Tag: Preços

  • Preço do etanol continua em queda em maio

    Preço do etanol continua em queda em maio

    Os preços do etanol hidratado iniciaram maio em queda no mercado brasileiro. A liquidez também perdeu força nas negociações.

    Segundo pesquisadores do Cepea, alguns compradores reduziram a participação nas negociações. Assim, o volume comercializado permaneceu limitado.

    Por outro lado, vendedores mantiveram posições firmes durante boa parte das negociações. Mesmo assim, algumas usinas reduziram preços. Essas unidades precisaram liberar espaço nos tanques ou reforçar o caixa no curto prazo. Com isso, fecharam vendas abaixo dos valores desejados.

    Outros vendedores tentaram reajustes positivos e conseguiram avanços pontuais no mercado. Ainda assim, a tendência predominante continuou negativa.

    As distribuidoras ampliaram a demanda em estados importantes do setor sucroenergético. São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registraram maior volume negociado. Apesar disso, os preços do etanol recuaram nesses estados devido ao aumento da liquidez. O cenário manteve pressão sobre as cotações.

    Açúcar

    No mercado do açúcar cristal, os preços também seguiram em baixa no mercado spot paulista. A oferta crescente ampliou a pressão sobre os valores.

    Segundo o Cepea, o mercado enfrenta desequilíbrio entre oferta elevada e demanda limitada. Por isso, as negociações avançam lentamente.

    As usinas intensificaram as tentativas de venda, mesmo diante de preços pouco atrativos. Porém, compradores seguem cautelosos nas aquisições.

    Traders classificam o mercado como “frio”, devido ao baixo volume negociado atualmente. Além disso, o avanço da safra 2026/27 aumentou a oferta disponível.

    Com demanda retraída e maior disponibilidade de produto, as cotações internas do açúcar continuam pressionadas no Brasil.

  • Algodão atinge maior preço em nove meses no Brasil

    Algodão atinge maior preço em nove meses no Brasil

    Os preços do algodão em pluma seguem em alta no Brasil e sustentam o mercado interno. O Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, alcança o maior patamar nominal desde julho de 2025.

    Esse avanço ocorre devido às cotações internacionais mais firmes e à postura cautelosa dos vendedores. Além disso, o período de entressafra reduz a oferta e reforça a valorização da pluma no país.

    Os preços elevados do petróleo também influenciam o mercado e sustentam os custos de produção. As condições climáticas no Brasil e nos Estados Unidos contribuem para o cenário de alta.

    No mercado spot, agentes realizam negociações pontuais para atender demandas imediatas. As compras focam na reposição de estoques e evitam volumes elevados neste momento.

    O volume mais amplo de negócios segue limitado pelo desencontro entre expectativas de preços. Os compradores e os vendedores mantêm posições divergentes, o que reduz a liquidez do mercado.

    Do lado da demanda, indústrias enfrentam dificuldades para repassar os custos ao consumidor final. Os reajustes na matéria-prima e em outros insumos pressionam a cadeia produtiva. As vendas no varejo continuam enfraquecidas e impactam o consumo de produtos têxteis.

    Esse cenário mantém as compras cautelosas ao longo de toda a cadeia. Os juros elevados reduzem o consumo e dificultam o acesso ao crédito. O alto endividamento das famílias também limita a demanda por produtos. A inflação persistente contribui para restringir ainda mais o consumo no mercado interno.

  • Milho: clima preocupa e trava negociações no mercado

    Milho: clima preocupa e trava negociações no mercado

    A colheita da safra de verão do milho entra na reta final no Brasil. Os produtores praticamente encerram a semeadura da segunda safra. Assim, agentes do setor voltam a atenção ao clima quente e seco. Eles avaliam possíveis impactos no desenvolvimento das lavouras.

    Os pesquisadores do Cepea informam que a produção segue elevada. No entanto, a estimativa indica leve queda frente à temporada anterior. Além disso, chuvas irregulares aumentam a preocupação nas regiões produtoras.
    As previsões indicam baixos volumes e temperaturas elevadas.

    Esse cenário atinge áreas de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná. Por isso, produtores mantêm estado de alerta.

    Negociações

    No mercado spot, as negociações seguem limitadas. A demanda enfraquecida reduz o ritmo das compras. Os Consumidores priorizam estoques e compram apenas volumes pontuais. Ao mesmo tempo, compradores monitoram estoques de passagem elevados.

    Eles também consideram a maior colheita da safra de verão. Assim, agentes projetam queda nos preços nas próximas semanas.

    Por outro lado, vendedores restringem a oferta no spot. Eles aguardam reação nos preços diante das incertezas climáticas.

    Soja

    A elevada oferta de soja sustenta a liquidez no mercado spot brasileiro. No entanto, a disponibilidade elevada limita altas expressivas nos preços. Os pesquisadores do Cepea apontam equilíbrio no mercado. A expectativa de safra recorde mantém os valores estáveis.

    No campo, a Conab afirma que colheita alcança 88,1% da área nacional. As regiões apresentam ritmos distintos de avanço. Mesmo assim, o andamento segue consistente.

    No Hemisfério Norte, agentes acompanham as condições climáticas. A baixa umidade do solo gera preocupação inicial. Porém, previsões de chuvas podem amenizar o cenário. Isso reduz riscos para a produção global.

    Estados Unidos

    Nos Estados Unidos, o plantio avança acima da média recente. A semeadura atinge 12% da área prevista até 19 de abril. Os dados são do USDA. O ritmo supera o registrado no ano passado e a média de cinco anos.

  • Safra de laranja 2026/27 avança com incertezas

    Safra de laranja 2026/27 avança com incertezas

    A safra brasileira de laranja 2026/27 se aproxima com dúvidas sobre contratos e preços. A produção ocorre no cinturão de São Paulo e no Triângulo Mineiro.

    Segundo o Cepea, o mercado ainda não sinaliza contratos exclusivos para a nova temporada. Além disso, o setor mantém cautela diante das indefinições sobre volumes e valores negociados.

    A exemplo do ciclo anterior, a safra deve apresentar perfil mais tardio. Nesse cenário, a produção pode se concentrar na segunda florada. Os pesquisadores indicam que o mercado deve definir preços e volumes apenas em 8 de maio. A data coincide com a divulgação do levantamento do Fundecitrus.

    Em termos gerais, o Cepea projeta uma safra ligeiramente menor que a anterior. Ainda assim, o volume total deve permanecer elevado. Por outro lado, o cenário preocupa agentes do setor. O mercado enfrenta dificuldades no escoamento de suco e nos embarques brasileiros.

    Além disso, a safra 2025/26 pode terminar com estoques elevados e suco de boa qualidade. Com isso, a indústria pode limitar a absorção da nova produção. O setor inicia o novo ciclo sem clareza sobre preços e demanda externa. A Europa ainda não comprou os volumes tradicionais até o momento.

  • Preços de ovos na Quaresma são os menores desde 2023

    Preços de ovos na Quaresma são os menores desde 2023

    Os preços dos ovos subiram até 21% em março, como costuma ocorrer durante a Quaresma. Esse aumento ocorre porque consumidores substituem a carne vermelha, o que eleva a demanda. No entanto, dados do Cepea indicam média inferior à de anos anteriores.

    O valor registrado nesta Quaresma é o menor dos últimos quatro anos em Bastos. A cidade se destaca como o principal polo produtor de ovos do estado de São Paulo. Por isso, os preços locais servem como referência para o setor.

    Mesmo com alta em março, mercado segue pressionado por quedas acumuladas em 2025 e início de 2026. Segundo os pesquisadores do Cepea, os preços caíram durante boa parte de 2025. Esse movimento pressionou o mercado e reduziu as médias ao longo do ano.

    Como consequência, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês em seis anos. O recuo ocorreu em diversas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas. Diante desse cenário, o mercado iniciou 2026 com preços mais baixos que em 2025. Além disso, os valores seguiram enfraquecidos mesmo com a reação recente.

    Embora fevereiro e março tenham registrado alta, o avanço não sustentou médias superiores. Assim, a média de preços desta Quaresma ficou abaixo da observada em anos anteriores.

  • Frete caro interrompe queda do preço do frango em março

    Frete caro interrompe queda do preço do frango em março

    Os preços da carne de frango reagiram no fim de março, após quedas desde o início de 2026. Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento dos fretes impulsionou a alta recente.

    O conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e encareceu o diesel no Brasil. Com isso, as indústrias de frango de corte repassaram os custos logísticos ao mercado.

    O levantamento do Cepea indica forte alta nos preços entre 24 e 31 de março. Ou seja, praticamente todos os produtos acompanhados pelo Centro de Pesquisas registraram valorização no período.

    No atacado de São Paulo, o frango congelado reduziu perdas acumuladas ao longo do mês. O produto chegou a cair 6,2% até 19 de março, porém encerrou o mês com leve recuo de 0,3%.

    Ainda assim, o mercado registrou tendência de baixa durante o primeiro trimestre deste ano. O descompasso entre oferta e demanda interna pressionou as cotações no período. Entre janeiro e março, o frango inteiro congelado no atacado da Grande São Paulo acumulou queda de 9,4%.

  • Preços dos ovos caem, mas média mensal sobe

    Preços dos ovos caem, mas média mensal sobe

    Os preços dos ovos recuaram na última semana nas regiões acompanhadas pelo Cepea. Ainda assim, a média mensal segue em alta. A reta final da Quaresma não sustentou a demanda. Além disso, o consumo perdeu força na segunda quinzena de março.

    Esse movimento ocorre tradicionalmente neste período. Como resultado, as cotações caíram nos últimos dias. Essa foi a primeira queda desde o início da Quaresma, em 18 de fevereiro. Até então, os preços vinham em alta.

    Mesmo com a recente baixa, o mercado mantém valorização no acumulado. As altas da primeira quinzena sustentaram a média mensal. Os dados indicam aumento no preço médio dos ovos. A comparação considera fevereiro e a parcial de março até o dia 25.

    Segundo agentes consultados pelo Cepea, a oferta segue controlada. No entanto, a baixa liquidez pressiona os preços. O volume menor de negócios reforçou a busca por descontos. Consequentemente, as cotações recuaram no período recente. Apesar disso, o setor projeta melhora nas vendas. A expectativa considera a chegada da Semana Santa. Nesse período, a demanda por ovos tende a crescer. Assim, pesquisadores do Cepea esperam recuperação nos preços.

  • Frutas ficam quase 10% mais baratas e impulsionam consumo na Quaresma

    Frutas ficam quase 10% mais baratas e impulsionam consumo na Quaresma

    Os preços de alimentos frescos caíram nos supermercados em fevereiro e favoreceram o consumo de produtos naturais durante a Quaresma, fase em que parte da população adota refeições mais leves. Dados do Índice de Preços dos Supermercados (IPS), elaborado pela Associação Paulista de Supermercados em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, mostram esse movimento.

    O levantamento indica que os produtos in natura recuaram 2,94% em fevereiro. No acumulado de 12 meses, os preços caíram 3,22%. As frutas lideraram a redução, com queda de 9,97% no mês e de 5,51% em um ano.

    Os tubérculos, como batata e mandioca, também registraram retração. Os preços desse grupo diminuíram 3,09% em fevereiro e 2,05% no acumulado anual, ampliando o acesso a alimentos básicos e frescos.

    Além de aliviar o orçamento das famílias, a queda ocorre em um período de maior demanda por itens naturais. Consumidores costumam priorizar alimentos frescos em dietas equilibradas e em preparações típicas do período que antecede a Páscoa.

    O economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, atribui o movimento à maior oferta. Segundo ele, a boa safra elevou a disponibilidade de produtos e pressionou os preços para baixo, com destaque para as frutas, que registraram queda próxima de 10% no mês.

  • Suínos mantêm preços estáveis mesmo com tensão no Oriente Médio

    Suínos mantêm preços estáveis mesmo com tensão no Oriente Médio

    A instabilidade geopolítica mantém o mercado brasileiro de suínos em estado de atenção neste início de março.
    Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) afirmam que agentes monitoram os impactos do conflito no Oriente Médio.

    Segundo o Cepea, a tensão pode afetar os preços do petróleo, o dólar e outras variáveis econômicas.
    Além disso, as incertezas do cenário geopolítico geram especulações e reduzem a liquidez no mercado independente. Diante disso, produtores e indústrias evitam mudanças nos preços do suíno vivo e da carne.
    Assim, as cotações seguem estáveis mesmo com o aumento do poder de compra da população neste início de mês.

    Nesse cenário, o suíno vivo na praça SP-5 registra média de R$ 6,94 por quilo nesta parcial de março.
    A cotação considera negócios até o dia 10 nas regiões de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba. O valor atual é o menor desde abril de 2024, quando o animal foi vendido a R$ 6,89 por quilo.
    Os dados consideram valores reais corrigidos pelo IGP-DI.

    Insatisfação com o mercado

    Apesar da estabilidade, agentes consultados pelo Cepea demonstram insatisfação com o mercado.
    Isso ocorre porque o setor esperava recuperação dos preços no início de março. A expectativa considerava o aquecimento sazonal da demanda e o baixo patamar das cotações no mercado independente.

  • Importações de arroz avançam com oferta restrita

    Importações de arroz avançam com oferta restrita

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul registra oferta restrita e baixa liquidez. O levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada mostra preocupação crescente entre agentes do setor.
    Além da escassez do cereal, a alta do diesel pressiona os custos de frete e logística. Esse aumento ocorre justamente durante a intensificação da colheita e do transporte da produção.

    Compradores elevam ofertas para garantir produto

    Nos últimos dias, compradores elevaram as ofertas para garantir abastecimento. Alguns agentes reajustaram os preços de aquisição mais de uma vez. Mesmo assim, a disponibilidade de arroz no mercado permaneceu limitada.

    Produtores seguram vendas e priorizam colheita

    Segundo pesquisadores do Cepea, parte dos produtores mantém postura retraída. Ou seja, esses produtores aguardam sinais mais claros do mercado antes de negociar. Ao mesmo tempo, outra parcela concentra esforços nos trabalhos de colheita. Em algumas regiões, produtores relatam produtividade menor nas lavouras.

    Alta do diesel preocupa cadeia do arroz

    Agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada também demonstram preocupação com o diesel mais caro. Os relatos indicam inclusive desabastecimento regional do combustível.
    As tensões geopolíticas globais impulsionam essa alta de preços.

    Colheitas simultâneas ampliam pressão logística

    O cenário preocupa especialmente o setor no Rio Grande do Sul. No estado, a colheita de arroz ocorre ao mesmo tempo que a safra de soja. Essa coincidência aumenta a demanda por transporte e amplia os custos logísticos do agronegócio.