Tag: MAPA

  • Crescimento recorde dos Fundos de Investimento do agro

    Crescimento recorde dos Fundos de Investimento do agro

    Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) registraram um crescimento de 147% nos últimos 12 meses. Ou seja, o patrimônio líquido dos Fiagro atingiu R$ 38 bilhões, refletindo um aumento expressivo no setor.

    Expansão do estoque de CPR

    O Estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) também apresentou um crescimento significativo. Nos últimos 12 meses, o estoque cresceu 36%, alcançando R$ 351 bilhões em junho, por exemplo. Esses dados estão disponíveis na edição recém-publicada do Boletim de Finanças Privadas do Agro, no site do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Desempenho das Letras de Crédito do Agronegócio

    As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) tiveram um crescimento mais modesto de 12% no mesmo período. Mesmo com um desempenho mais contido desde o início do ano, a LCA atingiu R$ 472 bilhões em contratações no último mês, por exemplo.

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    Importância das CPR e LCA

    As CPR e LCA permanecem como as principais fontes de recursos privados para o financiamento do agronegócio. Além disso, esse cenário demonstra a relevância desses instrumentos para as atividades rurais no Brasil.

    Crescimento de CRA e CDCA

    O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e o Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) também apresentaram crescimento. De junho de 2023 a junho de 2024, os estoques de CRA cresceram 26%, atingindo R$ 140 bilhões. Já o CDCA teve um aumento de 8%, chegando a R$ 32 bilhões.

    Para mais detalhes, acesse a nova edição do Boletim de Finanças Privadas do Agro no site do Ministério da Agricultura e Pecuária.

     

  • Ministério da Agricultura atualiza sobre Doença de Newcastle

    Ministério da Agricultura atualiza sobre Doença de Newcastle

    Na última quinta-feira (25), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou uma notificação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) informando sobre a conclusão do foco da doença de Newcastle (DNC) no Brasil. Com isso, o governo brasileiro aguarda a retirada das suspensões impostas por países importadores para a retomada integral das exportações de carnes de aves e seus produtos.

    Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, destacou que todas as informações relevantes sobre o diagnóstico atual e as medidas adotadas serão disponibilizadas aos países importadores. Essas informações são cruciais para que eles confirmem que o Brasil está livre da doença, possibilitando assim a retomada das certificações para exportação.

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    O foco da DNC foi confirmado em 17 de julho em um estabelecimento de avicultura comercial de corte em Anta Gorda. O município é localizado no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. Após o controle da situação, o Mapa reduziu a área de emergência zoossanitária. O controle vale para os municípios de Anta Gorda, Doutor Ricardo, Putinga, Ilopolis e Relvado, onde continuam sendo aplicadas medidas de vigilância e controle em um raio de 10 km do foco.

    É importante ressaltar que não há estabelecimentos avícolas avozeiros e bisavoseiros na área de emergência. Os protocolos de biosseguridade em aviários estão sendo reforçados em todo o país, conforme enfatizado por Goulart, desde o alerta máximo para influenza aviária.

    Monitoração continua

    A granja afetada continua sendo monitorada por 42 dias para garantir a ausência do vírus. Após esse período, se o resultado for negativo para a presença do agente patógeno, o aviário poderá retomar suas operações. As demais granjas na região estão sujeitas a protocolos específicos para liberação.

    Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, informou que a emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA) para movimentação e venda de animais sem risco sanitário continua centralizada no Centro de Operações de Emergência Zoossanitária.

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    Em relação às exportações, o Mapa atualizou as áreas de suspensão da certificação temporária para carne de aves e seus produtos. Algumas restrições ainda se aplicam, como para China, Argentina e México em relação ao Brasil. E também para Arábia Saudita no caso específico do estado do Rio Grande do Sul.

    Além disso, o Mapa ressalta que as regras de suspensão são revisadas diariamente. E que age em colaboração com os países parceiros, para garantir que todas as ações necessárias sejam tomadas para eliminar o foco da doença de Newcastle.

  • Doença de Newcastle: novos casos testam negativo no RS

    Doença de Newcastle: novos casos testam negativo no RS

    Duas análises de casos suspeitos na zona de proteção contra a doença de Newcastle (DNC) deram negativo. Até agora, as autoridades confirmaram apenas um caso em uma avicultura comercial de corte em Anta Gorda, no Vale do Taquari, em 17 de julho.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que os resultados negativos indicam que o caso confirmado é um evento isolado. “Não há sinais de propagação no entorno da granja comercial onde o vírus foi identificado”, afirmou Fávaro.

    O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), realiza as análises dos casos suspeitos. Isso porque a  Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhece internacionalmente o LFDA-SP para o diagnóstico da DNC.

    Equipes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da defesa agropecuária estadual continuam no local afetado, aplicando o Plano de Contingência. Isso inclui uma investigação epidemiológica em um raio de 10 km ao redor da área do foco confirmado. Na granja comercial, os animais foram sacrificados, enterrados e o processo de limpeza e desinfecção foi iniciado, conforme o protocolo oficial do Mapa.

    Redução da área de emergência zoossanitária

    A redução da abrangência da área de emergência zoossanitária no estado do Rio Grande do Sul agora inclui apenas os municípios de Anta Gorda, Doutor Ricardo, Putinga, Ilópolis e Relvado.

    O Mapa informou que, até o momento, não foram identificadas novas suspeitas de DNC nas 443 propriedades visitadas, incluindo todas as aviculturas comerciais na área de perifoco. “A agilidade da nossa equipe é crucial para normalizar as exportações de frango”, reforçou Fávaro.

    Portanto, a população pode continuar consumindo carne de frango e ovos, inclusive da região afetada. Ou seja, o Mapa garante que os produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) são seguros.

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    Impacto nas exportações

    Após a redução da área de emergência zoossanitária, o Mapa atualizou as áreas de suspensão temporária de exportações de carnes de aves. China, Argentina e México mantêm restrições para todo o Brasil, enquanto Bolívia, Chile, Cuba, Peru e Uruguai têm restrições específicas para o Rio Grande do Sul.

    Outros países, incluindo África do Sul, Arábia Saudita e Japão, aplicam protocolos sanitários baseados em zonas de restrição. O Mapa revisa diariamente as regras de suspensão conforme negocia com os parceiros comerciais e implementa ações para erradicar o foco da doença.

    Doença de Newcastle

    A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. Ela causa sintomas respiratórios, manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça, por exemplo. A OMSA exige a notificação da DNC, causada por um paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), virulento em aves de produção comercial.

    Os últimos casos confirmados no Brasil ocorreram em 2006 em aves de subsistência nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

     

  • Doença de Newcastle: casos suspeitos são descartados

    Doença de Newcastle: casos suspeitos são descartados

    O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo descartou três casos suspeitos de doença de Newcastle (DNC) neste sábado (20). As análises das amostras coletadas na sexta-feira (19) deram resultado negativo para o vírus.

    Os agentes coletaram as amostras coletadas em três propriedades suspeitas na zona de proteção para DNC. Essa zona foi estabelecida pela equipe de vigilância e defesa sanitária animal do Rio Grande do Sul, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Análise em tempo recorde

    O transporte das amostras para o laboratório contou com apoio da Casa Civil, Ministério da Defesa e Força Aérea Brasileira (FAB). “As análises de RT-PCR foram processadas em tempo recorde, descartando novas ocorrências de foco no momento”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Os resultados negativos indicam contenção do evento sanitário e portanto, reforça a robustez do sistema de defesa agropecuária do Brasil. “Por pedido do presidente Lula, tratamos o caso com transparência para tranquilizar a população e os países importadores sobre a segurança do nosso sistema”, disse Fávaro. Ele também ressaltou a agilidade das equipes para normalizar as exportações em breve.

    No Vale do Taquari, autoridades montaram barreiras sanitárias para controlar a movimentação de aves. Além disso, as investigações epidemiológicas continuam na zona de vigilância e em todo o Rio Grande do Sul.

    A população pode consumir carne de frango e ovos, inclusive da região afetada. Ou seja, o Mapa reforça que produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) são seguros.

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    Doença de Newcastle

    A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. Ela causa sinais respiratórios, manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça, por exemplo. Portanto, a notificação à OMSA é obrigatória, e o vírus do grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1) causa a doença. Os últimos casos confirmados no Brasil ocorreram em 2006, em aves de subsistência no Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

     

     

  • Brasil suspende exportações de carne de aves após surto de doença

    Brasil suspende exportações de carne de aves após surto de doença

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspendeu preventivamente as exportações de carne de aves e seus derivados após a confirmação de um foco da doença de Newcastle (DNC) em um estabelecimento avícola comercial em Anta Gorda, Rio Grande do Sul. A medida atende aos requisitos acordados nos Certificados Sanitários Internacionais (CSI) com 44 países.

    A certificação para exportação é um acordo bilateral entre países parceiros. Por isso, o Mapa revisou preventivamente os CSI para atender às garantias e requisitos estabelecidos. A suspensão temporária da certificação segue as regras internacionais de comércio de aves e seus produtos. Ou seja, ela garante a transparência do serviço oficial brasileiro frente aos países importadores.

    Tipos de suspensões

    As suspensões variam conforme a área ou região afetada. A suspensão pode ser nacional, por pelo menos 21 dias, ou restrita a um raio de 50 km do foco identificado. Países como China, Argentina e México enfrentam suspensão total para importações de carne de aves, carne fresca de aves e seus derivados, ovos, carne para alimentação animal, matéria-prima de aves para fins opterápicos, preparados de carne e produtos não tratados derivados de sangue.

    Para o Rio Grande do Sul, as exportações estão restritas para África do Sul, Albânia, Arábia Saudita, Bolívia, Cazaquistão, Chile, Cuba, Egito, Filipinas, Geórgia, Hong Kong, Índia, Jordânia, Kosovo, Macedônia, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Polinésia Francesa, Peru, Reino Unido, República Dominicana, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan, Ucrânia, União Europeia, União Econômica Euroasiática, Uruguai, Vanuatu e Vietnã. Entre os produtos estão carne fresca, resfriada ou congelada de aves; ovos e ovoprodutos; carnes, produtos cárneos e miúdos de aves; farinha de aves, suínos e de ruminantes; cabeças e pés; gorduras de aves; embutidos cozidos, curados e salgados; produtos cárneos processados e termoprocessados; e matéria-prima e produtos para alimentação animal.

    Raio de 50 Km

    Em um raio de 50 km do foco, não podem ser exportados carnes de aves; farinha de aves, penas e peixes para uso na alimentação animal; e produtos cárneos cozidos, termicamente processados, não comestíveis derivados de aves, para países como Canadá, Coreia do Sul, Israel, Japão, Marrocos, Maurício, Namíbia, Paquistão, Tadjiquistão e Timor Leste. Por outro lado, os CSI para esses destinos com data de produção até 8 de julho não entram nas restrições e poderão ser emitidos.

    Além disso, produtos submetidos a tratamento térmico, como termoprocessados, cozidos e processados destinados a Argentina, África do Sul, Chile, União Europeia e Uruguai, não possuem qualquer limitação. Portanto, eles poderão ser normalmente certificados. O Mapa revisa diariamente as regras de suspensão, considerando as negociações em curso com os países parceiros, que incluem todas as ações para erradicar o foco da doença.

    Exportações de carne de aves

    O Rio Grande do Sul é o terceiro maior exportador de carne de frango do Brasil, atrás do Paraná e de Santa Catarina. Nos primeiros seis meses do ano, o estado exportou 354 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 630 milhões. Essas exportações representaram 13,82% dos US$ 4,55 bilhões gerados pelo país e 14,1% das 2,52 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil no mesmo período.

    No primeiro semestre, os principais destinos da carne de frango gaúcha foram os Emirados Árabes Unidos (48 mil toneladas – US$ 94 milhões). Em segundo lugar, Arábia Saudita (39 mil toneladas – US$ 77 milhões). Em terceiro lugar China (32 mil toneladas – US$ 52 milhões). Depois vem o Japão (20 mil toneladas – US$ 43 milhões).

     

  • Medida Provisória para reestruturar agro gaúcho sai até 30 de julho

    Medida Provisória para reestruturar agro gaúcho sai até 30 de julho

    A nova medida provisória para reestruturar o agronegócio gaúcho vai ser anunciada ainda em julho. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, liderou uma reunião do Gabinete Itinerante do Mapa com os ministros da Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. O encontro ocorreu nesta quinta-feira (18), em Porto Alegre (RS).

    A reunião contou com representantes dos setores de agricultura e pecuária gaúcha. O objetivo foi dialogar sobre os impactos dos eventos climáticos recentes e elaborar, junto ao Governo Federal, soluções para pequenos, médios e grandes agricultores.

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a suspensão das dívidas de crédito rural dos produtores do estado até 15 de agosto. A medida vale para empreendimentos em municípios gaúchos que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública entre 30 de abril e 20 de maio de 2024, reconhecida pelo Governo Federal.

    Novo anúncio até o dia 30 de julho

    “É um consenso do Governo anunciar, até o dia 30 deste mês, uma Medida Provisória que reestruture o setor. A proposta inclui até a possibilidade de zerar as dívidas dos mais afetados”, afirmou Fávaro. Além disso, ele destacou a importância de avaliar a situação dos produtores individualmente e mencionou a criação de comitês para essa análise.

    Ao mesmo tempo, o ministro Paulo Pimenta ressaltou o compromisso do governo do presidente Lula com o diálogo. “Estamos aqui, com produtores, cooperativas e representantes de diversas entidades, dialogando para construir alternativas para os grandes desafios que enfrentamos, especialmente na reconstrução da nossa atividade econômica primária”, disse Pimenta.

    Durante a reunião, Fávaro anunciou um aumento significativo no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o Rio Grande do Sul. Ou seja, os recursos ordinários, que eram de R$ 134,4 milhões, aumentaram 17%, chegando a R$ 157,4 milhões, além de R$ 210,9 milhões em recursos extraordinários, totalizando R$ 368,3 milhões. “Com esse incremento, vamos dobrar a área coberta e o número de produtores beneficiados pelo Seguro para a próxima safra”, finalizou Fávaro.

    Além dos ministros, participaram o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Aldrighi.

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    Aporte para financiamento

    Na terça-feira (17), o Governo Federal liberou R$ 600 milhões em crédito extraordinário para o Fundo Garantidor de Operações (FGO). Esse fundo cobre operações contratadas por produtores rurais do Rio Grande do Sul no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). “Essa medida é importante para o setor, pois os recursos serão renovados e as operações podem ser contratadas até o fim deste ano”, explicou Fávaro.

    Entrega de máquinas agrícolas

    No início deste mês, o ministro Fávaro entregou 36 máquinas agrícolas em Porto Alegre (RS) para apoiar as ações no campo e o escoamento da produção rural. O evento ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). Em resumo, os equipamentos adquiridos com R$ 8,7 milhões oriundos de emendas parlamentares, incluem 26 tratores, 6 motoniveladoras, 3 escavadeiras hidráulicas e 1 retroescavadeira. No total, o governo beneficiou 34 municípios.

    Gabinete itinerante

    Para atender às consequências dos eventos climáticos no Rio Grande do Sul, o ministro Fávaro instituiu, em 28 de maio, o Gabinete Itinerante do Mapa. O grupo transita entre os municípios afetados, conforme a avaliação das regiões e atividades atingidas. Também foi criado o Programa Emergencial de Reconstrução do Agronegócio no estado do Rio Grande do Sul (PERSul). Ou seja, o objetivo é reestabelecer as atividades agropecuárias. Na mesma data, o governo entregou 32 máquinas agrícolas linha amarela para apoiar o agronegócio nas regiões afetadas, beneficiando 31 municípios.

     

  • Doença de Newcastle: emergência zoosanitária no RS

    Doença de Newcastle: emergência zoosanitária no RS

    Nesta sexta-feira (19), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a publicação da Portaria MAPA Nº 702 que declara estado de emergência zoossanitária no Estado do Rio Grande do Sul. A medida, com validade de 90 dias, foi tomada em resposta à detecção do vírus patogênico da doença de Newcastle em aves comerciais na região.

    A declaração de emergência busca uma resposta epidemiológica ágil, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Plano de Contingência de Influenza Aviária e doença de Newcastle. Entre as ações planejadas estão o sacrifício ou abate  de todas aves  onde houve confirmação do foco afetadas, a desinfecção rigorosa dos locais afetados, a implementação de medidas de biosseguridade, e a vigilância em propriedades num raio de 10km, além da criação de barreiras sanitárias.

    É importante ressaltar que não há contraindicação ao consumo de carne de frango e ovos inclusive na região afetada. O MAPA reforça que os produtos inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) continuam seguros e próprios para consumo.

    Além disso, o Mapa elaborou um Projeto de Lei para fortalecer ações emergenciais fitossanitárias e zoossanitárias, atualmente em análise no Congresso Nacional. Se aprovado, o projeto permitirá uma mobilização mais rápida e eficaz de recursos governamentais para situações similares.

    O foco da doença foi confirmado no município de Anta Gorda (RS) em 17 de julho, após diagnóstico positivo realizado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional para o diagnóstico da doença.

    A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, caracterizada por sintomas respiratórios seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça. Ela é causada pelo vírus paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1) e é de notificação obrigatória para a OMSA.

    Os últimos casos registrados no Brasil datam de 2006, em aves de subsistência nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

    Para mais informações, o público pode acessar o site do Ministério da Agricultura e Pecuária ou entrar em contato com as autoridades sanitárias locais.

  • Brasil registra caso de nova praga devastadora para o cacau

    Brasil registra caso de nova praga devastadora para o cacau

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a ocorrência de uma nova nova praga devastadora para o cacau, no município de Urucurituba, no Amazonas.

    A suspeita da monilíase do cacaueiro (Moniliophthora roreri) foi detectada em 24 de junho durante ações de vigilância fitossanitária. As ações, então, foram conduzidas pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e confirmada por análise laboratorial do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiânia (LFDA/GO).

    Primeiramente, mesmo antes da confirmação oficial, medidas emergenciais foram discutidas e implementadas em conjunto com as autoridades locais.

    “Procedemos com a interdição imediata da propriedade afetada para evitar qualquer propagação da praga. Implementamos técnicas de erradicação para eliminar a monilíase na propriedade foco e proibimos o trânsito de frutos e amêndoas do município afetado para outras regiões”, relatou Edilene Cambraia, diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da SDA.

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    Para evitar a dispersão da doença, a fiscalização sobre o trânsito de materiais vegetais hospedeiros da monilíase foi intensificada. “Aumentamos a fiscalização sobre o trânsito de vegetais e iniciamos campanhas de conscientização e treinamento em Urucurituba e em 10 municípios vizinhos entre Itacoatiara e Parintins, na divisa com o Pará, maior produtor de cacau do país. Essas ações estão em plena execução”, acrescentou Edilene.

    Emergência fitossanitária

    O Mapa prorrogou a declaração de emergência fitossanitária para os estados do Acre, Rondônia e Amazonas e incluiu o Pará, devido ao aumento do risco. Ou seja, o governo do Amazonas recebeu um pedido de restrição na emissão de notas fiscais interestaduais de amêndoas de cacau provenientes do estado.

    A monilíase afeta plantas do gênero Theobroma, como o cacau e o cupuaçu. Sendo assim, causa perdas na produção e eleva os custos com medidas de manejo e aplicação de fungicidas. Além disso, o Mapa destaca a importância da notificação imediata de suspeitas da praga às autoridades fitossanitárias, enfatizando que a doença atinge apenas as plantas hospedeiras e não apresenta riscos à saúde humana.

    Monolíase no Brasil

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) confirmou que o primeiro foco da monilíase do cacaueiro no Brasil foi identificado em julho de 2021 na cidade de Cruzeiro do Sul, no estado do Acre.

    Posteriormente, em novembro de 2022, um segundo foco da doença foi detectado no município de Tabatinga, no Amazonas. Ambos os estados estão adotando medidas de controle e erradicação da praga.

    Além disso, os países da América do Sul como Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru já estão enfrentando a monilíase do cacaueiro.

  • Prazo Funcafé: Ministério da Agricultura recebe propostas

    Prazo Funcafé: Ministério da Agricultura recebe propostas

    Começou o prazo para recebimento das propostas para o Funcafé. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta sexta-feira (12) a Portaria nº 88/2023 no Diário Oficial da União (DOU). Ou seja, o documento abre o prazo para o recebimento das propostas de contratação dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para o ano safra 2024/25.

    As instituições financeiras que fazem parte do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) e estão autorizadas a operar os recursos do Funcafé devem enviar suas propostas. Elas têm oito dias corridos, a partir da publicação da portaria, para apresentar a documentação necessária para habilitação.

    Essa abertura de prazo é exclusiva para as instituições financeiras que já firmaram contratos com o Mapa para operacionalizar os recursos do Funcafé em 2023. Essas instituições devem se enquadrar no art. 1º da Resolução nº 5.138/2024, do Conselho Monetário Nacional (CMN). Além disso, se habilitadas, as instituições financeiras firmarão termos aditivos aos contratos vigentes para a safra 2024/25.

    As instituições que não firmaram contrato em 2023 poderão apresentar suas propostas conforme os termos do Edital de Credenciamento, que o Mapa publicará em breve.

    As instituições devem enviar as propostas de contratação e a documentação exigida exclusivamente para a Secretaria de Política Agrícola, por meio do endereço eletrônico [email protected]

     

     

  • Operação “Ossos do Ofício” combate produtos agropecuários ilícitos

    Operação “Ossos do Ofício” combate produtos agropecuários ilícitos

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério Público Estadual do Maranhão (MPE/MA) e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED), com apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal, realizaram nesta quarta-feira (10) a operação “Ossos do Ofício”. A ação ocorreu em três estabelecimentos que transportavam, armazenavam e processavam resíduos de abate clandestino de bovinos para uso em produtos de alimentação animal.

    Operação Ossos do Ofício

    Foto: Divulgação – Mapa

    A operação aconteceu nos municípios de Açailândia-MA e Imperatriz-MA. As autoridades apreenderam cerca de 50 toneladas de produtos impróprios para uso, 12 toneladas de matérias-primas irregulares e 500 quilos de produtos veterinários irregulares. Além disso, destruíram mais de 21 toneladas de ossos em natureza e queimados.

    Uma das empresas envolvidas fabricava irregularmente suplementos minerais e produtos terapêuticos para alimentação animal. Esses produtos, destinados a bovinos, equinos e ovinos, não possuíam registro no Mapa, colocando em risco a saúde animal e humana.

    Eles processavam os resíduos de abate em locais sem condições higiênico-sanitárias adequadas, usando ossos de origem desconhecida e fornecedores não autorizados. Além disso, depositavam os ossos a céu aberto, sem cumprir os requisitos de Boas Práticas de Fabricação da legislação do Mapa.

    Para simular a regularidade da produção, o grupo falsificava o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e depois vendia os produtos em lojas agropecuárias e diretamente aos produtores rurais.

    Riscos dos produtos clandestinos para alimentação animal

    Foto: Divulgação – Mapa

    O uso inadequado de resíduos de abate de bovinos na produção de alimentos para a mesma espécie aumenta o risco de transmissão da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), ou Doença da Vaca Louca. Essa doença pode causar no homem a variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma patologia neurológica irreversível e fatal.

    O armazenamento inadequado e o depósito irregular de ossos também representam um risco de proliferação da bactéria Clostridium botulinum, causadora do botulismo. Essa doença provoca paresia e paralisia flácida, afetando a musculatura de locomoção, mastigação e deglutição, e pode acometer tanto animais quanto humanos.

    Durante a operação, as autoridades confirmaram que, na queima irregular de ossos, também eram queimados sacos plásticos. Isso contamina os produtos destinados à alimentação animal com dioxinas, substâncias que podem causar câncer, efeitos reprodutivos, deficiência imunológica, disrupção endócrina e danos neurológicos, além de afetar o fígado e aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

    Consequências legais

    As autoridades conduziram os responsáveis pelos crimes à delegacia. Além das medidas administrativas, poderão responder por crimes contra a saúde pública, falsificação de selo ou sinal público, crimes contra a ordem tributária e as relações de consumo, e crimes ambientais. As penas máximas para esses crimes, somadas, podem ultrapassar 30 anos de prisão.