usam sistemas similares. Acre, Tocantins e Mato Grosso do Sul estão na fila.

    Como acessar

    Produtores rurais podem emitir a certidão diretamente pelo site:

    https://seloverde.idaf.es.gov.br/

  • Colheita do caqui atinge pico em Minas

    Colheita do caqui atinge pico em Minas

    A colheita do caqui está em pleno andamento em Turvolândia, no Sul de Minas Gerais, município que lidera a produção da fruta no estado. Segundo estimativas da Emater-MG, a expectativa para 2025 é de uma produção aproximada de 2 mil toneladas, número que representa cerca de metade da produção mineira. O período de colheita se estende até julho, com o pico concentrado entre abril e maio.

    Apesar do volume expressivo, a safra deste ano deve ser 20% menor em relação à média dos anos anteriores. O extensionista da Emater-MG, Fábio Firmo, atribui a redução às condições climáticas adversas registradas no fim de 2024, como altas temperaturas, baixa incidência de chuvas e uma recente queda de granizo, que prejudicou parte das lavouras locais. Atualmente, Turvolândia conta com 200 hectares dedicados ao cultivo do caqui.

    Diversificação e tradição fruticultora

    A tradição na produção de caqui em Turvolândia remonta à década de 1970, com a chegada da colônia japonesa. Isso transformou o município em um polo de fruticultura diversificada. Além do caqui, os agricultores locais cultivam abacate, ameixa, atemóia, goiaba, laranja, pêssego e lichia, o que permite uma melhor distribuição de renda ao longo do ano e reduz a concentração de trabalho e custos em um único período.

    De acordo com Deny Sanábio, coordenador técnico de Fruticultura da Emater-MG, a diversificação das safras é fundamental para a sustentabilidade econômica do produtor rural. A maior parte do caqui produzido no Brasil é consumida in natura, mas a fruta também é utilizada na fabricação de vinagre e passa, produtos apreciados especialmente pela comunidade de descendentes de japoneses.

    Ações de capacitação e cooperativismo fortalecem o setor

    Recentemente, a Emater-MG e a Cooperativa Agrícola do Sul de Minas (Casm) promoveram um dia de campo em Turvolândia. O evento reuniu cerca de 100 participantes entre produtores, compradores e representantes do setor agropecuário. E teve como objetivo promover a troca de experiências e o aprimoramento técnico dos produtores locais. Sempre reforçando a importância do planejamento e da gestão eficiente na fruticultura.

    O gerente da Casm, Marcelo Batista, destaca o papel do cooperativismo na expansão da atividade, agregando valor à produção, facilitando o acesso a mercados e reduzindo custos operacionais. Atualmente, o preço do caqui comercializado no município gira em torno de R$ 2,00 por quilo.

    Turvolândia exporta frutas e consolida polo de fruticultura

    A produção de frutas de Turvolândia abastece mercados em São Paulo, Belo Horizonte, Espírito Santo, estados do Nordeste e até o exterior, como a atemóia exportada para o Canadá. Uma planta adulta de caqui, em pomares bem manejados, pode render de 100 a 150 kg de frutos por ano. A colheita ocorre quando os frutos perdem a coloração verde e adquirem tonalidade amarelo-avermelhada, indicando o ponto ideal de consumo.

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