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  • Ministério da Agricultura confirma primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil

    Ministério da Agricultura confirma primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou nesta quinta-feira (15) o primeiro foco do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em matrizeiro de aves comerciais no município de Montenegro, Rio Grande do Sul. Este é o primeiro registro da doença em sistema de avicultura comercial no Brasil, após quase 20 anos de esforços para evitar sua entrada no país.

    O que é a gripe aviária e onde ela circula

    A gripe aviária, causada pelo vírus influenza aviária, ocorre principalmente em aves e pode apresentar alta patogenicidade, causando mortalidade significativa em rebanhos infectados. Desde 2006, o vírus circula em regiões da Ásia, África e norte da Europa, e recentemente tem sido detectado em outras partes do mundo. O Brasil vinha monitorando a doença com rigor para proteger sua avicultura comercial, que é uma das maiores do mundo.

    O Mapa reforça que a gripe aviária não se transmite pelo consumo de carne de aves ou ovos. A população pode consumir esses produtos com segurança, pois os alimentos inspecionados permanecem livres do vírus. O risco de infecção em humanos é baixo e ocorre principalmente entre profissionais que mantêm contato direto e intenso com aves infectadas, como tratadores e veterinários.

    Medidas de contenção e combate ao vírus

    O Ministério iniciou imediatamente as ações previstas no Plano Nacional de Contingência para conter e erradicar o foco detectado. Essas medidas visam eliminar a doença, preservar a capacidade produtiva do setor avícola e garantir o abastecimento alimentar da população brasileira.

    Além disso, o Mapa comunicou oficialmente o caso à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), aos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, aos integrantes das cadeias produtivas e aos parceiros comerciais do Brasil, garantindo transparência e alinhamento internacional.

    Preparação e prevenção no Brasil

    Desde os anos 2000, o Serviço Veterinário Oficial brasileiro recebe treinamento e equipamentos para enfrentar a gripe aviária. O país adotou diversas ações preventivas, como:

    • Monitoramento constante de aves silvestres
    • Vigilância epidemiológica em criações comerciais e de subsistência
    • Treinamento contínuo de técnicos veterinários oficiais e privados
    • Campanhas de educação sanitária
    • Controle rigoroso nos pontos de entrada de animais e produtos no território nacional

    Portanto, essas medidas foram fundamentais para postergar a entrada da doença na avicultura comercial brasileira por quase duas décadas.

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) emitiram uma nota

    Nota setorial

    Com relação à identificação de foco de H5N1 em uma granja de aves do município de Montenegro (RS), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) ressaltam a total transparência do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, juntamente com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul em relação à identificação, comunicação e contenção da situação, que é pontual.

    A ABPA e a ASGAV estão apoiando o MAPA e a Seapi neste processo. Todas as medidas necessárias para o contingenciamento da situação foram rapidamente adotadas, e a situação está sob controle e monitoramento dos órgãos governamentais.

    Ao mesmo tempo, as entidades confiam na rapidez das tratativas que serão adotadas pelo Ministério e pela Secretaria em todos os níveis, de tal forma que qualquer efeito decorrente da situação seja solucionado no menor prazo possível.

    Por fim, a ABPA e a ASGAV lembram que a situação em questão – assim como qualquer outra ocorrência da enfermidade em aves – não representa qualquer risco ao consumidor final.

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  • Definido vazio sanitário e calendário nacional de semeadura da soja para safra 2025/2026

    Definido vazio sanitário e calendário nacional de semeadura da soja para safra 2025/2026

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 1.271, que estabelece oficialmente os períodos do vazio sanitário e o calendário nacional de semeadura da soja para a safra 2025/2026. As medidas são fundamentais para o manejo fitossanitário da cultura. E têm como principal objetivo o combate à ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas e destrutivas da soja no Brasil.

    A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode ocorrer em qualquer fase do desenvolvimento da lavoura. A praga tem registros de danos que variam de 10% a 90% da produção em regiões onde a doença atinge níveis epidêmicos. O vazio sanitário consiste em um período contínuo de, no mínimo, 90 dias, durante o qual é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento nas áreas estabelecidas pelo Mapa. Essa estratégia visa reduzir ao máximo o inóculo do fungo no ambiente, quebrando o ciclo da doença e minimizando prejuízos na safra seguinte.

    Calendário de semeadura da soja

    Além do vazio sanitário, a portaria define o calendário de semeadura da soja, uma medida complementar que busca racionalizar o uso de fungicidas e reduzir o risco de desenvolvimento de resistência do fungo aos defensivos químicos. O calendário faz parte do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) e foi construído de forma participativa, com envolvimento das secretarias estaduais de agricultura, entidades do setor produtivo e órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal.

    “A união de conhecimentos técnicos e científicos, além da diversidade de condições geoclimáticas que constituem o território brasileiro, entre outros fatores, demonstram o desafio que é a formulação destas ações de defesa sanitária vegetal. Todo esse esforço não seria possível com a participação exclusiva do Mapa. E contou com o apoio de muitas instituições, principalmente dos órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal e instituições de pesquisa”, destacou Edilene Cambraia, diretora do Departamento de Sanidade Vegetal.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforça que o cumprimento rigoroso dos períodos do vazio sanitário e das janelas de plantio é essencial para interromper a chamada “ponte verde” da doença, protegendo a produtividade e a rentabilidade da soja em todo o país.

    As datas completas, com todas as subdivisões regionais e especificidades por estado, podem ser consultadas na íntegra na Portaria SDA/MAPA nº 1.271/2025, disponível no Diário Oficial da União e no site do Mapa.

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  • Operação apreende 336 toneladas de fertilizante orgânico sem registro

    Operação apreende 336 toneladas de fertilizante orgânico sem registro

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspendeu as atividades de uma indústria de fertilizante orgânico em Pederneiras, no interior de São Paulo, após constatar a produção e o armazenamento de produtos sem o devido registro junto ao órgão e sem licença ambiental para funcionamento. A operação de fiscalização foi realizada na terça-feira (29), após denúncia recebida pela Ouvidoria do Mapa, com atuação da equipe da regional de Araraquara.

    Durante a vistoria, os fiscais apreenderam 300 toneladas de fertilizantes a granel, 36.425 quilos de produtos ensacados e 3.000 embalagens vazias. Como a empresa não possuía habilitação para fabricar fertilizantes, foi instaurado processo administrativo fiscal para apurar as irregularidades e garantir o direito à defesa do estabelecimento. A empresa está impedida de produzir fertilizantes até regularizar a situação no prazo de 30 dias.

    Garantias de qualidade

    Segundo o Mapa, fertilizantes orgânicos produzidos sem registro não oferecem garantias de qualidade e segurança, podendo causar sérios prejuízos aos agricultores e ao meio ambiente. Esses produtos podem conter contaminantes biológicos, como salmonela, coliformes termotolerantes e ovos viáveis de helmintos, além de metais pesados tóxicos, dependendo das matérias-primas utilizadas. O uso desses insumos pode resultar em alimentos contaminados e desequilíbrio fisiológico das plantas. A ausência de licença ambiental também impede a garantia de uma produção segura e sem impactos ambientais.

    O Ministério reforça a importância de denunciar irregularidades por meio da plataforma Fala BR, disponível no site oficial, permitindo que cidadãos colaborem anonimamente para a segurança alimentar e ambiental. A fiscalização rigorosa visa proteger produtores rurais, consumidores e o meio ambiente contra riscos associados ao uso de insumos não regulamentados.

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  • Mapa apreende 933 toneladas de farinha animal “batizada” no Paraná

    Mapa apreende 933 toneladas de farinha animal “batizada” no Paraná

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu mais de 933 toneladas de farinha animal adulterada em Arapongas, no Paraná. A operação, batizada de Ronda Farinha Batizada, contou com o apoio da Polícia Militar do Estado do Paraná (PM/PR).

    Durante a fiscalização, os agentes inspecionaram dois endereços suspeitos de fabricar e comercializar farinha de origem animal sem registro. Os locais operavam sob condições sanitárias precárias e utilizavam selo de inspeção federal falsificado. A ação foi coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA) e teve apoio do 8º SIPOA. Em geral, os fiscais encontraram matérias-primas e produtos acabados em situação irregular, segundo as normas do Mapa. Além disso, a equipe identificou a presença de ingredientes sem procedência, misturas proibidas e diluições fora do padrão legal. Segundo o Mapa, os produtos vinham de estabelecimentos clandestinos e não registrados junto ao órgão.

    Suspensão das atividades

    Ao final da operação, os fiscais emitiram dois termos de suspensão de atividades, um auto de infração e um termo de apreensão. O total apreendido foi de 933.600 quilos de produtos, gerando prejuízo estimado de R$ 2,3 milhões aos responsáveis.

    A auditora fiscal federal agropecuária, Andréa Mônica Moretti Barbosa, participou da operação e fez um alerta. Segundo ela, o uso desses produtos compromete a saúde do rebanho e pode gerar riscos à saúde humana. “A farinha animal sem registro pode conter resíduos perigosos, com impactos negativos na cadeia produtiva e na saúde pública”, destacou Andréa.

    Ao mesmo tempo, o Mapa reforça que todos os produtos para alimentação animal devem vir de estabelecimentos com registro no ministério. Portanto, o número de registro deve estar visível no carimbo de fiscalização federal impresso na embalagem.

    Caso o consumidor encontre produtos sem esse carimbo, deve denunciar por meio da plataforma Fala.BR. Também é possível verificar a autenticidade do número de registro no site oficial do Mapa.

    A operação teve como foco coibir a falsificação de selos de inspeção e a produção clandestina de ração animal. Além dos riscos sanitários, o Mapa destaca que a prática configura concorrência desleal. Empresas que atuam de forma irregular prejudicam aquelas que seguem rigorosamente a legislação vigente. Por isso, ações como essa são essenciais para garantir a segurança alimentar e proteger o mercado legal.

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  • Exportações do agronegócio somam US$ 15,6 bilhões em março

    Exportações do agronegócio somam US$ 15,6 bilhões em março

    O Brasil exportou US$ 15,6 bilhões em produtos do agronegócio em março de 2025. Esse foi o segundo maior valor registrado para o mês desde o início da série histórica. Em geral, as exportações cresceram 12,5% em relação a março de 2024.

    A força do agronegócio

    O agronegócio respondeu por 53,6% de todas as vendas externas do país. O avanço foi puxado pelo aumento dos volumes embarcados, que cresceram 10,2%. Além disso, os preços médios dos produtos subiram 2,1% no período. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os resultados reforçam a força do agro na economia nacional. “Esses números confirmam que promovemos o crescimento do agro com responsabilidade e sustentabilidade. Estamos atentos a novos mercados e produtos com maior valor agregado”, afirmou o ministro.

    Principais produtos agro exportados em março

    Entre os principais produtos exportados em março, a soja em grãos liderou com US$ 5,7 bilhões, alta de 7%. Em seguida, o café verde alcançou US$ 1,4 bilhão, com expressivo aumento de 92,7%. A carne bovina in natura gerou US$ 1,1 bilhão, crescimento de 40,1%. Já a celulose rendeu US$ 988 milhões (+25,4%) e a carne de frango in natura, US$ 772,3 milhões (+9,6%).

    Segmentos em crescimento

    Além dos produtos tradicionais, o governo tem estimulado segmentos com alto potencial de crescimento. Ou seja, itens como gelatinas, café solúvel, óleo essencial de laranja, pimenta-do-reino e rações para pets bateram recordes de exportação. Esses produtos vêm ganhando espaço em mercados da Ásia, Europa e América do Norte. Portanto, a expectativa é de que conquistem ainda mais destaque nos próximos meses.

    Primeiro trimestre de 2025

    No acumulado do primeiro trimestre de 2025, as exportações do agronegócio somaram US$ 37,8 bilhões. O valor é 2,1% maior do que o registrado no mesmo período de 2024. Ou seja, é o maior resultado já alcançado para o primeiro trimestre. O superávit do setor foi de US$ 32,6 bilhões, com alta de 2,1%.

    Principais compradores

    China, União Europeia e Estados Unidos permaneceram como os principais compradores. Juntos, responderam por mais da metade das exportações do agronegócio brasileiro. Outros países asiáticos também ampliaram suas compras. Vietnã, Turquia, Bangladesh e Indonésia importaram mais soja, algodão, celulose e carnes.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou o papel estratégico do setor. “Os dados mostram o fortalecimento do agro brasileiro no cenário global, mesmo em um contexto de tensões comerciais. Buscamos ampliar nossa presença em mercados de nicho com produtos de maior valor agregado. Com qualidade, sanidade e competitividade, o Brasil se firma como parceiro confiável”, disse o secretário.

    A abertura de novos mercados e a valorização de produtos não tradicionais fortalecem a economia. Ao mesmo tempo, geram empregos, atraem divisas e reduzem riscos econômicos. Em resumo, esse movimento também incentiva investimentos em inovação, promove a sustentabilidade e amplia parcerias internacionais.

    Segundo o Ministério da Agricultura, os avanços são resultado da união entre os setores público e privado. Em geral, o foco está na abertura comercial, segurança sanitária e promoção dos produtos brasileiros.

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  • Brasil prorroga estado de emergência zoossanitária por 180 dias

    Brasil prorroga estado de emergência zoossanitária por 180 dias

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional devido à presença do vírus da gripe aviária H5N1 de alta patogenicidade (IAAP) em aves silvestres. A medida, publicada na Portaria nº 784 do Diário Oficial da União, visa manter a vigilância e prevenir a propagação da doença.

    A prorrogação é uma medida preventiva que permite ao Mapa adotar ações rápidas para erradicar focos da doença, além de mobilizar recursos e articular esforços com outros ministérios e organizações governamentais e não governamentais. A suspensão de eventos com aglomeração de aves, como exposições e feiras, também continua em vigor, podendo ser flexibilizada apenas com avaliação epidemiológica e plano de biosseguridade aprovado.

    Histórico da gripe aviária no Brasil

    O primeiro caso de gripe aviária no Brasil foi registrado em 15 de maio de 2023, em aves silvestres. Desde então, foram identificados 166 focos da doença, sendo 163 em aves silvestres e três em aves de subsistência. No entanto, até o momento, não há registros de circulação do vírus na criação comercial. Portanto, mantendo o Brasil com status de país livre de influenza aviária perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

    A manutenção do status de país livre de influenza aviária permite que o Brasil continue exportando produtos avícolas de forma segura, o que . Isso é crucial para proteger a indústria avícola e garantir a segurança alimentar, escapando de uma emergência  comercial.

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  • Mapa lança plataforma ConectaAgro para impulsionar exportações

    Mapa lança plataforma ConectaAgro para impulsionar exportações

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o ConectaAgro, nova plataforma digital com foco no agronegócio brasileiro. Ou seja, a ferramenta interativa reúne informações estratégicas sobre intercâmbio comercial, eventos e atuação dos adidos agrícolas no exterior. Com isso, o governo busca fortalecer o fluxo de dados e ampliar a presença internacional do agro brasileiro.

    Informações estratégicas

    A plataforma traz dados sobre as atividades dos 40 adidos agrícolas em países considerados estratégicos para o Brasil. Além disso, também oferece detalhes sobre feiras, rodadas de negócios e eventos de promoção comercial realizados no exterior.

    Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o ConectaAgro complementa outras iniciativas recentes do governo federal. “O objetivo é abrir portas, fortalecer parcerias e manter o Brasil entre os maiores fornecedores globais de alimentos”, afirmou. Ele citou como exemplos os programas AgroInsight, Passaporte Agro, Caravana do Agro Exportador e Pool de Tradings. “Com o ConectaAgro, o exportador brasileiro ganha um sistema integrado de apoio, com acesso fácil e rápido às informações”, explicou.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, destacou a importância da nova plataforma para o setor. Em geral, desde o início da atual gestão, o Brasil abriu 348 mercados, número recorde na história da diplomacia agropecuária. “Com dados confiáveis e em tempo real, os exportadores tomam decisões mais estratégicas e competitivas”, disse o secretário.

    Hoje, o Brasil mantém adidos agrícolas em 38 postos ao redor do mundo, incluindo novos escritórios em países africanos. Ou seja, esses profissionais atuam na resolução de barreiras técnicas e ajudam a inserir produtos brasileiros em novos mercados. Além disso, representam o país em fóruns internacionais e participam de eventos de promoção do agronegócio.

    A ApexBrasil, as embaixadas, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento são parceiros nas ações. Feiras e missões empresariais têm sido fundamentais para ampliar a visibilidade do agro e atrair novos compradores. O ConectaAgro, portanto, surge como um reforço estratégico para consolidar a imagem do Brasil como potência agroexportadora.

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  • Ministério da Agricultura estuda como reforçar o Plano Safra

    Ministério da Agricultura estuda como reforçar o Plano Safra

    O Ministério da Agricultura estuda aumentar os juros do crédito rural para ampliar os recursos do Plano Safra 2025/26. A medida pode entrar em vigor a partir de julho, diante da alta da Selic e das restrições fiscais da União.

    A taxa básica de juros está em 14,25% ao ano, o que pressiona os custos de equalização. Por isso, a pasta trabalha com duas possibilidades: elevar os juros ou reduzir o volume de dinheiro. A redução está descartada.

    “Se a Selic sobe, precisamos pagar mais pela equalização. Não vamos cortar o volume do Plano Safra”, afirmou Carlos Augustin, assessor especial do ministério. “Será difícil, mas não vamos deixar o produtor na mão.”

    Regras LCAs

    Para garantir mais recursos, o governo pretende flexibilizar as regras das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). Ou seja, a ideia é aumentar a exigibilidade, hoje fixada em 50%, ou reduzir o prazo de resgate dos títulos.

    Atualmente, investidores precisam esperar nove meses para resgatar as LCAs, por regra vigente desde 2024. Instituições financeiras querem voltar ao prazo anterior, de três meses. Já o Banco Central propõe um meio-termo, com carência de seis meses.

    Além das LCAs, o ministério estuda usar o Fundo Social do pré-sal para linhas de crédito específicas. Em geral, uma das prioridades é o atendimento ao Rio Grande do Sul, afetado por nova estiagem.

    Carlos Augustin também defende incluir recursos estrangeiros no saldo total do Plano Safra. Esses valores devem ser captados por meio do programa de conversão de pastagens degradadas. Cédulas de Produto Rural (CPRs) com recursos obrigatórios dos bancos também entrarão no cálculo final.

    Câmbio

    Mesmo com limitações orçamentárias, o ministério quer usar criatividade para garantir o financiamento. Augustin acredita que as linhas de crédito dolarizadas do BNDES podem ser decisivas.

    “O dólar é barato. Há muito dinheiro disponível a dólar mais 8,5% ao ano”, disse. Segundo ele, produtores do Centro-Oeste podem acessar esse recurso com hedge natural, pois compram e vendem em dólar.

    Augustin afirmou que o crédito em dólar é uma saída viável para o campo. “Não há restrição de volume. Precisamos mudar a mentalidade dos bancos e dos produtores”, destacou.

    Outra medida em estudo é ampliar o uso dos fundos constitucionais (FCO, FNE e FNO) para operações de custeio. Hoje, a destinação está limitada a um terço dos recursos desses fundos no Plano Safra.

    “Num ano difícil, podemos reduzir um pouco o investimento e reforçar o custeio com recursos constitucionais”, avaliou. “Temos que mesclar fontes para chegar ao ideal”, completou.

    Custo do crédito preocupa produtores

    A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) alertou para o alto custo do crédito rural na próxima safra. Segundo a entidade, será o financiamento mais caro dos últimos dez anos.

    A associação criticou o valor aprovado para a equalização das taxas de juros em 2025. O montante é de R$ 15 bilhões, o mesmo do ano passado, quando a Selic estava em 10,5% ao ano. Agora, com a Selic em 14,25%, o valor ficou defasado.

    A Aprosoja defende que o governo envie um Projeto de Lei ao Congresso para ampliar os recursos. A proposta é suplementar pelo menos R$ 10 bilhões no orçamento da equalização de juros.

    A entidade sugere elevar os valores para custeio agropecuário de R$ 1,5 bilhão para R$ 5 bilhões. Ao mesmo tempo, também propõe aumentar o orçamento do seguro rural de R$ 1 bilhão para R$ 4 bilhões e a subvenção para investimentos de R$ 4 bilhões para R$ 6,5 bilhões.

    De acordo com a Aprosoja, os custos de produção subiram com o dólar alto e a área plantada deve crescer. Com isso, os recursos atuais não cobrem sequer a demanda do ano passado.

    Além disso, a entidade prevê redução no volume de empréstimos, o que pode desestimular a produção agropecuária. Além disso, estima que a participação do crédito subsidiado cairá de 30% para 20% no financiamento total da safra.

    Embora pequena, essa parcela controlada pelo governo ajuda a equilibrar os juros no mercado. “Se não houver reforço, haverá queda na oferta de alimentos e aumento nos preços ao consumidor”, alertou a associação.

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  • Certificação de ração animal para exportação fica mais rápida no Brasil

    Certificação de ração animal para exportação fica mais rápida no Brasil

    O prazo para emissão do certificado sanitário de exportação de ração animal caiu de 15 para 5 dias no Brasil. Ou seja, a redução resulta de medidas de desburocratização adotadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), garantindo economia de tempo e redução de custos para exportadores.

    A implementação do Portal Único do Comércio Exterior acelerou o processo, com participação do MDIC, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Receita Federal. O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou a agilidade conquistada. “O que levava 15 dias, agora é feito em cinco, mantendo todas as garantias sanitárias. Estamos reduzindo prazos e facilitando a vida do setor produtivo”, afirmou.

    Entenda o processo

    Antes das mudanças, o procedimento exigia etapas burocráticas, como abertura de processo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e envio manual de documentos. Porém, agora, a solicitação e emissão ocorrem de forma automatizada no Portal Único, sem necessidade de anexar PDFs. A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, ressaltou que a documentação fica centralizada e integrada, garantindo segurança e eficiência ao processo.

    Além disso, o certificado sanitário internacional assegura que os alimentos atendem aos padrões exigidos pelos países importadores. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou os impactos positivos da mudança. “Essa eficiência gera novas oportunidades, dinamiza a comercialização, estimula investimentos e cria empregos”, disse.

    Exportação de ração

    Em 2024, as exportações brasileiras de ração para pets cresceram 14% em relação a 2023. Em geral, os principais destinos são Colômbia, Uruguai e Chile. Já a Indonésia lidera a compra de ração para pecuária de corte, especialmente para frangos de abate.

    O Brasil ocupa a terceira posição na produção mundial de ração animal. Em 2024, a fabricação nacional cresceu 3% em comparação ao ano anterior, alcançando um recorde de 85 milhões de toneladas.

    Portal Único

    Criado para reduzir burocracia e custos no comércio exterior, o Portal Único substitui gradualmente o antigo Siscomex. Desde 2014, o governo federal implementa o sistema de forma modular. Atualmente, 100% das exportações utilizam a nova plataforma, que será totalmente integrada às importações até o fim do ano. Portanto, a expectativa é que as mudanças gerem uma economia anual superior a R$ 40 bilhões para os operadores privados.

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  • Mapa suspende eventos com aves e criação ao ar livre para conter gripe aviária

    Mapa suspende eventos com aves e criação ao ar livre para conter gripe aviária

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta quinta-feira (27) a Portaria nº 782, que suspende imediatamente a realização de eventos com aglomeração de aves e a criação de aves ao ar livre sem telas de proteção superior. A medida, válida por 180 dias (com possibilidade de prorrogação), visa mitigar o risco de ingresso e disseminação da gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) no país.

    Medidas preventivas e exceções

    A portaria proíbe exposições, torneios, feiras e outros eventos com aves em todo o território nacional. Exceções só serão permitidas se o Serviço Veterinário Estadual autorizar, após avaliação epidemiológica e apresentação de um plano de biosseguridade pelos organizadores. A criação de aves ao ar livre, incluindo espécies de produção, ornamentais e silvestres, também está suspensa em estabelecimentos registrados.

    O Brasil mantém-se entre os poucos países sem ocorrência de gripe aviária em plantéis comerciais. Mas novos focos na América do Sul – incluindo surtos nos EUA – elevaram o alerta. No Paraná, maior produtor e exportador de frango do país, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) realiza operações de monitoramento no litoral, principal entrada de aves migratórias, em parceria com a UFPR.

    “É uma realidade que acende um alerta de preocupação aqui no Paraná. Temos de reforçar as medidas de biosseguridade das nossas propriedades”, destaca Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar.

    Impacto econômico e vigilância

    O estado prorrogou o decreto de emergência zoossanitária por 180 dias, permitindo ações rápidas contra a doença. Em 2024, o Paraná abateu 2,2 bilhões de frangos (34,2% da produção nacional) e exportou 2,171 milhões de toneladas de carne, gerando US$ 4 bilhões.

    O Japão aprovou recentemente a regionalização do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para influenza aviária, limitando restrições de exportação apenas a municípios com focos confirmados.

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