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  • Fábrica de rações em Itumbiara é interditada após morte de dezenas de cavalos

    Fábrica de rações em Itumbiara é interditada após morte de dezenas de cavalos

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou a suspensão das atividades da Nuttrata Animal, fabricante de rações com sede em Itumbiara, Goiás, após a morte de 63 cavalos em diferentes regiões do Brasil. A medida cautelar foi tomada após a identificação de “indícios da presença de contaminantes que podem ser prejudiciais à saúde animal” na ração Forrage Horse, produzida pela empresa.

    A decisão do Mapa, publicada na última quinta-feira (5), ocorre após a proibição da venda e recolhimento da ração Forrage Horse. Dos casos investigados, 29 mortes de cavalos foram registradas em Indaiatuba, interior de São Paulo.

    Em um haras de Indaiatuba, nove cavalos morreram, apresentando sintomas como letargia e alterações hepáticas. A Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Indaiatuba, no entanto, não encontrou irregularidades no local, mas um laudo preliminar apontou infecção causada por bactéria em uma das éguas. Tratadores do haras informaram que os animais consumiam a mesma ração há cinco anos.

    Investigação

    O Mapa informou que conduz as investigações e reforçou a orientação para que ninguém ofereça a ração em questão a equinos ou outros animais.

    O advogado da Nuttrata Animal, Diêgo Vilela, afirmou que a empresa considera a medida “gravosa e desproporcional”. Vilela ressaltou que “não há nenhum elemento técnico que estabeleça nexo entre o consumo da ração e a mortalidade dos equinos”. Segundo o advogado, a empresa já havia suspendido a comercialização e a fabricação da ração para investigar as causas e contratou laboratórios para realizar testes. Ele também não descartou a possibilidade de a contaminação ter ocorrido fora da fábrica.

    A Nuttrata Animal aguarda os resultados das análises laboratoriais para identificar a causa da suposta contaminação. A empresa se solidarizou com as perdas, mas alegou que não pode assumir responsabilidade, já que não há elementos técnicos que comprovem a relação entre o consumo da ração e a morte dos animais.

    A proibição de venda da ração Forrage Horse abrange todas as embalagens fabricadas a partir de 8 de março de 2025. O Mapa determinou a apreensão dos produtos encontrados em fiscalizações.

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  • Mapa usa armadilhas para monitorar traça europeia da videira

    Mapa usa armadilhas para monitorar traça europeia da videira

    Auditores fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) inspecionam quinzenalmente armadilhas em 15 pontos estratégicos do estado de São Paulo para detectar a presença da traça europeia dos cachos da videira. Chamada de Lobesia botrana, a praga quarentenária está ausente no Brasil. Essa rotina integra o Plano Nacional de Prevenção e Vigilância da Lobesia botrana, regulamentado pela Portaria nº 33/2020, e reforça as ações da Defesa Agropecuária para proteger a produção nacional contra insetos invasores.

    A Lobesia botrana, principal praga da videira na região do Mediterrâneo, também ocorre nos Estados Unidos, Argentina e Chile. Seu ataque danifica os frutos da uva e facilita a instalação de doenças fúngicas, como a podridão causada pelo fungo Botrytis cinerea, gerando prejuízos econômicos e ambientais. O monitoramento constante nas regiões produtoras brasileiras permite comprovar a ausência da praga. Além de aplicar medidas legais para impedir a entrada de produtos infestados no país.

    Dispositivos instalados em pontos estratégicos permitem a detecção de insetos invasores. Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

    As armadilhas utilizadas são do tipo Delta, equipadas com feromônios sexuais químicos que atraem os insetos. Ao se aproximar, o inseto fica preso à base adesiva, facilitando a captura e análise. O material é importado com autorização do Mapa. E depois, distribuído para os estados que monitoram a praga: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.

    Monitoramento

    Desde 2018, o monitoramento em São Paulo ocorre durante as safras normal e safrinha (poda verde). Em 2023, os fiscais realizaram 286 inspeções e enviaram duas amostras suspeitas para análise. Em 2022, foram três amostras suspeitas em 252 verificações; e, até o momento em 2025, já foram 89 inspeções com quatro insetos suspeitos encontrados. Todas as amostras são encaminhadas ao laboratório da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves (RS), para identificação. O pesquisador Marco Botton confirma que nenhuma amostra se tratou da traça europeia, mantendo o Brasil livre dessa praga.

    As armadilhas localizam-se em pontos de entrada de frutas, como Ceagesp (box de uvas importadas), Porto de Santos e Aeroporto Internacional de Guarulhos. O sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) apoia o monitoramento. Também estão instaladas em vinhedos nas cidades de São Miguel Arcanjo, Jundiaí, Espírito Santo do Pinhal, Elias Fausto, Porto Feliz, Indaiatuba, Pilar do Sul, Salto de Pirapora. Além de Tupi Paulista, Palmeira d’Oeste e Jales, onde a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo realiza inspeções regulares.

    Carolina de Araújo Reis, chefe do Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal de São Paulo, explica que o número de inspeções varia conforme a região e o ciclo da cultura. Algumas áreas cultivam uvas por até dez meses ao ano, enquanto outras mantêm a safra tradicional entre setembro e fevereiro. Na região de Jales, o monitoramento ocorre de abril a outubro.

    O uso das armadilhas com feromônios sexuais representa uma estratégia eficaz e de baixo impacto ambiental para o controle da Lobesia botrana. E integra o manejo fitossanitário que protege a viticultura brasileira e evita prejuízos econômicos e barreiras sanitárias no comércio internacional.

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  • Zarc: novos zoneamentos climáticos ampliam produção de batata no Brasil

    Zarc: novos zoneamentos climáticos ampliam produção de batata no Brasil

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou novas portarias que atualizam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a batata. Desenvolvido pela Embrapa, o novo zoneamento cobre todo o território nacional. E detalha, por município, as áreas e períodos com menor risco climático para o cultivo, beneficiando tanto o mercado de consumo in natura quanto a indústria de processamento agroindustrial.

    O Zarc orienta produtores sobre as regiões e janelas de plantio mais seguras, considerando as especificidades do cultivo para batata de mesa e batata destinada à indústria. Para o mercado fresco, o ciclo da cultura dura cerca de 90 dias, priorizando aparência e qualidade visual dos tubérculos. Já para a indústria, o ciclo se estende de 120 a 130 dias, permitindo maior acúmulo de matéria seca e menor teor de açúcar, características que garantem crocância e cor clara ao produto processado.

    Segundo Arione Pereira, pesquisador da Embrapa, a batata para o mercado fresco precisa de pele lisa e boa aparência, enquanto a batata industrial deve completar o ciclo de maturidade para atingir os padrões exigidos pela indústria alimentícia. O zoneamento não diferencia cultivares específicas, pois o manejo define o ciclo da cultura em todas as regiões produtoras.

    Principais riscos e critérios do zoneamento

    O novo Zarc considera riscos climáticos como temperaturas extremas, variações de precipitação, incidência de granizo e geada. Além de fatores como qualidade do solo e altitude. Seca pode ser contornada com irrigação, mas o excesso de chuvas favorece doenças e reduz a produtividade. O sistema permite que produtores consultem, por município, as datas ideais de plantio e as variações de risco de perda de 20%, 30% e 40%, levando em conta a finalidade do plantio e as condições locais.

    A metodologia unificada substitui os antigos zoneamentos estaduais, ampliando a análise para todo o Brasil. O Painel de Indicação de Riscos do Mapa e o aplicativo Zarc Plantio Certo, da Embrapa Agricultura Digital, facilitam o acesso às informações. O novo zoneamento já identificou áreas de altitude elevada na Bahia com potencial produtivo, dentro dos parâmetros aceitos por programas de seguro rural. Mesmo em regiões que tradicionalmente não cultivavam batata.

    Antes de expandir para novas áreas, especialistas recomendam avaliar a disponibilidade de água, mão de obra, mercado e logística. O zoneamento serve como referência para o setor produtivo, para programas de seguro rural e para o Proagro. Assim, fortalecendo a tomada de decisão e a segurança do produtor.

    A elaboração do Zarc contou com a participação da Embrapa Clima Temperado, Embrapa Hortaliças, Embrapa Agricultura Digital e da Associação Brasileira da Batata (ABBA). O Brasil, quinto maior produtor mundial de batata, pode ampliar a produção e a eficiência do setor ao adotar as recomendações do novo zoneamento, reduzindo perdas e aumentando a competitividade no mercado interno e na indústria.

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  • Anuário da cachaça é lançado em Brasília

    Anuário da cachaça é lançado em Brasília

    O Anuário da Cachaça 2025, divulgado em evento do MAPA em Brasília, traz os dados oficiais do setor referentes a 2024. O setor de Cachaça no Brasil mantém ritmo de expansão pelo terceiro ano consecutivo. Em 2024, o país registrou 1.225 novos produtos de Cachaça junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), totalizando 7.223 produtos.

    Esse avanço representa um crescimento de 20,4% em relação ao número de registros de 2023. A média nacional é de 5,7 cachaças registradas por estabelecimento, com todas as regiões brasileiras apresentando aumento no número de estabelecimentos regularizados.

    O levantamento é resultado da parceria entre MAPA, Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), Instituto Brasileiro de Integração (IBI), Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, Associação Nacional dos Produtores de Cachaça de Alambique (ANPAQ) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O evento contou com a presença de autoridades do setor, como o Secretário-Executivo do MAPA, Irajá Rezende de Lacerda, e o presidente do IBRAC, Carlos Lima.

    Avanço no número de estabelecimentos

    O número de estabelecimentos elaboradores de cachaça registrados alcançou 1.266 em 2024, com um incremento de 49 registros em comparação ao ano anterior. Esse é o terceiro ano seguido de crescimento no setor, consolidando a tendência positiva.

    Minas Gerais lidera com 501 estabelecimentos registrados, seguido por São Paulo (179), Espírito Santo (81) e Santa Catarina (73). O Ceará se destacou pelo maior crescimento proporcional, subindo de 34 para 47 estabelecimentos, um aumento de 38,2%. Entre as regiões, o Sudeste lidera com mais de 800 cachaçarias, seguido pelo Nordeste (189) e Sul (183).

    Volume de produção e exportação

    Em 2024, o volume de produção de Cachaça declarado no MAPA ultrapassou 292,459 milhões de litros, um aumento de 29,58% em relação a 2023. O IBRAC ressalta que esses números servem como indicativo, pois a coleta de dados ainda está em processo de aprimoramento devido ao novo sistema informatizado. Pode ter ocorrido subnotificação em 2024, assim como em 2023, e a expectativa é de que os dados se ajustem nos próximos anos.

    Apesar do crescimento interno, o volume de exportação de cachaça apresentou queda de 22,7% em relação a 2023, reforçando a necessidade de fortalecer ações e estratégias para promoção internacional da bebida.

    Mesmo diante de desafios, como a falta de isonomia tributária no segmento de bebidas alcoólicas, o setor de cachaça mostra resiliência e capacidade de superação. O crescimento no número de estabelecimentos e registros de produtos demonstra o potencial da cachaça como bebida genuinamente brasileira. No entanto, o desempenho nas exportações indica que ainda existem oportunidades para ampliar a presença da cachaça no mercado internacional.

    “Apesar do cenário extremamente desafiador que o setor segue enfrentado, os dados do Anuário demonstram a resiliência da cadeia produtiva no enfrentamento das barreiras que impedem seu desenvolvimento. São dados extremamente animadores pelo crescimento tanto no número de estabelecimentos elaboradores quanto de registros de produto. No entanto, estão aquém do potencial de um setor, que representa a bebida genuinamente brasileira. Infelizmente, os dados sobre exportação apresentados no Anuário demonstram redução de 22,7% no volume de cachaça exportada, quando comparada com o ano de 2023. Isso sinaliza a necessidade da continuidade de ações e da estratégia de promoção da Cachaça no mercado internacional”, destaca Carlos Lima, presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), entidade representativa do setor. 

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  • Gripe aviária: MAPA faz atualização sobre situação de exportações

    Gripe aviária: MAPA faz atualização sobre situação de exportações

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atualizou para 24 o número de países que impuseram restrições à importação de carne de aves do Brasil após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em Montenegro, no Rio Grande do Sul. O Kuwait suspendeu a importação de carne de frango de todo o território brasileiro, enquanto a Macedônia do Norte ampliou sua restrição do estado do Rio Grande do Sul para todo o país. Já a Namíbia flexibilizou sua medida e agora restringe apenas ao estado do Rio Grande do Sul.

    Atualmente, a situação das exportações brasileiras de carne de aves está assim:

    • Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul. Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão. Albânia, Índia, Macedônia do Norte e Kuwait.
    • Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Bahrein, Cuba, Montenegro. Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão, Ucrânia, Rússia, Bielorrússia, Armênia, Quirguistão, Angola e Namíbia.
    • Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Emirados Árabes Unidos e Japão.

    Caso no Rio Grande do Sul

    No Rio Grande do Sul, o governo decretou estado de emergência em saúde animal por 60 dias após a confirmação de focos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial em Montenegro. A medida abrange 12 municípios gaúchos, incluindo Triunfo, Capela de Santana, Nova Santa Rita, Esteio, Canoas, Gravataí, São Leopoldo, Cachoeirinha, Novo Hamburgo e Portão, visando agilizar o combate à doença.

    Desde a confirmação do foco, o Serviço Veterinário Oficial do RS isolou a área, realizou o abate das aves afetadas e iniciou protocolos de desinfecção. Barreiras sanitárias foram instaladas para controlar o trânsito de veículos e evitar a disseminação.

    Gripe aviária: o que você precisa saber

    A influenza aviária, ou gripe aviária, é uma doença viral que atinge principalmente aves, mas também pode afetar mamíferos, incluindo humanos. A transmissão ocorre por contato com animais doentes, água ou materiais contaminados.

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  • Mapa atualiza lista de países que suspendem exportação de carne de aves do Brasil

    Mapa atualiza lista de países que suspendem exportação de carne de aves do Brasil

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou atualização sobre a suspensão das exportações brasileiras de carne de aves em decorrência do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) detectado no município de Montenegro, Rio Grande do Sul. Três novos países — Albânia, Namíbia e Índia — aderiram à suspensão total das importações de carne de aves do Brasil, enquanto Angola restringiu as compras apenas ao estado do Rio Grande do Sul.

    Atualmente, a suspensão total das exportações brasileiras de carne de aves está vigente para mais de 20 países, incluindo China, União Europeia, México, Coreia do Sul, Argentina, entre outros. Já a suspensão regionalizada ao estado do Rio Grande do Sul é adotada por países como Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Cuba, Rússia, Bielorrússia, Armênia, Quirguistão e Angola. A suspensão mais restrita, limitada ao município de Montenegro, é mantida por Emirados Árabes Unidos e Japão.

    • Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão, Albânia, Namíbia e Índia. 
    • Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão, Ucrânia, Rússia, Bielorrússia, Armênia, Quirguistão e Angola. 
    • Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Emirados Árabes Unidos e Japão. 

    O Mapa mantém diálogo constante com as autoridades sanitárias internacionais, fornecendo informações técnicas de forma transparente e ágil para garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível. O ministério reforça que o consumo de carne de aves e ovos no Brasil não representa risco à saúde pública.

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  • Mapa divulga nova lista com três marcas de café torrado impróprias para consumo

    Mapa divulga nova lista com três marcas de café torrado impróprias para consumo

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou uma nova atualização da lista de marcas e lotes de café torrado considerados impróprios para consumo humano. Três marcas foram desclassificadas após análises laboratoriais indicarem o descumprimento dos padrões de identidade e qualidade definidos pela Portaria nº 570, de 9 de maio de 2022.

    As irregularidades detectadas incluem a presença de matérias estranhas e impurezas acima do limite permitido. Além de níveis elevados de micotoxinas, substâncias tóxicas que comprometem a segurança do produto. Esses fatores indicam que os cafés não atendem aos requisitos legais para comercialização. Isso motivou a determinação do recolhimento imediato dos lotes pelas empresas responsáveis.

    O Mapa orienta os consumidores que adquiriram os produtos listados a suspenderem o consumo imediatamente. E também solicitarem a substituição conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. Além disso, caso os produtos ainda estejam sendo vendidos, o órgão pede que a população informe o fato pelo canal oficial Fala.BR, indicando o nome e endereço do estabelecimento.

    A fiscalização do café torrado e moído é realizada pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov). O setor atua para garantir a conformidade com as normas de qualidade e segurança, prevenindo fraudes e riscos à saúde pública.

    Essa nova lista integra as ações contínuas do Mapa para proteger os consumidores e assegurar a qualidade dos cafés comercializados no Brasil, seguindo rigorosos critérios técnicos e legais.

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  • Mosca-da-carambola: praga ameaça fruticultura brasileira e mundial

    Mosca-da-carambola: praga ameaça fruticultura brasileira e mundial

    Durante coletiva no Ministério da Agricultura na última segunda feira, o Ministro Carlos Fávaro citou que apesar de ser mais falada esses dias, a gripe aviária não é a única emergência sanitária que os técnicos do MAPA enfrentam no momento. Ele citou outras que já acompanhamos aqui no Agro em Campo, como a vassoura de bruxa, a monilíase e a menos falada até agora, a praga da mosca-da-carambola.

    A mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae) é considerada uma das pragas agrícolas mais perigosas do mundo, capaz de devastar plantações de frutas e causar prejuízos bilionários. Originária do Sudeste Asiático, essa pequena mosca de 7 a 8 mm já se espalhou por partes da América do Sul e, no Brasil, levou o governo a declarar emergência fitossanitária em quatro estados.

    O que é a mosca-da-carambola?

    A Bactrocera carambolae é uma espécie de mosca-das-frutas que deposita ovos dentro de frutos hospedeiros. As larvas se alimentam da polpa, causando apodrecimento e queda prematura, inviabilizando o consumo e a comercialização.

    Características principais:

    • Reprodução acelerada: Uma fêmea pode botar 1.200 a 1.500 ovos em sua vida (cerca de 126 dias) .
    • Diversidade de hospedeiros: Ataca mais de 20 frutas, incluindo manga, goiaba, laranja, acerola, caju e tangerina.
    • Falta de inimigos naturais: Por ser uma espécie exótica, não tem predadores eficazes no Brasil, dificultando o controle.

    Prejuízos econômicos e sociais

    Se a mosca se espalhar para grandes polos frutícolas, como o Vale do São Francisco, as perdas podem chegar a R$ 400 milhões por ano só em exportações. Além disso:

    • Queda na produção: frutas atacadas apodrecem e caem antes da colheita.
    • Barreiras comerciais: países importadores rejeitam frutas de regiões infestadas.
    • Impacto social: pequenos produtores podem perder renda e empregos.

    MAPA Reforça Combate à Mosca-da-Carambola com Nova Portaria

    A praga foi detectada pela primeira vez em 1996, no Amapá, e hoje está presente em Amapá, Pará e Roraima, com risco de chegar ao Amazonas 1012. O Ministério da Agricultura (MAPA) decretou emergência fitossanitária em novembro de 2023, reforçando fiscalizações e restrições ao transporte de frutas.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou, em 14 de março de 2025, a Portaria nº 776/2025, estabelecendo diretrizes para vigilância, contenção, supressão e erradicação da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae), praga quarentenária presente no Brasil. A medida visa atualizar o programa de controle da praga, incorporando novas tecnologias e ampliando a participação de estados e produtores na sua gestão .

    Desde sua detecção no Brasil em 1996, no município de Oiapoque (AP), a mosca-da-carambola permanece restrita aos estados do Amapá, Roraima e Pará. Apesar disso, a praga representa uma ameaça significativa à fruticultura nacional, afetando culturas como carambola, goiaba, manga, mamão e citros.

    Medidas de controle:
    • Armadilhas com feromônios para monitoramento.
    • Proibição de transporte de frutas de áreas infestadas.
    • Eliminação de frutos caídos para evitar a proliferação.

    A mosca-da-carambola já se estabeleceu no Suriname, Guiana e Guiana Francesa, onde também causa danos à agricultura 3. Países como Estados Unidos e nações europeias impõem barreiras fitossanitárias rigorosas para evitar sua entrada.

    Riscos à saúde humana

    Ao contrário de mosquitos como o Aedes aegypti, a mosca-da-carambola não transmite doenças diretamente aos humanos. No entanto, pode contaminar alimentos ao pousar em matéria orgânica em decomposição antes de ir para frutas.

    A mosca-da-carambola é uma ameaça global à fruticultura, e seu avanço no Brasil exige ações urgentes. Enquanto pesquisadores buscam métodos de controle biológico, a fiscalização e a conscientização são fundamentais para evitar sua dispersão. Se não contida, a praga pode causar prejuízos irreparáveis à economia e à segurança alimentar.

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  • Ovos de granja com gripe aviária chegam a três estados

    Ovos de granja com gripe aviária chegam a três estados

    O Ministério da Agricultura rastreou o destino dos ovos férteis da granja com foco de gripe aviária em Montenegro (RS). Além do Rio Grande do Sul, os ovos foram enviados a Minas Gerais e Paraná.

    O governo mineiro já descartou 450 toneladas de ovos. O Paraná e o próprio Rio Grande do Sul também receberam lotes da granja contaminada.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária orientou os estados a seguir o plano de contingência. A medida inclui a destruição dos ovos para evitar qualquer risco sanitário. A pasta reforçou que não há comprovação de contaminação dos ovos pelo vírus da gripe aviária. Ainda assim, o governo adota ações preventivas para proteger a avicultura nacional. Os ovos férteis são usados na reprodução de aves e não destinados ao consumo humano.

    Negociação com outros países

    Ao mesmo tempo, o Mapa afirmou que atua na negociação de acordos sanitários com países importadores. O objetivo é garantir que esses países reconheçam o princípio da regionalização. Esse princípio, defendido pela OMSA, restringe a exportação a 10 quilômetros do foco. No entanto, cada país adota uma forma diferente de aplicar a regionalização. Alguns consideram o município. Outros, o estado inteiro.

    O Brasil é o maior produtor e exportador de carne de aves do mundo. Com dimensões continentais, o país reforça a importância da regionalização.

    Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Filipinas já reconhecem esse princípio. China e União Europeia, no entanto, exigem restrição nacional em casos de foco. Assim, as exportações brasileiras seguem os acordos firmados com esses parceiros.

    O Ministério agradeceu a confiança no sistema sanitário nacional. Também colocou à disposição seu corpo técnico para prestar esclarecimentos. Não há, portanto, restrição geral às exportações de aves do Rio Grande do Sul.

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  • Ministério da Agricultura atualiza caso de influenza aviária

    Ministério da Agricultura atualiza caso de influenza aviária

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou sua mais recente nota oficial reforçando a rápida identificação do primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro, Rio Grande do Sul. O órgão destaca que as ações imediatas de isolamento, controle e erradicação do foco comprovam a eficiência e robustez do sistema de inspeção sanitária brasileiro, reconhecido internacionalmente.

    O foco da doença foi detectado em uma granja comercial, marcando a primeira ocorrência da IAAP na avicultura comercial brasileira – antes, os casos registrados envolviam apenas aves silvestres. Em resposta, o governo federal decretou estado de emergência zoossanitária, isolando uma área de 10 quilômetros ao redor da granja afetada, com possibilidade de ampliação conforme avaliação técnica.

    Todas as aves remanescentes foram sacrificadas para conter a disseminação do vírus. A Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul investiga possíveis novos casos na região. O Mapa acionou o Plano Nacional de Contingência, comunicou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e parceiros comerciais internacionais, garantindo transparência e alinhamento com protocolos globais.

    Impacto nas exportações e defesa da regionalização

    A China e a União Europeia anunciaram suspensão temporária de 60 dias nas importações de carne de frango brasileira, conforme previsto em contratos comerciais. O Mapa trabalha para que esses e outros parceiros reconheçam o princípio da regionalização, preconizado pela OMSA, que limita restrições sanitárias à área afetada, minimizando impactos econômicos.

    Países como Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Filipinas já adotam a regionalização para casos de IAAP, restringindo as suspensões a municípios ou regiões específicas. O Brasil, com sua vasta extensão territorial de mais de 8 milhões de km², reforça a importância desse reconhecimento para proteger a cadeia produtiva e as exportações.

    O Ministério da Agricultura informou que o consumo de carne de aves e ovos continua seguro, pois a gripe aviária não se transmite pelo consumo desses produtos. O risco de infecção humana é baixo e ocorre principalmente entre profissionais com contato direto e prolongado com aves infectadas.

    Nota oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que a identificação rápida de um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em Montenegro-RS e as ações efetivas para isolamento, controle e erradicação, demonstram a robustez do sistema de inspeção do Brasil.

    Reafirmando o compromisso de transparência e de responsabilidade com a qualidade e sanidade dos produtos exportados pelo Brasil, as restrições de exportação seguirão fielmente aos acordos sanitários realizados com nossos parceiros comerciais.

    O Mapa tem trabalhado ativamente para que nas negociações de acordos sanitários internacionais os países parceiros reconheçam o princípio de regionalização, preconizado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) – restringindo a exportação aos 10 quilômetros de raio do foco. Contudo há reconhecimentos pelos países de diferentes tipos de regionalização como por município ou por estado.

    Tendo em vista que o Brasil é o maior produtor e exportador de carne de aves do mundo, que possui dimensões continentais com mais de 8 milhões de quilômetros quadrados, com longas distâncias e deslocamentos, reiteramos a importância de se reconhecer a regionalização para o caso.

    Países como o Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Filipinas, por exemplo, já aprovaram a regionalização para IAAP. Para respeitar os acordos firmados com a China e a União Europeia, as exportações ficam restritas ao país todo.

    O Mapa agradece a contínua confiança no sistema sanitário brasileiro e coloca à disposição todo seu corpo técnico de altíssima competência para esclarecimentos. Portanto, não há restrição generalizada da exportação de produtos de aves do Rio Grande do Sul.

    Quando as exigências estão relacionadas à sanidade e à qualidade dos produtos, o Brasil se compromete a seguir rigorosamente os protocolos internacionais estabelecidos, garantindo a segurança e a confiança dos nossos parceiros comerciais.

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