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  • Trigo criado por cientistas brasileiros é apresentado hoje ao público

    Trigo criado por cientistas brasileiros é apresentado hoje ao público

    O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em Londrina, sedia, hoje (09/08), o dia de campo voltado para cultivos de inverno, destacando a apresentação de duas novas cultivares: o triticale IPR Goitacá e o trigo BRS Coleiro. O evento, que tem como público-alvo técnicos, produtores e estudantes de ciências agrárias, oferecerá inscrições diretamente no local.

    Durante o encontro, os participantes poderão discutir oportunidades e desafios da safra de inverno. O foco é a qualidade do produto e sua valorização no mercado. Além disso, haverá debates técnicos sobre o controle de plantas daninhas e o uso de redutores de crescimento nas culturas.

    A cultivar de triticale IPR Goitacá, com potencial produtivo elevado, alcançou cerca de 6,5 toneladas por hectare em ensaios experimentais. “Com ciclo médio, essa variedade chega à colheita em aproximadamente 120 dias, oferecendo porte médio e excelente tolerância ao acamamento”, afirma um dos responsáveis pelo desenvolvimento da cultivar.

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    Além disso, a IPR Goitacá apresenta boa sanidade, resistência ao oídio e à bacteriose. Também apresenta resistência moderada à ferrugem da folha e às manchas foliares, embora seja suscetível ao vírus do nanismo amarelo da cevada (VNAC).

    Substituição de produtos químicos

    O triticale, resultado do cruzamento entre trigo e centeio, tem aplicações na indústria de alimentos integrais, conferindo crocância a pães e biscoitos. Ou seja, o triticale pode substituir aditivos químicos. Além disso, é uma alternativa ao milho em silagem e rações para alimentação animal, além de ser indicado para cobertura do solo e diversificação de culturas.

    Por sua vez, a cultivar de trigo BRS Coleiro, desenvolvida pela Embrapa, se destaca, por exemplo, pelo ciclo médio de 64 dias para espigamento e precoce para maturação fisiológica, completando o processo em 111 dias. “Essa característica atrai os produtores, pois permite melhor planejamento da safra de soja”, comenta um especialista da Embrapa. Sendo assim, A BRS Coleiro também oferece resistência ao acamamento, crestamento e oídio, com moderada resistência à giberela e manchas foliares. Seus grãos extraduro possuem alta força de glúten e são indicados para a produção de massas, pão industrial e pão francês.

    Portanto, ambas as cultivares, IPR Goitacá e BRS Coleiro, são recomendadas para cultivo nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, com sementes disponíveis para a safra de 2025. O dia de campo é uma iniciativa conjunta do IDR-Paraná, Embrapa e Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa Agropecuária, entidade formada por produtores de sementes que promove a experimentação agrícola.

    Serviço:

    • Dia de campo de cereais de inverno
    • Data: 9 de agosto, sexta-feira
    • Horário: 8 horas
    • Local: Sede do IDR-Paraná em Londrina (Rodovia Celso Garcia Cid, km 375 – saída para Curitiba)
    • Inscrições: No local
  • Exportações de carne suína do Brasil batem recorde

    Exportações de carne suína do Brasil batem recorde

    As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram o melhor primeiro semestre da história, com total de 613,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, o dado supera em 4,1% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 589,8 mil toneladas.

    Resumindo, em receita as exportações de carne suína totalizaram US$ 1,300 bilhão no mesmo período comparativo (janeiro a junho), número 8% menor em relação à 2023, com US$ 1,413 bilhão.

    Considerando apenas o mês de junho, as vendas internacionais de carne suína totalizaram 107,1 mil toneladas. Ou seja, número 1,4% menor do que o total exportado no sexto mês de 2023, com 108,6 mil toneladas. A receita gerada no período chegou a US$ 235,3 milhões, número 11% menor que o total exportado no ano anterior, com US$ 264,3 milhões.

    “Neste primeiro semestre vimos um redesenho das exportações de carne suína do Brasil. Antes responsável por mais de 50% de nossas exportações, os embarques para a China têm retraído e sido substituídos pelas vendas para outros mercados relevantes. Como é o caso das Filipinas, do Japão, que assumiram respectivamente o segundo e terceiro lugares como maiores importadores em junho. Desta forma, o fluxo se manteve positivo e a tendência é de fechamento com alta em volumes exportados neste ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    Exportação de carne suína por estado

    No levantamento por estado, Santa Catarina segue como principal exportador de carne suína do Brasil, com 337 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho. Ou seja, o número é 5,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar vem o Rio Grande do Sul, com 131 mil toneladas (-2,5%). Na sequencia vem o Paraná, com 80,2 mil toneladas (-1,6%). Depois estão Mato Grosso, com 17,5 mil toneladas (+40,3%) e Mato Grosso do Sul, com 12,6 mil toneladas (-2,8%).

    Países compradores

    No levantamento por país, a China foi destino de 127,9 mil toneladas no primeiro semestre deste ano (-40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior). Sendo seguida por Filipinas, com 84,2 mil toneladas (+65,3%), Hong Kong, com 51,9 mil toneladas (-15,1%). Na sequência estão Chile, com 50,3 mil toneladas (+21,7%), Singapura, com 41,4 mil toneladas (+19,5%) e Japão, com 37,5 mil toneladas (+107,3%).

    “Vale destacar, também, o contínuo crescimento das exportações para todos os países da América do Norte e na América do Sul. Com incrementos importantes nas vendas para o Chile e Peru. São indicadores da nova estratégia brasileira, que tem investido cada vez mais na ampliação da capilaridade das exportações de carne suína”, destaca Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

  • Produção de laranja – governo amplia emergência fitossanitária

    Produção de laranja – governo amplia emergência fitossanitária

    O governo do Paraná prorrogou por 180 dias a emergência fitossanitária no estado para intensificar o combate ao greening, uma das principais pragas que afetam a citricultura no mundo. A medida busca dar maior mobilidade e agilidade às ações de controle da doença, que vem se agravando nos últimos anos.

    Desde que as ações de combate se iniciaram, há cerca de dois anos, o governo erradicou quase 280 mil plantas cítricas e ornamentais nas regiões Noroeste e Norte do estado.

    As boas práticas recomendadas contra a doença incluem a erradicação de plantas doentes e o plantio de mudas sadias de viveiros registrados. Além disso, o controle eficiente do inseto vetor (psilídeo Diaphorina citri) com produtos biológicos e químicos também é recomendado.

    Decreto fitossanitário

    “Em primeiro lugar, o decreto de emergência fitossanitária é um instrumento forte e necessário, desejado por toda a cadeia da citricultura. Isso possibilita medidas efetivas para controlar o problema e garantir a continuidade da citricultura, importante para a economia e sociedade do Paraná,” afirmou o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza.

    Um balanço das ações foi apresentado na última semana durante reunião da Câmara Técnica de Citricultura em Paranavaí, em complemento ao decreto de emergência fitossanitária. “Buscamos reforçar o envolvimento dos técnicos de empresas públicas e privadas. O objetivo é garantir que a atuação política respalde e fortaleça o trabalho realizado,” disse a citricultora e engenheira agrônoma Marlene Calzavara.

    Foto: Divulgação – AEN/Jaelson Lucas

    Um grupo de trabalho foi criado para tratar do greening, detectado no Brasil recentemente. Com o recrudescimento da doença a partir de 2022, a discussão foi intensificada e o grupo transformado na Câmara Técnica da Citricultura em 2023. “Antes, o índice de contaminação era de 1%, aceitável, mas subiu para 10% e, em alguns casos, até 20% da propriedade,” salientou Marlene.

    Operação Big Citrus

    A operação envolveu conscientização, fiscalização e reforço nas medidas de prevenção e controle do greening.  40 servidores atuaram em 24 municípios dos núcleos de Apucarana, Cornélio Procópio, Ivaiporã, Londrina, Maringá, Paranavaí e Umuarama.

    Desde então, a equipe de fiscalização realizou 409 inspeções em propriedades comerciais de citros, 376 em áreas não comerciais e duas em viveiros clandestinos.

    Além disso, eles aplicaram mais de 200 notificações para que os proprietários erradicassem as plantas sintomáticas ou apresentassem um plano de manejo para controlar o HLB (Huanglongbing) e o inseto vetor.

    “O setor público reforça a importância de o setor privado contribuir integralmente para seu próprio sucesso,” afirmou Paulo Marques, chefe da Divisão de Sanidade da Fruticultura da Adapar. Ele também destacou o trabalho do setor público contra o comércio irregular de mudas cítricas, que fomenta a implantação de pomares sem acompanhamento técnico, arriscando toda a atividade. O setor público também emitiu 20 autos de infração.

    O greening

    O greening é uma praga grave que afeta severamente a citricultura devido à sua rápida disseminação e dificuldades de controle. A bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus (CLas) é o principal agente causal da doença, no Brasil e ataca diversas espécies cítricas. A transmissão acontece pelo psilídeo asiático dos citros Diaphorina citri Kuwayama.

    A praga causa queda prematura dos frutos, reduzindo a produção e podendo levar à morte precoce das plantas.

    Por exemplo, os frutos ficam menores, deformados, com sementes abortadas, açúcares reduzidos e acidez elevada, depreciando o sabor e o valor comercial, tanto para consumo in natura quanto para processamento industrial.

    Renato Rezende Young Blood, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, explicou que o greening atinge com mais intensidade os primeiros 50 metros dos pomares. “As pequenas propriedades são mais afetadas, pois têm mais borda proporcional às suas áreas,” disse ele. “Por isso, é importante um bom trabalho de controle nas bordaduras, onde a Adapar age com mais efetividade.”

    Atualmente, além da proibição de mudas de viveiros irregulares, o uso de quebra-ventos, adensamento do plantio, adubação, irrigação de qualidade e cobertura vegetal ajudam no desenvolvimento rápido da planta. Isso reduz a exposição ao inseto, pois a transmissão é mais comum em brotos.

    Controle biológico

    A Tamarixia radiata, uma vespa parasitoide criada em laboratório, é um inimigo biológico eficaz no controle do psilídeo dos citros. Desde 2016, mais de 10 milhões de vespas foram liberadas no Paraná em áreas marginais a aproximadamente 60 municípios com propriedades citrícolas comerciais.

    No campo, as vespas procuram os ninhos da Diaphorina citri para se reproduzir, depositando ovos embaixo das ninfas, que servirão de alimento para as larvas.  Ou seja, cada vespa pode eliminar até 500 psilídeos, reduzindo significativamente o número de vetores e, consequentemente, a incidência da doença do greening.

    A liberação de T. radiata no entorno dos pomares pulverizados é um importante aliado no controle da doença em áreas abandonadas, sítios e residências com árvores cítricas no quintal ou com as plantas ornamentais. Portanto é importante eliminar  tambpem vetores de transmissão comuns em áreas públicas e cemitérios, que também são focos de psilídeos.

  • Maior oferta: preço do milho está em queda

    Maior oferta: preço do milho está em queda

    Os preços do milho estão em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A colheita da segunda safra em ritmo mais adiantado este ano elevou a oferta do cereal em muitas praças, como Paraná e Mato Grosso.

    Parte dos produtores de milho está mais flexível nas negociações de novos lotes, mas demandantes limitam as compras, priorizando o recebimento do milho já adquirido antecipadamente. Além disso, a disponibilidade global na atual temporada está elevada, tendo em vista as maiores produções nos Estados Unidos e na Argentina.

    Mesmo com a valorização do dólar, não foi suficiente para conter os recuos do grão no spot. O avanço da moeda norte-americana pode elevar a paridade de exportação e permitir altas nas cotações internas.

    Dolár em alta

    A recente valorização do dólar, que atingiu seu nível mais alto frente ao real em cerca de 18 meses, está influenciando o mercado de milho, em Mato Grosso. Este movimento ocorre durante uma colheita acelerada da segunda safra, antecipando o período tradicional de exportações mais intensas.

    Portanto, especialistas do setor acreditam que os embarques de milho brasileiro não devem superar as expectativas em junho. Sendo assim, analistas preveem que o aumento significativo nas exportações deve ocorrer entre julho e agosto, quando os portos mudam seu foco da soja para o milho.

  • Domingo de frio intenso, geada e temperatura de -5°C

    Domingo de frio intenso, geada e temperatura de -5°C

    O sul do Brasil enfrenta um intenso frio neste domingo (30/06), com temperaturas que podem chegar a -5°C em algumas regiões. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que os próximos dias reservam ainda mais frio, com possibilidade de geada intensa.

    Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão entre estados mais afetados pela intensa massa de ar polar. Nas regiões de campanha e na serras gaúcha e catarinense, os termômetros vão registrar temperaturas negativas.

    Foto: Divulgação – Alberto Farber Junior

    A mudança de direção e a intensificação dos ventos, vai causar baixa sensação térmica e acentuar o frio em todas as áreas do Sul do País. Esses fatores, combinados com ventos predominantes da faixa leste do estado gaúcho,  devem a ajudar a represar a água no lago Guaíba nesse gelado domingo.

    Reprodução: Inmet – Temperaturas negativas entre 0°C e -5°C
    Reprodução: Inmet – geadas intensas na região Sul

    Riscos na agricultura

    Para os agricultores, os riscos são evidentes. Hortaliças, incluindo as folhosas, necessitam de cuidado especial, com recomendação para manter os aspersores ligados até o amanhecer, criando uma camada de vapor que protege as plantas do congelamento. Já para os produtores de morango, é crucial cobrir as plantas com plástico branco leitoso, formando túneis que preservem as frágeis flores contra o frio severo.

    Foto: Divulgação – Epagri/Elenice de Almeida

    A preocupação se estende também aos produtores de mandioca e aipim, que devem proteger as ramas em locais apropriados para evitar danos às futuras safras. No caso das mudas, é essencial mantê-las abrigadas em viveiros, com umidade controlada para evitar choques térmicos prejudiciais.

    Cuidados na pecuária

    Na pecuária, o impacto do frio intenso é igualmente severo. Com o gado de corte, a principal preocupação é com o crestamento das pastagens, que é a queima da parte vegetativa em decorrência de geadas muito fortes.

    Na região do Planalto Sul, onde se pratica a integração lavoura-pecuária em larga escala, esse mesmo dano pode ocorrer também em pastagens cultivadas. Portanto, a recomendação é usar o máximo da pastagem para alimentar o gado ainda antes do frio intenso, principalmente nos casos onde se cultiva aveias, que são mais sensíveis a frios intensos.

    Foto: Divulgação – Epagri

    Em relação ao gado de leite, a atenção principal são os animais parindo e as crias que devem ser abrigados em locais secos e sem vento. Para proteger os rebanhos adultos do frio, a recomendação é leva-los para locais com árvores, tanto nativas como sistemas silvipastoris, que vão funcionar como quebra-vento.  Entretanto, na alimentação, em caso de danos nas pastagens cultivadas, especialmente aveia, recomenda-se a utilização de outras fontes de alimento, como silagem e feno.

    Abelhas sofrem com frio intenso

    Até as abelhas sofrem com o inverno rigoroso, com risco de resfriamento dos ninhos e morte das larvas. Os apicultores devem evitar abrir as colmeias desnecessariamente, pois isso pode resultar em perda de calor e comprometer a sobrevivência das colônias.

    Criação de peixes pode ter prejuízo

    Na criação de peixes, o cenário não é diferente. Temperaturas abaixo de 13°C podem levar a estresses e doenças, afetando espécies como as tilápias. Ou seja, recomenda-se suspender manejo, alimentação e fertilização durante o período de frio para minimizar o impacto negativo.

    Assim, diante das baixas temperaturas previstas para este domingo, é fundamental que os agricultores, pecuaristas e apicultores estejam preparados para proteger suas produções e animais, mitigando os danos causados pelo rigoroso frio desse domingo.

  • Feijão está quase 45% mais barato do que no ano passado

    Feijão está quase 45% mais barato do que no ano passado

    Em maio, o preço do feijão-carioca caiu quase 16% em relação a abril. A saca de 60kg foi vendida por R$151,54, contra R$180,97 no mês anterior. Já o feijão-preto teve uma queda de 5%, com o preço passando de R$199,94 para R$189,61. Em relação ao ano anterior, a saca de feijão-carioca desvalorizou 42,9% e a de feijão-preto caiu 11,7%.

    Oferta Alta Influencia Preços

    A safra de feijão 2023/2024 de Santa Catarina foi totalmente colhida. Os dados sobre área plantada, produção e produtividade estão em fase de fechamento. Entretanto, os números preliminares indicam uma produção de 116 mil toneladas, somando primeira e segunda safras. As informações são do Boletim Agropecuário de junho.

    Relação positiva para produtores catarinenses

    Mesmo com as enchentes afetando a produção gaúcha, a safra paranaense superou expectativas. Apesar disso, a relação produção-preço é positiva para os produtores catarinenses, especialmente para a segunda safra de feijão-preto. Conforme o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, João Alves, essa movimentação do mercado se deve à manutenção da oferta em patamares elevados.

    Crescimento na Produção e Área Plantada

    O resultado representa um crescimento de 1,76% em comparação com a safra anterior. Esse aumento se deve, principalmente, ao crescimento de 6% na área plantada, que chegou a 63,5 mil hectares.

    Panorama Nacional

    De acordo com a Conab, a área plantada com feijão segunda safra no Brasil cresceu 10,6%.  Assim como, a produtividade média deve aumentar 13,2% e a produção cerca de 25,2%. Considerando as três safras nacionais, a temporada 2023/24 deve alcançar 3,3 milhões de toneladas, 9,5% a mais que a safra anterior.

  • Leite longa vida e leite em pó registram tendência de alta

    Leite longa vida e leite em pó registram tendência de alta

    Os dois dos principais derivados lácteos ficaram mais caros no varejo paranaense. O leite em pó e o leite longa vida subiram 1,61% e 5,86%, respectivamente, no mês de maio. No entanto, quando comparados a maio de 2023, os valores estão mais baixos.

    O maior custo de produção e o volume de captação reduzido nessa época do ano costumam contribuir para elevar os preços pagos aos produtores. Consequentemente, faz com que o consumidor pague mais caro no supermercado. Segundo a estimativa, é provável que a alta ainda se estenda inverno adentro. O impacto é a limitação da demanda e diminuição do espaço desses alimentos na mesa da população.

    Apesar disso, na comparação com maio de 2023, os preços estão 5,73% e 4,71% mais baixos para o leite em pó e o leite longa vida, respectivamente. É provável que os aumentos sejam contidos; com a previsão de um inverno menos rigoroso e com os menores preços dos grãos em 2024. Sendo assim, diminui o risco de atingir patamares como os de 2022, quando o preço do litro de leite longa vida chegou a R$ 6,96 na média estadual, durante o auge da estação.

    As informações sobre o preço do leite são do Boletim de Conjuntura Agropecuária elaborado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab.

  • Acompanhe o Leilão Matrizes Nelore P.O.

    Acompanhe o Leilão Matrizes Nelore P.O.

    Acompanhe a partir das 10 horas da manhã o Leilão Matrizes Nelore P.O., direto de Londrina, Paraná.

    Serão cento e cinqüenta matrizes paridas e prenhes, em um evento organizado p ela Nelore Cometa, e tendo com Leiloeiro o grupo Programa Leilões.

    Acompanhe o leilão pelo canal Agro +, disponível nas operadoras Claro, Vivo, Sky e Oi, e também pelo Canal do Criador e Remate Web.

    Os interessados em participar do Leilão Matrizes Nelore podem ver os animais ofertados clicando no link abaixo:

    Além disso, o catalogo em PDF está no link https://programaleiloes.com/leilao/download/18339-catalogo-do-leilao-em-pdf

    A Nelore Cometa é uma referência na genética avançada especializada em Nelore PO, possuindo avaliações dos principais programas em genética do país. Fundado em 1967, o grupo tem quase cinquenta anos de trabalho. Além disso, a Nelore Cometa utiliza a moderna ferramenta de Avaliação Genômica dos Animais. Os animais são testados, em parceria com a Zoetis, e os resultados além de comporem o Índice Clarifide, são enviados para o PMGZ onde compõem as estimativas das DEP’s, contribuindo de maneira importante com o aumento da confiança (acurácia) das estimativas. Entretanto, a utilização desta ferramenta possibilita a identificação de animais superiores em idade jovem, e ao multiplica-los através da FIV, o ganho genético da população aumenta bastante

    Os principais leilões do Brasil você fica sabendo aqui no Agro Em Campo.

     

  • Inovação para uma agricultura mais sustentável

    Inovação para uma agricultura mais sustentável

    A transformação vivenciada no setor agrícola com a revolução tecnológica foi o tema principal da Connect Week 2024. Automação, inteligência artificial, big data, rastreabilidade e bioinsumos, entre outras inovações, também foram destaques do painel para uma agricultura mais sustentável.

    O diretor-técnico da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Benno Henrique Doetzer, reafirmou o compromisso do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) com a promoção de práticas agrícolas avançadas e sustentáveis. ” Antes de tudo, devemos posicionar o agronegócio brasileiro na vanguarda das inovações tecnológicas globais”, disse.

    Divulgação: Foto – Alessandro Casagrande/Adapar

    O gerente de Inovação do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), Sérgio José Alves, destacou que as tecnologias emergentes precisam estar à disposição das novas gerações. Segundo ele, é a partir da adoção do moderno no meio rural que os jovens lá permanecerão. “Em primeiro lugar, essas tecnologias não apenas aumentam a eficiência, mas promovem uma agricultura mais sustentável e responsável, essencial para atender as demandas de uma população mundial crescente”, afirmou.

    Meio ambiente e Bioinsumos

    A pesquisadora em Fitopatologia do IDR-Paraná, Sandra Cristina Vigo, salientou a importância dos bioinsumos para uma proteção mais sustentável das lavouras. Em primeiro lugar o foco é promover uma agricultura mais ecológica e eficiente no combate a pragas e doenças. “Os bioinsumos interferem positivamente no crescimento, no desenvolvimento, no mecanismo de resposta de plantas e são ótimos defensores contra pragas”, afirmou.

    Divulgação: Foto – Giuliana Artigas/IDR-Paraná

    O advogado e doutor em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rafael Ferreira Filippin reforçou a importância da tecnologia aliada à criatividade humana. Sendo assim, o objetivo é garantir a transparência e a conformidade dos produtos agrícolas com as exigências ambientais internacionais.

    No entanto, ele ressaltou que apenas as tecnologias não bastam. “As plataformas tecnológicas não conseguirão demonstrar aos mercados europeus que os produtos brasileiros estão livres de desmatamento se não existirem profissionais capacitados”, concluiu.

    A Connect Week 2024, em Curitiba, é um dos maiores eventos do país voltados à tecnologia e conta com apoio do Governo do Paraná. Além da tecnologia, tem foco no processo de melhoria da sustentabilidade, produtividade e competitividade no campo.

  • Paraná lança programa bilionário para cidades e agro

    Paraná lança programa bilionário para cidades e agro

    O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou um pacote de R$ 2,5 bilhões em novos investimentos para 80 municípios do Paraná. O foco são as cidades com os menores índices de desenvolvimento do estado. Os recursos fazem parte do programa Rota do Progresso e estão separados em nove eixos programáticos. O programa bilionário tem o objetivo de estimular a economia, a geração de emprego e levar mais qualidade de vida à população dessas cidades

    Ratinho Junior destacou que o Governo do Paraná fará investimentos para melhorar o padrão de vida dos pequenos e médios municípios paranaenses. “Sendo assim, estamos fazendo um programa que liga várias áreas, para atender 80 cidades que por algum motivo, ao longo da história, não acompanharam o desenvolvimento econômico e social do Estado. Queremos que tenham o mesmo padrão de qualidade de vida das demais”, disse.

    As ações multissetoriais vão beneficiar as localidades com menor Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM), indicador desenvolvido pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O órgão será o responsável por acompanhar a aplicação das ações que constam no programa e medir o avanço dos indicadores.

    Foco na agricultura

    Como a agricultura é a principal atividade econômica de muitas dessas cidades paranaenses, o programa conta três linhas de ação distintas. O plano é desenvolver o setor, com foco principal nos produtores familiares.

    O governo destinará cerca de R$ 24 milhões, com R$ 300 mil por município, para estimular a geração de renda de acordo com a vocação econômica de cada região. Sendo assim, inclui investimentos em extensão rural e na produção, beneficiamento e comercialização de produtos que agreguem valor à produção.

    Além disso, o setor agropecuário também engloba R$ 380 milhões em obras para a pavimentação de estradas rurais. Sendo que o foco principal é em trechos de serra que dificultam o escoamento da safra devido às más condições.

    Industrialização

    Um dos eixos do programa diz respeito à industrialização, com a liberação de R$ 1 bilhão de crédito tributário, antecipando esse pagamento às empresas que tenham crédito de exportação com o Estado.

    O secretário estadual do Planejamento, Guto Silva, explicou que foi pensado um projeto multissetorial para prestar um auxílio mais agudo do Estado a esses municípios. “É um grande investimento para induzir o desenvolvimento e mudar a realidade, gerar empregos e renda e fazer com que se desenvolva como um todo e de forma igualitária”, salientou.

    Programas Sociais

    O governo destinará outros R$ 30 milhões para priorizar a aquisição de itens para programas sociais, como o Comida Boa e o Mais Merenda. Projetos que são produzidos nas 80 cidades.

    Cada um dos 80 municípios receberá, ao menos, um novo barracão industrial, orçado em aproximadamente R$ 600 mil, totalizando mais R$ 48 milhões. As empresas relacionadas à vocação produtiva de cada cidade podem ocupar as estruturas, com foco na geração de empregos.

    Por exemplo, faz parte da iniciativa a confecção de um Plano de Desenvolvimento por Cidade através da Universidade Sem Fronteiras, coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Outros R$ 62 milhões são do programa Talento Tech. Esse programa tem foco na educação e tecnologia, oferecendo 3 mil bolsas de estudo para alunos dos ensinos Médio e Superior de 50 municípios.