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  • Ação conjunta tira do ar anúncios ilegais de bebidas alcoólicas

    Ação conjunta tira do ar anúncios ilegais de bebidas alcoólicas

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) intensificaram o combate à venda irregular de bebidas alcoólicas pela internet. Na quarta-feira (16), órgãos federais tiraram do ar mais de R$ 1 milhão em anúncios de whiskys de luxo comercializados sem autorização de importação ou com suspeita de falsificação, durante a Operação Ronda Agro Ciber II.

    A ação envolveu o Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras). E também o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), com apoio do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, ligado ao MJSP. As equipes encontraram irregularidades em mais de 70 marcas de bebidas, a maioria sem o registro de importação exigido pelo Mapa para garantir a legalidade da comercialização no país.

    Problemas identificados

    Segundo os técnicos, sem registro, as bebidas não têm rastreabilidade ou controle sanitário, nem a certeza de que cumprem padrões de qualidade. Fiscais ainda localizaram indícios de importação clandestina e falta de controle no transporte e armazenamento. Além de produtos falsificados com conteúdo suspeito e até mesmo publicidade enganosa, que induzia consumidores a acreditar que compravam itens originais.

    A venda ilegal prejudica empresas legalizadas, promove concorrência desleal e provoca evasão de impostos como II, IPI e ICMS. Há casos em que garrafas autênticas são reutilizadas para esconder falsificações, elevando riscos à saúde e à segurança dos consumidores.

    A operação contou com ferramentas do Programa Monitora para fiscalizar o comércio eletrônico agropecuário, especialmente o módulo e-Monitora, criado para flagrar irregularidades online. As plataformas digitais já receberam notificações e retiraram os anúncios. As próximas fases do trabalho devem identificar e responsabilizar os infratores nos âmbitos administrativo e criminal.

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  • Mapa apreende mais de 28 mil produtos veterinários irregulares

    Mapa apreende mais de 28 mil produtos veterinários irregulares

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou nos dias 2 e 3 de julho a Operação Ronda Pet III. A ação combateu a importação, produção e comercialização clandestina de produtos veterinários nos municípios de Tocantins e Piraúba, em Minas Gerais.

    A operação apreendeu mais de 28 mil produtos irregulares. Entre os itens estavam medicamentos, suplementos, alimentos e produtos de higiene para animais de estimação.

    O Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) conduziu a ação. O Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal da Superintendência de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais também participou.

    A operação contou com apoio da Delegacia da Polícia Civil de Ubá/MG. O Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA) também colaborou. O CISPPA está vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com sede em Foz do Iguaçu (PR).

    Fraudes identificadas nos produtos

    Os fiscais identificaram diversos produtos sem registro no Mapa. As embalagens continham informações falsas, incluindo declarações de serem produtos importados. Os números de registro apresentados não existiam no banco de dados oficial.

    A fiscalização constatou que o CNPJ da suposta empresa fabricante não existia. A situação configura tentativa de fraude contra o consumidor. O prejuízo estimado aos fraudadores ultrapassa meio milhão de reais.

    A operação apreendeu medicamentos veterinários, produtos para alimentação animal e fertilizantes. Todos os itens estavam em situação irregular.

    Entre os produtos destacam-se antiparasitários ilegais. Esses medicamentos, além de ineficazes, representam risco à saúde pública.

    Riscos graves à saúde dos pets

    Produtos veterinários sem registro representam risco grave à saúde dos animais. Esses itens não possuem comprovação de segurança, eficácia ou estabilidade.

    O uso pode causar efeitos adversos como alergias e intoxicações. Os produtos também podem provocar problemas renais e gastrointestinais. Em casos mais graves, podem levar à morte do animal.

    A ausência de controle de qualidade não garante quais insumos estão presentes nos produtos. Isso impede que tutores tomem decisões seguras sobre o que oferecem aos seus pets.

    Risco zoonótico preocupa autoridades

    Os antiparasitários ilegais apreendidos preocupam as autoridades sanitárias. O risco se deve ao contato frequente entre animais e humanos. Alguns parasitas possuem potencial zoonótico.

    O mercado de produtos veterinários irregulares cresce no Brasil. Operações anteriores do Mapa já apreenderam milhares de produtos irregulares, demonstrando a extensão do problema.

    Todo o material irregular permanecerá apreendido até a conclusão do processo administrativo. Após o processo, será determinada a destruição dos produtos, conforme previsto na legislação.

    As autoridades coletaram amostras dos produtos para análises laboratoriais oficiais. Os responsáveis poderão responder por infrações administrativas e criminais.

    As infrações incluem crimes contra as relações de consumo e falsificação de produtos.

    Compromisso com segurança animal

    A Operação Ronda Pet III reforça o compromisso do Mapa com a fiscalização de produtos veterinários. A ação protege a saúde pública e combate a concorrência desleal.

    O objetivo é assegurar que apenas produtos legalmente registrados cheguem ao mercado consumidor. A medida garante a saúde e bem-estar animal, além da segurança da população.

    O Mapa orienta consumidores a sempre verificar o registro dos produtos veterinários antes da compra. A consulta pode ser feita no site oficial do ministério.

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  • Chocolate artesanal ganha selo que garante origem e qualidade

    Chocolate artesanal ganha selo que garante origem e qualidade

    O chocolate tem um dia especial no calendário. Nesta segunda-feira (7), o mundo celebra o Dia Mundial do Chocolate. Amargo ou ao leite, ele agrada diferentes paladares e está presente em receitas e comemorações em todo o mundo.

    Indicação Geográfica 

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) valoriza a cadeia cacaueira por meio do selo de Indicação Geográfica (IG). Esse selo reconhece a produção de chocolates feita em áreas com características únicas, como solo, clima e relevo. O Mapa concede a IG em duas modalidades: Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO).

    A Indicação de Procedência reconhece localidades conhecidas pela produção de determinado produto ou serviço. Já a Denominação de Origem considera produtos cujas qualidades estão ligadas ao meio geográfico e à tradição local.

    No Brasil, uma associação de chocolate artesanal já recebeu esse reconhecimento no Rio Grande do Sul. A Associação de Indústria e Comércio de Chocolates Caseiros de Gramado obteve o selo de IP em 2021. Além disso, duas associações de produtores de cacau também conquistaram o selo: uma no Sul da Bahia e outra em Linhares (ES). Essas entidades produzem amêndoas que podem ser transformadas em chocolate de qualidade reconhecida.

    Critérios técnicos

    Segundo a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI/Mapa), o selo IG exige critérios técnicos. Entre os requisitos estão: origem geográfica delimitada, métodos tradicionais de produção e identidade própria.

    A IG valoriza o chocolate artesanal, reconhece a autenticidade e impulsiona a economia local. O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) concede o selo IG no Brasil. Já o Mapa incentiva ações para ampliar o número de produtos agropecuários com esse reconhecimento.

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  • Mapati: a uva amazônica que pode virar vinho e geleia

    Mapati: a uva amazônica que pode virar vinho e geleia

    No coração da floresta amazônica, longe dos olhos do grande público, cresce uma fruta de nome curioso e sabor marcante: o mapati (Pourouma cecropiifolia). Conhecida como a “uva da Amazônia”, a fruta tem polpa roxa, doce, casca fina e alto valor nutricional — mas segue fora das prateleiras do Brasil urbano.

    O cenário, no entanto, está mudando. Cientistas e produtores começam a apostar na fruta como uma alternativa viável para a produção de vinhos artesanais, cervejas exóticas, chás naturais e até cosméticos sustentáveis.

    Potencial das PANCs da Amazônia

    Segundo o pesquisador Valdely Kinupp, especialista em Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), o mapati é uma das frutas mais promissoras da região.

    “Selecionamos essas plantas com potencial para o preparo de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, fermentadas, vinhos, cervejas, chás, hidroméis, eventualmente geleias ou outros produtos. E, assim, fazer a caracterização química de espécies das PANC da Amazônia”, explica Kinupp.

    A pesquisa integra um esforço maior para valorizar a biodiversidade brasileira e revelar sabores pouco explorados pela indústria alimentícia nacional.

    Do mato para o mercado

    Apesar de ser amplamente consumido por comunidades amazônicas, o mapati ainda é desconhecido da maioria dos brasileiros. Seu cultivo, até hoje, é quase todo extrativista. Mas com a crescente busca por ingredientes nativos e funcionais, essa realidade pode mudar.

    O fruto já apresenta atributos ideais para a indústria:

    • Doçura natural

    • Alta concentração de antioxidantes

    • Textura e aroma agradáveis

    • Potencial fermentativo

    Além disso, é uma planta adaptada ao clima e ao solo da região, o que reduz custos agrícolas e minimiza impacto ambiental.

    Benefícios econômicos e ecológicos

    A valorização do mapati vai além da gastronomia. Ou seja, promover o uso do mapati é também fomentar o desenvolvimento sustentável — gerando renda para comunidades locais, protegendo a floresta e diversificando a dieta do brasileiro.

    Próximos passos

    Os estudos seguem com foco na caracterização química e nas possibilidades de aplicação do fruto. A expectativa é que, em breve, produtos à base de mapati comecem a ganhar espaço em feiras, empórios e mercados especializados.

    E quem sabe, num futuro próximo, você não estará saboreando uma taça de vinho amazônico, uma cerveja de frutas nativas ou um chá funcional de mapati?

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  • Seguro rural recebe incentivo extra até agosto de 2025

    Seguro rural recebe incentivo extra até agosto de 2025

    O governo federal anunciou a ampliação dos recursos para o seguro rural. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou a medida com a publicação da Resolução nº 106. O novo cronograma detalha os valores mensais destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) até agosto de 2025.

    Orçamento

    Do orçamento total de R$ 1 bilhão previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), o governo já havia liberado R$ 179 milhões em maio. Agora, a partir de junho, o Mapa distribuirá mais R$ 280 milhões para apoiar apólices voltadas às culturas de inverno.

    Além disso, o plano reserva R$ 36 milhões para frutas, R$ 7,5 milhões para a pecuária, R$ 1,5 milhão para florestas e R$ 35,5 milhões para outras culturas. O objetivo é garantir cobertura a uma ampla gama de atividades agropecuárias em todo o país.

    Segundo o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, os valores devem atender a maior parte da demanda atual. “Vamos atender praticamente toda a procura pelas culturas de inverno e sinalizar recursos para as demais atividades”, afirmou.

    Contudo, o governo precisou bloquear R$ 445 milhões do orçamento do PSR para cumprir as metas fiscais. Campos, no entanto, acredita que o corte será revertido. “Vamos trabalhar para liberar esse valor o quanto antes e evitar prejuízos à safra de verão”, explicou. Além disso, ele ressaltou que o PSR é uma despesa discricionária e, por isso, pode sofrer bloqueios orçamentários ao longo do ano. Ainda assim, o Ministério mantém o compromisso de ampliar a proteção ao produtor.

    Atualmente, 17 seguradoras estão habilitadas a operar com o seguro rural. Para contratar uma apólice, o produtor deve procurar um corretor ou uma instituição financeira autorizada.

    O benefício se estende a pessoas físicas ou jurídicas, mesmo que não tenham acesso ao crédito rural. A subvenção federal cobre 40% do prêmio em todas as atividades, exceto a soja, que tem apoio de 20%. A regra vale para todos os tipos de cobertura e produtos reconhecidos pelo PSR.

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  • Operação apreende mais de 50 toneladas de soja no Rio Grande do Sul

    Operação apreende mais de 50 toneladas de soja no Rio Grande do Sul

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma grande operação de combate à entrada irregular de produtos agropecuários no Noroeste do Rio Grande do Sul. A Operação Ronda Agro LXXXIX foi coordenada pelo Programa Vigifronteiras. E apreendeu 51 toneladas de soja, 12 toneladas de cebola e 1.946 litros de produtos similares a agrotóxicos sem registro durante fiscalização em Santa Rosa e Três Passos. Os municípios são estratégicos na fronteira do estado.

    Foto: Divulgação/Mapa

    A ação, que teve como foco o combate ao trânsito internacional irregular de produtos agropecuários, contou com a participação integrada da Brigada Militar, Exército Brasileiro, Polícia Federal, Receita Federal e do programa Sentinela, vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), sediado em Foz do Iguaçu (PR), também apoiou as atividades.

    Veículos apreendidos

    Durante as fiscalizações em estabelecimentos rurais e terminais de recebimento de grãos, a Polícia Federal apreendeu veículos utilizados no transporte dos produtos ilegais. Incluindo um caminhão truck, um trator, um carretão e uma esteira elétrica. Todo o material foi encaminhado à Receita Federal para perdimento, e o prejuízo estimado aos infratores ultrapassa meio milhão de reais.

    Além do impacto econômico, a operação visa proteger a sanidade agropecuária e a saúde pública. E reforça o compromisso do Mapa com a segurança dos alimentos, saúde animal e vegetal. Além da defesa dos interesses nacionais no comércio internacional. O diretor substituto de Serviços Técnicos do Mapa, Fabrício Pedrotti, destacou que a atuação integrada nas fronteiras é fundamental para evitar riscos sanitários e econômicos ao setor agropecuário.

    O major Anderson Machado, do 4º Batalhão de Polícia de Área de Fronteira da Brigada Militar, ressaltou a importância da cooperação entre os órgãos. “A presença e a atuação cooperada dos órgãos é fundamental não apenas para a proteção da defesa agropecuária. Mas também para a manutenção da segurança pública nas fronteiras. As ações integradas tornam-se indispensáveis para o enfrentamento de ilícitos e o fortalecimento da legalidade”.

    Para o major Salóes, do Comando Militar do Sul. “A participação da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada evidenciou a eficácia da ação integrada do Estado na proteção de interesses estratégicos e na desarticulação de redes ilícitas transnacionais”

    As ações do Vigifronteiras integram o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF). Elas estão alinhadas à Política Nacional de Fronteiras, respaldadas por decretos que atribuem à Secretaria de Defesa Agropecuária a competência para prevenir e combater fraudes contra a saúde pública e as relações de consumo.

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  • Morte de cavalos: Mapa determina recolhimento de produtos da Nutratta Nutrição Animal

    Morte de cavalos: Mapa determina recolhimento de produtos da Nutratta Nutrição Animal

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu um alerta nacional e determinou o recolhimento imediato de todos os produtos destinados a equídeos fabricados pela Nutratta Nutrição Animal Ltda., com data de fabricação a partir de 21 de novembro de 2024. A medida foi tomada após a identificação de riscos à saúde animal e a suspensão da comercialização desses produtos em todo o país.

    A Nutratta Nutrição Animal está sob investigação devido ao registro de 122 mortes de cavalos em municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas desde o início das apurações, em 26 de maio. Além desses casos confirmados, há relatos de outros 36 óbitos ainda não investigados. Em todas as ocorrências analisadas até o momento, os tutores relataram que os animais consumiram rações produzidas pela empresa investigada.

    Segundo a Lei nº 14.515/2022 (Lei do Autocontrole), cabe ao fabricante adotar imediatamente medidas de autocorreção, incluindo o recolhimento dos lotes afetados. O Mapa segue realizando ações de campo, como necropsias, coletas de amostras e levantamentos nas propriedades onde houve mortes. E busca identificar tecnicamente os fatores relacionados aos óbitos.

    O Ministério reforça que as ações de fiscalização não eximem a empresa de suas responsabilidades legais, conforme determina a legislação vigente.

    Cidadãos que suspeitarem de casos semelhantes podem formalizar denúncias por meio da Ouvidoria do Mapa. Para contribuir com as investigações, é fundamental informar o local da ocorrência, o número total de animais, quantidade de animais afetados ou mortos e o lote da ração envolvida.

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  • Agro exporta US$ 14,9 bi e diversifica pauta

    Agro exporta US$ 14,9 bi e diversifica pauta

    As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 14,9 bilhões em maio de 2025. O valor representa uma leve queda de 1,4% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Mesmo com a redução no volume embarcado (-4,2%), o setor demonstrou resiliência. A alta de 2,9% nos preços médios dos produtos compensou parcialmente a retração.

    Ações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), impulsionaram a diversificação da pauta exportadora. Em maio, o avanço de produtos não tradicionais ganhou destaque.

    Exportações de sucos, sorvetes e frutas batem recorde

    Produtos como suco de frutas, sorvetes, papel, goiabas e batatas processadas atingiram valores recordes na série histórica iniciada em 1997. O suco de frutas saltou de US$ 11,3 milhões, em maio de 2024, para US$ 25,5 milhões em 2025. O crescimento de 126% mostra o potencial do segmento.

    As exportações de sorvetes também surpreenderam. O valor embarcado subiu de US$ 3,6 milhões para US$ 6,4 milhões, um aumento de 78,6%. A goiaba registrou US$ 278 mil exportados, o dobro em relação ao mesmo período de 2024.

    Celulose e carne suína reforçam protagonismo do agro

    A celulose liderou o ranking de produtos com desempenho expressivo. Em maio, o Brasil exportou 2,1 milhões de toneladas e faturou US$ 981,5 milhões. A China ampliou em quase 60% suas compras, consolidando-se como principal destino.

    A carne suína in natura também apresentou forte crescimento. O setor arrecadou US$ 274,4 milhões, alta de 30,6% sobre maio de 2024. Filipinas, Chile, Japão e Cingapura puxaram a demanda.

    Novos nichos ampliam possibilidades para a agroindústria

    O agronegócio brasileiro também registrou avanços em nichos antes pouco explorados. Óleo de amendoim, manteiga de cacau e sebo bovino alcançaram valores históricos para o mês de maio.

    O óleo de amendoim, por exemplo, saltou de US$ 13,4 milhões para US$ 30,1 milhões. O aumento de 125% reforça as oportunidades para a agroindústria nacional.

    Granja com IAAP não comprometeu setor avícola

    Mesmo com o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em granja comercial, o Brasil manteve o ritmo das exportações de carne de frango. O foco foi registrado em 15 de maio, em Montenegro (RS). No entanto, a resposta rápida do Mapa evitou impactos mais severos.

    As autoridades concluíram as medidas sanitárias no prazo. O governo manteve diálogo constante com os parceiros comerciais. Apesar das restrições pontuais de alguns países, o setor avícola sustentou bom desempenho, graças à confiança na sanidade brasileira.

    Brasil conquista 25 novos mercados em maio

    A agenda comercial brasileira também avançou. Em maio, o país abriu 25 novos mercados e chegou a 381 acessos durante a atual gestão. Entre os novos destinos, países africanos se destacaram.

    O avanço resulta do fortalecimento das relações bilaterais durante o “II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar”, realizado em Brasília. O encontro reuniu ministros da Agricultura de vários países africanos.

    A China, maior parceiro do agro brasileiro, também recebeu atenção especial. Uma missão presidencial reforçou a parceria e abriu novas frentes de exportação.

    Setores tradicionais continuam competitivos no exterior

    Mesmo segmentos consolidados seguiram com bom desempenho. O setor florestal e o sucroalcooleiro mostraram força, mesmo com queda nas exportações de açúcar.

    As vendas de açúcar à China cresceram 354% e compensaram parcialmente a retração em outros destinos. A valorização do café no mercado externo também ajudou a elevar o índice geral de preços.

    Confiança internacional sustenta o agro brasileiro

    O desempenho de maio mostra que o agronegócio brasileiro mantém sua força mesmo diante de desafios. O setor atua com agilidade, estratégia e transparência.

    A confiança internacional na qualidade e sanidade dos produtos brasileiros continua sendo pilar central para a expansão das exportações.

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  • México limita restrições à carne de frango do Brasil

    México limita restrições à carne de frango do Brasil

    O México reduziu as restrições à carne de frango brasileira nesta terça-feira (10). A medida veio após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em Montenegro, no Rio Grande do Sul.

    Agora, o bloqueio mexicano se restringe apenas aos produtos originados do estado gaúcho. Antes, a proibição afetava todo o território nacional. Por outro lado, a Mauritânia ampliou as restrições. O país suspendeu temporariamente as importações de carne de frango de todo o Brasil. Já Omã decidiu interromper apenas as compras vindas do Rio Grande do Sul. A atualização mais recente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostra três níveis de restrições entre os países importadores.

    Exportações suspensas de todo o Brasil

    Atualmente, 21 países e blocos econômicos suspenderam completamente as compras de carne de frango brasileira. Entre eles estão China, União Europeia, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Peru e Argentina.

    Suspensões restritas ao Rio Grande do Sul

    Outros 20 mercados impuseram restrições apenas ao estado do Rio Grande do Sul. A lista inclui Arábia Saudita, México, Reino Unido, Rússia, Omã, Turquia, Angola e Ucrânia.

    Suspensões limitadas a Montenegro (RS)

    Já Emirados Árabes Unidos, Japão, Catar e Jordânia optaram por restringir as compras apenas do município de Montenegro.

    Diante do cenário, o Mapa continua em articulação com autoridades sanitárias internacionais. O ministério presta informações técnicas com agilidade e transparência. As ações visam garantir a segurança sanitária dos produtos e restabelecer as exportações o quanto antes.

    Por fim, o Mapa reforça que o consumo de carne de aves e ovos segue seguro. A gripe aviária não oferece risco à saúde humana por meio da alimentação.

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  • Cecafé e Agro em Campo celebram parceria estratégica para cobertura do 10º Coffee Dinner & Summit

    Cecafé e Agro em Campo celebram parceria estratégica para cobertura do 10º Coffee Dinner & Summit

    Em um passo importante para ampliar ainda mais o diálogo com o público do agronegócio, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) firmou uma parceria estratégica com o Agro em Campo, vertical do portal iG dedicada exclusivamente ao setor. 

    A colaboração vai garantir uma cobertura especial da décima edição do Coffee Dinner & Summit, evento de destaque na cafeicultura mundial, marcado para acontecer entre os dias 2 e 4 de julho de 2025, em Campinas (SP). Para dar ainda mais visibilidade ao projeto, já está no ar uma página exclusiva do Cecafé, no canal Agro em Campo (https://agroemcampo-homol.ig.com.br/cecafe). 

    O novo espaço digital será um repositório das principais discussões do evento e também o canal em que a cafeicultura ganhará destaque nos próximos meses.

    O Agro em Campo tem conquistado espaço como uma das vozes mais relevantes na comunicação voltada ao agronegócio brasileiro. Parte do iG — portal com mais de duas décadas de atuação no jornalismo digital —, o canal une tradição e dinamismo para entregar informação de qualidade. Essa combinação faz da plataforma um reforço estratégico para dar visibilidade a eventos do porte do Coffee Dinner & Summit.

    Mais do que apenas repercutir o evento, o objetivo da parceria é conectar o setor com diferentes públicos. O Agro em Campo aposta em uma linguagem direta, sem abrir mão da profundidade técnica, para tornar o conteúdo acessível tanto para quem já atua no campo quanto para quem quer entender melhor o universo do agro. 

    A interface leve e moderna do canal também contribui para essa aproximação, ampliando o alcance da informação e facilitando o engajamento.

    Uma década de protagonismo na cafeicultura mundial

    O 10º Coffee Dinner & Summit é um marco significativo na trajetória de um dos principais eventos da cafeicultura mundial. Com um formato renovado e mais dinâmico, distribuído em três dias consecutivos, o evento demonstra a evolução e o crescimento da iniciativa ao longo de duas décadas de realizações bem-sucedidas. A escolha de um novo local, o Royal Palm Hall, em Campinas (SP), reflete o cuidado dos organizadores em facilitar o deslocamento dos participantes e oferecer uma infraestrutura adequada ao porte do evento.

    “Nosso evento cresceu ao longo dos anos e entendemos que é necessário um local mais espaçoso, em uma cidade que facilite a questão logística dos participantes, além de ampliarmos o leque de temas de discussão diante de cenários desafiadores para todos os segmentos da cafeicultura mundial”, explica Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé.

    O tema central do evento, “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”, não foi escolhido por acaso. Reflete as preocupações atuais do setor com as transformações nos padrões de comércio internacional, as novas exigências regulamentares e a necessidade de posicionar o café brasileiro como referência mundial em qualidade, sustentabilidade e inovação.

    Programação abrangente

    A programação do evento foi cuidadosamente estruturada para abordar todos os aspectos relevantes da cadeia produtiva cafeeira. O primeiro dia, 2 de julho, será marcado pela solenidade de abertura às 19h30, que contará com a participação de representantes dos governos federal e dos principais Estados produtores de café do Brasil. 

    Além dos representantes governamentais, estarão presentes lideranças da cadeia produtiva mundial, evidenciando o caráter internacional do evento. A programação inaugural será complementada por um coquetel de boas-vindas.

    O segundo dia, 3 de julho, concentrará a maior parte dos debates técnicos e estratégicos. Com uma programação que se estenderá das 9h30 às 18h05, o dia será estruturado em painéis temáticos que abordarão diferentes aspectos do mercado cafeeiro. 

    O painel de abertura, “CEO’s & Lideranças do agronegócio café global”, reunirá representantes de gigantes mundiais do setor como Neumann, Sucafina, ECOM, Louis Dreyfus e EISA. 

    Este encontro promete ser um dos momentos mais aguardados do evento, pois permitirá um debate direto entre os principais tomadores de decisão do mercado global sobre o cenário atual e os desafios futuros.

    A “Geopolítica Global” será tratada em um painel com lideranças dos Ministérios das Relações Exteriores (MRE) e da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e do Conselho Empresarial da América Latina, que abordarão os desafios do mercado diante dos episódios atuais relacionados a relações políticas e de poder entre os Estados.

    Um dos painéis mais relevantes para o contexto atual será o dedicado às “Organizações globais do café”, que abordará questões cruciais como o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) e as novas regras do comércio em tempos de ESG (Environmental, Social and Governance).

    Participarão deste debate autoridades da National Coffee Association (NCA) dos Estados Unidos, European Coffee Federation (ECF), British Coffee Association (BCA) do Reino Unido, Swiss Coffee Trade Association (SCTA) da Suíça, German Coffee Association da Alemanha, Organização Internacional do Café (OIC), além do próprio Cecafé.

    Também sobre o Regulamento da União Europeia, o evento contará com um “Coffee Talks” da bolsa Intercontinental Exchange (ICE), que apresentará o Serviço de Rastreabilidade de Mercadorias ICE (ICE CoT) para apoiar o comércio de cacau e café em conformidade com o EUDR.

    Sustentabilidade

    Uma inovação importante desta edição será a perspectiva feminina sobre o “Futuro da Cafeicultura Sustentável”. Este painel trará a ótica de representantes da OIC, German Coffee Association, da Embrapa e da Exportadora Guaxupé sobre a importância do emprego de práticas sustentáveis e regenerativas na cafeicultura, que já é marca na história da atividade cafeeira no Brasil.

    O encerramento do segundo dia será marcado pelo painel “Economia brasileira: o que esperar do futuro”, com a participação de representantes do Banco Central do Brasil e do Sicoob. Esta abordagem macroeconômica é essencial para contextualizar as discussões setoriais dentro do cenário econômico nacional mais amplo.

    Perspectivas de mercado e desafios logísticos

    O terceiro e último dia, 4 de julho, começará às 9h30 com discussões com o painel “Coffee market outlook”, com profissionais da Federación Nacional de Cafeteros (FNC) da Colômbia, da StoneX Financial Inc. e da Louis Dreyfus Company, que apresentarão suas considerações sobre o futuro do abastecimento do mercado cafeeiro, tornando essas perspectivas particularmente valiosas a todos os participantes da cadeia produtiva.

    A questão logística, sempre crítica para um país continental como o Brasil, será abordada no painel “Os desafios logísticos no abastecimento do café”. Participarão deste debate representantes do Cecafé, Brasil Terminal Portuário (BTP), Mediterranean Shipping do Brasil (MSC) e JDE Peet´s Brazil.

    O retorno após o almoço se dará com um “Coffee Talks” com José Luiz Tejon, uma das maiores autoridades nas áreas de marketing em agronegócio. que tratará do branding “Cafés do Brasil” em tempos de governança socioambiental.

    A dimensão política do agronegócio será contemplada no painel “Futuro do agro brasileiro”, que apresentará a visão de governadores dos principais Eestados produtores de café, deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e lideranças do Instituto Pensar Agro (IPA), com mediação do presidente do Cecafé Márcio Ferreira. Esta abordagem política é fundamental, considerando que as políticas públicas exercem influência direta sobre a competitividade e a sustentabilidade do setor cafeeiro.

    Tendências de consumo 

    O último painel do Coffee Dinner & Summit 2025 abordará as “Tendências de consumo do café”, reunindo profissionais de empresas e entidades que representam os continentes onde o produto é mais consumido.

    Participarão deste debate representantes da NCA, Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e Melitta Group. Este painel é particularmente importante porque as tendências de consumo ditam as demandas futuras do mercado, influenciando desde as variedades cultivadas até as práticas de sustentabilidade adotadas.

    O encerramento do evento será às 19h, com o jantar de gala, em um ambiente descontraído para a consolidação dos contatos estabelecidos durante os três dias de debates. Este momento informal é onde se consolidam, frequentemente, as parcerias comerciais e os acordos que movimentarão o mercado nos meses seguintes.

    A décima edição do Coffee Dinner & Summit tem a expectativa de reunir 1.200 pessoas de todos os elos da cadeia produtiva cafeeira do Brasil e do mundo. 

    “Nosso intuito é abordar o importante papel do café brasileiro e suas iniciativas no desenvolvimento sustentável, geração de renda e contribuição para o equilíbrio climático no que se refere às boas práticas e ao sequestro de carbono da atmosfera”, explica Marcos Matos. 

    “Além do aspecto socioambiental, também promoveremos uma reflexão sobre o cenário macroeconômico interno e externo, as perspectivas de mercado e os desafios logísticos globais para garantir ao Brasil a posição de principal e confiável parceiro no comércio mundial de café”, complementa.

    Participação e oportunidades de patrocínio

    Para empresas interessadas em associar sua marca a um dos maiores eventos da cafeicultura mundial, o Cecafé disponibiliza informações sobre patrocínio através do contato [email protected]. 

    As pessoas interessadas em participar dos três dias de Summit, do coquetel de abertura ou do jantar de gala podem adquirir seus convites e mesas através da plataforma https://app.jalanlive.com/coffeedinner2025/home. A diversidade de opções de participação permite que diferentes perfis de interessados encontrem a modalidade mais adequada às suas necessidades e objetivos.

    Serviço e informações adicionais

    O 10º Coffee Dinner & Summit será realizado de 2 a 4 de julho de 2025, no Royal Palm Hall, em Campinas (SP). Para mais informações, o site oficial do evento (https://coffeedinner.com.br/).

    A parceria entre o Cecafé e o Agro em Campo para a cobertura deste evento representa mais do que uma simples colaboração editorial; simboliza o compromisso de ambas as organizações com a transparência, a qualidade da informação e o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. Através desta iniciativa, o público terá acesso privilegiado aos debates, insights e decisões que moldarão o futuro da cafeicultura brasileira e mundial nos próximos anos.

    Patrocinadores e apoio

    A 10ª edição do Coffee Dinner & Summit caminha para se tornar histórica com o suporte vindo dos patrocínios “Diamante”, do Grupo Tristão; “Ouro”, de Sicoob, StoneX, Cooxupé / SMC, ICE, e LIV Logística / Porto Seco Sul de Minas; e “Prata”, de Bayer, ofi e Serasa Experian.

    O evento conta com o apoio internacional da British Coffee Association (BCA), European Coffee Federation (ECF), German Coffee Association (Deutscher Kaffeeverband – DKV), International Coffee Organization (ICO), National Coffee Association (NCA) e Swiss Coffee Trade Association (SCTA).

    Como apoiadores nacionais, o 10º Coffee Dinner & Summit conta com as Associações Brasileiras da Indústria de Café Solúvel (Abics) e de Cafés Especiais (BSCA), a Associação Comercial de Santos (ACS), os Centros do Comércio de Café de Minas Gerais (CCCMG) e de Vitória (CCCV), o Conselho Nacional do Café (CNC) e o Museu do Café.