Tag: MAPA

  • Porque o azeite está caro?

    Porque o azeite está caro?

    O aumento significativo nos preços do azeite tem sido uma preocupação para consumidores e produtores. Vários fatores estão contribuindo para essa elevação de preços, que deve persistir por algum tempo.

    As condições climáticas adversas, como secas severas e temperaturas extremas, têm afetado a produção de azeitonas em países produtores, especialmente na Europa, que é responsável por uma grande parte da oferta global de azeite. Essas condições resultam em safras menores e, consequentemente, em preços mais altos.

    Além disso, o consumo de azeite tem crescido globalmente, impulsionado por uma maior conscientização sobre os benefícios à saúde associados ao seu uso, como a dieta mediterrânea. Esse aumento na demanda, combinado com a oferta limitada, pressiona ainda mais os preços.

    O aumento nos custos de produção, incluindo mão de obra, fertilizantes e transporte, também tem impactado o preço final do azeite. A inflação e as interrupções nas cadeias de suprimento devido a eventos globais recentes têm exacerbado essa situação.

    A especulação nos mercados financeiros também pode influenciar os preços do azeite, levando a flutuações que não necessariamente refletem as condições reais de oferta e demanda.

    Até quando essa situação deve durar?

    Os especialistas preveem que os preços do azeite continuarão elevados pelo menos até o final deste ano. A recuperação das safras depende das condições climáticas nos próximos meses e da capacidade dos produtores de se adaptarem às novas realidades do mercado. Além disso, se a demanda continuar alta enquanto a oferta permanecer restrita, é provável que os preços se mantenham em patamares elevados por um período prolongado.

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    Em resumo, o preço do azeite está alto devido a uma combinação de fatores climáticos adversos, aumento da demanda global e custos de produção crescentes. As expectativas indicam que essa tendência deve persistir até que as condições do mercado se estabilizem.

    Azeite falsificado

    Nos últimos meses, operações em todo o Brasil revelaram um aumento preocupante na venda de azeites de oliva adulterados. A “Operação Getsêmani”, conduzida pelo Ministério da Agricultura (Mapa) em conjunto com as polícias Civil e Militar, resultou na apreensão de mais de 100 mil litros de azeite falsificado.

    O esquema envolvia a adulteração de azeite extravirgem com óleo de soja em uma fábrica clandestina no Rio de Janeiro, e a distribuição desse produto para supermercados em várias regiões do país. A fraude, que causou um prejuízo estimado em R$ 8,1 milhões, representa um risco à saúde pública, já que produtos adulterados podem conter substâncias prejudiciais à saúde​.

    O Mapa também alerta os consumidores a ficarem atentos a preços muito baixos e a rótulos com informações incompletas ou suspeitas. Marcas reconhecidas e com boa procedência são sempre a melhor escolha para evitar problemas.

    Produtos fora de padrão

    Nesta semana, o Ministério da Agricultura determinou o recolhimento de 12 lotes de azeites de oliva no Brasil, após análises laboratoriais confirmarem que os produtos não atendem aos padrões de identidade e qualidade exigidos. As irregularidades identificadas incluem fraudes nos ingredientes e formulações dos azeites. Ao todo, 82 mil litros de azeite foram apreendidos, representando 10 marcas de oito empresas diferentes. O Ministério orienta que consumidores evitem o consumo desses produtos e os devolvam aos pontos de venda onde foram adquiridos.

    O azeite de oliva é um dos produtos mais frequentemente adulterados globalmente, ficando atrás apenas do pescado em termos de fraudes. Para se proteger, o Ministério recomenda que os consumidores desconfiem de preços muito baixos, verifiquem a validade e optem por produtos com engarrafamento recente. Além disso, estão sendo investigados outros lotes que podem apresentar irregularidades e aguardam resultados definitivos.

    Essa operação faz parte de uma fiscalização contínua para garantir a qualidade dos produtos alimentícios no mercado brasileiro, com foco na proteção dos consumidores

  • Canadá retoma importação de carne bovina do Brasil

    Canadá retoma importação de carne bovina do Brasil

    O Canadá voltou a importar carne bovina brasileira. A Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA) aprovou o Certificado Sanitário Internacional (CSI). Ou seja, é o documento que libera a exportação de carne fresca desossada e produtos cárneos crus do Brasil. Além disso, a decisão beneficia estados reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livres de febre aftosa sem vacinação.

    Estados liberados

    A medida inclui o Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, além de 14 municípios do Mato Grosso e cinco do Amazonas, que receberam o status de zona livre da doença em 2021. Atualmente, 11 estabelecimentos nessas regiões estão habilitados a exportar. Já em Santa Catarina, que já possuía reconhecimento do Canadá como área livre de febre aftosa sem vacinação, apenas um frigorífico pode realizar a exportação.

    “A retomada desse mercado era esperada pelo setor de proteína animal, especialmente para esses estados. Desde março de 2022, eles estavam impedidos de exportar carne bovina crua para o Canadá por conta da ausência de vacinação nos rebanhos”, afirma o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

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    No caso da carne cozida, o Canadá retirou a exigência de vacinação, permitindo que qualquer frigorífico autorizado, independente da localização, possa exportar. “Estamos trabalhando, junto à Embaixada do Brasil no Canadá, para retirar essa exigência também para a carne crua”, destaca o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Roberto Perosa.

    Em resumo, em 2023, o Brasil exportou US$ 10,5 bilhões em carne bovina, totalizando 2,28 milhões de toneladas. O Canadá comprou US$ 39 milhões em carne brasileira, o que representou um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

     

  • Agro abre mercado na Colômbia para grãos secos de destilaria

    Agro abre mercado na Colômbia para grãos secos de destilaria

    O governo brasileiro recebeu com satisfação a autorização concedida pela Colômbia para a exportação de grãos secos de destilaria, conhecidos como DDG ou DDGS.

    Este insumo, essencial na produção de ração para ruminantes, suínos, aves, peixes e camarões, é gerado a partir do processo de etanol de milho durante a segunda safra.

    A plantação ocorre na mesma área da safra principal, após a colheita, o que não exige terras adicionais e resulta em um uso mais eficiente dos recursos naturais.

    Com esta nova autorização, o agronegócio brasileiro alcança sua 105ª abertura de mercado em 2024, totalizando 183 aberturas em 58 destinos desde o início do ano.

    Esses números refletem o esforço conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que têm trabalhado para expandir as oportunidades de exportação e fortalecer a presença do Brasil no mercado internacional.

  • Mapa remaneja recursos do Plano Safra para replantio de cana

    Mapa remaneja recursos do Plano Safra para replantio de cana

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou medidas para recuperar áreas agrícolas atingidas por queimadas no Brasil. Ou seja, uma nova linha de crédito, focada no replantio de cana-de-açúcar, está sendo estruturada. Primeiramente, a medida visa ajudar produtores que sofreram perdas significativas, especialmente no estado de São Paulo, onde lavouras inteiras foram destruídas.

    Necessidade de replantio

    Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a Secretaria de Política Agrícola (SPA) está avaliando os danos causados pelos incêndios nas lavouras. O primeiro diagnóstico revelou a necessidade urgente de replantio da cana-de-açúcar, fundamental para a próxima safra. Além disso, Fávaro destacou que haverá um remanejamento de recursos do Plano Safra atual, o maior da história, para financiar esse replantio.

    “A situação em São Paulo é crítica. Muitas lavouras que já estavam em fase vegetativa foram destruídas pelas queimadas, exigindo replantio imediato”, explicou o ministro. A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), estima que os incêndios atingiram cerca de 80 mil hectares de cana-de-açúcar..

    Liderança mundial

    O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e líder nas exportações do setor sucroalcooleiro. Em resumo, este ano, as exportações de açúcar bruto ultrapassaram US$ 8,69 bilhões, marcando um recorde histórico.

    Além do crédito para replantio, outras medidas estão sendo estudadas para apoiar os produtores. “Ainda estamos avaliando as perdas e planejando as ações necessárias. Há muito trabalho pela frente”, afirmou Fávaro.

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    Por fim, o ministro também destacou a importância da conscientização sobre as mudanças climáticas. “Estamos saindo de uma crise no Rio Grande do Sul e agora enfrentamos os impactos das queimadas. Não podemos mais ignorar a questão das mudanças climáticas. O governo está comprometido com a preservação do meio ambiente, nosso maior ativo”, concluiu Fávaro.

     

  • Novo recorde de mercados abertos para produtos brasileiros

    Novo recorde de mercados abertos para produtos brasileiros

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atingiu a marca de 100 novas aberturas de mercado em apenas 8 meses, Com isso, superando amplamente os números dos últimos cinco anos. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, já foram abertos 178 novos mercados em 58 destinos, alcançando todos os continentes.

    De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, o novo marco supera os números de anos anteriores. Em 2019 foram 35 novos mercados em 22 países; em 2020 foram 74 em 24 países; em 2021 foram 77 em 33 países; em 2022 foram 53 em 26 países; e em 2023 foram 78 em 39 países.

    Os números mensais de 2024 mostram 26 novos mercados em junho (13 países), 16 em julho (9 países), 15 em maio (10 países), 10 em março (7 países), 7 em fevereiro (6 países), 9 em janeiro (5 países) e 5 em abril (3 países). Em agosto, até o momento, foram 11 aberturas para países como Angola, Costa Rica, Egito, Panamá, União Europeia e Indonésia.

    Importância para o agronegócio

    Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, destacou a relevância deste marco histórico. “O alcance de 100 novas aberturas de mercado em apenas oito meses, antes mesmo de encerrar o ano, é um feito histórico para o agronegócio brasileiro. Cada nova conquista reafirma nosso compromisso com o crescimento sustentável e a competitividade do setor. Sempre buscando abrir portas para nossos produtores em todos os continentes.”

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    Abertura para exportação de erva-mate

    Uma das novidades é a autorização da Indonésia para importação de erva-mate brasileira. Beneficiando principalmente os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. As exportações agrícolas brasileiras para a Indonésia ultrapassaram US$ 3,69 bilhões em 2023, sendo 74% provenientes dos complexos de soja e sucroalcooleiro.

    Este resultado positivo é fruto dos esforços conjuntos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ambos têm trabalhado para diversificar a pauta e expandir as oportunidades para os produtos agrícolas do Brasil no comércio mundial. A abertura de novos mercados reafirma o compromisso do governo em promover o crescimento sustentável e a competitividade do agronegócio brasileiro.

  • Mercados no Panamá e Angola são abertos para produtos brasileiros

    Mercados no Panamá e Angola são abertos para produtos brasileiros

    O agronegócio brasileiro celebrou recentemente a abertura de novos mercados no Panamá e em Angola. Com essas novas aprovações sanitárias, o Brasil soma 99 aberturas de mercado em 2024, chegando a 177 aberturas em 58 destinos desde o início de 2023.

    Panamá e Angola

    O governo brasileiro recebeu com entusiasmo as aprovações sanitárias dos governos do Panamá e de Angola. O Panamá autorizou a importação de carnes e miúdos de aves e de suínos do Brasil, enquanto Angola permitiu a entrada de ovinos e caprinos vivos para reprodução, além de material genético desses animais.

    Essas aberturas de mercado prometem aumentar o fluxo comercial com esses importantes parceiros, destacando a confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro. Além disso, nos primeiros sete meses de 2024, o Brasil exportou mais de US$ 55 milhões em produtos agrícolas para o Panamá, incluindo produtos florestais, cereais, farinhas e preparações. Já as exportações brasileiras para Angola ultrapassaram US$ 211 milhões no mesmo período, com foco em carnes e produtos do complexo sucroalcooleiro.

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    Esses resultados são fruto do esforço conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ou seja, eles têm trabalhado para expandir o alcance do agronegócio brasileiro no exterior.

     

  • Newcastle: fim da emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul

    Newcastle: fim da emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou o fim do estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul. Nesta terça-feira (6), o Mapa oficializou a medida ao publicar a Portaria nº 706, após detectar o vírus patogênico da doença de Newcastle em aves comerciais na região.

    Entretanto, a decisão do Mapa mantém a restrição de exportação de produtos avícolas e material genético em uma área de 10 km ao redor do foco da doença. Além disso, a fiscalização dos produtos destinados ao mercado doméstico continua rigorosa. Ou seja, a vigilância epidemiológica na região permanece ativa, com possíveis exigências de termoprocessamento antes da comercialização interna.

    Emergência zoossanitária

    Em 19 de julho, o Mapa decretou a emergência zoossanitária, válida por 90 dias, para permitir uma resposta rápida à doença. As ações incluíram vigilância epidemiológica e procedimentos de erradicação, conforme o Plano de Contingência do Mapa.

    Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal, explicou que a ausência de novos casos e a avaliação positiva da condição epidemiológica permitiram a declaração de normalidade sanitária no estado. Primeiramente, em 26 de julho, o Mapa notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a conclusão dos trabalhos de limpeza e desinfecção do foco da doença. Depois, na semana seguinte, o Mapa relatou que não foram detectados novos casos suspeitos.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enfatizou a transparência do processo e a importância de tranquilizar a população e os países importadores sobre a segurança do sistema de defesa agropecuária brasileiro. Ele destacou também a rapidez e a eficiência das equipes de defesa agropecuária na resolução do caso.

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    Foco confirmado

    Em 17 de julho, o Mapa confirmou o foco da doença de Newcastle no município de Anta Gorda (RS). Isso aconteceu após análise do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo. Esse laboratório, por sua vez, é reconhecido pela OMSA como referência internacional para o diagnóstico. Além disso, as ações de campo continuam para garantir o restabelecimento completo da normalidade sanitária.

    Doença de Newcastle

    Em resumo, a doença de Newcastle é uma enfermidade viral que atinge aves domésticas e silvestres, causando sintomas respiratórios, nervosos e diarreia. Além disso, o vírus paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), causa a doença que deve ser notificada à OMSA devido à sua gravidade em aves comerciais.

  • Laboratório apoia exportação de limão tahiti para União Europeia

    Laboratório apoia exportação de limão tahiti para União Europeia

    Um laboratório da Embrapa na Bahia acaba de ser reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como apto a emitir laudos para verrugose dos citros. A doença fúngica, que afeta o limão tahiti, é uma barreira fitossanitária para exportações à União Europeia (UE). O Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Mandioca e Fruticultura, localizado em Cruz das Almas (BA), ajuda os produtores a superar essa barreira, mesmo que a Bahia não registre casos da doença.

    Desde abril, o laboratório analisou cerca de 200 amostras de produtores da Bahia, Sergipe e Minas Gerais. O processo de emissão dos laudos varia de um a dez dias, dependendo da demanda e dos sintomas encontrados nos frutos. Com isso, a Bahia, que é o quarto maior estado produtor de limão no Brasil, exportou frutos que somaram US$ 34 milhões em 2023.

    A verrugose, causada pelo fungo Elsinoë, afeta folhas, frutos e brotações em áreas produtoras de citros ao redor do mundo. A doença tem grande impacto econômico, pois as lesões na casca dos frutos comprometem a comercialização, especialmente para exportação. O pesquisador Francisco Laranjeira, chefe da Embrapa Mandioca e Fruticultura, explica que a verrugose é muitas vezes confundida com o cancro cítrico, outra doença grave. No entanto, ele ressalta que, embora a verrugose passe esporos, ela só infecta tecidos imaturos, diferentemente do cancro, que pode se espalhar facilmente.

    Monitoramento intensificado

    O Brasil gerou US$ 139,3 milhões com a exportação de lima ácida em 2023, de acordo com o Observatório da Agricultura Brasileira. O país enfrenta desafios para manter essas exportações devido à vigilância rigorosa da UE sobre pragas quarentenárias como a verrugose, por exemplo. O auditor fiscal agropecuário Caio César Simão, do Mapa, revela que a UE tem interceptado cargas brasileiras desde 2021, exigindo um monitoramento mais rígido dos campos produtores.

    Entre janeiro e maio deste ano, 60 contêineres de limão tahiti foram devolvidos pela alfândega europeia, o que prejudica o mercado brasileiro. Simão alerta que a situação é preocupante, já que outros países, como Argentina e África do Sul, já enfrentaram problemas similares com suas exportações de cítricos.

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    Medidas de fiscalização e controle

    Na Bahia, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab) mantém uma vigilância constante contra pragas como o cancro cítrico e a verrugose. Desde 2005, uma portaria estadual estabelece normas rigorosas para a produção e comercialização de mudas e frutos cítricos. Como resultado, a Bahia é considerada área livre de cancro cítrico, o que garante uma vantagem competitiva em relação a outros estados.

    Suely Xavier de Brito Silva, coordenadora do Projeto Fitossanitário de Citros da Adab, ressalta que a portaria impede a entrada de frutos contaminados, protegendo o estado. Ela também menciona que, embora a verrugose não cause danos econômicos significativos, as análises realizadas pelo laboratório da Embrapa são essenciais para manter a conformidade com as exigências da UE.

    Análises e tecnologias

    Foto: Divulgação Embrapa – Léa Cunha

    A Embrapa realiza análises que envolvem a coleta de amostras de frutos. Depois, os técnicos examinam o material para detectar sinais de verrugose. Os pesquisadores confirmam os sintomas por meio de microscopia, se encontrados. E por fim, o laudo emitido é válido por 30 dias e é necessário para a certificação de exportação.

    Gabriel Pedreira da Paixão, engenheiro-agrônomo e consultor em citros, destaca que a proximidade do laboratório da Embrapa reduziu custos e facilitou o atendimento às exigências do Mapa. Além disso, ele observa que o custo do procedimento é cerca de quatro vezes menor do que em outros laboratórios, devido ao método mais eficiente utilizado pela Embrapa.

    Francisco Laranjeira enfatiza a importância de práticas preventivas, como pulverização adequada e monitoramento dos campos, para evitar a contaminação por verrugose. Ele também menciona que a Embrapa está comprometida em fornecer suporte técnico aos produtores para melhorar o manejo da doença no campo e nos testes laboratoriais.

    Impacto da verrugose

    A verrugose ataca principalmente limas ácidas e laranjas durante os três primeiros meses de vida dos frutos. As lesões causadas pelo fungo depreciam o valor comercial dos frutos, além de criar condições favoráveis para outras pragas, como o ácaro-da-leprose. Portanto, o controle da verrugose deve ser iniciado preventivamente, já que os frutos são suscetíveis até 12 semanas após a floração.

    O laboratório da Embrapa na Bahia desempenha um papel crucial na manutenção das exportações brasileiras de limão tahiti para a União Europeia. Ou seja, com essas medidas ajuda a superar as barreiras fitossanitárias e garantindo a conformidade dos envios.

  • Crédito rural atinge recorde de R$ 400,7 bilhões na safra 2023/2024

    Crédito rural atinge recorde de R$ 400,7 bilhões na safra 2023/2024

    O crédito rural no Plano Safra 2023/2024 alcançou um novo patamar, com desembolso total de R$ 400,7 bilhões entre julho de 2023 e junho de 2024. O valor representa um aumento de 12% em relação ao período anterior. Pela primeira vez, a agricultura empresarial e familiar juntas atingem essa marca histórica, de acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Os financiamentos de custeio somaram R$ 219,8 bilhões, enquanto as linhas de investimentos chegaram a R$ 98 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 51,7 bilhões, e as de industrialização, R$ 31,2 bilhões.

    No ano agrícola, foram realizados 2.210.030 contratos, sendo 1.681.064 no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e 187.212 no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural). O Pronaf destinou R$ 59,6 bilhões para pequenos produtores, enquanto o Pronamp liberou R$ 49,6 bilhões para médios produtores. Os demais produtores fecharam 341.754 contratos, totalizando R$ 291 bilhões em financiamentos.

    O total desembolsado de R$ 400,7 bilhões representa 92% do montante previsto para a safra atual, que era de R$ 435,8 bilhões. Na agropecuária empresarial, o crédito rural somou R$ 341,1 bilhões de julho a maio, um aumento de 11% em relação ao ano anterior. Este valor corresponde a 93% do total programado pelo governo, de R$ 364,2 bilhões.

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    Investimentos

    Nos financiamentos para investimento, o Pronamp alcançou R$ 4,5 bilhões, um aumento de 81%. Já o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) registrou contratações de R$ 7,5 bilhões, um crescimento de 22% em comparação com a safra anterior.

    Entre as fontes de recursos do crédito rural, os recursos livres equalizáveis chegaram a R$ 12,4 bilhões, um aumento de 128%. A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA Livre) também teve destaque. Isso porque representou 46% do total das aplicações da agricultura empresarial, com R$ 158 bilhões. Ou seja, um crescimento de 69% em relação à safra passada.

    Os dados são provisórios e foram extraídos do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB). Podem ocorrer variações nas informações nas próximas semanas, dependendo da data de consulta no Sicor.

     

  • Doença de Newcastle – ABPA acredita em normalização do setor

    Doença de Newcastle – ABPA acredita em normalização do setor

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) prevê uma rápida normalização nas exportações de carne de frango do Brasil. Isso após o Ministério da Agricultura notificar a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a conclusão de um caso isolado de Doença de Newcastle. O caso ocorreu no município de Anta Gorda (RS).

    Apesar de boa parte das exportações sob suspensão estar sendo redirecionada para outros mercados, a ABPA acredita que a notificação à OMSA e a esperada recuperação do status de país livre da doença, juntamente com a alteração no status de autossuspensão e na área sob monitoramento, devem acelerar as negociações com os mercados importadores.

    A ABPA destacou o trabalho fundamental do Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e dos Secretários Carlos Goulart e Roberto Perosa, além de suas equipes, na otimização da resolução do problema.

    A situação foi pontual, conforme mostrado pelos resultados das amostras coletadas. A rapidez e a transparência das ações reforçam a elevada biosseguridade que posicionou o Brasil como líder global nas exportações de carne de frango.

    MAPA notifica OMSA

    Na última quinta-feira (25), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou uma notificação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Foi informado sobre a conclusão do foco da doença de Newcastle (DNC) no Brasil. Assim, o governo brasileiro aguarda a retirada das suspensões impostas por países importadores para a retomada integral das exportações de carnes de aves e seus produtos.

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    O foco da DNC foi confirmado em 17 de julho em um estabelecimento de avicultura comercial de corte em Anta Gorda. O município é localizado no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. Após o controle da situação, o Mapa reduziu a área de emergência zoossanitária.

    Em relação às exportações, o Mapa atualizou as áreas de suspensão da certificação temporária para carne de aves e seus produtos. Algumas restrições ainda se aplicam, como para China, Argentina e México em relação ao Brasil. E também para Arábia Saudita no caso específico do estado do Rio Grande do Sul.

    Além disso, o Mapa ressalta que as regras de suspensão são revisadas diariamente. E que age em colaboração com os países parceiros, para garantir que todas as ações necessárias sejam tomadas para eliminar o foco da doença de Newcastle.