Tag: produção

  • Preço do arroz atinge menor nível em três anos

    Preço do arroz atinge menor nível em três anos

    Os preços do arroz em casca encerraram maio com forte queda acumulada de 41% em 12 meses. O valor voltou ao patamar de maio de 2022, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    Nos dois anos anteriores, o cenário era diferente. De maio de 2022 a maio de 2023, o arroz valorizou 15%. Já entre maio de 2023 e maio de 2024, a alta foi de 45%. Ou seja, esse avanço sucessivo atraiu os produtores, que ampliaram a área plantada. No entanto, a demanda, tanto interna quanto externa, não acompanhou esse crescimento.

    O resultado foi um excedente na oferta, que pressionou os preços para baixo. No balanço de maio, entre os dias 30 de abril e 30 de maio, o arroz em casca caiu 6,92%. A desvalorização desestimulou os negócios no mercado spot. Compradores e vendedores recuaram nas negociações.

    Do lado industrial, os pesquisadores apontam dificuldades em repassar os preços adiante. Isso compromete a competitividade do setor. Já os produtores resistem a vender. Eles afirmam que os valores atuais não cobrem os custos de produção.

    Cotação do algodão atinge maior valor desde março de 2023

    O indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ subiu pelo quarto mês consecutivo em maio. A média chegou a R$ 4,3950 por libra-peso, a mais alta desde março de 2023. Em termos reais, o valor é o maior desde março de 2024, com base no IGP-DI de abril de 2025. A média mensal superou em 2,75% a de abril de 2025 e em 6,31% a de maio de 2024.

    Segundo o Cepea, o avanço nos preços refletiu a postura firme dos vendedores. Eles ainda possuem lotes de algodão de qualidade superior. Enquanto isso, os compradores seguiram cautelosos. A maioria fez aquisições pontuais, acompanhando o desempenho do varejo. Parte das empresas relatou dificuldades para aprovar lotes ou negociar valores. Esse cenário limitou o ritmo das negociações, segundo os pesquisadores.

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  • Santa Catarina tem supersafra de caquis

    Santa Catarina tem supersafra de caquis

    Santa Catarina tem 141 produtores de caqui cultivando 139 hectares, principalmente no Vale do Rio do Peixe. A produtividade média chega a 14,5 mil quilos por hectare, com destaque para a variedade Fuyu, preferida por agricultores e consumidores.

    Segundo Alceu Assis, coordenador estadual do Programa de Fruticultura da Epagri, o caqui Fuyu combina alta produtividade com resistência a doenças, como a antracnose, que no passado afetou a variedade Kyoto (Chocolate).

    “Os frutos são grandes, doces, normalmente sem sementes e com excelente aceitação no mercado”, explica Assis. No entanto, a grande oferta em SC e no RS saturou o mercado, dificultando a comercialização e reduzindo os preços para os produtores.

    Supersafra de caquis em SC coloca frutos de qualidade no mercadoFoto: Epagri/SC

    Jeferson Argenton, produtor de Fraiburgo desde 1998, destaca que a safra 2025 se destacou não só pela quantidade, mas também pela qualidade. “O mercado está exigente, buscando frutas de bom calibre”, afirma. Em sua propriedade, ele agrega valor ao produto, realizando classificação, polimento e ensacamento.

    Apesar dos preços baixos, Jeferson vê o mercado como sazonal. “No ano passado, a produção foi menor devido a chuvas e granizo, e os preços estavam melhores”, lembra. A situação atual reflete a lei da oferta e demanda, com a alta produção pressionando os valores.

    Armazenamento em câmara fria como solução

    Jânio Seccon, extensionista da Epagri, sugere o armazenamento em câmara fria como estratégia para evitar perdas. “Com essa técnica, podemos estender a comercialização por mais dois meses, vendendo quando os preços melhorarem”, explica.

    O produtor Sérgio Ochocki, de Itaiópolis, tem sete hectares de caqui e enfrenta desafios como mão de obra escassa na colheita. “Este ano, meus filhos me ajudaram, pois está difícil encontrar trabalhadores”, relata. Apesar disso, ele mantém o otimismo e planeja investir em câmara fria para a próxima safra.

    Mesmo com os preços baixos, o caqui ainda oferece boa rentabilidade por área. Para os consumidores, a fruta fresca e saborosa continua sendo uma excelente opção nesta época do ano.

    Destaques da safra de caquis em SC:

    •  141 produtores em 139 hectares
    •  Produtividade média de 14,5 mil kg/hectare
    •  Variedade Fuyu: doce, resistente e sem sementes
    •  Estratégias como armazenamento para valorizar a produção

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  • Soja segue com preços enfraquecidos no mercado brasileiro

    Soja segue com preços enfraquecidos no mercado brasileiro

    Os preços da soja continuam enfraquecidos no mercado spot do Brasil. A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. Segundo pesquisadores do Cepea, a produtividade da soja nesta safra é considerada satisfatória. Com isso, a oferta doméstica segue elevada. Além disso, as projeções indicam crescimento da área plantada na próxima temporada. Esse cenário pode manter a pressão sobre os preços.

    Do lado da demanda, o Cepea avalia que a recente trégua comercial entre Estados Unidos e China pode afetar os embarques brasileiros. O governo norte-americano reduziu as tarifas sobre produtos chineses de 145% para 30%. A China também diminuiu as tarifas sobre produtos dos EUA, de 125% para 10%.

    Com a redução dos custos de importação entre as duas potências, o Brasil pode perder espaço nas exportações de soja. O USDA divulgou, no último dia 12, um relatório com projeções otimistas para a safra global de soja.

    A produção mundial pode atingir 426,82 milhões de toneladas na safra 2025/26. O volume representa um novo recorde. No Brasil, a estimativa é de 175 milhões de toneladas. Caso confirmada, essa também será a maior produção da história.

    Oferta elevada pressiona preços do milho no Brasil

    A oferta elevada de milho segue pressionando os preços no Brasil, segundo o Cepea. O indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP) atingiu o menor valor nominal desde janeiro. O cenário de preços baixos é impulsionado por estimativas de produção robusta no Brasil e no exterior. As condições climáticas favoráveis nas regiões produtoras de segunda safra sustentam a expectativa de alta produtividade.

    Nos Estados Unidos, o ritmo acelerado da semeadura e o clima positivo reforçam as projeções de boa colheita. Diante desse cenário, parte dos consumidores brasileiros recuou nas compras. Muitos preferem esperar novas quedas para recompor estoques. Por outro lado, vendedores buscam negociar os volumes restantes da safra 2023/24 e da atual safra de verão 2024/25.

    Preços do feijão variam conforme tipo e região

    Os preços do feijão apresentaram variações distintas na última semana, conforme mostram dados do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, a oscilação está relacionada à transição entre safras e à diversidade dos estoques regionais.

    O feijão carioca de alta qualidade (nota 9 ou superior) teve valorização. Vendedores elevaram os preços diante da oferta limitada. Compradores com maior urgência aceitaram pagar mais para garantir o produto, conforme explicam os pesquisadores.

    Já o feijão preto apresentou crescimento na oferta desde a primeira safra. Mesmo assim, produtores só vendem quando precisam de caixa. Na maioria dos casos, preferem armazenar o produto enquanto podem, aguardando melhores preços.

    Em relação à próxima safra, dados da Conab indicam crescimento de 15% na produção de feijão preto. O volume pode alcançar 819,7 mil toneladas na safra 2024/25. Já para o feijão carioca, a estimativa aponta queda de 2,5%, para 1,79 milhão de toneladas. A produção de feijão caupi também deve cair 4,8%, totalizando 616,3 mil toneladas, segundo a Conab.

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  • Exportações de carne bovina crescem mais que produção

    Exportações de carne bovina crescem mais que produção

    A produção brasileira de carne bovina continua em alta, mas as exportações avançam em ritmo ainda mais forte. Pesquisadores do Cepea destacam que a demanda internacional segue puxando o mercado. Segundo o IBGE, a produção nacional aumentou 2,73% no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Nesse mesmo intervalo, as exportações subiram quase 12%, conforme dados da Secex. Em geral, o Brasil embarcou 70,9 mil toneladas a mais de carne bovina em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

    Já a produção doméstica teve acréscimo de 64,9 mil toneladas. Os preços do boi gordo e da carne no atacado confirmam essa tendência de crescimento. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ, referente ao estado de São Paulo, subiu 22% em termos reais, considerando o IGP-DI. Além disso, a carcaça casada bovina no atacado da Grande São Paulo registrou valorização de 23,8%, segundo levantamento do Cepea.

    Exportações de carne suína rendem R$ 1,73 bilhão em abril

    As exportações brasileiras de carne suína geraram R$ 1,73 bilhão em abril, segundo maior valor desde 1997. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o Brasil embarcou 127,8 mil toneladas de carne suína no mês. O resultado inclui produtos in natura e processados. O volume representa alta de 11,4% frente a março e de 14,5% em relação a abril de 2024. O montante financeiro cresceu 9,3% ante o mês anterior e 40% na comparação anual.

    Abril de 2025 registrou o recorde de exportação para o mês e o terceiro maior da série histórica da Secex. No mercado interno, a oferta de carne suína se mantém equilibrada com a demanda na maioria das regiões monitoradas. Agentes consultados pelo Cepea relatam que a procura está firme, mas sem aquecimento típico do início do mês. Nesse cenário, os preços do suíno vivo e da carne seguem praticamente estáveis.

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  • Oportunidade: curso gratuito de cafeicultura orgânica

    Oportunidade: curso gratuito de cafeicultura orgânica

    A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) realiza, nesta sexta-feira, 16 de maio, o curso gratuito “Cafeicultura Orgânica – Amostragens do Solo, Foliar e Materiais Orgânicos” em Araponga, Minas Gerais. O evento acontece das 12h às 18h, na Escola Família Agrícola Puris de Araponga (EFA PURIS). A iniciativa atende cafeicultores locais, com foco especial nos associados à Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo (Coopfam).

    O curso da EPAMIG aborda temas essenciais para a produção orgânica de café. Com destaque para as técnicas corretas de amostragens de solo e folha em diferentes fases da lavoura. A programação inclui atividades teóricas e práticas, realizadas em uma propriedade rural de agricultura familiar. Os participantes poderão acompanhar demonstrações dos processos de amostragem, reforçando o aprendizado adquirido em sala.

    Segundo Waldênia Moura, pesquisadora da EPAMIG, “o curso permitirá que os cafeicultores orgânicos da região realizem as amostragens da lavoura de forma mais eficiente, otimizando as práticas de correção e adubação do solo, com o objetivo de evitar prejuízos econômicos”. Ela destaca ainda que o evento integra conteúdos exigidos por certificadoras de café orgânico e complementa a formação oferecida pela Coopfam aos seus associados.

    Material didático e capacitação técnica

    Durante o evento, a EPAMIG apresentará o material didático que elaborou, com foco na difusão de conhecimentos técnicos e científicos gerados pelas pesquisas em cafeicultura orgânica. O conteúdo visa apoiar a capacitação de técnicos e multiplicadores de informações junto à rede de cooperados da região. Assim,  fortalecendo a pesquisa participativa e a sustentabilidade da produção.

    O curso faz parte do projeto “Desenvolvimento de Tecnologias para a Cafeicultura Orgânica na Região das Matas de Minas Gerais” (PPE-00039-24). E éfinanciado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O projeto contempla avaliação de substratos para mudas, seleção de cultivares promissoras, uso de materiais orgânicos em propriedades familiares e capacitação por meio de cursos e ações de difusão.

    A iniciativa conta com a parceria do Governo de Minas Gerais, da Coopfam, da Escola Família Agrícola Puris de Araponga (EFA), da Fapemig e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Inscrições e informações

    Os participantes devem se inscrever presencialmente no local do evento, das 12h30 às 13h. A organização iniciará a programação logo após o período de inscrições. Mais informações estão disponíveis pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (31) 98631-8331.

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  • Produção de amendoim no Brasil deve crescer 60% na safra 2024/25

    Produção de amendoim no Brasil deve crescer 60% na safra 2024/25

    A produção de amendoim no Brasil deve alcançar 1,18 milhão de toneladas na safra 2024/25. A estimativa é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta um crescimento de 60,3% em relação ao ciclo anterior. Em geral, esse avanço expressivo se deve à ampliação da área plantada em 10% e ao ganho de produtividade, que pode crescer 47% nesta temporada.

    Produção brasileira de amendoim

    Em uma década, a produção brasileira de amendoim mais que dobrou. A safra 2014/15 somou 347 mil toneladas. Já em 2023/24, mesmo com perdas, o volume subiu para 734 mil toneladas, segundo a Conab.

    Exportação

    Apesar do aumento do consumo interno, o país exporta cerca de 75% da produção. Os principais produtos enviados ao exterior são grãos e óleo de amendoim. Hoje, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking global de exportadores de óleo de amendoim, atrás apenas da Índia. No entanto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta mudança no cenário. Portanto, o Brasil pode assumir a liderança mundial em exportações do produto em 2025.

    Além disso, o país tem avançado nas vendas externas de grãos de amendoim. Porém, especialistas alertam para um possível recuo nos preços neste ano. Em resumo, o motivo são as boas colheitas registradas na China, nos Estados Unidos e na Índia. Outro fator de pressão é a Argentina. O país vizinho plantou uma área recorde e deve ampliar os estoques mundiais de amendoim.

    Considerada a quarta oleaginosa mais produzida no mundo, o amendoim tem ganhado espaço no campo brasileiro. Em São Paulo, produtores usam a cultura como rotação na renovação dos canaviais. O cultivo se favorece do clima, do solo fértil e da estrutura logística do estado. Já no Mato Grosso do Sul, o amendoim surge como alternativa à soja, principalmente em áreas com solos mais arenosos, afetadas pelas variações climáticas.

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  • Alta do cacau encarece chocolate e impacta vendas de Páscoa

    Alta do cacau encarece chocolate e impacta vendas de Páscoa

    O preço do cacau disparou cerca de 180% nos últimos dois anos, impactando os custos da indústria do chocolate. Portanto, o aumento afeta tanto os produtos da Páscoa quanto a produção permanente do setor. Em geral, a alta se intensificou no segundo semestre de 2023, após uma quebra de safra nos principais países produtores da África.

    Seca e calor afetam a produção de cacau

    A tendência é de instabilidade. A Costa do Marfim, maior produtor mundial, ainda sofre com os efeitos da seca e do calor extremo. “Esses fatores influenciam o desenvolvimento das plantas, a brotação e a formação dos frutos, reduzindo a oferta”, explica Letícia Barony, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    Em Gana, segundo maior produtor, há sinais de recuperação. O governo prevê uma colheita atrativa, o que pode reequilibrar a oferta global. No Brasil, a perspectiva é de aumento da safra, após anos de quedas sucessivas. O país ocupa a sexta posição no ranking mundial, com produção concentrada no Pará e na Bahia, que juntos somam 90% da colheita nacional.

    Volatilidade

    A volatilidade do mercado preocupa toda a cadeia produtiva, desde os produtores até as indústrias de processamento. “Há incerteza na oferta, na demanda e, principalmente, nos preços”, afirma Barony. A CNA espera crescimento da produção nos próximos anos, impulsionado por investimentos em novas regiões produtoras, como o Cerrado baiano, o norte de Minas e o interior de São Paulo.

    Queda na produção de ovos de Páscoa

    A alta do cacau também afeta a indústria do chocolate. Em geral, a produção de ovos de Páscoa deve cair 20% em relação a 2024, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). Ainda assim, o setor planeja contratar 9,6 mil trabalhadores temporários, um aumento de 26% sobre o ano passado. A expectativa é que 20% dessas vagas sejam efetivadas.

    Nos supermercados, os preços dos ovos de chocolate subiram 14% e os das colombas, 5%, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Ao mesmo tempo, para driblar o impacto dos custos, as empresas apostam na diversificação do portfólio, com opções menores e mais acessíveis. Ou seja, como o chocolate não é um item essencial, seu consumo pode ser reduzido quando os preços sobem, forçando a indústria a limitar os reajustes.

    Pequenos produtores se adaptam

    A alta do cacau já reflete nos preços do atacado e do varejo. Em lojas populares, ovos de Páscoa custam mais de R$ 70. Pequenos produtores buscam fornecedores com melhores condições e ampliam a variedade de produtos para manter as vendas.

    A chef Dayane Cristin, de Osasco (SP), investe em pesquisa de preços para otimizar os custos. Semanalmente, ela visita três grandes lojas para comparar valores de chocolate e insumos. Com barras de 2,5 kg, produz cerca de 1.250 trufas por semana, vendidas no transporte público. “O preço do chocolate sobe constantemente e alguns produtos estão em falta. Preciso comprar em grandes quantidades para conseguir descontos”, conta.

    Mesmo com essa estratégia, ela teve que reajustar o preço das trufas de R$ 3 para R$ 4. Outros insumos, como leite condensado, creme de leite e frutas, também ficaram mais caros. A incerteza nos custos levou Dayane a segurar sua tabela de preços para a Páscoa, divulgada apenas nesta semana. “Minha meta é faturar entre R$ 15 mil e R$ 20 mil com ovos de colher”, diz a chef, que segue otimista com as vendas.

    Tecnologia impulsiona a produção

    O setor cacaueiro avança com o uso de tecnologias que aumentam a produtividade e a qualidade do produto. “Novas técnicas melhoram processos como quebra, fermentação e armazenagem, garantindo maior eficiência e valor de mercado”, explica Letícia Barony, da CNA.

    Em geral essas inovações também ganham destaque na política externa. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participou de uma missão na África, visitando Costa do Marfim, Gana e Nigéria. Durante a viagem, representantes do governo e do setor privado firmaram acordos de cooperação tecnológica para fortalecer a produção cacaueira.

    Apesar de possuírem 60% das lavouras, os países africanos recebem apenas 6% da renda do setor. Portanto, para a Apex, a organização dos principais produtores pode aumentar os ganhos de quem está na base da cadeia produtiva.

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  • Safra brasileira de soja pode chegar a 173 milhões de toneladas em 2025/26

    Safra brasileira de soja pode chegar a 173 milhões de toneladas em 2025/26

    A produção de soja no Brasil deve atingir 173 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília. Em resumo, a projeção supera as 169,5 milhões de toneladas esperadas para 2024/25, safra que está na fase final de colheita.

    Área plantada de soja

    A área plantada deve crescer para 48,2 milhões de hectares, acima dos 47,3 milhões estimados no ciclo anterior. Em geral, o adido do USDA atribui esse avanço ao uso de tecnologia inovadora em sementes e à proteção de cultivos, fatores que impulsionam a produtividade. No entanto, ele destaca que a adoção de insumos de alto desempenho dependerá da rentabilidade da safra atual.

    Exportações

    As exportações brasileiras de soja também devem bater recorde, alcançando 112 milhões de toneladas em 2025/26. Ou seja, o volume superaria os 108,3 milhões projetados para a temporada atual.

    O USDA prevê ainda um aumento no processamento interno da oleaginosa. O esmagamento pode atingir 57 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 1% sobre o ciclo anterior. A produção de farelo de soja deve crescer para 43,89 milhões de toneladas, acima das 43,54 milhões estimadas para 2024/25. Já a produção de óleo de soja pode alcançar 11,4 milhões de toneladas, superando as 11,3 milhões desta safra.

    O consumo interno de óleo de soja deve subir para 10,1 milhões de toneladas, contra 9,85 milhões na temporada atual. A demanda crescente e a desvalorização do real devem favorecer as exportações do setor.

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  • Produção e exportação de algodão devem crescer na safra 2024/2025

    Produção e exportação de algodão devem crescer na safra 2024/2025

    A produção brasileira de algodão deve atingir 3,95 milhões de toneladas na safra 2024/2025, impulsionada pelo aumento de 10,3% na área plantada. A projeção foi apresentada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) durante a 78ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília. O encontro também debateu o cenário econômico global, os impactos da guerra comercial entre Estados Unidos e China e as condições climáticas que podem afetar a safra.

    Além da expansão na produção e nas exportações, o consumo da indústria nacional pode crescer até 20 mil toneladas. Em 2023, a demanda interna fechou em 750 mil toneladas. O Brasil também tem ampliado sua presença no mercado internacional, com novos compradores no Egito, Paquistão e Índia. A próxima reunião da Câmara Setorial está prevista para 30 de junho.

    Clima e produtividade do algodão sob observação

    A área plantada com algodão deve superar a projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra passada, que foi de 3,70 milhões de toneladas. No entanto, a produtividade média esperada é de 1.842 quilos por hectare, uma redução de 3,2% em relação ao ciclo anterior. O fenômeno climático veranico já preocupa produtores em regiões da Bahia e de Goiás.

    O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, que comandou a reunião pela primeira vez após suceder Alexandre Schenkel, destacou que os números ainda são preliminares. “Até o momento, tudo segue dentro da normalidade, mas há preocupações com o clima. Algumas regiões já enfrentam estiagem, embora tenhamos recebido informações de chuvas na Bahia. Ainda é cedo para previsões definitivas, então adotamos uma postura conservadora”, afirmou.

    Guerra comercial entre EUA e China impacta mercado do algodão

    A disputa tarifária entre Estados Unidos e China dominou as discussões, superando até mesmo o impacto do clima. Segundo Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, essa nova fase da guerra comercial afeta diretamente o algodão brasileiro. O cenário favorece o Brasil em alguns pontos, como a valorização do basis na Ásia, maior competitividade no mercado chinês e possível aumento das exportações no curto prazo.

    No entanto, o setor enfrenta desafios. A queda nas cotações da Bolsa de Nova York e a maior concorrência em mercados alternativos são preocupações. “O Brasil já ampliou significativamente sua participação na China, o que reduz espaço para novos ganhos expressivos. Além disso, como grande parte do algodão importado pela China é usada na exportação de produtos têxteis, a taxação sobre esses bens pode limitar a demanda”, explicou Duarte.

    Com as novas tarifas previstas para 2025, os EUA podem perder ainda mais participação no mercado chinês. O Brasil tende a se consolidar como principal fornecedor, mas sem o mesmo impacto da primeira fase da guerra comercial, iniciada em 2018.

    Fim da isenção fiscal nos EUA pode influenciar consumo global

    Outro fator que pode alterar o mercado é o fim da isenção fiscal “De Minimis” nos Estados Unidos. Essa regra permitia importações de até US$ 800 sem tributação. Com a mudança, a competitividade dos produtos têxteis chineses à base de poliéster pode cair, favorecendo a demanda por algodão. “Isso pode reduzir a importação de produtos sintéticos de baixa qualidade via correios e estimular a compra de itens de algodão por canais convencionais de importação”, avaliou Duarte.

    Exportações e concorrência global

    De julho de 2024 a março de 2025, o Brasil já embarcou 2,2 milhões de toneladas de algodão. No último ano comercial, o volume total exportado foi de 2,58 milhões de toneladas. O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus, destacou que o mercado global enfrenta preços pressionados devido à demanda enfraquecida, influenciada pela inflação e pelas baixas taxas de juros.

    A China continua sendo o principal destino do algodão brasileiro, mas a concorrência dos Estados Unidos pode aumentar em mercados estratégicos. “Os EUA negociam um acordo de livre comércio com a Índia para isentar 60 mil toneladas de algodão da tarifa de importação. Isso pode afetar a participação brasileira nesse mercado”, alertou Faus.

    Logística favorece escoamento da safra

    A infraestrutura logística tem sido um diferencial para o Brasil manter o ritmo das exportações. “Se houver disponibilidade de navios, contêineres e rotas de transporte, não teremos grandes problemas. Atualmente, cerca de 50% da safra já foi vendida”, afirmou Faus. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil continua sendo o maior exportador mundial de algodão.

    O mercado segue ajustando preços, já que a produção global ainda supera o consumo. Isso limita valorizações expressivas, mas cria um efeito regulador: quando os preços caem, a demanda tende a crescer, ajudando a equilibrar as cotações.

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  • Epagri desenvolve araucárias enxertadas

    Epagri desenvolve araucárias enxertadas

    A Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) está desenvolvendo araucárias enxertadas. O objetivo é produzir pinhão de forma mais rápida e sustentável. O projeto, realizado em parceria com a Embrapa Florestas, é conduzido na Estação Experimental da Epagri em Canoinhas, no município de Papanduva, no Planalto Norte Catarinense.

    O pomar experimental ocupa uma área superior a cinco hectares e reúne exemplares coletados em diferentes regiões do Brasil. As árvores passam por um processo de enxertia, técnica que une duas plantas para criar uma nova com características superiores. No caso das araucárias, o objetivo é desenvolver cultivares capazes de produzir pinhão precocemente.

    “Espera-se que, nesta área, em sete anos tenhamos a produção comercial de pinhão com qualidade e precocidade. E sendo um produto regional do Planalto Norte Catarinense”, afirma Gilcimar Adriano Vogt, engenheiro agrônomo e gerente da Estação Experimental da Epagri em Canoinhas.

    A iniciativa da Epagri busca consolidar o pinhão como uma fonte de renda sustentável para famílias da região. O cultivo planejado das araucárias enxertadas não apenas reduz a dependência do extrativismo, mas também contribui para a preservação ambiental e o fortalecimento econômico local. A expectativa é que o projeto incentive práticas agrícolas mais profissionais e perenes.

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