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  • Brasil garante rota alternativa via Turquia meio à crise no Estreito de Ormuz

    Brasil garante rota alternativa via Turquia meio à crise no Estreito de Ormuz

    O Brasil garantiu uma rota alternativa para manter o fluxo das exportações do agronegócio diante da crise no Estreito de Ormuz. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu negociação com a Turquia que permite o trânsito e o armazenamento temporário de cargas brasileiras em solo turco, possibilitando que os produtos cheguem ao Oriente Médio e à Ásia Central sem precisar cruzar o Golfo Pérsico.

    A estrutura portuária turca, que já era utilizada por exportadores brasileiros, ganhou um novo respaldo jurídico com a criação do Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário. O documento foi a solução encontrada após o país passou a exigir novas regras sanitárias para produtos de origem animal.

    Na prática, o certificado garante que mercadorias como carnes, lácteos e outros produtos de origem animal possam atravessar o território turco ou ficar armazenadas temporariamente antes de seguir ao destino final. Isso sem burocracia extra e sem riscos de bloqueio sanitário.

    A medida traz mais segurança e previsibilidade ao setor exportador brasileiro em um momento de forte instabilidade nas rotas marítimas internacionais, reforçando a atuação do Mapa para manter o comércio agropecuário em funcionamento.

    Por que o Estreito de Ormuz ameaça as exportações brasileiras?

    A crise que motivou a busca por rotas alternativas tem origem em um dos pontos mais estratégicos do planeta. O Estreito de Ormuz é a única passagem do Golfo Pérsico para o mar aberto, conectando ao sul o Oriente Médio ao Mar Arábico. Ao contrário de canais como o Panamá, Ormuz funciona como um beco sem saída. Portanto, quem entra pelo sul precisa sair pelo mesmo caminho.

    Sua importância econômica é difícil de contabilizar. A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que cerca de 25% do comércio global de petróleo passe por Ormuz. Isso é o equivalente a 20 milhões de barris por dia em 2025, com 80% desse volume destinado à Ásia. Além disso, cerca de 19% do comércio mundial de gás natural liquefeito também transita pelo estreito, representando 93% da produção do Catar.

    A crise atual teve início em 28 de fevereiro de 2026. Após ataques militares conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, incluindo a morte do líder supremo Ali Khamenei, o Irã fechou o Estreito de Ormuz a navios estrangeiros. A Guarda Revolucionária Islâmica transmitiu avisos proibindo qualquer embarcação de atravessar a passagem.

    O impacto foi imediato nos mercados globais. Os preços do petróleo ultrapassaram US$ 100 por barril, e o bloqueio ameaça provocar forte inflação caso se prolongue. Grandes transportadoras como Maersk e Hapag-Lloyd suspenderam operações na área.

    O estreito não está formalmente fechado para todos os países. O chanceler iraniano Seyed Abbas Araqchi declarou que Ormuz segue aberto apenas para nações consideradas amigas do Irã, como China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão. Para cargas com origem ou destino em países aliados dos Estados Unidos, a rota pelo Golfo Pérsico tornou-se inviável.

    Para o agronegócio brasileiro, que tem no Oriente Médio e na Ásia Central destinos estratégicos, o acordo com a Turquia representa uma salvaguarda concreta enquanto a situação geopolítica na região permanece indefinida.

  • Estoques de CPR explodem 16% e atingem R$ 561 bi no agro

    Estoques de CPR explodem 16% e atingem R$ 561 bi no agro

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulga o Boletim de Finanças Privadas do Agro com números robustos de fevereiro. Registradoras contabilizaram 402 mil Cédulas de Produto Rural (CPR), totalizando R$ 561 bilhões em estoques. Esse volume representa alta de 16% ante fevereiro de 2025.

    Na safra atual, de julho de 2025 a fevereiro de 2026, o setor emitiu R$ 248 bilhões em CPR. O valor cai 8% em relação à safra anterior, mas os estoques totais impulsionam o funding privado no agronegócio.

    Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também avançam. Bancos e financeiras acumularam R$ 588 bilhões em estoques, crescimento de 9% em 12 meses. Pelo menos 60% desse montante, R$ 352 bilhões em fevereiro, voltam obrigatoriamente ao financiamento rural, com salto de 31% ante 2025.

    Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) mantêm o ritmo forte de 2026. Os estoques atingiram R$ 176 bilhões, alta de 15% em um ano. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 8%, para R$ 32 bilhões, efeito residual do pico atípico de agosto de 2024.

    Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) voltam aos holofotes. Em janeiro, o patrimônio líquido alcançou R$ 48 bilhões, crescimento de 10% em 12 meses. O número de fundos operacionais subiu 60%, para 220.

    O Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, produz o boletim mensalmente. Acesse o relatório completo no site do Mapa para dados atualizados sobre financiamento do agronegócio.

  • Mapa apreende mais de 1 tonelada de agrotóxicos ilegais e interdita fábrica

    Mapa apreende mais de 1 tonelada de agrotóxicos ilegais e interdita fábrica

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deflagrou, na última quarta-feira (11), a Operação Terra Prometida no município de Patrocínio, em Minas Gerais. A ação resultou na apreensão de mais de uma tonelada de agrotóxicos irregulares, na interdição de uma fábrica de fertilizantes e na prisão em flagrante do responsável pelos estabelecimentos. O valor estimado dos produtos apreendidos supera R$ 1,1 milhão.

    A operação integra a Ronda Agro CXXIV, parte do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), e foi conduzida em parceria com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e o Ibama. Também participaram da ação a Receita Federal, a Polícia Civil de Minas Gerais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de órgãos de inteligência dos estados de Goiás e São Paulo.

    Depósito clandestino e produtos com rótulos suspeitos

    Durante a fiscalização, os agentes identificaram um depósito clandestino contendo mais de uma tonelada de defensivos agrícolas irregulares e cerca de 200 litros de produtos com prazo de validade vencido. Os materiais estavam acondicionados em embalagens com rotulagem em língua estrangeira incompatível com a tradução impressa, em desacordo com a legislação brasileira.

    Análises realizadas por espectroscopia no infravermelho médio portátil apontaram fortes indícios da presença dos princípios ativos metsulfuron, abamectina e tiametoxam nas amostras coletadas — substâncias utilizadas no controle de pragas e doenças em lavouras. O estabelecimento foi interditado e todos os produtos, apreendidos.

    No mesmo local, os fiscais também recolheram cerca de 6,5 toneladas de melaço líquido que produtores destinariam ilegalmente à alimentação animal.

    Fábrica de fertilizantes também é alvo

    A operação se estendeu a uma fábrica de fertilizantes ligada ao mesmo responsável pelo depósito clandestino. A equipe encontrou, no local, substâncias incompatíveis com a formulação registrada para o tipo de produto fabricado. As autoridades suspenderam imediatamente as atividades. Ao todo, os fiscais apreenderam 320 kg e 416 litros de matérias-primas, além de aproximadamente 10 toneladas de fertilizantes acabados.

    Agentes prenderam em flagrante o responsável pelos estabelecimentos. Ele poderá responder pelos crimes de contrabando e falsificação de agrotóxicos e também poderá sofrer sanções administrativas, como autuação e suspensão das atividades. No campo ambiental, as multas podem chegar a R$ 3 milhões, com possibilidade de abertura de procedimentos civis e penais para reparação de danos.

    Por que isso importa para o agronegócio

    O uso de agrotóxicos irregulares representa um risco direto à saúde dos trabalhadores rurais, ao meio ambiente e à segurança alimentar dos consumidores. Produtos sem registro adequado ou com princípios ativos não declarados fogem ao controle de dosagem e eficácia, podendo contaminar solos, águas e colheitas.

    A atuação integrada entre diferentes órgãos federais e estaduais reforça a capacidade do Estado de proteger o setor agropecuário. E também garantir que produtores tenham acesso a insumos seguros e certificados.

  • Fiscalização do mapa apreende 7,2 milhões de litros de cachaça

    Fiscalização do mapa apreende 7,2 milhões de litros de cachaça

    Uma das maiores apreensões de bebidas do ano no interior paulista foi realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Uma operação de fiscalização resultou na apreensão de impressionantes 7,28 milhões de litros de aguardente de cana e cachaça em um estabelecimento na região de Ribeirão Preto, um dos principais polos do agronegócio e da produção sucroalcooleira do país.

    A ação foi conduzida por auditores fiscais federais agropecuários das unidades do Mapa sediadas em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Durante a vistoria, os fiscais identificaram que a empresa operava como padronizador e atacadista das bebidas sem possuir o registro obrigatório junto ao órgão federal, uma exigência prevista na legislação brasileira para garantir a qualidade e a procedência dos produtos.

    Como medida administrativa cautelar, o Mapa determinou a suspensão imediata e temporária das atividades de padronização e da comercialização atacadista da cachaça e aguardente no local. A decisão encontra respaldo no artigo 198, inciso III, do Decreto nº 12.709/2025, que regulamenta a fiscalização de produtos de origem vegetal.

    Além da apreensão, foi lavrado um auto de infração contra a empresa. Ela responderá administrativamente pelo exercício irregular das atividades sem o devido cadastro no Ministério da Agricultura. A legislação concede à empresa um prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa referente às irregularidades constatadas durante a fiscalização.

    Por que a bebida irregular é um risco

    O consumidor pode não perceber, mas por trás de um rótulo falso ou da ausência de registro, pode haver um coquetel de substâncias químicas perigosas.

    Nesses casos, o principal vilão é o metanol, um álcool altamente tóxico que a indústria utiliza como solvente e anticongelante e que seres humanos não devem ingerir.

    Diferentemente do etanol,o álcool comum das bebidas, o organismo metaboliza o metanol e o transforma em formaldeído e ácido fórmico, substâncias que atacam o sistema nervoso central e o nervo óptico. Os riscos são imediatos e graves:

    • Cegueira irreversível: apenas 10 ml (cerca de duas colheres de chá) podem causar danos permanentes à visão.
    • Morte: a ingestão de 30 ml ou mais pode ser fatal.
    • Danos neurológicos e falência de órgãos: o metanol provoca acidose no sangue, ataca os rins e pode levar ao coma.

    Casos históricos no Brasil escancaram essa tragédia. Nos anos 1990, na Bahia, mais de 50 pessoas morreram após consumirem cachaça contaminada com metanol em dois surtos distintos, deixando dezenas de sobreviventes com sequelas permanentes. Mais recentemente, em 2025, o estado de São Paulo registrou mortes e casos de cegueira causados por destilados adulterados, envolvendo bebidas como gin, uísque e vodca.

    Como identificar e se proteger?

    Especialistas alertam que o metanol é incolor e tem cheiro semelhante ao do etanol, tornando impossível identificá-lo apenas pelo sabor ou aparência. A única forma segura de consumo é comprando produtos de origem legalizada.

    A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) recomenda um passo a passo para evitar o risco:

    • Verifique o rótulo: bebidas legalizadas comercializadas no Brasil possuem contrarrótulo em português, com o número do registro no Ministério da Agricultura (MAPA). Esse é exatamente o documento que faltava no estabelecimento fiscalizado.
    • Desconfie de preços muito baixos: ofertas muito abaixo da média de mercado são um forte indicador de irregularidade.
    • Examine a embalagem: verifique a vedação, se o lacre está intacto e se o nível do líquido parece correto. Rótulos com má qualidade ou erros ortográficos são sinais de alerta.
    • Compre em locais confiáveis: prefira estabelecimentos com boa reputação e que forneçam nota fiscal.

    Destino da apreensão e sintomas de alerta

    Apesar do volume expressivo, os fiscais não removeram do local os mais de 7,2 milhões de litros de bebidas alcoólicas apreendidos. A empresa mantém o produto armazenado em suas próprias instalações, após assumir a condição de fiel depositária. A mercadoria permanecerá retida até a conclusão do processo administrativo instaurado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que definirá o destino final da carga.

    Caso você ou alguém próximo consuma uma bebida e apresente sintomas como dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, visão turva ou dificuldade para respirar, procure imediatamente um atendimento médico de urgência. O socorro rápido é essencial para evitar sequelas permanentes.

  • Mapa e Sebrae ampliam apoio a micro e pequenas empresas do agro

    Mapa e Sebrae ampliam apoio a micro e pequenas empresas do agro

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou nesta quinta-feira (5), em Cuiabá (MT), a parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Sebrae como ferramenta essencial para fortalecer micro e pequenos negócios do agronegócio brasileiro. A declaração ocorreu durante a cerimônia do Prêmio Fampe 2025 (Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas). O prêmio reconhece ações de apoio ao empreendedorismo rural.

    Foto: Caroline De Vita / Mapa

    Fávaro ressaltou que o Mapa e o Sebrae têm atuado de forma integrada para impulsionar a agroindústria e abrir novos mercados. Segundo o ministro, iniciativas voltadas à defesa sanitária e à ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) vêm garantindo aos pequenos produtores a possibilidade de vender seus produtos em todo o país.

    “O Sisbi garante qualidade e segurança alimentar. Permitindo que um pequeno produtor de Várzea Grande comercialize seu queijo em Cuiabá e em qualquer parte do Brasil”, afirmou Fávaro. Ele destacou que o sistema vem crescendo rapidamente. Em poucos anos, passou de pouco mais de 300 municípios para quase 1.700 adesões durante o governo Lula. “Esse avanço transforma a vida nas pequenas propriedades, gera escala e aumenta a renda dos produtores”, completou.

    O presidente do Sebrae, Décio Lima, também reforçou a importância da parceria. “A atuação conjunta com o Mapa ajudou o Sebrae a alcançar mais de 93 milhões de negócios em um modelo de economia globalizada, com a abertura de 540 novos mercados para o agro brasileiro”, disse.

    Visita a empreendimentos locais

    Ainda em Mato Grosso, Fávaro visitou empreendimentos apoiados pelo programa Acredita Sebrae, que incentiva pequenos negócios com crédito e capacitação. O ministro esteve em uma sorveteria em Várzea Grande, em uma academia no bairro Morada da Serra e na Cooperativa Alternativa de Catadores, Reciclagem e Preservação do Meio Ambiente (Coorepa), no bairro Pedra 90, em Cuiabá.

    Foto: Caroline De Vita / Mapa
  • Fiscalização apreende 368 toneladas de sementes irregulares

    Fiscalização apreende 368 toneladas de sementes irregulares

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 368 toneladas de sementes irregulares de azevém durante uma operação conjunta realizada em Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul. A ação, que contou com o apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) e da Polícia Civil do RS, identificou irregularidades documentais e operacionais em quatro empresas fiscalizadas.

    Foto: MAPA

    Durante a vistoria, duas produtoras de sementes forrageiras de clima temperado e duas cerealistas foram inspecionadas. As irregularidades detectadas resultaram na autuação dos responsáveis e na apreensão dos produtos, avaliados em mais de R$ 1,5 milhão.

    Segundo o Mapa, a apreensão foi motivada pela falta de comprovação de origem e procedência das sementes e pela prestação irregular de serviços de beneficiamento. Por não apresentarem condições de regularização imediata, os produtos permanecerão apreendidos até a conclusão do processo administrativo. Caso as infrações sejam confirmadas, as sementes poderão ser condenadas e inutilizadas.

    As equipes conduziram a ação com o suporte das Delegacias Especializadas de Combate aos Crimes Rurais e de Abigeato (DECRABs) de Bagé e Alegrete e reforçaram o compromisso dos órgãos de fiscalização no combate à fraude e a irregularidades no setor agropecuário gaúcho.

  • Piauí mapeia javalis e prepara vacinação inédita contra peste suína

    Piauí mapeia javalis e prepara vacinação inédita contra peste suína

    O Piauí se destaca como um dos primeiros estados brasileiros a concluir integralmente o levantamento nacional sobre a presença de javalis em seu território. A pesquisa, conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em parceria com as Unidades Veterinárias Locais (UVLs), teve 100% de adesão no estado graças à coordenação da Agência de Defesa Agropecuária (Adapi).

    O mapeamento inédito visa diagnosticar a circulação do javali no Brasil, animal considerado o principal reservatório e transmissor da Peste Suína Clássica (PSC) e da Peste Suína Africana (PSA) para rebanhos domésticos.

    Plano de vacinação aguarda liberação federal

    Com base nos dados coletados, o Serviço Veterinário Oficial do Piauí intensificou as ações de vigilância epidemiológica. E também desenvolveu estratégias estruturantes para proteger o setor suinícola. Entre as medidas está o Plano Estadual de Vacinação contra a Peste Suína Clássica, elaborado pela Adapi. E que aguarda autorização do MAPA para implementação em 2026.

    A iniciativa ganha relevância especial considerando que o Piauí já registrou casos da doença em seu território, tornando urgente a adoção de medidas preventivas eficazes.

    Mudança no sistema de criação no norte do estado

    Paralelamente ao plano de vacinação, a Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada) desenvolveu um Plano de Manejo Sustentável de Suínos, também encaminhado ao Ministério da Agricultura. Os dois projetos funcionam de forma integrada. E priorizam a transformação do sistema de criação na região norte piauiense, onde se concentram o maior rebanho e o maior número de focos da PSC.

    A estratégia prevê substituir o sistema extensivo tradicional, com animais criados soltos, por modelos mais seguros e controlados. As ações incluem educação sanitária, comunicação com produtores rurais e apoio técnico para adequação das instalações.

    Medidas estruturantes para a suinocultura

    Entre as melhorias propostas estão o aprimoramento da estrutura física das propriedades, manejo sanitário adequado, alimentação balanceada e controle rigoroso do trânsito de animais. Essas medidas são consideradas fundamentais para conter a disseminação da doença e garantir que a vacinação alcance máxima efetividade.

    A conclusão do levantamento sobre javalis e a elaboração dos planos estaduais representam um avanço significativo para a suinocultura piauiense. O Governo do Estado aguarda o aval do MAPA para dar início às ações que devem fortalecer toda a cadeia produtiva. Além de proteger a sanidade animal e impulsionar o desenvolvimento econômico do setor no Piauí.

  • Conheças as novas regras para produtos agropecuários na bagagem

    Conheças as novas regras para produtos agropecuários na bagagem

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu novas regras para a entrada de produtos agropecuários na bagagem de viajantes. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União e entra em vigor em 4 de fevereiro.

    A medida busca impedir a entrada de pragas e agentes causadores de doenças no Brasil. Além disso, o regulamento protege o patrimônio agropecuário, o meio ambiente e a saúde pública. As regras abrangem animais, vegetais, alimentos e bebidas transportados por viajantes.

    O texto também inclui materiais genéticos, produtos veterinários e itens destinados à alimentação animal.  A norma alcança fertilizantes, corretivos, inoculantes, biofertilizantes e agrotóxicos. Também contempla produtos de madeira, subprodutos e outros derivados agropecuários.

    O Mapa poderá atualizar a lista de produtos a qualquer momento. As mudanças podem ocorrer por eventos sanitários ou novas avaliações de risco zoofitossanitário.

    O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional realiza a fiscalização nos pontos de ingresso. O Vigiagro analisa riscos fitossanitários, zoossanitários e sanitários dos produtos transportados. O órgão também verifica o cumprimento dos padrões de identidade e qualidade exigidos.

    A atuação segue normas internacionais e os interesses do agronegócio brasileiro. Segundo o secretário Carlos Goulart, as regras reforçam a defesa agropecuária nacional. Ele afirma que a medida reduz riscos e amplia a segurança sanitária no país. Goulart destaca ainda mais previsibilidade e clareza para quem entra no Brasil. O regulamento segue compromissos internacionais assumidos pelo governo brasileiro.

    Declaração de produtos agropecuários

    O viajante deve declarar produtos que exigem autorização de importação. O Mapa emite o documento e envia eletronicamente às unidades do Vigiagro. A declaração precisa informar descrição, quantidade e forma de acondicionamento dos produtos.

    O viajante deve indicar país de origem, procedência e modal de transporte utilizado. A norma autoriza transporte aéreo, marítimo, fluvial, lacustre, rodoviário ou ferroviário. O documento deve indicar a bagagem acompanhada como via autorizada. O viajante também informa o local de ingresso no território nacional. A identificação deve conter nome completo, CPF, passaporte e validade da autorização.

    Descarte obrigatório de produtos proibidos

    O viajante deve descartar voluntariamente produtos proibidos antes do controle aduaneiro. O descarte ocorre em contentores agropecuários disponíveis nos pontos de ingresso. Caso transporte esses itens, o viajante precisa declará-los na e-DBV. Em seguida, deve procurar o Vigiagro pelo canal “Bens a Declarar”.

  • Brasil bate recorde histórico com menor taxa de desemprego

    Brasil bate recorde histórico com menor taxa de desemprego

    O mercado de trabalho brasileiro está com números históricos: a taxa de desemprego atingiu 5,2% no trimestre encerrado em novembro. Esse é o menor patamar desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) revelam que 5,644 milhões de pessoas estavam em busca de emprego no período.

    O destaque positivo ficou com os trabalhadores do campo. Os setores de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura lideraram o crescimento do rendimento médio mensal real, com aumento de 7,3% na comparação anual. O equivalente a mais de R$ 157 no bolso dos trabalhadores rurais.

    Esse desempenho impulsionou o rendimento real habitual de todos os trabalhos no país para R$ 3.574, um recorde histórico. O valor representa crescimento de 1,8% em relação ao trimestre anterior e de 4,5% na comparação com o mesmo período de 2023.

    A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 363,7 bilhões, outro recorde da série. O indicador, que mede o volume total de salários pagos no país, teve alta de 2,5% (mais R$ 9 bilhões) no trimestre e de 5,8% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano.

    Recuperação pós-pandemia

    Os números atuais contrastam fortemente com o pior momento da série histórica. No trimestre encerrado em março de 2021, durante o auge da pandemia de covid-19, o Brasil registrou 14,979 milhões de desocupados — quase três vezes o contingente atual.

    Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os resultados demonstram a efetividade das políticas públicas implementadas pelo governo federal. “Encerramos o ano com mais uma conquista significativa: mais brasileiros empregados, mais renda chegando às famílias do campo e da cidade e mais dignidade para quem vive da agricultura. Esse resultado é fruto da retomada de políticas públicas responsáveis”, afirmou o ministro.

  • Café contaminado: Ministério ordena recolhimento de lotes em todo o país

    Café contaminado: Ministério ordena recolhimento de lotes em todo o país

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu um alerta aos consumidores brasileiros sobre a identificação de irregularidades graves em lotes de café torrado comercializados no mercado nacional. A fiscalização, conduzida pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária, resultou na desclassificação de 23 lotes do produto.

    As análises laboratoriais realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) revelaram a presença de matérias estranhas e impurezas em concentrações superiores aos limites estabelecidos pela legislação vigente. A constatação levou ao recolhimento imediato dos lotes comprometidos.

    Como os consumidores devem proceder

    O Mapa orienta que os consumidores que adquiriram produtos incluídos na lista de lotes irregulares interrompam imediatamente o consumo. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, os compradores têm direito à substituição do produto sem custos adicionais.

    Para registrar denúncias sobre a comercialização desses lotes ou relatar problemas relacionados, os consumidores podem utilizar a plataforma Fala.BR. É necessário informar o nome do estabelecimento comercial e o endereço completo onde a compra foi realizada.

    Fiscalização e segurança alimentar

    A ação faz parte do trabalho contínuo de fiscalização do Ministério da Agricultura para garantir a qualidade e segurança dos alimentos consumidos pela população brasileira. A detecção de impurezas acima dos limites permitidos no café representa risco potencial à saúde dos consumidores e configura infração às normas sanitárias do setor.