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  • Produtor prioriza plantio, e preços da mandioca recuam

    Produtor prioriza plantio, e preços da mandioca recuam

    Mesmo com o clima seco, produtores seguem priorizando o plantio da mandioca. A condição climática, porém, dificulta os trabalhos de campo em várias regiões. Com isso, a oferta da raiz permanece baixa para parte das fecularias consultadas pelo Cepea.

    Por outro lado, a demanda pela mandioca também segue enfraquecida. Ou seja, a procura por derivados como farinha, fécula e amidos modificados está em queda. Devido a isso, muitas indústrias reduziram os dias de moagem nas últimas semanas.

    Esse cenário de baixa oferta e fraca demanda pressionou os preços da mandioca. Os valores da raiz caíram em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea na última semana. Em São Paulo, a produção industrial de mandioca deve recuar em 2024/25.

    Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), o volume estimado é de 1,35 milhão de toneladas.
    Esse total representa queda de 2,7% em relação à safra anterior. 
    A área plantada deve crescer 0,7%, chegando a 73,5 mil hectares. No entanto, a produtividade média pode cair 2,8%, com estimativa de 26,2 toneladas por hectare.

    A combinação de clima seco, foco no plantio e demanda fraca explica a pressão sobre os preços da mandioca.
    O mercado segue atento ao comportamento das indústrias e à evolução das lavouras nos próximos meses.

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  • Põe mais água no feijão: carioca mantém alta de preços

    Põe mais água no feijão: carioca mantém alta de preços

    Os preços do feijão seguem voláteis, mas as altas predominam no mercado, segundo pesquisadores do Cepea. A variedade carioca de melhor qualidade apresenta valorização devido à baixa oferta do grão no mercado nacional.

    No Paraná, os produtores já encerraram a colheita da segunda safra com forte queda na produção. Segundo o Deral/Seab, a segunda safra somou 526,6 mil toneladas, com retração de 23% em relação ao ciclo anterior. Apesar da queda, a produção expressiva da primeira safra compensou o resultado, elevando a oferta total do estado. A primeira safra alcançou 338 mil toneladas, crescimento de 102% na comparação com o mesmo período do ano passado. Com isso, a oferta total de feijão no Paraná deve atingir 849 mil toneladas, somando as duas primeiras safras. Ou seja, esse volume representa um aumento de 2% frente a 2024 e estabelece novo recorde estadual de produção.

    A terceira safra do estado tem produção considerada inexpressiva e não altera significativamente o cenário de oferta. Com esse desempenho, o Paraná se mantém como o maior produtor nacional de feijão em 2025.

    Estimativa de produção nacional

    No Brasil, a Conab estima produção total de feijão em 3,16 milhões de toneladas, queda de 1,3% na safra anual. Em geral, para o feijão preto, a produção deve atingir 789,1 mil toneladas, alta de 10,8% frente à safra 2023/24. A colheita do feijão caupi deve chegar a 648,1 mil toneladas, mantendo estabilidade em relação à temporada anterior. Já o feijão cores deve fechar com 1,72 milhão de toneladas, recuo de 6,6% ante a safra passada. Portanto, a escassez do feijão carioca de qualidade mantém os preços firmes, mesmo diante da ligeira alta na produção nacional.

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  • Frio pode afetar produção de leite no inverno

    Frio pode afetar produção de leite no inverno

    Durante o inverno, o gado leiteiro enfrenta riscos maiores de infecções respiratórias, como pneumonia. Tosse e cansaço indicam problemas de saúde e devem ser investigados.

    Ambiente limpo e seco reduz riscos de infecção

    A técnica da Gadolando, Marieli Garcia Madeira de Lima, recomenda cuidados com o ambiente dos animais. Ela alerta que secreção nasal, inflamações nos cascos e mastite são comuns em ambientes úmidos e sujos. Por isso, os criadores devem manter os locais limpos, ventilados e livres de fezes e urina. Além disso, a higienização da área de ordenha também evita infecções nos tetos e outras complicações sanitárias.

    Alimentação e hidratação impactam a imunidade do rebanho

    O estresse térmico no frio exige mais esforço do organismo dos animais. Portanto, para enfrentar essa demanda, é essencial oferecer uma dieta balanceada com energia, proteínas e minerais. A técnica reforça a importância do calendário vacinal e da presença constante de assistência técnica.

    Nos dias frios, o consumo de água tende a cair, o que pode reduzir a produção de leite. Segundo Marieli, em algumas regiões, o risco de congelamento da água agrava o problema. Ela sugere proteger os bebedouros e, se possível, manter a água levemente aquecida. Também recomenda cochos limpos, camas secas e pisos seguros para evitar acidentes.

    Prenhes e bezerros exigem cuidados extras no inverno

    Vacas prenhas e bezerros são mais sensíveis ao frio intenso. Marieli recomenda garantir um ambiente seco e usar mantas térmicas ou roupas apropriadas. Além disso, proteger os animais da chuva, do vento e da geada assegura conforto térmico. Essa proteção ajuda a manter a saúde do rebanho e a produtividade durante o inverno.

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  • Demanda menor derruba preço da tilápia em junho

    Demanda menor derruba preço da tilápia em junho

    Os preços da tilápia caíram em junho em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. A retração já era esperada pelo setor.

    Em geral, o consumo de pescado costuma diminuir no inverno. Por isso, a demanda no mercado interno recuou. Com isso, as indústrias reduziram o ritmo de abate e as compras de tilápia. A queda foi puxada por varejistas, Ceasas e food service.

    Exportação de tilápia

    O volume exportado de tilápia também recuou em junho. Em resumo, foram embarcadas 1.288 toneladas, queda de 9,3% ante maio. Em relação a junho de 2024, a redução nas exportações foi de 9,7%, de acordo com dados da Secex analisados pelo Cepea. Apesar das baixas mensais, o primeiro semestre foi positivo. O Brasil exportou 8.752 toneladas, alta de 40,2% frente a 2024.

    Anuário da Peixe BR: produção de peixes de cultivo cresce mais de 9%

    Em 2024, o Brasil produziu 968.745 toneladas de peixes de cultivo. O volume representa crescimento de 9,21% frente a 2023. O dado é da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), que destacou a resiliência do setor diante da instabilidade.

    “A tilápia manteve o crescimento e puxou o avanço da atividade”, afirmou Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR. A produção de tilápia atingiu 662.230 toneladas em 2024. O número representa alta de 14,36% frente às 579.080 toneladas de 2023.

    Mesmo com cotações instáveis, a espécie mais produzida do país sustentou o bom desempenho da piscicultura nacional. Já os peixes nativos tiveram nova queda na produção. A oferta somou 258.705 toneladas, retração de 1,81% frente a 2023.

    Com menor produção, os preços pagos ao produtor subiram. A escassez afetou principalmente a região amazônica. As demais espécies cresceram 7,5% em 2024. Foram 47.810 toneladas, ante 44.470 toneladas no ano anterior. Francisco Medeiros avalia que a demanda nacional foi essencial. “O brasileiro aprendeu a consumir nossos peixes”, ressaltou. Ele destacou que os peixes nativos são parte da dieta no Norte, enquanto a tilápia domina o consumo no Centro-Sul. “O consumo consistente impulsiona a produção e garante estabilidade”, afirmou o executivo da Peixe BR.

    A produção de peixes de cultivo em 2024 foi a maior da série histórica iniciada em 2015. O crescimento desde então chega a 51,8%. A pesquisa da Peixe BR reúne dados de governos estaduais, empresas do setor, entidades de classe e institutos de pesquisa.

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  • Conheça o programa para aumentar a produção de milho em MS

    Conheça o programa para aumentar a produção de milho em MS

    A Corteva Agriscience lançou um novo programa para impulsionar a produtividade de milho em Mato Grosso do Sul. A iniciativa conta com apoio da FAMASUL e da Aprosoja/MS. O Estado é o quarto maior produtor de milho, com 10% da produção brasileira. O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial.

    Seleção de propriedades

    O programa selecionará propriedades para servirem como áreas modelo. A FAMASUL e a Aprosoja/MS vão priorizar produtores médios e grandes com perfil inovador. A Corteva será responsável pela transferência tecnológica. A empresa vai instalar áreas demonstrativas e oferecer assistência com conhecimento agronômico. “A produtividade do milho estagnou no Estado nos últimos anos”, explicou Anelcindo Souza, diretor de Marketing de Sementes da Corteva.

    Estresse hídrico x produtividade

    Na safrinha 2023/24, o estresse hídrico reduziu drasticamente os resultados. A seca atingiu mais de 90% dos municípios sul-mato-grossenses. A Corteva pesquisa e desenvolve sementes e defensivos. A empresa aposta em tecnologias e manejo para aumentar produtividade e rentabilidade. A companhia mantém uma estação satélite em Fátima do Sul. O local testa sementes adaptadas ao clima, solo, pragas e doenças da região.

    Essas tecnologias farão parte do novo programa. A meta é ajudar o produtor a superar os desafios no campo com inovação e técnica. “Mobilizamos recursos e parceiros estratégicos em pouco tempo”, afirmou Augusto Moraes, diretor de Relações Institucionais da Corteva. Ele destacou que o pacote tecnológico será demonstrado em áreas-teste espalhadas pelo Estado. Equipes técnicas farão o acompanhamento direto. “O programa reforça nosso compromisso com inovação e produtividade”, completou Moraes. A iniciativa é uma resposta a demandas do setor.

    Resultados no campo

    Na prática, os resultados já aparecem. Na Fazenda Boa Vista, em Ponta Porã (MS), o manejo avançado trouxe ganhos expressivos. Os irmãos Ângelo e Mário Pignataro aplicam tecnologias da Corteva em 5 mil hectares. Eles usam sementes, químicos e biológicos.

    Em 2023, a produtividade média foi de 125 sacas por hectare. A média estadual foi de 100 sacas no mesmo período. Na safrinha 2024, mesmo com a estiagem, a fazenda colheu 85 sacas por hectare. O volume ficou 27% acima da média estadual. A previsão para a atual safra é de 135 sacas por hectare. A média estadual estimada é de apenas 80 sacas. “Usamos o fixador foliar Utrisha™ N em metade da área”, disse Ângelo. “O biológico ajudou a planta a resistir ao estresse.” A experiência foi tão positiva que, em 2025, toda a área recebeu tratamento biológico. A estratégia foi combinada com defensivos químicos.

    A estação de Fátima do Sul também desenvolve híbridos adaptados. Produtos como o P3310VYHR e o P3322PWU já mostram bons resultados. Esses híbridos oferecem alto potencial produtivo, precocidade e estabilidade. Também apresentam resistência a pragas, doenças e condições climáticas adversas. A estação testa ainda novos parentais gênicos. Eles servirão de base para futuros lançamentos adaptados ao ambiente regional.

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  • Algodão: avanços no melhoramento genético impulsionam competitividade

    Algodão: avanços no melhoramento genético impulsionam competitividade

    O Brasil caminha para uma safra recorde de algodão em 2024/25, estimada em cerca de 3,8 milhões de toneladas de algodão em pluma. Isso segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Abrapa. Esse crescimento, de aproximadamente 3,3% a 8% em relação à safra anterior, está diretamente ligado aos avanços no melhoramento genético das cultivares, que têm elevado a produtividade e a qualidade da fibra brasileira.

    Desde 1976, a produtividade da cotonicultura brasileira aumentou 12 vezes, resultado da adoção de variedades mais produtivas, resistentes a pragas e doenças, e com fibras de qualidade superior. Liliane Tibolla, consultora da TMG – Tropical Melhoramento & Genética, destaca que a escolha da cultivar adequada é crucial para o sucesso da produção. “Quanto mais fibra de qualidade a cultivar produzir, maior será o retorno financeiro para o produtor, que investe em uma cultura de alto custo”, afirma.

    Cultivares geneticamente resistentes oferecem maior estabilidade, reduzindo vulnerabilidades e facilitando o manejo integrado de pragas e doenças. Portanto, essencial para manter a produtividade e a saúde das lavouras.

    Qualidade da fibra e exigências do mercado internacional

    O mercado global exige rigorosos padrões de qualidade, que incluem características como comprimento da fibra (UHML/POL), índice de fibras curtas (SF), resistência (STR), uniformidade (UI) e micronaire (MIC). O melhoramento genético tem permitido a produção de algodão que atende a esses requisitos, minimizando riscos de deságio na comercialização e aumentando a competitividade brasileira no exterior[texto fornecido].

    Além da genética, a adaptação das cultivares às condições locais de solo, clima e sistema de produção é fundamental. Escolhas inadequadas podem comprometer o potencial produtivo da lavoura. Liliane Tibolla reforça que o melhoramento genético só alcança seu pleno potencial quando aliado a um manejo técnico adequado e orientado por especialistas, garantindo a evolução sustentável da cotonicultura nacional.

    Brasil como líder global e perspectivas para 2024/25

    O Brasil se mantém como o terceiro maior produtor mundial de algodão, atrás apenas da China e Índia. E consolidou sua liderança nas exportações globais em 2023/24. Estados como Mato Grosso, Bahia e Goiás destacam-se pela alta produtividade e expansão da área cultivada, que cresceu cerca de 41,9% no país desde 2020/21.

    A expectativa para 2024/25 é de continuidade do crescimento, com área plantada estimada em torno de 2 milhões de hectares. E produtividade média próxima a 1,85 tonelada por hectare. Assim, resultando em uma produção recorde que reforça o papel do Brasil como protagonista no mercado internacional do algodão.

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  • Câmara dos Deputados aprova medidas de incentivo ao setor cacaueiro brasileiro

    Câmara dos Deputados aprova medidas de incentivo ao setor cacaueiro brasileiro

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece novas medidas de incentivo ao setor cacaueiro nacional. O texto prevê investimentos em pesquisa, aprimoramento da cadeia produtiva e estímulo ao consumo de chocolate. Inclusive na merenda escolar, visando fortalecer a produção e ampliar o consumo interno do cacau brasileiro.

    Entre as estratégias propostas estão:

    • Criação de um fundo nacional dedicado à pesquisa, extensão agrícola e promoção do cacau.
    • Estabelecimento de uma linha de crédito pública para apoiar produtores de cacau.
    • Novas atribuições para a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), incluindo a elaboração de um planejamento estratégico quinquenal para o setor.

    O projeto altera a Lei 13.710/18, que instituiu a Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade, e busca fortalecer a Ceplac, órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, reconhecendo sua importância para a assistência técnica e desenvolvimento do setor.

    Cenário atual da produção de cacau no Brasil

    O Brasil ocupa atualmente a quinta posição entre os maiores produtores mundiais de cacau, com produção estimada em 300 mil toneladas em 2025, segundo o IBGE, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. A meta do setor é atingir 400 mil toneladas até 2030, impulsionada por investimentos em tecnologia, manejo e expansão de áreas cultivadas. Os estados do Pará e da Bahia concentram a maior parte da produção nacional, sendo responsáveis por mais de 80% do total.

    O setor também conta com iniciativas privadas e fundos de investimento, como o fundo Kawá, que pretende levantar R$ 1 bilhão até 2030 para beneficiar pequenos produtores, principalmente na Bahia e no Pará, promovendo agricultura familiar e regenerativa.

    Tramitação e próximos passos

    O projeto de lei, relatado pelo deputado Albuquerque (Republicanos-RR), segue agora para análise conclusiva da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovado, será encaminhado ao Senado e, posteriormente, para sanção presidencial.

    Segundo Albuquerque, a aprovação sem alterações é fundamental para evitar atrasos na reestruturação da assistência técnica ao setor. Especialmente na Ceplac, que enfrenta desafios de orçamento e estrutura nos últimos anos.

    Com a aprovação das novas medidas, o setor cacaueiro brasileiro espera recuperar protagonismo no cenário global, impulsionando a geração de emprego e renda, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A valorização do preço internacional do cacau e a busca por práticas sustentáveis também contribuem para o otimismo dos produtores e investidores.

    O fortalecimento da Ceplac e o acesso facilitado a crédito e tecnologia são considerados essenciais para que o Brasil avance em produtividade e qualidade. E consolide sua posição entre os maiores produtores e exportadores de cacau do mundo.

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  • Milho: protagonista nas festas juninas e motor da economia mineira

    Milho: protagonista nas festas juninas e motor da economia mineira

    O milho, além de ser estrela dos tradicionais quitutes das festas juninas, consolida-se como um dos principais motores da economia agrícola de Minas Gerais. O estado, reconhecido nacionalmente por sua produção expressiva, figura entre os maiores produtores do grão no Brasil e apresenta crescimento consistente tanto em volume quanto em valor exportado.

    De acordo com dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Minas Gerais registrou, entre janeiro e abril de 2025, exportações de milho que somaram US$ 32 milhões e 105 mil toneladas, representando um aumento de 34% no valor e impressionantes 573% no volume exportado em relação ao mesmo período de 2024. O destaque fica para o milho classificado como cereal, com US$ 22 milhões e 101 mil toneladas exportadas, um salto de 1.200% frente ao ano anterior.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Minas Gerais é o segundo maior produtor de milho da primeira safra no país. O estado tem estimativa de produção de 4,4 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 5,1% em relação a 2024. Esse avanço é atribuído ao aumento de 2,2% na área colhida e de 2,8% no rendimento médio, impulsionado por condições climáticas favoráveis. O desempenho reforça a posição do estado como referência nacional na produção do grão.

    Brasil rumo ao recorde

    No contexto nacional, a produção brasileira de milho deve atingir 128,2 milhões de toneladas em 2025, conforme projeção do IBGE, um aumento de 11,8% em relação ao ano anterior. Esse resultado reflete a recuperação das áreas afetadas por problemas climáticos em 2024 e coloca o país entre os maiores produtores mundiais do grão.

    No cenário estadual, Uberaba, no Triângulo Mineiro, mantém a liderança na produção de milho, com 372,3 mil toneladas colhidas em 2023. Isso representa 4,49% da produção mineira, segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE).

    Tradição Junina e versatilidade na mesa

    O milho tornou-se símbolo das festas juninas brasileiras, substituindo o trigo das celebrações europeias do século XVI. No Brasil, o plantio ocorre tradicionalmente na semana de São José, em março, visando a colheita em junho, coincidindo com as festividades de São João. Sua versatilidade é celebrada em pratos como canjica, pamonha, pipoca, bolo de milho e bolo de fubá, que fazem parte do cardápio típico das festas.

    Além do sabor, o milho oferece benefícios nutricionais, sendo fonte de vitaminas A, C e E, que contribuem para a saúde ocular, fortalecimento da imunidade e redução do risco de doenças cardíacas.

    A safra de grãos em Minas Gerais deve crescer 6,5% em 2025, atingindo 17,1 milhões de toneladas, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O milho segue como um dos principais cultivos, impulsionando a economia rural e garantindo presença garantida nas mesas e festas dos mineiros.

    Com resultados expressivos no campo e tradição nas festas, o milho reafirma seu papel estratégico para Minas Gerais e para o Brasil. Sempre unindo cultura, sabor e desenvolvimento econômico.

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  • Preço do milho recua com colheita da segunda safra

    Preço do milho recua com colheita da segunda safra

    Os preços do milho seguem em queda no Brasil. O movimento, iniciado em abril, ainda persiste, segundo dados do Cepea. Em geral, o recuo está ligado à retração dos compradores. Ou seja, eles apostam em novas desvalorizações, impulsionadas pela colheita da segunda safra.

    Em resumo, a oferta elevada pressiona os preços. A Conab estima uma produção de 99,8 milhões de toneladas, 11% maior que a safra anterior. Além disso, os estoques aumentam por causa da baixa capacidade de armazenagem nas regiões produtoras.

    A queda do dólar e dos preços internacionais também afeta o mercado interno. Isso reduz a paridade de exportação. Portanto, essa combinação reforça a pressão negativa sobre as cotações domésticas do milho.

    Segundo o Cepea, as exportações recuaram em maio. O Brasil embarcou apenas 39,92 mil toneladas do grão. O volume representa forte queda frente às 413 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2024, conforme dados da Secex.

    Exportações sustentam preços da soja no Brasil

    A demanda externa mantém os preços da soja firmes no mercado interno. Os dados são do Cepea. Apesar da sustentação nos preços, a liquidez segue baixa no mercado spot nacional.

    Agentes do setor monitoram possíveis acordos entre China e Estados Unidos. Isso influencia o ritmo das negociações internas. Em maio, o Brasil exportou 14,09 milhões de toneladas de soja. O volume é 4,9% superior ao de maio de 2024. No entanto, as vendas caíram 7,7% em relação ao volume exportado em abril deste ano.

    Na parcial de 2025, até maio, o Brasil exportou 51,52 milhões de toneladas de soja. Ou seja, esse volume representa novo recorde. Ele supera em 2,7% o total embarcado no mesmo período de 2024.

    Para o segundo semestre, produtores mostram interesse em negociar. A melhora na paridade de exportação impulsiona esse movimento. Segundo o Cepea, os prêmios de exportação estão mais atrativos que os preços do mercado spot interno.

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  • Moagem de mandioca cresce e se aproxima de 3 milhões de toneladas

    Moagem de mandioca cresce e se aproxima de 3 milhões de toneladas

    A indústria brasileira de fécula aumentou a moagem de mandioca em 2024. O volume processado alcançou 2,97 milhões de toneladas. Ou seja, esse número representa um crescimento de 11,5% em relação ao ano anterior. O dado integra o levantamento anual do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abam (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca). O estudo chega à 21ª edição e avalia o desempenho do setor de amidos no Brasil.

    Produção nacional

    Mesmo com menor teor de amido e rendimento industrial, a maior moagem impulsionou a produção nacional de fécula. Em geral, o total fabricado somou 689,3 mil toneladas em 2024, alta de 10,4% frente a 2023. Portanto, foi o segundo aumento consecutivo e o maior volume desde 2015.

    O Paraná liderou a produção, com 65,6% do total. Em seguida vieram Mato Grosso do Sul (21,3%), São Paulo (9,7%) e outros estados (3,4%), como Santa Catarina, Bahia, Alagoas e Pernambuco.

    Destinos da fécula

    O levantamento apontou ainda os principais destinos da fécula. Os setores de massas, biscoitos e panificação responderam por 26,9% das vendas. Em seguida, vieram atacado (13,1%), varejo (6,6%), papel e papelão (5%), frigoríficos (6,5%), outras fecularias (8,6%) e tapioca semi-pronta (6,5%). As indústrias químicas consumiram 1,3%. Já 25,5% do volume teve destino não identificado. Além disso, 23,3% das fecularias exportaram fécula. Do total exportado, 31,9% saíram do Paraná e 29,4% de Mato Grosso do Sul.

    A produção de amidos derivados cresceu 28% em 2024. O setor fabricou 367,7 mil toneladas de produtos como polvilhos doce e azedo, tapioca, misturas para pão de queijo e amidos modificados.

    Apesar do avanço na produção, o preço médio nominal da fécula caiu 27,7% no ano. Isso impactou o Valor Bruto da Produção (VBP), que recuou 21,6%, fechando 2024 em R$ 2,08 bilhões — o menor dos últimos dois anos.

    Capacidade de processamento

    O estudo também mostrou que a indústria brasileira tem capacidade para processar 24,9 mil toneladas de mandioca por dia. Além disso, 38% das unidades diversificaram a produção, fabricando outros derivados além da fécula in natura.

    Ao todo, o levantamento mapeou 88 unidades industriais em 64 municípios. Elas se concentram principalmente no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

    Setor prevê nova alta em 2025

    Segundo o Cepea, o setor de amidos de mandioca está otimista em 2025. A expectativa é aumentar a produção de fécula em 20,9%, alcançando 834 mil toneladas.

    Dados parciais do Cepea até maio mostram 347 mil toneladas produzidas em 2025. O volume é 5,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. A produção de derivados também deve seguir em expansão.

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