Tag: oferta

  • Preço do etanol se estabiliza após três meses

    Preço do etanol se estabiliza após três meses

    Os preços do etanol hidratado ficaram estáveis em São Paulo. O mercado acumulava altas consecutivas desde meados de outubro. Os dados foram divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    Na última semana, distribuidoras atuaram pouco no mercado spot. Essas empresas ainda utilizam estoques comprados em semanas anteriores. O Cepea registrou negociações volumosas no fim de 2025. Os analistas esperam retomada da demanda ao longo deste mês. O retorno das aulas deve impulsionar o consumo de combustíveis. A proximidade do carnaval também favorece o aumento das vendas.

    A oferta de etanol segue bastante reduzida no período atual. Poucas usinas participam das negociações no mercado spot. Algumas unidades produtoras estão sem estoques na entressafra. Outras usinas priorizam a entrega de contratos já firmados. Entre 26 e 30 de janeiro, o indicador mostrou leve variação. O Indicador Cepea/Esalq fechou em R$ 3,0885 por litro. O valor representa alta discreta de 0,05% na comparação semanal.

    Açúcar

    Os preços do açúcar cristal branco recuaram em janeiro. A média mensal do indicador ficou em R$ 105,87 por saca. O resultado foi 3,44% menor que o registrado em dezembro. A queda ocorreu mesmo durante a entressafra da cana. O mercado negociou principalmente açúcar de qualidade inferior. O produto com cor Icumsa de 151 a 180 teve maior oferta. As vendas de açúcar de melhor qualidade perderam espaço. Esse movimento pressionou os preços ao longo do mês. O Cepea monitora diariamente as cotações do setor sucroenergético.

     

  • Entenda a alta do preço do etanol em São Paulo

    Entenda a alta do preço do etanol em São Paulo

    Os preços dos etanóis anidro e hidratado seguiram em alta na última semana em São Paulo, segundo o Cepea.
    O Centro de Pesquisas atribui o avanço à demanda aquecida e à menor oferta durante a entressafra no Centro-Sul. Além disso, distribuidoras compraram novos volumes e retiraram produtos negociados anteriormente.

    Ao mesmo tempo, vendedores mantiveram firmeza nos preços e aguardaram a continuidade do movimento de alta. Entre 12 e 16 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado paulista fechou em R$ 3,0711 por litro. O valor, líquido de ICMS e PIS/Cofins, representou alta de 1,6% frente ao período anterior. Já o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol anidro subiu 2,17% no mesmo comparativo. O indicador atingiu R$ 3,4913 por litro, valor líquido de impostos, sem PIS/Cofins.

    Preço do açúcar recua pela terceira semana consecutiva

    O preço médio do açúcar cristal branco caiu pela terceira semana seguida, conforme levantamento do Cepea.
    Entre 12 e 19 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ São Paulo ficou em R$ 105,94 por saca. O valor representa queda de 1,44% em relação ao período anterior.

    Segundo o Cepea, a pressão veio da maior participação de açúcar com coloração mais elevada nas negociações.
    Esses lotes apresentam Icumsa até 180 e qualidade inferior ao padrão mais valorizado. Pesquisadores explicam que a queda reflete mudança no perfil de qualidade, não retração da demanda.

    No mercado internacional, expectativas de superávit global pressionaram os contratos futuros em Nova York.
    As projeções indicam excedente acima de 2 milhões de toneladas na safra 2025/26. Por outro lado, estimativas de menor produção brasileira em 2026/27 limitaram quedas mais intensas.

  • Maior oferta de mandioca pressiona preços no mercado

    Maior oferta de mandioca pressiona preços no mercado

    Depois de longo recesso e dificuldades climáticas, mandiocultores intensificaram a colheita e a comercialização na última semana, informa o Cepea. Com isso, produtores buscam maior capitalização e ampliam o volume ofertado de raiz no mercado.

    Ao mesmo tempo, parte das indústrias ainda não retomou o processamento ou opera com capacidade parcial.
    Dessa forma, a oferta de mandioca supera a demanda e pressiona as cotações, segundo o Centro de Pesquisas.

    De acordo com dados recentes do IBGE, a produção brasileira de mandioca somou 19,8 milhões de toneladas em 2025. Esse volume representa crescimento anual de 3,9% na produção nacional.

    Entre os estados produtores de fécula, o Paraná registrou queda de 0,5%, com produção de 3,6 milhões de toneladas. Já Mato Grosso do Sul e São Paulo apresentaram altas de 18,6% e 1,1%, respectivamente.
    Para este ano, as projeções indicam aumento de 22% na produção paranaense, estimada em 4,4 mil hões de toneladas. Por outro lado, São Paulo e Mato Grosso do Sul devem registrar quedas de 2,3% e 1,3%.

  • Alto consumo sustenta preços da carne bovina

    Alto consumo sustenta preços da carne bovina

    Os preços da carne bovina seguem sustentados na primeira quinzena de janeiro de 2026, apontam levantamentos do Cepea. O movimento ocorre na contramão do padrão sazonal esperado para o período, segundo o Centro de Pesquisas.

    A principal sustentação vem da demanda firme, apesar das despesas extras típicas do primeiro mês do ano. Tradicionalmente, consumidores reduzem compras de cortes nobres e priorizam opções mais acessíveis. Entre essas alternativas, destacam-se carnes do dianteiro bovino, além das proteínas suína e de frango.

    Agora, agentes do mercado monitoram a segunda metade de janeiro com maior cautela. O início do pagamento de tributos pode limitar novas altas da carne com maior valor agregado.

    No mercado do boi gordo, os preços permanecem praticamente estáveis. Esse cenário reflete a combinação entre oferta limitada e demanda estável, conforme o Cepea.

    Desde novembro de 2022, a carne no atacado vale mais que o boi pago ao pecuarista paulista. A comparação considera 15 quilos de carcaça casada com osso no atacado da Grande São Paulo. Os valores utilizam o Indicador CEPEA/ESALQ, com dados deflacionados pelo IGP-DI. Na parcial de janeiro, a vantagem da carne sobre o animal para abate alcança R$ 25,64 por arroba.

  • Entenda a grande queda de preço dos ovos em 2026

    Entenda a grande queda de preço dos ovos em 2026

    Os preços dos ovos fecharam dezembro de 2025 na menor média do ano. Além disso, a desvalorização continua e se intensifica neste início de 2026. Segundo o Cepea, todas as praças acompanhadas registram quedas mais acentuadas em janeiro.

    Esse movimento ocorre, principalmente, por causa da maior oferta do produto no mercado. Ao mesmo tempo, as vendas mostram enfraquecimento, conforme apontam pesquisadores do Cepea.

    Tradicionalmente, o primeiro mês do ano apresenta demanda mais retraída. Isso acontece devido ao menor poder de compra da população após gastos extras do período. Como resultado, os preços seguem pressionados no mercado atacadista.

    O levantamento do Cepea indica queda expressiva em Bastos, no interior de São Paulo. Na região, a caixa com 30 dúzias de ovos brancos tipo extra custa R$ 89,56. O valor considera a retirada na granja até o dia 7 de janeiro. O preço representa recuo de 25,3% em relação a dezembro de 2025. Além disso, o valor está 36,2% abaixo da média de janeiro de 2025. Os dados estão deflacionados pelo IGP-DI de novembro de 2025.

  • Açúcar e oferta de etanol pressionam mercado em 2026/27

    Açúcar e oferta de etanol pressionam mercado em 2026/27

    A entressafra 2025/26 começa em janeiro e pode manter preços firmes ao vendedor. Além disso, a demanda segue aquecida, segundo pesquisadores do Cepea. Os estoques menores de etanol no Centro-Sul também sustentam as cotações.

    Por outro lado, a safra 2026/27 exige atenção redobrada do mercado. A temporada começa oficialmente em abril de 2026. Nesse contexto, os preços internacionais do açúcar ganham importância estratégica.

    Ao mesmo tempo, o setor acompanha a expansão da produção de etanol. O risco surge caso a oferta cresça mais rápido que a demanda. Por isso, agentes consultados pelo Cepea indicam maior cautela no ciclo.

    Assim, a safra 2026/27 tende a ter poucos fatores de sustentação de preços. Segundo o Cepea, o cenário desenhado é mais desafiador. Há possibilidade de pressão baixista sobre as cotações do biocombustível.

    As projeções preliminares indicam moagem de cerca de 625 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul. No mercado internacional, a expectativa aponta para superávit global de açúcar. Esse cenário indica maior disponibilidade do produto.

    Além disso, cresce a sinalização de aumento da participação vendedora. Com preços externos mais enfraquecidos, usinas podem ajustar o mix produtivo. Nesse movimento, as empresas podem direcionar mais cana para o etanol.

    Consequentemente, a maior oferta pode intensificar a pressão sobre os preços do biocombustível.
    Outro fator relevante envolve o comportamento do preço do petróleo. 
    No etanol de milho, o Cepea observa trajetória clara de crescimento produtivo.

    A safra 2025/26 já mostrou expansão frente ao ciclo anterior. Além disso, a participação do etanol de milho deve continuar avançando.

  • Disponibilidade de frango cai e preços avançam

    Disponibilidade de frango cai e preços avançam

    Dados do IBGE analisados pelo Cepea mostram que a oferta interna de carne de frango caiu entre agosto e setembro. O volume voltou aos níveis registrados antes da confirmação da gripe aviária no país. A retomada gradual das exportações reduziu a disponibilidade doméstica e sustentou a alta dos preços.

    A disponibilidade interna somou 111 milhões de quilos no período, número próximo aos 110 milhões de quilos verificados entre janeiro e abril de 2025. Esses dados antecedem o caso de gripe aviária. Em maio, durante o pico das restrições às exportações, a oferta interna superou 123 milhões de quilos. Os números se referem ao estado de São Paulo.

    Os levantamentos do Cepea mostram que os preços da carne de frango sobem há meses. A menor oferta e o avanço dos embarques sustentam as cotações no mercado paulista.

    Ovos: produção perde ritmo, mas preços continuam fracos

    A produção brasileira de ovos perdeu ritmo no terceiro trimestre, mas manteve crescimento no acumulado do ano. Dados do IBGE analisados pelo Cepea indicam que o país produziu 1,02 bilhão de dúzias entre julho e setembro. O volume caiu 1,4% frente ao trimestre anterior, mas avançou 2,5% na comparação com igual período de 2024.

    No ano, a produção soma 3,04 bilhões de dúzias, recorde para o período na série histórica iniciada em 2012. Mesmo assim, os preços seguiram enfraquecidos no terceiro trimestre.

    O Cepea aponta que a média dos ovos brancos tipo extra, FOB em Bastos (SP), ficou em R$ 149,15 por caixa de 30 dúzias, queda real de 14%. O cálculo considera deflação pelo IGP-DI de novembro de 2025. Para os ovos vermelhos, a desvalorização real foi de 16%, com média de R$ 164,45 por caixa na região paulista.

     

  • Soja e milho iniciam dezembro com ritmos opostos

    Soja e milho iniciam dezembro com ritmos opostos

    As negociações de soja começaram dezembro em ritmo lento, segundo levantamento do Cepea. O movimento ocorre porque compradores e vendedores mantêm grande disparidade entre preços ofertados e pedidos.

    Boa parte dos consumidores está abastecida e espera queda nas cotações, o que reduz o interesse no spot. Ao mesmo tempo, produtores permanecem capitalizados e evitam ofertar novos lotes, enquanto priorizam as atividades de campo.

    Os sojicultores seguem preocupados com possíveis perdas de produtividade. Essa preocupação cresce em regiões que enfrentam déficit hídrico. Colaboradores consultados pelo Cepea avaliam que a safra 2025/26 dificilmente alcançará as 177 milhões de toneladas previstas pela Conab.

    Milho: interesse comprador e retração vendedora elevam preços

    Os preços do milho subiram no mercado interno na última semana, aponta o Cepea. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa, em Campinas (SP), se aproxima de R$ 70 por saca de 60 quilos, patamar nominal visto pela última vez em maio de 2025.

    O avanço ocorre porque o maior interesse comprador se soma à retração vendedora. Produtores focam a semeadura e monitoram o desenvolvimento das lavouras. Em algumas regiões, agricultores demonstram preocupação com o clima quente. Em outras, ainda avaliam efeitos das chuvas de meados de novembro.

    Nesse cenário, agentes limitam a oferta de lotes no spot e aguardam novas valorizações. Do lado da demanda, compradores tentam recompor estoques para o fim do ano e o início do próximo. No entanto, enfrentam preços mais altos pedidos pelos vendedores.

    Alguns compradores evitam o spot e aguardam possíveis quedas nas cotações. Eles se baseiam na proximidade da colheita da safra verão, que deve liberar armazéns e gerar necessidade de caixa, além do maior excedente interno e das exportações abaixo do esperado.

     

  • Preço da mandioca registra maior queda desde julho

    Preço da mandioca registra maior queda desde julho

    As cotações da mandioca caíram 4,4% na última semana, segundo o Cepea. O recuo foi o mais intenso desde julho e ocorreu por causa do descompasso entre oferta e demanda.

    A colheita ganhou ritmo nos últimos dias, porque o clima favoreceu os trabalhos. Produtores também aceleraram a retirada das raízes devido à necessidade de capitalização e às expectativas baixistas para o início de 2026.

    Ao mesmo tempo, a demanda industrial enfraqueceu, já que empresas iniciaram recesso ou manutenção. Esse cenário ampliou a pressão sobre os preços.

    Entre 1º e 5 de dezembro, o preço médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 530,81. O valor equivale a R$ 0,9232 por grama de amido e representa queda de 4,4% frente ao período anterior.
    Na comparação anual, o preço recuou 23,8% em termos reais, deflacionado pelo IGP-DI.

    Pesquisas do Cepea mostram menor movimentação nos mercados de fécula e de farinha. As cotações recuaram na maioria das regiões acompanhadas.

  • Maior oferta derruba preços da mandioca

    Maior oferta derruba preços da mandioca

    Os produtores ampliaram a oferta de mandioca na última semana, impulsionados por clima mais favorável e necessidade de capitalização. A oferta cresceu mesmo com margens apertadas, segundo levantamentos do Cepea. Além disso, a disponibilidade de raiz superou a demanda industrial na maioria das regiões monitoradas.

    Como resultado, os preços da mandioca recuaram novamente nos principais polos produtores do país.A média mensal também sofreu pressão e caiu em novembro, após dois meses consecutivos de alta.

    De acordo com pesquisadores do Cepea, o desequilíbrio entre oferta e demanda tende a aumentar nas próximas semanas. Parte dos produtores pretende intensificar as entregas de raiz no mercado físico.

    Por outro lado, indústrias afirmam que devem suspender atividades para manutenção e recesso de fim de ano. Consequentemente, o mercado pode registrar novas quedas nos preços da mandioca em todas as regiões acompanhadas.