Açúcar e oferta de etanol pressionam mercado em 2026/27

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A entressafra 2025/26 começa em janeiro e pode manter preços firmes ao vendedor. Além disso, a demanda segue aquecida, segundo pesquisadores do Cepea. Os estoques menores de etanol no Centro-Sul também sustentam as cotações.

Por outro lado, a safra 2026/27 exige atenção redobrada do mercado. A temporada começa oficialmente em abril de 2026. Nesse contexto, os preços internacionais do açúcar ganham importância estratégica.

Ao mesmo tempo, o setor acompanha a expansão da produção de etanol. O risco surge caso a oferta cresça mais rápido que a demanda. Por isso, agentes consultados pelo Cepea indicam maior cautela no ciclo.

Assim, a safra 2026/27 tende a ter poucos fatores de sustentação de preços. Segundo o Cepea, o cenário desenhado é mais desafiador. Há possibilidade de pressão baixista sobre as cotações do biocombustível.

As projeções preliminares indicam moagem de cerca de 625 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul. No mercado internacional, a expectativa aponta para superávit global de açúcar. Esse cenário indica maior disponibilidade do produto.

Além disso, cresce a sinalização de aumento da participação vendedora. Com preços externos mais enfraquecidos, usinas podem ajustar o mix produtivo. Nesse movimento, as empresas podem direcionar mais cana para o etanol.

Consequentemente, a maior oferta pode intensificar a pressão sobre os preços do biocombustível.
Outro fator relevante envolve o comportamento do preço do petróleo. 
No etanol de milho, o Cepea observa trajetória clara de crescimento produtivo.

A safra 2025/26 já mostrou expansão frente ao ciclo anterior. Além disso, a participação do etanol de milho deve continuar avançando.

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