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  • MAPA intensifica fiscalização de produtos orgânicos em São Paulo

    MAPA intensifica fiscalização de produtos orgânicos em São Paulo

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) está reforçando a fiscalização de produtos orgânicos no estado de São Paulo. As operações, que já percorreram cidades do interior e do litoral, visam garantir a qualidade dos alimentos e proteger tanto os produtores que seguem as regras quanto os consumidores.

    Coordenadas pelo Núcleo de Suporte à Produção Orgânica de São Paulo (Nusorg-SP), as equipes do MAPA visitaram feiras, mercados e pontos de venda especializados em São José do Rio Preto, Pindamonhangaba, Taubaté, Santos e São Vicente. Os fiscais verificaram o cumprimento da legislação e orientaram comerciantes.

    Alta conformidade e ações educativas

    Os fiscais constataram um alto índice de conformidade entre os estabelecimentos. A maioria dos produtores e comerciantes segue corretamente as normas para produtos orgânicos.

    “Produtores orgânicos costumam ser muito conscientes e respeitam as regras. A fiscalização é uma forma de valorizar aqueles que produzem e comercializam da forma correta”, explicou Estanislau Steck, superintendente de Agricultura e Pecuária em São Paulo.

    Foto: MAPA

    Além da inspeção, as equipes realizam ações educativas, orientando sobre as boas práticas para exposição e venda dos produtos. Judi Maria da Nóbrega, diretora do Departamento de Suporte e Normas, afirmou que “essa abordagem preventiva tem fortalecido o setor e consolidado a credibilidade do sistema orgânico brasileiro”.

    Análises laboratoriais investigam denúncia

    Apesar do cenário positivo, as operações identificaram e autuaram algumas irregularidades, como embalagem e etiquetagem inadequadas de produtos de terceiros.

    Em São José do Rio Preto, os fiscais coletaram amostras de mel, ovos, peito de frango e hortifrútis para análise. Em Taubaté, uma denúncia sobre a possível produção irregular de orgânicos para alimentação infantil motivou a coleta de 12 amostras de hortaliças e frutas. Os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiás e Minas Gerais vão analisar o material para verificar a presença de resíduos de agrotóxicos proibidos.

    Nas cidades de Santos e São Vicente, as fiscalizações não encontraram irregularidades em lojas, mercados ou feiras. A região mantém um acompanhamento contínuo, com a participação de servidores municipais. Santos incentiva permanentemente a realização de feiras de orgânicos, enquanto São Vicente amplia suas iniciativas para fomentar a comercialização desses produtos.

  • Plano contra traça-da-maçã é lançado pelo MAPA

    Plano contra traça-da-maçã é lançado pelo MAPA

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu oficialmente o Plano Nacional de Prevenção e Vigilância de Cydia pomonella, praga conhecida como traça-da-maçã. Isso conforme Portaria SDA/Mapa nº 1.369/25 publicada no Diário Oficial da União (DOU). A iniciativa visa reforçar o monitoramento e a vigilância fitossanitária para manter o Brasil livre dessa ameaça desde 2014, segundo reconhecimento internacional.

    A Cydia pomonella representa uma das principais ameaças à produção de maçã e pera. E pode gerar prejuízos econômicos graves caso seja detectada no país. Para impedir sua entrada, o Mapa, em parceria com órgãos estaduais de defesa vegetal, intensifica o monitoramento nos pontos de acesso e áreas produtoras.

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) já instalou mais de 100 armadilhas para rastrear a presença da praga em municípios estratégicos como Vacaria, Caxias do Sul, Bom Jesus, Arvorezinha e Anta Gorda.

    Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, ressalta a relevância da cooperação entre produtores, setor público e privados no combate à traça: “A erradicação da Cydia pomonella foi um exemplo mundial de sucesso. Esse controle fitossanitário fortaleceu a exportação brasileira de maçã e pera.”

    Diretrizes

    O Plano Nacional de Prevenção estabelece diretrizes importantes. Entre elas a instalação e monitoramento contínuo de armadilhas com feromônio em regiões de risco. E também a fiscalização rigorosa em pontos de ingresso de produtos vegetais e ações educativas para prevenção. Além de formação técnica para agentes de defesa agropecuária e protocolos emergenciais para contenção e erradicação da praga caso detectada.

    A traça-da-maçã, uma mariposa originária da Europa, é considerada uma praga quarentenária ausente no Brasil. Mas já está presente em países vizinhos como Chile, Argentina e Uruguai. No Brasil, as regiões da Serra Gaúcha, Planalto de Santa Catarina e Sul do Paraná concentram a maior parte da produção nacional de maçã e pera, culturas mais vulneráveis à praga.

    Além dos danos diretos causados pelas lagartas, que perfuram os frutos e comprometem a qualidade, a introdução da Cydia pomonella poderia provocar restrições às exportações brasileiras, afetando a competitividade do setor no mercado internacional.

  • Entregas e importações de fertilizantes avançam no primeiro semestre

    Entregas e importações de fertilizantes avançam no primeiro semestre

    As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro cresceram 10,5% no primeiro semestre de 2025, conforme dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume atingiu 20,14 milhões de toneladas, contra 18,23 milhões no mesmo período do ano anterior.

    Somente em junho, as entregas somaram 4,31 milhões de toneladas, um avanço de 7,2% em comparação a junho de 2024, quando foram entregues 4,03 milhões de toneladas.

    Mato Grosso liderou as entregas no período, concentrando 23,9% do total com 4,81 milhões de toneladas. Paraná (2,88 milhões), Goiás (2 milhões), São Paulo (2 milhões), Minas Gerais (1,69 milhão), Rio Grande do Sul (1,5 milhão) e Bahia (1,2 milhão) também se destacaram no ranking.

    O setor segue preparado para a safra de grãos, que deve alcançar produção de 345,2 milhões de toneladas em 2025.

    12º Congresso Brasileiro de Fertilizantes

    Durante o 12º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, realizado em 2 de setembro, em São Paulo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a ANDA firmaram um acordo de cooperação técnica. O objetivo da parceria é ampliar o intercâmbio de informações entre os setores público e privado. Portanto, melhorando o acesso a dados sobre fertilizantes e nutrição de plantas.

    O acordo foca no aprimoramento das estatísticas do setor, no estímulo à inovação e bioinsumos, na produção de conhecimento estratégico e na mobilização de recursos para a sustentabilidade.

    A produção nacional de fertilizantes intermediários cresceu 8,9% no primeiro semestre, totalizando 3,51 milhões de toneladas. Em junho, a produção foi de 609 mil toneladas, porém teve leve queda de 1,8% em relação a junho de 2024.

    Já as importações de fertilizantes intermediários somaram 18,47 milhões de toneladas no semestre, um aumento de 10,3% em comparação ao ano anterior. Em junho, as importações registraram leve queda de 2,4%, totalizando 3,55 milhões de toneladas.

    O porto de Paranaguá, principal ponto de entrada de fertilizantes no Brasil, recebeu 4,87 milhões de toneladas nos primeiros seis meses de 2025. Isso representou alta de 9,9% sobre o volume de 4,43 milhões de toneladas desembarcado em 2024. Paranaguá responde por 26,4% do total importado pelo país.

  • Recorde histórico: avicultura exporta US$ 5,4 bilhões em 2025

    Recorde histórico: avicultura exporta US$ 5,4 bilhões em 2025

    No Dia da Avicultura, celebrado nesta quinta-feira (28 de agosto), o Brasil tem motivos de sobra para comemorar. A avicultura nacional alcançou um marco histórico ao exportar mais de US$ 5,47 bilhões em carnes de frango e miudezas apenas nos primeiros sete meses de 2025, consolidando o país como potência mundial no setor.

    Os números impressionam: foram 2,9 milhões de toneladas de carnes e miudezas de frango exportadas entre janeiro e julho, enquanto as exportações de ovos somaram US$ 123,78 milhões no mesmo período, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa).

    28 de agosto é o Dia da Avicultura

    A data celebra uma atividade que tem raízes profundas na história brasileira, já que as aves chegaram ao país com os colonizadores portugueses por volta de 1500, embora a comercialização tenha se iniciado efetivamente em 1860. A avicultura brasileira nasceu como uma prática familiar, voltada inicialmente para subsistência, com comercialização apenas dos excedentes em feiras livres.

    “A avicultura é motivo de orgulho para o Brasil. Esse setor gera milhões de empregos, garante alimento de qualidade para os brasileiros e conquista mercados em todo o mundo”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Mercados internacionais impulsionam crescimento

    O sucesso da avicultura brasileira no mercado internacional reflete a qualidade e competitividade dos produtos nacionais. Os principais destinos das carnes de frango brasileiras são:

    • Arábia Saudita – maior importador
    • China – mercado estratégico em crescimento
    • Emirados Árabes Unidos – porta de entrada para o Oriente Médio
    • Japão – mercado premium exigente
    • México – parceiro tradicional das Américas
    • Filipinas – crescente consumidor asiático

    Já as miudezas de frango encontram forte demanda em China, Hong Kong, Gana e Arábia Saudita, demonstrando a diversificação geográfica das exportações brasileiras.

    As perspectivas para o setor continuam promissoras. A Companhia de Abastecimento Nacional (Conab) projeta que a produção de carne de frango atinja um novo recorde em 2025, com estimativa de 15,48 milhões de toneladas – um crescimento de 1,5% em comparação a 2024.

    Superação de desafios sanitários fortalece setor

    A avicultura brasileira demonstrou sua resiliência em 2025 ao enfrentar com eficiência o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em plantel comercial, registrado em maio no município de Montenegro, Rio Grande do Sul.

    A resposta do Ministério da Agricultura foi imediata e exemplar: medidas de contenção, controle sanitário rigoroso e comunicação transparente com organismos internacionais. Após cumprir o vazio sanitário de 28 dias, o Brasil se autodeclarou novamente livre da doença em junho.

    “Respondemos com agilidade à gripe aviária, com base em ciência e tecnologia, com um controle sanitário rigoroso. Esse compromisso é o que nos permite ampliar mercados, garantir segurança alimentar e fortalecer ainda mais a confiança na avicultura brasileira”, ressaltou o ministro Fávaro.

    Como resultado desta resposta eficaz, quatro países retiraram as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Brasil apenas esta semana, demonstrando a confiança internacional no sistema sanitário brasileiro.

    Pilar do agronegócio nacional

    A avicultura se consolidou como um dos pilares fundamentais do agronegócio brasileiro, gerando milhões de empregos diretos e indiretos. Desde a produção de grãos para ração até o processamento industrial e distribuição.

    Foto: Divulgação – ABPA

    “Os avicultores brasileiros são o pilar de um sistema que alimenta o país e o mundo. São homens e mulheres quem, junto com técnicos e toda a força sanitária envolvida, garantem a biosseguridade das granjas, adotam as boas práticas de produção e respondem com agilidade diante dos desafios sanitários. A força da nossa cadeia está na base — e essa base tem nome: os avicultores”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    O setor não apenas garante proteína animal de qualidade para a mesa dos brasileiros, mas também se tornou uma importante fonte de divisas para o país, contribuindo significativamente para a balança comercial nacional.

    Futuro promissor

    Com tecnologia de ponta, sistemas de biossegurança avançados e uma cadeia produtiva integrada, a avicultura brasileira está posicionada para manter sua trajetória de crescimento sustentável. Consolidando o Brasil como líder mundial em produção e exportação de carne de frango.

    Os números de 2025 já indicam que este será mais um ano histórico para o setor, reafirmando a importância estratégica da avicultura para a economia brasileira e para a segurança alimentar global.

  • Sipa: Pernambuco estreia em sistema nacional de inovação agropecuária

    Sipa: Pernambuco estreia em sistema nacional de inovação agropecuária

    Pernambuco se tornou o primeiro estado do Nordeste a aderir ao Sistema de Inovação nos Sistemas Agropecuários (Sipa). O protocolo de intenções que formaliza a adesão foi assinado pela governadora Raquel Lyra, pelo secretário da SDI/Mapa, Pedro Neto, e por secretários estaduais.

    O Sipa busca estimular a criação de um ecossistema dedicado à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação em todas as cadeias do agronegócio. O sistema também fomenta novos negócios no setor agropecuário.

    O protocolo dura cinco anos. Durante esse período, o Ministério da Agricultura (Mapa) oferece cooperação técnica, mentoria e apoio ao crescimento de empresas inovadoras.

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    A Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDA), sob comando de Cícero Moraes, e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), liderada por Mauricélia Vidal, vão coordenar os trabalhos no estado. As duas secretarias formam a Comissão Gestora Estadual Agropecuária.

    Iniciativas

    Flávio Sotero, superintendente de Agricultura e Pecuária de Pernambuco (SFA-PE), destacou as iniciativas de sucesso do estado, resultado da aplicação de pesquisa e tecnologia no campo. Ele citou o cultivo de frutas em perímetros irrigados do Sertão do São Francisco como exemplo.

    “Pernambuco possui grande potencial para inovação e empreendedorismo. Temos casos exitosos, como o Porto Digital no Recife. Agora, vamos focar ainda mais no agronegócio, que é vital para o PIB brasileiro”, afirmou Sotero.

    Na sede da SFA-PE, também ocorreu o plantio de mudas de Ipê-amarelo-Craibeira (Tabebuia aurea), árvore símbolo de Brasília. Para o Parque de Exposições do Cordeiro, selecionaram mudas de Baobá (Adansonia digitata), espécie originária da África, mas comum no Recife.

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  • Mapa global revela solos do planeta com alta precisão

    Mapa global revela solos do planeta com alta precisão

    Pesquisadores da Esalq/USP criaram o primeiro mapa global de solos com resolução de 90 metros. O trabalho reuniu imagens de satélite e dados coletados em campo. O estudo, publicado na revista The Innovation, levou seis anos para ser concluído. Mais de 50 cientistas de vários países participaram da pesquisa. A coordenação ficou com os professores José Alexandre Demattê e Raul Roberto Poppiel. Estudantes e pesquisadores do grupo GeoCiS da Esalq/USP também colaboraram.

    Destaques dos mapa global de solos

    O levantamento mostra que 64% da superfície terrestre tem solos arenosos. Ou seja, esses solos são menos favoráveis ao uso agrícola intensivo. Segundo Demattê, solos arenosos exigem manejo com conhecimento detalhado da mineralogia e da dinâmica da água. Muitas regiões ainda carecem desses estudos.

    A pesquisa apontou que áreas agrícolas têm pH até 1,6 unidades maior que áreas de vegetação nativa. O aumento está ligado ao uso contínuo de fertilizantes e corretivos. Esses insumos ajudam na produtividade, mas o uso excessivo altera o equilíbrio químico e biológico do solo. Os impactos podem se acumular ao longo do tempo.

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    Armazenamento de carbono

    Arte: divulgação – ESALQ/USP

    O estudo também destaca o papel do solo no armazenamento de carbono. Solos sob vegetação nativa guardam 54% do carbono orgânico global. Em contrapartida, em áreas agrícolas, o estoque médio de carbono é 60% menor. Poppiel afirma que preservar esse carbono é essencial para enfrentar as mudanças climáticas.

    Quando a matéria orgânica se perde, o solo perde fertilidade, biodiversidade e capacidade de reter água. Isso compromete a regulação climática. Portanto, os autores indicam práticas como plantio direto, culturas de cobertura e sistemas agroflorestais. Ou seja, essas ações ajudam a recompor a matéria orgânica e aumentar o carbono no solo.

    O estudo revelou relação entre carbono estocado e desenvolvimento econômico. Em geral, as dez maiores economias concentram 75% do carbono dos solos agrícolas globais.

    Países em desenvolvimento apresentam estoques menores, segundo os dados. Para Poppiel, isso abre espaço para políticas de incentivo à conservação e regeneração. Além disso, ele destaca que o mercado de créditos de carbono pode estimular a preservação dos solos e aumentar os estoques globais.

  • Parceria promete turbinar produtividade de pequenas agroindústrias brasileiras

    Parceria promete turbinar produtividade de pequenas agroindústrias brasileiras

    Uma parceria estratégica firmada nesta quarta-feira (6) entre o Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) promete revolucionar o cenário das pequenas agroindústrias brasileiras. O acordo tem como meta aumentar a produtividade em até 20% e beneficiar inicialmente cerca de 2,5 mil estabelecimentos rurais em todo o país.

    A iniciativa foca no fortalecimento do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI) e do Selo Arte, instrumentos fundamentais para que pequenos produtores possam comercializar seus produtos em escala nacional com qualidade e segurança garantidas.

    Inclusão e desenvolvimento sustentável no campo

    “O mercado não foi feito para os pequenos, por isso precisa de processos protetivos e principalmente de políticas de um estado social”, destacou Décio Lima, presidente do Sebrae, durante o evento de assinatura do acordo. “Essa parceria é justamente para garantir a inclusão da pequena agricultura e o desenvolvimento da economia dos pequenos dentro dessa lógica de poder ter longevidade e fazer escala no mercado.”

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    A parceria surge em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Atualmente, o SISBI possui 3.526 estabelecimentos registrados, mas apenas 1.061 estão habilitados para comercialização nacional através do cadastro geral SISBI-POA. O novo acordo visa ampliar significativamente esse número.

    Capilaridade e tecnificação: a fórmula do sucesso

    O Sebrae atuará nos serviços de inspeção municipal dos aproximadamente 800 consórcios existentes no país, promovendo a adesão ao SISBI e simplificando processos burocráticos. A estratégia aproveita a reconhecida capilaridade da instituição para chegar até os pequenos produtores.

    “O selo SISBI garante a inspeção, a qualidade do alimento e, com isso, sua comercialização em todo o território nacional”, explicou o ministro Carlos Fávaro. “O Sebrae, com sua capilaridade, acessa esses empreendedores para que possam atender às novas demandas, conquistar o Selo Arte e gerar mais oportunidades no meio rural.”

    Formalização e inserção na economia global

    Um dos principais objetivos da parceria é combater a informalidade no setor. “Queremos fazer com que as pequenas agroindústrias possam se formalizar para se inserir inclusive no contexto da globalização econômica”, enfatizou Décio Lima.

    Carlos Fávaro e Décio Lima apostam na capilaridade do Sebrae para ampliar o atendimento. Foto: Maicon Felipe./Sebrae

    O diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, ressaltou o potencial transformador da iniciativa: “Só tem uma coisa que segura o filho do produtor no campo: a industrialização da sua produção. Isso vai mudar a pequena agricultura no Brasil.”

    A parceria fortalecerá diversos programas já existentes:

    • Selo Arte: Reconhece produtos artesanais de origem animal e já conta com mais de 2 mil registros
    • Indicações Geográficas (IG): 139 reconhecimentos em todo o país que valorizam identidade regional
    • Programa Mais Leite Saudável: Foca na profissionalização do setor leiteiro
    • Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite: Visa elevar padrões de qualidade

    Números que impressionam

    O impacto da parceria pode ser dimensionado pelos números do Sebrae no campo. Nos últimos dois anos, a instituição realizou cerca de 1,1 milhão de atendimentos em parceria com mais de 250 mil produtores rurais.

    As propriedades de agricultura familiar representam dados expressivos na economia nacional:

    • 23% do valor bruto da produção agropecuária brasileira
    • 67% das ocupações no campo
    • Aproximadamente 10,1 milhões de trabalhadores empregados

    Para o ministro Fávaro, a parceria representa uma oportunidade única de democratizar o acesso ao mercado nacional. “A partir do selo de inspeção instalado nos municípios, o Ministério passará a ter, por intermédio do Sebrae, acesso direto aos empreendimentos rurais. Ninguém tem mais capilaridade e competência para qualificar e prepará-los para agregar valor ao produto.”

    A iniciativa promete não apenas aumentar a produtividade, mas também fortalecer as economias locais, reduzir desigualdades e criar novas oportunidades de desenvolvimento sustentável no meio rural brasileiro.

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  • Mapa anuncia R$ 7,18 bilhões do Funcafé para financiamento da safra

    Mapa anuncia R$ 7,18 bilhões do Funcafé para financiamento da safra

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou o resultado da análise das instituições financeiras aprovadas para operacionalizar os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na safra 2025/2026. A decisão foi publicada na última sexta-feira (1º) no Diário Oficial da União (DOU).

    Ao todo, 33 bancos e cooperativas que integram o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) receberam habilitação para administrar um montante de R$ 7,18 bilhões voltado ao financiamento do setor cafeeiro. Um aumento de cerca de 4% em relação à safra anterior (2024/2025).

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    Os recursos serão distribuídos da seguinte forma: R$ 1,81 bilhão para custeio; R$ 2,59 bilhões para comercialização; R$ 1,68 bilhão para aquisição de café; e mais de R$ 1 bilhão para capital de giro de indústrias de café solúvel, torrefação e cooperativas de produção.

    “O anúncio é um avanço essencial para garantir que políticas públicas cheguem efetivamente aos produtores rurais. Ampliando o acesso ao crédito e promovendo mais opções de financiamento”, destacou Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Mapa.

    A análise das propostas considerou os critérios estabelecidos na portaria do Mapa de 28 de junho de 2024 e envolveu a equipe de contratação designada em portaria de 10 de junho de 2025.

    Entre as instituições habilitadas estão nomes como Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Banco Bradesco, Banco Santander. Banco Safra, Banco BTG Pactual, além de cooperativas de crédito Sicredi, Sicoob, Cresol e outras.

    Ampliação do acesso pelo novo Plano Safra 2025/2026

    Lançado em julho, o novo Plano Safra trouxe mudanças importantes no acesso ao Funcafé, beneficiando principalmente os médios e pequenos produtores rurais. Produtores vinculados ao Pronamp e Pronaf poderão agora acessar modalidades adicionais de crédito com recursos controlados, inclusive do Funcafé, respeitando os limites do Sistema Nacional de Crédito Rural.

    Essa iniciativa visa atender a demanda crescente desses produtores por alternativas de financiamento mais flexíveis. Porém, sem alterar o teto de crédito, garantindo segurança financeira ao sistema e fortalecendo a cadeia produtiva do café no Brasil.

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  • Mapa apreende 1,3 mil litros de bebidas irregulares no PR

    Mapa apreende 1,3 mil litros de bebidas irregulares no PR

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 1.368 litros de bebidas alcoólicas irregulares em Morretes (PR). A fiscalização ocorreu entre 22 e 24 de julho.

    A operação, conduzida pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SIPOV/PR), contou com apoio da Prefeitura Municipal. O foco foram produtores e pontos de venda no município turístico.

    As equipes encontraram cachaças, licores e coquetéis artesanais sem origem comprovada. Muitos produtos estavam sem nota fiscal e rotulagem adequada. Em feiras livres, havia garrafas reutilizadas, sem controle de higiene, expostas à venda.

    Multas

    Foto: divulgação – Mapa

    As equipes multaram dois estabelecimentos. Um atuava de forma clandestina, sem registro no Mapa e em condições precárias. Os fiscais interditaram o outro, que embora registrado, apresentava falhas sanitárias e uso de embalagens irregulares. Ambos responderão às medidas cabíveis.

    Os produtos foram apreendidos cautelarmente. A Secretaria de Meio Ambiente de Morretes será responsável pelo descarte ambientalmente correto, com supervisão do Mapa.

    Segundo Fernando Mendes, chefe do SIPOV/PR, a ação busca proteger consumidores e valorizar quem cumpre a lei. “Queremos garantir alimentos seguros e reforçar a reputação da cachaça artesanal local”, disse.

    A fiscalização integra as ações da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV), que asseguram qualidade e conformidade dos produtos vegetais no Brasil.

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  • Escândalo da Nutratta: MAPA mantém suspensão total da empresa

    Escândalo da Nutratta: MAPA mantém suspensão total da empresa

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) confirmou nesta atualização que 284 equinos morreram após consumir rações fabricadas pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. O número representa um aumento significativo no registro de óbitos relacionados ao caso que chocou o setor agropecuário brasileiro.

    A principal mudança no cenário jurídico é a revogação da decisão judicial que havia autorizado parcialmente a retomada da produção de rações não destinadas a cavalos. Com essa revogação, volta a valer integralmente a suspensão cautelar imposta pelo MAPA.

    A medida proíbe a fabricação de rações para todas as espécies animais até que a Nutratta comprove ao Ministério a correção completa das irregularidades identificadas pela fiscalização. Até o momento, a empresa não apresentou as adequações necessárias.

    Contaminação por planta tóxica

    As investigações oficiais revelaram que a contaminação ocorreu devido a falhas graves no controle de matéria-prima. O material utilizado pela empresa continha resíduos de plantas do gênero Crotalaria, conhecidas por conter alcaloides pirrolizidínicos.

    Entre essas substâncias, destaca-se a monocrotalina, composto altamente tóxico para animais e estritamente proibido na formulação de rações. Essas substâncias aparecem apenas quando há uso inadequado de matérias-primas não autorizadas ou contaminação de ingredientes permitidos.

    Os alcaloides pirrolizidínicos são classificados como hepatotóxicos, causando alterações no DNA celular e danos irreversíveis ao fígado dos animais. Os efeitos variam conforme a dose ingerida, tempo de exposição e condição física individual de cada animal.

    Investigação em andamento

    O MAPA aguarda os resultados de análises laboratoriais de outros lotes de ração produzidos pela empresa, além de examinar lotes de matérias-primas envolvidas no processo produtivo. Essas análises serão fundamentais para definir os próximos passos da investigação.

    Cronologia:

    • Primeira Denúncia – 26 de Maio

    O caso teve início quando o MAPA recebeu, através do canal Fala.BR, uma denúncia sobre mortes de cavalos no estado de São Paulo. A denúncia deu início a uma investigação que se revelaria muito mais ampla do que inicialmente imaginado.

    • Inspeção em Campo – 30 de Maio

    Fiscais do Ministério se deslocaram até uma propriedade em Elias Fausto (SP) e identificaram suspeitas relacionadas à ração fornecida aos animais afetados.

    • Inspeção na fábrica – 2 a 4 de Junho

    Durante três dias consecutivos, equipes técnicas realizaram inspeções detalhadas na fábrica da Nutratta. As investigações revelaram falhas significativas nos processos de produção e controle de qualidade.

    Com o surgimento de novas denúncias, um padrão preocupante emergiu: em todas as propriedades investigadas, apenas os equinos que consumiram produtos da Nutratta adoeceram ou morreram.

    Animais que não ingeriram as rações permaneceram saudáveis, mesmo compartilhando os mesmos ambientes com os cavalos afetados.

    Diante das evidências, o MAPA emitiu alerta para suspensão imediata do consumo de todas as rações fabricadas pela empresa investigada.

    • Confirmação laboratorial – 25 de Junho

    Análises laboratoriais oficiais confirmaram a presença de monocrotalina nas rações, substância tóxica e expressamente proibida para equídeos.

    O Ministério instaurou processo administrativo formal, mantém as investigações ativas e continua com o recolhimento dos lotes contaminados em todo o território nacional

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