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  • Operação apreende 4,2 toneladas de cascas de café usado em fraude

    Operação apreende 4,2 toneladas de cascas de café usado em fraude

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 4,2 toneladas de cascas de café em uma torrefação de Brusque (SC). A empresa utilizava o material irregularmente para substituir parte dos grãos de café na produção, prática que configura fraude contra o consumidor e viola a legislação sanitária.

    A casca, também conhecida como polpa de café, é um subproduto do beneficiamento dos grãos. A legislação proíbe seu uso na fabricação de café torrado e moído devido aos riscos que o material oferece à saúde.

    Especialistas apontam que a casca pode conter micotoxinas, como a Ocratoxina A, além de impurezas como terra, areia, pedras e resíduos químicos. Essas substâncias contaminam o produto final e comprometem a segurança alimentar.

    A operação do Mapa ocorreu após uma análise laboratorial detectar impurezas acima do limite permitido em um lote da empresa. Os fiscais federais agropecuários visitaram o estabelecimento e flagraram o uso irregular das cascas no processo produtivo.

    Durante a vistoria, a equipe coletou novas amostras para avaliar a identidade e a qualidade dos produtos que a torrefação comercializa. O material apreendido será periciado para comprovar a irregularidade.

    Empresa precisa corrigir falhas estruturais

    Além da apreensão, os fiscais notificaram a torrefação para corrigir falhas nas boas práticas de fabricação. O estabelecimento deverá promover melhorias estruturais que garantam condições adequadas de higiene e segurança no processamento do café.

    Foto: Mapa

    O superintendente do Mapa em Santa Catarina, Ivanor Boing, reforçou o compromisso do órgão com a proteção dos consumidores. “Nossa fiscalização existe para coibir fraudes e assegurar que o consumidor receba um produto seguro, honesto e de qualidade. O café catarinense precisa manter o padrão que o mercado exige e o público merece”, declarou.

    Fiscalização será intensificada no estado

    O Ministério da Agricultura anunciou que intensificará as ações de fiscalização em torrefações de todo o estado. A medida visa fortalecer a segurança alimentar e ampliar a confiança da população na cadeia produtiva do café.

    A fraude alimentar, além de enganar o consumidor, pode resultar em penalidades administrativas e criminais para as empresas envolvidas. O Mapa orienta os consumidores a denunciarem irregularidades por meio dos canais oficiais do órgão.

  • Alerta: Ministério da Agricultura emite nota sobre peste suína africana

    Alerta: Ministério da Agricultura emite nota sobre peste suína africana

    A Espanha confirmou o retorno da peste suína africana após três décadas livre da enfermidade, segundo notificação enviada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Os casos foram registrados em 26 de novembro na província de Barcelona, na Catalunha, com nove javalis infectados identificados até 2 de dezembro. Não há registros em suínos domésticos até o momento.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanha a situação de perto. Embora a doença não ofereça riscos à saúde humana, por não ser uma zoonose, as autoridades exigem sua notificação devido ao alto poder de contágio e às graves consequências econômicas para a cadeia produtiva de carne suína.

    Doença devastadora sem vacina ou cura

    A peste suína africana resulta da ação de um vírus de DNA fita dupla da família Asfarviridae, que afeta exclusivamente suídeos domésticos, asselvajados e javalis. Não existe vacina nem tratamento eficaz contra a enfermidade, que pode causar morte súbita, febre alta, hemorragias na pele e órgãos internos.

    O período de incubação varia de 4 a 19 dias. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre animais ou pela ingestão de carne contaminada não cozida adequadamente. Carrapatos do gênero Ornithodoros também atuam como vetores, o que torna o controle em ambientes silvestres ainda mais complexo.

    Vírus resistente e múltiplas vias de contágio

    Um dos maiores desafios no combate à doença é a extraordinária resistência do vírus. O agente infeccioso é inativado apenas a 56°C por 70 minutos ou a 60°C por 30 minutos. Ele pode permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, equipamentos e produtos de origem suína sem tratamento térmico adequado.

    Estudos apontam que moscas hematófagas da espécie Stomoxys calcitrans podem transmitir o vírus após se alimentarem do sangue de suídeos contaminados, representando uma rota de infecção mesmo em fazendas com alto nível de biossegurança.

    Brasil livre há 40 anos reforça vigilância

    O Brasil registrou seu primeiro e único surto nos anos 1970, no Rio de Janeiro, quando criadores alimentaram os suínos com restos contaminados vindos da Europa. Porém, erradicou a doença em 1984 por meio de abate sanitário rigoroso.

    Desde então, o país mantém status oficial de área livre, condição estratégica para o setor exportador brasileiro. O Mapa ressalta que a preservação desse reconhecimento internacional depende do cumprimento rigoroso das normas sanitárias e da vigilância contínua sobre a movimentação de pessoas, produtos e materiais procedentes de regiões afetadas.

    A reintrodução da peste suína africana no território nacional teria impactos devastadores para toda a cadeia produtiva. Por isso, o governo mantém protocolos de prevenção atualizados e intensifica as ações de monitoramento, especialmente nas fronteiras e portos de entrada.

    Expansão global preocupa

    A doença permaneceu endêmica na Espanha e Portugal desde 1960 até meados dos anos 1990, quando ambos os países conseguiram a erradicação. Porém, o retorno da enfermidade à região catalã reacende preocupações sobre a circulação do vírus na Europa, onde diversos países enfrentam surtos desde 2007.

    Portanto, a vigilância permanente e a biossegurança nas propriedades rurais seguem como as principais ferramentas de prevenção enquanto não existem vacinas disponíveis no mercado.

    Leia a nota do MAPA

    Brasil permanece livre da doença desde 1984 e não há registro no território nacional

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi notificada sobre a ocorrência de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, região da Catalunha, na Espanha, registrada em 26 de novembro. Este é o primeiro episódio da doença no país desde 1994. Até 2 de dezembro, nove casos foram confirmados, todos restritos a javalis, sem detecção em suínos domésticos.

    A PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis. Embora não represente risco à saúde humana, por não se tratar de zoonose, é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, aumenta a complexidade do controle da enfermidade em ambientes silvestres.

    O vírus apresenta elevada resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, materiais, equipamentos e em diversos produtos suínos que não passam por tratamento térmico adequado. As principais vias de introdução em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com objetos contaminados ou a ingestão de produtos suínos contaminados.

    O Brasil permanece oficialmente livre de PSA desde 1984, condição que segue preservada. O Mapa reforça que a manutenção desse status depende do cumprimento das normas sanitárias vigentes e da atenção contínua à movimentação de pessoas, produtos e materiais provenientes de regiões afetadas. A introdução da doença no país traria impactos significativos para a cadeia suinícola, motivo pelo qual o país mantém vigilância reforçada e protocolos de prevenção atualizados.

  • Brasil avança na busca de qualidade do azeite

    Brasil avança na busca de qualidade do azeite

    O Brasil marcou presença no World Olive Day, evento realizado durante a 122ª reunião do Conselho Oleícola Internacional (COI) em Córdoba, Espanha, demonstrando seus avanços na regulamentação e controle de qualidade do azeite consumido no país. A participação brasileira ganhou destaque com o anúncio oficial dos procedimentos para adesão ao COI, organização que reúne os principais produtores mundiais do setor.

    Foto: Mapa

    O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, participou do encontro ao lado de ministros e delegações de 28 países. O evento culminou na aprovação da Declaração de Córdoba, documento que estabelece diretrizes globais para sustentabilidade, saúde pública e cooperação internacional no setor olivícola.

    Crescimento do consumo impulsiona mudanças regulatórias

    Durante sua participação, Goulart ressaltou o aumento significativo do consumo de azeite pelos brasileiros e a crescente conscientização sobre os benefícios nutricionais do produto. Apesar de a produção nacional ainda ser limitada, o governo brasileiro concentra esforços para garantir a qualidade e a segurança dos azeites disponíveis no mercado.

    “O Mapa vem trabalhando com firmeza para alinhar os regulamentos técnicos aos padrões internacionais, especialmente aos estabelecidos pelo Conselho Oleícola Internacional, além de combater firmemente as fraudes que colocam em risco a saúde da população e prejudicam o comércio justo”, declarou o secretário.

    Adesão ao COI representa marco estratégico

    A entrada do Brasil no Conselho Oleícola Internacional representa uma prioridade estratégica para o país, que busca integrar um fórum global dedicado à cooperação técnica, inovação e desenvolvimento sustentável do setor. O secretário informou que os procedimentos formais para adesão já foram iniciados. E destacou a possibilidade de o Brasil contribuir com sua expertise em agricultura tropical.

    Goulart agradeceu o apoio do COI ao Brasil desde 2024, especialmente na capacitação de painelistas especializados em análise sensorial de azeites. Essa formação é considerada fundamental para o aprimoramento dos controles oficiais realizados pelo governo brasileira. Fortalecendo a fiscalização e garantindo produtos de maior qualidade ao consumidor.

    Combate a fraudes e educação do mercado

    Entre as iniciativas destacadas pelo representante brasileiro estão as ações de promoção e educação sobre azeite coordenadas pelo COI. Campanhas educativas e masterclasses direcionadas à imprensa, influenciadores digitais e profissionais da gastronomia têm contribuído para ampliar o conhecimento sobre o produto no mercado nacional.

    O combate às fraudes permanece como prioridade absoluta para o Mapa, que intensifica a fiscalização para coibir práticas ilegais que comprometem a saúde pública e distorcem a concorrência no setor.

    Declaração de Córdoba reforça compromissos globais

    A Declaração de Córdoba, aprovada durante o encontro, consolida princípios compartilhados pelos países membros do COI em áreas estratégicas como sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e comércio internacional. O documento reforça a importância da oliveira e do azeite na promoção de dietas saudáveis e na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

    O Brasil se alinha aos valores expressos na declaração, que incluem a valorização dos territórios rurais, preservação ambiental e fortalecimento do comércio justo. O país reafirma seu compromisso com o desenvolvimento agropecuário sustentável, pautado pela inovação, inclusão social e responsabilidade ambiental.

    Setor olivícola em perspectiva global

    O World Olive Day reuniu lideranças dos principais países produtores de azeite e azeitonas de mesa para debater desafios e oportunidades do setor. As discussões enfatizaram a necessidade de harmonização dos padrões de qualidade internacionais e o fortalecimento da cooperação entre nações produtoras e consumidoras.

    Com a participação ativa em fóruns internacionais, o Brasil busca posicionar-se estrategicamente no mercado global de azeite. Equilibrando a proteção do consumidor nacional com a integração às melhores práticas internacionais do setor.

  • Brasil amplia presença na Ásia com gergelim e feijão-mungo

    Brasil amplia presença na Ásia com gergelim e feijão-mungo

    O crescimento das exportações de gergelim e feijão-mungo recolocou o Brasil no centro da estratégia de abastecimento asiática e abriu espaço para um novo ciclo de negócios no agronegócio. Dados do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE) mostram que, até setembro de 2025, o País embarcou 349,6 mil toneladas de gergelim e 171 mil toneladas de feijão-mungo, avanços que superaram 60% em relação ao mês anterior e consolidaram uma rota comercial em expansão.

    Esse movimento está ligado à combinação entre tecnologia de produção, rastreabilidade e maior demanda do mercado asiático por alimentos com origem comprovada.

    A ampliação de estabelecimentos brasileiros habilitados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) reforça esse cenário: já são 61 plantas autorizadas a exportar gergelim para a China, responsável por cerca de 38% do consumo mundial do produto.

    Para entender o impacto desse reposicionamento e os próximos passos do setor, o Portal Agro em Campo conversou com Daniel Pinheiro Barbosa, CEO da FEX Agro, empresa que atua no mercado de insumos e comercialização de grãos.

    A seguir, ele explica como o Brasil se tornou um parceiro de confiança da Ásia e por que culturas antes secundárias agora ganham protagonismo.

    “O Brasil deixou de ser apenas fornecedor e passou a ser parceiro estratégico”

    Como o senhor avalia o aumento das exportações de gergelim e feijão-mungo registradas em 2025?

    Esse crescimento mostra que o Brasil entrou em uma nova fase. Essas culturas tinham participação pequena na pauta exportadora e, de repente, passaram a conectar o produtor ao mercado asiático de forma muito mais direta. Quando o IBRAFE aponta um salto de mais de 60% em um único mês, isso revela um nível de confiança que não existia antes.

    Daniel Pinheiro Barbosa, CEO da Fex Agro – Arquivo Pessoal

    O que explica esse avanço tão rápido?

    Há dois fatores. Primeiro, a demanda asiática está mais sofisticada. O consumidor quer saber origem, manejo, sustentabilidade e estabilidade de fornecimento. Segundo, o Brasil tem capacidade de entregar isso. Produzimos com tecnologia, possuímos áreas adaptadas ao cultivo e garantimos volume com regularidade. Esse conjunto cria vantagem competitiva.

    Como a habilitação de 61 estabelecimentos para exportar gergelim à China impacta o setor?

    Essa habilitação é um marco. A China responde por quase 40% do consumo global e, para acessar esse mercado, é preciso ter credibilidade sanitária e institucional. Quando o MAPA amplia as plantas autorizadas, envia um recado claro: o Brasil é confiável e está alinhado aos padrões internacionais.

    Rastreabilidade e governança puxam novo ciclo de confiança

    A Fex Agro adotou a rastreabilidade como base do modelo operacional. Por quê?

    Porque a Ásia valoriza segurança alimentar. Quando apresentamos origem, lote, análise, histórico do produtor e logística, mostramos respeito pelo comprador. A rastreabilidade virou a nova moeda de confiança. Ela reduz ruído, diminui risco e fortalece relações de longo prazo.

    Os produtores estão preparados para essa nova exigência?

    Sim. O produtor brasileiro é tecnificado e sabe que rastreabilidade não é obstáculo — é ferramenta comercial. Muitos já entenderam que quem entrega transparência se posiciona melhor no mercado internacional.

    O gergelim e o feijão-mungo podem se tornar culturas permanentes no calendário nacional?

    Com certeza. São culturas eficientes, rentáveis e bem adaptadas ao clima. Além disso, dialogam com janelas estratégicas de plantio no Centro-Oeste, o que ajuda a melhorar a renda e distribuir melhor o uso do solo.

    “A Ásia já não vê o Brasil apenas como vendedor, mas como parceiro”

    Como o senhor enxerga essa relação nos próximos anos?

    Vejo como uma parceria madura. A Ásia não está buscando apenas toneladas. Ela busca previsibilidade, segurança e compromisso ambiental. O Brasil tem capacidade de entregar tudo isso — e tem feito isso cada vez melhor. Por isso o relacionamento evoluiu: deixou de ser transacional e se tornou estratégico.

    O que ainda falta para consolidar essa posição?

    Continuar investindo em governança, comunicação e coordenação da cadeia produtiva. Cada grão exportado carrega a reputação do País. Quando mantemos padrão, mostramos que somos mais do que um celeiro mundial: somos guardiões da segurança alimentar global.

  • A falsa notícia que assustou produtores de tilápia em todo o Brasil

    A falsa notícia que assustou produtores de tilápia em todo o Brasil

    Uma notícia falsa circulou recentemente nas redes sociais. E conseguiu assustar produtores de norte a sul do país.

    O alerta era grave: o Brasil iria proibir o cultivo de tilápias. Mas não. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) veio a público para esclarecer tudo. Não existe nenhuma proposta de proibição.

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) continua autorizando o cultivo da tilápia normalmente. A espécie exótica tem relevância econômica gigantesca no Brasil, movimenta bilhões e gera milhares de empregos.

    A tilápia já está consolidada na aquicultura brasileira há décadas. E vai continuar assim.

    O Que a Conabio está analisando de verdade

    Existe sim uma análise em andamento. A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) está atualizando a Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, mas calma — isso não significa proibição automática.

    A inclusão de uma espécie nessa lista tem caráter técnico. É preventivo. Serve como referência pra políticas públicas, ações de controle e prevenção de impactos ambientais. Nada de banimento ou restrição de uso imediato.

    Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

    O processo é participativo e envolve representantes de vários setores: ministérios, autarquias, produtores, universidades, comunidades tradicionais e organizações civis. Todo mundo tem voz.

    MPA pede mais tempo para análise técnica detalhada

    O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) solicitou um prazo adicional pra fazer uma análise técnica mais aprofundada. Eles querem garantir que qualquer decisão seja baseada em evidências científicas sólidas, não em achismos.

    Em parceria com universidades e institutos de pesquisa, o MPA coordena agora uma revisão criteriosa das fichas de avaliação das espécies. Os resultados vão ser encaminhados à Conabio quando ficarem prontos.

    A iniciativa mostra o compromisso do governo federal com três pilares: ciência, diálogo entre instituições e desenvolvimento sustentável da aquicultura brasileira.

    O setor produtivo pode ficar tranquilo. A tilápia continua permitida, a economia da pesca segue forte, e qualquer mudança futura virá acompanhada de muito debate e embasamento técnico.

  • CPR puxa alta de 31% na captação para custeio da safra

    CPR puxa alta de 31% na captação para custeio da safra

    O mercado de crédito rural demonstra vigor no iníco da safra, com as Cédulas de Produto Rural (CPR) apresentando crescimento expressivo. Dados do Boletim de Desempenho do Crédito Rural, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), revelam que os recursos captados por meio de CPR para custeio da safra atingiram R$ 86,2 bilhões entre julho e outubro de 2025. O valor representa um salto de 31% em comparação com o mesmo período de 2024.

    O instrumento consolida-se como uma fonte crucial de financiamento para o agronegócio. A análise considera apenas as CPRs emitidas diretamente por produtores rurais em favor de instituições financeiras, destacando a confiança do setor nesse título.

    Crédito rural mostra sólido crescimento no volume total

    Quando somados os recursos do custeio tradicional e os captados via CPR, o volume total direcionado ao campo no período chegou a R$ 156,9 bilhões. O montante é 4% superior ao registrado na safra 2024/2025, indicando um ambiente de financiamento robusto.

    No geral, o crédito rural contratado (incluindo todas as finalidades) entre julho e outubro de 2025 totalizou R$ 201,75 bilhões, com uma leve alta de 0,3% ante os R$ 201,16 bilhões do mesmo período do ano anterior.

    Industrialização e armazenagem são outros destaques positivos

    Além do forte desempenho da CPR, outros segmentos do crédito rural também registraram avanços significativos:

    • Industrialização: os recursos contratados para essa finalidade tiveram um crescimento robusto de 29%, alcançando R$ 11,7 bilhões.
    • Armazenagem: o Programa de Construção de Armazéns (PCA), voltado para investimento, registrou desempenho 22% superior ao do período anterior.
    • Procap-Agro: o programa destinado à comercialização da produção agrícola também apresentou alta, de 3%.

    Apesar do crescimento nos valores captados, o relatório do Mapa aponta uma redução em dois indicadores operacionais:

    • Contratos Firmados: houve uma queda de 29% no número total de operações, que passou de 300.346 para 212.801.
    • Valores Efetivamente Concedidos: os recursos que já foram para as mãos dos produtores registraram uma retração de 7%, somando R$ 187,81 bilhões.

    Os dados sugerem uma concentração de valor por operação, onde produtores, especialmente os de maior porte, estão acessando linhas de crédito com volumes individuais mais elevados, com a CPR sendo um instrumento-chave nesse movimento.

  • Ação apreende mais de 11 mil litros de bebidas ilegais

    Ação apreende mais de 11 mil litros de bebidas ilegais

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deflagrou nesta sexta-feira (7) a Operação Destillatio no município de Combinado, interior do Tocantins. A ação faz parte da Operação Ronda Agro e combate a fabricação e venda de bebidas alcoólicas clandestinas que colocam em risco a saúde da população.

    Foto: MAPA

    Os fiscais interditaram duas fábricas que produziam cachaça de forma irregular. Os estabelecimentos funcionavam sem registro ou autorização dos órgãos competentes e apresentavam condições precárias de higiene. As autoridades também fiscalizaram três distribuidoras e um depósito que comercializavam produtos irregulares, incluindo whiskies falsificados.

    Mais de 11 mil litros apreendidos

    A operação retirou do mercado mais de 11 mil litros de bebidas impróprias para consumo humano, entre cachaça e outros destilados. O Mapa destinará todo o material apreendido para inutilização.

    A Polícia Civil do Tocantins, a Perícia Técnica e a Vigilância Sanitária Estadual participaram da operação. O Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), ofereceu apoio estratégico à ação.

    As bebidas clandestinas representam duplo problema: configuram fraude econômica e ameaçam gravemente a saúde dos consumidores. O Mapa reforça o compromisso de fiscalizar rigorosamente a produção e comercialização de alimentos e bebidas no país para garantir a segurança e qualidade dos produtos agropecuários.

  • China revoga embargo e retoma importação de frango do Brasil

    China revoga embargo e retoma importação de frango do Brasil

    Em uma decisão amplamente comemorada pelo agronegócio brasileiro, o governo da China revogou a suspensão às exportações de carne de frango do Brasil. A medida, anunciada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), entra em vigor imediatamente e põe fim a um embargo que durava desde maio, quando um único foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) foi detectado no Rio Grande do Sul.

    A retomada do comércio com a China, principal destino da carne de frango brasileira, é crucial para a economia do país. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil é o maior exportador mundial do produto, sendo responsável por aproximadamente 35% de todo o frango comercializado globalmente. Em 2022, as vendas para os chineses somaram mais de US$ 1,2 bilhão, destacando a importância estratégica desse mercado.

    A revogação foi baseada nos resultados da análise de risco conduzida pelas autoridades sanitárias chinesas, que atestaram a eficácia dos controles implementados pelo Brasil. Conforme comunicado oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), desde 18 de junho o país recuperou o status sanitário de “país livre de IAAP”, após a conclusão bem-sucedida de todos os procedimentos de desinfecção e vigilância na propriedade afetada.

    Fim do embargo e panorama atual

    A suspensão temporária foi um reflexo dos protocolos sanitários internacionais. A detecção de um caso em uma granja comercial em Montenegro (RS) acionou medidas automáticas por parte de alguns países importadores. No entanto, a rápida ação do Mapa e dos produtores para conter e erradicar o vírus foi fundamental para minimizar o impacto.

    Com a reabertura do mercado chinês, a atenção do setor agora se volta para o Canadá, que se tornou o único país a manter a suspensão total das importações de carne de aves brasileiras. A ABPA e o governo brasileiro já sinalizaram que estão trabalhando junto às autoridades canadenses para normalizar o fluxo comercial o mais breve possível.

    Especialistas apontam que a retomada com a China deve ser rápida, com os embarques sendo normalizados nas próximas semanas. Portanto, reintegrando o produto brasileiro, conhecido por sua qualidade e competitividade, ao prato dos consumidores chineses.

  • Operação apreende 75 mil litros de cachaça ilegal em SC

    Operação apreende 75 mil litros de cachaça ilegal em SC

    Uma operação de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) resultou na apreensão de aproximadamente 75 mil litros de cachaça clandestina na região de Criciúma, Santa Catarina. A ação, coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov) da Superintendência do Mapa no estado, expõe os riscos crescentes da produção irregular de bebidas alcoólicas no Brasil.

    Foto: MAPA

    Durante a operação, três estabelecimentos foram fiscalizados: dois foram autuados e interditados por operarem sem registro no Mapa, enquanto o terceiro recebeu autuação por produzir em condições higiênico-sanitárias inadequadas. A cachaça apreendida estava sendo fabricada em ambientes impróprios, sem o controle de qualidade exigido pela legislação.

    Riscos à saúde pública

    O consumo de bebidas clandestinas representa grave ameaça à saúde, podendo causar intoxicações severas, cegueira e até morte. Esses riscos decorrem da presença de substâncias tóxicas resultantes de adulterações ou processos de produção irregulares, sem qualquer supervisão técnica ou sanitária.

    A fiscalização reforça a importância de que a produção de bebidas alcoólicas ocorra apenas em estabelecimentos devidamente registrados que atendam às normas higiênico-sanitárias estabelecidas pelo Mapa. A Instrução Normativa nº 72/2018 define os requisitos e procedimentos administrativos para o registro de estabelecimentos e produtos classificados como bebidas.

    Intensificação da fiscalização

    Segundo o Mapa, as ações de fiscalização foram intensificadas nos últimos meses com a chegada de novos servidores, incluindo Auditores Fiscais Federais Agropecuários e Agentes de Atividades Agropecuárias. O reforço amplia a capacidade do ministério de proteger consumidores e assegurar a qualidade dos produtos de origem agrícola comercializados no país.

    Produtores que desejam regularizar suas atividades podem acessar a seção de Vinhos e Bebidas no site oficial do Ministério da Agricultura, onde encontram orientações detalhadas sobre o processo de registro e adequação às normas vigentes.

    Crise nacional: mortes por metanol alarmam autoridades

    A operação em Santa Catarina ocorre em um momento crítico para a segurança alimentar brasileira. O país enfrenta desde agosto de 2025 um grave surto de intoxicações por metanol relacionado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, que tem gerado apreensão em todas as regiões do país.

    Segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde até 24 de outubro, o Brasil registra 58 casos confirmados de intoxicação por metanol e 50 casos em investigação. O número de mortes chegou a 15, sendo nove em São Paulo, três no Paraná e três em Pernambuco. Outros nove óbitos seguem em investigação.

    São Paulo concentra o maior número de casos, com 44 confirmados e 14 em investigação. A crise levou à criação de estruturas emergenciais. O Ministério da Saúde instalou uma Sala de Situação em Brasília no dia 1º de outubro para monitorar os casos crescentes. E o governador Tarcísio de Freitas anunciou em 30 de setembro um gabinete de crise para coordenar ações das secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça.

    Como o metanol contamina as bebidas

    Investigações da Polícia Civil identificaram que uma fábrica clandestina no ABC Paulista adulterava vodka com etanol comprado em postos de gasolina. Porém, utilizando inadvertidamente etanol contaminado com metanol. As principais linhas de investigação apontam para contaminação por metanol usado na limpeza de garrafas reaproveitadas e uso da substância para aumentar o volume de bebidas adulteradas.

    Até outubro, 41 pessoas foram presas acusadas de adulteração de bebidas no estado de São Paulo Agência Brasil, incluindo fornecedores de insumos para falsificação.

    Sintomas e tratamento

    O metanol, ao ser metabolizado no organismo, gera formaldeído e ácido fórmico, substâncias que podem causar danos graves à saúde, incluindo perda irreversível de visão e morte. Os sintomas podem aparecer entre 12 e 24 horas após a ingestão, incluindo alterações visuais, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental e sudorese excessiva.

    Foto: MAPA

    Para combater a crise, o Ministério da Saúde adquiriu 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico. E está comprando mais 5 mil tratamentos (150 mil ampolas) para garantir o estoque do Sistema Único de Saúde.

    Orientações às autoridades e população

    Autoridades orientaram a notificação imediata de casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol, caracterizando-os como eventos de “ameaça à saúde pública”.

    Consumidores devem redobrar a atenção com a procedência das bebidas alcoólicas, evitando produtos sem rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal. Em caso de sintomas suspeitos após o consumo de bebidas alcoólicas, a orientação é procurar imediatamente atendimento médico de emergência. O socorro em até seis horas após o início dos sintomas é fundamental para evitar agravamento.

    As operações de fiscalização e combate à produção clandestina de bebidas, como a realizada em Santa Catarina, são fundamentais para prevenir novos casos. Além de proteger a saúde da população brasileira diante desta crise sanitária sem precedentes recentes no país.

  • Treinamento em drones para fiscalização ultrapassa 850 participantes

    Treinamento em drones para fiscalização ultrapassa 850 participantes

    O treinamento em operação de drones para fiscalização na Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já capacitou cerca de 850 pessoas e deve atingir mais de mil alunos até o final de 2025. Iniciado em 2023 pela Divisão de Aviação Agrícola do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, com apoio da Superintendência de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (SFA-SP), o curso evoluiu e atualmente está aberto a não servidores.

    A iniciativa foi finalista do Prêmio Ceres 2025, do Mapa, que reconhece projetos inovadores e de alto impacto no setor público. O prêmio valoriza a criatividade e o comprometimento dos profissionais que elevam a gestão pública.

    O treinamento amplia o conhecimento e o uso de drones como ferramentas essenciais para fiscalização. Os servidores relatam maior confiança no uso dessas tecnologias e também em softwares de georreferenciamento, que se atualizam constantemente. Além disso, o conteúdo do curso é disponibilizado à sociedade na Escola Nacional do Agronegócio (Enagro), onde recebe feedbacks positivos sobre sua relevância atual.

    O curso forma servidores qualificados e multiplicadores do conhecimento, com acesso liberado para outros órgãos públicos e população geral. No campo da Defesa Agropecuária, os drones auxiliam em diversas áreas: inspeção de fertilizantes, combate a agrotóxicos ilegais, fiscalização de sementes, monitoramento de rebanhos, inspeção de propriedades orgânicas, ações na aviação agrícola e monitoramento de pragas, entre outras funções.

    Dois anos de projeto

    O projeto começou com aulas presenciais em Campinas e Botucatu, SP, em 2023. Formando 102 servidores divididos em quatro turmas, com aulas teóricas remotas e certificado pela Enagro.

    “O projeto trouxe inovação para o Mapa. Pois antes não havia conhecimento específico para uso de drones na fiscalização,” destacou Estanislau Steck, superintendente da Agricultura e Pecuária em São Paulo. O treinamento consolidou o drone como ferramenta oficial de fiscalização, aumentando a precisão, segurança e transparência. As imagens e vídeos capturados servem como provas em processos administrativos.