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  • Ministério da Agricultura apresenta novidades do Plano Safra 24/25

    Ministério da Agricultura apresenta novidades do Plano Safra 24/25

    O secretário adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz, apresentou as novidades do Plano Safra 24/25 no Fórum Online promovido pelo Sistema Ocepar nesta segunda-feira (8). Entre as novas medidas, destacam-se o aprimoramento do acesso a investimentos para manejo florestal sustentável e o financiamento de equipamentos de proteção individual (EPIs).

    Plano Safra 24/25: fique por dentro

    O novo Plano Safra 24/25 lançado na primeira semana de julho, também inclui investimentos para adequar imóveis rurais à legislação trabalhista e a possibilidade de regularizar propriedades embargadas devido ao desmatamento ilegal. Além disso, o limite de financiamento para construção ou expansão de armazéns pelas cooperativas aumentou de R$ 50 milhões para R$ 200 milhões, segundo Vaz.

    Durante o evento, representantes do setor agropecuário e de cooperativas compartilharam suas perspectivas30 sobre o novo Plano. As opiniões serão encaminhadas ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para análise. Vaz ainda esclareceu que os bancos podem antecipar recursos para o semestre subsequente, atendendo às demandas dos produtores e evitando a interrupção de financiamentos.

    O Fórum contou com a presença do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, do secretário-geral da organização, Luiz Roberto Baggio, e mais de 170 inscritos.

     

  • Empresa clandestina de fertilizantes e agrotóxicos é fechada

    Empresa clandestina de fertilizantes e agrotóxicos é fechada

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interditou uma empresa clandestina de fertilizantes e agrotóxicos em Araraquara na última sexta-feira (28). Após receber uma denúncia pelo canal ‘Fala BR’, fiscais da unidade regional de Araraquara se dirigiram a dois endereços suspeitos na cidade.

    Em um dos locais, os fiscais encontraram uma gráfica. No segundo endereço, inicialmente fechado, a entrada foi permitida após a chegada da Polícia Militar. Dentro do estabelecimento, a equipe de investigação identificou todos os equipamentos necessários para a produção de fertilizantes e agrotóxicos, além de matérias-primas e uma grande quantidade de embalagens e rótulos. Entretanto, o local não possuía registro no Mapa nem licença ambiental, caracterizando atividade clandestina.

    Os fiscais apreenderam 17.590 litros de fertilizantes líquidos, 6.225 quilos de fertilizantes sólidos, 500 embalagens vazias e 1.140 litros de agrotóxico biológico. Os produtos foram todos confiscados. As atividades das empresas estão suspensas preventivamente.

    O Mapa proíbe a movimentação dos produtos apreendidos sem autorização até a conclusão dos processos administrativos fiscais. A empresa terá a oportunidade de apresentar sua defesa, e o julgamento determinará a destinação dos produtos e possíveis penalidade

    Empresa clandestina de fertilizantes
    Crédito – Antônio Edson Colombo

    A equipe de fiscalização emitiu termos de fiscalização e de apreensão diante das irregularidades identificadas. A polícia intimou a empresa clandestina de fertilizantes a apresentar as notas fiscais de entrada e saída das mercadorias. E também comprovar a regularização perante os órgãos competentes.

    Ação é para proteger a agropecuária

    De acordo com os fiscais, a operação foi fundamental para proteger a agropecuária. Por exemplo, empresas clandestinas, ao operarem fora do controle oficial, podem produzir insumos de qualidade e eficácia questionáveis, com potencial para causar desequilíbrio fisiológico nas plantas. Além disso, os produtos podem conter contaminantes biológicos ou metais pesados, e os agrotóxicos podem apresentar riscos toxicológicos à saúde humana, animal e ao meio ambiente.

    A ação foi respaldada pelo inciso II do artigo 26 da Lei Federal 14.515/22, infringindo os artigos 5º e 8º do Decreto Federal 4.954/2004, alterado pelo Decreto Federal 8.384/2014, a Instrução Normativa do Mapa 53/2013 (fertilizantes) e a Lei Federal 14.785/23 (agrotóxicos).

  • Alerta – seu café pode estar impróprio para consumo

    Alerta – seu café pode estar impróprio para consumo

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou a desclassificação de 14 marcas de café torrado devido à presença de matérias estranhas e impurezas, acima dos limites permitidos pela Portaria nº 570. As empresas responsáveis devem recolher os produtos impróprios para consumo. Isso conforme o artigo 29-A do Decreto 6.268/2007, que determina o recolhimento em casos de risco à saúde pública, adulteração, fraude ou falsificação de produtos.

    Esta ação integra a Operação Valoriza, que realizou fiscalização em todo o país entre 18 e 28 de março de 2024, com 168 amostras de café. O Mapa orienta os consumidores que adquiriram esses produtos a interromperem o consumo e solicitarem a substituição, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

    Lista de marcas de café com impurezas
    Reprodução – MAPA

    Consumidores devem informar imediatamente pelo canal oficial Fala.BR ao encontrarem essas marcas à venda, detalhando o estabelecimento e endereço onde adquiriram o produto. O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária conduz as fiscalizações de café torrado e moído.

    Em comunicado, o Mapa reafirma seu compromisso com a segurança alimentar e a qualidade dos produtos oferecidos aos consumidores. E promete continuar com uma vigilância rigorosa em todo o Brasil para coibir irregularidades no mercado de café torrado e moído, assegurando a integridade e a confiança dos consumidores na indústria do café.

    Falhas no processo de produção

    As impurezas podem acabar nas embalagens de café torrado por diversas razões, que envolvem falhas em várias etapas do processo de produção. Entender esses pontos críticos é essencial para garantir a qualidade do produto final que chega ao consumidor.

    Durante a colheita, os produtores podem misturar os grãos de café com elementos estranhos como folhas, galhos, pedras e outros detritos do campo. A colheita manual ou mecanizada influencia a quantidade de impurezas. A colheita mecanizada, por exemplo, tende a incluir mais material estranho devido à sua natureza menos seletiva .

    Após a colheita, o café passa por um processo de beneficiamento, que inclui a secagem e a retirada da casca. Se o beneficiamento não for bem feito, resíduos da casca e outros materiais podem permanecer com os grãos. A secagem inadequada também pode levar à contaminação por insetos e outros agentes externos .

    O armazenamento do café verde (não torrado) deve ser em condições controladas para evitar a contaminação. No entanto, práticas inadequadas de armazenamento podem levar à entrada de impurezas como poeira, terra, e até mesmo infestação por pragas .

    Durante a torrefação, alguns materiais estranhos podem não ser completamente eliminados. A moagem pode exacerbar o problema se a peneiração e separação de materiais não forem eficientes. Equipamentos mal calibrados ou desgastados podem não remover adequadamente todas as impurezas .

    Além disso, a empresa deve realizar o processo final de embalagem em ambientes limpos e sob condições higiênicas rigorosas. Para evitar esse risco, a área de embalagem deve bem cuidado e os equipamentos de embalagem regularmente limpos, para diminuir riscos significativos de contaminação do café com materiais estranhos.

    Consequências e controle de qualidade

    As impurezas no café torrado não apenas comprometem a qualidade do produto, mas também podem representar um risco à saúde dos consumidores. Sendo assim, para mitigar esses riscos, os produtores devem implementar sistemas de controle de qualidade rigorosos em cada etapa do processo, desde a colheita até a embalagem. Isso inclui inspeções regulares, manutenção de equipamentos e treinamento adequado dos funcionários.

  • Brasil abre novo mercado: penas de aves agora em Hong Kong

    Brasil abre novo mercado: penas de aves agora em Hong Kong

    O Brasil conquistou uma nova abertura de mercado com a aprovação sanitária da Região Administrativa Especial (RAE) de Hong Kong para a exportação de penas de aves. Este produto possui diversos usos industriais, sendo empregado na fabricação de almofadas, travesseiros, roupas de cama e estofados, além de servir como matéria-prima para produtos de isolamento térmico e acústico.

    Penas de aves

    O governo brasileiro comemorou o anúncio, que fortalece a confiança no sistema de controle sanitário do país.

    A nova abertura não só expande o mercado para produtos avícolas brasileiros, mas também reforça a relação comercial com Hong Kong. No ano passado, a RAE importou mais de US$ 1,15 bilhão em produtos do agronegócio brasileiro.

    Com esta aprovação, o agronegócio brasileiro registra sua 72ª abertura de mercado neste ano, acumulando 150 aberturas desde o início de 2023. Este resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    O agronegócio continua sendo o setor mais forte do Brasil para as exportações. Portanto, cada acordo abre novas oportunidades de negócio para os produtores de todos os tamanhos.

    A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por exemplo, tem vários programas de auxilio. Eles são voltados para o pequeno e médio produtores conseguirem abrir mercados no exterior.

  • Brasil ultrapassa 1,2 mil cachaçarias registradas e impulsiona exportações

    Brasil ultrapassa 1,2 mil cachaçarias registradas e impulsiona exportações

    O Brasil alcançou a marca de 1.217 cachaçarias registradas em 2023, segundo o Anuário da Cachaça 2024, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a ANPAQ e a GS1 Brasil. Este levantamento é crucial para a disseminação de dados do setor e para fomentar discussões relevantes.

    Em 2023, o setor registrou um crescimento de 7,8% no número de cachaçarias, comparado ao ano anterior. Minas Gerais lidera com 504 estabelecimentos, representando 41,4% do total nacional, e registrou um aumento de 7,7%, com 36 novas cachaçarias. É a primeira vez que um estado brasileiro ultrapassa a marca de 500 cachaçarias registradas.

    São Paulo e Paraná também se destacaram, com 11 e 10 novas cachaçarias, respectivamente, registrando crescimentos de 7,0% e 37,0%. No geral, a região Sudeste concentra a maior parte das cachaçarias do Brasil, com 819 estabelecimentos, correspondendo a 67,3% do total.

    O registro das cachaçarias, coordenado pelo Mapa, é essencial para a legalização dos estabelecimentos, considerando sua capacidade técnica e condições higiênico-sanitárias. O processo é gratuito e realizado através do Portal Único gov.br, utilizando o Sipeagro.

    Crescimento na produção e nas exportações

    Após obter o registro de estabelecimento, as cachaçarias precisam registrar seus produtos. Em 2023, o número de produtos registrados cresceu 18,5%, totalizando 5.998. Minas Gerais novamente se destaca com 2.144 produtos, o equivalente a 35,7% do total nacional. Sergipe possui a média mais alta, com 16 produtos por estabelecimento, enquanto a média nacional é de 4,9.

    As exportações de cachaça também cresceram em 2023, atingindo US$ 20.242.453, um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior. O preço médio da cachaça exportada subiu 9,3%, de 2,15 US$/L em 2022 para 2,35 US$/L em 2023. Os Estados Unidos permanecem como o maior mercado de exportação, representando quase 23% das vendas externas, com um total de US$ 4.653.002. A Europa, com sete países entre os 10 principais compradores, é responsável por 50,1% das exportações, totalizando US$ 10.142.990. Atualmente, a cachaça brasileira é exportada para todos os continentes.

    Impacto na geração de empregos

    O setor de cachaça tem sido fundamental para a economia brasileira, especialmente na geração de empregos diretos e indiretos. Em 2023, a fabricação de bebidas gerou 134.678 empregos diretos, um aumento de 3,35% em relação a 2022, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. A fabricação de aguardente de cana-de-açúcar representa 4,7% desse total, correspondendo a 6.371 empregos.

    A região Sudeste lidera com 3.062 empregos na fabricação de aguardente, representando 48% do total. O Nordeste, a segunda região em estoque de empregos, apresentou o maior aumento absoluto, com 87 novas posições, totalizando 2.444 empregos e um crescimento de 3,69%.

     

     

  • Agro na espera: adiamento do Plano Safra gera apreensão

    Agro na espera: adiamento do Plano Safra gera apreensão

    O governo federal decidiu adiar o lançamento do Plano Safra 2024/2025, inicialmente programado para esta quarta-feira (26). O anúncio deve acontecer no dia 3 de julho. O presidente Lula tomou essa decisão durante uma reunião no Palácio do Planalto na manhã desta terça-feira (25) com os ministros do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, da Fazenda, Fernando Haddad, e da Agricultura, Carlos Fávaro.

    Depois do encontro, Paulo Teixeira explicou que o adiamento visa organizar melhor o evento e preparar um anúncio mais robusto e bem estruturado. Segundo ele, a tarefa seria inviável entre esta terça e quarta-feira.

    Nos bastidores, porém, o adiamento estaria relacionado a questões financeiras, especificamente à definição do montante destinado ao Ministério da Agricultura. Estima-se que o crédito para o setor agrícola seja em torno de R$ 500 bilhões, com a maior parte alocada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Paulo Teixeira, ao deixar o Palácio do Planalto, afirmou apenas que “ainda havia consultas” a serem realizadas.

    Espera causa apreensão

    A decisão de adiar o lançamento gerou insatisfação entre os representantes do agronegócio. Em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) criticou a decisão, classificando-a como uma “demonstração de desorganização e ineficiência do governo federal.” A FPA também destacou que os produtores rurais ficarão descobertos pelo Plano Safra 2023/2024, que expira no final de junho. Além disso, a nota enfatiza que “os responsáveis ainda precisarão corrigir todos os problemas na proposta inicial, o que prolongará ainda mais o tempo necessário para que o crédito chegue aos produtores. Uma sinalização preocupante do governo federal diante da crise enfrentada pelo setor.”

    A FPA sublinhou ainda que “o momento é urgente e exige uma resposta governamental equilibrada para enfrentar os desafios de continuar contribuindo significativamente para o PIB brasileiro, geração de emprego e renda, além de garantir alimentos de qualidade e sem inflação na mesa do brasileiro.”

     

  • Plano Safra 2024/2025 deve receber valor recorde

    Plano Safra 2024/2025 deve receber valor recorde

    O setor agropecuário aguarda com ansiedade o lançamento do Plano Safra 2024/2025, que é a principal plataforma de crédito agrícola subsidiado do Brasil. Segundo interlocutores do governo, o anúncio deve ocorrer na próxima quarta-feira, 26 de junho. Neste ano, o montante a ser liberado deve alcançar um valor recorde, superando os R$ 364,22 bilhões destinados na temporada 2023/2024.
    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o novo Plano Safra será maior do que o do ano anterior.
    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, informou que o valor total ultrapassará os R$ 500 bilhões. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e governos estaduais, como o do Paraná, pleiteiam um plano de aproximadamente R$ 570 bilhões para este ano.

    Expectativa de aumento de subsídios do Plano Safra 2024/2025

    O objetivo central do Plano Safra é garantir financiamento para que os produtores invistam e assim, consigam aumentar competitividade da agricultura brasileira. O governo subsidia parte dos recursos do plano, especialmente na equalização de juros. Nesse esquema, o governo cobre parte dos custos dos juros dos empréstimos, reduzindo assim a taxa para os agricultores.

    No ano passado, o governo destinou R$ 8,5 bilhões em subsídios para a produção de pequenos agricultores e R$ 5,1 bilhões para a equalização de juros no setor empresarial, totalizando R$ 13,6 bilhões. Para 2024/25, a bancada do agronegócio na Câmara dos Deputados espera um aumento significativo, com R$ 20 bilhões para a equalização de juros e R$ 2,5 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

    Mudanças Climáticas

    O seguro rural deve receber atenção prioritária no Plano Safra 2024/25, especialmente após as recentes enchentes no Rio Grande do Sul que afetaram a produção de arroz e soja. As mudanças climáticas já são uma realidade. O Agro em Campo segue acompanhando todas as informações sobre o novo plano que é fundamental para o apoio e a evolução do agronegócio brasileiro.

     

  • Brasil vai vender óleo de cozinha usado para os Estados Unidos

    Brasil vai vender óleo de cozinha usado para os Estados Unidos

    O agronegócio brasileiro comemora mais uma conquista com a recente abertura do mercado dos Estados Unidos para a exportação de óleo de cozinha usado (UCO).

    A decisão dos EUA de aceitar o Certificado Sanitário Internacional Vegetal (CSIV) do Brasil foi recebida com entusiasmo pelo governo brasileiro. Esse certificado permite a exportação de UCO, um resíduo de óleos e gorduras vegetais usados em cozinhas e na indústria alimentícia, por exemplo.

    Certificações

    Para atender às exigências norte-americanas, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitirá certificações que garantem a rastreabilidade, identidade e origem do produto. Além disso, auditorias rigorosas dos procedimentos de autocontrole dos estabelecimentos armazenadores e exportadores servirão de base para essas certificações.

    Matéria-prima para biocombustíveis

    Os biocombustíveis, como biodiesel e combustível de aviação sustentável, valorizam o UCO como matéria-prima.

    A exportação de UCO do Brasil para os Estados Unidos representa uma oportunidade de mercado significativa, impulsionada pela crescente demanda por biocombustíveis nos EUA. Em 2023, os Estados Unidos importaram aproximadamente 1,4 milhão de toneladas métricas de UCO, suficientes para produzir 2,27 bilhões de litros de biocombustíveis. Esse volume de importação totalizou cerca de US$ 1,66 bilhão, com os principais fornecedores sendo China, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Chile.

    Este avanço é a segunda abertura de mercado dos EUA para produtos agrícolas brasileiros em 2024, depois da autorização para exportação de gelatina e colágeno de origem animal concedida em janeiro. No ano passado, as vendas de produtos do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos superaram US$ 9,82 bilhões, confirmando os EUA como o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

    Novos mercados

    Com a nova abertura, o agronegócio brasileiro demonstra também seu vigor ao alcançar 146 novas expansões comerciais desde o ano passado. Em geral, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) abriram 68 novos mercados em 29 países em 2024, evidenciando seu trabalho conjunto.

  • Brasil lidera reunião do G20: futuro da pesca e aquicultura

    Brasil lidera reunião do G20: futuro da pesca e aquicultura

    O Grupo de Trabalho (GT) de Agricultura do G20, composto pelas 19 maiores economias mundiais e dois blocos regionais, realizou sua terceira reunião sob a presidência brasileira. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) coordenou o encontro na sede do G20 Brasil, em Brasília, com a participação do ministro André de Paula. Representantes de aproximadamente 30 países, incluindo membros do G20 e convidados, além de organizações internacionais discutiram soluções para um futuro sustentável e próspero na agricultura e nos sistemas alimentares.

    Produção pesqueira e aquícola

    O principal foco da reunião foi a pesca e aquicultura, com ênfase na promoção da integração sustentável dessas atividades nas cadeias produtivas locais e globais. Os países membros do G20 representam 80% do PIB global, 75% das exportações mundiais e quase 60% da população do planeta. Em 2020, a produção pesqueira e aquícola global atingiu um recorde de 214 milhões de toneladas, concentrada em poucas regiões. O Brasil, portanto, busca uma distribuição mais justa de cotas de captura e oportunidades para o desenvolvimento pesqueiro.

    Os participantes contribuíram com sugestões e debates para a declaração ministerial que será discutida numa  reunião entre os dias 10 e 13 de setembro, no Mato Grosso. A declaração final será apresentada na Cúpula de Líderes Mundiais, em novembro, no Rio de Janeiro.

    Pontos relevantes

    O documento destaca a importância da agricultura sustentável e resiliente para enfrentar desafios globais, como a pobreza, a fome e as mudanças climáticas. Os países reafirmaram a necessidade de políticas baseadas em evidências científicas para promover sistemas alimentares sustentáveis e inclusivos. A declaração enfatiza o papel crucial do comércio internacional na segurança alimentar e nutrição, a relevância das práticas agrícolas sustentáveis, o combate à pesca ilegal e a integração sustentável da aquicultura nas cadeias de valor. Além disso, sublinha a importância dos agricultores familiares, das comunidades indígenas e rurais, e do papel da inovação e do conhecimento tradicional na sustentabilidade agrícola.

    O GT de Agricultura inclui representantes do Mapa, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), MPA, Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O grupo foca em temas como segurança alimentar, agricultura sustentável, comércio, inovação tecnológica, adaptação às mudanças climáticas e ações contra a fome e a pobreza.

    G20

    Desde que assumiu a presidência temporária do G20 em 1º de dezembro, o Brasil planeja mais de 100 reuniões de grupos de trabalho. Além disso, acontecerão cerca de 20 reuniões ministeriais. Por fim, essas atividades culminarão na Cúpula de Chefes de Governo e Estado, em novembro de 2024, no Rio de Janeiro.

     

  • Estados Unidos enviam pêssego contaminado para o Brasil

    Estados Unidos enviam pêssego contaminado para o Brasil

    As autoridades barraram uma carga de 576 quilos de pêssegos importados dos Estados Unidos porque estava com uma praga ausente no Brasil.  A medida por determinada pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

    Descoberta da praga

    O auditor fiscal federal agropecuário Guilherme Farias foi quem inspecionou os pêssegos que chegaram ao aeroporto na sexta-feira, dia 7. A análise inicial do Vigiagro detectou a presença de uma lagarta, o que exigiu uma avaliação laboratorial detalhada para identificação precisa da espécie. O laboratório de diagnóstico fitossanitário Agronômica, localizado em Porto Alegre, realizou o exame.

    Identificação e riscos da praga ausente no Brasil

    O laudo apontou que a praga é a Anarsia lineatella, uma broca da ordem Lepidoptera, ausente no Brasil. Além disso, Guilherme Farias ressaltou ainda que os riscos dessa praga para a fruticultura nacional são difíceis de prever. De acordo com o auditor, a introdução de espécies inexistentes no país pode ter consequências imprevisíveis. Imediatamente, os distribuidores espalhariam os pêssegos importados para pontos de venda no Brasil, aumentando o potencial de disseminação da praga.

    Medidas de controle

    Sandra Kunieda, chefe do Vigiagro em Guarulhos, informou que a carga passará por fumigação, um tratamento químico destinado a mitigar os riscos de escape e introdução da Anarsia lineatella no Brasil. Após a fumigação, a carga será destruída por incineração, garantindo a eliminação completa da ameaça.

    Importância da vigilância

    Em geral, a interceptação de pragas pelo Vigiagro é algo frequente, mas nem sempre são espécies ausentes no país, que são os maiores alvos na atuação deste serviço. O Vigiagro atua em pontos de fronteira do país, seja em portos, aeroportos ou fronteiras secas. O Agro em Campo segue atento sobre esse trabalho de inspeção.