Tag: produção

  • El Niño forte pode levar 49 milhões à fome aguda

    El Niño forte pode levar 49 milhões à fome aguda

    Um El Niño de forte intensidade pode levar quase 49 milhões de pessoas à insegurança alimentar aguda até o fim de 2027. O alerta foi divulgado pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Segundo o relatório, existe 81% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito elevada. Nesse cenário, as temperaturas da superfície do mar podem alcançar os maiores níveis desde pelo menos 1982. Assim, o evento pode se tornar o El Niño mais intenso desde 1950.

    El Niño pode agravar crise alimentar

    O El Niño consiste no aquecimento periódico das águas superficiais do Oceano Pacífico. O fenômeno altera os padrões climáticos em diferentes regiões do planeta.

    Além disso, costuma provocar secas na África Austral e atrasar as monções em partes da Ásia. O evento também pode causar chuvas irregulares em outras regiões. “Esses são eventos que, no passado, provocaram fome em grande escala”, afirmou Jean-Martin Bauer. Ele dirige o Serviço de Análise de Segurança Alimentar e Nutrição do PMA.

    Quase 49 milhões podem entrar em insegurança alimentar

    O PMA analisou 45 países considerados vulneráveis aos efeitos adversos do El Niño. A agência estima que a insegurança alimentar aguda pode aumentar em quase 49 milhões de pessoas. Com isso, o número total pode chegar a 274 milhões de pessoas.

    O resultado representaria uma alta de 22%sobre a população de referência. Esse grupo já enfrenta insegurança alimentar em nível de crise ou em situação ainda pior.

    América Central e África Austral estão entre as áreas mais afetadas

    A América Central e a África Austral devem enfrentar alguns dos maiores impactos. Na América Central, o número de pessoas em insegurança alimentar pode aumentar 83%. Já na África Austral, a alta pode chegar a quase 75%, segundo o relatório.

    Além disso, cada uma dessas regiões pode registrar mais de 12 milhões de novos casos. América do Sul e Caribe também podem enfrentar aumento superior a 12 milhões de pessoas.

    Mercados de alimentos entram no El Niño em situação mais sólida

    Bauer afirmou que os mercados globais de alimentos iniciaram o período de El Niño relativamente fortalecidos. O cenário resulta, principalmente, das boas colheitas registradas em 2025. Entretanto, o diretor do PMA alertou para os riscos relacionados aos conflitos no Oriente Médio. Ele também citou possíveis perdas nas safras como fator de preocupação para a segurança alimentar global.

  • Banana lidera consumo mundial; veja o ranking das frutas

    Banana lidera consumo mundial; veja o ranking das frutas

    A banana ocupa a liderança entre as frutas mais consumidas do mundo. O alimento está presente na dieta diária de bilhões de pessoas e desempenha papel estratégico na segurança alimentar global.

    A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) informa que a banana está entre as frutas mais produzidas, comercializadas e consumidas do planeta. Além disso, a cultura gera renda para milhões de agricultores e abastece mercados em todos os continentes.

    Segundo a FAO, existem mais de mil variedades de banana cultivadas no mundo. No entanto, a variedade Cavendish domina o comércio internacional. Ela responde por quase metade da produção mundial, com cerca de 50 milhões de toneladas por ano. A maior parte da produção abastece o consumo interno dos países produtores. Índia e China lideram esse mercado, enquanto a América Latina, a Ásia e a África concentram grande parte da produção mundial.

    Fruta popular

    Além da ampla oferta, a banana reúne características que explicam sua popularidade. A fruta possui preço acessível, alto valor nutricional e facilidade de transporte. Por isso, tornou-se um alimento básico em diversos países.

    A FAO destaca que a banana contribui diretamente para a segurança alimentar, principalmente em países de baixa renda. Nesses locais, a fruta garante calorias, nutrientes e também gera emprego e renda para milhões de famílias rurais.

    O comércio internacional também mantém forte ritmo. Nos últimos anos, o mercado global movimentou aproximadamente 20 milhões de toneladas anuais. Entretanto, eventos climáticos extremos, doenças, pragas e o aumento dos custos de produção desafiam o setor.

    Entre as principais ameaças está o fungo Fusarium Tropical Race 4 (TR4). A doença já foi confirmada em diversos países produtores e representa um dos maiores riscos para a bananicultura mundial.

    Ranking das frutas mais consumidas

    Com base em dados compilados pela FAO, a banana lidera o consumo entre as frutas de mesa no mundo. Na sequência aparecem maçã, laranja, uva, melancia e manga, todas com forte presença na alimentação global.

    Os especialistas ressaltam que o crescimento da população, a busca por alimentação saudável e a praticidade do consumo devem manter a banana entre os alimentos mais importantes do agronegócio mundial nas próximas décadas.

  • Preços da laranja caem; tahiti sobe na entressafra

    Preços da laranja caem; tahiti sobe na entressafra

    O aumento da oferta de laranja de mesa pressiona os preços no mercado paulista. Ao mesmo tempo, a menor disponibilidade da lima ácida tahiti sustenta a alta das cotações. As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    A diferença na oferta entre as regiões produtoras de São Paulo explica os movimentos opostos nos preços das frutas cítricas. Enquanto a laranja registra queda nas cotações, a tahiti avança devido à oferta restrita.

    Agentes consultados pelo Cepea afirmam que a qualidade das laranjas de mesa, principalmente as de meia estação, segue boa. Além disso, essas frutas se aproximam do período de safra. No entanto, o avanço da maturação em algumas regiões reduz o poder de negociação dos produtores neste início de temporada. Por isso, os preços da fruta seguem pressionados.

    Tahiti

    Já a lima ácida tahiti apresenta qualidade elevada, mas enfrenta menor oferta por causa da entressafra. Dessa forma, a disponibilidade limitada mantém as cotações em alta. Além disso, pesquisadores do Cepea projetam uma produção menor na próxima safra, que começa após setembro.

    A expectativa envolve, principalmente, as regiões centro-oeste e norte de São Paulo. Essa previsão considera as induções realizadas no início do ano. Na ocasião, o clima chuvoso dificultou o processo e comprometeu o florescimento esperado, mesmo após a desfolha química.

  • Oferta de cacau cresce, mas demanda limita recuperação do setor

    Oferta de cacau cresce, mas demanda limita recuperação do setor

    A oferta de cacau no Brasil apresentou recuperação no primeiro semestre de 2026. No entanto, a demanda por derivados ainda limita o avanço da indústria. Dados do SindiDados – Campos Consultores, divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), mostram esse cenário.

    O recebimento de amêndoas alcançou 95.108 toneladas no semestre. O volume cresceu 63,4% frente ao mesmo período de 2025. Além disso, o resultado praticamente igualou o nível registrado em 2023, antes da crise de oferta. O segundo trimestre impulsionou esse desempenho. Entre abril e junho, o recebimento atingiu 66.503 toneladas. O volume representou alta de 64,5% na comparação anual.

    Segundo a presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, a produção brasileira voltou a mostrar sinais positivos. Ela afirma que o desafio agora consiste em consolidar esse crescimento nos próximos ciclos.  Além disso, ela destaca que a expansão precisa aumentar o processamento, fortalecer a competitividade e gerar mais valor para toda a cadeia.

    Moagem cresce pouco apesar da maior oferta de cacau

    Apesar da recuperação da oferta, a atividade industrial avançou em ritmo bem menor. A moagem totalizou 101.426 toneladas no primeiro semestre. O volume cresceu apenas 3,6% em relação a 2025. Mesmo assim, o resultado permaneceu 19,8% abaixo do registrado no primeiro semestre de 2023.

    O segundo trimestre repetiu essa tendência. Entre abril e junho, a moagem somou 49.711 toneladas. O volume aumentou 8,6% sobre igual período de 2025. Entretanto, ficou 20,4% abaixo do processamento registrado no segundo trimestre de 2023.

    A comparação entre recebimento e moagem evidencia o momento da cadeia produtiva. Enquanto a oferta de amêndoas cresceu mais de 63%, a moagem avançou somente 3,6%. Segundo Anna Paula Losi, produzir mais cacau representa apenas o primeiro passo. Ela ressalta que a geração de valor depende da transformação dessa produção em produtos industrializados. Além disso, ela afirma que, sem essa conversão, parte dos ganhos da safra deixará de gerar renda, empregos e competitividade.

    Importações de cacau caem com maior produção nacional

    A recuperação da safra também reduziu a necessidade de importações. O Brasil importou 18,1 mil toneladas de amêndoas no primeiro semestre. O volume foi o menor da série recente. Além disso, caiu 57,1% em comparação ao mesmo período de 2025. No segundo trimestre, o país não precisou importar amêndoas pela primeira vez em quatro anos.

    Apesar disso, a AIPC recomenda cautela na interpretação desse resultado. Segundo a entidade, a queda das importações combina maior oferta nacional com demanda mais moderada por derivados. Por isso, o cenário ainda não indica autossuficiência estrutural na produção brasileira de cacau.

    Exportações de derivados seguem abaixo do esperado

    As exportações brasileiras de derivados de cacau somaram 26.739 toneladas no primeiro semestre. O volume recuou 7% frente ao mesmo período de 2025. Embora o segundo trimestre tenha registrado crescimento de 13% sobre o primeiro, o avanço não compensou as perdas acumuladas.

    A Argentina permaneceu como principal destino dos derivados brasileiros. O país respondeu por 45% do volume exportado. Na sequência apareceram os Estados Unidos, com 19%, e o Chile, com 9%.

    As importações de derivados também diminuíram. O volume totalizou 23.336 toneladas, queda de 8,1% na comparação anual. Segundo a AIPC, esse resultado reflete um mercado ainda moderado para produtos processados.

    As exportações de amêndoas permaneceram reduzidas. O Brasil embarcou apenas 274 toneladas durante o semestre. Segundo a entidade, esse resultado confirma que a competitividade brasileira está concentrada na industrialização e na exportação de produtos com maior valor agregado.

    Anna Paula Losi afirma que a próxima etapa da recuperação dependerá da expansão do consumo de derivados. Segundo ela, essa demanda impulsionará a moagem, reduzirá a ociosidade industrial e fortalecerá toda a cadeia produtiva.

    Bahia lidera produção, enquanto Pará amplia participação

    A recuperação da oferta ocorreu de forma desigual entre os estados produtores. A Bahia permaneceu como principal origem das amêndoas recebidas pela indústria. O estado respondeu por 56,8% do volume nacional no primeiro semestre. Mesmo assim, sua participação diminuiu em relação aos anos anteriores.

    O Pará ampliou sua participação para 38,8%. Com isso, o estado reforçou o avanço da produção na Região Norte e diversificou a oferta nacional. O Espírito Santo respondeu por 3,1% do recebimento nacional. Já Rondônia alcançou 1,2% de participação e manteve a trajetória de crescimento observada nos últimos anos.

  • Preço da fécula sustenta faturamento da mandioca

    Preço da fécula sustenta faturamento da mandioca

    A indústria brasileira de amidos de mandioca ampliou sua capacidade instalada, aumentou a moagem e gerou mais empregos em 2025. No entanto, a produção de fécula e de outros derivados registrou leve queda.

    Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Amidos de Mandioca (Abam), mostram que a valorização da fécula compensou a retração produtiva e elevou o Valor Bruto da Produção (VBP).

    O levantamento identificou 88 unidades industriais ativas e inativas. As plantas estão distribuídas em 65 municípios de sete estados brasileiros.

    Capacidade industrial cresce pelo quinto ano seguido

    A capacidade instalada alcançou 25,6 mil toneladas por dia em 2025. O resultado representa o quinto crescimento anual consecutivo. A expansão ocorreu principalmente devido às ampliações realizadas em algumas unidades industriais.

    O Paraná liderou a capacidade instalada, com participação de 65,6%. Mato Grosso do Sul respondeu por 19,8% e São Paulo por 7,9%. Santa Catarina, Bahia, Pernambuco e Alagoas concentraram os 6,7% restantes.

    O número de empregados diretos nas fecularias chegou a 3.721 trabalhadores. O volume representa aumento de 7% em comparação com 2024.

    Moagem de mandioca bate recorde histórico

    As fecularias processaram 3,13 milhões de toneladas de mandioca em 2025. O volume cresceu 5,5% em relação ao ano anterior e estabeleceu novo recorde na série histórica do Cepea. O aumento ocorreu na maior parte das regiões acompanhadas pela pesquisa.

    Produção de fécula recua apesar da maior moagem

    A produção nacional de fécula totalizou 686,03 mil toneladas em 2025. O resultado ficou 0,5% abaixo do registrado no ano anterior. A queda foi influenciada principalmente por São Paulo. O estado reduziu sua produção em 40,9%.

    Nas demais regiões, a produção avançou ao longo do período. O Paraná respondeu por 67,6% da produção nacional. Mato Grosso do Sul participou com 22,8% e São Paulo com 5,8%. O Nordeste concentrou 3,1% da produção e Santa Catarina representou 0,7%.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a redução ocorreu devido à menor taxa média de extração de amido pela indústria. O cenário contrasta com o maior teor de amido nas raízes observado durante a maior parte de 2025.

    Amidos modificados avançam no mercado

    A diversificação industrial permaneceu em crescimento. Entre as empresas pesquisadas, 45,1% produziram pelo menos um derivado adicional além da fécula. O volume total desses produtos alcançou 355,8 mil toneladas. Apesar disso, a produção conjunta recuou 3,2% no ano.

    O destaque ficou com os amidos modificados. A produção da categoria cresceu 31,2% e atingiu 155,6 mil toneladas. O desempenho indica avanço dos produtos com maior valor agregado.

    Valorização da fécula eleva VBP para R$ 2,14 bilhões

    O preço médio nominal da fécula subiu 3,1% em 2025. A tonelada foi comercializada, em média, por R$ 3.122,47 na modalidade FOB indústria. Com isso, o Valor Bruto da Produção alcançou R$ 2,14 bilhões. O indicador avançou 2,6% em relação ao ano anterior. Em termos reais, porém, os preços permaneceram praticamente estáveis após o desconto da inflação.

    Panificação lidera consumo da fécula

    O principal destino da fécula foi o segmento de massas, biscoitos e panificação. O setor respondeu por 26,7% do volume comercializado. Atacadistas e redistribuidores participaram com 10,8%. Outras fecularias absorveram 10,2% da produção.

    Os setores de papel e papelão representaram 6,4%. O varejo respondeu por 5,3% e os frigoríficos por 5,1%. A produção de tapioca semipronta absorveu 3,6%.

    Já as indústrias químicas utilizaram 2,1% do total produzido. Entre as empresas pesquisadas, 20,7% realizaram exportações diretas de fécula. Os estoques encerraram 2025 em 54,3 mil toneladas. O volume correspondeu a 7,9% da produção anual.

    Setor projeta crescimento em 2026

    Para 2026, 57,4% das empresas esperam manter a produção nos mesmos níveis de 2025. Outros 29,4% projetam crescimento médio de 20,3%. Já 13,2% estimam queda média de 12,8%.

    No consolidado, a expectativa do setor aponta expansão de 15,5% na produção. Dados preliminares do Cepea indicam que a produção de fécula alcançou 360 mil toneladas até maio. O volume supera em 4,1% o registrado no mesmo período de 2025.

    Apesar do avanço, o resultado ainda permanece abaixo das projeções do setor. A colheita da mandioca e o esmagamento industrial concentram-se tradicionalmente no primeiro semestre.

     

  • Frango tem alta de preços e produção recorde

    Frango tem alta de preços e produção recorde

    A carne de frango registra alta de preços desde o início de junho em todo o Brasil. O movimento ocorre mesmo na segunda quinzena do mês, período que costuma apresentar demanda mais fraca. Segundo o Cepea, a valorização reflete a retomada gradual do consumo e a oferta interna ajustada. O cenário foi observado em todas as regiões acompanhadas pela instituição.

    Ao mesmo tempo, a produção nacional de carne de frango alcançou recorde para um primeiro trimestre. Os dados são do IBGE e consideram a série histórica iniciada em 1997. Entre janeiro e março de 2026, a avicultura de corte produziu 3,734 milhões de toneladas. O volume superou em 2,2% o registrado no último trimestre de 2025.

    Além disso, a produção cresceu 6,9% em comparação com as 3,492 milhões de toneladas obtidas no primeiro trimestre de 2025.

    Produção de ovos inicia 2026 em ritmo moderado

    A produção brasileira de ovos para consumo começou 2026 com desempenho mais contido. Dados do IBGE, analisados pelo Cepea, mostram redução no volume produzido. De janeiro a março, o país produziu 995,5 milhões de dúzias de ovos para consumo. O resultado ficou 0,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Na comparação com o último trimestre do ano passado, a queda foi mais intensa, atingindo 3,8%.

    Menor oferta impulsiona preços dos ovos

    Com menor disponibilidade no mercado interno, os preços dos ovos avançaram no primeiro trimestre deste ano. A média do ovo branco tipo extra, posto em Bastos (SP), atingiu R$ 147,20 por caixa com 30 dúzias. O valor representa alta real de 8,7% frente ao trimestre anterior.

    Já os ovos vermelhos registraram valorização real de 11,5% no mesmo período. A média alcançou R$ 167,04 por caixa na praça paulista. O comportamento dos preços reforça o impacto da oferta mais restrita sobre o mercado brasileiro de ovos no início de 2026.

     

  • Girassol: opção rentável para diversificar a produção agrícola

    Girassol: opção rentável para diversificar a produção agrícola

    Quem busca diversificação na lavoura tem encontrado no girassol uma alternativa cada vez mais atraente, e os dados confirmam esse movimento.

    Segundo a Conab, a área plantada na safra 2022/23 chegou a 70 mil hectares, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. A cultura reúne uma combinação rara de baixo custo de manejo, ciclo curto e múltiplas fontes de receita.

    Encaixe perfeito no calendário agrícola

    O ciclo de aproximadamente 120 dias é um dos grandes trunfos da cultura. Ele permite o plantio justamente nos períodos de entressafra, ocupando a terra em janelas que normalmente ficariam ociosas. Combinado com soja e milho na rotação, o girassol ainda contribui para a saúde do solo, quebrando o ciclo de pragas e doenças, o que traz benefícios que vão além da safra atual.

    Para pequenos e médios produtores, essa flexibilidade é especialmente valiosa.

    Girassol: uma oportunidade lucrativa para agricultores
    Uma oportunidade lucrativa para agricultores

    Números que explicam o interesse crescente

    A produtividade média no Brasil fica entre 1.500 e 2.000 kg por hectare, de acordo com a Embrapa. Com manejo adequado e condições favoráveis de solo e clima, esse número pode ultrapassar os 2.500 kg/ha.

    No mercado, as cotações têm se mantido atraentes, em torno de R$ 100 por saca de 60 kg. Considerando uma produtividade média de 1,8 tonelada por hectare e preço médio de R$ 1.700 por tonelada, um produtor pode alcançar receita bruta de aproximadamente R$ 3.060 por hectare. Dependendo da eficiência do manejo e das condições de mercado, esse valor pode ser ainda maior.

    Mais de uma fonte de renda na mesma planta

    Um ponto que chama atenção é a diversidade de produtos que a cultura gera. O óleo é o mais conhecido, com ampla aplicação na indústria alimentícia e cosmética, além do crescente interesse para a produção de biodiesel, um mercado em expansão no Brasil.

    Além disso, há outro produto que muitos ignoram: o farelo. Subproduto do processo de extração de óleo, ele é altamente valorizado na alimentação animal, especialmente na pecuária leiteira, pelo alto teor proteico.

    Onde a produção acontece

    Estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná concentram a maior parte da produção nacional, destacando-se pela alta eficiência. Mas a Embrapa reforça que a cultura tem boa adaptação a diferentes tipos de solo e clima, incluindo regiões mais secas, o que abre espaço para expansão em áreas onde outras culturas têm dificuldade de prosperar.

    Nem tudo são facilidades, é claro. A colheita exige máquinas específicas, o que representa um investimento inicial que pode pesar no orçamento de quem ainda não tem esse maquinário. Em algumas regiões, a escassez de sementes de qualidade e a falta de assistência técnica especializada também travam a expansão.

    No entanto, com o suporte de instituições de pesquisa como a Embrapa e o acesso a programas de assistência técnica, muitos produtores têm conseguido superar essas barreiras e colher bons resultados já nas primeiras safras.

  • Clima irregular ameaça milho safrinha e pode elevar preços no Brasil

    Clima irregular ameaça milho safrinha e pode elevar preços no Brasil

    O clima irregular já começa a redesenhar o cenário do milho safrinha no Brasil em 2026, e os efeitos podem chegar diretamente ao bolso do consumidor no segundo semestre.

    Após um início de ano marcado por chuvas mal distribuídas em importantes regiões produtoras, especialistas acendem o alerta para impactos na produtividade e possível pressão sobre os preços nos próximos meses.

    Clima irregular desafia o milho safrinha

    O desenvolvimento do milho safrinha depende de uma janela climática bastante específica. Plantado após a colheita da soja, o grão precisa de chuvas regulares nas fases iniciais e clima mais seco na colheita.

    Neste ano, porém, o comportamento do clima foge do padrão. Regiões como Paraná, Mato Grosso do Sul e partes do Centro-Oeste enfrentam períodos de estiagem intercalados com chuvas irregulares, o que compromete o desenvolvimento das lavouras.

    Além disso, o atraso no plantio da soja em algumas áreas reduziu a janela ideal para o milho, aumentando o risco de exposição a condições adversas, como frio precoce e déficit hídrico.

    Produtividade sob pressão

    Com menos água disponível em fases críticas, como germinação e enchimento de grãos, a tendência é de queda na produtividade em diversas regiões.

    Analistas do setor já revisam projeções, indicando que, mesmo com uma área plantada significativa, o rendimento médio pode ficar abaixo do esperado. Esse cenário reduz a oferta efetiva do grão no mercado.

    A situação preocupa especialmente porque o milho safrinha representa cerca de 70% a 75% da produção total de milho no Brasil. Ou seja, qualquer quebra impacta diretamente o abastecimento nacional.

    Impacto nos preços no segundo semestre

    Com a possibilidade de menor oferta, o mercado já começa a reagir. A lógica é simples: menos milho disponível tende a elevar os preços, principalmente no segundo semestre, quando a demanda segue firme.

    O grão tem papel estratégico na cadeia produtiva, sendo base para ração animal. Por isso, qualquer alta no milho afeta também os custos da produção de proteínas como frango, suínos e até carne bovina.

    Além disso, o Brasil mantém forte presença nas exportações. Caso a produção fique abaixo do esperado, o país pode reduzir volumes exportados ou priorizar o mercado interno, o que também influencia a formação de preços.

    Mercado atento ao clima e à demanda

    O comportamento do clima nos próximos meses será decisivo. Caso as chuvas se normalizem em algumas regiões, parte das perdas pode ser mitigada. No entanto, se a irregularidade persistir, o cenário de pressão sobre os preços tende a se consolidar.

    Ao mesmo tempo, a demanda internacional, especialmente da China, segue como fator-chave. Uma combinação de oferta menor e demanda aquecida pode intensificar ainda mais a valorização do milho.

    Tecnologia e gestão como resposta

    Diante desse cenário, produtores investem cada vez mais em tecnologia para reduzir riscos. Monitoramento climático, uso de sementes mais resistentes e manejo eficiente do solo tornam-se essenciais.

    Ainda assim, o clima continua sendo uma variável fora do controle — e, em 2026, ele volta ao centro das decisões no campo e no mercado.

    O desempenho do milho safrinha nos próximos meses não deve afetar apenas o agronegócio, mas toda a cadeia de alimentos, reforçando como eventos climáticos se conectam diretamente à economia.

  • Produção de carne suína bate recorde no Brasil

    Produção de carne suína bate recorde no Brasil

    A produção de carne suína no Brasil alcançou nível histórico em 2025. O resultado reflete investimentos no setor e a resiliência da suinocultura nacional. Segundo o IBGE, o país produziu 5,65 milhões de toneladas no ano passado. O volume representa alta de 5,5% em relação a 2024.

    O desempenho também marca um novo recorde para a produção brasileira de carne suína. Além disso, o setor mantém ritmo firme mesmo diante de desafios de mercado.

    2026

    Para 2026, o Cepea aponta aumento da disponibilidade interna desde janeiro. Esse avanço ocorre mesmo com a demanda externa aquecida pela carne brasileira. Ao mesmo tempo, o consumo doméstico segue enfraquecido e pressiona os preços. Como resultado, os valores de comercialização dos produtos suinícolas permanecem baixos.

    Abril

    Para abril, o Cepea prevê redução no ritmo de abates. Esse movimento pode limitar a oferta interna nos próximos meses. Caso as exportações continuem firmes, a disponibilidade tende a ficar mais ajustada. Além disso, o fim da Quaresma deve impulsionar o consumo no mercado interno. Com isso, a demanda pode reagir e sustentar uma recuperação nos preços. Esse cenário pode favorecer tanto o animal vivo quanto os cortes suínos.

  • Assistência técnica impulsiona produção de pequi em MT

    Assistência técnica impulsiona produção de pequi em MT

    A assistência técnica fortalece a produção de pequi em Mato Grosso e amplia a renda no campo. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso lidera esse avanço com a metodologia ATeG.

    ATeG melhora produtividade e gestão no campo

    A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) promove melhorias do cultivo à comercialização do pequi.
    Além disso, o programa fortalece o extrativismo e estimula a agroindustrialização da fruta.

    A ATeG atua há anos na fruticultura do estado com planejamento e análise de custos. Também orienta práticas sustentáveis e alinhadas às exigências do mercado.

    O trabalho começa na implantação do pequizeiro com apoio na produção de mudas.
    Além disso, técnicos recomendam adubação, podas, irrigação e manejo fitossanitário.

    Programa integra técnica e gestão nas propriedades

    A supervisora Cristiani Santos Bernini destaca o diferencial da atuação integrada no campo.
    Segundo ela, o programa leva orientação técnica e gestão ao produtor rural.

    Ela afirma que a iniciativa organiza a produção e melhora a qualidade do pequi. Além disso, ajuda o produtor a identificar oportunidades de mercado.

    O acompanhamento técnico cobre colheita, pós-colheita e beneficiamento. Assim, o programa busca aumentar rendimento, qualidade e segurança nas operações.

    Produtora amplia renda com apoio técnico

    A produtora Miriam Gladki Petrenko, de Terra Nova do Norte, melhorou a produção com assistência técnica.
    Ela aperfeiçoou o manejo e estruturou sua agroindústria.

    Miriam afirma que as orientações organizaram a produção e elevaram a qualidade dos produtos.
    Além disso, ela já comercializa sua produção com mais eficiência.

    Os técnicos Beatriz Andrade Melo e Marcelo Soares de Oliveira acompanharam o processo.
    Eles orientaram podas, limpeza e adubação no estágio pré-floral das plantas. Essas práticas garantiram florescimento vigoroso e alta frutificação. Com isso, a produtividade avançou na propriedade.

    Acompanhamento contínuo garante resultados

    A técnica Beatriz Andrade Melo reforça a importância do planejamento e das boas práticas.
    Segundo ela, essas ações geram resultados consistentes e sustentáveis.

    Já o técnico Marcelo Soares de Oliveira destaca o impacto da aplicação correta das orientações.
    Ele afirma que a produtividade e a rentabilidade aumentam no campo.

    Cadeia do pequi cresce em Mato Grosso

    Atualmente, a ATeG atende 826 produtores e mantém 29 grupos no estado. Além disso, o diagnóstico aponta expansão da cadeia do pequi em Mato Grosso.

    O programa inclui diagnóstico produtivo e planejamento estratégico nas propriedades. Também promove capacitação, adequação tecnológica e avaliação de resultados. Os produtores participam de treinamentos práticos sobre cultivo do pequizeiro. As capacitações abrangem mudas, manejo, colheita e pós-colheita.

    O Senar-MT planeja ampliar trilhas de conhecimento em agroindustrialização. O foco inclui conservas, licores, óleo de amêndoa e geleias de pequi.