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  • Chuvas intensas atingem Centro-Oeste e Sudeste neste fim de semana

    Chuvas intensas atingem Centro-Oeste e Sudeste neste fim de semana

    O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) alerta que o fim de semana será marcado por chuvas intensas em diversos estados do Brasil. Além disso, o destaque fica para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul.

    Chuvas intensas

    Em resumo, a previsão indica acumulados de até 100 mm em 24 horas em áreas do sul de Minas Gerais, Serra da Mantiqueira, Vale do Paraíba, litoral norte de São Paulo, Costa Verde e região serrana do Rio de Janeiro.

    As instabilidades começam a se intensificar na madrugada de sexta-feira (18), trazendo condições climáticas severas para o oeste de Santa Catarina, oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Ou seja, ao longo do dia, as áreas mais afetadas incluem o restante de Mato Grosso do Sul, norte do Paraná, sul de Mato Grosso e Goiás, Triângulo Mineiro e interior de São Paulo. Nessas regiões, pode haver a formação de uma linha de instabilidade, com tempestades se deslocando como um sistema único.

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    Além da chuva forte, o INMET alerta para rajadas de vento acima de 60 km/h. Os meteorologistas também alertam para trovoadas e possibilidade de queda de granizo, especialmente nas áreas do Centro-Oeste e Sudeste. Em resumo, uma área de baixa pressão causa essas condições. Elas também estão associadas ao ar frio nos níveis médios da atmosfera, que intensifica a formação de nuvens carregadas.

    O órgão ressalta que o sistema meteorológico atual ajuda a canalizar umidade, gerando instabilidades e promovendo chuvas significativas. A área afetada se estende do norte da região Sul ao sul da Bacia Amazônica, além do oeste do Nordeste.

    O INMET, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), representa o Brasil na Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1950.

     

  • Descubra quais são os municípios mais ricos do agro brasileiro

    Descubra quais são os municípios mais ricos do agro brasileiro

    A produção agrícola brasileira continua impulsionando a economia, com destaque para os municípios de Sorriso (MT) e São Desidério (BA), que lideram o ranking dos 100 municípios mais ricos do agronegócio em 2023. A lista foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola, com base na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.

    Em 2023, o valor total da produção agrícola no Brasil alcançou R$ 814,5 bilhões, dos quais R$ 260 bilhões, ou 31,9%, vieram dos 100 municípios mais produtivos. Essa elite agrícola está distribuída por 14 estados, entre eles Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, com uma concentração expressiva na região Centro-Oeste.

    O estado de Mato Grosso se destaca, abrigando 36 dos municípios mais produtivos do país, com Sorriso no topo da lista, alcançando R$ 8,3 bilhões em valor de produção. Em segundo lugar está São Desidério, na Bahia, com uma produção de R$ 7,8 bilhões.

    Municípios mais ricos do agronegócio em 2023- Divulgação: MAPA

    Esses 100 municípios ocupam uma área colhida de 33,1 milhões de hectares, o equivalente a 34,5% da área total cultivada no Brasil, que é de 95,8 milhões de hectares. A pesquisa considerou 70 diferentes produtos das lavouras temporárias e permanentes, espalhados por 5.563 municípios brasileiros.

    Entre os produtos de maior destaque, a soja se consolidou como o principal, representando R$ 348,6 bilhões (42,8% do valor total da produção agrícola). O milho também registrou um desempenho expressivo, gerando R$ 101,8 bilhões, seguido pela cana-de-açúcar, com R$ 101,9 bilhões. Outros produtos, como algodão, café e laranja, reforçam a diversidade do agronegócio brasileiro.

    Em algumas culturas específicas, certos municípios têm participação expressiva na produção nacional. Sapezal (MT) e São Desidério (BA) respondem por mais de 30% da produção de algodão do país, enquanto Santa Vitória do Palmar (RS) se destaca na produção de arroz, com 5,6% do total nacional.

    Confira o top 10 municípios mais ricos do agronegócio em 2023:

    • Sorriso (MT)
    • São Desidério (BA)
    • Sapezal (MT)
    • Campo Novo do Parecis (MT)
    • Rio Verde (GO)
    • Diamantino (MT)
    • Formosa do Rio Preto (BA)
    • Nova Ubiratã (MT)
    • Nova Mutum (MT)
    • Jataí (GO)

    Com esse desempenho, o agronegócio brasileiro segue como um dos principais motores da economia, consolidando a liderança de municípios que impulsionam o crescimento do setor.

  • Governo abre consulta para regulamentar drones agrícolas

    Governo abre consulta para regulamentar drones agrícolas

    O Ministério da Agricultura abriu uma consulta pública para discutir a regulamentação dos operadores de drones agrícolas no Brasil. A proposta, detalhada na Portaria SDA nº 1.187, define os requisitos e procedimentos para o registro desses profissionais. Além disso, tem as normas para o credenciamento de entidades que oferecem cursos de aviação agrícola.

    A nova regulamentação vai substituir as normas vigentes, incluindo a Instrução Normativa MAPA nº 2/2008, que abrange aeronaves tripuladas, e a Portaria nº 298/2021, que trata dos drones. As mudanças visam modernizar o setor, ajustando as regras às novas tecnologias. Ao mesmo tempo, deve desburocratizar o processo de registro de operadores e agilizar o credenciamento de instituições de ensino.

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    Segundo Uéllen Colatto, chefe da Divisão de Aviação Agrícola da Secretaria de Defesa Agropecuária, a atualização da legislação busca tornar o gerenciamento e a fiscalização das operações aeroagrícolas mais eficientes. “Nosso objetivo é adaptar as normas à realidade tecnológica e melhorar a gestão do setor”, destacou Colatto.

    A proposta também segue as diretrizes do novo Decreto da Aviação Agrícola. Ele deve ser publicado em breve, e atende à Lei do Autocontrole (Lei 14.515/2022). Em resumo, a consulta pública ficará aberta por 60 dias, permitindo que profissionais e entidades enviem suas sugestões.

     

  • Novo recorde de exportações do agronegócio brasileiro

    Novo recorde de exportações do agronegócio brasileiro

    As exportações do agronegócio brasileiro atingiram um recorde histórico em setembro, totalizando US$ 14,19 bilhões, o que representa um crescimento de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esse resultado positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento no volume de produtos exportados.

    De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), os principais setores responsáveis por esse desempenho foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais, cereais e café. Juntos, esses seis setores representaram 84,6% da pauta exportadora do agronegócio.

    Durante uma coletiva na sede do Mapa, o secretário Luis Rua destacou que o valor recorde de setembro é resultado da abertura de novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. “Quando abrimos mercados para uma cadeia produtiva que eventualmente não exporta muito, criamos novas oportunidades e impulsionamos outros mercados,” afirmou.

    Produtos em destaque

    O setor de carnes teve um desempenho notável, com a carne bovina registrando o maior valor exportado pelo Brasil. Em setembro de 2024, as vendas externas de carne bovina alcançaram US$ 1,25 bilhão, um aumento de 29,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume embarcado também foi recorde, com 251,76 mil toneladas (+29,1%), sendo a China o principal comprador.

    O complexo sucroalcooleiro exportou US$ 1,92 bilhão em setembro (+6,4%), com o açúcar representando quase 95% das vendas desse setor. Os embarques de açúcar de cana em bruto atingiram um volume recorde de 3,47 milhões de toneladas (+25,9%).

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    Os produtos florestais também apresentaram forte desempenho. A celulose foi o único produto do setor a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em vendas. O setor totalizou US$ 1,04 bilhão e estabelecendo um novo recorde para setembro. Os mercados mais industrializados foram os principais importadores.

    Outro destaque foi o café verde, cujas vendas externas subiram de US$ 573,84 milhões em setembro de 2023 para US$ 1,07 bilhão em setembro de 2024 (+86,6%), também um recorde para o mês. O volume embarcado atingiu 243,1 mil toneladas.

    Nos últimos doze meses, entre outubro de 2023 e setembro de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 166,19 bilhões. Isso representa uma elevação de 1,8% em comparação aos US$ 163,19 bilhões exportados nos doze meses anteriores.

  • Governo intensifica auditorias no setor de importação de bebidas

    Governo intensifica auditorias no setor de importação de bebidas

    A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as fiscalizações no setor de importação de bebidas, vinhos e derivados da uva em 2024. O objetivo é regularizar o mercado importador. E garantir equidade na concorrência entre importadores e produtores nacionais e assegurando que os consumidores tenham acesso a produtos de qualidade, em conformidade com as normas brasileiras.

    As auditorias realizadas pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) mapearam processos de importação que não tiveram a certificação finalizada entre 2021 e 2024, resultando na identificação de irregularidades em 1.255 processos. As falhas, atribuídas exclusivamente às empresas importadoras, incluem perda de amostras, abertura de processos duplicados, falta de controle interno sobre os trâmites necessários e inconformidades na rotulagem dos produtos.

    Em resposta às irregularidades, o Mapa emitiu 390 ofícios e 138 intimações para que as empresas corrigissem as pendências. As ações resultaram em 126 autuações relacionadas a 518 processos irregulares.

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    Letícia Almeida, farmacêutica responsável pelo monitoramento do sistema de certificação de bebidas, explica que “as ações do Mapa visam garantir que todos os importadores estejam sujeitos às mesmas regras aplicadas aos produtores nacionais, promovendo um ambiente de concorrência justa”. Ela ressalta que as medidas asseguram que produtos importados não tenham vantagem competitiva por meio de práticas comerciais irregulares.

    As empresas importadoras terão a oportunidade de regularizar suas pendências. Aqueles que não cumprirem as exigências poderão enfrentar sanções adicionais para garantir a conformidade do setor com a legislação vigente.

    Irregularidades identificadas

    Para a importação, é exigida a certificação das Bebidas, Fermentados Acéticos, Vinhos e Derivados da Uva. Isso pode ser feito por meio do Certificado de Inspeção de Importação (CII) ou autorizações de dispensa de coleta de amostras. A auditoria revelou o abandono de processos relacionados a produtos fora dos padrões legais e sua comercialização sem o certificado obrigatório. A equipe técnica também identificou inconformidades graves, como baixa pressão em espumantes e sucos com acidez fora dos padrões brasileiros.

    O químico Luca Martins, que atuou nas análises dos processos, afirma: “O Mapa continuará monitorando rigorosamente o setor de importação de bebidas. Com auditorias periódicas que garantam o cumprimento das normas e a proteção dos consumidores”. Ele acrescenta que a expectativa é tornar o mercado brasileiro de bebidas ainda mais transparente, competitivo e seguro.

  • Primeira inspeção de algodão para exportação à Ásia ocorre em Jundiaí

    Primeira inspeção de algodão para exportação à Ásia ocorre em Jundiaí

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou a primeira inspeção de algodão em pluma para exportação à Ásia a partir de uma nova certificação fitossanitária eletrônica.

    A vistoria aconteceu no Terminal Contrail Logística, em Jundiaí (SP), e envolveu 44 contêineres com destino à China, Bangladesh e Vietnã. Os países não exigem tratamento fitossanitário, o que agiliza o processo de exportação.

    A expectativa é certificar cerca de 400 contêineres de algodão por mês, segundo o auditor fiscal Lucas Zago, responsável pela operação.

    Essa certificação na origem, autorizada pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, foi formalizada pelo Mapa em 1º de outubro.

    O processo segue as diretrizes da Portaria nº 177, de 16 de junho de 2021, e representa uma alternativa ao sistema tradicional de fiscalização feito pelo Vigiagro.

    Foto: Divulgação – Mapa

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    Essa mudança visa aliviar gargalos logísticos no Porto de Santos, responsável por escoar 95% do algodão exportado pelo Brasil.

    Além disso, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) prevê um aumento de 8% nas exportações na próxima safra. Em resumo, os envios poderão atingir 4 milhões de toneladas.

    A certificação fitossanitária é feita pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal de São Paulo (Sisv-SP), com apoio da regional do Mapa em Campinas.

    Após a inspeção, os contêineres seguem para o Porto de Santos, principalmente via transporte ferroviário. Ou seja, melhorando a logística e reduzindo o tráfego de caminhões nas proximidades do porto.

  • Azeite de oliva – MAPA divulga nova lista de marcas impróprias para consumo

    Azeite de oliva – MAPA divulga nova lista de marcas impróprias para consumo

    Nesta quinta-feira (3), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou uma lista com 11 marcas de azeite de oliva que foram desclassificadas e consideradas impróprias para consumo.

    As marcas afetadas incluem Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira, Serrano, Oviedo, Imperial, Ouro Negro, Carcavelos, Pérola Negra e La Ventosa.

    O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária analisou os produtos e os desclassificou por não atenderem aos parâmetros estabelecidos pela Instrução Normativa nº 01/2012.

    Além disso, todas as empresas responsáveis por esses produtos estão com o CNPJ baixado junto à Receita Federal, indicando a possibilidade de fraude.

    Reincidência

    As marcas Serrano e Cordilheira haviam sido proibidas recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e as análises físico-químicas do Mapa confirmam a suspeita de fraude nos produtos.

    O Mapa alerta que poderá responsabilizar supermercados e atacadistas que vendem produtos desclassificados e de procedência desconhecida, com base no Decreto nº 6.268/2007.

    Eles ainda analisam outras marcas e divulgarão uma nova lista assim que concluírem os resultados.

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    Os consumidores que adquiriram esses produtos devem interromper seu consumo imediatamente.

    Além disso, o consumidor deve solicitar a substituição conforme o Código de Defesa do Consumidor ou por meio do canal oficial Fala.BR do Mapa, informando o estabelecimento e o endereço onde adquiriu o produto.

    Lista por marcas

    Ao todo são 11 marcas: Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira, Serrano, Oviedo, Imperial, Ouro Negro, Carcavelos, Pérola Negra e La Ventosa. Reprodução MAPA

    Dicas ao Consumidor

    O azeite de oliva ocupa o segundo lugar entre os produtos alimentares mais fraudados no mundo, ficando atrás apenas do pescado. Portanto, para evitar fraudes, os consumidores devem adotar alguns cuidados ao escolher os produtos:

    • Desconfie sempre de preços abaixo da média.
    • Verifique se a empresa está registrada no Mapa.
    • Consulte a lista de produtos irregulares já apreendidos em ações do Mapa.
    • Evite comprar azeite a granel.
    • Esteja atento à data de validade e aos ingredientes contidos.
    • Opte por produtos com a data de envase mais recente.
  • Vai um cafezinho aí? Arábica ou Robusta?

    Vai um cafezinho aí? Arábica ou Robusta?

    O Dia Internacional do Café, celebrado nesta terça-feira (1º), marcou uma data especial para os apreciadores de uma das bebidas mais consumidas no mundo. Criada pela Organização Internacional do Café (OIC), a comemoração deste ano destacou o tema “Café: seu ritual diário, nossa jornada compartilhada”, promovendo um setor mais sustentável e justo. Em resumo, o foco está na sustentabilidade, no apoio aos cafeicultores e no equilíbrio do mercado.

    Brasil é o maior produtor e exportador do mundo

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou a importância da cafeicultura para o Brasil, maior produtor e exportador mundial de café. “O café faz parte do cotidiano brasileiro e é fundamental para a nossa economia. Trabalhamos para que os produtores possam expandir sua produção e os consumidores tenham acesso aos melhores grãos brasileiros”, afirmou Fávaro.

    Arábica e Robusta

    No Brasil, os dois principais tipos de grãos cultivados são o arábica e o conilon, conhecido também como robusta. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o arábica, cultivado em regiões de maior altitude, é apreciado por seu sabor suave e aromático, enquanto o conilon, produzido principalmente no Espírito Santo e em Rondônia, possui um sabor mais intenso e maior concentração de cafeína.

    As lavouras de café ocupam o quarto lugar entre as principais culturas agrícolas no Brasil. O arábica representa 70% da produção nacional, concentrada em estados como Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Já o conilon corresponde a 30%, com destaque para a produção no Espírito Santo e Rondônia.

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    O Brasil também lidera as exportações de café no mundo. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Mapa, o país exportou US$ 7,17 bilhões em café nos primeiros oito meses deste ano, um aumento de 45% em comparação ao mesmo período do ano passado. As exportações de 1,82 milhão de toneladas atingiram 152 países, com os Estados Unidos, Alemanha, Bélgica e Itália como principais compradores.

    O café verde representa cerca de 85% do total exportado, seguido pelo café solúvel, que registrou um crescimento de 3% nas exportações em relação ao ano anterior. O café torrado também vem ganhando espaço no mercado internacional.

    China

    Em junho deste ano, durante uma missão oficial à China, o Governo Federal firmou um acordo com a rede Luckin Coffee, garantindo a compra de 120 mil toneladas de café brasileiro, num valor estimado de US$ 500 milhões. Além disso, o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) apoia financeiramente a cadeia produtiva, oferecendo recursos para estocagem, custeio e recuperação de cafezais. Para a safra 2024/2025, já foram contratados R$ 5,7 bilhões.

    Portanto, as iniciativas reforçam o compromisso do Brasil com o fortalecimento da cafeicultura e a promoção de seus produtos no mercado internacional.

     

  • Brasil conquista novos mercados para agronegócio

    Brasil conquista novos mercados para agronegócio

    O agronegócio brasileiro alcançou a 138ª abertura de mercado em 2024, somando 216 novas oportunidades desde o início de 2023. Ou seja, as recentes aprovações sanitárias de Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido fortalecem a confiança internacional no controle sanitário e fitossanitário do Brasil.

    O Reino Unido e o México autorizaram a importação de Grãos Secos de Destilaria (DDG) do Brasil sem exigência de certificação fitossanitária. Portanto, essa medida diversifica o uso de subprodutos de grãos no mercado externo e impulsiona a indústria brasileira de biocombustíveis.

    O México também liberou a entrada de farinha e pellets de feno dos tipos “alfalfa hay” e “timothy hay” para alimentação animal, sem necessidade de certificação fitossanitária. Essa autorização facilita o comércio e expande o mercado de rações brasileiras.

    Além disso, Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido aprovaram a importação de flor seca de cravo-da-índia e fibra de coco do Brasil. A novidade abre oportunidades para o setor de especiarias e fibras naturais, com potencial de crescimento nas indústrias de construção e manufatura desses países.

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    Essas conquistas resultam da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

     

  • Bioinsumos podem economizar US$ 5,1 bi anuais ao agro brasileiro

    Bioinsumos podem economizar US$ 5,1 bi anuais ao agro brasileiro

    A tecnologia dos bioinsumos pode reduzir a dependência de fertilizantes importados e promover uma produção mais sustentável no Brasil. Um estudo estratégico, lançado em Brasília pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), mostrou que essa inovação pode gerar uma economia de até US$ 5,1 bilhões anuais para o agronegócio nas culturas de arroz, milho, trigo, cana-de-açúcar e pastagens.

    Bioinsumos

    A pesquisa, desenvolvida em parceria com a Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, foi o ponto de partida do Projeto Nitro+. Em resumo, o objetivo é expandir o uso de inoculantes em gramíneas, similar ao que já ocorre com as leguminosas, como a soja. Além disso, o estudo também aponta a possibilidade de reduzir até 18,5 milhões de toneladas de emissões de CO₂ equivalente, tornando o setor agropecuário mais sustentável.

    Pedro Neto, secretário de Inovação do Mapa, destacou a importância de tornar a inovação acessível a todos os agricultores. “Precisamos consolidar processos que agreguem valor ao que é produzido, independente do porte do produtor”, afirmou. Segundo ele, a parceria entre o Mapa, a ABBI, o Instituto Senai e o IICA é fundamental para aumentar a resiliência e competitividade internacional do agronegócio brasileiro.

    Gabriel Delgado, representante do IICA no Brasil, reforçou a relevância da cooperação entre governo, setor privado e instituições de pesquisa. “Essa união é essencial para fortalecer a agricultura brasileira em nível nacional e internacional. O tema dos bioinsumos é uma prioridade tanto para o governo quanto para o IICA”, declarou.

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    Inovação em bioinsumos

    O fortalecimento do ecossistema de inovação em bioinsumos, que envolve institutos de pesquisa, startups, universidades e governos estaduais, pode reduzir a dependência de fertilizantes importados. Portanto, isso contribui para uma agricultura mais resiliente e menos vulnerável a oscilações no mercado global.

    Durante o evento de lançamento, três painéis discutiram o panorama dos bioinsumos no Brasil. Alessandro Cruvinel, diretor de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Mapa, e Marcos Pupin, diretor de Assuntos Regulatórios da ABBI, apresentaram dados e perspectivas do setor. Em seguida, Luana Nascimento, pesquisadora do Instituto Senai, detalhou o estudo. O evento foi encerrado com a fala de Jorge Luiz Jardim Teixeira, da Finep, sobre apoio institucional a projetos de inovação em bioinsumos e bioeconomia.

    Ou seja, a ampliação do uso de bioinsumos em gramíneas representa um passo importante para o futuro da agropecuária brasileira, reduzindo custos e impactos ambientais.