Tag: oferta

  • Etanol cai em São Paulo apesar do aumento da mistura

    Etanol cai em São Paulo apesar do aumento da mistura

    Os preços do etanol continuam em queda no mercado de São Paulo. A oferta crescente e a demanda fraca pressionam as cotações. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as férias escolares reduziram o fluxo de veículos. Como resultado, o consumo de combustíveis perdeu força.

    Na semana passada, distribuidoras compraram pequenos volumes em São Paulo. Em alguns casos, elas buscaram maiores quantidades em outros estados. Mesmo assim, vendedores precisaram reduzir ainda mais os preços para fechar negócios.

    Além disso, o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina não impulsionou a demanda. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a elevação da mistura de 30% para 32% na última terça-feira (14). A medida entrará em vigor em 1º de agosto. Ela terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

    Segundo o Cepea, a mudança ainda não gerou efeitos concretos sobre o mercado. Os pesquisadores também destacam que algumas usinas anteciparam vendas quando os preços estavam mais atrativos. Por isso, essas unidades reduziram a participação nas negociações do mercado spot nas últimas semanas.

    Açúcar cristal mantém oscilações em São Paulo

    Os preços do açúcar cristal branco continuam oscilando no mercado paulista. Nos últimos dias, as cotações registraram altas expressivas. O movimento acompanhou a valorização do mercado internacional. Ainda assim, a recuperação não definiu uma tendência consistente para os preços.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a volatilidade resulta das mudanças constantes em fatores do mercado interno e externo. Esse cenário dificulta uma direção mais clara para as cotações. Ao mesmo tempo, a produção atende às expectativas do setor. As condições climáticas favorecem o desenvolvimento da safra. Com isso, a oferta abastece o mercado interno e ainda garante excedentes para exportação.

  • Exportações de café caem 18% na safra 2025/26

    Exportações de café caem 18% na safra 2025/26

    As exportações brasileiras de café somaram 35,4 milhões de sacas na parcial da safra 2025/26. O período considera julho de 2025 a maio de 2026. A receita acumulada alcançou US$ 13,6 bilhões, segundo dados do Cecafé.

    O volume exportado ficou 18% abaixo da safra anterior. No mesmo intervalo de 2024/25, o Brasil embarcou 43 milhões de sacas.

    Preços elevados sustentam receita

    Apesar da queda nos embarques, a receita permaneceu praticamente estável. Na safra anterior, o faturamento atingiu US$ 13,7 bilhões. Segundo o Cepea, os preços elevados do café compensaram grande parte da redução no volume exportado. Dessa forma, o setor manteve um desempenho financeiro próximo ao registrado na temporada passada.

    Menor oferta reduz embarques

    O Cepea atribui a retração das exportações à menor produção da safra 2025/26. Além disso, os estoques nacionais permaneceram em níveis historicamente baixos. Ao longo da temporada, o mercado comercializou gradualmente o café disponível. Como resultado, restou pouco produto para novas negociações. Os pesquisadores destacam ainda que os produtores estavam capitalizados. Por isso, não demonstraram urgência para vender os volumes remanescentes.

    Nova safra avança no campo

    A colheita da safra 2026/27 ganhou força em maio. Com isso, as negociações da nova temporada avançaram de forma significativa. No entanto, o café recém-colhido ainda precisa passar por preparo e beneficiamento. Por essa razão, os negócios fechados não resultam em embarques imediatos. Segundo o Cepea, parte desse movimento pode aparecer nas exportações de junho. Mesmo assim, o impacto inicial deve ocorrer de forma limitada.

  • Demanda por suco desafia setor citrícola em 2026/27

    Demanda por suco desafia setor citrícola em 2026/27

    A safra brasileira de laranja 2025/26 caminha para o encerramento. No entanto, o setor já volta as atenções para os desafios de 2026/27. Os pesquisadores do Cepea afirmam que a principal preocupação deixa de ser a oferta de fruta. Agora, o foco está na recuperação da demanda global por suco de laranja.

    Mesmo com a expectativa de menor produção brasileira na próxima temporada, as exportações seguem em ritmo limitado. Além disso, a demanda europeia ainda apresenta recuperação lenta. Entre julho de 2025 e maio de 2026, o Brasil exportou 749,1 mil toneladas de suco de laranja em equivalente concentrado. O volume ficou apenas 2,8% acima do registrado na safra anterior.

    Os dados da ComexStat mostram crescimento modesto nos embarques. Porém, a receita cambial recuou 27,6% no período. Segundo o Cepea, a queda ocorreu devido à forte desvalorização dos preços internacionais. Ao longo da safra, as cotações externas caíram quase 30%.

    Enquanto isso, os Estados Unidos ampliaram sua relevância para o setor citrícola brasileiro. O país consolidou sua posição como principal suporte das exportações nacionais. A participação norte-americana na receita das vendas externas subiu de 39% para 44%. Já a fatia da União Europeia recuou de 51% para 47%.

    De acordo com os pesquisadores, esse movimento evidencia as dificuldades da recuperação do consumo europeu. Historicamente, o bloco representa o principal destino do suco brasileiro.

    De olho nas tarifas norte-americanas

    Além da demanda internacional, o mercado monitora as discussões tarifárias nos Estados Unidos. O tema ganhou importância ao longo da atual temporada.

    Para a safra 2026/27, o desempenho do mercado dependerá de vários fatores. Entre eles estão a retomada do consumo na Europa e nos Estados Unidos. Além disso, o setor aguarda definições sobre o ambiente regulatório e tarifário norte-americano. Esse cenário deve influenciar diretamente as exportações brasileiras de suco de laranja.

  • Oferta reduzida mantém alta do preço do feijão

    Oferta reduzida mantém alta do preço do feijão

    A menor oferta de feijão segue sustentando os preços no mercado brasileiro. O ritmo lento da colheita no Paraná reforçou esse movimento.

    Segundo pesquisadores do Cepea, as cotações do feijão carioca e preto avançaram nas principais praças produtoras.

    O Paraná, maior produtor da segunda safra, enfrenta atraso no desenvolvimento das lavouras. Além disso, as chuvas irregulares postergaram a colheita.

    Com isso, a disponibilidade de grãos permaneceu limitada na semana passada. O cenário reduziu a oferta e sustentou os preços. Ainda conforme o Cepea, novas projeções indicaram recuo na produção paranaense para a safra 2025/26.

    Neste início de maio, os preços do feijão carioca continuam em alta. Os agentes acompanham o calendário da colheita no Paraná. Além disso, o mercado monitora a aproximação de uma frente fria na Região Sul. Mesmo assim, compradores mantêm cautela nas negociações.

    As cotações mais elevadas reduziram o volume negociado. Por outro lado, o feijão preto ganhou espaço entre os compradores. A demanda por novos grãos da segunda safra também aumentou nos últimos dias.

  • Entenda o reflexo do recorde de exportação da soja brasileira

    Entenda o reflexo do recorde de exportação da soja brasileira

    O Brasil mantém a liderança global nas exportações de soja. A forte demanda internacional, principalmente da China, impulsiona os embarques.

    Segundo o Cepea, o desempenho das exportações sustenta a receita do setor. Isso ocorre apesar da ampla oferta interna e da queda dos preços domésticos. Além disso, a desvalorização cambial também pressiona o mercado brasileiro da soja.

    Recorde de exportação

    Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja. O volume representa recorde histórico da série da Secex. O resultado superou em 15,35% o volume embarcado em março. Na comparação anual, o avanço foi de 9,6%.

    As vendas para a China cresceram 17,6% entre março e abril. O país segue como principal comprador da soja brasileira.

    No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 40,24 milhões de toneladas. O volume também representa recorde para o período.

    Milho

    Enquanto isso, os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A maior oferta pressiona o mercado. A colheita da safra de verão e os estoques elevados ampliam a disponibilidade do cereal.

    Diante desse cenário, compradores encontram facilidade para fechar negócios. Além disso, muitos aguardam novas quedas nos preços. Parte dos vendedores também flexibiliza negociações no mercado spot.

    Segundo o Cepea, os armazéns recebem lotes de soja e milho da safra de verão. Ao mesmo tempo, ainda há estoques remanescentes da temporada 2024/25. Por isso, produtores buscam liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa.

    Apesar disso, o clima preocupa agentes do mercado. Algumas regiões produtoras da segunda safra enfrentam falta de chuva e altas temperaturas.

    Além disso, previsões de frentes frias voltaram ao radar do setor. Caso as condições climáticas adversas persistam, o potencial produtivo das lavouras poderá diminuir.

    Até o momento, a Conab estima produção de 109,11 milhões de toneladas na segunda safra de milho.

  • Preços dos ovos caem, mas média mensal sobe

    Preços dos ovos caem, mas média mensal sobe

    Os preços dos ovos recuaram na última semana nas regiões acompanhadas pelo Cepea. Ainda assim, a média mensal segue em alta. A reta final da Quaresma não sustentou a demanda. Além disso, o consumo perdeu força na segunda quinzena de março.

    Esse movimento ocorre tradicionalmente neste período. Como resultado, as cotações caíram nos últimos dias. Essa foi a primeira queda desde o início da Quaresma, em 18 de fevereiro. Até então, os preços vinham em alta.

    Mesmo com a recente baixa, o mercado mantém valorização no acumulado. As altas da primeira quinzena sustentaram a média mensal. Os dados indicam aumento no preço médio dos ovos. A comparação considera fevereiro e a parcial de março até o dia 25.

    Segundo agentes consultados pelo Cepea, a oferta segue controlada. No entanto, a baixa liquidez pressiona os preços. O volume menor de negócios reforçou a busca por descontos. Consequentemente, as cotações recuaram no período recente. Apesar disso, o setor projeta melhora nas vendas. A expectativa considera a chegada da Semana Santa. Nesse período, a demanda por ovos tende a crescer. Assim, pesquisadores do Cepea esperam recuperação nos preços.

  • Importações de arroz avançam com oferta restrita

    Importações de arroz avançam com oferta restrita

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul registra oferta restrita e baixa liquidez. O levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada mostra preocupação crescente entre agentes do setor.
    Além da escassez do cereal, a alta do diesel pressiona os custos de frete e logística. Esse aumento ocorre justamente durante a intensificação da colheita e do transporte da produção.

    Compradores elevam ofertas para garantir produto

    Nos últimos dias, compradores elevaram as ofertas para garantir abastecimento. Alguns agentes reajustaram os preços de aquisição mais de uma vez. Mesmo assim, a disponibilidade de arroz no mercado permaneceu limitada.

    Produtores seguram vendas e priorizam colheita

    Segundo pesquisadores do Cepea, parte dos produtores mantém postura retraída. Ou seja, esses produtores aguardam sinais mais claros do mercado antes de negociar. Ao mesmo tempo, outra parcela concentra esforços nos trabalhos de colheita. Em algumas regiões, produtores relatam produtividade menor nas lavouras.

    Alta do diesel preocupa cadeia do arroz

    Agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada também demonstram preocupação com o diesel mais caro. Os relatos indicam inclusive desabastecimento regional do combustível.
    As tensões geopolíticas globais impulsionam essa alta de preços.

    Colheitas simultâneas ampliam pressão logística

    O cenário preocupa especialmente o setor no Rio Grande do Sul. No estado, a colheita de arroz ocorre ao mesmo tempo que a safra de soja. Essa coincidência aumenta a demanda por transporte e amplia os custos logísticos do agronegócio.

     

  • Oferta restrita de mandioca eleva preços pela quinta semana

    Oferta restrita de mandioca eleva preços pela quinta semana

    A oferta restrita de mandioca elevou os preços da raiz pela quinta semana consecutiva no Brasil. Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam dois fatores principais para o movimento. A disponibilidade limitada de matéria-prima e a demanda industrial mais forte sustentam as cotações.

    Além disso, produtores mantêm cautela na comercialização. Muitos agricultores ainda consideram a rentabilidade da atividade baixa. Ao mesmo tempo, o clima também influencia o ritmo da oferta. Em algumas regiões produtoras, a falta de umidade no solo dificulta o avanço da colheita.

    Preço da mandioca registra nova alta semanal

    O levantamento do Cepea mostra que a tonelada de mandioca posta fecularia fechou a semana passada em R$ 503,96. Ou seja, o valor representa alta de 2,5% em relação ao período anterior. Com isso, o preço acumulou avanço de 7,2% nas últimas quatro semanas.

    Cotação ainda fica abaixo do ano passado

    Apesar das recentes altas, o valor atual ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Em termos nominais, a média da última semana ficou 10,4% menor no comparativo anual. Quando se considera a inflação medida pelo IGP-DI, a desvalorização anual chega a 8,7%.

  • Boi gordo mantém valorização com oferta restrita

    Boi gordo mantém valorização com oferta restrita

    Os preços do boi gordo seguem firmes no mercado brasileiro no fim de fevereiro. Além disso, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ opera acima de R$ 330,00 em quase todo o mês. Até 24 de fevereiro, o indicador acumula alta de 7,1%.

    Os pesquisadores do Cepea atribuem a valorização à oferta restrita de animais prontos para abate. Ao mesmo tempo, a demanda interna permanece firme e sustenta os negócios.

    Exportação recorde

    No mercado externo, os embarques registram desempenho recorde neste início de ano. Com isso, a arroba do boi gordo mantém trajetória de valorização.

    No segmento de reposição, o bezerro nelore de 8 a 12 meses também registra alta. Em Mato Grosso do Sul, o preço do animal avança 4,56% na parcial de fevereiro, até o dia 24.

    Para as próximas semanas, o mercado deve monitorar o ritmo das exportações. Além disso, agentes acompanham a entrada de animais de confinamento no mercado. O comportamento da demanda doméstica no pós-Carnaval também entra no radar. Da mesma forma, o período da Quaresma pode influenciar o consumo de carne bovina. Esses fatores devem determinar a continuidade, ou não, da valorização da arroba.

  • Demanda pontual sustenta preços do arroz

    Demanda pontual sustenta preços do arroz

    Os preços do arroz em casca seguem firmes no Rio Grande do Sul. A demanda pontual para recompor estoques sustenta os valores atuais. Segundo o Cepea, a oferta ajustada também colabora para manter o mercado equilibrado.

    Mesmo assim, o ritmo de negócios permanece lento no estado. Compradores e vendedores ainda mostram desacordo nas negociações. Esse cenário gera cautela entre os agentes de toda a cadeia.

    Negociação

    Os produtores adotam estratégias diferentes na comercialização do cereal. Os mais capitalizados seguram as vendas e aguardam melhores condições. Outros produtores direcionam o arroz ao armazenamento nas propriedades. Eles tomam essa decisão por causa da proximidade da safra 2025/26.

    Os compradores ajustam as estratégias para garantir o abastecimento. Essa movimentação ocorre, sobretudo, nas regiões com oferta limitada. Com isso, o mercado do arroz mantém estabilidade nos preços.