Tag: Paraná

  • Ibama multa empresas cosméticas e farmacêuticas por uso irregular de saberes indígenas

    Ibama multa empresas cosméticas e farmacêuticas por uso irregular de saberes indígenas

    O Ibama multou empresas cosméticas e farmacêuticas em R$ 2,2 milhões por explorar ilegalmente conhecimentos tradicionais de povos indígenas e comunidades tradicionais sobre o uso da biodiversidade. A Operação Guardiões da Biodiversidade, iniciada em março, fiscalizou 47 empresas em 12 estados e resultou em 51 autos de infração.

    Agentes do Ibama verificam estoque de insumos de indústria cosmética. Foto: Divulgação/Ibama

    Os agentes ambientais atuaram no Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Fabricantes de pigmentos, saneantes e fitoterápicos estão entre os estabelecimentos notificados para se regularizar perante a Lei da Biodiversidade.

    “O foco da operação foi o desenvolvimento irregular de produtos cosméticos e farmacêuticos que utilizaram conhecimento tradicional de povos indígenas e comunidades tradicionais sobre o uso da biodiversidade, sem o devido consentimento prévio informado”, explicou Igor de Brito, coordenador de Fiscalização da Biodiversidade do Ibama.

    O que as empresas fizeram de errado

    As empresas autuadas acessaram conhecimento tradicional de origem identificável sem obter consentimento prévio informado. E deixaram de indicar a origem desse conhecimento em explorações econômicas ou pedidos de patentes. São condutas previstas nos artigos 83 e 84 do Decreto nº 8.772/2016.

    Entre os conhecimentos acessados irregularmente estão aqueles sobre o uso tradicional de espécies nativas como o urucum (Bixa orelana), a aroeira (Schinus terebinthifolia), o jagube (Banisteriopsis caapi) e a chacrona (Psychotria viridis).

    Outras infrações incluíram a exploração econômica de produtos acabados sem notificação prévia ao SisGen, o Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado. As multas previstas pelo Decreto nº 8.772/2016 variam de R$ 1 mil a R$ 10 milhões. Isso conforme a gravidade da conduta e a capacidade econômica do infrator.

    Por que essa lei existe

    O agente ambiental federal Isaque Siqueira, coordenador nacional da operação, destaca que a legislação reconhece formalmente povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares como guardiões da biodiversidade e de saberes ancestrais que impulsionam a inovação científica e industrial.

    “Ao garantir o direito de participação desses grupos na tomada de decisões e ao condicionar o acesso aos seus conhecimentos à obtenção de consentimento prévio informado, a lei protege sua integridade cultural e assegura que os lucros gerados retornem em forma de desenvolvimento sustentável”, afirmou Siqueira.

    Para as comunidades detentoras do conhecimento, o cumprimento das normas representa proteção contra a exploração indevida. E uma oportunidade de protagonismo na celebração de acordos que valorizam seus modos de vida e garantem recursos para a manutenção de seus territórios.

    O que diz a legislação

    A Lei da Biodiversidade (Lei nº 13.123/2015), referência internacional entre os países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), estabelece o marco regulatório nacional para o acesso e uso do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado no Brasil.

    Entre as principais obrigações para pesquisadores e indústrias estão o cadastro obrigatório de todas as atividades de acesso no SisGen e a notificação prévia à comercialização de produtos desenvolvidos a partir desses recursos.

    Empresas de médio e grande porte também devem repartir parte da receita gerada com a exploração econômica da biodiversidade. Esses recursos vão ao Fundo Nacional de Repartição de Benefícios (FNRB), que os aplica na conservação ambiental e na proteção do conhecimento tradicional.

    Nos casos em que a origem do conhecimento é identificável, a lei exige ainda a celebração de acordos específicos de repartição de benefícios, em formato monetário ou não monetário, diretamente com os detentores desses saberes, salvo exceções previstas na norma.

  • Onça ataca motociclista em estrada rural e caso chama atenção

    Onça ataca motociclista em estrada rural e caso chama atenção

    Um ataque de onça assustou um motociclista em uma estrada rural no Paraná. O animal mordeu o pé do homem enquanto ele passava pelo local, em um episódio que rapidamente chamou atenção e gerou alerta entre moradores da região.

    Apesar do susto, o motociclista conseguiu seguir caminho e não sofreu ferimentos graves.

    Ataque aconteceu de forma inesperada

    Segundo relatos, a onça apareceu de repente às margens da estrada. O motociclista não conseguiu reagir a tempo e acabou sendo atingido. Ainda assim, ele manteve o controle da moto e deixou o local logo em seguida.

    Presença de animais silvestres preocupa

    Nos últimos anos, moradores do campo têm relatado com mais frequência a presença de animais silvestres próximos a estradas e propriedades.

    Isso acontece, principalmente, por causa da redução do habitat natural. Com menos espaço e alimento disponível, espécies como a onça passam a circular mais perto de áreas ocupadas.

    Além disso, mudanças no ambiente também influenciam esse comportamento.

    Atenção deve ser redobrada

    Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de cautela.
    Evitar paradas próximas à mata, reduzir a velocidade e manter distância são atitudes que ajudam a diminuir riscos. Ao mesmo tempo, não tentar se aproximar do animal é fundamental.

    Caso reforça alerta no campo

    O episódio serve como alerta para quem circula por áreas rurais. Embora ataques não sejam comuns, eles podem acontecer. Por isso, a convivência com a fauna exige atenção constante e adaptação no dia a dia.

  • Fiscalização aponta irregularidade em exportação de soja no Porto de Paranaguá

    Fiscalização aponta irregularidade em exportação de soja no Porto de Paranaguá

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou indícios de fraude em uma carga de soja prestes a seguir para exportação pelo Porto de Paranaguá (PR). O Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) constatou a irregularidade após comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), em 24 de fevereiro. O órgão divulgou a informação nesta segunda-feira, 9 de março.

    Foto: MAPA

    A inspeção ocorreu no Pátio de Triagem do porto, etapa que verifica se o produto cumpre os padrões oficiais de identidade e qualidade exigidos para exportação e alimentação humana. Durante a fiscalização, técnicos encontraram divergências entre o produto transportado e as informações da nota fiscal, o que indicou possível adulteração no processo logístico. A carga, de aproximadamente 42 toneladas, apresentou composição diferente da declarada, conforme auditoria realizada pelo Mapa.

    Segundo o chefe do Sipov/PR, Fernando Augusto Mendes, o controle rigoroso das exportações é fundamental para manter a credibilidade do agronegócio brasileiro. Ele destacou que o Brasil, maior produtor e exportador de soja do mundo, depende da confiança internacional: “Fortalecer os mecanismos de fiscalização é essencial para proteger a reputação do produto nacional”, afirmou.

    O Mapa é o órgão responsável pela fiscalização e classificação de produtos vegetais destinados ao mercado interno e externo, conforme estabelece a Lei nº 9.972/2000 e o Decreto nº 12.709/2024. Essas normas definem os padrões técnicos e as exigências operacionais que garantem a conformidade dos produtos agrícolas com os requisitos internacionais.

    Fiscalização em etapas

    No Paraná, a fiscalização do Mapa ocorre em três fases. A primeira é feita na origem, em 64 unidades registradas como armazenadoras e exportadoras, principalmente para a China. Em seguida, ocorre a checagem no Porto de Paranaguá, em cooperação com a APPA e órgãos estaduais. Somente em 2025, mais de 507 mil veículos foram inspecionados nessa etapa. A última fase acontece durante o embarque no navio, com atuação conjunta da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), responsável por emitir o certificado fitossanitário de exportação.

    O superintendente federal de Agricultura no Paraná, Almir Gnoatto, reforçou que a fiscalização é vital para garantir a integridade do setor. “A atuação do Mapa assegura que os produtos comercializados e exportados atendam aos padrões de qualidade e identidade. Isso protege o produtor, o mercado e a imagem do agronegócio brasileiro, fortalecendo a confiança internacional”, destacou.

    A investigação segue em andamento. O Mapa analisa os indícios de irregularidades de natureza administrativa e operacional, enquanto a Polícia Federal apura eventuais infrações penais. O Ministério acompanhará tecnicamente a destruição da soja apreendida, com destinação final em aterro sanitário.

  • Abóbora movimenta R$ 106 milhões e ganha espaço no Paraná

    Abóbora movimenta R$ 106 milhões e ganha espaço no Paraná

    A abóbora se consolida como uma das principais culturas da olericultura paranaense. Em 2025, o Valor Bruto da Produção (VBP) da cultura alcançou R$ 106,5 milhões, segundo o boletim conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O cultivo está presente em 330 dos 399 municípios do estado, com produção de 50,7 mil toneladas em 2,8 mil hectares.

    Experimento no Oeste apresenta resultados 50% acima da média em produção de abóboras e contribui para a segurança alimentar da região. Foto: IDR-Paraná

    A região de Curitiba lidera os indicadores estaduais com 33,9% do total, seguida por Jacarezinho (12,6%) e União da Vitória (9,5%). No atacado da Ceasa Curitiba, o quilo da abóbora seca custa em média R$ 2,50, alta de 25% em relação a março de 2025.

    Para o agrônomo Paulo Andrade, do Deral, o cultivo da abóbora fortalece a renda de pequenos e médios produtores e amplia a diversificação das propriedades rurais. “O produto mantém preços estáveis e atende diferentes usos, especialmente na culinária”, explica.

    Milho e trigo mantêm ritmo de produção

    A colheita da primeira safra de milho 2025/26 alcança 54% da área total de 341 mil hectares, com expansão de 21,5% na área plantada em relação ao ciclo anterior. O Sudoeste do Paraná se destaca com alta de 55,1% no cultivo.

    Já o trigo reforça sua importância industrial: o estado possui capacidade de moagem de 4 milhões de toneladas, com 87% desse potencial utilizado em 2024 para atender à forte demanda interna.

    Proteínas e lácteos em ritmos distintos

    A suinocultura brasileira fechou 2025 com recorde histórico de 5,598 milhões de toneladas produzidas e exportadas. Em contrapartida, o setor lácteo paranaense enfrenta queda nos preços: o litro pago ao produtor atingiu média de R$ 2,11 em fevereiro.

    A pesca também mostra sinais de retomada, com a normalização das atividades após o fim do período de defeso (Piracema) em 28 de fevereiro.

    Mel paranaense lidera exportações

    O Paraná iniciou 2026 como o maior exportador nacional de mel “in natura”, com receita de US$ 1,608 milhão em janeiro. O setor de apicultura busca recuperação após o fim das tarifas recíprocas de 50% impostas pelos Estados Unidos. Com a taxa global reduzida para 15%, o mel paranaense volta a ganhar competitividade no mercado internacional.

    Segundo o Deral, o agronegócio do Paraná mantém projeções otimistas para 2026, com novos recordes esperados na produção de carnes e avanço da segunda safra de milho, que já cobre 62% da área estimada. O estado aposta no fortalecimento do parque moageiro e na expansão de mercados de nicho hortifrutigranjeiros para compensar a redução da área de culturas de inverno como o trigo.

  • Chuvas favorecem lavouras no Centro-Norte, mas restrição hídrica persiste no Sul

    Chuvas favorecem lavouras no Centro-Norte, mas restrição hídrica persiste no Sul

    As chuvas concentradas no Centro-Norte do Brasil entre 1º e 24 de fevereiro garantiram boas condições para o desenvolvimento das principais lavouras, segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento mostra volumes expressivos na região Norte e na faixa que vai do Amazonas ao Centro-Oeste e Sudeste, beneficiando o armazenamento de água no solo e impulsionando os cultivos da primeira e segunda safra.

    No Matopiba e em partes do Semiárido nordestino, embora os volumes tenham sido menores, a umidade favoreceu a semeadura e o crescimento das lavouras. Já o Sul do país registrou precipitações bem abaixo da média, limitando o desenvolvimento da soja no Rio Grande do Sul, estado em que grande parte das áreas está em floração e enchimento de grãos.

    Os indicadores espectrais analisados pela Conab confirmam boas condições de vegetação em quase todas as regiões monitoradas. Com índices superiores à média histórica nas fases críticas da soja. Em áreas do sudoeste de Mato Grosso do Sul, oeste de Santa Catarina e noroeste gaúcho, ainda há reflexos das restrições hídricas das últimas safras. No entanto, o índice atual do Rio Grande do Sul se aproxima das temporadas anteriores, que tiveram menor potencial produtivo.

    Distribuição

    A distribuição das chuvas também influenciou o ritmo do plantio do milho segunda safra.

    • Em Mato Grosso, o plantio avançou rapidamente com o andamento da colheita de soja.
    • No Paraná, a baixa umidade atrasou o início da semeadura em várias regiões.
    • No Mato Grosso do Sul, o retorno das chuvas beneficiou o avanço dos trabalhos e garantiu bom desenvolvimento das áreas já plantadas.
    • Em Goiás e Minas Gerais, o excesso de chuva reduziu a janela ideal de cultivo.
    • No Tocantins, o plantio acelerou e as lavouras emergidas apresentam boas condições agronômicas.

    A colheita da soja segue em ritmo consistente em estados como Mato Grosso, apesar das chuvas intensas em parte do Centro-Oeste e Sudeste, que atrasaram a operação em algumas regiões. No Rio Grande do Sul, a irregularidade e o baixo volume das precipitações já reduziram as estimativas de produtividade. E consolidaram estado como o principal ponto de atenção nas análises do boletim.

  • Piracema chega ao fim: o que muda para pescadores a partir de 1° de março

    Piracema chega ao fim: o que muda para pescadores a partir de 1° de março

    O defeso da Piracema nas bacias do Paraná e do Atlântico Sudeste encerra neste domingo, 1° de março de 2026. A temporada de restrição, que começou em 1° de novembro de 2025, protegeu durante quatro meses os peixes nativos. Especialmente as espécies migradoras, no período mais crítico de reprodução. Com o fim do defeso, pescadores artesanais e amadores voltam a ter acesso às águas, mas precisam respeitar um conjunto de regras que permanece em vigor.

    Piracema significa, em tupi, “subida do peixe”, e é exatamente isso que acontece todo ano entre outubro e março nas bacias hidrográficas brasileiras. Durante esse período, espécies como o dourado (Salminus brasiliensis), o pacu (Piaractus mesopotamicus) e o pintado (Pseudoplatystoma corruscans) deixam os grandes rios e nadam contra a correnteza em busca de locais propícios para a desova.

    Essa migração reprodutiva é essencial para a renovação dos estoques pesqueiros. Uma única fêmea de dourado, por exemplo, pode liberar até 200 mil ovos em uma única desova. Sem o defeso, a pesca durante esse período comprometeria gerações inteiras de peixes antes mesmo que elas chegassem à fase adulta.

    O recrutamento bem-sucedido das populações, ou seja, a sobrevivência dos filhotes até a fase reprodutiva, é o que garante a continuidade da pesca nos anos seguintes. Tanto para subsistência quanto para a atividade profissional e esportiva.

    O que muda a partir de domingo para cada tipo de pescador

    Pescadores artesanais profissionais retomam a atividade com a possibilidade de usar redes de emalhar (método de espera) e demais apetrechos regularizados pelas normas federais, incluindo embarcações.

    Foto: Cine 016

    Pescadores amadores e esportivos também podem usar embarcações, mas seguem restritos a equipamentos como linha de mão, anzol, caniço e vara com molinete ou carretilha. A cota de captura permanece em 10 kg mais um exemplar por dia, conforme a Instrução Normativa IBAMA nº 26/2009, que também define as áreas permitidas e proibidas.

    Ambas as categorias devem respeitar o tamanho mínimo de captura das espécies, listado no anexo da mesma instrução normativa.

    Espécies ameaçadas seguem protegidas

    Independentemente do fim do defeso, a captura de espécies da Lista Vermelha federal (Portaria MMA nº 148/2022) e estadual (Decreto Estadual nº 63.853/2018) continua proibida. Vale a exceção: o pintado (Pseudoplatystoma corruscans), apesar de constar nas listas de ameaçadas, tem exploração autorizada pela Portaria MMA nº 355, de 27 de janeiro de 2023.

    Para a pesquisadora Paula Maria Gênova de Castro Campanha, do Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, as medidas de ordenamento pesqueiro são necessárias, mas insuficientes por si só.

    “O governo regula e aplica instrumentos que visam diminuir a pressão sobre os recursos e dar sustentabilidade às atividades pesqueiras. As medidas abrangem a limitação das frotas, a restrição de petrechos, tamanho mínimo de captura e períodos de defeso. No entanto, os impactos gerados pelo barramento dos ambientes fluviais, aliados à poluição difusa, industrial, agrícola e doméstica, são os principais vetores do declínio das populações de peixes continentais”, afirma a pesquisadora.

    Campanha desenvolve palestras e oficinas para pescadores durante reuniões de projetos de pesquisa e participa ativamente do Grupo de Trabalho Centro-Sul de Bacias Hidrográficas (CPG-Centro Sul), promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). O objetivo é integrar ciência e gestão sustentável dos recursos pesqueiros.

    Polícia multa dupla por pesca ilegal durante a Piracema no Rio Aguapeí

    Mas até esse sábado continuam valendo as regras da Piracema e a fiscalização também continua. A Polícia Militar Ambiental de Presidente Prudente autuou dois homens, de 56 e 54 anos, em R$ 3.240 por pesca predatória durante a Operação Piracema. A autuação ocorreu nesta semana no Rio Aguapeí, entre os municípios de Lucélia e Valparaíso.

    De acordo com a corporação, os agentes realizavam patrulhamento em pontos de acesso ao rio quando flagraram três pescadores saindo da margem com redes e peixes, nas proximidades da ponte em Valparaíso. Ao perceberem a aproximação da equipe, os suspeitos fugiram pulando no rio e abandonaram os materiais no local.

    Os policiais detiveram um dos homens imediatamente. Em seguida, identificaram o segundo envolvido após encontrarem documentos pessoais em um rancho às margens do rio. A equipe não localizou o terceiro pescador.

    Os policiais apreenderam 32 quilos de peixes das espécies curimbatá e piauçu com o grupo. Além de uma tarrafa, dez redes de nylon e duas boias. A legislação proíbe a captura de peixes nativos na Bacia Hidrográfica do Rio Paraná durante o período da Piracema, que busca proteger a reprodução das espécies.

    Cada um dos autuados recebeu multa no valor de R$ 1.620. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia Civil de Valparaíso. Um dos envolvidos foi preso em flagrante por crime ambiental, com base no artigo 34 da Lei Federal nº 9.605/98. Foi estipulada fiança de um salário mínimo.

    Os peixes apreendidos, por estarem em boas condições de consumo, foram doados ao Lar São Vicente de Paulo, instituição filantrópica localizada em Dracena.

  • Paraná amplia liderança na produção nacional de peixes

    Paraná amplia liderança na produção nacional de peixes

    O Paraná consolidou sua posição como líder nacional na produção de peixes em 2025, alcançando o recorde de 273 mil toneladas de pescados. O volume representa um crescimento de 9,1% em relação a 2024 e garante ao Estado 27% da produção total brasileira, segundo o Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, divulgado nesta semana.

    Foto: Anuário Peixe BR

    Com esse desempenho, o Estado ampliou a distância sobre os demais produtores. São Paulo ocupa o segundo lugar, com 93,7 mil toneladas, seguido por Minas Gerais (77,5 mil t), Santa Catarina (63,4 mil t) e Maranhão (59,6 mil t), que subiu uma posição no ranking.

    Pela primeira vez, o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas de peixes cultivados, chegando a 1,011 milhão de toneladas. Um avanço de 4,41% sobre o ano anterior. Nos últimos dez anos, o crescimento acumulado da piscicultura nacional foi de 58,6%, refletindo o amadurecimento e a expansão do setor.

    Tilápia puxa alta na piscicultura

    A tilápia segue como o principal motor do crescimento, liderando a produção tanto no Paraná quanto no país. O Estado produziu 273,1 mil toneladas, seguido por São Paulo (88,5 mil t), Minas Gerais (73,5 mil t), Santa Catarina (52,7 mil t) e Mato Grosso do Sul (38,7 mil t). No total nacional, foram 707,4 mil toneladas, o maior volume dos últimos dez anos.

    Entre os municípios paranaenses com maior produção estão Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon. Já na quantidade de tanques, Itambaracá se destaca com 1.564 unidades, à frente de Alvorada do Sul, Nova Prata do Iguaçu, Três Barras do Paraná e Boa Esperança do Iguaçu.

    Investimentos e novos modelos de produção

    De acordo com o anuário, o Paraná vem atraindo investimentos crescentes em inovação e integração produtiva, impulsionados pela atuação de grandes cooperativas. O modelo de integração, que conecta produtores a frigoríficos e exportadores, tem se consolidado no Estado, enquanto o sistema independente, baseado em pequenos frigoríficos, perde espaço.

    Foto: Anuário Peixe BR

    O relatório também destaca a necessidade de manter o ritmo de expansão: “Além dos fatores favoráveis ao crescimento constante, é essencial fortalecer os investimentos em inovação, certificação e abertura de novos mercados internacionais”, aponta a publicação.

    Exportações crescem em valor e consolidam o Paraná

    As exportações brasileiras de piscicultura cresceram 2% em valor em 2025, totalizando US$ 60 milhões, embora tenham registrado queda de 1% em volume, passando de 13.792 para 13.684 toneladas. A tilápia respondeu por 94% das exportações, seguida por tambaqui e curimatás.

    O Paraná manteve a liderança nacional também nas exportações, com US$ 28 milhões, o equivalente a 50% do total brasileiro. Na sequência aparecem São Paulo (US$ 16 milhões, 29%) e Mato Grosso do Sul (US$ 10,7 milhões, 19%).

    Mesmo com o aumento de tarifas, os Estados Unidos permaneceram como principal destino dos pescados brasileiros, absorvendo 87% das vendas externas (US$ 52 milhões). Outros mercados relevantes foram Canadá (4%), Peru (4%), China (2%) e Vietnã (1%). Em 2025, 21 novos destinos passaram a importar peixes brasileiros, entre eles o México, segundo maior importador de tilápia das Américas.

  • Valtra mostra Série S6 e tecnologia de precisão no Show Rural

    Valtra mostra Série S6 e tecnologia de precisão no Show Rural

    A Valtra chegou forte no Show Rural Coopavel, que terminou no dia 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). Além disso, a marca trouxe uma missão clara. Ela quer mostrar que tecnologia não é luxo. Pelo contrário, é ferramenta para o produtor rural ganhar mais no campo. Por isso, trouxe inovações que prometem eficiência máxima. Entre elas, o trator Série S6 premiado mundialmente. Também levou conjuntos de plantio inteligente. E soluções para pequenos e médios produtores. Assim, garante que o agricultor tire o máximo de cada hectare. Com menos custo e mais rendimento.

    Segundo Gustavo dos Santos, coordenador de Marketing Tático da Valtra, a participação vai além de expor máquinas. “A feira é o palco perfeito para demonstrarmos como a tecnologia está transformando a eficiência no campo. Com esses maquinários, entregamos ao produtor o que há de mais moderno em potência e precisão. Por isso, garantimos que o agricultor extraia o máximo rendimento de cada hectare, com o menor custo operacional possível”, afirma.

    Ao falar sobre a presença feminina no agro, Gustavo foi enfático. “Oferecemos uma gama completa de soluções para o produtor rural. Além disso, temos um foco especial nas mulheres que estão cada vez mais presentes e ativas no agronegócio. Nossos produtos incluem o inovador trator rosa. Ele é um símbolo de inclusão e empoderamento feminino. Assim, celebra a contribuição das mulheres no campo. Estamos comprometidos em apoiar todos os produtores rurais. Ao mesmo tempo, reconhecemos e valorizamos o papel essencial que as mulheres desempenham na agricultura moderna.”

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Série S6: o “gigante” com economia e prêmios

    O destaque principal é a Série S6. Ela é a família de tratores de maior potência da Valtra. A linha foi criada para quem precisa de torque responsivo e confiável. Além disso, tem baixo custo de operação. Os modelos S346, S376 e S416 chegam com potências de até 425 cv. O torque vai a 1.750 Nm. O motor AGCO Power de 8,4L tem novo sistema de admissão de ar com turbo único. Isso significa 7% menos rotações. Também traz 10% a 15% menos consumo de combustível.

    A transmissão CVT da Valtra garante aceleração suave. Ela evita interrupções. Assim, é ideal para campo e transporte. Não é à toa que o S6 ganhou prêmios. Entre eles, o Good Design Award, o iF DESIGN AWARD e o Red Dot Award: Design de Produto 2025. Gustavo compara o trator a uma roupa. “Esse trator foi desenvolvido com uma filosofia única. É como uma roupa que se veste no operador. A experiência de operação é, sem dúvida, algo surreal. Quando falamos em conforto e capacidade operacional para grandes jornadas, o S6 estabelece um novo padrão.”

    Plantio inteligente: trator Q5 e plantadeira Momentum

    Outro ponto forte é o conjunto de plantio. Ele inclui o trator Q5 (de 265 cv a 305 cv) e a plantadeira Momentum. O Q5 vem com motor AGCO Power de 7,4 litros. Também traz transmissão CVT. Além disso, tem tecnologia SmartTurn para manobras automáticas de cabeceira. Isso acontece sem o operador precisar intervir. Por consequência, traz mais precisão e eficiência.

    A Momentum tem até 24 linhas de plantio. Ela conta com o Sistema Precision Planting. Esse foi eleito a melhor tecnologia de singulação do mercado. A plantadeira controla a população de sementes em tempo real. Também distribui a carga com Weight Transfer. Assim, garante profundidade homogênea na deposição. “Oferecemos tratores, plantadeiras, pulverizadores e todas as soluções necessárias. Tudo para que o produtor rural tenha a melhor rentabilidade possível”, destaca Gustavo.

    Pulverizador e tratores versáteis para economia

    Para quem busca eficiência em pulverização, o BS2225H HiTech entrega autonomia e produtividade. Ele vem com motor AGCO Power de 4 cilindros. Também traz transmissão 4×4. Além disso, tem barra de até 30 metros. Já para versatilidade, a Valtra trouxe a Série A2R. Ela oferece economia de até 10% em combustível. Também tem capacidade de levante 6% superior. Por fim, a A4 HiTech foca economia por hectare. Ela traz até 12% de economia, com modos inteligentes de operação.

    Gustavo reforça o legado da marca. “A Valtra foi responsável pela primeira fábrica de tratores do Brasil. Ela fica localizada em Mogi das Cruzes (SP). Essa fábrica continua operando até hoje. Além disso, representa o coração da nossa produção. Lá, fabricamos não apenas os tratores. Também produzimos os motores de todas as nossas máquinas. E, por fim, montamos os pulverizadores.”

    Expectativa alta no Paraná

    A expectativa da Valtra é a melhor possível. “O estado do Paraná sempre nos recebeu bem. Além disso, nossos clientes — que carinhosamente chamamos de ‘Valtreros’ — são parte fundamental dessa história. Neste ano, as lavouras do Paraná estão mostrando produtividade muito expressiva. Por isso, estamos preparados com todos os produtos da Valtra. Assim, vamos auxiliar o produtor rural da melhor maneira possível. Nosso objetivo é contribuir para o desenvolvimento da cultura agrícola. E, ao mesmo tempo, garantir rentabilidade no negócio de cada cliente”, conclui Gustavo.

  • MF 8S Xtra chega com hélice reversível e foco em produtividade

    MF 8S Xtra chega com hélice reversível e foco em produtividade

    O MF 8S Xtra com hélice reversível foi o principal destaque da Massey Ferguson no Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel (PR), entre os dias 9 de 13 de fevereiro. A máquina chega com foco em produtividade e agricultura de precisão. Além disso, a marca levou a versão base do MF 4700 e o novo MF 7718, da série MF 7700 Dyna-6.

    Segundo a empresa, o evento funciona como uma vitrine importante no começo do ano. Por isso, o evento ajuda a medir o ritmo do mercado. Ao mesmo tempo, o setor ainda sente o peso do crédito.

    “A gente brinca que essa feira é o termômetro do Brasil, porque é a primeira feira oficial que nós temos. Mesmo com as dificuldades de taxa de juros, viemos com campanhas bem agressivas e com boa expectativa”, afirmou Renata Obara, gerente de Vendas da Massey Ferguson, em entrevista no estande da empresa.

    De acordo com Renata, o objetivo é atender diferentes perfis de propriedade. “A gente vem com portfólio completo, com tratores de 35 cavalos até acima de 400 cavalos”, disse. Além disso, ela adiantou que 2026 deve ser um ano movimentado para a marca. “Temos mais ou menos 11 lançamentos, e três já começam nesta feira. Ao longo do ano, vamos levar esses lançamentos para as principais feiras do Brasil”, completou.

    MF 8S Xtra: menos parada no talhão

    MF 8S Xtra – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O MF 8S Xtra chega como evolução da série MF 8S. Ele traz novo design e tecnologias para ampliar a disponibilidade da máquina no campo. Assim, a promessa é melhorar o rendimento na operação. Também há foco em conforto e manutenção.

    O principal diferencial é a hélice reversível. Na prática, ela ajuda a reduzir o acúmulo de sujeira no capô. Isso faz diferença, principalmente, em áreas com palhada de soja e milho. Além disso, o acionamento é feito diretamente na cabine. Ou seja: o operador não precisa parar para limpeza manual com tanta frequência.

    “É um recurso muito pedido pelo produtor. Com a hélice reversível, o operador evita parar para limpar manualmente. Com isso, ganha eficiência operacional. E ainda pode reduzir consumo de combustível”, explicou Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

    Segundo a empresa, o MF 8S Xtra será oferecido com potências de 265 cv, 285 cv e 305 cv. O trator vem com transmissão Dyna-VT (CVT). Além disso, mantém o conceito Protect-U, com vão de 24 cm entre motor e cabine. Esse sistema, de acordo com a fabricante, reduz ruído (68 dB), calor e vibrações. Por consequência, melhora o conforto e a visibilidade de 360°.

    MF 4700 base mira citros e pecuária

    MF 4700 – Foto: Pedro H. Lopes

    A Massey Ferguson também apresentou a versão base do MF 4700. A proposta, aqui, é entregar um trator robusto e fácil de operar. Por isso, o modelo é indicado para atividades como citros e pecuária.

    O trator mantém motor AGCO Power, com gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler. Além disso, traz transmissão 12×12 com reversor mecânico. Esse conjunto favorece operações com muitas manobras. Segundo a empresa, o MF 4700 base tem capacidade de levante de 3.000 kg. A vazão hidráulica é de 65 L/min. Já a cabine oferece visibilidade de 360°.

    MF 7718 chega com 180 cv e preparo para piloto automático

    MF 7718 – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Na linha MF 7700, a marca levou o MF 7718 Dyna-6, com motor de seis cilindros e 180 cv. O trator vem equipado com transmissão Dyna-6 (24×24). Assim, oferece trocas automáticas de marcha e bom desempenho em diferentes tarefas.

    Outro ponto é que o modelo já sai de fábrica preparado para piloto automático. Desse modo, o produtor pode evoluir a tecnologia conforme a necessidade. Além disso, o sistema hidráulico tem vazão de 150 L/min. A configuração foi dimensionada para implementos mais exigentes, como plantadeiras pneumáticas. O MF 7718 será disponibilizado em três versões: grãos, cana-de-açúcar e arrozeiro.

    Tecnologia para aumentar eficiência

    Por fim, a empresa reforçou a estratégia de ampliar soluções de agricultura de precisão no campo. Lucas citou recursos como telemetria, guidance (piloto automático), controladores de plantio e corte de seção. Além disso, ele apontou aplicações com aplicação seletiva na pulverização, usando câmeras para aplicar produto apenas onde precisa.

  • Proximidade e crédito justo dão fôlego ao produtor em 2026

    Proximidade e crédito justo dão fôlego ao produtor em 2026

    A solidez do sistema cooperativista, a leitura cautelosa do cenário econômico e a aposta no relacionamento próximo com o produtor rural marcaram a coletiva do Sicoob na 38ª Show Rural Coopavel, realizada em Cascavel, no Oeste do Paraná. Executivos nacionais e regionais detalharam os resultados do sistema, os desafios para 2026 e as estratégias para seguir apoiando o agronegócio, especialmente em um momento de instabilidade do sistema financeiro tradicional.

    Participaram da coletiva Miguel de Oliveira, presidente do Conselho de Administração do Centro Cooperativo do Sicoob (CCS); Ênio Meinen, diretor de Coordenação Sistêmica, Sustentabilidade e Relações Institucionais do Sicoob (CCS); Luciano Ribeiro, superintendente de Desenvolvimento de Agronegócios do Sicoob (CCS); Jean Rodrigues, presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Unicoob; Márcio Gonçalves, diretor-presidente do Sicoob Unicoob; Carlos Schlick, diretor de Negócios do Sicoob Central Unicoob; Wady Cury, diretor-executivo da Unicoob Corretora de Seguros; Francisco Puton, diretor-superintendente da Unicoob Administradora de Consórcios; Michel Tamura, gerente de Agronegócios e PJ do Sicoob Unicoob; e Gizélio Linhares, presidente do Conselho do Sicoob Credicapital.

    Solidez nacional com presença local

    Representando o Sicoob nacional, Miguel de Oliveira destacou a dimensão do sistema, hoje formado por 321 cooperativas, com 9,5 milhões de cooperados em todo o Brasil. Segundo ele, a presença em mais de 420 municípios, muitos deles atendidos exclusivamente pelo cooperativismo de crédito, é um diferencial estratégico. “Os bancos convencionais não têm tanto interesse e nós estamos presentes onde a comunidade precisa”, afirmou.

    O agro segue como pilar central. Entre 30% e um terço da carteira de crédito do Sicoob está ligada ao agronegócio. Para o Plano Safra, o sistema destinou R$ 60 bilhões, dos quais cerca de R$ 40 bilhões já foram entregues, beneficiando aproximadamente 176 mil famílias, sobretudo pequenos e médios produtores.

    Crédito sob medida e olho no olho

    Luciano Ribeiro ressaltou que muitas cooperativas do sistema nasceram no campo e mantêm essa origem como valor. Ele destacou o crescimento da carteira de crédito rural, que saltou de R$ 17 bilhões, há seis anos, para R$ 93 bilhões atualmente. “Conhecemos a família do produtor rural, sabemos de onde ele veio, quem ele é. Isso permite adequar as linhas de crédito à real necessidade do produtor”, disse.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Mesmo com o avanço da digitalização, o Sicoob segue ampliando a rede física. A maior rede de agências do País garante proximidade, renegociação quando necessário e agilidade. Em algumas operações, o crédito pode ser liberado em menos de 48 horas.

    Paraná em destaque no cooperativismo

    No recorte estadual, Jean Rodrigues apresentou um panorama do Sicoob no Paraná, formado por 15 cooperativas, sendo 13 atuantes diretamente no Estado, com cerca de 900 mil cooperados e mais de 400 agências. “O agro é prioridade. Trabalhamos com inovação, tecnologia e sustentabilidade, porque produzir mais com menos é o caminho”, afirmou.

    Márcio Gonçalves reforçou o modelo cooperativista como fator de segurança. “Temos um dos menores níveis de inadimplência do País porque orientamos o cooperado. Aqui, ele é sócio, participa e decide”, disse, ao lembrar a relação histórica do Sicoob com a feira.

    Números da feira e impacto regional

    Carlos Schlick destacou o desempenho recorde na feira. A expectativa inicial era de R$ 2 bilhões em negócios, mas o volume já ultrapassou R$ 3 bilhões antes do encerramento, com projeção de superar R$ 4 bilhões. As mesmas condições oferecidas no parque tecnológico também estão disponíveis nas agências, beneficiando produtores em plena colheita.

    Para Gizélio Linhares, mais do que o crédito, o impacto está na riqueza gerada. “Desenvolvimento acontece quando o produtor investe, paga o crédito e ainda vê o dinheiro sobrar para melhorar a vida da família e expandir o negócio”, afirmou.

    Segurança além do financiamento

    O Sicoob também levou à feira soluções em seguros e consórcios. Wady Cury resumiu o papel do seguro rural: “A agricultura é a arte de saber esperar; o seguro é a arte de tranquilizar”. Já Francisco Puton destacou o consórcio como alternativa eficiente para quem planeja investimentos, com taxas mais atrativas e fortalecimento do relacionamento cooperativo.

    Ao final, a mensagem foi direta ao produtor: em um cenário desafiador, o cooperativismo de crédito se mantém ao lado do campo, oferecendo segurança, justiça financeira e parceria de longo prazo.