Tag: Mercosul

  • Gira Internacional Hereford promove intercâmbio no Mercosul

    Gira Internacional Hereford promove intercâmbio no Mercosul

    A Gira Internacional Hereford 2025 será realizada entre os dias 11 e 13 de junho. E vai reunir criadores, técnicos e profissionais da cadeia da carne de Brasil, Argentina e Uruguai. O evento, focado em genética bovina e produção de carne de qualidade, tem como objetivo fortalecer a raça Hereford no Mercosul. E promover a troca de experiências e a integração de práticas produtivas entre os três países.

    Durante a programação, os participantes visitarão propriedades selecionadas nos três países, conhecendo de perto sistemas de manejo, seleção genética e estratégias de produção de carne bovina. O roteiro começa na Argentina, no Estabelecimento Aguaceritos, na manhã do dia 11 de junho. Na mesma data, já no Brasil, haverá um jantar de confraternização para os convidados.

    No dia 12 de junho, a Gira Internacional Hereford 2025 segue em solo brasileiro. Está prevista visitas à Estância São Joaquim (às 8h), à Cabanha São Fernando (às 10h) e à Cabanha Touro Passo (às 14h30). O encerramento acontece no Uruguai, na sexta-feira, 13 de junho, com visitas à Santa María del Arapey, em Baltasar Brum (às 8h), e à propriedade Pingo Viejo (às 14h).

    Integração e evolução da raça Hereford no Mercosul

    Segundo Eduardo Soares, presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), a Gira Internacional Hereford 2025 representa uma oportunidade única para o intercâmbio de conhecimento entre produtores e técnicos da região. “Brasil, Uruguai e Argentina estão juntos em três dias de intensa troca técnica. É uma oportunidade para identificar boas práticas e evoluir na consolidação da raça Hereford como base produtiva de carne de qualidade no Mercosul”, destaca Soares.

    A Gira Internacional Hereford integra o calendário técnico da raça e tem como foco principal o fortalecimento de sistemas de produção alinhados à adaptabilidade genética, rendimento e padronização racial, promovendo avanços na pecuária de corte do Mercosul.

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  • Paraná aumenta produção de cebola com investimento em tecnologia

    Paraná aumenta produção de cebola com investimento em tecnologia

    Após uma queda drástica na safra 2023/24, influenciada por condições climáticas adversas, o Paraná recuperou sua produção de cebola na temporada 2024/25, atingindo 127,6 mil toneladas – um salto de 44% em relação ao ciclo anterior. O avanço é atribuído à tecnificação das lavouras na região de Guarapuava, que elevou a produtividade para 38,9 mil quilos por hectare, a maior dos últimos 10 anos.

    A retomada da produção paranaense será um dos temas em debate no XXVI Seminário de Cebola do Mercosul, realizado nesta sexta (21) e sábado (22) na Argentina. O evento contará com a participação do engenheiro agrônomo Paulo Andrade, analista do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura (Seab).

    Segundo Andrade, a região de Guarapuava se destaca com produtividade de 50 toneladas por hectare, enquanto outras áreas do país oscilam em 20 toneladas. “A tecnificação acelerada na região explica a recuperação. Estamos unindo conhecimento técnico às demandas do mercado internacional”, afirmou.

    Queda nas importações e expansão da área plantada

    Em 2024, a escassez de cebola no Brasil levou o país a importar 257,4 mil toneladas (US$ 84,4 milhões). Um aumento de 92% em volume e 174% em valor frente a 2023. O Paraná, por sua vez, adquiriu 32,5 mil toneladas no ano passado, principalmente da Argentina (27,9 mil t.).

    A expectativa é que o estado amplie a área plantada, que subiu de 2.701 hectares (2023/24) para 3.277 hectares na safra atual. O pico histórico foi em 2016, com 5.859 hectares e produção de 130,8 mil toneladas.

    Carne suína: Paraná bate recorde histórico em exportações

    Além da cebola, o Paraná celebrou em fevereiro o melhor resultado mensal em exportações de carne suína desde 1997, com 17,82 mil toneladas vendidas. Uma alta de 47,9% ante o mesmo período de 2023. Destacam-se novos mercados como Filipinas (1,1 mil t.), Vietnã e Hong Kong.

    Na pecuária bovina, o Brasil exportou 423,5 mil toneladas de carne nos dois primeiros meses de 2024, sendo 183,7 mil t. destinadas à China. A receita subiu de U$ 1,79 bilhão em 2023 para U$ 2,03 bilhões  em 2024.

    Frango e milho: liderança e desafios climáticos

    No segmento avícola, o Paraná manteve a liderança nacional com 2,208 bilhões de frangos abatidos em 2024 (34,2% do total do país), gerando 4,756 milhões de toneladas de carne.

    Já o plantio de milho da segunda safra no estado atingiu 91% dos 2,6 milhões de hectares previstos. Mas enfrenta desafios com ondas de calor e chuvas irregulares. A primeira safra, com colheita de 84% dos 267 mil hectares, promete produtividade recorde de 10,4 mil kg/ha.

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  • Artigo: como o acordo do Mercosul e da UE afeta o agro brasileiro?

    Artigo: como o acordo do Mercosul e da UE afeta o agro brasileiro?

    Recentemente, o Mercosul e a União Europeia (EU) fecharam um novo acordo comercial, que estava em discussão há anos, que promete liberar 99% das exportações agrícolas brasileiras para o bloco europeu, sendo assim, esse novo acordo irá abrir portas para um mercado de mais de 450 milhões de consumidores, facilitando o acesso dos produtos brasileiros no mercado europeu, mas tendo que cumprir as exigências ambientais e sanitárias estabelecidas pela União Europeia.

    Renata Bueno, advogada, ex-parlamentar italiana e presidente do Instituto Cidadania Italiana.

    Desde o dia 1º de janeiro de 2025, a União Europeia aprovou o Regulamento Anti Desflorestamento (EUDR). A legislação proíbe a importação de produtos oriundos de áreas desmatadas. Independentemente de a prática ter ocorrido de forma legal ou ilegal no país de origem. Entretanto para atender às exigências da União Europeia que aprovou o Regulamento Anti Desflorestamento, os produtores brasileiros terão de comprovar que seus produtos não estão ligados ao desmatamento. Isso irá exigir a apresentação de documentos detalhados, como a geolocalização das áreas de produção. A rastreabilidade e a transparência da cadeia produtiva serão fundamentais para garantir a continuidade das exportações para a União Europeia.

    Novas regulamentações

    Com as novas regulamentações, os pequenos e médios produtores encontram desafios pela frente, podendo encontrar dificultar com os custos da adaptação às novas regras. Para minimizar impactos negativos, os exportadores brasileiros devem investir em tecnologias de rastreabilidade e transparência. Garantindo a conformidade com as exigências europeias e reforçando a competividade do setor no mercado internacional.

    Com a implementação do Regulamento Anti Desflorestamento irá acontecer um esforço conjunto do setor produtivo, do governo e das entidades representativas para assegurar que o Brasil continue sendo um protagonista no comércio agrícola global. Ou seja, parcerias com organizações não governamentais (ONGs) e instituições financeiras também podem ajudar a financiar a transição para práticas mais sustentáveis. O governo brasileiro pode desempenhar um papel crucial, oferecendo apoio técnico e financeiro aos produtores.

    É essencial equilibrar o crescimento econômico e a sustentabilidade, garantindo que as exigências ambientais não se tornem barreiras intransponíveis para os produtores brasileiros.

    Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente a opinião do Agro em Campo e de seus editores.

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  • Acordo Mercosul-UE: impactos nas exportações agrícolas do Brasil

    Acordo Mercosul-UE: impactos nas exportações agrícolas do Brasil

    O acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), firmado nesta sexta-feira (6) após 25 anos de negociações, manteve as condições originais para o comércio de produtos agropecuários. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro esclareceu que não houve mudanças em relação ao texto de 2019.

    Porém, a decisão contraria países como França e Polônia, que buscavam restringir produtos sul-americanos para proteger seus mercados. Além disso, ainda há resistência de Itália, Países Baixos e Áustria, que podem se opor à ratificação do tratado.

    Produtos com tarifas zeradas e cotas definidas

    Conforme o documento divulgado pelo governo brasileiro, café e sete tipos de frutas do Mercosul poderão entrar na UE sem tarifas nem cotas. Ou seja, as frutas beneficiadas incluem abacate, limão, lima, melão, melancia, uva de mesa e maçã.

    Por outro lado, produtos como carne, etanol e açúcar terão tarifas reduzidas gradualmente e estarão sujeitos a cotas específicas. Portanto, se as exportações ultrapassarem essas cotas, pagarão as alíquotas atuais.

    Café e frutas

    • Café: tarifas entre 7,5% e 11% serão eliminadas em até sete anos.
    • Uvas de mesa: tarifa de 11% será zerada imediatamente.
    • Abacate: tarifa de 4% deixará de existir em quatro anos.
    • Limões e limas: alíquota de 14% cairá em até sete anos.
    • Melão e melancia: tarifa de 9% chegará a zero em sete anos.
    • Maçã: alíquota de 10% será eliminada em dez anos.

    Produtos agropecuários com tarifas e cotas

    • Etanol industrial: cota inicial de 450 mil toneladas isenta de tributos.
    • Etanol combustível: cota de 200 mil toneladas com tarifa reduzida, expandindo ao longo de cinco anos.
    • Açúcar: cota inicial de 180 mil toneladas sem tarifas; excedentes pagarão até €98 por tonelada.
    • Carne bovina: cota de 99 mil toneladas com tarifa reduzida para 7,5%.
    • Carne de aves: cota de 180 mil toneladas isenta, dividida entre cortes com osso e desossados.
    • Carne suína: cota inicial de 25 mil toneladas com tarifa reduzida de €83 por tonelada.

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    Outras mercadorias beneficiadas

    • Suco de laranja: o acordo prevê alíquota zerada em até 10 anos.
    • Cachaça: o acordo eliminará as tarifas para garrafas de até 2 litros em quatro anos.
    • Queijos: cota de 30 mil toneladas com tarifa decrescente em 10 anos.
    • Mel: cota inicial de 45 mil toneladas sem tributos, ampliando em cinco anos.

    Impacto econômico e equilíbrio

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o acordo beneficiará 95% dos bens exportados pelo Mercosul, representando 92% do valor das exportações brasileiras à UE. Contudo, 3% dos produtos, principalmente agrícolas, continuarão sujeitos a barreiras ambientais e sanitárias.

    Em resumo, o governo brasileiro destacou que o tratado busca equilibrar a abertura de mercados com a proteção de setores sensíveis, preservando os interesses de ambas as partes.

     

  • Entenda como acordo Mercosul e União Europeia afeta seu bolso

    Entenda como acordo Mercosul e União Europeia afeta seu bolso

    Na abertura da 65ª Cúpula do Mercosul, realizada nesta sexta-feira (6) em Montevidéu, os presidentes de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, ao lado da Comissão Europeia, anunciaram a conclusão definitiva das negociações para o Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia. O pacto, que será preparado para assinatura nos próximos meses, estabelece uma das maiores áreas de livre comércio bilateral do planeta, abrangendo 718 milhões de pessoas e um PIB combinado de aproximadamente US$ 22 trilhões.

    Após 25 anos de tratativas, o acordo marca um ponto de inflexão para as relações entre os blocos. Desde 2023, sob liderança do Brasil, sete rodadas de negociações presenciais foram realizadas em Brasília, resultando em avanços significativos em áreas como comércio, sustentabilidade e defesa comercial.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o protagonismo do Brasil no desfecho das negociações. “Este acordo coloca o Mercosul no centro do comércio global, assegurando espaço para nossas políticas públicas e promovendo uma agricultura sustentável e de baixo carbono. Não aceitaremos tentativas de deslegitimar a qualidade e segurança de nossos produtos”, afirmou.

    Impactos econômicos e comerciais

    O acordo elimina ou reduz tarifas para 99% das exportações agrícolas brasileiras à União Europeia, incluindo produtos de alto valor agregado. Frutas frescas como abacates, limões e melões terão tarifas eliminadas em até sete anos, enquanto o café brasileiro — em suas formas verde, torrado e solúvel — terá acesso isento de tarifas no mesmo período. Carnes e etanol terão cotas preferenciais, com a carne bovina podendo exportar até 99 mil toneladas com tarifa reduzida de 7,5%, e o etanol beneficiado por uma cota de 650 mil toneladas, sendo 450 mil destinadas à indústria.

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    O agronegócio brasileiro, que em 2023 exportou US$ 18,7 bilhões para o mercado europeu, será um dos grandes beneficiados. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou que o acordo simboliza “um marco histórico para a diplomacia brasileira e uma oportunidade estratégica para consolidar o agronegócio como pilar do comércio internacional”.

    Por outro lado, o Mercosul comprometeu-se a reduzir tarifas para 96% das importações europeias em até 15 anos. Mas com exceções para produtos sensíveis como queijos, vinhos e chocolates, que terão prazos mais longos ou proteções específicas.

    Compromissos em sustentabilidade e governança

    O capítulo de sustentabilidade do acordo inclui compromissos conjuntos em práticas agrícolas responsáveis e proteção ambiental, alinhados às metas do Acordo de Paris. A União Europeia reconheceu os esforços brasileiros em iniciativas como o programa de Agricultura de Baixo Carbono, enquanto o texto prevê mecanismos de cooperação que evitam barreiras comerciais disfarçadas de regulamentações ambientais.

    Um ponto de atenção foi a inclusão do Princípio da Precaução, que permite a adoção de medidas protetivas mesmo sem comprovação científica conclusiva. Para evitar que o mecanismo seja usado como barreira comercial, as ações deverão ser baseadas em evidências científicas, revisadas periodicamente e compatíveis com o nível de proteção de cada país.

    Indicações geográficas e proteção comercial

    O acordo também avança no reconhecimento de indicações geográficas, garantindo proteção a 37 produtos brasileiros, como o Café da Alta Mogiana e a Cachaça de Salinas, e 346 europeus. Além disso, estabelece regras claras de origem para assegurar benefícios tarifários, promovendo transparência e equidade.

    Mecanismos antidumping e de salvaguarda foram mantidos, com maior transparência e consultas bilaterais para fortalecer a confiança entre os blocos.

    Integração regional e fortalecimento do Mercosul

    Além de impulsionar o comércio exterior, o acordo reforça a integração regional do Mercosul. E consolida o bloco como uma plataforma eficiente para inserir as economias do bloco em mercados globais. Ao abrir portas para novos acordos comerciais, o pacto aumenta a competitividade do Mercosul em relação a outros concorrentes.

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    “Este acordo não é apenas comercial. Ele representa a união de valores compartilhados, como a defesa da democracia, dos direitos humanos e da sustentabilidade. É uma oportunidade de coordenar ações em temas cruciais e fortalecer nossas economias”, declarou o presidente Lula.

    Próximos passos e perspectivas

    A preparação para a assinatura do acordo inclui revisões legais e institucionais. Especialistas apontam que ele pode transformar o Mercosul em um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. Desta forma, ampliando o acesso a mercados globais e fortalecendo a posição do Brasil como líder em segurança alimentar e sustentabilidade.

    Com potencial para dinamizar setores estratégicos e abrir novos mercados, o Acordo de Parceria entre Mercosul e União Europeia é mais do que um tratado comercial . É também um símbolo do fortalecimento das relações birregionais e do papel do Brasil no cenário global.

  • Itamaraty aposta em acordo Mercosul-UE até o fim do ano

    Itamaraty aposta em acordo Mercosul-UE até o fim do ano

    O Ministério das Relações Exteriores acredita na possibilidade de finalizar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia ainda este ano. Após a última rodada de negociações, realizada recentemente, o Itamaraty destacou “avanços importantes” no processo. O secretário de Assuntos Econômicos do ministério, Maurício Lyrio, afirmou nesta segunda-feira (2), em Brasília, que as questões pendentes serão submetidas aos líderes dos blocos para conclusão.

    Além disso, em coletiva à imprensa, Lyrio demonstrou otimismo com os desdobramentos recentes das negociações. Ele reiterou que há uma expectativa concreta de encerrar as tratativas até o final de 2024, um compromisso já mencionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Mercosul discutirá acordos com Efta e Emirados Árabes

    A Cúpula do Mercosul acontecerá nesta semana, nos dias 5 e 6 de dezembro, em Montevidéu, no Uruguai. Além do acordo com a União Europeia, os líderes do bloco devem tratar de negociações comerciais com o Efta — grupo formado por países europeus fora da União Europeia — e com os Emirados Árabes Unidos. Em resumo, a conclusão desses dois acordos, segundo previsões, pode ocorrer no próximo ano.

    Maurício Lyrio destacou que, entre o encerramento das negociações e a assinatura oficial do acordo Mercosul-UE, há um longo processo técnico. “A assinatura ocorre apenas após a tradução dos textos em 23 idiomas, exigida pela União Europeia. Isso demanda tempo e organização”, explicou.

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    Presidente Lula poderá realizar reuniões bilaterais no Uruguai

    Durante a visita ao Uruguai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com líderes de países vizinhos. Ao mesmo tempo, a secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, Gisela Padovan, informou que estão previstas conversas bilaterais com os presidentes da Bolívia, Luis Arce, e do Panamá, José Raul Mulino.

    Portanto, o governo brasileiro considera a Cúpula do Mercosul um momento estratégico para avançar em acordos comerciais e fortalecer laços com parceiros regionais e internacionais.

     

  • Mercosul e União Europeia discutem acordo em Brasília

    Mercosul e União Europeia discutem acordo em Brasília

    Brasília sedia, nesta semana, uma nova rodada de negociações entre o Mercosul e a União Europeia. Representantes dos dois blocos tentam superar impasses para viabilizar o acordo comercial. Os representantes apresentarão o texto final das discussões na reunião de presidentes do Mercosul, prevista para o início de dezembro, em Montevidéu. Portanto, caso haja consenso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participará do encontro no Uruguai, para a assinatura do tratado.

    Boicote francês à carne sul-americana agrava resistência ao acordo

    O boicote do Carrefour à carne da América do Sul trouxe tensão às negociações. O CEO global da rede francesa anunciou que não comprará carne sul-americana na França, alegando preocupações com a qualidade do produto. A declaração gerou reação do presidente Lula, que defendeu o acordo com a União Europeia e afirmou que os franceses “não apitam mais nada”.

    No mesmo dia, o Carrefour se desculpou com o Brasil, mas a França reforçou sua oposição ao tratado comercial. Em votação simbólica, o parlamento francês rejeitou o acordo, enquanto a ministra da Agricultura do país alegou que produtos sem conformidade com padrões europeus representam riscos sanitários, ambientais e à soberania francesa.

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    Brasil critica postura francesa e busca estratégias para avançar

    O senador Nelsinho Trad, presidente da representação brasileira no Parlamento do Mercosul, classificou a atitude francesa como tentativa de atrapalhar as negociações. Além disso, ele convocou reunião com membros do Parlasul e diplomatas do Itamaraty para alinhar estratégias.

    Apesar das reações, críticas internas no Congresso Nacional destacam a necessidade de o governo brasileiro adotar uma postura mais firme contra as provocações da França. Parlamentares apontam que a resposta poderia ser mais contundente para preservar os interesses do Brasil nas discussões comerciais.

    As negociações seguem até o final da semana, com expectativa de avanços que contemplem os interesses dos dois blocos.

     

     

     

  • JBS e Masterboi suspendem fornecimento para Carrefour e Atacadão

    JBS e Masterboi suspendem fornecimento para Carrefour e Atacadão

    A JBS e o Masterboi, dois dos maiores frigoríficos do Brasil, suspenderam o fornecimento de carne ao Grupo Carrefour e ao Atacadão em resposta às declarações do CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard. Na última quarta-feira (20), Bompard anunciou que a rede francesa deixaria de comercializar carne proveniente do Mercosul, alegando que esses produtos não atendem às exigências do mercado francês. Essa decisão gerou uma onda de retaliação por parte das indústrias brasileiras, que já afeta cerca de 150 lojas do Carrefour no Brasil.

    A suspensão do fornecimento começou a ser implementada na quinta-feira (21) e se intensificou nos dias seguintes, com a expectativa de que o desabastecimento das lojas ocorra em até três dias, devido à natureza perecível dos produtos. As empresas envolvidas, incluindo a JBS — que fornece a marca Friboi — e a Marfrig, não comentaram oficialmente sobre a situação. No entanto, fontes da indústria afirmam que a Friboi é responsável por 80% do volume de carne fornecido ao Carrefour.

    A reação das indústrias foi apoiada pelo governo brasileiro, que pediu ações enérgicas contra o boicote da rede. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressaram apoio às medidas tomadas pelos frigoríficos. Diversas associações do agronegócio, em uma nota conjunta, reafirmaram o compromisso com a produção responsável e sustentável e destacaram que, se o mercado francês não considera o Mercosul um fornecedor adequado, outros países também deveriam adotar o mesmo posicionamento.

    Atacadão e Carrefour – outro lado

    O Carrefour, por sua vez, negou a ocorrência de desabastecimento em suas lojas no Brasil, mas não comentou sobre a interrupção do fornecimento. A situação gerou descontentamento entre os produtores brasileiros, que veem essa medida como uma desvalorização dos produtos nacionais.

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    A crise se insere em um contexto mais amplo de tensões comerciais relacionadas ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Agricultores franceses têm protestado contra o acordo, temendo que produtos brasileiros possam prejudicar sua competitividade no mercado europeu. Assim, a declaração de Bompard reflete uma tentativa de alinhar-se com os interesses dos agricultores franceses em meio a essas preocupações.

    Enquanto isso, as entidades representativas do setor agropecuário brasileiro continuam a pressionar por uma retratação pública do Carrefour em nível global. E enfatizam a importância da carne brasileira nos mercados internacionais e sua contribuição para a segurança alimentar.

  • Ministério da Agricultura, ABPA, Angus e ApexBrasil reagem a declaração de CEO do Carrefour

    Ministério da Agricultura, ABPA, Angus e ApexBrasil reagem a declaração de CEO do Carrefour

    Representantes do governo brasileiro e da indústria de carnes reagiram à declaração do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard. Ele anunciou que a rede varejista na França não comprará mais carnes provenientes dos países do Mercosul. O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Associação Brasileira de Proteína Animal avaliaram o posicionamento do executivo como infundado e protecionista.

    Bompard fez a afirmação em uma carta endereçada à Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores da França. Ela foi amplamente divulgada após ele compartilhar uma imagem do documento em seu perfil no LinkedIn.

    Na carta, o CEO expressa preocupações sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. E fala do “risco de inundação” do mercado francês com carne que, segundo ele, não atende às exigências e normas estabelecidas.

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    O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a APBA – Associação Brasilera de Proteina Animal, que representa a indústria de carnes, criticaram a postura do Carrefour. Segundo eles, a decisão carece de fundamento técnico e representa um protecionismo que pode prejudicar as relações comerciais.

    A resposta oficial destaca o compromisso do Brasil com as boas práticas agrícolas. E também a conformidade com as legislações internacionais, reiterando a qualidade das carnes brasileiras.

    Leia a nota do Ministério da Agricultura e Pecuária

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reitera a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais.

    Diante disso, rechaça as declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, quanto às carnes produzidas pelos países do Mercosul.

    No que diz respeito ao Brasil, o rigoroso sistema de Defesa Agropecuária do Mapa garante ao país o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo, mantendo relações comerciais com aproximadamente 160 países, atendendo aos padrões mais rigorosos, inclusive para a União Europeia que compra e atesta, por meio de suas autoridades sanitárias, a qualidade e sanidade das carnes produzidas no Brasil há mais de 40 anos.

    Vale reiterar que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e atua com transparência no setor. Apresentou à União Europeia propostas de modelos eletrônicos que contemplam as etapas iniciais do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), demonstrando compromisso com uma produção rastreável e transparente, sendo que os modelos privados de rastreabilidade são amplamente reconhecidos e aprovados pelos mercados europeus.

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    O Mapa lamenta tal postura que, por questões protecionistas, influenciam negativamente o entendimento de consumidores sem quaisquer critérios técnicos que justifiquem tais declarações.

    O posicionamento do Mapa é de não acreditar em um movimento orquestrado por parte de empresas francesas visando dificultar a formalização do Acordo Mercosul – União Europeia, debatido na reunião de cúpula do G20 nesta semana. O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros.

    Mais uma vez, o Mapa reitera o compromisso da agropecuária brasileira com a qualidade, sanidade e sustentabilidade dos alimentos produzidos no Brasil. E também para contribuir com a segurança alimentar e nutricional de todo o mundo.

    Nota da ABPA

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lamenta a infeliz e infundada declaração do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, em nota publicada na rede social X. Ele se utiliza de argumentos equivocados ao dizer que as carnes produzidas pelos países-membros do Mercosul não respeitam os critérios e normas do mercado francês.

    A argumentação é claramente utilizada para fins protecionistas. E ressoa uma visão errônea de produtores locais contra o necessário equilíbrio de oferta de produtos de seu próprio mercado. Isso se faz por meio da complementariedade, com produtos de alta qualidade e que atendam a todos os critérios determinados pelas autoridades sanitárias dos países importadores, como é o caso da proteína brasileira.

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    A manifestação de Bompard foge à lógica de uma organização global, com forte presença no Brasil. Que deve atuar dentro dos princípios da competividade e respeito ao livre mercado.

    Por fim, a ABPA lembra que o protecionismo é, também, uma atitude de desrespeito aos princípios de sustentabilidade. Ao impulsionar o bloqueio injustificado à produtos provenientes de regiões com melhor capacidade de produção com respeito às questões ambientais, o Senhor Bompard coloca os consumidores de suas lojas em uma lógica de consumo com mais emissões e sob maior pressão inflacionária e menor acesso às classes menos favorecidas.

    Angus vê com grande preocupação declaração de CEO do Carrefour na França

    A Associação Brasileira de Angus e Ultrablack vê com extrema preocupação a manifestação do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, publicada em rede social, desqualificando as carnes produzidas pelos países membros do Mercosul.

    Trata-se de uma declaração improcedente e que acarreta sérios prejuízos à imagem e à reputação da proteína brasileira, produzida a partir de um trabalho sério e responsável feito por criadores e empresas do setor. E ainda mais grave quando a mesma é proferida por um executivo de uma companhia global com ampla ligação com o nosso país.

    No caso específico do Angus, há 21 anos estimulamos os criadores a investirem em melhoramento genético, qualidade, padronização e sustentabilidade. Isso  para oferecer aos consumidores um produto diferenciado, que atenda a altos padrões de excelência.

    Hoje, o Programa Carne Angus Certificada é referência para o mundo em produção de carne premium. Está presente nos mais exigentes mercados como China, Chile, Holanda e Arábia Saudita, nossos maiores compradores. Igualmente, criamos certificações para o varejo e de sustentabilidade, reforçando ainda mais a qualidade do produto que chega às mesas de todo o Brasil e diferentes nações.

    Quando líderes mundiais discutem a fome e a ampliação do acesso de mais e melhores alimentos, medidas protecionistas como a anunciada pelo executivo colocam em risco esses esforços.

    Reiteramos a qualidade da carne Angus do Brasil e esperamos que o bom senso prevaleça, em respeito à proteína produzida pelo Mercosul, ao trabalho de milhares de pessoas e ao livre mercado.

    Nota oficial da ApexBrasil

    A ApexBrasil considera lamentável declaração feita nesta quarta-feira pelo CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, de que a empresa não comercializará mais carne proveniente do Mercosul.
    Em nossa missão de promover as exportações brasileiras, temos participado dos esforços do governo e do setor privado que tornaram o Brasil e seus parceiros do Mercosul os principais fornecedores de proteína animal do mundo. Assegurando a segurança alimentar de populações dos mais diversos países.
    Entendemos não haver motivos razoáveis para restrições à carne produzida no Mercosul. Seguimos os mais rigorosos padrões sanitários e ambientais, que garantem sua qualidade em todas as operações de venda de proteína brasileira ao exterior. Qualidade reconhecida por mais de 160 países, inclusive pela União Europeia.
    A ApexBrasil vem trabalhando, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), no estímulo ao crescimento das exportações brasileiras do setor e na abertura de novos mercados mundo afora.
    Muito estranhamos tal movimento por parte da gigante do varejo francês, em meio a pressões protecionistas em seu país. Isso no momento em que Mercosul e União Europeia estão próximos de fechar o ambicionado acordo que formará o maior mercado do planeta. Beneficiando enormemente as populações dos países signatários.

    Próximos capítulos

    Com o tamanho da repercussão da fala do CEO, e os impactos que isso pode ter no mercado, podemos esperar novas falar de todos os lados durante a semana.

    A França mantém um histórico de proteger seus produtos do agronegócio. E, considerando que a declaração pode prejudicar a imagem do Carrefour no Brasil, é possível uma reviravolta, assim como ocorreu recentemente com a Danone.

    Acompanhe o Agro em Campo para descobrir os desdobramentos dessa situação nos próximos dias.

  • Mercosul e Emirados Árabes começam negociações de livre comércio

    Mercosul e Emirados Árabes começam negociações de livre comércio

    Representantes do Mercosul e dos Emirados Árabes Unidos começaram as negociações para um acordo de livre comércio entre as regiões. As partes se reuniram no início do mês antes da abertura da Cúpula do Mercosul, em Assunção, Paraguai.

    Durante a reunião, os países acordaram termos de referência para a negociação e realizaram a primeira rodada de discussões. O objetivo é estabelecer um novo acordo de livre comércio. Esses termos de referência definem as bases para as discussões, abrangendo temas como bens, serviços, regras de origem, barreiras técnicas, medidas fitossanitárias e sanitárias, além de propriedade intelectual.

    Negociações de livre comércio

    As negociações buscam eliminar ou reduzir tarifas alfandegárias e outras barreiras comerciais. Além disso, visam facilitar o fluxo de investimentos e serviços entre as partes.

    Em 2023, os Emirados Árabes Unidos foram o 28º maior destino de produtos brasileiros. No primeiro semestre de 2024, avançaram para a 13ª posição. De janeiro a junho, as exportações brasileiras para o país árabe subiram 74% em comparação com o mesmo período de 2023.

    As negociações entre o Mercosul e os Emirados Árabes Unidos reforçam a política do governo de expandir a rede de acordos comerciais do bloco sul-americano. Isso cria mais oportunidades para empresas exportadoras brasileiras. Uma consulta pública realizada pela Secex em 2023 mapeou interesses e preocupações das empresas brasileiras em relação aos Emirados Árabes, servindo de referência para a atuação do MDIC nessa negociação.

    Lula e Luis Arce discutem cooperação bilateral

    Foto: Divulgação – Agência Gov / Via Planalto

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Bolívia, Luis Arce, se reuniram nesta terça-feira (9/7) em Santa Cruz de la Sierra. Eles tiveram uma reunião bilateral seguida de um encontro ampliado com autoridades dos dois países. Foram discutidos avanços em temas estratégicos como agricultura, energia e infraestrutura, além de ações conjuntas para proteção do meio ambiente e transição energética.

    Lítio e fertilizantes

    Lula destacou a cooperação entre Brasil e Bolívia na política industrial para exploração e manufatura do lítio. Ele ressaltou a importância do desenvolvimento conjunto dos dois países, com ênfase na produção de fertilizantes.

    O presidente expressou satisfação pela adesão plena da Bolívia ao Mercosul. Ele afirmou que é importante que o povo boliviano entenda a importância estratégica da entrada do país no bloco.

    Lula frisou a colaboração entre Brasil e Bolívia nas iniciativas voltadas à transição energética. Ele também destacou o potencial para a produção de gás natural, energia eólica e etanol. Lula enfatizou ainda a necessidade de os países atuarem em estreita colaboração nas fronteiras, elogiando a participação da Polícia Federal brasileira no combate ao crime organizado.