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  • Sol e chuva no Sudeste e ventos intensos no Sul 

    Sol e chuva no Sudeste e ventos intensos no Sul 

    O Sul do Brasil enfrenta chuva forte e ventos de até 100 km/h neste fim de semana, devido a uma baixa pressão entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Ou seja, o fenômeno, previsto para esta sexta-feira (6), deve causar instabilidade em várias regiões do país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    No Sul, acumulados superiores a 100 milímetros devem atingir o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná. A intensidade das chuvas levou o Inmet a emitir um alerta laranja, classificando-as como perigosas. Nas demais áreas do Paraná, também deve chover, mas os volumes não ultrapassam 50 milímetros por dia.

    Os temporais devem persistir até segunda-feira (9), acompanhando a tendência de dezembro, que começou quente e chuvoso em boa parte do Brasil.

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    Sol e chuva: dezembro promete chuvas acima da média

    A previsão para o último mês do ano reforça dias marcados por calor e pancadas de chuva. O Inmet destaca a expectativa de precipitações acima da média no Norte, nordeste do Mato Grosso, São Paulo, sul de Minas Gerais e oeste do Piauí.

    Pelo menos quatro ou cinco frentes frias devem avançar sobre São Paulo e Rio de Janeiro ao longo de dezembro. Essas frentes podem formar dois corredores de umidade, intensificando as chuvas nessas áreas.

    Em resumo, o cenário reforça a necessidade de atenção ao clima instável, especialmente no Sul, onde os ventos e chuvas fortes exigem cuidados redobrados.

  • Embrapa identifica áreas suscetíveis a impactos climáticos extremos no Paraná

    Embrapa identifica áreas suscetíveis a impactos climáticos extremos no Paraná

    A Embrapa Florestas, em colaboração com diversas instituições, está desenvolvendo uma pesquisa para identificar áreas suscetíveis a eventos climáticos extremos no Paraná. A iniciativa visa criar uma base de dados que integre informações sobre geologia, geomorfologia, solos e vegetação. E contribuir para o aprimoramento do sistema de alerta da Defesa Civil no estado.

    Com base nos eventos climáticos que afetaram o Rio Grande do Sul em 2024, o Paraná busca estratégias para minimizar os impactos de desastres naturais, como enchentes e deslizamentos. O sistema GeoDC da Defesa Civil paranaense será fortalecido com os dados coletados pela Embrapa, melhorando a resposta emergencial em situações críticas.

    Ação conjunta para prevenção de desastres naturais

    A pesquisa conta com a participação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), Defesa Civil, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e outras entidades estaduais e federais. O objetivo é desenvolver estratégias eficazes de mitigação e resposta a eventos climáticos extremos, utilizando diagnósticos técnicos e lições aprendidas com as tragédias climáticas recentes.

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    No final de novembro, a Embrapa Florestas coordenará uma discussão sobre áreas vulneráveis sob a perspectiva geopedológica. O pesquisador Gustavo Curcio destaca que as semelhanças entre o relevo e os solos do Paraná e do Rio Grande do Sul podem intensificar os impactos das chuvas intensas. “Com nosso conhecimento sobre geologia, solos e vegetação do Paraná, podemos identificar áreas de risco iminente”, afirma Curcio.

    Mapas de solos e vegetação

    A análise dos mapas de solos e vegetação, tanto antigos quanto atuais, será fundamental para embasar as decisões da Defesa Civil. O Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil no Paraná (PronaSolos PR) e a Ação Integrada de Solo e Água (AISA) estão elaborando mapas detalhados que visam melhorar o uso sustentável dos recursos naturais.

    O trabalho está integrado ao sistema GeoDC da Defesa Civil paranaense, considerado um dos mais completos do Brasil. Anderson Gomes das Neves, chefe do Centro Estadual de Gerência de Riscos da Defesa Civil, afirma que os novos dados aumentarão a precisão das respostas emergenciais no estado. “O GeoDC é o sistema mais robusto de defesa civil do país. Com os dados da Embrapa, poderemos validar informações com nosso banco de dados e tomar decisões mais assertivas”, conclui Neves.

    Sistema GeoDC amplia monitoramento e prevenção de desastres no Paraná

    O GeoDC reúne mapas detalhados de rodovias, redes hidrográficas e áreas municipais vulneráveis a vendavais, alagamentos, enchentes e estiagens. Futuras atualizações incluirão informações sobre os tipos de solo em cada região.

    A iniciativa é conduzida por um amplo consórcio, incluindo a Secretaria de Agricultura (Seab), Defesa Civil, Embrapa e Itaipu Binacional, que defendem estratégias para minimizar impactos climáticos, como evacuações, sinalização de áreas de risco e soluções ambientais.

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    Inspirado no trabalho de diagnóstico realizado no Rio Grande do Sul após enchentes, o sistema utiliza dados regionais para prever desastres com maior precisão. Estudos sobre solos e vegetação, somados ao cruzamento de informações paranaenses e gaúchas, ajudam a mapear áreas de maior risco, permitindo planejamento preventivo eficaz.

    “O planejamento integrado entre governo e iniciativa privada é essencial para evitar tragédias como as ocorridas no Rio Grande do Sul”, destacou Breno Menezes de Campos, da Seab.

    Abordagem integrada é essencial para mitigar riscos climáticos no Paraná

    José Gustavo de Oliveira Franco, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, destaca a importância de uma abordagem integrada para enfrentar os riscos climáticos no estado. Ele defende a criação de um modelo de planejamento baseado em políticas públicas que assegurem que os municípios considerem esses riscos ao planejar a infraestrutura e o uso do solo. “Precisamos estabelecer planos de contingência, infraestrutura de evacuação e, principalmente, políticas públicas que ajudem a mitigar os impactos de eventos extremos”, afirma Franco.

    União de esforços para aumentar a resiliência

    A criação de um núcleo de planejamento interinstitucional é vista como uma estratégia fundamental para aumentar a resiliência do Paraná diante de eventos climáticos extremos. Izabella Brito, coordenadora da Casa Civil, afirma que o estado está comprometido em desenvolver estratégias sustentáveis e eficientes. “Estamos criando um planejamento para garantir que as comunidades mais vulneráveis estejam preparadas para os desafios climáticos. E também fortalecer a capacidade de resposta do estado diante de desastres”, declara.

    Brito acredita que a colaboração entre diferentes entidades e o uso de dados científicos têm o potencial de transformar o Paraná em um exemplo de prevenção e preparação para desastres climáticos. Ela ressalta que a interação entre a Defesa Civil, universidades, Embrapa e outras instituições não apenas melhora a precisão das previsões, mas também fortalece a rede de ações em resposta e recuperação.

    Importância do planejamento interinstitucional

    Breno Menezes de Campos, diretor do Departamento de Florestas Plantadas da Seab e coordenador do Grupo Gestor Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC+), enfatiza a necessidade da união entre as instituições. “Para saber como agir e evitar surpresas, como ocorreu no Rio Grande do Sul, é preciso planejamento. A cooperação interinstitucional é crucial e deve envolver mais secretarias para ampliar sua abrangência”, prevê.

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    Durante as reuniões, foram apresentados cenários hipotéticos que podem ocorrer em eventos climáticos extremos, destacando que a formação geológica do Paraná pode resultar em desastres significativos. “Fomos sensibilizados a iniciar esse trabalho”, conta Menezes.

    Previsão e planejamento eficazes

    Os pesquisadores explicam que projeções sobre chuvas intensas são fundamentais para prever processos destrutivos como fluxos de massa e deslizamentos, que podem devastar vilas e cidades em regiões vulneráveis. “Assemelham-se ao Rio Grande do Sul em termos de relevo e solos”, afirma Gustavo Curcio. Ele ressalta que a parceria estabelecida pode gerar mapas que identifiquem áreas críticas e suas interações com diversos atributos das paisagens paranaenses.

    A iniciativa busca construir um planejamento estratégico que envolva todos os níveis de governo – federal, estadual e municipal – além da iniciativa privada. Isso inclui a análise das infraestruturas existentes e a criação de planos de contingência para evacuação quando necessário. “O planejamento conjunto entre instituições públicas e privadas pode ser a chave para evitar os impactos de eventos extremos”, conclui Breno Menezes.

  • Vaca brasileira atinge R$ 24 milhões e bate recorde mundial

    Vaca brasileira atinge R$ 24 milhões e bate recorde mundial

    A vaca brasileira, Carina FIV do Kado, nascida em Piracicaba (SP), fez história e bateu recorde ao se tornar a vaca mais cara do mundo, alcançando a impressionante valorização de R$ 24 milhões, durante o Leilão Cataratas Collection. Com apenas três anos de idade, Carina superou o recorde anterior da vaca Viatina-19, que foi avaliada em R$ 21 milhões em 2023.

    Carina pertence à raça Nelore, predominante na pecuária de corte brasileira. Ela é filha do touro Kayak TE Mafra e da vaca Dama 5 FIV HRO. Reconhecida por sua beleza racial e desempenho em competições, Carina já conquistou títulos como Tri Grande Campeã na Exposição Internacional de Nelore (Expoinel) em 2023 e 2024. Além disso, ela venceu a Expozebu 2024.

    Referência mundial

    O criador José Ricardo Benato, da Fazenda Pé da Serra, expressou orgulho pela conquista. “Ele conseguiu produzir um animal que é referência não apenas no Brasil, mas no mundo”, destacou a Fazenda Pé da Serra em suas redes sociais. A valorização de Carina também deve impactar positivamente o valor da matriz Dama 5 FIV HRO, que transmitiu as características genéticas que tornaram Carina um sucesso.

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    Após o leilão, a vaca brasileira Carina passou a integrar quatro grandes criatórios: Casa Branca Agropastoril, RS Agropecuária, RFA Agropecuária e Syagri Agropecuária. Cada um dos criatórios, portanto, detém 25% da posse da nova recordista.

    A valorização de Carina FIV do Kado não apenas marca um feito significativo para a raça Nelore, mas também destaca a crescente importância do melhoramento genético na pecuária brasileira. A Casa Branca Agropastoril e a RS Agropecuária promoveram o evento, que atraiu atenção nacional devido à sua relevância no mercado de genética animal.

  • Estudo aponta cenário preocupante em áreas rurais do Paraná

    Estudo aponta cenário preocupante em áreas rurais do Paraná

    Um levantamento técnico-científico realizado pela Embrapa, em parceria com diversas instituições, revela um cenário preocupante para a Bacia Hidrográfica Paraná III (BHP III). A região fica no oeste do Paraná. A pesquisa detectou perda alarmante de nascentes e um significativo assoreamento dos rios na região.

    Isso representa uma ameaça direta tanto para os ecossistemas quanto para a economia local, fortemente baseada na agricultura e na produção de energia hidrelétrica.

    O estudo integra o projeto “Anais da 1ª Reunião de Correlação e Classificação de Solos e Vegetação Fluvial (RCCSV)”. Ele é composto por mais de dez artigos científicos que fornecem diretrizes e recomendações para o manejo sustentável da área.

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    As análises realizadas consideraram múltiplos aspectos, como a caracterização dos solos, vegetação fluvial, geologia e padrões erosivos. Instituições como Embrapa Florestas, Embrapa Soja, IDR-Paraná e Itaipu Binacional participaram ativamente da pesquisa, com o apoio de universidades e órgãos ambientais.

    A pesquisadora Annete Bonnet, da Embrapa Florestas, destacou a importância de políticas públicas que aliem a produção agropecuária à conservação ambiental. “É urgente que ações permanentes e continuadas sejam executadas, pois o uso inadequado do solo impacta a qualidade da água e ameaça a segurança hídrica de toda a região”, comentou Bonnet.

    Sustentabilidade

    O relatório faz um alerta: a continuidade da degradação poderá comprometer a sustentabilidade ecológica e socioeconômica da região. Isso afeta não só os ecossistemas, mas também a qualidade de vida das populações locais. A erosão do solo, uma das principais preocupações, não apenas diminui a fertilidade da terra, mas também contamina cursos d’água.

    Gustavo Curcio, pesquisador da Embrapa Florestas e um dos coordenadores do estudo, reforçou que a gestão eficaz dos recursos naturais é essencial para evitar consequências como a falta de água e prejuízos à produção agrícola.

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    O estudo também apresenta soluções viáveis e práticas, como o uso do plantio direto, rotação de culturas e maior cobertura vegetal do solo. Essas práticas podem minimizar a erosão e garantir a produtividade agrícola de maneira sustentável. Além disso, ele sugere uma série de políticas públicas e programas de capacitação para técnicos do setor agropecuário, visando a implementação de um manejo mais eficiente do solo e da água.

    Valdemar Bernardo Jorge, secretário de Desenvolvimento Sustentável do Paraná, enfatizou que o documento é um marco importante para o planejamento ambiental do estado. “Esperamos que esse trabalho inspire novas práticas e políticas que fortaleçam a sustentabilidade de uma das regiões mais importantes para a economia do Paraná”, afirmou o secretário.

    Propostas para políticas públicas e gestão integrada

    O estudo apresenta dez categorias principais para a formulação de políticas públicas. Entre as propostas estão ações de capacitação para manejo da paisagem, desenvolvimento de uma base de dados georreferenciada para o mapeamento ambiental e a criação de legislação que incentive a conservação de recursos naturais. Uma das prioridades é o manejo emergencial da erosão, incluindo a construção de terraços e o aumento da cobertura vegetal em áreas vulneráveis.

    Hudson Leonardo, engenheiro da Itaipu Binacional e especialista em Ciências dos Solos, destacou que práticas como o plantio direto e sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta têm mostrado eficiência na manutenção da qualidade do solo e da água. Ele frisou que tais práticas reduzem a perda de nutrientes e promovem a infiltração adequada da água. Isso resulta em maior produtividade agrícola mesmo em anos de baixa precipitação.

    A integração entre diferentes instituições, conforme ressaltou Graziela Barbosa, pesquisadora do IDR-Paraná, é fundamental. “Conectar pedologia e manejo adequado do solo permite que a agricultura seja sustentável e lucrativa. Precisamos entender o solo na paisagem para aplicar as melhores práticas de manejo”, destacou Barbosa.

    Júlio Franchini, da Embrapa Soja, reforçou a importância de adaptar o manejo agrícola às características específicas de cada tipo de solo. Isso vai otimizar a produtividade e reduzir impactos ambientais. “Nosso objetivo é encontrar as melhores estratégias para cada classe de solo, melhorando a eficiência no uso de insumos e a estabilidade da produção”, explicou Franchini.

    O estudo conclui que o comprometimento das autoridades e a colaboração de produtores e técnicos são essenciais para reverter a degradação ambiental e garantir a sustentabilidade a longo prazo na BHP III.

  • Produtores de trigo monitoram impacto do clima na colheita

    Produtores de trigo monitoram impacto do clima na colheita

    Produtores de trigo do Sul do Brasil estão atentos às condições climáticas, que podem impactar a qualidade das lavouras. Segundo pesquisadores do Cepea, após um período de baixa pluviosidade que preocupava os triticultores, o excesso de chuvas agora é o principal desafio, especialmente no Paraná. As lavouras paranaenses estão na fase final do ciclo, e o clima pode prejudicar a colheita.

    Em 2023, o Paraná foi o maior produtor de trigo do Brasil, mas neste ano deve ocupar a segunda posição. De acordo com a Seab/Deral, 79% da área plantada já foi colhida. Pesquisadores do Cepea apontam que o restante da safra pode apresentar trigo de qualidade superior, com rendimento maior que o já colhido, porém as chuvas recentes causam preocupação.

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    Nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a situação também exige atenção. As atividades de colheita nesses estados estão no início, com apenas 1% da área total colhida até o momento. O clima segue sendo um fator decisivo para o desempenho final da safra.

    Novas cultivares

    O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), apresentou em agosto duas novas cultivares: o triticale IPR Goitacá e o trigo BRS Coleiro.

    A cultivar de triticale IPR Goitacá, com potencial produtivo elevado, alcançou cerca de 6,5 toneladas por hectare em ensaios experimentais. Ela apresenta boa sanidade, resistência ao oídio e à bacteriose. Também tem resistência moderada à ferrugem da folha e às manchas foliares, embora seja suscetível ao vírus do nanismo amarelo da cevada (VNAC).

    Já a cultivar de trigo BRS Coleiro, desenvolvida pela Embrapa, se destaca, por exemplo, pelo ciclo médio de 64 dias para espigamento e precoce para maturação fisiológica, completando o processo em 111 dias. “Essa característica atrai os produtores, pois permite melhor planejamento da safra de soja”, comenta um especialista da Embrapa. Sendo assim, A BRS Coleiro também oferece resistência ao acamamento, crestamento e oídio, com moderada resistência à giberela e manchas foliares. Seus grãos possuem alta força de glúten e são indicados para a produção de massas, pão industrial e pão francês.

     

  • Único computador quântico educacional do Brasil é destaque no Data Science Summit 2024

    Único computador quântico educacional do Brasil é destaque no Data Science Summit 2024

    Entre os dias 6 e 8 de novembro, o Paraná será palco de uma importante inovação tecnológica: o único computador quântico educacional do Brasil estará em exibição durante o Data Science Summit 2024, evento organizado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) em parceria com o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e a Azuris. A demonstração deste equipamento de ponta, seguido por uma palestra e minicurso sobre “Computação Quântica”, promete ser um dos grandes destaques do encontro.

    O computador quântico, apresentado pela empresa de tecnologia Dobslit, utiliza a técnica de ressonância magnética nuclear, permitindo que opere em temperatura ambiente. Esse recurso é raro, uma vez que computadores quânticos tradicionais, encontrados em laboratórios, precisam de temperaturas extremamente baixas para funcionar. Segundo Rogério Ruivo, diretor de Tecnologias da Dobslit, esse dispositivo é uma ferramenta didática valiosa, capaz de ensinar os fundamentos da computação quântica de forma acessível.

    O evento, que já acontece desde 2017, será realizado na sede do IEP e reunirá especialistas do setor para discutir o impacto da Ciência de Dados, Big Data e Inteligência Artificial em diversos setores, como governamental, empresarial e industrial. Celso Kloss, diretor-presidente do Tecpar, ressalta que o Summit é uma oportunidade para aproximar a sociedade do debate sobre os avanços tecnológicos e suas aplicações no Paraná.

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    Além do foco em computação quântica, o Data Science Summit contará com 22 palestras. Além disso, terá três minicursos e quatro mesas redondas, abordando temas como IA Generativa, cidades inteligentes e Indústria 4.0.

    O que é um computador quântico?

    Um computador quântico é um tipo avançado de computador que utiliza os princípios da mecânica quântica para processar informações. Diferente dos computadores clássicos, que operam com bits (0s e 1s), os computadores quânticos utilizam qubits, que podem representar 0, 1 ou ambos simultaneamente, graças ao fenômeno da superposição. Além disso, eles exploram o entrelaçamento quântico, permitindo que qubits interajam de maneiras que não são possíveis em sistemas clássicos.

    Os computadores quânticos têm o potencial de resolver problemas complexos muito mais rapidamente do que os computadores tradicionais. Isso é especialmente relevante em áreas como criptografia, simulação de moléculas e otimização de sistemas.

    Eles podem simular sistemas quânticos com alta precisão, o que é valioso em campos como a química e a física. Isso pode levar a descobertas significativas na criação de novos materiais e medicamentos.

    Os computadores quânticos são capazes de abordar problemas que exigem uma quantidade imensa de cálculos simultâneos. Isso inclui problemas de logística e planejamento, que seriam inviáveis para computadores clássicos.

    Embora ainda em desenvolvimento, os computadores quânticos têm o potencial de serem mais eficientes em termos energéticos para certas tarefas, reduzindo o consumo de energia em comparação com supercomputadores tradicionais.

    A computação quântica pode revolucionar a segurança da informação. Enquanto os computadores clássicos podem ser vulneráveis a ataques cibernéticos, os sistemas quânticos podem oferecer novas formas de criptografia que são teoricamente invulneráveis.

    Os computadores quânticos representam uma nova era na computação, prometendo avanços significativos em diversas áreas. À medida que a tecnologia avança e se torna mais acessível, espera-se que esses dispositivos transformem a maneira como resolvemos problemas complexos e realizamos cálculos. Abrindo asssim caminho para inovações sem precedentes.

  • Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    O volume de exportações por outros estados via Porto de Paranaguá subiu 70% entre 2019 e 2024. Nesse período, o total transportado passou de 6,6 milhões para 11,3 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

    Porto de Paranaguá

    Reconhecido pela agilidade nas operações, o Porto de Paranaguá tornou-se um importante canal para o escoamento de cargas de diversos estados. Além disso, o crescimento reflete a eficiência logística e a integração do porto com outros modais, como as redes viária e ferroviária paranaenses.

    Além do aumento no volume, houve um salto significativo nos valores movimentados. Em 2019, as exportações de outros estados somaram US$ 3,2 bilhões. Em resumo, em 2024, o montante alcançou US$ 7,9 bilhões, um crescimento de 143%. Além disso, o número de estados que utilizam o porto também aumentou, de 20 para 26.

    O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destacou os investimentos feitos no porto nos últimos anos. “O Porto de Paranaguá facilita tanto as exportações paranaenses quanto as de outros estados”, afirmou. Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, ressaltou que os números demonstram a confiança do setor produtivo na infraestrutura paranaense.

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    Estados

    Entre os estados que mais utilizaram o porto, Mato Grosso do Sul lidera, com 5,1 milhões de toneladas exportadas em 2024, um crescimento de 105% em relação a 2019. São Paulo aparece em segundo, com 2,5 milhões de toneladas, alta de 175%.

    Os principais produtos exportados pelos outros estados foram grãos (4,4 milhões de toneladas), açúcares (2,6 milhões), alimentos para animais (1,7 milhão) e carnes (791 mil toneladas).

    Portanto, com esses resultados, o Porto de Paranaguá se consolida como um dos principais hubs logísticos do Brasil, ampliando sua competitividade mesmo em um cenário de crescente concorrência entre os portos brasileiros.

     

  • Preço do feijão deve subir até 30% com calor e tempo seco

    Preço do feijão deve subir até 30% com calor e tempo seco

    O clima seco e as altas temperaturas devem provocar um aumento de até 30% no preço do feijão nos próximos meses, segundo o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE). A previsão é que o impacto nos preços seja sentido já a partir de outubro, conforme a oferta do produto diminui.

    Preço do feijão vai subir em breve

    Marcelo Lüders, presidente do IBRAFE, alerta que, apesar do mercado ainda não sentir o efeito climático devido aos estoques atuais, essa situação vai mudar em breve. “Nos supermercados e no varejo, os preços devem subir drasticamente no final de outubro e ao longo de novembro”, explicou.

    A recente colheita da terceira safra, com 812,5 mil toneladas, tem mantido os preços relativamente estáveis. No entanto, os problemas climáticos já estão à vista, especialmente no Paraná, maior produtor de feijão do país. A seca atrasou o plantio no estado, que deve se intensificar nas próximas semanas com a menor chance de geadas. Mesmo assim, o ritmo de semeadura está abaixo do registrado em anos anteriores, afetando a produção.

    Para 2024, espera-se um aumento de 22% na área plantada com feijão na primeira safra, atingindo 131 mil hectares. Com boas condições climáticas, a colheita pode chegar a 251 mil toneladas, um aumento de 57% em comparação com 2023, quando a produtividade foi prejudicada pelo excesso de dias nublados.

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    Esse crescimento na área plantada está sendo impulsionado pelos preços atrativos do feijão preto, que fechou agosto com uma média de R$ 236,83 por saca, 7% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado. Em setembro, o preço superou R$ 300,00 em algumas regiões. Apesar da expectativa de aumento na oferta em dezembro, os preços devem continuar elevados até que o volume da colheita se concretize.

    Além disso, o aumento das exportações contribui para essa pressão sobre os preços. Atualmente, o mercado nacional está mais focado no feijão carioca, que teve uma queda de 13% nos preços nos últimos 12 meses, limitando a expansão da área destinada a essa variedade. A soja, embora tenha perdido valor, ainda ocupa 93% da área de grãos da primeira safra, enquanto o feijão responde por apenas 2%.

    Preços do feijão só devem cair em abril

    Embora a colheita de feijão comece a aumentar no final do ano, os preços só devem começar a ceder significativamente em abril de 2024. “Talvez haja um pequeno alívio em janeiro, mas uma melhora consistente só em abril ou maio”, afirma Lüders. Ele também defende a ampliação das áreas irrigadas para garantir uma produção mais estável e atender à demanda crescente do mercado interno.

    Esse movimento se faz necessário para evitar futuros problemas de oferta e manter o abastecimento do mercado, especialmente diante da dificuldade de importar feijão para suprir a demanda brasileira.

     

  • Canadá retoma importação de carne bovina do Brasil

    Canadá retoma importação de carne bovina do Brasil

    O Canadá voltou a importar carne bovina brasileira. A Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA) aprovou o Certificado Sanitário Internacional (CSI). Ou seja, é o documento que libera a exportação de carne fresca desossada e produtos cárneos crus do Brasil. Além disso, a decisão beneficia estados reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livres de febre aftosa sem vacinação.

    Estados liberados

    A medida inclui o Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, além de 14 municípios do Mato Grosso e cinco do Amazonas, que receberam o status de zona livre da doença em 2021. Atualmente, 11 estabelecimentos nessas regiões estão habilitados a exportar. Já em Santa Catarina, que já possuía reconhecimento do Canadá como área livre de febre aftosa sem vacinação, apenas um frigorífico pode realizar a exportação.

    “A retomada desse mercado era esperada pelo setor de proteína animal, especialmente para esses estados. Desde março de 2022, eles estavam impedidos de exportar carne bovina crua para o Canadá por conta da ausência de vacinação nos rebanhos”, afirma o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

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    No caso da carne cozida, o Canadá retirou a exigência de vacinação, permitindo que qualquer frigorífico autorizado, independente da localização, possa exportar. “Estamos trabalhando, junto à Embaixada do Brasil no Canadá, para retirar essa exigência também para a carne crua”, destaca o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Roberto Perosa.

    Em resumo, em 2023, o Brasil exportou US$ 10,5 bilhões em carne bovina, totalizando 2,28 milhões de toneladas. O Canadá comprou US$ 39 milhões em carne brasileira, o que representou um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

     

  • Veja o resultado do estudo FarmTrak Soja 2023-24

    Veja o resultado do estudo FarmTrak Soja 2023-24

    O tratamento de sementes de soja no Brasil registrou um crescimento expressivo de 18% na safra 2023-24, alcançando um valor de R$ 3,6 bilhões, de acordo com o levantamento FarmTrak Soja, realizado pela Kynetec Brasil. O estudo revela que 99% da área plantada com a oleaginosa no país, equivalente a 44 milhões de hectares, já utiliza sementes protegidas por fungicidas, inseticidas e nematicidas, destacando a importância dessa prática preventiva para garantir o potencial produtivo e proteger as culturas de ataques iniciais de pragas e doenças.

    Lucas Lima Alves, especialista em pesquisas da Kynetec, explica que o tratamento de sementes proporciona um estande adequado de plantas, bom desenvolvimento inicial da soja e uniformidade da lavoura. “O uso desses defensivos agrícolas no tratamento de sementes é essencial para assegurar a saúde das plantas desde o início do ciclo”, destaca Alves.

    Reprodução – Kynetec Brasil

    Mudança de perfil

    O levantamento também aponta uma mudança significativa no perfil das aplicações de produtos, com o processo de tratamento industrial de sementes ganhando destaque. Em 2023-24, 51% das áreas cultivadas com soja utilizaram sementes tratadas industrialmente, produzidas por parceiros como indústrias, sementeiros ou distribuidores. Esse avanço é expressivo se comparado à safra 2014-15, quando apenas 31% das sementes chegavam às propriedades com o tratamento já realizado.

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    “O modelo industrial oferece precisão nas doses de produtos, praticidade no manuseio e auxilia na otimização da janela de plantio”, afirma Alves, ressaltando os benefícios dessa modalidade para os produtores.

    Reprodução – Kynetec Brasil

    Entre os agroquímicos mais utilizados no tratamento industrial de sementes, os inseticidas e fungicidas lideram, presentes em 50% das áreas cultivadas. Os nematicidas, embora ainda em menor proporção, com 8% de adoção, apresentam tendência de crescimento nas próximas safras, conforme identificado pelo FarmTrak Soja.

    Paraná se destaca

    O Paraná se destaca como o estado com maior adoção do tratamento industrial de sementes de soja, atingindo 85% das áreas cultivadas. Enquanto a Bahia registra o menor índice, com apenas 11% das lavouras utilizando essa técnica. Alves atribui essas diferenças regionais ao perfil fundiário. “Em estados como a Bahia e o Mato Grosso, onde predominam grandes propriedades, os produtores geralmente possuem equipamentos para realizar o tratamento com qualidade industrial. Já no Sul e Sudeste, o serviço depende mais de revendas, cooperativas e sementeiros”, explica.

    O estudo FarmTrak Soja 2023-24 foi elaborado a partir de mais de 3,7 mil entrevistas realizadas com produtores em toda a fronteira agrícola da soja no Brasil. Oferece um panorama detalhado das práticas de tratamento de sementes no país.