Era fim de tarde quando o criador de conteúdo Tomás Thibaud se deparou com uma cena de tirar o fôlego no meio do mato: uma onça-pintada adulta, com calma e força de sobra, arrastava a carcaça de um boi pelo chão coberto de folhas e galhos. A correnteza de um rio arrastou o boi morto até a margem — e a onça-pintada logo transformou a carcaça em refeição.
O momento foi registrado em vídeo e publicado por Tomás nos stories do Instagram. Impressionado com o que viu de perto, ele comentou: “A força que tem essa onça é impressionante”. E não é exagero. Nas imagens, o felino puxa o boi com firmeza, mesmo sozinho, como se o peso não fizesse diferença.
A cena, rara de ser flagrada, diz muito sobre o papel da onça-pintada no ecossistema do Pantanal. Caçadora experiente, ela costuma se alimentar de capivaras, jacarés, catetos, veados e até gado, quando encontra um animal vulnerável. O boi, neste caso, já estava morto, levado pela água — mas bastou a chance para a onça assumir o controle.
Com cerca de 100 kg e uma mordida poderosa, o felino tem força suficiente para arrastar animais muito maiores do que ele. É assim que sobrevive — e ajuda a manter o equilíbrio da vida na região.
Mais do que um flagrante raro, o vídeo mostra o dia a dia da selva como ele é: sem cortes, sem filtros, com a força da natureza exposta em cada passo.
Uma onça-pintada (Panthera onca) chamou a atenção nas redes sociais ao protagonizar um salto impressionante na região de Porto Jofre, localizada a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso. O registro, compartilhado pelo perfil Pantanal Blog, mostra o felino saltando com precisão por mais de dois metros antes de mergulhar no rio em busca de alimento.
O vídeo viralizou rapidamente, encantando internautas pela força, agilidade e leveza do maior felino das Américas. A onça-pintada é conhecida por sua habilidade de caça e por ser um dos principais predadores do Pantanal, desempenhando papel fundamental no equilíbrio ecológico da região.
Importância de preservar a onça-pintada
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o WWF Brasil, a onça-pintada é uma espécie-chave para o funcionamento dos ecossistemas. Sua presença contribui para manter o controle populacional de outras espécies, evitando desequilíbrios na cadeia alimentar. Infelizmente, ela está ameaçada devido à perda de habitat, caça ilegal e conflitos com humanos.
A preservação da onça-pintada é essencial não apenas para a biodiversidade do Pantanal. Mas também para a manutenção dos serviços ambientais que beneficiam toda a sociedade, como a regulação do clima e a conservação das águas.
Como ajudar na conservação da onça-pintada
Apoie projetos de conservação e ONGs reconhecidas, como o Projeto Onçafari e o WWF.
Valorize o ecoturismo responsável, que incentiva a proteção do habitat natural.
Divulgue informações corretas sobre a importância dela para o meio ambiente.
Preservar é garantir o futuro do Pantanal e de toda a sua rica biodiversidade.
Uma onça-pintada (Panthera onca) foi flagrada nesta terça-feira (20) arrastando a carcaça de um boi por um rio no Pantanal, um dos maiores biomas do Brasil e reconhecido pela sua rica biodiversidade. O momento impressionante foi registrado por Branco Arruda, renomado guia de turismo e documentarista da vida selvagem pantaneira, conhecido nas redes sociais como @arrudabranco.
A protagonista da cena é Ti, uma onça-pintada já conhecida na região por sua força e comportamento marcante. O animal surpreendeu turistas e pesquisadores ao arrastar uma presa que pesa aproximadamente o dobro do seu próprio corpo. Um feito que evidencia a força e habilidade do maior felino das Américas.
O registro reforça a importância do Pantanal como habitat essencial para a onça-pintada, espécie considerada vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). O flagrante também destaca o papel do turismo responsável e da documentação científica para a valorização e proteção da fauna brasileira.
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a presença da onça-pintada é um indicador da saúde dos ecossistemas do Pantanal, ressaltando a necessidade de esforços contínuos para a conservação do bioma e de suas espécies emblemáticas.
No coração do Pantanal, uma cena impressionante registra o momento em que uma onça-pintada e um jacaré travam um verdadeiro duelo pela sobrevivência. O felino, conhecido como Ousado, já superou queimaduras nas patas e hoje mostra sua força em um confronto épico.
O Pantanal brasileiro é palco de espetáculos da natureza, mas poucos são tão intensos quanto o confronto entre dois dos maiores predadores da região: a onça-pintada e o jacaré. Em uma cena rara, a onça chamada Ousado — famosa por ter sido resgatada com as patas queimadas e depois reintroduzida na natureza — ataca um jacaré, que revida com uma mordida no felino.
O vídeo, que viralizou nas redes sociais do canal pantanalblog, mostra a força bruta desses animais em uma luta pela sobrevivência. Onças são conhecidas por caçar jacarés, mas a reação do réptil transforma o ataque em um duelo equilibrado. Ousado, símbolo de resiliência, prova mais uma vez sua habilidade como um dos maiores predadores do bioma.
A história de Ousado: superação e força
Ousado ganhou notoriedade após ser resgatado com graves queimaduras nas patas, possivelmente causadas por incêndios no Pantanal. Reabilitado por especialistas, ele foi solto novamente na natureza e desde então é monitorado. Sua recuperação é um exemplo de conservação e resistência.
Cenas como essa reforçam a importância da preservação do Pantanal, um bioma único e essencial para a biodiversidade. Vídeos de animais selvagens em ação têm alto engajamento, atraindo atenção para causas ambientais.
A bióloga brasileira Yara Barros, coordenadora-executiva do Projeto Onças do Iguaçu (POI), recebeu nesta quarta-feira (30), em Londres, o prestigiado Whitley Award, concedido pela Whitley Fund for Nature. Conhecido como o “Oscar Verde”, o prêmio reconhece líderes ambientais do Sul Global e celebra os 30 anos de dedicação da cientista à preservação da fauna brasileira — em especial, da onça-pintada e da ararinha-azul.
Yara foi uma das seis vencedoras selecionadas entre mais de 100 candidatos de todo o mundo. Cada premiado receberá £50 mil (aproximadamente R$ 380 mil) para investir em seus projetos ao longo de 2025. O reconhecimento internacional antecede outro feito importante: Yara foi anunciada como uma das ganhadoras do prêmio WINGS Women of Discovery 2025, que será entregue em outubro, nos Estados Unidos, destacando mulheres cientistas de impacto global.
À frente do POI desde 2018, Yara Barros lidera esforços para recuperar a população da onça-pintada na Mata Atlântica. Neste bioma, o animal é considerado criticamente ameaçado de extinção. Com base no Parque Nacional do Iguaçu, ela também coordena o Plano de Ação Nacional para a Conservação de Grandes Felinos (2024–2029), em parceria com o ICMBio e outras entidades.
Vida dedicada à conservação
“Esse prêmio é o reconhecimento de uma vida inteira dedicada à conservação”, afirma Yara. A equipe aplicará parte do valor em novas ações de monitoramento, educação ambiental e coexistência com comunidades locais. Com o objetivo de transformar o medo da onça em encantamento e garantir sua proteção a longo prazo.
O POI atua em dez municípios no entorno do Parque Nacional do Iguaçu, com ações que integram conservação, geração de renda e educação ambiental. Um exemplo é o programa “Crocheteiras da Onça”, que capacita mulheres artesãs e fortalece a economia local por meio de produtos inspirados na fauna regional.
Com um orçamento anual de cerca de R$ 800 mil e uma equipe enxuta de seis pessoas, o projeto tem obtido resultados expressivos. De 2009 a 2022, a população de onças na região conhecida como Corredor Verde (fronteira entre Brasil e Argentina) saltou de 40 para 93 indivíduos. No lado brasileiro, o número passou de 11 para 25 felinos monitorados.
Agora, Yara e sua equipe lideram a criação da Rede de Coexistência da Tríplice Fronteira. Ela unirá esforços de Brasil, Argentina e Paraguai para promover práticas sustentáveis de manejo e convivência entre comunidades humanas e grandes felinos.
“A sobrevivência da onça-pintada na Mata Atlântica depende da combinação entre ciência, engajamento social e políticas públicas integradas”, afirma a pesquisadora. Com apenas 24% da vegetação original do bioma preservada, a proteção da onça, considerada espécie guarda-chuva, é fundamental para conservar todo o ecossistema.
A influenciadora digital e amante da natureza Lyessa Scarlett, criadora do perfil @pantanalblog, registrou um momento raro da vida selvagem no Pantanal: o exato instante em que um jacaré captura uma cachara, peixe nobre e típico da região. O vídeo, gravado em Mato Grosso, mostra a força e a dinâmica natural do bioma, com o réptil segurando a presa ainda inteira na boca antes de sumir na vegetação ribeirinha.
“Que privilégio estar no lugar certo, na hora certa”, escreveu Lyessa ao compartilhar o registro, que rapidamente chamou a atenção nas redes sociais. A cachara (Pseudoplatystoma fasciatum) é um peixe valorizado tanto pela pesca esportiva quanto pela gastronomia regional, mas também faz parte da dieta de predadores como o jacaré, ilustrando a complexa cadeia alimentar pantaneira.
De observadora a divulgadora da vida selvagem
Lyessa Scarlett se apaixonou pela fauna pantaneira em sua primeira visita ao bioma. E assim, decidiu criar o @pantanalblog para compartilhar a beleza e a importância da região, registrando cenas impressionantes apenas com um celular. Hoje, além de documentar a biodiversidade local, ela organiza expedições acessíveis para observação de onças-pintadas, levando turistas e entusiastas para experiências imersivas na natureza.
Por que o vídeo da caçada chamou atenção?
Cena autêntica: mostra a crua realidade da vida selvagem, sem interferência humana.
Raridade: capturar o momento exato de uma caçada é difícil, ainda mais com um peixe de grande porte como a cachara.
Conscientização: Lyessa usa seu alcance para promover a preservação do Pantanal, um dos ecossistemas mais ricos do mundo.
O registro reforça a importância de proteger o Pantanal e suas espécies, enquanto revela a beleza brutal da natureza. Para acompanhar mais conteúdos como esse, siga @pantanalblog nas redes sociais.
Um agricultor registrou um momento tenso ao flagrar uma onça-pintada atacando um bezerro em sua propriedade rural, localizada no interior de Mato Grosso do Sul. O episódio em uma região rural de Santo Antônio do Rio Bonito, no Mato Grosso, em uma área de pastagem próxima à mata nativa. O homem conseguiu espantar o felino com gritos, evitando a morte do animal e chamando atenção para o aumento de aparições de onças em áreas de criação de gado.
As imagens foram feitas por @cristiano_ten_caten. O vídeo, gravado com um celular e amplamente compartilhado nas redes sociais, mostra a onça investindo contra o bezerro, que tenta escapar. Ao perceber a presença do agricultor e ouvir os gritos, o felino desiste do ataque e foge em direção à vegetação. O bezerro sobreviveu ao ataque.
Encontros mais frequentes
Especialistas em fauna silvestre explicam que o aumento no número de encontros entre onças e animais de criação se deve, em grande parte, à expansão agrícola e à perda de habitat natural.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) orienta produtores rurais a não tentarem capturar ou ferir animais silvestres, ação considerada crime ambiental. A recomendação é reforçar os cuidados com o gado, principalmente durante a noite, e comunicar os órgãos ambientais ao identificar a presença de grandes predadores.
A onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino das Américas e está listada como espécie vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Apesar dos riscos que ataques representam para criadores, a preservação do animal é fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas.
O episódio reacende o debate sobre a convivência entre a pecuária e a fauna silvestre no Pantanal e em outras regiões de fronteira agrícola do Brasil, exigindo soluções sustentáveis que conciliem produção e conservação.
Monitores da Escola Jatobazinho capturaram, na última segunda-feira (31), o impressionante momento em que uma onça-pintada nadava com habilidade no Rio Paraguai, na região do Piuval, no Pantanal sul-mato-grossense, enfrentando uma chuva forte.
A cena foi filmada enquanto os monitores e professores seguiam para a escola, localizada a cerca de 100 km de Corumbá. Eles realizam essa rota semanalmente, subindo o rio às segundas-feiras e retornando aos sábados. A aparição da onça-pintada pegou todos de surpresa, mas os barcos deram passagem para a felina, que realizou a travessia com destreza.
Habilidades da onça-pintada
Uma das características mais notáveis das onças-pintadas é sua desenvoltura no nado. O vídeo destacou esse comportamento ao mostrar a onça enfrentando com facilidade as condições climáticas extremas. Após a publicação no Instagram, o registro viralizou nas redes sociais.
O Pantanal é um dos maiores biomas do mundo e abriga uma biodiversidade rica, incluindo a onça-pintada. A região é crucial para a conservação de espécies como essa, que dependem de habitats naturais para sobreviver.
Encontros com onças e outras espécies são muito frequentes para os moradores, mas fascinam quem não convive com essa realidade, o que faz que com vídeos deste tipo façam muito sucesso nas redes sociais. Além disso, ajudam a manter a consciência de que é necessário proteger as espécies que tem neste bioma seu habitat.
Na noite de quinta-feira (13/03), moradores de um sítio às margens do Rio 7 de Setembro viveram momentos de grande tensão ao serem surpreendidos pela visita inesperada de uma onça-pintada. O felino, que parecia magro e faminto, se aproximou da residência, forçando os moradores a buscar refúgio no telhado de madeira para se protegerem de um possível ataque.
A situação gerou alerta na região de Canarana, Mato Grosso, já que o animal pode estar em busca desesperada por alimento. No vídeo da pra ouvir as pessoas sussurrando em silêncio, para não chamar a atenção do felino. Autoridades ambientais foram acionadas para avaliar o caso e tomar as medidas necessárias para garantir a segurança tanto dos moradores quanto do felino.
Aparições de onças
A presença de onças em áreas rurais não é incomum, especialmente em regiões próximas a habitats naturais. No entanto, a aproximação de uma onça-pintada, considerada um dos maiores predadores das Américas, é sempre um evento que causa preocupação. Em muitos casos, esses animais podem estar em busca de alimento devido à escassez em seus habitats naturais.
Medidas de segurança ao encontrar uma onça em um sítio
Para lidar com situações como essa, é importante que os moradores estejam preparados e sigam as orientações das autoridades ambientais. Isso inclui manter animais domésticos seguros, evitar a presença de alimentos ao ar livre e, em caso de avistamento, manter distância e não correr, pois isso pode desencadear um ataque.
Na região da Área de Proteção Ambiental (APA) do Boqueirão da Onça, norte da Bahia, um projeto inovador busca equilibrar a preservação de felinos ameaçados e o cotidiano de comunidades rurais. O Programa Amigos da Onça (PAO), do Instituto Pró-Carnívoros, em parceria com a ENGIE Brasil Energia, está ampliando ações para proteger as últimas populações de onças-pintadas (Panthera onca) e onças-pardas (Puma concolor) da Caatinga, bioma onde esses animais enfrentam riscos críticos de extinção.
Desafios da convivência no sertão
Com apenas 30 onças-pintadas e 120 onças-pardas estimadas na região, a Caatinga baiana é um dos últimos refúgios desses felinos no Nordeste. A expansão de atividades humanas, como a pecuária extensiva, aumenta os conflitos: as onças, que não distinguem entre presas silvestres e rebanhos domésticos, frequentemente atacam cabras e ovelhas, levando a retaliações por parte de produtores. “Na região da Caatinga, o manejo é extensivo e os rebanhos costumam dormir na serra, que geralmente são áreas mais preservadas. Esse comportamento favorece o encontro com as onças, que não distinguem entre presas naturais e domésticas”, explica Carolina Esteves, coordenadora técnica do projeto.
Carolina Esteves, pesquisadora associada do Instituto Pró-Carnívoros e co-fundadora do “Programa Amigos da Onça”
A nova fase do PAO, financiada pela ENGIE, inclui a duplicação da área monitorada com câmeras trap (de 20 para 40 equipamentos). Essa é uma estratégia essencial para mapear rotas e hábitos das onças. Além disso, um “curral-piloto” será construído para testar estruturas de proteção aos rebanhos, reduzindo predações. O modelo inspira-se em iniciativas bem-sucedidas em outros biomas, utilizando materiais resistentes e designs que impedem o acesso dos felinos.
O programa prevê a distribuição de cartilhas educativas adaptadas para crianças e adultos em cinco comunidades e três escolas da APA do Boqueirão da Onça. Os materiais trazem orientações práticas, como como agir ao encontrar uma onça e procedimentos em casos de ataques a rebanhos. Oficinas do Programa Conexão ENGIE também levarão moradores a visitarem os parques eólicos da empresa (Umburanas, Campo Largo I e II). Portanto, integrando educação ambiental e geração de energia renovável.
Por que preservar as onças?
Além do valor ecológico — as onças são espécies-chave para o equilíbrio da Caatinga —, a iniciativa reforça o turismo de observação de fauna, potencial fonte de renda para comunidades. “O Instituto Pró-Carnívoros atua com valores essenciais para o negócio da ENGIE, unindo respeito ao meio ambiente e o apoio às comunidades onde atuamos. Essa iniciativa integra essas duas frentes em um único projeto. Estamos entusiasmados para acompanhar os resultados dessa parceria ao longo dos próximos meses”, destaca Karen Schröder, gerente de Meio Ambiente da ENGIE Brasil.
Karen Schröder, gerente de Meio Ambiente da ENGIE Brasil Energia
Com duração inicial de 12 meses (a partir de dezembro de 2024), a parceria servirá como modelo para replicação em outras áreas do semiárido. Dados coletados serão compartilhados com órgãos ambientais, contribuindo para políticas públicas de conservação.
Com 12 anos de atuação, o instituto alia pesquisa científica e diálogo com comunidades, tendo já reduzido em 60% os ataques a rebanhos em projetos anteriores. O PAO é hoje uma referência nacional na coexistência entre humanos e grandes felinos.