Tag: Mato Grosso

  • Operação Ronda Agro apreende produtos agropecuários irregulares

    Operação Ronda Agro apreende produtos agropecuários irregulares

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as fiscalizações contra o comércio irregular de produtos agropecuários por meio da Operação Ronda Agro. Realizadas nesta semana, as ações ocorreram nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. E fizeram apreensões significativas de produtos sem origem comprovada, fertilizantes, alimentos para animais e agrotóxicos.

    Na terça-feira (17), a operação em Dourados (MS) resultou na apreensão de 379 litros de bebidas e 749 kg de produtos de origem animal, como queijos, embutidos e produtos apícolas. Os itens, que não apresentavam registro oficial ou comprovação de origem, foram considerados impróprios para consumo e as autoridades os destruíram. Durante a ação, dois estabelecimentos comerciais receberam autuações.

    Já na quarta-feira (18), a operação em Deodápolis (MS), nomeada Ronda Agro – Apate, apreendeu 81 toneladas de alimentos para animais, 60 toneladas de fertilizantes e 62 kg de agrotóxicos. O nome “Apate” faz referência ao espírito da fraude e do engano na mitologia grega, simbolizando o combate à irregularidade no comércio de insumos agropecuários.

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    Na quarta-feira (18), em Campo Verde (MT), as autoridades apreenderam 333 kg de fertilizantes em situação irregular. Os produtos não atendiam às normas estabelecidas para comercialização, comprometendo a segurança no uso agrícola.

    Ações integradas e objetivos da operação

    As operações, conduzidas pelo Mapa por meio do programa Vigifronteiras, contaram com a participação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (DECON), Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (IAGRO) e Vigilância Sanitária Municipal de Dourados.

    O objetivo da Operação Ronda Agro é preservar a sanidade dos rebanhos e lavouras. E também proteger os direitos dos consumidores e combater a concorrência desleal representada por atividades ilícitas envolvendo produtos agropecuários. Essas ações também promovem a integridade do mercado agrícola brasileiro, garantindo a segurança alimentar e a qualidade dos insumos utilizados na produção agropecuária.

    A apreensão de toneladas de produtos irregulares reforça o compromisso do Mapa em coibir práticas ilícitas no setor agropecuário. As fiscalizações continuam em diversas regiões do país, com foco na proteção da saúde pública e na preservação da qualidade dos insumos e alimentos que chegam ao consumidor final.

  • Safra de Soja 2024/2025 apresenta cenário otimista

    Safra de Soja 2024/2025 apresenta cenário otimista

    Com um índice de chuvas adequado e condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, a safra de soja 2024/2025 no Brasil promete ser promissora. Projeções da Agroconsult indicam uma produção superior a 172,2 milhões de toneladas, um aumento de 16,7 milhões em relação à temporada 2023/2024.

    No entanto, apesar das boas expectativas, os agricultores devem manter vigilância no controle de doenças e pragas que podem comprometer a produtividade.

    Preocupações no Paraná e Mato Grosso do Sul, otimismo no Rio Grande do Sul

    Na região do Paraná e Mato Grosso do Sul, a incidência precoce do percevejo marrom tem gerado preocupação entre os produtores. Sérgio Silva, gerente de Desenvolvimento de Mercado Sul da BASF Soluções para Agricultura no Brasil, destaca a importância da prevenção contra doenças como cercóspora e ferrugem. “Devemos ter cuidados especiais com as doenças que costumam se intensificar da metade para o final do ciclo da soja”, alerta.

    Porém, Silva enfatiza a necessidade de aplicações preventivas e a escolha de produtos seletivos, especialmente devido à combinação de chuvas e altas temperaturas na região. “É fundamental que o agricultor utilize ferramentas mais seletivas para evitar fitotoxicidade nas folhas”, explica.

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    No Rio Grande do Sul, o cenário também é positivo. Miguel Manosso, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF, informa que as lavouras plantadas em outubro estão se desenvolvendo bem, tanto na soja quanto no arroz. “Esperamos uma safra de alta produtividade, com algumas doenças em ascensão. A ferrugem pode ter uma ocorrência menor este ano, mas outras doenças como manchas devem crescer”, alerta Manosso.

    Estabilidade no Mato Grosso e plantio tranquilo no MATOPIBA

    Em Mato Grosso, até a primeira quinzena de outubro, a instabilidade nas chuvas preocupava os agricultores. Contudo, Alexandre Santaella, gerente de Desenvolvimento de Mercado Norte-Mato Grosso da BASF, relata que o índice pluviométrico estabilizou e o desenvolvimento das lavouras está tranquilo. “O excesso de chuva e nebulosidade é perfeito para doenças e dificulta o calendário de aplicações de fungicidas”, destaca.

    Atualmente, a incidência forte de lagartas dos gêneros Spodoptera e Helicoverpa tem sido observada. “Muitos produtores estão agindo preventivamente com inseticidas fisiológicos”, afirma Santaella.

    Na região do MATOPIBA — que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — o plantio está progredindo sem problemas. Marlo Friedrich, Técnico em Desenvolvimento de Mercado da BASF, relata que as chuvas chegaram mais cedo este ano e estão mais regulares. “As lavouras estão bem estabelecidas e as plantas apresentam vigor e potencial produtivo elevado”, conclui.

    A safra de soja 2024/2025 apresenta um panorama otimista para os produtores brasileiros. No entanto, é crucial que os agricultores permaneçam atentos ao manejo adequado para garantir que as boas projeções se concretizem. O controle eficaz de pragas e doenças será fundamental para maximizar a produtividade e assegurar o sucesso desta safra promissora.

  • Sol e chuva no Sudeste e ventos intensos no Sul 

    Sol e chuva no Sudeste e ventos intensos no Sul 

    O Sul do Brasil enfrenta chuva forte e ventos de até 100 km/h neste fim de semana, devido a uma baixa pressão entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Ou seja, o fenômeno, previsto para esta sexta-feira (6), deve causar instabilidade em várias regiões do país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    No Sul, acumulados superiores a 100 milímetros devem atingir o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná. A intensidade das chuvas levou o Inmet a emitir um alerta laranja, classificando-as como perigosas. Nas demais áreas do Paraná, também deve chover, mas os volumes não ultrapassam 50 milímetros por dia.

    Os temporais devem persistir até segunda-feira (9), acompanhando a tendência de dezembro, que começou quente e chuvoso em boa parte do Brasil.

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    Sol e chuva: dezembro promete chuvas acima da média

    A previsão para o último mês do ano reforça dias marcados por calor e pancadas de chuva. O Inmet destaca a expectativa de precipitações acima da média no Norte, nordeste do Mato Grosso, São Paulo, sul de Minas Gerais e oeste do Piauí.

    Pelo menos quatro ou cinco frentes frias devem avançar sobre São Paulo e Rio de Janeiro ao longo de dezembro. Essas frentes podem formar dois corredores de umidade, intensificando as chuvas nessas áreas.

    Em resumo, o cenário reforça a necessidade de atenção ao clima instável, especialmente no Sul, onde os ventos e chuvas fortes exigem cuidados redobrados.

  • Bayer e Embrapa avançam em parcerias para descarbonização na agricultura brasileira

    Bayer e Embrapa avançam em parcerias para descarbonização na agricultura brasileira

    A Bayer e a Embrapa anunciaram iniciativas inéditas para calcular a pegada de carbono do algodão e avançar na descarbonização das cadeias produtivas do país. A ferramenta Footprint PRO Carbono foi desenvolvida em parceria pelas instituições. E realizou a primeira mensuração da pegada de carbono de cotonicultores brasileiros, utilizando dados primários de propriedades no Mato Grosso. O cálculo, focado em aproximadamente 77 mil hectares. E estimou uma média de 329 kg de CO₂ equivalente por tonelada de algodão, com potencial de redução de até 32%.

    Marina Menin, diretora da área de carbono da Bayer, destacou a importância de entender a dinâmica de emissões regionais para desenvolver soluções alinhadas à agricultura regenerativa. Além da Bayer e da Embrapa, associações como a Abrapa e a Abiove participam do projeto, que busca criar uma referência nacional para a pegada de carbono do algodão e seus derivados.

    “Acreditamos no potencial de crescimento da cadeia produtiva do algodão. E a ABIOVE tem a satisfação de participar dessa cooperação técnica que ressaltará os atributos ambientais dos produtos dessa agroindústria que contribui para a produção de alimentos, rações, fibras e bioenergia” destacou André Nassar, presidente da ABIOVE.

    Soja com menor pegada de carbono

    No segmento da soja, a Cooperalfa, de Santa Catarina, aderiu à iniciativa, com o cálculo inicial da pegada de carbono em 5.000 hectares. A Footprint PRO Carbono estimou uma média de 643 kg de CO₂ equivalente por tonelada, significativamente inferior à média internacional de 1.526 kg. Com práticas aprimoradas, é possível reduzir o impacto para 383 kg, segundo Antônio Everaldo, executivo da Bayer.

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    Durante o evento Carbon Science Talks, a Bayer e a Embrapa também apresentaram o Modelo Preditivo PRO Carbono, que simula a dinâmica de carbono no solo considerando práticas conservacionistas. Luis Gustavo Barioni, da Embrapa, destacou que a solução reduzirá custos de análises e impulsionará projetos em larga escala na agricultura tropical.

    Reconhecimento global

    Renata Ferreira, da Bayer, reforçou que o alinhamento com padrões internacionais é essencial para validar as soluções brasileiras e garantir competitividade no mercado de carbono. A Bayer é uma das quatro empresas selecionadas pela Verra para adaptar protocolos de contabilidade de emissões ao contexto tropical, marcando um avanço para a agricultura nacional.

    O Carbon Science Talks, realizado em Campinas (SP), reuniu pesquisadores, empresas e especialistas para debater avanços na agricultura sustentável. A iniciativa demonstra o compromisso do agronegócio brasileiro com a mitigação climática e a valorização de commodities de baixo impacto ambiental.

  • Be8 compra Biopar e amplia capacidade de produção de biodiesel

    Be8 compra Biopar e amplia capacidade de produção de biodiesel

    A Be8, uma das principais empresas do setor de energias renováveis no Brasil, anunciou um acordo significativo para adquirir três unidades industriais da Biopar.  As fábricas estão localizadas em Nova Marilândia (MT), Floriano (PI) e Santo Antônio do Tauá (PA).

    Com essa aquisição, a Be8 projeta uma expansão de 35,6% em sua capacidade de produção de biodiesel, elevando o total para 1,47 bilhão de litros anuais.

    O presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella, ressaltou que a operação está alinhada com a estratégia da empresa de ampliar sua área de atuação no mercado de energias renováveis. “Esse passo reforça nosso compromisso com um futuro mais sustentável e fortalece nosso propósito de liderar a renovação energética”, afirmou.

    Expansão

    A Be8 já opera duas usinas no Sul do Brasil e, com a incorporação das novas fábricas, expandirá sua presença nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.As unidades adquiridas possuem uma capacidade total de produção de 384 milhões de litros de biodiesel por ano.

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    A planta de Nova Marilândia tem a maior capacidade, com 204 milhões de litros, enquanto as unidades em Floriano e Santo Antônio do Tauá têm capacidade para 90 milhões cada. Essa diversificação permitirá à Be8 utilizar novas matérias-primas na produção, incluindo óleo de soja e gordura animal.

    Cidinho Santos, presidente do Conselho de Administração da Biopar, expressou otimismo em relação à transação. “Estamos felizes porque temos certeza de que a Be8 continuará com os mesmos princípios de valorização e cuidado com os colaboradores”, destacou Santos. Ele acredita que a diversificação dos produtos e o crescimento sob nova administração trarão benefícios significativos para as regiões onde a Biopar opera.

    Foto: Divulgação – Be8

    Por fim, a efetivação da aquisição depende agora da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Com essa movimentação estratégica, a Be8 busca não apenas aumentar sua capacidade produtiva, mas também consolidar sua posição como líder no mercado nacional de biocombustíveis.

  • Governador sugere boicote ao Carrefour e Atacadão

    Governador sugere boicote ao Carrefour e Atacadão

    O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, sugeriu um boicote aos supermercados Carrefour e Atacadão após o CEO da rede francesa, Alexandre Bompard, anunciar que a empresa não comprará mais carnes provenientes dos países do Mercosul. A declaração de Bompard foi feita em uma carta à Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores da França e divulgada em suas redes sociais.

    Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Mendes afirmou que deixará de comprar nas lojas da rede e pediu à população que faça o mesmo “para honrar o país”. Ele argumentou que a decisão do Carrefour é uma resposta ao fato de que os produtores franceses não conseguem competir com o agronegócio brasileiro. O governador também criticou o presidente francês, Emmanuel Macron, chamando seu discurso ambientalista de “conversa fiada”.

    Mauro Mendes destacou que a posição do Carrefour reflete uma postura protecionista. E afirmou que se o Brasil não é considerado apto para fornecer carne à rede, a empresa não deve ser bem vista no país. O CEO do Carrefour expressou preocupações sobre a possibilidade de uma “inundação” no mercado francês com carne que não atende às exigências locais, o que gerou reações negativas entre os produtores brasileiros.

    Decisão local

    A decisão do Carrefour afeta apenas as operações na França, enquanto as lojas no Brasil continuarão a vender carne de frigoríficos brasileiros. O governo brasileiro e representantes da indústria de carnes criticaram a declaração de Bompard, classificando-a como infundada e contrária aos princípios do livre mercado. O Ministério da Agricultura do Brasil reafirmou o compromisso com práticas agrícolas sustentáveis e a qualidade dos produtos brasileiros.

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    O boicote proposto por Mendes sinaliza um aumento das tensões em torno do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que enfrenta resistência tanto na Europa quanto na América do Sul. A situação destaca as complexidades das relações comerciais internacionais e as preocupações com a competitividade do agronegócio brasileiro.

    Importação para Franca de carne é insignificante

    Segundo dados do site Farmnews, a França importou menos de 40 toneladas de carne bovina in natura do Brasil entre janeiro e outubro de 2024. Isso representa apenas 0,002% do total exportado pelo país no período, que foi de 1,41 milhão de toneladas. Em contrapartida, a União Europeia como um todo desempenha um papel mais relevante, embora ainda modesto. Ela importa cerca de 2,2% das exportações brasileiras de carne bovina no mesmo intervalo.

    Essa disparidade evidencia que, embora a representatividade das exportações para a França seja praticamente nula, declarações críticas sobre a qualidade da carne brasileira podem prejudicar a imagem do setor agropecuário. Isso pode levar outras empresas e mercados a questionarem a credibilidade da proteína brasileira. Desta forma, afetando negativamente a moral dos produtores e, possivelmente, influenciando futuras negociações comerciais.

  • Mato Grosso sanciona lei que corta incentivos a moratória da soja

    Mato Grosso sanciona lei que corta incentivos a moratória da soja

    O governador Mauro Mendes sancionou uma nova lei que proíbe a concessão de benefícios fiscais a empresas que aderem à moratória da soja no Mato Grosso. Em resumo, a Assembleia Legislativa aprovou a medida, que o governador assinou na quinta-feira (24), visando proteger os produtores locais. O Diário Oficial vai publicar o texto na próxima edição. Apenas dois incisos receberam vetos por motivos jurídicos, mas o objetivo central de resguardar o setor produtivo mato-grossense foi mantido.

    Moratória da soja

    A moratória da soja, criada em 2006, é um acordo entre empresas exportadoras que impede a compra de soja cultivada em áreas desmatadas na Amazônia, mesmo que o desmatamento tenha ocorrido dentro da legalidade. “Nosso país é soberano, e nenhuma empresa deve desrespeitar nossas leis ambientais, que são as mais restritivas do mundo. Continuaremos liderando o setor agrícola de forma sustentável”, afirmou o governador.

    Além disso, Mendes destacou o rigor da legislação ambiental brasileira e a importância do Código Florestal. “No bioma Amazônico, apenas 20% da área pode ser usada para produção, enquanto 80% deve ser preservado. Ou seja, a maioria dos produtores respeita essas normas, entendendo que o desmatamento ilegal afeta o meio ambiente e prejudica a imagem do agronegócio no Brasil e em Mato Grosso”, completou.

    Para Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), a nova lei demonstra o compromisso do governador com os produtores rurais. “Mauro Mendes prometeu combater a moratória da soja e cumpriu. Houve diálogo com a associação e todos saem ganhando”, declarou.

    A deputada federal coronel Fernanda também elogiou a sanção da lei, destacando a importância de proteger os produtores do estado. “A extinção da moratória fortalece nosso movimento em defesa dos produtores rurais, especialmente aqui em Mato Grosso”, ressaltou.

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    Entenda a lei

    A nova lei impõe critérios rigorosos para a concessão de incentivos fiscais, proibindo o acesso a empresas envolvidas na moratória da soja. Ou seja, a legislação impede benefícios fiscais e a concessão de terrenos públicos a empresas que firmem acordos ou compromissos que restrinjam a expansão da agropecuária em áreas não protegidas por legislação ambiental específica.

    O descumprimento das novas normas resulta em penalidades severas, incluindo a revogação de benefícios fiscais e a anulação da concessão de terrenos públicos. Em caso de uso irregular, a empresa ainda deve devolver o benefício e indenizar pelo uso do terreno público. “As empresas interessadas em incentivos fiscais não podem participar de acordos comerciais que prejudiquem a competitividade da produção mato-grossense. E ou que dificultem o desenvolvimento econômico e social dos municípios”, diz o texto da lei.

     

  • Governador de Mato Grosso sanciona lei contra Moratória da Soja

    Governador de Mato Grosso sanciona lei contra Moratória da Soja

    O governador Mauro Mendes vai sancionar o projeto de lei estadual nº 2256/2023, que retira benefícios fiscais de empresas envolvidas na moratória da soja em Mato Grosso. A sanção será publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (21).

    Para o governador, a aprovação da lei é um marco para a produção do estado. “A Assembleia aprovou, e nós, como governo, vamos sancioná-la. Espero que as empresas revejam suas posições no Brasil e respeitem a legislação brasileira, em vez de seguirem regras não previstas por lei”, afirmou Mendes, destacando a importância de proteger o mercado do agronegócio mato-grossense.

    Impacto da moratória da soja no estado

    A moratória da soja, estabelecida em 2006, proíbe a comercialização de soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia, mesmo que o desmatamento tenha ocorrido legalmente. Além disso, o governador criticou o acordo, alegando que ele desrespeita a lei brasileira e prejudica os produtores locais. “Há um ano alertamos que tomaríamos medidas caso as sanções contra o estado continuassem. Mesmo após vários diálogos, a moratória não foi suspensa”, explicou Mendes.

    Ele reforçou que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e que Mato Grosso cumpre integralmente o Código Florestal. Ou seja, “no bioma amazônico, os proprietários de terras só podem utilizar 20% da área, sendo obrigatória a preservação dos 80% restantes”, destacou, ressaltando que a maioria dos produtores reconhece os prejuízos do desmatamento ilegal.

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    Apoio do setor produtivo

    Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja-MT, elogiou a decisão do governador, afirmando que ela corrige uma distorção que afeta o desenvolvimento sustentável do estado. “Essa medida alinha-se com o que o governador sempre defendeu e é um passo importante para o desenvolvimento de Mato Grosso. Além disso, Beber declarou que desde 2009, o desmatamento ilegal de mais de 250 mil hectares impactou negativamente o meio ambiente e o crescimento de diversos municípios.

    Com a sanção da lei, o governo espera fortalecer o cumprimento das leis ambientais brasileiras e garantir a proteção do agronegócio em Mato Grosso.

     

  • Mato Grosso aprova lei que impacta Moratória da Soja

    Mato Grosso aprova lei que impacta Moratória da Soja

    A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou uma lei que proíbe o governo estadual de conceder benefícios fiscais a empresas que integram a Moratória da Soja. Ou seja, o acordo, firmado por tradings, impede a compra de soja cultivada em áreas desmatadas na Amazônia após 2008. O projeto ainda precisa da sanção do governador Mauro Mendes e regulamentação para entrar em vigor. Porém, a medida já gerou apreensão entre exportadores de grãos.

    Sem benefícios

    A nova legislação não menciona diretamente a Moratória da Soja, mas impede benefícios a empresas que participem de acordos que limitem a expansão agropecuária em áreas não protegidas por leis ambientais específicas. Além disso, também bloqueia incentivos para companhias que implementem políticas restritivas à oferta de produtos ou ao uso de áreas produtivas em Mato Grosso, o maior estado produtor de soja do Brasil.

    A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) comemorou a aprovação, afirmando que o projeto protege os produtores de acordos que, segundo a entidade, extrapolam a Constituição Federal e o Código Florestal. O setor alega que a moratória impede a comercialização de soja produzida legalmente em áreas desmatadas.

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    Exceções

    O projeto inclui uma ressalva para operações comerciais destinadas a países com leis mais rigorosas. Ou seja, nesses casos, as transações seguirão a legislação do país importador e estarão sujeitas à fiscalização dos órgãos competentes.

    A Moratória da Soja, alvo de críticas dos produtores há quase 20 anos, está sob investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Tradings que atuam no Brasil utilizam o acordo para atender exigências de consumidores europeus preocupados com a sustentabilidade da soja brasileira.

    O diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, defendeu a moratória, destacando seu papel na preservação ambiental. Segundo ele, o programa é uma conquista brasileira e sua revogação pode comprometer a imagem do país como grande fornecedor de alimentos.

    O setor produtivo mato-grossense espera que o governador sancione o projeto. O governador Mauro Mendes já fez declarações públicas contrárias à moratória, reforçando o apoio ao novo projeto de lei.

     

  • Zezé di Camargo investe em soja e milho em Mato Grosso; veja

    Zezé di Camargo investe em soja e milho em Mato Grosso; veja

    Zezé di Camargo, um dos ícones da música sertaneja brasileira, está ampliando seus horizontes ao investir no agronegócio, especificamente na produção de soja e milho em Mato Grosso. O estado é reconhecido como o maior produtor de soja do Brasil, o que torna a escolha de Zezé estratégica e promissora.

    Nos últimos anos,  o astro do sertanejo  tem diversificado suas atividades, buscando aproveitar o potencial agrícola da região e a crescente demanda internacional por essa commodity.

    Recentemente, o cantor visitou a Fazenda Castanha/Roça Agronegócio em Novo Mundo – MT, onde se reuniu com os proprietários, os irmãos Eliandro Storari, Erley Storari e Elissandro Storari.

    Divulgação: Fazenda Castanha/Roça Agronegócio

    Durante essa visita, Zezé expressou seu entusiasmo pelo agronegócio: “Eu também sou do agronegócio, mas é claro, eu sempre dividi as minhas funções entre a música e a roça.” Essa afirmação reflete sua intenção de equilibrar sua carreira musical com suas novas empreitadas no campo.

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    Divulgação: Fazenda Castanha/Roça Agronegócio

    A produção de soja não apenas contribui para o crescimento econômico local, mas também gera empregos na comunidade. A propriedade onde Zezé di Camargo investe em soja adota práticas sustentáveis e segue padrões de boas práticas agrícolas.

    Investimento em boas práticas

    O cantor enfatiza que esse compromisso com a sustentabilidade é fundamental para se manter competitivo no mercado global.

    Ele reconhece que, apesar de seu conhecimento no setor, ainda aprende muito com os proprietários experientes com quem trabalha: “Conheço muito, vivo muito, gosto muito! Mas eu não tenho a sabedoria do Eliandro e Erley.”

    Divulgação: Fazenda Castanha/Roça Agronegócio

    Além da soja, Mato Grosso se destaca na produção de outras culturas importantes, como milho e algodão. Ou seja, essa diversidade agrícola abre novas possibilidades de expansão para Zezé di Camargo no setor.

    Com uma gestão profissional e a adoção de técnicas avançadas de cultivo, ele continua a unir sua paixão pela música e pelo agronegócio. Mostrando, portanto, que é possível harmonizar esses dois mundos em sua trajetória.